07 novembro, 2022

deixemo-nos provocar pelo nosso Amado Profeta Papa Francisco!

Hoje, 7 de novembro, 311.º dia do ano no calendário gregoriano (312.º em anos bissextos) e faltando 54 para acabar o ano, deixemo-nos provocar pelo nosso Amado Profeta Papa Francisco.

"A cultura do cuidado é o antídoto contra um mundo impregnado de individualismo e enclausurado pela tristeza. Aprendamos a cuidar dos outros, da cidade, da sociedade, da criação, para saborear a alegria da amizade e da gratuidade." (Papa Francisco).

03 novembro, 2022

VIVA A ESPERANÇA - Mutirão de Vozes

A música "Viva a Esperança" (originalmente, "Trovas ao Cristo Libertador"), composição com letra de Dom Pedro Casaldáliga e música de Pe. Cireneu Kuhn, svd, interpretada coletivamente por membros da Irmandade dos Mártires da Caminhada. 

Clipe produzido na celebração de um ano da Passagem do Poeta-Profeta Dom Pedro Casaldáliga!

 

01 novembro, 2022

Padres da Caminhada - Carta ao presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Carta ao presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Estimado amigo Lula,

“Erguei-vos e levantai vossa cabeça, pois se aproxima vossa libertação” (Lc 21,28)

A frase dita por Jesus a suas discípulas e a seus discípulos, antes de entrar em Jerusalém para sua Páscoa, tornou-se uma realidade para as brasileiras e os brasileiros na noite do domingo passado: a libertação de anos de discurso de ódio, de fake news, de espíritos armados está próxima!

Ainda ecoa em nossas mentes e nossos corações o encontro do dia 17 de outubro passado na Casa de Portugal, em São Paulo. Por isso, nos alegramos com sua eleição e temos muita esperança, juntos com todas aquelas e todos aqueles que passaram os últimos quatro anos lutando para não ser devorados, de que a política excludente e raivosa do ainda presidente será banida. Lula, sua eleição é esperança para todos nós!

Ao mesmo tempo, saber que a maioria de seus votos veio das regiões mais pobres e mais periféricas do Brasil confirma o trabalho comprometido com o povo simples. O Papa Francisco não se cansa de insistir que da periferia vem a esperança; que seu novo governo não se afaste de quem lá vive, que não se afaste da base!

Sabemos que a libertação está próxima, contudo, ainda não está. Em seu discurso da noite de domingo vimos um homem consciente das divisões que o fascismo trouxe ao povo: famílias separadas, amizades desfeitas, injúrias e ódio por todos os lados. Conte conosco para a reconstrução do nosso Brasil, um país de todas as cores e sabores, de todos os rostos e amores! Empenhar-nos-emos em nossas comunidades para a erradicação da miséria, da fome e de toda forma de exclusão.

Não queremos uma pátria armada! Queremos uma pátria amada! Queremos uma pátria da educação e da cultura, dos livros e da alegria no rosto das crianças, dos adolescentes e dos jovens! Queremos uma pátria da dignidade assegurada para as trabalhadoras e os trabalhadores e do respeito para com as idosas e os idosos! Não queremos a pátria do desmatamento e dos grileiros! Queremos a pátria da natureza exuberante, da beleza de todos seus biomas, da proteção dos direitos de seus povos originários!

Queremos um Brasil mais verde e amarelo que nunca! Essas são as cores de todas as brasileiras e de todos os brasileiros.

Lula amigo, presidente eleito do Brasil, parabéns! Que Deus abençoe você e todo o povo brasileiro!

Brasil, 01 de novembro de 2022.

Padres da Caminhada e Padres contra o Fascismo

Três anos que com o nosso Deus minha Mãe esta!


31 outubro, 2022

NOVEMBRO: PELAS CRIANÇAS QUE SOFREM

 


Intenção do Papa Francisco para o mês de novembro

Pelas Crianças que sofrem!

Há ainda milhões de crianças que sofrem e vivem em condições muito semelhantes à escravidão.

Não são números: são seres humanos com um nome, com um rosto, com uma identidade dada por Deus.

Muitas vezes esquecemos a nossa responsabilidade e fechamos os olhos à exploração destas crianças que não têm direito de brincar, nem de estudar, nem de sonhar. Elas nem sequer têm o calor de uma família.

Cada criança marginalizada, abandonada por sua família, sem escolaridade, sem cuidados médicos, é um grito! Um grito que se eleva a Deus e acusa o sistema que nós, adultos, construímos.

Uma criança abandonada é culpa nossa.

Não podemos continuar a permitir que se sintam sozinhas e abandonadas; elas precisam receber uma educação e sentir o amor de uma família para saberem que Deus não as esquece.

Rezemos para que as crianças que sofrem, as crianças que vivem nas ruas, as vítimas da guerra e os órfãos, possam ter acesso à educação e possam redescobrir o afeto de uma família.

Pe. João Caruana pilar da construção social e política!

Pe. João Caruana 
pilar da construção social e política!


“Somos um único país, um único povo, uma grande nação ”

“Somos um único país, um único povo, uma grande nação ” (Lula)



30 outubro, 2022

Lula Presidente!


 

Vejam!


 

Fora PRF deixem o Nordeste e o Brasil Votar

https://noticias.uol.com.br/

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) intimou o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, a explicar, com urgência, as razões pelas quais estão sendo realizadas operações policiais nos estados.

Ontem, em suas redes sociais, o diretor-geral da PRF postou um vídeo em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

As operações estariam sendo realizadas mesmo após a proibição de qualquer operação que afete o transporte público dos eleitores, determinada por Moraes na noite de ontem.

despacho publicado neste domingo cita um vídeo na qual um usuário do Twitter afirma que a PRF está fazendo blitz na entrada de Cuité (PB), município a 219 quilômetros de João Pessoa.


29 outubro, 2022

Não Sabemos o que é Desistir!


 

É isso aí Flamengo!

Hoje Libertadores.

Aguenta coração, a véspera de votar 13.


28 outubro, 2022

Oração pela Paz!

Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!

Tentamos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas os nossos esforços foram em vão. Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão. Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.

Papa Francisco
Invocação pela Paz, Jardins do Vaticano, 8 de junho de 2014

26 outubro, 2022

A espiritualidade das CEBs e a mística que nos motiva!


Por mim, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


A espiritualidade das CEBs e a mística que nos motiva!

A espiritualidade da CEBs é o seguimento de Jesus, percorrer seu caminho. E a mística das CEBs é a motivação que nos faz viver a causa até o fim, o Reino de Deus.

A mística é um mistério e para a mística mistério é saber a razão porque no agir comprometido com o seguimento de Jesus em Comunidades Eclesiais de Base, com pequenos gestos as coisas extraordinárias acontecem.

"O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me escolheu para anunciar a Boa-Notícia aos pobres e me mandou anunciar a liberdade aos presos, dar vistas aos cegos, por em liberdade os que estão sendo oprimidos, e anunciar o ano em que o Senhor vai salvar o seu Povo." (Lc 4. 18-19).

“Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando a Boa Notícia do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. 37 Então Jesus disse a seus discípulos: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos! 38 Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.»”. (Mt 9,35-38)

Dar testemunho de vida é, como Jesus, amar o próximo comprometendo-se com a sua libertação. É fazer a opção pelo empobrecido, abraçando sua causa. É amar a Deus, assumindo a concretização de seu Reino de Amor.

A experiência do encontro com Jesus, com seu estilo de vida, com sua pessoa, permite reproduzir novas formas de vivência e prática. O exemplo de vida de Jesus permite reinterpretar a Igreja, partindo da "prática" dos pobres, como propunham os bispos de Medellín e Puebla.

Isto significa hoje algo de muito concreto:

Ir à periferia, ir a base, ir aonde não há poder, porque "pobre" significa "sem poder", Jesus era de Nazaré da Galiléia, filho de uma família humilde. Morava no campo. Tornou-se carpinteiro. Prestava serviços em troca de moeda ou alimentos para sua subsistência.

Ele escolheu seus discípulos entre os humildes e marginalizados. As mulheres e homens que com Jesus estavam eram gente sofrida. Jesus era um homem do povo. Um povo analfabeto e desprezado. Participava das festas (Lc. 2,41; Jo 5,1).

Jesus foi ao casamento de amigos (Jo 2,1-2). Estava sempre cercado pela multidão (Mc 3,8; Lc 21,38; Mc 6,31). Jesus era um homem aberto, compreensível, acolhedor... e condenava todo o tipo de discriminação.

Ele era um homem intimamente liberto, autêntico, transparente e extremamente coerente com seu próprio discurso. Ele buscou a justiça, foi formador e formando, teve amigos, questionou os poderosos da época.

O Evangelho demonstra que não eram os discursos de Jesus o que mais impressionava e, sim, sua coerência e seu testemunho de vida.

"Verdadeiramente este homem é justo" (Lc 23,47) Jesus propôs o "novo" em oposição às estruturas sociais e políticas de seu tempo. Isto gerou repulsa, rejeição, criou o conflito.

E Jesus, coerentemente, enfrentou as diversas instâncias de poder do seu tempo. Conheceu a difamação, a crítica, a perseguição e a ameaça de morte. Sua prisão, tortura, condenação e crucificação foram consequências de sua prática e de sua vida.

Jesus é um homem de ligação íntima com o Pai. Toda sua vida é constante louvor e referência ao Pai. Ele buscava a vontade do Pai como "alimento". Esta união e abertura ao Pai é a condição para viver uma vida nova "em Deus".

Jesus era um homem de muita alegria. Tinha amigos. Apresentava palavras de consolo e de esperança para todos (cf. Lc 12, 22-26). Nunca perdia o ânimo frente as provações e dificuldades. Admirava a natureza. Andava muito. Pescava com os discípulos. Apreciava a ternura das crianças e sabia ver o bom que existia no coração das pessoas (cf. Mc 10, 21).

Ele era, também, um homem do perdão. Perdoou a muitos, como Zaqueu (Lc 19, 1-10) e Madalena (Jo 8, 3-11) e disse aos discípulos que perdoassem quantas vezes fosse necessário.

O projeto de Jesus possui dois pontos importantes: a "libertação dos oprimidos" (cf. Lc 4,18) e o "reino", "a chegada de tempos novos" (cf. Lc 4,19).

Este projeto se resume em levar as mulheres e os homens a uma libertação integral, pessoal e social, através da construção do Reino de Deus, que passa necessariamente pela construção de uma sociedade igualitária e fraterna onde não haja explorados nem exploradores.

O tempo atual exige ir ao encontro das Galileias de tantas pessoas, considerando que a Galileia nos tempos de Jesus era um lugar afastado do centro de poder, cabe a Igreja, as CEBs alcançar também essas periferias.

Os galileus no tempo de Jesus eram considerados sem prestígio, era um lugar de excluídas e excluídos. Jesus, também chamado de o Galileu, sentiu na pele os preconceitos e fez sua opção pelas empobrecidas e pelos empobrecido, seguiu alargando fronteiras e vencendo barreiras.

Essa opção de Jesus, abrindo mão de si em prol do próximo, deve ser repetida também em nosso dia a dia, nas situações mais complexas e nas mais corriqueiras.

Dar testemunho de vida é, como Jesus, amar o próximo comprometendo-se com a sua libertação. É fazer a opção pelo empobrecido, abraçando sua causa. É amar a Deus, assumindo a concretização de seu Reino de Amor.

A espiritualidade da CEBs é o seguimento de Jesus, percorrer seu caminho. E a mística das CEBs é a motivação que nos faz viver a causa até o fim, o Reino de Deus.

A mística é um mistério e para a mística mistério é saber a razão porque no agir comprometido com o seguimento de Jesus em Comunidades Eclesiais de Base, com pequenos gestos as coisas extraordinárias acontecem.

Laiá..Laiá...Vote Lula!


 

24 outubro, 2022

A GRAVIDADE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2022



A GRAVIDADE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2022


Irmãos e irmãs,

Somos bispos da Igreja Católica de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em plena comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB que, no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Lideramos a escrita de uma primeira Carta ao Povo de Deus, em julho de 2020. Diante da gravidade do momento atual, nos dirigimos novamente a vocês.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 nos coloca diante de um dramático desafio. Devemos escolher, de maneira consciente e serena, pois não cabe neutralidade quando se trata de decidir sobre dois projetos de Brasil, um democrático e outro autoritário; um comprometido com a defesa da vida, a partir dos empobrecidos, outro comprometido com a “economia que mata” (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 53); um que cuida da educação, saúde, trabalho, alimentação, cultura, outro que menospreza as políticas públicas, porque despreza os pobres. Os dois candidatos já governaram o Brasil e deram resultados diferentes para o povo e para a natureza, os quais podemos analisar.

Iluminados pelas exigências sociais e políticas de nossa fé cristã e da Doutrina Social da Igreja Católica, precisamos falar de forma clara e direta sobre o que realmente está em jogo neste momento. Jesus nos mandou ser “luz do mundo” e a luz não deve ficar escondida (Mt 5,15).

Somos testemunhas de que o atual Governo, que busca a reeleição, virou as costas para a população mais carente, principalmente no tempo da pandemia. Apenas às vésperas da eleição, lançou um programa temporário de auxílio aos necessitados. A 59ª Assembleia Geral da CNBB constatou “os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas […]. Entre outros aspectos destes tempos, estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável” (Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro sobre o Momento Atual). A vida não é prioridade para este governo.

O chefe de Governo e seus apoiadores, principalmente políticos e religiosos, abusaram do nome de Deus para legitimar seus atos e ainda o usam para fins eleitorais. O uso do nome de Deus em vão é um desrespeito ao 2º mandamento. O abuso da religião para fins eleitoreiros foi condenado em nota oficial da presidência da CNBB (11/10/2022), para a qual “a manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”.

Enquanto dizia “Deus acima de tudo”, o Presidente ofendia as mulheres, debochava de pessoas que morriam asfixiadas, além de não demonstrar compaixão alguma com as quase 700 mil vidas perdidas para a covid-19 e com os 33 milhões de pessoas famintas em seu país. Lembramos que o Brasil havia saído do mapa da fome em 2014, por acerto dos programas sociais de governos anteriores. Na prática, esse apelo a Deus é mentiroso, pois não cumpre o que Jesus apresentou como o maior dos mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22, 37). Quem diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão é “mentiroso” (1Jo 4,20).

Os discursos e as medidas que visam armar todas as pessoas e eliminar os opositores estão em contradição tanto com o 5º mandamento, que diz “não matarás”, quanto com a Doutrina Social da Igreja, que propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508).

Vivemos quatro anos sob o reinado da mentira, do sigilo e das informações falsas. As fake news (notícias falsas veiculadas como se fossem verdades) se tornaram a forma “oficial” de comunicação do Governo com o povo. Isso fere o 8º mandamento, de não levantar falso testemunho, mas mostra também quem é o verdadeiro “senhor” dos que, perversamente, se dedicam a espalhar falsidades e ocultar informações de interesse público. Jesus diz que o Diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44), enquanto Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

A Mensagem ao Povo Brasileiro, da 59ª Assembleia Geral da CNBB, alertou-nos, também, de que “nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional”. No entanto, o atual governo e os parlamentares que o apoiam ameaçam modificar a composição do Supremo Tribunal Federal para criar uma maioria de apoio aos seus atos. O controle dos poderes Legislativo e Judiciário sempre foi o passo determinante para a implantação das ditaturas no mundo.

Os cristãos têm capacidade para analisar qual dos dois projetos em disputa está mais próximo dos princípios humanistas e da ecologia integral. Basta analisar com dados e números e perguntar: qual dos candidatos concorrentes valorizou mais a saúde, a educação e a superação da pobreza e da miséria e qual retirou verbas do SUS, da educação e acabou com programas sociais? Quem cuidou da natureza, principalmente, da Amazônia e quem incentivou a queima das florestas, o tráfico ilegal de madeiras e o garimpo em terras indígenas?

Não se trata de uma disputa religiosa, nem de mera opção partidária e, tampouco, de escolher o candidato perfeito, mas de uma decisão sobre o futuro de nosso país, da democracia e do povo. A Igreja não tem partido, nem nunca terá, porém ela tem lado, e sempre terá: o lado da justiça e da paz, da verdade e da solidariedade, do amor e da igualdade, da liberdade religiosa e do Estado laico, da inclusão social e do bem viver para todos. Por isso, seus ministros não podem deixar de se posicionar, quando se trata de defender a vida do ser humano e da natureza. Nossa motivação é ética e não decorre do seguimento de um líder político, nem de preferências pessoais, mas vem da fidelidade ao Evangelho de Jesus, à Doutrina Social da Igreja e ao magistério profético do Papa Francisco.

Deus abençoe o povo brasileiro e o Espírito Santo de sabedoria e verdade ilumine nossas mentes e corações, na hora de votarmos nesse segundo turno das eleições de 2022. Vejamos Jesus no rosto de cada pessoa, especialmente dos pobres que sofrem e não em autoridades humanas que os manipulam em nome de um projeto ideológico de poder político e econômico.


Em 24 de outubro de 2022, Memória de Santo Antônio Maria Claret, bispo.

Bispos do Diálogo pelo Reino