01 setembro, 2020

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

Especial TEMPO DA CRIAÇÃO - CEBs do Brasil

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TEMPO DA CRIAÇÃO: mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo cuidado da criação

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Campanha Amazoniza-te prepara atividades para Tempo da Criação e Dia da Amazônia

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TEMPO DA CRIAÇÃO: profecias de uma Igreja em saída

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Ato Inter-religioso pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado com a Criação

Catequese Permanente - CEBs de Maringá


 

Catequese Permanente 01/09/2020

Catequese Permanente 
Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades 
Esse tema será trabalhado em cinco catequese, todas as terças-feiras o vídeo será disponibilizado no canal do YouTube das CEBs de Maringá. O tema desenvolvido nesse mês de setembro, ”Palavra de Deus que é Luz para as Comunidades” será desenvolvido pelo Pe. Geraldino Rodrigues Proença , Assessor das CEBs Regional Sul II.

 

31 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos, 

Que o nosso Deus nos conceda a graça de sabermos silenciar com soube Jesus, principalmente diante de pessoas maldosas, que geram discórdia, divisão na família, na comunidade e sociedade “Quando ouviram (...) palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. (Lc 4,28-30).

28 agosto, 2020

I have a dream. 28 de agosto de 1963. A utopia viva de Martin Luther King Jr

Depois de ajustar o último botão da camisa branca e acochar o nó da gravata ao pescoço, vestiu o terno preto e embarcou em seu Mustang modelo 1968. Chegou à região do Lorraine Motel, em Memphis, Estados Unidos, no final do dia. Exatamente um minuto depois das 18 horas, prendeu a respiração, esmagou lentamente o gatilho e uma fração de segundo separou o estampido seco do seu rifle e o destino final do projétil, distante cerca de 100 metros: a parte inferior direita do rosto de Martin Luther King Jr., destruindo seu maxilar e jogando-o contra a parede. O elegante homem branco de terno negro embarcou novamente no Mustang, deu partida e deixou discretamente a região.

Há exatos 50 anos essa cena tornou-se o pesadelo real dos negros dos Estados Unidos, que sonhavam com uma sociedade mais igualitária. A morte de Martin Luther King Jr., que fora levado a um hospital local, foi confirmada cerca de meia hora depois do atentado. Encerrava ali a vida de um dos maiores ativistas de todos tempos, que em 13 anos — entre 1955 e 1968 — havia feito uma verdadeira revolução nos direitos civis dos negros norte-americanos. Em pouco mais de uma década, seu êxito foi maior que os 350 anos precedentes.

Assassino

James Earl Ray, que confessou o assassinato de King Jr. (embora tenha desfeito a confissão posteriormente), foi ...continue lendo, clique AQUI

27 agosto, 2020

O prefácio do pontificado de Francisco: três exemplos de vida consagrada aos pobres

Entrevista especial com Fernando Altemeyer Junior e Júlio Lancellotti

O legado dos arcebispos brasileiros Dom Helder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires é um mapa precioso para o futuro da Igreja.

Hoje, 27-08-2020, é dia de rememorar a trajetória de vida de três bispos profetas: dom Hélder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida e dom José Maria Pires, homens que marcaram uma virada na história da Igreja brasileira, viveram plenamente o Evangelho e se empenharam em tornar a Igreja mais fiel àquela de Jesus: uma Igreja pobre para os pobres.

Confira a entrevista, clique AQUI

26 agosto, 2020

Rezemos juntos

Par que haja justiça e igualdade “Alguns podem trabalhar de casa, enquanto para muitos outros isto é impossível. Algumas crianças, apesar das dificuldades, podem continuar a receber uma educação escolar, enquanto para muitas outras houve uma brusca interrupção. Algumas nações poderosas podem emitir moeda para enfrentar a emergência, enquanto que para outras isso significaria hipotecar o futuro....é um vírus que provém de uma economia doente.” (Papa Francicso)

Live do CIMI: - Dia 27 de agosto

Live do CIMI
Dia 27 de agosto 2020
À 16 horas
Duração 1h30
Aberta à participação do público

Será retransmitido na página das CEBs de Maringá no Facebook

Links de transmissão:
YouTube: http://bit.ly/LiveRegional1YT
Facebook: http://bit.ly/LiveRegional1FB


A 1ª LIVE Regional do Cimi está chegando!

Garantir o território é o primeiro passo para salvaguardar a vida e os direitos dos povos originários. O governo federal, entretanto, vem promovendo políticas que vão no sentido oposto. 

Mesmo durante a pandemia, o Estado joga contra: em abril, a Funai editou a Instrução Normativa 09, que libera a certificação de propriedades privadas em cima de terras indígenas. Os impactos nocivos desta medida já estão sendo sentidos em todo o Brasil.

Para debater o tema, o CIMI - regionais Leste e Nordeste - realiza uma roda de conversa on-line esta semana. Coloque na agenda, divulgue e participe:

Luta e resistência por territórios indígenas no Leste e Nordeste brasileiro

25 agosto, 2020

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Hoje o clero da Arquidiocese de Maringá renova suas “Promessas Sacerdotais” diante de nosso pastor Dom Severino com a presença amiga do Povo de Deus. Bonita e necessário essa unidade. Que o Espírito de Deus vem ao encontro, e encontre os corações abertos e desejosos para deixá-lo realizar o novo em cada um de nossos padres e de nós Povo de Deus. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.” (Lucas 4,16-21). Para sermos presença amiga, que acolhe e ama.

22 agosto, 2020

Dia da Vocação Leiga

Triste e um Alerta para não perder o “foco”

Nesse tempo de isolamento social, onde a mídia é um instrumento usado para evangelização a denúncia a pessoa do padre Robson e o acontecido quando para não perder a fama e manter ou expandir sua rede de comunicação padres que estão na mídia prometeram conteúdo favorável ao governo na pandemia do novo coranavírus nos causa dor e angustia, mas também deve levar os padres e bispos a ficar atentos, a luz da Palavra refletir suas ações no dia a dia, para não correr o risco de perder o “foco” de seu ministério. 

A nós leigas e leigos, diáconos e religios@s e demais, que amamos e respeitamos nossos padres e bispos, e tristes e angustiados ficamos diante a essa e demais situações que nos preocupa, rezemos para que o nosso Deus os abençoem, para que possam discernir seus passos, suas ações, para sempre, havendo a necessidade retomar o caminho e em nós encontrar acolhida e apoio. 

21 agosto, 2020

A criança que esperava outra criança Para meus irmãos bispos católicos Por Celso Pinto Carias, “mendigo de Deus”

Por Celso Pinto Carias, “mendigo de Deus”.

A criança que esperava outra criança 
Para meus irmãos bispos católicos


“Aquele que receber uma destas crianças

por causa do meu nome, a mim recebe” (Mc 9,37a). 

Antes de me apedrejarem, por favor, leiam tudo, e se possível tenham misericórdia.

Sou contra o aborto. E fosse eu ateu seria contra do mesmo modo. Para mim é um princípio ético fundamental. Assim como sou absolutamente contra a pena de morte. Conheci um ateu que pensava do mesmo modo. A vida não tem valor de troca. Ela vale por si mesma.

Acontece que quando avaliamos as condições objetivas nas quais a vida humana se encontra não existe uma equação que possa resolver com facilidade uma situação com alto grau de complexidade como, por exemplo, da “criança-menina” que carregava outra criança sem saber exatamente quem ela carregava em seu ventre.

E sou cristão. Portanto, leio a Bíblia a partir do Caminho de Jesus de Cristo, cuja síntese, conforme um grande amigo pastor, está contida nas Bem Aventuranças. Assim sendo, se as cinco traduções que tenho em casa não estiverem erradas, eu deveria, e aí não tenho possibilidade de medir, conduzir a minha vida pela misericórdia, pela compaixão, pelo Amor que se fez história. Assim sendo, tentei me calar, mas minha consciência não ficaria tranquila se não me pronunciasse a respeito, ainda que minha voz não seja escutada. E é horrível escrever sob a tensão de perseguição.

Ora, diante de uma situação de extrema desumanidade não podemos começar julgando. E tem sido doloroso, até certo ponto vergonhoso, assistir o julgamento desumano que estão fazendo de uma criança. E uma criança de dez anos que já vinha passando por um calvário desde os seis, fora o que não sabemos, pois é uma criança pobre. Triste, muito triste, não ver por parte das autoridades eclesiásticas da Igreja que faço parte palavras de compaixão, misericórdia, acolhimento em direção a esta vida. Aliás, vi uma única voz nesta direção: Dom Mauro Morelli no Twitter.

Uma criança-menina é exposta em um país onde casos semelhantes ao dela acontecem pelo menos seis vezes por dia (https://www.bbc.com/portuguese/53818455). Um conjunto terrível de ataques que só revelam o quanto a crise civilizatória que estamos passando está adoecendo o planeta.

Todas as vezes que a Igreja se apressa em julgar sem antes fazer um profundo discernimento, corre o risco de ter que pedir perdão mais tarde. Evidente que toda análise deve ser feita dentro do seu contexto histórico específico, mas venhamos e convenhamos, havia “teologia cristã” que justificava escravidão e também para afirmar ser o “índio” um humano pela metade. Alguém pode dizer que tal posição é cristã? O suicídio jogou muita gente no “fogo de inferno”, mas a ciência provou que na grande maioria dos casos o suicida não está de posse de sua liberdade e, portanto, não pode ser condenado. Quanta discriminação não foi feita às famílias de pessoas que se suicidaram? Não se podia rezar por elas na Igreja. E se um dia a ciência demonstrar, de forma consensual, que um embrião só pode ser considerado humano depois de determinados dias ou semanas? A ciência demonstrou que a terra é redonda, embora fanáticos digam que é plana, e aí tivemos que pedir perdão para Galileu que morreu em prisão domiciliar.

Ora, a maioria das mulheres não decide por um aborto de forma serena, sobretudo as mais pobres. Repetindo, no caso em referência uma criança-menina, nem mesmo uma adolescente. Criminalizar uma mulher por um aborto é condena-la duas vezes. Vi em um programa de uma TV de inspiração católica, sim, não foi na Globo, que a grande maioria das mulheres que fazem aborto ficam com marcas indeléveis. E os machos? Parece que estamos em tempos imemoriais nos quais se acreditava que a mulher gerava sozinha. Muitos casos os machos forçam as mulheres a fazer o aborto. O Brasil tem 5,5 milhões de crianças sem nome do pai no registro (https://tribunacapixaba.com.br/brasil-tem-55-milhoes-de-criancas-sem-nome-do-pai-no-registro/). Foi tão bonito quando o Papa Francisco disse que não existe mãe solteira, existe mãe. E a discriminação as mães solteiras pode ter diminuído, mas ainda existe. E afirmo, sem dúvida alguma, que o maior fator de desintegração da família é a violência doméstica. Muitos dos que colocam o dedo em riste nas mulheres que abortam são agressores físico ou psicologicamente de suas companheiras.

São tantas variantes em torno de questões relativas à vida humana no atual contexto social da humanidade que não podemos reduzir tudo em ser contra ou a favor. Como diz o Papa Francisco, se não formos capazes de construir processos ficaremos reduzidos ao velho maniqueísmo que, teoricamente, já foi rejeitado faz séculos, mas continuamos a nos colocar do lado do bem como se fossemos perfeitos, sem ambiguidades, sem contradições, e o mal, portanto, só existiria no outro. Não se constrói unidade fazendo de conta que não existem conflitos. Não façamos da Igreja, repetindo Francisco, uma alfandega. Mas podemos, como irmãos e irmãs, falar e ouvir de forma serena?

Por favor, por favor, vamos encontrar um caminho de diálogo. Há na modernidade quem julgue a religião uma irracionalidade, mas há também religiosos que demonizam a ciência de forma obtusa e grosseira. Há religiosos que cultivam o ódio como estratégia para alcançar seus objetivos, e preferem se aliançar com poderes assassinos que falam em nome de Jesus, do que com ateus humanistas. Muitas vezes nem dentro de sua própria religião olham para o/a outro/a como irmão e irmã.

Será que aquilo que São João XXIII disse no discurso de abertura do Concílio Vaticano II é apenas uma boa intenção, isto é, que a Igreja nos dias atuais prefere o remédio da misericórdia que o da condenação?

Fonte: Portal das CEBs

Rezemos juntos

Rezemos juntos,

Para que as crianças-meninas, as adolescentes, as jovens e mulheres que sofreram a violência do estupro, consigam superar as consequências psicológicas.

19 agosto, 2020

POR QUEM CHORAR?

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, divulgou artigo com o título “Por quem chorar?”. No texto, dom Joel recorda as vítimas da covid-19, as pessoas que passam fome, as vítimas do racismo, a criança estuprada e a criança abortada. “Diante de tudo isso, eu me pergunto: por quem chorar? Mas, ao mesmo tempo, eu me coloco a questão se as lágrimas possuem uma única direção, se o direito a ser chorado pertence apenas a uma pessoa ou um tipo de morte”, reflete o bispo. 

“Não podemos nos dar por satisfeitos porque postamos nossas opiniões nas redes sociais, enquanto aguardamos outras notícias para com elas interagir e deixar a vida seguir seu curso. Choro para que não anestesiemos nossas consciências achando que a morte é a solução para a morte. Quando um povo se dá por satisfeito com a morte, na verdade, ele se tornou, ao mesmo tempo, vítima e carrasco“, afirma o secretário-geral da CNBB. 

Leia o texto na íntegra: 

POR QUEM CHORAR? 

“Não vos conformeis com este mundo, 

mas transformai-vos…” (Rm 12,2) 

Abro os olhos para a vida e me deparo com a morte. Vejo os mais de 107 mil mortos pela covid-19. Vejo as mensagens que pedem alimento para quem enfrenta a fome. Fecho os olhos e recordo as vítimas do racismo. Volto a abri-los e vejo uma criança de dez anos estuprada, ao que foi informado, repetidamente, tendo-se encontrado no aborto a solução. Diante de tudo isso, eu me pergunto: por quem chorar? Mas, ao mesmo tempo, eu me coloco a questão se as lágrimas possuem uma única direção, se o direito a ser chorado pertence apenas a uma pessoa ou um tipo de morte. 

Choro, então, por todas as vítimas. Choro pelo bebê, cuja morte foi considerada a melhor das soluções. Choro pela menina-mãe, que, aos seis anos, como informam os noticiários, já tinha sua vida profanada por alguém que lhe deveria proteger. Choro pelos demais adultos que, em situações como aquela, não conseguem perceber que uma criança está sendo violentada. Choro pelas crianças abandonadas, algumas perambulando pelas ruas a pedir alimento e, com certeza, afeto. 

Choro por quem patologicamente se aproveita de uma criança. Choro por quem vergonhosamente se enriquece com o tráfico de drogas e pessoas ou por meio da corrupção em suas variadas formas. 

Choro pelos inúmeros brasileiros que não encontram atendimento nos hospitais porque lhes faltam respiradores e utis. Choro pelos desempregados, pelos famintos, pelos indígenas desrespeitados em sua história e sua saúde, pelos sem casa, sem escola, pelos deprimidos, os sem paz nem esperança. Choro pelos que são perseguidos e agredidos em razão de suas crenças, pelos que são obrigados a largar suas pátrias e se refugiar onde a morte não esteja tão próxima. Choro porque me dizem que tenho que escolher por quem chorar. 

Choro, enfim, por não contribuir como deveria para que não nos satisfaçamos com soluções imediatas para problemas crônicos. Não podemos nos dar por satisfeitos porque postamos nossas opiniões nas redes sociais, enquanto aguardamos outras notícias para com elas interagir e deixar a vida seguir seu curso. Choro para que não anestesiemos nossas consciências achando que a morte é a solução para a morte. Quando um povo se dá por satisfeito com a morte, na verdade, ele se tornou, ao mesmo tempo, vítima e carrasco. 

Não temos como recuperar a vida do bebê abortado. Não temos como devolver à menina-mãe tudo que lhe foi tirado. Não há como ter de volta os que o coronavírus levou embora, nem os mortos pelo preconceito, pela exclusão, a fome, as guerras e a violência. Temos, no entanto, a chance e o dever de manter viva a pergunta pelas razões de tudo isso. E, mais ainda, temos a oportunidade de, unidos, contribuirmos para um mundo onde todas as pessoas tenham suas vidas amparadas, defendidas. A vida é a única resposta que se pode esperar de uma sociedade madura. 

As vítimas das inúmeras formas de morte esperam de nós união de forças, diálogo, cooperação e partilha. Suas mortes chegam à nossa mente como impacto. Suas memórias permanecem entre nós como saudade. Seus legados devem nos conduzir ao enfrentamento pacífico, dialogal e solidário das causas mais profundas de uma sociedade que, no fim, escolhe a morte. 

Brasília-DF, 17 de agosto de 2020 

Joel Portella Amado 

Secretário-Geral da CNBB