“A nossa fé leva-nos a difundir os valores da paz, da
convivência, do bem comum. Rezemos para que os cristãos, os que seguem outras
religiões e as pessoas de boa vontade promovam juntos a paz e a justiça no
mundo.”
02 janeiro, 2020
31 dezembro, 2019
Aos visitantes do blog
"Que o Deus da paz
nos abençoe e venha em nossa ajuda.
Que Maria, Mãe do Príncipe da paz
e Mãe de todos os povos da terra,
nos acompanhe e apoie, passo a passo."
28 dezembro, 2019
27 dezembro, 2019
Intereclesiais da CEBs do Regional Sul II - Paraná
Intereclesiais da CEBs do Regional Sul II
“Um revelar do rosto da Igreja simples, acolhedora, alegre,
criativa e profética”
As comunidades eclesiais de base (CEBs) são a Igreja da base,
a Igreja Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo. Uma Igreja
toda Sinodal, assim é a Igreja fundada por Jesus, "povo de filhos de Deus” e, consequentemente, "um povo de irmãos e
irmãs". A sinodalidade é uma "ideia-mãe'' do papa Francisco sobre a
Igreja e sua missão. As CEBs são vividas pelo povo que caminha, sua grande
maioria leigas e leigos, lideranças populares de pastorais sociais, movimentos
sociais, sindicatos e organizações, gente simples ou não, mas que se colocam a
serviço e se abre a vivência comunitária e fraterna e que se colocam ao lado
dos pobres e marginalizados, buscando concretizar o reino de Deus aqui e agora,
onde tem vida plena para todas e todos.
Os Intereclesiais das CEBs são fonte de animação, espaço de
grande troca de experiências, reflexões e orações da Igreja simples, alegre, criativa,
ecumênica e profética. Uma grande partilha da acolhida fraterna e sorrisos
contagiantes, das comidas gostosas, da cantoria e alegria, do saber falar e do
saber ouvir, das muitas lutas e festas, da profecia e das muitas sementes
lançadas.
Os intereclesiais são iluminações
para a esperança de algo novo que acontecerá como
uma semente se deixa romper sob a terra, deixar morrer do velho para nascer o
novo, do como fazer nascer da Igreja clerical uma Igreja popular, afirmação da
Igreja como Povo de Deus apresentada no Concílio Ecumênico Vaticano II.
Os intereclesiais são essa fonte de animação, no Regional Sul
II, o Paraná, envolvidos pelo símbolo do estado a “Gralha Azul” e a “Araucária”.
Da Gralha Azul a mística que envolve vem de sua inteligência e seus diversos
termos vocais para se comunicar e sua habilidade de esconder a sua comida, o
pinhão, para comê-lo depois, sem saber que isso vai dar continuidade nas
plantas. Da Araucária, a mística em torno de serem dioicas, expressão de
gênero, existe uma árvore feminina e outra masculina. Na árvore feminina, em
uma estrutura denominada estróbilo, ou pinha, se desenvolvem os pinhões.
Uma espécie dioica é aquela em que os gâmetas femininos
(ex.: óvulos, oosferas que são célula sexual feminina das plantas) e os gâmetas
masculinos (ex.: espermatozoides e anterozóides que são célula sexual masculina
das plantas) são produzidos por indivíduos distintos, femininos e masculinos,
respectivamente.
Aos participantes do intereclesial a quem as paróquias das
Arq/Diocese enviam para vivenciar a expressiva experiência dos intereclesiais é
fundamental o conhecer, acolher, envolver e comprometer-se com as CEBs - a Igreja onde os pobres deixam de ser prioridades, e passam ser sujeitos da missão evangelizadora e sujeitos de sua própria história.
Os intereclesiais das Comunidades Eclesiais de base, as
CEBs, acontecem em nível nacional e nos intervalos desses acontecem nos Intereclesiais
Regionais. Em cada tema escolhido as reflexões e a partilha de como as CEBs se
inserem na realidade do povo, para ser sinal de esperança e vida.
No Regional Sul II, o Paraná, o primeiro Intereclesial da
CEBs teve um caráter de seminário para refletir a caminhada das CEBs e pela
necessidade de uma maior articulação entre as comunidades. A partir do segundo
também em caráter preparativo dos Intereclesiais da CEBs nacionais.
Histórico dos Intereclesiais das CEBs do Regional Sul II
(Paraná)
Primeiro Intereclesial
da CEBs
Setembro de 1979 em São José dos Pinhais (à época diocese de
Curitiba)
Tema: CEBs - Reflexão sobre Comunidades Eclesiais de Base
Teve um caráter de Seminário para refletir a caminhada das
CEBs e pela necessidade de uma maior articulação entre as comunidades.
85 participantes
Segundo Intereclesial
da CEBs
Fevereiro de 1996 em Curitiba,
Tema: CEBs e Massas
Lema: CEBs, Sal e Fermento nas massas
800 participantes
Em preparação para o 9º Encontro Intereclesial da CEBs
Nacional, realizado em São Luís do Maranhão, de 15 a 19 de julho de 1997. Tema:
CEBs: vida e esperança nas massas.
Terceiro Intereclesial
da CEBs
Fevereiro de 1999 em Londrina
Tema: CEBs 2000 anos de caminhada
Lema: Memória e caminhada – sonho e compromisso
1000 participantes
Em preparação para o 10º Encontro Intereclesial da CEBs
nacional, aconteceu em Ilhéus, BA, de 11 a 15 de julho de 2000.Tema: CEBs: Povo
de Deus, 2000 anos de caminhada
Quarto Intereclesial
da CEBs
Fevereiro de 2004
em Maringá
Tema: CEBs Espiritualidade Libertadora
Lema: Seguir Jesus no compromisso com os Excluídos
768 participantes
Em preparação para o 11º Intereclesial da CEBs Nacional, realizado
em Ipatinga, MG, de 19 a 23 de julho de 2005. Tema abordado: CEBs,
espiritualidade libertadora. Lema: Seguir Jesus no compromisso com os
excluídos.
Quinto Intereclesial
da CEBs
Abril de 2008 em Foz do Iguaçu
Tema: CEBs, Ecologia e Missão
Lema: Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia
1050 participantes
Em preparação para o 12º Intereclesial da CEBs nacional, ocorreu
em Porto Velho, RO, de 21 a 25 de julho de 2009. Tema: CEBs, ecologia e missão.
Lema: Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia.
Sexto Intereclesial
da CEBs
Abril de 2012 em Jacarezinho
Tema: Justiça e profecia a serviço da vida
Lema: CEBs romeiras do Reino no campo e na cidade
685 participantes
Em preparação para o 13º Intereclesial da CEBs realizou-se
em Juazeiro do Norte, na Diocese de Crato, Ceará, de 7 a 11 de janeiro de 2014.
Tema: Justiça e profecia a serviço da vida. Lema: CEBs, romeiras do Reino no
campo e na cidade.
Sétimo Intereclesial
da CEBs
Abril de 2016 em Umuarama
Tema: CEBs no Paraná e os Desafios no Mundo Urbano
Lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para
libertá-lo” (Ex 3,7)
752 participantes
Em preparação para o 14º Intereclesial da CEBs realizado em
Londrina, PR, nos dias 23 a 27 de janeiro de 2018. Tema: CEBs e os desafios no
mundo urbano. Lema: “Eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”
(Ex 3,7).
Vem aí o Oitavo
Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná
18 a 21 de abril de 2020 em Apucarana
Tema: CEBs: Igreja em saída na defesa da vida das
Juventudes.
Lema: O meu desejo é a Vida do meu povo. (Ester7,3)
Lindas expectativas para o oitavo Intereclesial das CEBs do
Regional Sul II, o Paraná, como eixo central a reflexão sobre a juventude como
sujeito. Quem são os jovens, suas características, como vem se dando a relação
dos jovens com a igreja e a sociedade, sua relação com o meio onde vive, com as
novas tecnologias, o meio ambiente, violência, desigualdades e diversidades na
esperança da construção e reflexão para enfrentamento dos desafios atuais e
quais a alternativas de superação. Falar de juventude inserida nas CEBs é um
desafio, é um convite ao um diálogo aberto e franco, o oitavo Intereclesial das
CEBs será espaço a esse diálogo reafirmando que queremos a Juventude sendo
protagonistas nas Comunidades Eclesiais de Base.
----------------------------------------
Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá
26 dezembro, 2019
Cuida de mim titia
Mamãe internada, não esta boazinha, cuida de mim titia. Cuido, mas cuidado com meus cachorrinhos e olha a bagucinha em minha cama. Rsrsrs
25 dezembro, 2019
24 dezembro, 2019
21 dezembro, 2019
Oração da Campanha da Fraternidade 2002
Pai de todos os povos,
Queremos rezar pelos nossos irmãos indígenas,
Que lutam pela realização de seus sonhos.
Animados pelo vosso Espírito,
Consigam construir a terra sem males,
Que revela a busca do vosso reino.
Queremos também pedir por nós,
Para que nos convertamos,
Sejamos solidários com os povos indígenas,
Aprendamos com seus sonhos
E nos inspiremos em sua caminhada
Rumo à terra sem males.
Que possamos compreender
Que é possível a terra sem males,
Onde aconteça a plena libertação,
E a restauração da justiça,
De modo que possamos todos viver em fraternidade,
E haja a valorização de todos os povos.
Ó Pai, isso vos pedimos
Com a Virgem de Guadalupe,
Padroeira da América,
Por Jesus Cristo, que nos congrega num só povo
E alimenta nossas esperanças.
Amém.
UM NATAL INDÍGENA – Carta às Comunidades
UM NATAL INDÍGENA – Carta às Comunidades
Amadas irmãs e amados irmãos das comunidades católicas
do Brasil,
Diante da situação dramática que vivem povos indígenas de
nosso país, chegando ao limite de assassinatos neste tempo do Advento, e em
sintonia com o pronunciamento de D. Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente da
CNBB, divulgado no dia 18 de dezembro de 2019 (veja em
https://youtu.be/95POVhKulf8), gostaríamos de sugerir um gesto de solidariedade
com nossos irmãos das comunidades indígenas neste tempo litúrgico no qual
adoramos o
Senhor que nasce em uma manjedoura. O Papa Francisco nos
convidou a olhar para o Presépio como um SINAL ADMIRÁVEL. Inspirados pelo Deus
que nasce nos meio dos pobres, como pobre, possamos estar juntos/as daqueles/as
que neste momento da história estão na manjedoura sem nenhuma proteção.
Convidamos as comunidades eclesiais, paróquias, pastorais,
movimentos e organismos eclesiais, ordens e congregações religiosas a inserir,
se possível já na liturgia do 4° domingo do Advento, ou nas do Natal, ou no dia
em que celebramos a Paz Universal, segundo o costume e a realidade de cada
grupo ou local, este gesto de compromisso com a defesa da dignidade da vida
ameaçada de descendentes de quem primeiro habitou nosso território.
Algumas sugestões:
– Colocar nos presépios algo que possa simbolizar os povos
indígenas, fazer uma oração e um canto em memória indígena (pode ser a oração
da Campanha da Fraternidade de 2002 – Fraternidade e Povos Indígenas, que teve
como lema “Por uma terra sem males”);
– Rezar pela Paz nos territórios indígenas nas celebrações,
vigílias e caminhadas pela paz que serão realizadas no dia 01/01/2020, usando
velas, roupas brancas e a oração da CF 2002 nestas celebrações;
– Na medida do possível, projetar o pronunciamento de D.
Walmor nestas ocasiões e/ou dar ampla divulgação ao mesmo, inclusive nos meios
de comunicação católicos;
– Um exemplo inspirador vem do Regional Nordeste 2: no 4º
domingo do Advento será celebrado o 39º Natal das Comunidades, reunindo 3
dioceses do Agreste de Pernambuco (Garanhuns, Floresta e Caruaru). Na ocasião
será passado o vídeo do presidente da CNBB, e na Celebração Eucarística a
situação dos indígenas será lembrada no Ato Penitencial, nas Preces e a Oração
e pela Paz;
– Nos locais onde há comunidades indígenas, convidar algum/a
deles a para relatar a situação que enfrentam nas celebrações;
– Convidar as famílias a acender velas na frente ou na
janela das casas em uma noite determinada.
São apenas alguns exemplos. Peçamos que Espírito Santo que
tudo move e renova suscite a criatividade e o empenho das equipes de liturgia e
demais grupos para que possamos estar em sintonia com as indicações do Sínodo
Pan-Amazônico.
Assinam:
Conselho Nacional de Leigos e Leigas do Brasil
Coordenação da Ampliada Nacional das CEBs do Brasil
Pastoral da Juventude
Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) –
Regional Piauí
Juventude Franciscana (JUFRA) do Brasil
Ateliê 15
Instituto Catarinense de Juventude
Iser Assessoria
Pastoral Operária
Movimento Católico Global pelo Clima
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM): paróquias da Zona
Leste de São Paulo
Articulação Brasileira pela Economia de Francisco
Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade-AFES
Católicos/as contra o Fascismo
Ordem Franciscana Secular (OFS) do Brasil
Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades
Franciscanos Capuchinhos do Brasil
OBS.: convidamos a todos/as os/as que quiserem somarem no
esforço de distribuir e assinar esta sugestão.
Fonte: Site das CEBs do Braisl
20 dezembro, 2019
É preciso socorrer e salvar
“É preciso socorrer e salvar
porque somos todos responsáveis pela vida no nosso próximo,
e o Senhor nos cobrará no momento do juízo final”.
(Papa Francisco)
Papa aos refugiados: "A nossa inércia é pecado!”
“É preciso socorrer e salvar porque somos todos responsáveis
pela vida no nosso próximo, e o Senhor nos cobrará no momento do juízo final”.
Palavras do Papa Francisco no encontro desta quinta-feira (19) com os
refugiados vindos por meio de corredores humanitários das regiões de guerra.
Na manhã desta quinta-feira (19) o Papa Francisco encontrou
um grupo de refugiados que chegou recentemente da Ilha de Lesbos, na Grécia por
meio dos corredores humanitários. Em Lesbos agrupam-se os migrantes vindos de
vários países em guerra, principalmente do Oriente Médio. Na ocasião o Papa
posicionou uma cruz no acesso do Palácio Apostólico do Pátio do Belvedere que
recorda os migrantes e refugiados.
Migrantes: implacável compromisso da Igreja
Francisco iniciou seu discurso mostrando um colete salva-vidas que lhe fora
entregue por uma equipe de resgate: “Este colete – disse – pertencia a uma
menina que morreu afogada no Mediterrâneo. Eu repassei aos dois subsecretários
da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento
Humano Integral dizendo-lhes: ‘Esta é a missão de vocês!’. Isso representa o
implacável compromisso da Igreja em salvar as vidas dos migrantes, para poder acolhê-los,
protegê-los, promovê-los e integrá-los”.
Depois de recordar das muitas vidas humanas perdidas na
travessia do Mediterrâneo para tentar encontrar nova vida na Europa, Francisco
disse que as mortes foram causadas pela injustiça.
“Sim, porque é a injustiça que obriga muitos migrantes a
deixar suas terras. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e a
sofrerem abusos e torturas em campos de detenção. É a injustiça que os leva e
os faz morrer no mar”
A cruz com o colete
Ao apresentar a cruz, o Papa explicou que o colete está
“vestindo” a cruz de resina para exprimir a experiência espiritual que ele
percebeu nas equipes de resgate. E recordou que “na tradição cristã a cruz é
símbolo de sofrimento e de sacrifício, mas também de redenção e de salvação”.
Depois explicou:
“Decidi expor este colete salva-vidas 'crucificado' nesta
cruz para que nos recordemos que devemos ter os olhos abertos… o coração
aberto, para recordar a todos o compromisso imprescindível de salvar toda a
vida humana, um dever moral que une os que crêem e os que não crêem”
em seguida o Papa Francisco exorta:
“Como podemos ficar indiferente diante de tantos abusos e
violências à vítimas inocentes, deixando-as à mercê de traficantes sem
escrúpulos. Como podemos ‘seguir adiante, pelo outro lado’, como o sacerdote e
o levita da parábola do Bom Samaritano, tornando-nos assim cúmplices de suas
mortes. A nossa ignávia é pecado!”
Agradecimento aos não indiferentes
E o Papa fez um agradecimento: “Agradeço ao Senhor por todos
os que decidiram não ficar indiferentes e se empenham em socorrer um
desventurado no caminho para Jericó, sem fazer perguntas sobre como ou porque
tenha acabado nesta situação”.
Por fim afirmou que para buscar soluções é preciso
“denunciar e perseguir os traficantes que exploram e maltratam os migrantes,
sem temor de revelar conivências e cumplicidades com as instituições. É preciso
colocar de lado os interesses econômicos e pôr no centro a pessoa, cuja vida e
dignidade são preciosas aos olhos de Deus”.
Concluindo o Papa disse:
“É preciso socorrer e salvar porque somos todos responsáveis
pela vida no nosso próximo, e o Senhor nos cobrará no momento do juízo final”
Jane Nogara - Cidade do Vaticano
Fonte: Vatican News
“Deixemos a mãe descansar”: conheça o presépio que comoveu o coração do Papa
Que pai ou mãe não se
identifica com a imagem?
O Papa Francisco disse que, em seu aniversário, em 17 de
dezembro, ele viu uma imagem de um presépio diferente, chamada de “Deixemos a
mãe descansar”. Na representação, que está circulando nas mídias sociais, Maria
dorme enquanto José segura o Menino Jesus.
O Papa disse que a imagem mostra “a ternura de uma família,
de um casamento”:
“Quantos de vocês têm que dividir a noite entre marido e
mulher pelo menino ou menina que chora, chora e chora”, refletiu.
Esta é, precisamente, a mensagem do presépio, explicou o
Papa, acrescentando:
“E também podemos convidar a Sagrada Família para o nosso
lar, onde há alegrias e preocupações, onde todos os dias acordamos, comemos e
dormimos perto de nossos entes queridos. O presépio é um evangelho doméstico.”
Tradição dos
presépios
Este ano, Francisco enfatizou a importância de manter a
tradição dos presépios. Ele viajou para Greccio, onde São Francisco criou o
primeiro presépio vivo e lançou uma carta apostólica que fala sobre o
simbolismo e o propósito das representações do nascimento de Jesus.
O pontífice também visitou uma exibição de 100 presépios de
todo o mundo, que acontece no Vaticano.
Em uma Audiência Geral, ele lembrou que o presépio é uma
maneira “simples, mas eficaz” de preparar nossos corações para o nascimento de
Jesus.
“De fato, o presépio é como um evangelho vivo (Carta
Apostólica Admirabile signum, 1). Traz o Evangelho para os lugares onde se
vive: para as casas, escolas, os locais de trabalho e de reunião, hospitais,
asilos, prisões e praças.
E lá, onde moramos, isso nos lembra algo essencial: que Deus
não permaneceu invisível no céu, mas veio à Terra, tornou-se homem, criança.
Montar o presépio é celebrar a proximidade de Deus. Deus
sempre esteve perto de Seu povo, mas quando Ele encarnou e nasceu, Ele estava
muito próximo, muito próximo.
Montar o presépio é redescobrir que Deus é real, concreto,
vivo e respira. (…)
Algumas imagens retratam a Criança de braços abertos para
nos dizer que Deus veio abraçar nossa humanidade.
Por isso, é bom estar na frente da manjedoura e ali confiar
nossa vida ao Senhor, conversar com Ele sobre as pessoas e situações com as
quais nos preocupamos, fazer um balanço do ano que está chegando ao fim,
compartilhar com Ele as nossas expectativas e preocupações.”
As palavras do Papa nos lembram a importância de parar um
pouco para refletir. Somente se deixarmos o barulho do mundo fora de nossas
casas, nos abriremos para ouvir Deus, que fala em silêncio.
Espero, então, que, ao montarmos o presépio, encontremos uma
oportunidade de convidar Jesus para a nossa vida. É como abrir a porta e dizer:
“Jesus, entre!”. É preciso tornar tangível essa proximidade, este convite a
Jesus para entrar em nossas vidas. Porque se Ele habita em nossas vidas, a vida
renasce. E se a vida renasce, é realmente Natal.
Feliz Natal a todos!
Fonte: Portal Aleteia
José, o homem do Advento
“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia
mandado e aceitou sua esposa”
"Como a Maria, Deus também diz a José: “Não
tenhas medo de receber Maria como tua esposa”. Há homens que são importantes
não pelo que fazem, mas pelo que são no coração. Há homens que são grandes não
por suas grandes ideias, mas por acolher a lógica de Deus, que quebra toda
lógica humana. José foi o homem humilde de um povoado como carpinteiro; mas
José foi grande por ser o “homem da fé”
Estamos já no centro do mistério da Encarnação. Os relatos
“da infância de Jesus” (Mt e Lc), não são crônicas de acontecimentos, não são
“história” no sentido que hoje damos à palavra. São “teologia narrativa”.
O relato do evangelho deste domingo nos revela que Deus
dirige a história. Para isso se serve de pessoas eleitas. Cada vez que há um
acontecimento importante na história da salvação, ali aparece um homem ou uma
mulher como mediadores da obra de Deus ou transmissores de sua vontade.
O acontecimento mais importante da história da salvação é o
Nascimento do Filho de Deus. Para “fazer-se homem”, Deus precisava de uma
família. O nome de José está profundamente ligado ao mistério de Jesus. E se o
anjo é um sinal de que Deus se faz presente na vida de uma pessoa para
comunicar-lhe algum de seus desígnios, Deus mesmo se fez presente a José, por
meio de seu anjo. Segundo o evangelho de Mateus, José é a pessoa a quem
primeiro lhe é revelado o mistério que sua esposa guardava em seu ventre.
Quantas coisas acontecem envolvidas pela noite e pelo
mistério! Enquanto o agricultor dorme, na noite rompe-se a casca e cresce a
semente lançada na escura terra, acompanhada de renovadas expectativas e
esperança. Tudo começa na noite: na noite dos pensamentos, dos corações, das
intenções, das esperas, dos encontros. Eis o mistério, eis a noite! A noite, a
nossa noite, é habitada por Aquele que vem. Até na noite da desolação, na
solidão, no deserto, é possível encontrá-Lo.
Contemplando a noite de José, nosso coração se alarga até o
assombro, nossos braços se abrem para a acolhida, nossos olhos se aquecem ao
reconhecer Àquele que vem e na brisa pronuncia o nosso nome. Nas sombras da
vida Ele se faz encontrar, na solidão revela sua presença, na fragilidade
mostra seu rosto.
O mistério da Encarnação de Jesus, sem dúvida, significou
também “a paixão vivida por José, esposo de Maria”. Momentos de angústia, de
dúvida; momentos de obscuridade em seu coração; momentos de pura fé na palavra
de Deus.
José, assim como Maria, vai além da lógica e das condições
humanas; também ele termina se apresentando como “o servo do Senhor”, dizendo
em seu coração: “faça-se em mim segundo tua palavra”.
Como a Maria, Deus também diz a José: “Não tenhas medo de
receber Maria como tua esposa”. Há homens que são importantes não pelo que
fazem, mas pelo que são no coração. Há homens que são grandes não por suas
grandes ideias, mas por acolher a lógica de Deus, que quebra toda lógica
humana. José foi o homem humilde de um povoado como carpinteiro; mas José foi
grande por ser o “homem da fé”.
É preciso recuperar o sentido da surpresa, que é a atmosfera
própria do tempo do Advento; é preciso recordar que a visão bíblica da
história, dirige-se para uma meta surpreendente. Para isso, faz-se necessário
despertar novamente a capacidade de maravilhar-se.
José era um pobre noivo, pertencente a uma nação oprimida e
a uma categoria social esquecida, mas conservava límpidos os olhos do espírito,
prontos para perceber a maravilha que estava acontecendo na sua vida e na vida
de Maria. Nele, devemos recobrar o sentido da expectativa, da novidade, da
coragem.
Deus é encontrado, não na estrada suntuosa do domínio e do
triunfo, mas na estrada do desapego, da doação, do despojamento e da
fragilidade. Para entrar em sintonia com sua Vontade e deixar-se conduzir pelo
seu Anjo, não é preciso estar coberto de títulos honoríficos, nem envolto pelo
manto de obras realizadas; é preciso, isto sim, ser como José, sem títulos e
sem riquezas, mas justo e humano, como o seu Filho que “não veio para ser
servido, mas para servir, e para dar a sua vida”.
Como costuma acontecer com todas aquelas pessoas às quais
lhes são confiadas missões importantes, José é um homem discreto. Sua presença
é silenciosa. Na relação de José com Jesus, poderíamos aplicar a ele estas
palavras: “é preciso que ele (Jesus) cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).
Não podemos entender a presença de José em função de si
mesmo, mas a serviço de Jesus e de seu mistério. Saber estar em função de outro
não é fácil, mas é um dos modos mais belos de amar. O silêncio de José não tem
nada de ingênuo. É o silêncio daquele que escuta atentamente para assim poder
servir melhor.
José, “homem justo”: para alguns o têrmo é sinônimo de “delicadeza
ou piedade”, para outros significa “respeito, reverência” em relação ao
mistério de Maria; para outros ainda, é um título jurídico, ou seja, “obediente
à lei”. Sabemos que o “Justo” por
excelência é Deus, fiel à Aliança e que, com constância, continua seu projeto
salvífico, apesar das rupturas provocadas pela infidelidade humana.
O “homem justo” é aquele que, como Abraão, na fé acolhe o
plano de Deus e com Ele colabora. José é “justo” porque adere ao misterioso
desígnio de Deus, é justo porque confia em Deus, arrisca com Deus, ainda que os
contornos do Seu Plano permaneçam obscuros e, em certos aspectos,
incompreensíveis.
José e “justo” porque se ajusta ao modo de agir
surpreendente de Deus. É “justo” porque se abre para o infinito, inspirando-se
em Deus mesmo, o Justo; à justiça exterior, farisaica, ele opõe a justiça da fé
e do coração. Portanto, o termo justo quer indicar a abertura e a adesão à ação
suprema de Deus.
Nesse sentido, José se coloca na linha das grandes figuras
da história da salvação. Sua vida é um exemplo de silenciosa dedicação ao
Reino.
Este José é hoje o homem do Advento, e nos alegramos que ele
tenha se mantido firme e mudado seus critérios para estar a serviço da Vida.
Também nós somos “josés”, neste domingo final de Advento. Também nós, algumas
vezes, nos encontramos em momentos de obscuridade, marcados por dúvidas e
crises, pensando em fugir, abandonar a missão. É normal que, ao adentrar-nos em
nosso próprio mistério, nos encontremos com nossos medos e preocupações, nossas
feridas e tristezas, nossa mediocridade e incoerência.
Mas Deus quer atuar em nós e através de nós; Ele sempre
conta conosco para uma nobre missão.
Não devemos nos inquietar, mas permanecer no silêncio. A
presença amistosa, que está no mais íntimo de nós, irá nos pacificando,
libertando e sanando. “Esta experiência do coração é a única com a qual se pode
compreender a mensagem de fé do Natal: Deus se fez homem” (Karl Rahner).
Este mistério último da vida é um mistério de bondade, de
perdão e salvação, que está em nós: dentro de todos e cada um de nós. Se o
acolhemos em silêncio, conheceremos a alegria do Natal.
Na vida, há muitos momentos nos quais só cabe o silêncio, em
vez do alvoroço, só cabe a serenidade, em vez da precipitação; cabe a nós
renunciar aos nossos próprios critérios e esperar que Deus fale.
Isso pede de nós confiança total, muitas vezes sem
compreender nem conhecer o “por quê e o como”; o decisivo é “deixar-nos fa-zer”
por Deus, deixar-nos conduzir por Aquele que, a partir do mais profundo de nós
mesmos, abre um horizonte de sentido e de surpresas. Aprendamos de José a abrir
nosso interior e deixar-nos surpreender por Deus.
Texto bíblico: Mt 1,18-24
Na oração: Durante a
oração devemos nos deter particularmente na figura de José. Ele teve seus
pensamentos próprios, suas preocupações e suas provações, suas perguntas
dilacerantes e suas dúvidas angustiantes.
Mas Deus nunca deixa de atuar no meio das nossas noites,
dúvidas, provações. Ele conhece nossos pensamentos e temores. E, no momento
certo, nos liberta dos nossos medos e
nos dá a conhecer sua Vontade.
- Recordar momentos de dúvidas, incertezas, desolações...,
mas que lhe ajudaram a amadurecer na fé e na adesão ao projeto de Deus.
Pe. Adroaldo Palaoro sj
Fonte: Centro Loyola
18 dezembro, 2019
17 dezembro, 2019
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