05 julho, 2020

Empresa destrói lavoura do MST destinada a doação de alimentos na pandemia

Aconteceu na sexta-feira, nos fundões do Brasil, lá onde a vida pulsa e a solidariedade move o trabalho de trabalhadores rurais, no acampamento Valdair Roque, de Quinta do Sol, no Paraná, que plantam hortaliças para doar a famílias carentes durante a pandemia. 

Logo cedo, Victor Vicari Rezende, um dos proprietários da área, que pertencente à Usina Sabarálcool, acompanhado de 14 homens, alguns encapuzados, e de dois tratores, deu a ordem para a destruição das lavouras em fase de colheita plantadas por 50 famílias do Movimento Sem Terra (MST). 

No mesmo dia, a Horta Comunitária Antonio Tavares, das comunidades Terra Livre e Mãe dos Pobres, doaram 1500 quilos de alimentos orgânicos a...continue lendo...

Projeto "Caminhos de santidade: a vida dos santos” Santo Antônio Maria Z...

Ampliada das CEBs Regional Sul 2 realiza reunião on line

“Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (...) E a esperança não engana, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. ” Romanos 5, 1 ss.


A Ampliada das CEBs Regional Sul 2 esteve reunida no dia 04 de julho para encaminhamentos e reflexões necessárias nesse tempo de conjuntura complexa, agravado pela pandemia. Pela impossibilidade de deslocamento e cuidado com a vida, o encontro aconteceu virtualmente contando com a presença da maioria das dioceses paranaenses. Dom Manoel, referencial das CEBs Sul 2 participou no primeiro momento, em razão de compromisso previamente agendado.


Dentre os pontos de pauta tratados destacamos a leitura da Carta Consulta enviada pelo Secretariado do 15º Intereclesial acerca de mudança de data do encontro, em razão das dificuldades e impedimentos apresentados por esse contexto de pandemia que tem assolado as comunidades. Por unanimidade as CEBs do Regional Sul 2 aceitou a data proposta: 18 a 22 de julho de 2023, ressaltando a pertinência dos aspectos apresentados para que a mudança ocorra. 

Ficou também decidido ações de comunicação, animação e formação, visto que a realidade atual apresenta-se como oportuna para que se possa apropriar dos meios de comunicação e tecnologias, usando-as em favor da organização, formação e animação das comunidades. Um projeto será implementado para que se possa produzir, lives, rodas de conversa e material escrito, abordando os temas da Campanha da Fraternidade e do Intereclesial, fazendo um link com o contexto da/pós pandemia, trazendo luzes e esperança para nossas gentes. 

Também foram pensadas possibilidades e datas prováveis para a realização do 8º Intereclesial do Paraná, que não pode ser realizado em abril desse ano em razão das medidas de isolamento social. 

As dioceses presentes partilharam as dores e resistências vivenciadas nesse tempo, deixando claro o papel das lideranças em manter acesa nas comunidades e nas pessoas a chama da Esperança, fundada na Palavra de Deus, na Partilha e na busca da Justiça. 

As CEBs do Regional Sul 2 demonstrou alegria pela vinda de Dom Severino para a Arquidiocese de Maringá, o que por certo nos fortalecerá nessa caminhada, em sintonia com o Evangelho de Jesus de Nazaré e com as propostas do Papa Francisco para sermos “igreja em saída”, no cuidado da casa comum e especialmente junto aos que sofrem. Bem Vindo Dom Severino! 

Em sintonia com a humanidade que vive as dores desse momento de doença, morte, incerteza e descaso com a vida, agravado por governantes e autoridades indiferentes a dor do povo, a Ampliada das CEBs do Regional Sul 2 pediu a Nossa Senhora proteção, rezando a Oração Maria da Pandemia de Roberto Malvezzi, rogando que o Magnificat se faça e que os oprimidos sejam libertados, pela Palavra, pela fé e resistência esperançosa de povo de Deus. 

Oração MARIA DA PANDEMIA Roberto Malvezzi (Gogó) 
Maria da Pandemia, 
Rogai pelos que estão entubados nos hospitais, 
Buscando um pouco de ar para sobreviver, 
Agonizando e morrendo na solidão. 
Rogai por seus familiares e amigos, 
Nessa hora de angústia, 
Quando a dor é maior. E a esperança menor. 
Rogai pelos médicos, enfermeiras, 
Profissionais da limpeza, religiosos, 
Todos os que cuidam dos contaminados. 
Livrai-nos da indiferença e dos indiferentes, 
Dos adoradores da morte, 
Dos que celebram as desgraças alheias, 
Dos que deveriam ser os primeiros em responsabilidade 
E se colocam de forma fria e sórdida diante desses tormentos. 
Rogai para que Deus ilumine os cientistas, 
Que seja encontrado rapidamente um caminho 
Para neutralizar a ação do vírus. 
Quando tudo passar, 
Que o ar permaneça limpo, 
Que as águas permaneçam puras, 
Que as florestas permaneçam em pé, 
Que nossas ruas tenham o silêncio da paz, 
Que nosso céu permaneça azul 
Que todas as formas de vida continuem celebrando sua liberdade 
Que a humanidade aprenda que a Terra não é lugar só da humanidade. 
Que todos vivemos em uma Casa Comum Amém!

Texto: Leoni Alves Garcia - Comunicação das CEBs Regional Sul 2

03 julho, 2020

Silenciar!

Silenciar para compreender a si mesmo e aos outros. E também silenciar para levar os outros a te compreender...

Caetano Veloso - Terceira Margem do Rio

Reflexão sobre Maria Madalena, texto de Mercedes Lopes


Leia a reflexão sobre Maria Madalena, texto de Mercedes Lopes.
(CEBI – Boletim Por Trás da Palavra n. 143, 2004, p. 17-21)

Normalmente, quando se pergunta a uma pessoa quem foi Maria Madalena, ela responde quase sem pensar: uma pecadora arrependida. No entanto, nenhum texto dos evangelhos diz que Maria Madalena foi pecadora pública. Que dizem os evangelhos sobre ela?
Nos evangelhos, Maria Madalena é a mulher mais citada pelo nome. Além disso, ela aparece sempre realizando funções muito importantes para as origens do Cristianismo:
  • Como discípula de Jesus (Lc 8,1-3);
  • Como testemunha da sua crucifixão (Mc 15,40-41; Mt 27,55-56; Lc 23,49; Jo 19,25);
  • Como testemunha do seu sepultamento (Mc 15,47; Mt 27,61);
  • Como testemunha da sua ressurreição (Mc 16,1-8; Mt 28,1-10; Lc 24,1-10; Jo 20,1;20,1 1-8);
  • Como enviada aos Onze com uma mensagem de Jesus (Mt 28,10; Jo 20,17-18).
Chama a atenção o fato de Maria Madalena ser citada em primeiro lugar em todos estes textos. A única exceção é Jo 19,25, onde a mãe de Jesus aparece em primeiro lugar. A citação de Maria Madalena em primeiro lugar parece indicar sua liderança no grupo das discípulas de Jesus. Além disso, o Evangelho de Marcos deixa claro que ela e suas companheiras eram modelo para as pessoas da comunidade que buscavam seguir Jesus: Elas o seguiam e serviam quando estava na Galileia. E ainda muitas outras que subiram com ele para Jerusalém (Mc 15,40-41). Sabemos que o serviço amoroso é uma das características que marcava a identidade dos discípulos e discípulas de Jesus, segundo a comunidade de João: Vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz (Jo 13,14-15). Na comunidade de Marcos, a pessoa mais importante é aquela que se coloca a serviço de todos (Mc 9,35). Então, como foi que transformaram a discípula modelo em pecadora arrependida?
Que horror, ela tinha sete demônios!
Teriam interpretado mal a expressão Maria Madalena, da qual haviam saído sete demônios? (Lc 8,2). Esta expressão, que aparece somente em Lucas e no apêndice de Marcos (Mc 16,9), criou uma série de preconceitos contra Maria Madalena. Mas para o Evangelho de Lucas, a possessão não significa pecado e, sim, doença. O número 7, sempre simbólico, parece indicar a gravidade da situação. Dentro do contexto de Lucas, podemos interpretar que Maria Madalena padecia de uma grave doença nervosa ou psicossomática. No encontro com Jesus, ela recupera a harmonia interior e entra em um processo de crescimento e amadurecimento pessoal, até atingir a plenitude do seu ser na experiência pascal.
Seu gesto era de arrependimento e muito amor 
Teriam confundido Maria Madalena com a pecadora anônima que lavou os pés de Jesus com suas lágrimas e os secou com seus cabelos? (Lc 7,36-50). Porém, não há neste texto de Lucas nenhuma relação entre a moça do perfume e Maria Madalena. Segundo o texto de Marcos, que já citamos, Maria Madalena seguia Jesus desde a Galileia. Portanto, ela devia ser conhecida na tradição por seu nome: Maria, e sua procedência: Magdala. A mulher que é apresentada neste texto de Lc 7,37 parece que não pertencia à comunidade dos discípulos e discípulas. É uma mulher marginalizada, anônima, corajosa e decidida, que toma a iniciativa de entrar na casa de Simão, o fariseu, e fazer com Jesus o rito de acolhida que seu anfitrião havia omitido. Rito que era muito importante para as pessoas que percorriam longas distâncias a pé, pelas estradas poeirentas da Palestina.
Quanta confusão! 
E a confusão continua, pois aquela mulher anônima do episódio narrado por Lc 7,36-50 passou a ser identificada com as mulheres anônimas que ungiram Jesus para a sepultura (Mc 14,3-9 e Mt 26,6-13). Uma leitura atenta destes textos vai mostrar que os ritos que realizam são diferentes. No texto de Lucas, o próprio narrador trata de esclarecer que se trata de um rito de acolhida e coloca esta explicação no diálogo de Jesus com Simão. Nos Evangelhos de Marcos e de Mateus, o rito está situado no contexto da Páscoa. Marcos faz questão de informar que faltavam apenas dois dias para a Páscoa e os Ázimos (Mc 14,1). Mostra que o contexto era conflitivo, pois a execução de Jesus já estava decidida: os chefes dos sacerdotes e os fariseus apenas procuravam um ardil para matá-lo (Mc 14,1b). É justamente neste contexto que está a unção de Jesus, feita por uma mulher anônima (Mc 14,3-9). O texto de Marcos está muito próximo do texto de João 12,1-8. Tanto Marcos como João nos contam que o perfume derramado pela mulher no corpo de Jesus era nardo puro (Mc 14,3 e Jo 12,3). Marcos nos informa ainda que este episódio da unção para a sepultura se passou em Betânia (Mc 14,3). Tudo isso parece ligar os textos de Marcos, Mateus e João (Mc 14,3-9; Mt 26,6-13 e Jo 12,1-8) e ajuda a compreender a importância desde ritual. Sua protagonista parece ser Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro. O gesto de unção de Jesus para a sepultura é ao mesmo tempo profético e solidário com seu projeto e sua entrega sem limites.
Mulher chorona, de cabelos compridos e perfumados 
A imagem de Maria Madalena está ligada a cabelos compridos, perfume e lágrimas. Sabemos que a tradição das lágrimas está relacionada à sua angustiosa busca do corpo de Jesus, naquela madrugada do primeiro dia da semana (Jo 20,1.11-18). Mas perfume e cabelos longos expressam a identificação de Maria Madalena com Maria de Betânia, a irmã de Marta, que segundo o Evangelho de João foi quem ungiu Jesus para o sepultamento (Jo 12,1-8). E aqui vale a pena falar um pouco mais de Maria de Betânia, a discípula que gostava de ficar sentada aos pés de Jesus, escutando-o (Lc 10,39). Discípula amada (Jo 11,5), que consegue encher a casa (comunidade) de perfume (Jo 12,3). Seu gesto amoroso será repetido por Jesus na celebração da Ceia (Jo 13,2-5). Segundo Jesus, em memória dela, seu gesto seria contado onde quer que fosse proclamado o Evangelho (Mc 14,9).
Ela foi investida de autoridade 
Maria permaneceu no jardim, procurando Jesus, depois que Pedro e o outro discípulo foram embora. Ela chorava angustiada e confundiu Jesus com o jardineiro. No entanto, ela o reconhece imediatamente quando Jesus a chama pelo nome. Em toda a Bíblia, chamar pelo nome faz parte dos relatos de missão. Às vezes, acontece mudar o nome, para indicar a missão que a pessoa vai realizar. Mas, em Jo 20,16, Jesus a chama pelo nome com que sempre a havia chamado – talvez do mesmo jeito e com o mesmo tom de voz. E provavelmente Maria responde também da maneira como sempre o tratou: Rabuni. Sem pretender ser fundamentalista, quero mostrar como neste relato simbólico se revela a importância da missão de Maria Madalena nas primeiras comunidades cristãs: Maria é chamada pelo nome; reconhece imediatamente a voz de Jesus; chama-o de Mestre em aramaico; depois, é enviada por Jesus com uma mensagem para os outros discípulos. Da maneira como este episódio é descrito, parece um evento de fundação, no qual Maria Madalena foi investida de autoridade.
De onde vem a confusão?
Esta confusão a respeito de Maria Madalena pode ter muitas causas. Uma delas pode ser uma leitura muito rápida dos textos bíblicos, ou mesmo um exemplo da pouca importância que se dá à memória do discipulado das mulheres. Até pode ser que a intenção tenha sido a de buscar na figura de Madalena como uma pecadora arrependida um apelo à conversão, mostrando como todos os pecados podem ser perdoados quando a pessoa se arrepende. No entanto, parece haver urna intenção menos explícita, parecida com estas propagandas que hoje se faz através das novelas. De maneira sutil, a deturpação da figura de Maria Madalena mantém uma velha atitude de suspeita em relação às mulheres, passando a ideia de que sua natureza e seus corpos são espaços perigosos, de possessão demoníaca, identificada com pecado. Os corpos inferiorizados e culpabilizados são mais facilmente submetidos.
Desta maneira, a discípula fiel, que acompanhou Jesus durante sua vida pública, a amiga e companheira que esteve presente na crucifixão e que permaneceu diante do túmulo; aquela que fez a maravilhosa experiência da ressurreição, podendo afirmar com toda a convicção Vi o Senhor!, foi transformada em pecadora arrependida. Mesmo que esta deturpação da figura de Maria Madalena não fosse muito consciente, ela é um desvelamento do medo que o androcentrismo tem de perder o poder. Se a tradição da discípula e apóstola permanecesse, haveria o perigo de que as mulheres descobrissem a sua importância nas origens do Cristianismo e se sentissem animadas a assumir com autoridade, dignidade e pleno direito seus espaços de reflexão, decisão e também no ministério ordenado das igrejas cristãs. Estariam lado a lado com os homens, mantendo a memória fiel de Jesus de Nazaré, fazendo circular o amor pleno e sem medo, exercendo o poder de defender e fortalecer a vida.
Fonte: CEBI

Com islâmicos, Brasil tenta esvaziar resolução sobre direito das mulheres

O governo de Jair Bolsonaro aprofunda uma postura ideológica em negociações diplomáticas sobre uma resolução que condena a discriminação de gênero e tenta fortalecer o direito das mulheres. O texto sob consideração no Conselho de Direitos Humanos da ONU ganhou importância principalmente no momento em que a pandemia revela a disparidade no mundo e como a crise vem afetando de forma desproporcional as mulheres...continue lendo aqui

01 julho, 2020

CEBs Nordeste


Projeto "Caminhos de santidade: a vida dos santos” Santo Aarã - Dia 01 d...

Entrevista com Dom Severino Clasen

Papa Francisco nomeia dom Severino Clasen para a arquidiocese vacante de Maringá (PR)


O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 1º de julho, dom Severino Clasen como bispo da arquidiocese de Maringá (PR). A circunscrição religiosa estava vacante desde o dia 20 novembro de 2019, quando o pedido de renúncia por motivo de saúde de dom Anuar Battisti foi aceito pelo Santo Padre. Desde 4 de setembro de 2011, dom Severino é bispo titular da diocese de Caçador (SC). A diocese de Maringá estava sob os cuidados de dom João Mamede Filho, bispo de Umuarama (PR).

Trajetória do novo bispo de Maringá

Dom Severino Clasen tem três irmãos e quatro irmãs, sendo duas delas religiosas da Congregação Franciscanas de São José. Ingressou no seminário menor em 1968, em Ituporanga (SC).

Severino Clasen tornou-se franciscano ao ingressar na província da Imaculada em janeiro de 1976. Em seguida, fez os estudos de Filosofia e Teologia no Instituto Teológico de Petrópolis e foi ordenado sacerdote em 10 de julho de 1982. Neste mesmo mês, passou a ser vigário paroquial de Concórdia, em Santa Catarina, e em 1988 foi transferido para Porto União. No ano seguinte, tornou-se o responsável pela pastoral vocacional da província da Imaculada.

Foi reitor e pároco do Santuário São Francisco, no Largo São Francisco de São Paulo, e foi nomeado bispo para a diocese de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha, em 11 de maio de 2005.

Foi ordenado bispo por dom Lorenzo Baldisseri, então núncio apostólico no Brasil, no dia 25 de junho de 2005, na cidade de Ituporanga. A posse episcopal ocorreu no dia 10 de julho de 2005, em Araçuaí. Seu lema episcopal é “Acolher e cuidar”. No dia 11 de maio de 2011, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tendo sido reeleito para um mandato que exerceu até 2019.

No dia 6 de julho de 2011, o Papa Bento XVI o nomeou para a diocese de Caçador (SC), transferindo-o da diocese de Araçuaí. Dom Severino foi empossado no dia 4 de setembro de 2011. Atualmente é presidente do Regional Sul 4 da CNBB, eleito na última 57ª Assembleia da CNBB.

24 junho, 2020

Hoje choro pela vida tirada de meu primo Leandro pela Covid-19

Leandro pertencia a Paróquia São Mateus Apóstolo, cidade de Maringá – Pr. Seus pais graças a Deus recuperam da Covid-19, Leandro não conseguiu, mais uma vida tirada pelo coronavírus.

Que bom que não seja verdade, mas percebo que o isolamento tem levado ao distanciamento, a incapacidade de sentir a dor do outro, ao distanciamento do outro, o papa Francisco esses dias escreveu "Deus nos criou para a comunhão, para a fraternidade, e agora, mais do que nunca, mostrou-se ilusória a pretensão de focar tudo sobre si mesmo".

Ilusória, mas muitos as/os envolvidos por essa pretensão de si mesmo, fortalecido pelo uso das redes sociais, num mundo que supervaloriza o status e as aparências.

Nós lideranças leigas e ordenadas precisamos ficar atentos, quando distanciamos da base (CEBs, Paróquias, Arq/Dioceses), deixamos de pastorear. Quando o apóstolo Pedro diz “pastoreai o rebanho de Deus” (1Pedro 5.2), ele tem tudo isso em mente. Um pastor do povo de Deus é responsável por cuidar dele.

É preciso refletir, como nós lideranças leigas e ordenadas estamos nos comportando e agindo nesse período marcado por angustias, dores, desesperanças e isolamento. Como nós estamos usando nossas redes sociais particulares e de nossas CEBs, Paróquias e Arq/Dioceses.

A frase do papa Francisco “a pretensão de focar tudo sobre si mesmo” é ampla, vário sentidos, social, econômico, político e pastoral. Quando focamos em nós mesmo, deixamos de pastorear, distanciamos da base a ponto de não ver o sofrimento de quem devemos cuidar.

Distanciar da base, do rebanho é perigoso, focar em outra direção pode levar a perder o gosto ou ao distanciamento da missão de cuidar das ovelhas. Em nossas paróquias, na Rua da CEBs onde moramos, a dores e sofrimentos e nós estamos sabendo, estamos sendo solidários, ou estamos distante, usando o nosso tempo focado em outra direção.

Não podemos nos distanciar da base porque ela nos provoca, leva a compartilhar sentimentos, de entender e comprometer com o que outro sente, nos faz mais humano. Temos as redes sociais particular e as redes sociais das CEB, Paróquia e das Arq/Dioceses, como elas estão sendo usadas por nós lideranças, precisamos nos organizar para que essas redes sociais sejam usando com o nosso povo, principalmente com nossas lideranças, para levar a não distanciar da base e comprometer-se com elas, porque é preciso cuidar do rebanho que esta ferido, machucado, é preciso aproximar, sorrir e também chorar junto.

Tenho conversado com o padre Genivaldo sobre a necessidade do uso das redes sócias para esse objetivo. Temos as redes sociais da CEBs de Maringá, a paróquia onde ele é pároco também tem suas redes sociais. Ele esta pensando sobre, vamos nos organizar. Deixemos ser guiados pelo Espírito Santo, fiquemos atentos porque para o Espírito Santo agir precisamos nos abrir a Ele.

O nosso Deus que é todo amor acolhe em seus braços o Leandro e tantos outr@s que fizeram sua passagem tendo suas vidas tiradas pelo Covid-19 e esse nosso Deus que caminha sempre conosco dê força aos familiares e amigos.

23 junho, 2020

Prece


Rezemos juntos, para que o nosso Deus nos de a graça de não termos medo, de sermos fortes com voz profética diante dos desafios da via, mesmo se não formos compreendidos, mas o nosso Deus nos ama e nos protege sempre, e não tenhamos dúvidas que a profecia é dom de Deus, a palavra profética se revela a todas e a todos que tem coração humilde.