02 fevereiro, 2021

Primeira Catequese Permanente – Tema ”Campanha da Fraternidade Ecumênica...

Power Point - Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

Power Point
Campanha da Fraternidade Ecumênica
Fraternidade e diálogo: compromisso de amor
Do professor teólogo leigo Edward Guimarães, de Belo Horizonte

Leia ou faça Download AQUI



Rezemos juntos, pelas mulheres que são vítimas de violência

“Hoje, ainda existem mulheres que sofrem violência. Violência psicológica, violência verbal, violência física, violência sexual. O número de mulheres espancadas, ofendidas e violadas é impressionante. As diversas formas de maus-tratos que muitas mulheres sofrem são uma covardia e uma degradação para toda a humanidade. Para os homens e para toda humanidade. Os testemunhos das vítimas que se atrevem a quebrar o silêncio são um grito de socorro que não podemos ignorar. Não podemos olhar para o outro lado. Rezemos pelas mulheres que são vítimas de violência, para que sejam protegidas pela sociedade e o seu sofrimento seja considerado e escutado por todos.” (Papa Francisco)

Papa pede oração e proteção às mulheres, vítimas de violência:grito de s...

01 fevereiro, 2021

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Papa Francisco institui o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a ser celebrado a cada ano no quarto domingo de julho.

Foto: minha mãe e meu pai com a minha sobrinha Paula, neta deles.

“O Espírito Santo ainda hoje suscita pensamentos e palavras de sabedoria nos idosos: a sua voz é preciosa porque canta os louvores de Deus e conserva as raízes dos povos. Eles recordam-nos que a velhice é um dom e que os avós são a ligação entre as gerações, para transmitir aos jovens a experiência da vida e da fé. Os avós são muitas vezes esquecidos e nós esquecemos esta riqueza de preservar as raízes e de as transmitir. Por esta razão, decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que terá lugar na Igreja inteira todos os anos no quarto domingo de julho, na proximidade da festa dos Santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus. É importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque - como diz o profeta Joel - os avós diante dos netos sonharão, terão ilusões [grandes desejos], e os jovens, haurindo força dos avós, seguirão em frente, profetizarão.” (Papa Francisco)

29 janeiro, 2021

O Reino aqui e agora Por Chico Machado

O Reino aqui e agora
(Chico Machado)

Mais uma sexta-feira (29) chega e nós vamos dando sequência às nossas vidas. O mês de janeiro caminha para o seu ocaso. O ano é novo, mas a conjuntura é velha. Vivemos agora um grande dilema. Cadê esta vacina que nunca chega? Criou-se uma expectativa que não está se cumprindo. Ao invés de organizar um calendário vacinal, tem pessoas que preferem mandar os repórteres para aquele lugar. Que situação! Jamais imaginaríamos que chegássemos a um momento como este, de estarmos diante de um enorme abismo de incertezas.

Estou aqui ainda repercutindo em mim a fala de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, afirmando que "Daqui a 60 dias, a gente pode ter uma mega epidemia". Segundo este médico, a transferência de pacientes de Manaus para outros estados vai ajudar a "plantar" uma nova cepa do coronavírus em todo o Brasil. Tal preocupação faz sentido, uma vez que uma grande maioria de infectados no Amazonas já apresentam a nova cepa brasileira do coronavírus. Mandetta ainda alerta que a nova mutação pode ser mais difícil de lidar, já que é mais infecciosa e possui características diferentes das que já foram estudadas pela comunidade cientifica internacional.

E agora, o que fazer? Já não bastava o que vínhamos passando ainda temos conviver com mais esta? Resta-nos rezar e pedir a Deus que tenha misericórdia, já que não dá para contar com um governo sério, responsável e comprometido com a vida das pessoas. Estamos a mercê da própria sorte. Enquanto isso, segue os pedidos de impeachment do mandrião. As igrejas, inclusive algumas evangélicas, engrossaram este pedido. Diferentemente do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmando que os evangélicos que pediram o impeachment, não representam a maioria dos fiéis desse segmento no País. Alguém precisa dizer a este senhor que as igrejas de aluguel, dos mercadores da fé, de fato, não estão inclusos no documento em questão.

De saber que Jesus veio anunciar o Reino de Deus e não a religião. Neste sentido, ELE não amou a religião em si, mas as pessoas. Desta forma, a nossa opção não deve ser por esta ou aquela religião, mas antes, pelo Reino de Deus. Está sobrando religião na vida das pessoas e faltando Deus. E, como nos dizia Mahatma Gandhi: “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos os mesmos objetivos”? Mesmo que fora das religiões?

Mas que Reino é este afinal que Jesus veio anunciar? Nunca é demais lembrar que as esperanças messiânicas equivocadas do povo de Israel estavam centradas na vinda de um Messias conquistador militar que iria resgatá-los de seus inimigos geopolíticos. Não é atoa que eles tentam fazer de Jesus um rei/messias (João 6, 15). Ou seja, a proposta de Jesus não é entendida nem mesmo pelos seus discípulos. Entretanto, o mestre os reorienta e afirma com todas as letras: “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36). Diríamos que Jesus mostra-lhes que o reino anunciado por si, é algo holístico em sua natureza e em sua missão libertadora para os pobres.

“O Reino de Deus não consiste em palavras, mas em atos” (I Cor 4,20). Reino que não se confunde com a Igreja. A Igreja pode vir a ser a projeção do Reino, desde que ela abrace as causas de Jesus. Causas estas que no dizer de nosso bispo Pedro são muito claras: "Denunciar a iniquidade do mercado total, do consumismo desenfreado, do lucro excluidor das maiorias. Fazer da Fé cristã luz e força para combater esse sistema de iniquidade que mata de fome milhões de pessoas da grande família de Deus deve ser o papel da Igreja"

No texto do evangelho de hoje Jesus nos dá uma boa dica de como será este Reino, comparando-o como quando alguém espalha a semente na terra. (Mc 4,26). Jesus é o portador do Reino de Deus e da transformação que ele provoca. Sua missão de libertação não é para ser abafada ou ficar escondida, mas para se tornar conhecida e contagiar a todas as pessoas. Quem acolhe esta Boa Notícia, aprende a ver e agir de acordo com a visão e a ação de Jesus. E a compreensão vai aumentando à medida que vai agindo no mundo. Como seguidores e seguidoras d’ELE, temos que estar imbuídos naquilo que Pedro nos dizia: “A construção de uma nova sociedade, alternativa à que é imposta hoje ao mundo, é um processo complexo, uma caminhada histórica, não tem uma cartilha pronta em detalhes dentro da plural humanidade. De todo jeito eu só posso imaginar esse processo como socializador: socializar a terra de lavoura e de moradia, socializar a saúde, a educação, a comunicação, as oportunidades para viver ‘o bem viver’ que proclamam os nossos povos ‘primigênios’.” (Pedro Casaldáliga)

Para Refletir

“Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome de um sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção.” (Papa Francisco)

Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2021


 Mensagem de Sua Santidade
O Papa Francisco
Para o Dia Mundial das Missões de 2021
[17 de outubro de 2021]

«Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20)

Queridos irmãos e irmãs!

Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past. Gaudium et spes, 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf. Mt 22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão.

A experiência dos Apóstolos

A história da evangelização tem início com uma busca apaixonada do Senhor, que chama e quer estabelecer com cada pessoa, onde quer que esteja, um diálogo de amizade (cf. Jo 15, 12-17). Os Apóstolos são os primeiros que nos referem isso, lembrando inclusive a hora do dia em que O encontraram: «Eram as quatro da tarde» (Jo 1, 39). A amizade com o Senhor, vê-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos excluídos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados, fazer apelo às bem-aventuranças, ensinar de maneira nova e cheia de autoridade, deixa uma marca indelével, capaz de suscitar admiração e uma alegria expansiva e gratuita que não se pode conter. Como dizia o profeta Jeremias, esta experiência é o fogo ardente da sua presença ativa no nosso coração que nos impele à missão, mesmo que às vezes implique sacrifícios e incompreensões (cf. 20, 7-9). O amor está sempre em movimento e põe-nos em movimento, para partilhar o anúncio mais belo e promissor: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41).

Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou – já para os dias de hoje – os tempos futuros, recordando-nos uma caraterística essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: «fomos criados para a plenitude, que só se alcança no amor» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (cf. ibid., 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. A comunidade eclesial mostra a sua beleza, sempre que se lembra, com gratidão, que o Senhor nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Esta «predileção amorosa do Senhor surpreende-nos e gera maravilha; esta, por sua natureza, não pode ser possuída nem imposta por nós. (…) Só assim pode florir o milagre da gratuidade, do dom gratuito de si mesmo. O próprio ardor missionário nunca se pode obter em consequência dum raciocínio ou dum cálculo. Colocar-se “em estado de missão” é um reflexo da gratidão» (Francisco, Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2020).

E, no entanto, os tempos não eram fáceis; os primeiros cristãos começaram a sua vida de fé num ambiente hostil e árduo. Histórias de marginalização e prisão entrelaçavam-se com resistências internas e externas, que pareciam contradizer e até negar o que tinham visto e ouvido; mas isso, em vez de ser uma dificuldade ou um obstáculo que poderia levá-los a retrair-se ou fechar-se em si mesmos, impeliu-os a transformar cada incómodo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a missão. Os próprios limites e impedimentos tornaram-se um lugar privilegiado para ungir, tudo e todos, com o Espírito do Senhor. Nada e ninguém podia permanecer alheio ao anúncio libertador.

Possuímos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Apóstolos, livro que os discípulos missionários sempre têm à mão. É o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito nos pode dar. O livro dos Atos dos Apóstolos ensina-nos a viver as provações unindo-nos a Cristo, para maturar a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», e a certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (cf. Jo 15, 5)» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279).

O mesmo se passa connosco: o momento histórico atual também não é fácil. A situação da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o desânimo, a deceção, o cansaço; e até a amargura conformista, que tira a esperança, se apoderou do nosso olhar. Nós, porém, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos por amor de Jesus» (2 Cor 4, 5). Por isso ouvimos ressoar nas nossas comunidades e famílias a Palavra de vida que ecoa nos nossos corações dizendo: «Não está aqui; ressuscitou» (Lc 24, 6); uma Palavra de esperança, que desfaz qualquer determinismo e, a quantos se deixam tocar por ela, dá a liberdade e a audácia necessárias para se levantar e procurar, criativamente, todas as formas possíveis de viver a compaixão, «sacramental» da proximidade de Deus para connosco que não abandona ninguém na beira da estrada. Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção. «O que vimos e ouvimos» (At 4, 20), a misericórdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referimento e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paixão por criar «uma comunidade de pertença e solidariedade, à qual saibamos destinar tempo, esforço e bens» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 36). É a sua Palavra que diariamente nos redime e salva das desculpas que levam a fechar-nos no mais vil dos ceticismos: «Tanto faz; nada mudará!» Pois, à pergunta «para que hei de privar-me das minhas seguranças, comodidades e prazeres, se não vou ver qualquer resultado importante», a resposta é sempre a mesma: «Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 275) e, também a nós, nos quer vivos, fraternos e capazes de acolher e partilhar esta esperança. No contexto atual, há urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho.

Como os apóstolos e os primeiros cristãos, também nós exclamamos com todas as nossas forças: «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20). Tudo o que recebemos, tudo aquilo que o Senhor nos tem concedido, ofereceu-no-lo para o pormos a render doando-o gratuitamente aos outros. Como os apóstolos que viram, ouviram e tocaram a salvação de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), também nós, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na história de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperança, esse traço indubitável que provém de saber que estamos acompanhados pelo Senhor. Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos: a missão evangelizadora da Igreja exprime a sua valência integral e pública na transformação do mundo e na salvaguarda da criação.

Um convite a cada um de nós

O tema do Dia Mundial das Missões deste ano – «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20) – é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos. Atraídos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros cristãos, em vez de cederem à tentação de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo. Fizeram-no com a generosidade, gratidão e nobreza próprias das pessoas que semeiam, sabendo que outros comerão o fruto da sua dedicação e sacrifício. Por isso apraz-me pensar que «mesmo os mais frágeis, limitados e feridos podem [ser missionários] à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 239).

No Dia Mundial das Missões que se celebra anualmente no terceiro domingo de outubro, recordamos com gratidão todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção.

Contemplar o seu testemunho missionário impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. E esta chamada, fá-la a todos nós, embora não da mesma forma. Lembremo-nos que existem periferias que estão perto de nós, no centro duma cidade ou na própria família. Há também um aspeto da abertura universal do amor que não é geográfico, mas existencial. Sempre, mas especialmente nestes tempos de pandemia, é importante aumentar a capacidade diária de alargar os nossos círculos, chegar àqueles que, espontaneamente, não sentiria como parte do «meu mundo de interesses», embora estejam perto de nós (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 97). Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários.

Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14).

Roma, em São João de Latrão, na Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021.

Francisco

28 janeiro, 2021

Luto contra três gigantes - de Dom Quixote para Sancho:

Muito profundo! De Dom Quixote para Sancho:

“Luto contra três gigantes, querido Sancho; estes são: o medo, que tem forte raigambre e que toma conta dos seres e os sujeita para que não ultrapassem o muro do socialmente permitido ou admitido; o outro é a injustiça, que subjaz no mundo disfarçada de justiça geral, mas que é uma justiça instaurada por alguns para defender mesquinhos e egoístas interesses; e o outro é a ignorância, que anda também vestida ou disfarçada de conhecimento e que lamenta os seres para que acreditem Saber quando não sabem na verdade e que acreditem estar certos quando não estão. Essa ignorância, disfarçada de conhecimento, machuca muito, e impede os seres de ir além na linha de conhecer realmente e se conhecer ".
Miguel de Cervantes (1547-1616), o genial autor de "Dom Quixote". Muito atual quatro séculos depois...


CONVOCAÇÃO DE MUTIRÃO PELA VIDA da 6ª SSB

 CONVOCAÇÃO DE MUTIRÃO PELA VIDA da 6ª SSB 

Pelo impeachment 
Por vacina 
Pela renovação do auxílio emergencial 

A conjuntura social, política e econômica do mundo e do Brasil, assim como a pandemia do COVID 19, tem revelado uma série de negligencias que intensificam de maneira abrupta as desigualdades sociais. No Brasil, chegamos a triste realidade de mais de 218 mil mortos, além do colapso no sistema de saúde no norte do país, especialmente nos estados do Amazonas e Rondônia. No conjunto das reflexões e realidades em que somos chamados/as a atuar, o impeachment, a vacina para todos/as e o auxílio emergencial, são emergências para as lutas populares, missão da atuação junto às transformações sociais e políticas na garantia da justiça e dignidade da vida. 

Com o objetivo de refletir e organizar melhor as ações de mobilizações, de forma conjunta e fortalecendo a incidência política, a 6ª Semana Social Brasileira, através da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizará uma reunião emergencial e virtual. Pastora Romi Márcia Bencke, do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC); João Pedro Stedile: dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) Frente Brasil Popular e José Antônio Moroni: Instituto de Estudos Socioeconômicos irão colaborar nas reflexões e atualizações de informações sobre as pautas emergenciais deste cenário. 

Quando 

03/02/2021 das 9h-12h (horário de Brasília). 

Devem participar 

Membros da coordenação ampliada da 6ªSSB; referenciais da 6ªSSB dos regionais da CNBB; bispos da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora; bispos do Grupo de Trabalho Pacto pela Vida e pelo Brasil; secretários/as ou coordenadores/as das pastorais sociais e organismos; Comissões Episcopais: Ecologia integral e mineração; Laicato; Enfrentamento ao Tráfico Humano, Juventude, Ação Missionária e Amazônia; Assessor Político da CNBB; organizações católicas de cooperação: Adveniat, Caritas Alemã e Misereor. 

Inscrição AQUI

27 janeiro, 2021

Pelo menos 10 milhões de pessoas passam fome no Brasil. Pandemia piorou quadro já desolador. Entrevista especial com Francisco Menezes

A conjuntura não era boa e o ano de 2019 encerrou com o fantasma da volta do Brasil para o Mapa da Fome. Em 2020, na eclosão da pandemia, a falta de comida na mesa virou uma realidade não somente para aqueles que estão em vulnerabilidade social, mas também para quem ‘se virava’ e tinha um trabalhado mesmo que informal. “As pessoas ficam desprovidas de renda, de início se endividam, depois já não tem mais condições de garantir compras de alimentos, mesmo os de mais baixo valor e pior qualidade”, aponta o economista Francisco Menezes, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Confira a entrevista AQUI

VACINAR-SE É AMAR A SI AMANDO O PRÓXIMO - MOMENTO ESPIRITUALIDADE - COM ...

Bispos do Brasil | Dom Geremias Steinmetz | 25/01/21 [CC]

Bispos do Brasil: Entrevista especial com o Arcebispo de Londrina 

Pela TV Evangelizar, o programa Bispos do Brasil entrevista o Arcebispo de Londrina e presidente do Regional Sul 2 da CNBB, Dom Geremias Steinmetz. 

“Não houve instrumentalização política no evento.” Dom Geremias fala abertamente sobre os bastidores e todo o contexto dos acontecimentos do emblemático 14º Intereclesial das CEBs, realizado em 2018 em Londrina. 

Entre outros destaques, Dom Geremias fala sobre a evangelização na cultura urbana, a participação da Igreja na resolução dos conflitos agrários no Paraná e a relação do Arcebispo com a sociedade civil organizada. Sobre críticas recebidas por setores da sociedade civil de Londrina, Dom Geremias diz que aceita o diálogo, mas não aceita “amarrar” a Igreja. 

“Eu quero agradecer a possibilidade de falar da realidade da arquidiocese e da Igreja no Paraná. Penso que realmente faltava um trabalho como este, em que os bispos podem falar com mais tranquilidade e o povo brasileiro poder olhar um pouquinho mais nos olhos dos bispos.”

 

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
27 de janeiro

O "Dia da memória" foi instituído pelas Nações Unidas em 2005 e tem como objetivo rememorar a data histórica em que tropas soviéticas invadiram o campo de concentração em Auschwitz, libertando cerca de 7 mil sobreviventes do massacre nazista. Estima-se que 1 milhão de judeus e de outras minorias étnicas morreram nos campos de extermínio do regime nazista.

25 janeiro, 2021

O amor em toda a sua gratuidade

O amor em toda a sua gratuidade, 
que rompe proibições e regras, 
porque ele é mais forte e urgente que as proibições e regras, 
quando é para resgatar e salvar vidas.

Enfermeiro abraça paciente com Down para dar oxigênio no AM


O abraço de um enfermeiro a um paciente portador de Síndrome de Down com covid-19 comoveu pacientes e funcionários do hospital de campanha na cidade de Caapiranga, no interior do Amazonas.

Ao ver o desespero do paciente Émerson Júnior, 30, que temia o uso da máscara com oxigênio, o enfermeiro Raimundo Nogueira Matos, 38, chegou próximo para ganhar confiança e, abraçados, conseguiram fazer o procedimento....Continue lendo em noticias uol, clique AQUI.

22 janeiro, 2021

“Manaus está dizendo para o Brasil: ‘Cuidado, sou você amanhã’”, alerta Nicolelis

Somente um lockdown nacional imediato e ações coordenadas entre os governantes de todas as regiões do país impediriam o Brasil de chegar a um cenário ainda mais trágico do que o vivido na primeira onda de proliferação do coronavírus.

A defesa contundente é feita pelo neurocientista Miguel Nicolelis, um dos principais nomes da pesquisa científica do país e coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, criado para traçar estratégias de combate à covid-19.
Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Nicolelis afirma que prognósticos negativos feitos no fim do ano passado já se confirmaram logo nas primeiras semanas de 2021.

Clique aqui e confira a entrevista.

Crônica de um genocídio anunciado



"É preciso que todos saibam do genocídio promovido pelo governo Bolsonaro. Mais de 50 pedidos de impeachment do presidente estão parados nas gavetas do Congresso Nacional. Vivemos, hoje, num país que não tem governo, não tem política de saúde, não tem suficientes vacinas, cilindros de oxigênio e leitos nos hospitais, não tem leis favoráveis ao lockdown e contrárias às aglomerações. Precisamos todos nos mobilizar para salvar o Brasil e os brasileiros", escreve Frei Betto, frade dominicano, escritor, assessor da FAO e de movimentos sociais e autor de “O diabo na corte – leitura crítica do Brasil atual” (Cortez), entre outros livros.
Eis o artigo.

Tudo indica que o Brasil será o último país a ter a sua população imunizada contra a Covid-19 e, em breve, haverá de superar os EUA em número de mortos, devido ao descaso do governo Bolsonaro. Nesta terceira semana de janeiro, já temos mais de 112 mil vítimas fatais. A cada dia, mais de mil pessoas morrem contaminadas pelo coronavírus.

Bolsonaro sofre de tanatomania, tendência patológica de satisfação com a morte alheia. Agora a situação se agrava com a falta de oxigênio e leitos nos hospitais. Terrível paradoxo: falta oxigênio aos pacientes dos estados do Amazonas e do Pará, ambos na Amazônia, tida como pulmão do planeta. Muitos morrem por asfixia. E ironia do destino: Maduro, execrado pelo governo, reabastece o Amazonas de oxigênio.

Todo esse quadro necrófilo resulta da inoperância de um presidente e de um governo genocidas. O Brasil tem Ministério da Saúde, mas não tem ministro. Desde a posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019, os dois médicos que ocuparam o cargo não permaneceram por não concordarem com a indiferença do presidente diante da pandemia e por ele recomendar recursos preventivos sem comprovação científica, como a cloroquina. O atual ministro, general Pazuello, não é médico, e pouco depois de ser empossado admitiu que, até então, desconhecia o SUS, Sistema Único de Saúde, que atende gratuitamente a população e é considerado exemplar. Agora, porém, o SUS está de mãos atadas por falta de vacinas e profissionais de saúde.

No início da pandemia, enquanto o mundo se alarmava, Bolsonaro declarava que se tratava de uma “gripezinha”. Recusou-se a coordenar a mobilização dos brasileiros para evitar a disseminação da doença. E incentivou, com seu exemplo, as aglomerações, criticou o uso de máscara (chegou a proibir a entrada no palácio de quem estivesse de máscara) e desaconselhou medidas preventivas, como o isolamento, a lavagem cuidadosa das mãos e sua higienização frequente com álcool em gel. Foi preciso a Suprema Corte facultar a governadores e prefeitos o direito de desempenhar essa coordenação.

Como Bolsonaro saboreia o macabro cheiro da morte, jamais se preocupou com a vacinação do povo brasileiro. Deu a entender que a Covid-19 mata preferencialmente os pobres (o que economizaria recursos das políticas sociais), os portadores de comorbidades e os idosos (o que reduziria o déficit do SUS e os gastos com a Previdência Social). Contudo, devido à pressão popular, o governo se viu obrigado a correr atrás das vacinas.

As vacinas até agora disponíveis são produzidas em dois países, Índia e China, há meses destratados pela família Bolsonaro. O chanceler Ernesto Araújo, adepto do terraplanismo, declarou que a China havia produzido intencionalmente o “comunavírus”. Aliado aos países ricos, o Brasil se recusou a apoiar a proposta da Índia na OMC para quebrar a patente das vacinas. Em outubro de 2020, Bolsonaro assegurou: “Alerto que não compraremos vacina da China”. Seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em novembro, acusou o governo chinês de utilizar a tecnologia 5G para espionar.

As poucas vacinas que chegaram ao nosso país, menos de 10 milhões de doses para a população de 212 milhões, vieram da China e foram compradas pelo Instituto Butantan, renomada instituição científica de São Paulo. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), do Rio, tenta comprar da China o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) sem que haja, até agora, confirmação de possibilidade de entrega.

É preciso que todos saibam do genocídio promovido pelo governo Bolsonaro. Mais de 50 pedidos de impeachment do presidente estão parados nas gavetas do Congresso Nacional. Vivemos, hoje, num país que não tem governo, não tem política de saúde, não tem suficientes vacinas, cilindros de oxigênio e leitos nos hospitais, não tem leis favoráveis ao lockdown e contrárias às aglomerações. Precisamos todos nos mobilizar para salvar o Brasil e os brasileiros.

Fonte: IHU