14 novembro, 2016

40% das mulheres que sofrem violência doméstica são evangélicas, diz pesquisa recente

"muitas das vítimas dizem sentirem-se coagidas por seus líderes religiosos a não denunciarem seus maridos."




A violência doméstica é uma triste realidade no Brasil e uma pesquisa descobriu uma informação ainda mais alarmante: 40% das mulheres que se declaram vítimas de agressões físicas e verbais de seus maridos são evangélicas.

A descoberta é resultado de uma pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie a partir de relatos colhidos por organizações não-governamentais (ONGs) que trabalham no apoio às vítimas desse tipo de violência.

“Não esperávamos encontrar, no nosso campo de pesquisa, quase 40% das atendidas declarando-se evangélicas”, diz um trecho do relatório divulgado, de acordo com informações da Rede Super.

A surpresa não é maior do que a preocupação que existe sobre o contexto das agressões: muitas das vítimas dizem sentirem-se coagidas por seus líderes religiosos a não denunciarem seus maridos.

“A violência do agressor é combatida pelo ‘poder’ da oração. As ‘fraquezas’ de seus maridos são entendidas como ‘investidas do demônio’, então a denúncia de seus companheiros agressores as leva a sentir culpa por, no seu modo de entender, estarem traindo seu pastor, sua igreja e o próprio Deus”, denuncia o documento.

Os responsáveis pelo estudo ressaltam, no relatório, que as comunidades de fé onde essas mulheres que sofrem violência congregam precisam agir de maneira diferente: “O que era um dever, o da denúncia, para fazer uso de seu direito de não sofrer violência, passa a ser entendido como uma fraqueza, ou falta de fé na provisão e promessa divina de conversão-transformação de seu cônjuge”, constatam.

No programa De Tudo Um Pouco, da Rede Super, o pastor Renato Vieira Matildes e o advogado Antônio Cintra Schmidt analisaram os dados dessa pesquisa.

De acordo com Matildes, a omissão dos pastores é parte importante nos casos de violência doméstica: “A gente percebe a omissão pela falta de orientação e pela omissão mesmo de não querer informar. Porque é mais fácil virar e dizer: ‘Olha, vá embora que nós vamos orar e Deus vai fazer a obra’”, disse.

O pastor ponderou que a ação espiritual é válida, mas é necessário tomar medidas que garantam a segurança dessas mulheres: “Deus realmente continua fazendo a sua obra. Porém é mais difícil a gente instruir essas pessoas. É difícil você sentar com um casal e sentar com eles uma noite, um dia. Essas são questões difíceis de lidar e as pessoas não querem fazer isso e caminham para o lado mais fácil […] Isso não pode ser assim e não deve ser assim”, acrescentou.

Para o advogado Schmidt, a igreja pode ter condições de ajudar a mulher que se encontra nesta situação de forma mais efetiva: “Seria muito interessante se as igrejas tivessem esse acompanhamento e esse grupo para ajudar na conscientização da mulher”, comentou. “A mulher tem um receio tremendo por todos esses fatos, de fazer uma denúncia, de expor a convivência familiar dela e em qualquer nível. Acontece que às vezes não é ela quem expõe. O vizinho, por exemplo, vê uma agressão e pode fazer a denúncia. E feita a denúncia, a Polícia vem e dali para frente não tem mais como parar o processo”, explicou.

Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br

Para refletir

“É um sintoma de esclerose espiritual, quando o interesse se concentra nas coisas a produzir, em vez de ser nas pessoas a amar. Assim nasce a dramática contradição dos nossos tempos: quanto mais crescem o progresso e as possibilidades – e isto é bom – tanto maior é o número daqueles que não lhes podem chegar. É uma grande injustiça que nos deve preocupar muito mais do que saber quando e como será o fim do mundo. Com efeito, não se pode estar tranquilo em casa, enquanto Lázaro jazer à porta; não há paz em casa de quem está bem, quando falta justiça na casa de todos”.


Papa Francisco

"Formando Discípulas/os Missionárias/os para as CEBs em um mundo urbanizado"


A manhã de sábado, foi com as amigas e amigos das CEBs da Província Eclesiástica de Maringá.
Foi um momento de encontro e olha só o que acabamos assumindo:

- Seminário Provincial das CEBs com o tema "Formando Discípulas/os Missionárias/os para as CEBs em um mundo urbanizado" e terá como assessor Celso Pinto Carias, na data de 09 a 11 de junho na cidade de Maringá.

- Assumimos uma escola de formadores na Província Eclesiástica de Maringá com o objetivo de formar formadores para que as paróquias tenham condições de terem uma escola para lideranças da base, de nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

O encontro encerrou com almoço oferecido pelo Pe. Genivaldo Ubinge.

11 novembro, 2016

Para refletir

"Há certas coisas que cabem melhor dentro do silêncio; outras cabem muito mais ainda nas mãos de Deus."
Pe. Zezinho

10 novembro, 2016

Trump é o muro, Francisco é a ponte [Roberto Malvezzi (Gogó)]

Movimentos sociais do mundo inteiro, nações indígenas, lutadores da paz e da justiça são a esperança.


Francisco já repetiu várias vezes que estamos numa 3ª Guerra Mundial. Sua opinião não é fantasiosa ou irresponsável. Ele é a única liderança mundial que tem uma leitura do momento atual da humanidade.

Francisco fala a partir da guerra na Síria, no Afeganistão, em outras partes do mundo e, sobretudo, a partir das vítimas das guerras, dos imigrantes e “desplazados” pelas catástrofes socioambientais. Fala a partir dos sem-teto, sem-terra e sem trabalho. Lembra ainda dos idosos, dos doentes, das crianças, dos descartados da sociedade contemporânea.

Fala a partir das indiferenças, dos egoísmos, dos isolacionismos, dos fascismos de toda ordem. De uma sociedade baseada no consumismo, de um “producionismo” que faz da Terra uma lixeira.

Mesmo assim não se desespera. Diz que movimentos sociais do mundo inteiro, nações indígenas, lutadores da paz e da justiça são a esperança. Ele se reúne com eles, os convida a lutarem para superar a ditadura do dinheiro. Propõe a solidariedade, a partilha, a fraternidade, o acolhimento do diferente e o cuidado com a Terra como caminho para a paz.

Se Hillary tem ligação com a indústria das armas, se ajudou montar o golpe no Brasil, agora pouco interessa. Com a eleição de Trump a humanidade revela sua face mais alucinante. Quem detém a fabulosa riqueza já produzida se mostra desesperado em salvaguardar sua “qualidade de vida”. O modo é a guerra, as discriminações, os xenofobismos, os muros, a eliminação do outro, do diferente, daqueles que são os bodes expiatórios, para serem demonizados e responsabilizados pelas insanidades de quem tem o comando. Porém, nenhuma nação sozinha hoje comanda a humanidade.

Trump é o muro, Francisco é a ponte. 

Preocuante

Preocupante
Donald Trump 
Megaempresário eleito como presidente dos EUA.


Para refletir

Para o papa Francisco, visitar um doente é um ótimo remédio.

Para o papa, o Senhor nos convida a um gesto de grande humanidade: a compartilha. Na doença, a pessoa pode experimentar a solidão mais profunda e uma visita pode ser um ótimo remédio: um sorriso, uma carícia, um aperto de mão são gestos simples, mas muito importantes para quem se sente abandonado. “Não deixemos sozinhas as pessoas doentes”, exortou Papa. Para ele, os hospitais são hoje verdadeiras “catedrais da dor”, onde porém se torna evidente também a força da caridade.

09 novembro, 2016

Para Refletir

Papa Francisco diz que para servir bem o Senhor, não podemos ser desleais e nem buscar o poder. O desejo de poder nos impede de servir o Senhor.

“Quantas vezes vimos, até em nossas casas: ‘aqui sou eu que comando!’. E quantas vezes, sem dizê-lo, fizemos ouvir aos outros ‘que aqui eu comando’, não? Mostrar isso... A sede de poder... E Jesus nos ensinou que aquele que comanda se torna como aquele que serve. Ou se alguém quiser ser o primeiro, seja servidor de todos. Jesus reverte os valores da mundanidade, do mundo. E este desejo de poder não é o caminho para se tornar um servo do Senhor, ao contrário: é um obstáculo, um destes obstáculos que rezamos ao Senhor para que afaste de nós”.

"Quanta gente vive somente para ser vitrina, para aparecer, para que digam: 'Ah, como ele é bom...', tudo pela fama. Fama mundana”. E assim, - é a sua advertência -, “não se pode servir o Senhor”. Por isso, - acrescenta -, “pedimos ao Senhor para remover os obstáculos para que com serenidade, seja do corpo, seja do espírito”, possamos “dedicar-nos livremente ao seu serviço”.

07 novembro, 2016

Lançamento do Livro: “Pensadores da Caminhada - 30 Anos Vividos nas CEBs” de Pe. João Caruana





Lançamento do Livro:


“Pensadores da Caminhada - 30 Anos Vividos nas CEBs”  de Pe. João Caruana


Senhoras e senhores.

Quero informar que estou concluindo o livro intitulado: 
                 “PENSADORES DA CAMINHADA - 30 ANOS VIVIDOS NAS CEBs”.
                                     
O livro de aproximadamente 250 paginas, na primeira parte consiste em algumas de minhas reflexões e na segunda parte inclui umas 30 entrevistas com os melhores pensadores da mística das CEBs no Brasil e na América Latina.

Estas entrevistas foram tiradas do IHU -Unisinos de Rio Grande de Sul, durante as décadas passadas. Estas entrevistas vão introduzir aos leitores mais jovens estes pensadores e matar as saudades dos demais. 

Entre os pensadores as leitoras e leitores vão encontrar: Gutierrez, Helder, Lorscheider, Casaldaliga, Kautler, Zezinho, Zilda, Jon Sobrinho, Comblin e outros mais. 

O lançamento ficou para sábado dia 3 de dezembro no salão paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Graças no centro de Sarandi ás 20h30m. 

O lançamento vai ser celebrado com: 

MÚSICA, PIZZA e VINHO

Haverá um custo de:
Individual R$25 reais e leva um livro
Casal R$35 reais e leva um livro

Obs. O livro avulso custará R$25,00, no lançamento terá 20% de desconto.

Os convites podem ser encontrados nas quatro paróquias de Sarandi, na Paróquia São Silvestre e no CEPA.

Aqueles que moram um pouco longe podem informar pelo E-mail o Número de convites desejados e receberão confirmação do pedido. A contribuição poderá ser feita na noite da festa. 


Vai ser bom! Vai ser uma festa das CEBs. Se sinta livre para repassar este convite aos seus colegas.

Padre Joao Caruana 

PS: Para ajudar na organização, por gentileza, adquire o seu convite até segunda-feira, dia 28 de Novembro. 

Intolerância religiosa no Brasil foi o tema da redação do Enem 2016

"Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". 
A temática do Enem 2016, cada candidato em um texto de até 30 linhas apresentar proposta sobre o assunto.

Oração inter-religiosa [Helena Kolody]

Concede-me, Senhor,
a graça de ser boa,
De ser o coração singelo que perdoa,
A solícita mão que espalha,
sem medidas,
Estrelas pela noite escura de outras vidas
E tira d’alma alheia o espinho que magoa.

Helena Kolody


Helena Kolody (1912-2004): Foi uma poetisa e professora paranaense. Seu primeiro poema, A Lágrima, foi publicado quando tinha apenas 16 anos e seu primeiro livro, Paisagem Interior, foi publicado em 1941. Ao longo da vida publicou mais 22 obras, entre elas, Luz Infinita (1997), Sinfonia da Vida (1997), Poemas do Amor Impossível (2002) e, além destas, a obra póstuma Memórias de Nhá Mariquinha (2007). É considerada a "mãe dos haicais" (uma forma poética, desenvolvida no Japão, cuja principal característica é a concisão), no Brasil, por ter sido a primeira, no país, a usar a técnica de origem japonesa.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

Para especialistas, ‘churrasco de domingo’ é vilão do aquecimento global

A picanha, a fraldinha e a maminha, bem salgadas, feitas na brasa, símbolos de um bom churrasco, estão se tornando inimigas do clima. É que a carne, desde a criação do gado até a mesa do brasileiro, é responsável pela liberação de grande quantidade de gases que causam o aquecimento global, segundo o Observatório do Clima (OC) – rede que reúne 40 organizações da sociedade civil. A recomendação é que o consumo de carne de boi seja menor e a produção mais eficiente.
A reportagem é de Isabela Vieira, puiblicada por Agência Brasil, 04-11-2016

Os impactos causados pela agropecuária são responsáveis por 69% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Estão incluídos na conta poluentes decorrentes do processo digestivo e dejetos de rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento (43% das emissões nacionais).

Os números são do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, divulgados no Rio de Janeiro.

De acordo com a coordenadora de Clima e Agropecuária do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Marian Piatto, que integra a rede do observatório, somente o gado de corte é responsável por 65% das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária.

Ela explica que um dos problemas está no sistema digestivo dos animais com dificuldades de processar o capim. “O gado bovino, quando se alimenta do capim, explicando de uma maneira bem simples, elimina metano por meio do arroto e do pum. Não é como nos carros, que vemos uma fumaça cinza, mas são poluentes”.

Marina lembra que o país tem um dos maiores rebanhos do mundo, cerca de 200 milhões de animais, o que agrava o problema. “É quase um por pessoa”, comparou.

Para chegar aos 69% das emissões nacionais do setor agropecuário, o coordenador do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa, Tasso Azevedo, acrescenta que, além dos problemas com o gado, entram na conta o transporte da carga, que, na maioria das vezes, usa diesel, o mais poluente dos combustíveis e o desmatamento para criação de pasto. Na Amazônia, onde avança o uso de terras para a atividade, é comum a ocupação de áreas derrubadas com o gado, denunciou EronMartins, do Instituto Imazon.

“A relação entre a pecuária e o desmatamento é muito estreita porque a pecuária tem uma fluidez econômica muito rápida, o que facilita colocar a pecuária nos locais de expansão (desmatadas) para ter o direito daquela área mais tarde”, disse Martins. Ele contou que é comum a extração de madeira deixar áreas degradadas que, em seguida, acabam revertidas em pasto.
Soluções visam reduzir emissões
Segundo os especialistas, às vésperas de o acordo de Paris entrar em vigor em 2017, com metas para limitar o aumento da temperatura no planeta, há espaço na agropecuária para redução das emissões, como melhor manejo de pastagens e menor uso de fertilizantes. O governo, por sua vez, deve atrelar a concessão de subsídios, como o Plano Safra, às contrapartidas ambientais. Os ambientalistas, porém, são unânimes em recomendar menor consumo de carne.

“Cada bife que a gente come é responsável por impacto ambiental. Não comemos camarão e lagosta todo o dia, por que temos a necessidade de comer uma quantidade diária de carne bovina?”, questionou Marina. Uma meta internacional para tornar a carne brasileira mais sustentável foi descartada porque o destino de 80% do gado do país é a mesa do brasileiro, disse.

Para quem pensar em adiar uma mudança de hábitos à mesa, Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, alerta que o aquecimento global é responsável por ondas de calor, com sensação térmica de 50º, como no verão, no Rio de Janeiro, falta de chuvas, como em São Paulo, e desastres ambientais. “A gente está falando de qualidade de vida e de economia, mudanças climáticas são um risco para um país que depende da agricultura e da pecuária”, afirmou.
CNA questiona números
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou os dados e disse que a conta do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa é uma “visão parcial” da produção.

“Se a gente for levar em conta que o Brasil emite menos de 4% das emissões globais, que o sistema leva em conta as emissões e não o balanço, se a gente considerar os esforços empreendidos para redução das emissões no Brasil – que vêm diminuindo – e o comprometimento da propriedade rural na conservação da biodiversidade, no estoque de carbono e na recuperação de áreas degradas, [poderá constatar] que a agropecuária é uma atividade muito menos impactante do que se pintou no relatório”, afirmou o coordenador de Sustentabilidade, Nelson Ananias Filho.

“Precisamos promover políticas de recuperação de pastagens em degradação para aumentar produtividade e emitir menos gases, produzindo comida e o nosso churrasco de fim de semana”. Nelson confirma que uma pastagem bem manejada sequestra até 90% de toda emissão da pecuária.

Para incentivar o setor, o Ministério da Fazenda, por meio do Plano Safra, apresenta aos produtores técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deprodução sustentável.

“Para o governo, é inviável financiar toda mudança tecnológica do setor. O que fazemos é mostrar as coisas que estão na prateleira e que são viáveis”, disse o coordenador-geral de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Aloisio Lopes Pereira de Melo.

Oração


Oração

Senhor, Pai santo, derrama sobre nós o teu Espírito, que ilumine a nossa responsabilidade e a nossa consciência, nos faça crescer na fé e no amor, e progredir espiritualmente. Não deixes que fechemos os olhos, e não nos deixemos iluminar pelo Espírito, permanecendo na ilusão de sermos bons. Faz-nos conhecer a verdade, desapegar-nos do mal e confiar na tua misericórdia. Revela-nos o teu coração de Pai, disposto a perdoar, não sete, mas setenta vezes sete. Ensina-nos a perdoar, não só aos outros, mas também a nós mesmos. Ensina-nos a aceitar-nos, com humildade e confiança, tal como Tu mesmo nos aceitas para atingirmos a plena maturidade humana e espiritual. Que a graça, nem sempre agradável, mas preciosa de nos conhecermos a nós mesmos, nos dispunha a acolher a tua misericórdia e a tornar-nos instrumentos dela para os outros. Amem. 

Fonte: dehonianos

04 novembro, 2016

Para refletir

“Num mundo agitado e com pouca memória, que caminha depressa deixando para trás muitos e sem perceber que permanece sem fôlego e sem meta, precisamos hoje de oxigênio, deste amor gratuito que renova a vida. O homem tem sede da misericórdia e não há tecnologia que possa saciá-lo. Procura um afeto que vai além do consolo do momento, um porto seguro onde atracar o seu navio inquieto, um abraço infinito que perdoa e reconcilia.”

Papa Francisco

02 novembro, 2016

"Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá"


Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e acredita em mim, não morrerá para sempre”.
(Jo 11,25-26).

Morre um dia, mas nasce outro. Morre a semente, mas nasce a flor. Morre a mulher e o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Em toda a morte, deve haver uma nova vida, essa é a nossa esperança.

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já partiram. É o dia da Fé e do Amor, porque ter fé e amar é sentir que o outro não morrerá nunca, pois a Vida Cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos, costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.
No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais, ninguém se lembrava.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”.
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados.

01 novembro, 2016

Católicos e Luteranos se comprometem a "eliminar os obstáculos que impedem a plena unidade"



Com um histórico abraço, o Papa Francisco e o presidente da Federação Luterana Mundial, Munib Younam, assinaram uma declaração conjunta, após a oração ecumênica em Lund. 

No texto, ambas as Igrejas se comprometem a “continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência”. 

“Deus nos chama a estar perto de todos aqueles que anseiam por dignidade, justiça, paz e reconciliação. Hoje, de modo particular, levantamos as nossas vozes para pedir o fim da violência e do extremismo que ferem tantos países e comunidades, e inumeráveis irmãos e irmãs em Cristo”, acrescenta o texto, que rejeita “de maneira enérgica, todo ódio e violência, passados e presentes, especialmente os cometidos em nome da religião”. 

Ambos reconhecem que “luteranos e católicos prejudicaram a unidade da Igreja” por culpa de “preconceitos e conflitos’, que fizeram com que “a religião fosse instrumentalizada com fins políticos”.

Leia AQUI A declaração conjunta: Declaração comum por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana da Reforma Lund, 31 de outubro de 2016



Oração: Vê, Senhor, que sou um vaso...

Oração: Vê, Senhor, que sou um vaso...


 “Vê, Senhor,
que sou um vaso
que carece muito
de ser preenchido.

Meu Senhor,
enche o vaso,
pois sou fraco na fé.

Fortalece-me,
pois sou frio no amor.

Aquece-me e torna-me quente,
para que meu amor transborde
para o próximo.

Não tenho fé robusta e forte,
acontece que sou acometido de dúvidas,
não podendo confiar em ti inteiramente.

Ó Senhor, ajuda-me,
fazes crescer minha fé e confiança.

Tudo o que tenho
se encerra em ti.

Eu sou pobre,
tu és rico e vieste
para receber em misericórdia
aos pobres.

Eu sou pecador,
tu és justo.

Comigo está a doença do pecado,
em ti está a plenitude da justiça.

Por isso quero ficar contigo,
não preciso dar de mim para ti:
de ti posso receber. Amém.”

Fonte: http://www.luteranos.com.br

Horários de missa nos cemitérios de Maringá no dia de Finados

Dia de finados para nós cristãos é iluminada pela ressurreição de Cristo e para renovar a nossa fé na vida eterna.

Nos dirigimos ao cemitério para rezar pelas pessoas amadas que nos deixaram, para exprimir a elas, o nosso afeto, para senti-las ainda próximas.

09h - Paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier.
10h – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe. 
11h – Paróquia São Silvestre I, Papa.
12h – Paróquia Pessoal para Japoneses São Francisco Xavier.
14h – Paróquia Nossa Senhora da Liberdade.
15h – Paróquia Santa Rita de Cássia.  
16h – Catedral Nossa Senhora da Glória.  
17h – Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu.

No Cemitério Parque as missas serão celebradas às 9h e 16h. 

Dom Anuar cobra duplicação da PR 323 “imediatamente”

28 outubro, 2016

Nota da CNBB sobre a PEC 241

Nota da CNBB sobre a PEC 241


A nota afirma que a PEC 241 é:
Injusta e seletiva. 
Supervaloriza o mercado em detrimento do Estado
Afronta a Constituição Cidadã de 1988.

E diz que:
É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. 


Em nota divulgada na quinta-feira, 27, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Leia o texto na íntegra:

Brasília-DF, 27 de outubro de 2016
P - Nº. 0698/16

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

"Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
(São João Crisóstomo, século IV)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal. 

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
 

27 outubro, 2016

Para Refletir

"Deus chora pela humanidade que não entende a paz que Ele nos oferece, a paz do amor. Este é o choro do Pai."

“Também hoje diante das calamidades, das guerras que eclodem para ‘adorar ao deus dinheiro’, dos tantos inocentes mortos pelas bombas lançadas pelos adoradores do ídolo dinheiro, também o Pai chora, também hoje diz: ‘Jerusalém, Jerusalém, filhos meus, o que estão fazendo?’ E o diz às pobres vítimas e também aos traficantes de armas e a todos aqueles que vendem a vida das pessoas. Nos fará bem pensar que o nosso Deus Pai se fez homem para poder chorar; e nos fará bem pensar que nosso Deus Pai hoje chora: chora por esta humanidade que não consegue entender a paz que Ele nos oferece, a paz do amor”.


Papa Francisco

26 outubro, 2016

Para Refletir

"Hoje, mais do que nunca, precisamos que a política e a economia se coloquem a serviço da vida."
Papa Francisco

Uma propostas para as CEBs - Comunidades Eclesiais de Base

Partilhando outra proposta, essa para nossas CEBs

Essa proposta, apresentei as coordenações da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Arquidiocese de Maringá, para ajudar fazer com que aconteça, se concordarem.

Uma pequena proposta que na verdade é uma grande proposta...rsrsrs

Nossas CEBs tem muitos idosos, que gostam e precisam de carinho, de um conversa, da presença amiga de nossa Igreja.

Precisamos interagir com esses nosso povo.

Vamos identificar em nossas Ruas, pessoas que não trabalham durante o dia, que sabemos que tem condições de ajudar na proposta que segue.

Uma vez por semana, de 15 em 15 dias ou se preciso for uma vez por mês, na parte da tarde, convidar e procurar fazer na casa dos que não conseguem andar uma tarde com eles.

Como seria:

Em um dos momentos, levar uma bolacha, um bolo com um chá para tomar juntos e conversar um pouco, em outro encontro rezar um terço, no outro um texto bíblico e fazer uma partilha.

Enfim, coisa pequena e bem simples, mas que vai ser de uma riqueza muito grande para os nossos idosos.

Doutrina da Fé publica Instrução sobre sepultura e cremação

Ad resurgendum cum Christo’ da Congregação para a Doutrina da Fé a propósito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas no caso de cremação.

Segundo o documento, “a prática da cremação difundiu-se bastante em muitas Nações e, ao mesmo tempo, difundem-se também novas ideias contrastantes com a fé da Igreja”. 


Código de Direito Canônico

A norma eclesiástica vigente em matéria de cremação de cadáveres é regulada pelo Código de Direito Canônico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã.”

“É preciso sublinhar que, não obstante esta norma, a prática da cremação se difundiu muito no âmbito da Igreja Católica. Em relação à prática de conservação das cinzas, não existe uma específica norma canônica. Por isso, algumas Conferências Episcopais se dirigiram à Congregação para a Doutrina da Fé levantando questões acerca da prática de conservar a urna cinerária em casa ou em lugares diferentes do cemitério, e sobretudo de espalhar as cinzas na natureza”, disse o Cardeal Müller na coletiva. 

“Seguindo a antiga tradição cristã, a Igreja recomenda insistentemente que os corpos dos defuntos sejam sepultados no cemitério ou num lugar sagrado.  Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte, a inumação é a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal. A sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos. Enterrando os corpos dos fiéis defuntos, a Igreja confirma a fé na ressurreição da carne e se separa de comportamentos e ritos que envolvem concepções errôneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reencarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da “prisão” do corpo.”

Conservação as cinzas

“Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim determinado pela autoridade eclesiástica.”

Segundo o documento, “a conservação das cinzas em casa não é consentida. Somente em casos de circunstâncias graves e excepcionais, o Ordinário, de acordo com a Conferência Episcopal ou o Sínodo dos Bispos das Igrejas Orientais, poderá autorizar a conservação das cinzas em casa. As cinzas, no entanto, não podem ser divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas.

Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não é permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar. Exclui-se, ainda a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa em peças de joalharia ou em outros objetos.

“Espera-se que esta nova Instrução possa fazer com que os fiéis cristãos tenham mais consciência de sua dignidade de filhos de Deus. Estamos diante de um novo desafio para evangelização da morte”, concluiu o Cardeal Müller. (MJ)

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