12 agosto, 2020

O nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!

O nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!




Movimento negro apresenta pedido de impeachment de Bolsonaro

A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações do movimento negro, vai protocolar na quarta-feira (12) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido se baseia, segundo os proponentes, em crimes de responsabilidade praticados por Bolsonaro que atentam contra a vida da população negra e suas comunidades.

A reportagem é publicada por Congresso em Foco, 11-08-2020.

Além das assinaturas das organizações que compõem a Coalizão, o documento tem o apoio de outras mais de 600 entidades e instituições de todo o país, centenas de trabalhadores e trabalhadoras domésticas, da saúde, informais, de aplicativos, da construção civil e pessoas ligadas à cultura e à religião.
“No curso de nossa história, o movimento negro brasileiro sempre se fez presente em momentos críticos de defesa aos direitos humanos e de necessidade de construção democrática. E mais um vez agora!”, diz parte do texto publicado no site da Coalizão.

O pedido acontece “em decorrência do menosprezo e negligência com o qual o Presidente da República Jair Bolsonaro atuou na pandemia do coronavírus, descumprindo o seu dever constitucional de garantia aos direitos constitucionais e universais à vida e à saúde, através de atos que consistem em crime de responsabilidade”.

Entre os crimes atribuídos pelo movimento estão o uso de medicamentos não comprovados para o tratamento de coronavírus, negar medidas de atendimento e enfrentamento à covid-19 em comunidades mais vulnerabilizadas; dentre elas as comunidades quilombolas e a atuação para conflitar com os estados, "frentes às ações apropriadas que estavam sendo realizadas pelos governadores para contenção da pandemia".

O pedido também cita ações do presidente no sentido de cercear os direitos políticos, de gerar suspeita ao sistema eleitoral vigente, ataques aos direitos constitucionais de acesso à informação e liberdade de expressão, ações para extermínio e vulnerabilização, especificamente, das comunidades quilombolas, e atos que incitam discriminação racial e religiosa.

O protocolo do documento deve acontecer às 11h,na Câmara dos Deputados, seguido de ato simbólico no gramado da esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional e entre o Ministério da Justiça e da Saúde.

Fonte: IHU

A fé de Israel

CAPÍTULO I
ACREDITÁMOS NO AMOR
(cf. 1 Jo 4, 16)

A fé de Israel

12. A história do povo de Israel, no livro do Êxodo, continua na esteira da fé de Abraão. De novo, a fé nasce de um dom originador: Israel abre-se à acção de Deus, que quer libertá-lo da sua miséria. A fé é chamada a um longo caminho, para poder adorar o Senhor no Sinai e herdar uma terra prometida. O amor divino possui os traços de um pai que conduz seu filho pelo caminho (cf. Dt 1, 31). A confissão de fé de Israel desenrola-se como uma narração dos benefícios de Deus, da sua acção para libertar e conduzir o povo (cf. Dt 26, 5-11); narração esta, que o povo transmite de geração em geração. A luz de Deus brilha para Israel, através da comemoração dos factos realizados pelo Senhor, recordados e confessados no culto, transmitidos pelos pais aos filhos. Deste modo aprendemos que a luz trazida pela fé está ligada com a narração concreta da vida, com a grata lembrança dos benefícios de Deus e com o progressivo cumprimento das suas promessas. A arquitectura gótica exprimiu-o muito bem: nas grandes catedrais, a luz chega do céu através dos vitrais onde está representada a história sagrada. A luz de Deus vem-nos através da narração da sua revelação e, assim, é capaz de iluminar o nosso caminho no tempo, recordando os benefícios divinos e mostrando como se cumprem as suas promessas.

13. A história de Israel mostra-nos ainda a tentação da incredulidade, em que o povo caiu várias vezes. Aparece aqui o contrário da fé: a idolatria. Enquanto Moisés fala com Deus no Sinai, o povo não suporta o mistério do rosto divino escondido, não suporta o tempo de espera. Por sua natureza, a fé pede para se renunciar à posse imediata que a visão parece oferecer; é um convite para se abrir à fonte da luz, respeitando o mistério próprio de um Rosto que pretende revelar-se de forma pessoal e no momento oportuno. Martin Buber citava esta definição da idolatria, dada pelo rabino de Kock: há idolatria, « quando um rosto se dirige reverente a um rosto que não é rosto ».[10] Em vez da fé em Deus, prefere-se adorar o ídolo, cujo rosto se pode fixar e cuja origem é conhecida, porque foi feito por nós. Diante do ídolo, não se corre o risco de uma possível chamada que nos faça sair das próprias seguranças, porque os ídolos « têm boca, mas não falam » (Sal 115, 5). Compreende-se assim que o ídolo é um pretexto para se colocar a si mesmo no centro da realidade, na adoração da obra das próprias mãos. Perdida a orientação fundamental que dá unidade à sua existência, o homem dispersa-se na multiplicidade dos seus desejos; negando-se a esperar o tempo da promessa, desintegra-se nos mil instantes da sua história. Por isso, a idolatria é sempre politeísmo, movimento sem meta de um senhor para outro. A idolatria não oferece um caminho, mas uma multiplicidade de veredas que não conduzem a uma meta certa, antes se configuram como um labirinto. Quem não quer confiar-se a Deus, deve ouvir as vozes dos muitos ídolos que lhe gritam: « Confia-te a mim! » A fé, enquanto ligada à conversão, é o contrário da idolatria: é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, através de um encontro pessoal. Acreditar significa confiar-se a um amor misericordioso que sempre acolhe e perdoa, que sustenta e guia a existência, que se mostra poderoso na sua capacidade de endireitar os desvios da nossa história. A fé consiste na disponibilidade a deixar-se incessantemente transformar pela chamada de Deus. Paradoxalmente, neste voltar-se continuamente para o Senhor, o homem encontra uma estrada segura que o liberta do movimento dispersivo a que o sujeitam os ídolos.

14. Na fé de Israel, sobressai também a figura de Moisés, o mediador. O povo não pode ver o rosto de Deus; é Moisés que fala com Jahvé na montanha e comunica a todos a vontade do Senhor. Com esta presença do mediador, Israel aprendeu a caminhar unido. O acto de fé do indivíduo insere-se numa comunidade, no « nós » comum do povo, que, na fé, é como um só homem: « o meu filho primogénito », assim Deus designará todo o Israel (cf. Ex 4, 22). Aqui a mediação não se torna um obstáculo, mas uma abertura: no encontro com os outros, o olhar abre-se para uma verdade maior que nós mesmos. Jean Jacques Rousseau lamentava-se por não poder ver Deus pessoalmente: « Quantos homens entre mim e Deus! » [11] « Será assim tão simples e natural que Deus tenha ido ter com Moisés para falar a Jean Jacques Rousseau? » [12] A partir de uma concepção individualista e limitada do conhecimento é impossível compreender o sentido da mediação: esta capacidade de participar na visão do outro, saber compartilhado que é o conhecimento próprio do amor. A fé é um dom gratuito de Deus, que exige a humildade e a coragem de fiar-se e entregar-se para ver o caminho luminoso do encontro entre Deus e os homens, a história da salvação.

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CARTA ENCÍCLICA LUMEN FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE FRANCISCO  

11 agosto, 2020

A tristeza, no a-Deus de Pedro, é fecunda, queima, interpela e compromete - Edward Guimarães


Pedro Casaldáliga - este dom preciso de Deus, profeta da opção pelos pobres e da justiça do Reino - testemunhou e anunciou com a totalidade de sua vida e com profunda coerência evangélica, a VIDA NOVA de quem foi libertado pela graça em Jesus de Nazaré, para amar e servir, desde os mais pequeninos e marginalizados. 

Talvez por isso, Pedro, como os demais homens e mulheres que foram profetas na história, foi muito amado e odiado. 

Pedro foi amado pelas vítimas, pobres, vulneráveis, excluídos e marginalizados, pelos que seguem Jesus e acolhem o seu Evangelho e pelos que assumem a centralidade do amor e da justiça. Ele foi também muito odiado e ameaçado, como inimigo, pelos que defendem o latifúndio, a acumulação, a dominação dos indígenas, dos negros e dos empobrecidos e que defendem, aristocraticamente, com unhas e dentes, os privilégios de sua classe ou de casta. 

Estes rotulavam Pedro como bispo vermelho, socialista, comunista, marxista, subversivo e revolucionário. Aqueles reconheciam nele o companheiro de caminhada, o Evangelho vivo, o poeta da espiritualidade e santidade do Reino, o comunitarista fraterno-sororal da justiça e da igualdade. 

Pedro influenciou toda uma geração de cristãos e de pessoas de boa vontade, comprometida com a dignidade da vida, com a opção pelos pobres e marginalizados, com os direitos humanos, com a igual cidadania para todos, com a partilha e a justiça social, com o Estado Democrático de Direito e concretizador das políticas públicas desde os que mais precisam. 

Tomara que agora, como Jesus Ressuscitado, Pedro continue a influenciar as novas gerações na construção do Reino da fraternidade-sororidade e da justiça social.

Louvo muito a Deus pela graça de ter conhecido, em meados dos anos 80, o testemunho vivo e a pessoa de Pedro, este sacramento vivo da práxis libertadora de Jesus, da espiritualidade do seguimento e da fraternidade-sororidade do Reino. 

Por ter conhecido Pedro e seus muitos companheiros e companheiras de luta e caminhada na Igreja dos pobres e nas pastorais sociais, na Igreja católica, evangélica e pentecostal, mas também os muitos "desigrejados", apaixonados pelo seguimento do Profeta da Galileia e a justiça do Reino, nos movimentos populares, e por ter comungado, na Palavra e na Eucaristia, das lutas dos pobres contra a pobreza, dos seus fracassos e vitórias, há 34 anos fiz também a opção pelos pobres e oprimidos, assumi a mesma aliança de cuidar e defender a dignidade da vida. Aliança simbolizada no anel de Tucum, mas renovada em cada experiência de partilha e de luta em defesa da vida e da casa comum.

Louvado seja Deus porque Pedro Casaldáliga vive, plenificado na Trindade de Amor e Justiça, em cada um de nós! 

Pedro, sua vida valeu a pena e o seu legado continuará vivo e estaremos juntos na luta até que se realize a utopia da Terra sem males que, agora, você já participa com tantos outros irmãos e irmãs em Deus, na glória do justo!
Amém

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Edward Guimarães, é Belo Horizonte, Teólogo leigo e assessor das CEBs.


10 agosto, 2020

Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2021

Deus da vida, da justiça e do amor, 
Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade 
e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade. 

Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica, 
ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo 
como compromisso de amor, criando pontes que unem 
em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio. 

Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. 

Por Jesus Cristo, nossa paz, 
no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. 

Amém.

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Que o nosso Deus nos conceda a graça de sermos contagiados com a mística e a profecia de Dom Pedro Casaldáliga.

08 agosto, 2020

Cemitério do Sertão

Cemitério do Sertão

Para descansar
eu quero só
está cruz de pau
estes sete palmos 
e a Ressurreição!

Mas para viver
eu já quero ter
a parte que me cabe
no latifúndio seu:
que a terra não é sua,
seu doutor Ninguém!
A terra é de todos
porque é de Deus!

Para descansar...

Mas para viver,
terra eu quero ter.
Com Incra ou sem Incra,
com lei ou sei lei.
Que outra Lei mais alta
já a Terra nos deu 
a todos os pobres 
sem voz e sem vez;
que os filhos da gente são gente também!

Para descansar....

Mas para viver
terra exijo ter.
Dinheiro e arame
não nos vão deter.
Mil facões zangados
cortam pra valer.
Dois mil braços juntos
cercam terra e céu.

Para descansar...

Mas para viver,
terra e liberdade
eu preciso ter.
E não peço esmola
nem compro o que é meu.
A Sudam e o diabo
podem se vender:
gente não se vende,
nem se compra Deus!

Pedro Casaldáliga, Águas do Tempo

Morre dom Pedro Casaldáliga, o "bispo do povo"

 

Aos Pais com Carinho

 

06 agosto, 2020

Roda de conversa sobre a Economia de Francisco e Clara



Roda de conversa sobre a Economia de Francisco e Clara 

Nesta sexta-feira, dia 7 de agosto de 2020, às 20h30min. 


Via conferência pelo Google Meet no seguinte link: 


Será oferecido certificado 

Carga Horária duas horas. 

Mediação: Pe. Geraldino de Proença – Assessor das CEBs do Regional Sul II 

Palestrantes: 

Eduardo Brasileiro (Sociólogo - FESPSP e Membro da ABEFC), 

Pe. Vilson Groh (Arquidiocese de Florianópolis e Presidente do IVG), 

Marina Oliveira (Mestranda em Relações Internacionais - PUC/SP e Membro da ABEFC). 


Orientações para fins de obtenção de certificado

- Somente serão certificados os participantes presentes na sala do Google Meet, o qual permite controle de frequência e possui limitação de até 250 ouvintes. 
- O controle de acesso à reunião será efetuado de acordo com a ordem efetiva de entrada do inscrito na sala virtual, e não de acordo com a ordem de inscrição. Portanto, caso pretenda obter certificado, procure não se atrasar para evitar transtornos. 
- Critério para Certificação: a emissão do certificado será condicionada a participação do inscrito, na sala do Meet, até o encerramento do evento. 
- Atenção: os certificados serão caminhados para o e-mail cadastrado na inscrição e seu envio pode levar alguns dias em razão do elevado número de eventos organizados pelo projeto.

Todas as Vidas Valem! (Música da Campanha Nacional MNDH)

Projeto "Caminhos de Santidade: A Vida dos Santos” Transfiguração de Jesus

05 agosto, 2020

“A população de rua é um sintoma da necrofilia que vai matando nosso povo”. Entrevista com o Padre Júlio Lancelotti



O padre Júlio Lancelotti não entenderia sua vida sem a convivência com a população de rua, até o ponto de afirmar que “faltaria na minha identidade uma parte importante”. Mesmo estando dentro do grupo de risco, ele tem 71 anos, a pandemia não o impediu de se fazer presente no meio de uma população que tem aumentado exponencialmente nos últimos meses no Brasil. Antes da pandemia já tinha se incrementado em um 50 por cento.

Confira AQUI a  entrevista de Luis Miguel Modino.

Saúde mental, a eterna “loucura” do capitalismo. Artigo de Eduardo Camín



“Os aparatos ideológicos do sistema constroem um ideal de desejo exigente e insaciável, ao passo que, através dos anos, especialmente com o avanço do neoliberalismo, se reduziu o padrão de vida dos trabalhadores e se condenou a juventude à precarização no trabalho. O consumo de psicofármacos, instabilidade mental, ansiedade, depressão, intolerância ao sofrimento, frustração e estresse no trabalho são consequências de tudo isso”, escreve Eduardo Camín, jornalista uruguaio credenciado na ONU-Genebra, analista associado do Centro Latino-Americano de Análise Estratégica, em artigo publicado por CLAE, 03-08-2020.

Confira a entrevista AQUI

03 agosto, 2020

Angustias e dores da profecia!

Angustias e dores da profecia! 

Existe angustias e dores sofrida pelo profeta porque prevê e sente a dor de outros e também porque a profecia é acolhida a partir do que quer ou não quer ouvir. Se a profecia afeta diretamente ou indiretamente, aí muitos preferem não ouvir, e muitos são as/os profetas de ontem e de hoje igualmente enviados, rejeitados, perseguidos e mortos. 

É preciso ficar atento com as profecias bonitas que esconde a realidade presente e consequências dolorosas futuras. A profecia d@s enviados de Deus é encarnada na realidade, na vida das pessoas, nos acontecimentos e em conexão coma a criação. Leva a manter a fé, esperança e confiança em Deus, sem esconder uma realidade difícil, de dor e sofrimento que requer uma acolhida crítica para ver e buscar caminhos de superação que gera vida e justiça social. 

Quanta profecia rejeitada e incompreendida. Quant@as profetas sendo julgad@s de invejo, desconhecedor da realidade, mentiroso, que querem que tudo de errado e assim vai. Não é invenção, acontece em todos os âmbitos. 

No âmbito econômico atual, quando se consegue interpretar o tempo, os acontecimentos, as ações na atual realidade do Brasil e dos desmandos do Governo Federal, onde o que se vê é a vida humana deixado de lado, priorização do lucro de um pequeno grupo levando milhões a pobreza, ataques e mortes de Povos e Comunidades Tradicionais e a devastação da natureza a profecia é rejeitada e usam de todos os argumentos para calar as vozes proféticas. 

Deixemo-nos contagiar pela profecia, busquemos nos ensinamentos de Jesus discernimento, e que Deus conceda a graça para acolhermos a profecia dos seus enviados. “Não deixe morrer a profecia.” (Dom Hélder Câmara)

02 agosto, 2020

Faleceu dom Getúlio Teixeira Guimarães

Faleceu dom Getúlio Teixeira Guimarães, saudades...
Por um bom tempo foi Bispo referencial das CEBs do Paraná.
Dom Getulio era bispo emérito de Cornélio Procópio (PR).

Dom Getúlio e Eu

31 julho, 2020

Agosto – Mês Vocacional

Agosto – Mês Vocacional
Por Dom Carlos Romulo

Dias atrás, alguém me perguntava: Por que, na Igreja, o mês de agosto é chamado o mês vocacional? Me interessei pelo tema o procurei descobrir a partir de quando se escolheu o mês de agosto, como mês vocacional.

A tomada de consciência da importância do chamado, da resposta vocacional, vem de longe. Que tenha se tornado um tema de reflexão eclesial, remonta o Concílio Vaticano II (1962-1965). E que se torne uma temática para toda a Igreja do Brasil, inclusive escolhendo um mês, como mês vocacional, vem da decisão da 19ª Assembleia dos Bispos do Brasil, em 1981. Aliás, também a partir daquela Assembleia se decidiu também, pela realização de um Ano Vocacional, que foi 1983.

Sobre o Ano Vocacional de 1983, quero relatar um particular. Foi na realização de Ano Vocacional, e nas programações que a Diocese de Pelotas, realizou durante aquele ano, é que passei a refletir sobre a minha vocação. Posso dizer que, o meu encontro pessoal com Deus se dá ao procurar responder ao chamado: Senhor, que queres de mim?

Bom, continuando sobre o mês vocacional, alguns elementos importantes que devem ser destacados.

O Concílio Vaticano II despertou na consciência eclesial o ‘chamado universal a santidade’. Todos os batizados são chamados a amadurecer no seguimento de Cristo e a configurar suas vidas a partir de uma opção vocacional. Portanto, não existem vocações superiores, como um destino, mas encontros profundos e personalizados com Deus, em que cada pessoa batizada procura responder comprometendo a sua vida numa opção vocacional.

No mês de agosto, se procura, em primeiro lugar, despertar a consciência vocacional, de que todos são chamados. Se todos são chamados, se procura também celebrar as diversas formas de responder ao Chamado de Deus. Por isso, a comunidade eclesial reza e agradece pela vocação sacerdotal, pela vocação à vida familiar, à vocação à vida consagrada, e a vocação a vida laical. Desta forma, se procura destacar todas as formas de se viver, em primeiro lugar a vocação batismal, configurando-a em formas específicas de consagração, ministério e serviço.

A oração pelas vocações é feita em nossas comunidades ao longo de todo o ano. No mês de agosto, somos chamados a uma tomada de consciência, como Igreja e como batizados, sobre a beleza do chamado e a riqueza de respostas generosas, que nos colocam no caminho da santidade.

Agradeçamos ao Senhor: pelo dom da vida e do ministério de todos os diáconos, padres e bispos; pela família que nos gerou e pelo testemunho de tantas famílias; pela gratuidade do Senhor ao enriquecer a Igreja com a beleza da Vida Religiosa; e pela riqueza do testemunho e pela variedade de carismas e serviços vividos pelos leigos e leigas, na comunidade e na sociedade.

Deus vos abençoe e vos guarde sempre!


Rezemos Juntos

Rezemos juntos, 

“É Jesus esse pão de igualdade, viemos pra comungar, com a luta sofrida do povo que quer ter voz, ter vez, lugar, comungar é tornar-se um perigo viemos pra incomodar...” 

Pelas vozes proféticas, para que nunca se calem e pelo apoio à Carta ao Povo de Deus que apresenta críticas ao governo de Jair Bolsonaro, críticas essas fundamentadas, que no primeiro momento assinada por 152 bispos, depois por outros mais.

“Enquanto os lucros de poucos crescem exponencialmente, os da maioria situam-se cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz. Tal desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Às vezes, sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor. Mas Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros” (EG 56 e 270).