30 setembro, 2022

O Vento Vai Responder ( Blowin in The Wind) - Zé Ramalho

 



O Vento Vai Responder ( Blowin in The Wind) - Zé Ramalho


Quantos caminhos se tem que andar
Antes de tornar-se alguém?
Quantos dos mares temos que atrevessar
Pra poder, na areia, descansar?
Quantas mais balas perdidas voarão
Antes de desaparecer?

Escute o que diz o vento, my friend
O vento vai responder

Quantas vezes olharemos o céu
Antes de saber enxergar?
Quantos ouvidos terá o poder
Para ouvir o povo chorar?
Quantas mais mortes o crime fará
Antes de se satisfazer?

Escute o que diz o vento, my friend
O vento vai responder

Quantos anos pode uma montanha existir
Antes do mar lhe cobrir?
Quantos seres ainda irão torturar
Antes de se libertar?
Quantas cabeças viraram assim
Fingindo não poderem ver?

Escute o que diz o vento, my friend
O vento vai responder

Escute o que diz o vento, my friend
O vento vai responder

28 setembro, 2022

“Abraçar e agasalhar as CEBs com mais amor e carinho por todas as forças pastorais e missionárias de nossa diocese”

Deixemo-nos provocar!

Uma vez ao ler um texto, uma frase chamou-me a atenção, hoje ao escrever, não encontrei o texto, infelizmente a não referência, a frase é essa:

“Abraçar e agasalhar as CEBs com mais amor e carinho por todas as forças pastorais e missionárias de nossa diocese”.

O Decreto Conciliar “Ad Gentes” sobre a Atividade Missionária da Igreja afirma: “A Igreja peregrina é, por natureza, missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai” (AG 2).

“Enviada por Deus à todos os povos para ser sacramento universal de salvação, por exigência íntima de sua catolicidade e obedecendo ao mandato do seu Fundador (cf. Mc 16,16), esforça-se por anunciar o Evangelho a todos os povos” (AG 1).

“De si mesmo disse Cristo, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo (cfr. Jo. 10,36): «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a sarar os contritos de coração, a proclamar a libertação dos cativos e a restituir a vista aos cegos» (Lc. 4,18). E outra vez: «Veio o Filho do Homem para buscar e salvar o que estava perdido» (Lc. 19,10). (AG 3).

“E assim como Cristo percorria todas as cidades e aldeias, curando todas as doenças e todas as enfermidades, proclamando o advento do reino e Deus (3), do mesmo modo a Igreja, por meio dos seus filhos, estabelece relações com os homens de qualquer condição, de modo especial cm os pobres e aflitos, e de bom grado por eles gasta as forças (4). Participa nas suas alegrias e dores, conhece as suas aspirações e os problemas da sua vida e sofre com eles nas ansiedades da morte, trazendo-lhes a paz e a luz do Evangelho.” (AG 12).

⤴️ ⤴️ Vejam, são as nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

É o Lula que confio para presidente


 

Apresento Humberto Henrique para Deputado Federal


 

27 setembro, 2022

Saboreando o profeta Dom Hélder Câmara deixemo-nos provocar!

É no pobre que Deus aparece de modo mais surpreendente. Poucos dias depois de chegar a Recife como Arcebispo, andando por bairros pobres, Helder é convidado por um morador a almoçar em sua casa:

No casebre miserável.

´mocambo’, como se diz aqui,

O pobre me convidou

Para o almoço.

Não estivesse tão acompanhado

E ficaria.

Que teria ele,

No barraco sórdido,

Metido na lama,

Para oferecer?

Pergunto por perguntar.

Ele apenas te emprestou os lábios.

O convite partiu de Ti,

O anfitrião eras Tu. (Carta Circular 18-19/4/1964, II, I, p. 21).


A presença de Deus no pobre sempre surpreende: de repente, comecei a conversar com Deus escondido no pobre. Aí foi conversa de doido (Carta Circular 22-23/3/1965, II, II, p. 295).


Fonte: Teologia Nordeste

25 setembro, 2022

Talvez não entenderão...,mas não tem problema!

Vocês já vivenciaram a experiência da certeza de estar em determinado lugar por que era necessário que lá estivesse pela vontade de nosso Deus?

Experimentei mais uma vez essa expressiva experiência nesse final de semana.


22 setembro, 2022

É Primavera

Curiosidade:

"22 de setembro é o 265.º dia do ano no calendário gregoriano (266.º em anos bissextos). Faltam 100 para acabar o ano. É o dia do equinócio de setembro, quando começa a primavera no hemisfério sul e o outono no hemisfério norte."

Fonte: wikipedia org



19 setembro, 2022

CEBs E O ENCANTAR A POLÍTICA

«As CEBs se recusam a desistir. Vamos continuar cantando “Utopia” »


O texto é de Celso Pinto Carias, assessor da Ampliada Nacional das CEBs, publicada pelo site CEBs do Brasil, 17-09-2022.

Segue o texto

CEBs E O ENCANTAR A POLÍTICA

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) já nasceram encantadas pela política. E por esta razão, entre outras, também foram perseguidas. No DNA delas está a política, como está a dimensão sinodal e a espiritualidade do seguimento a Jesus de Nazaré.

Contudo, as últimas décadas foram permeadas com um forte movimento de descredibilidade de ações nas quais pudesse ter na política uma ferramenta de promoção da justiça. O poder dominador precisa criar inimigos nos quais se possam identificar as mazelas da sociedade e aí canalizar ações que desviem das causas mais profundas que verdadeiramente produzem a injustiça. Até setores consideráveis das igrejas sucumbiram diante de tal realidade. Como não lembrar o Evangelho: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares”.

Mas as CEBs não sucumbiram. Diminuíram de tamanho, permanecendo firmes, atualizando-se diante dos novos desafios, como a cultura urbana, para manter vivo o Projeto de Jesus Cristo.

As CEBs são Igreja, e não movimento. Por isso, estamos juntos no projeto Encantar a Política, mas não como uma entidade, e sim como batizados que buscam estar dentro dos processos que procuram ser sinais da presença do amor cristão no meio do mundo. Muitos e muitas de nós participam em várias instâncias eclesiais, como no Conselho Nacional do Laicato do Brasil/CNLB, por exemplo. Queremos ser sal da terra, fermento na massa, luz no meio do mundo!

Nesta hora extremamente desafiante pela qual passa o nosso país não nos omitimos. Estamos juntos e juntas, apostando em iniciativas que possam cooperar para um mundo mais justo, fraterno e solidário, em profunda sintonia com os pobres, as pobres e marginalizados/as. E como diz o Papa Francisco, isso é Evangelho e não comunismo.

Nestes anos de perseguição avaliamos e aprendemos muito. Uma lição fundamental é que nunca devemos ajudar os pobres sem eles, mesmo que seja para eles. Alerta que Francisco vem dando com insistência. Não podemos abandonar os movimentos populares ou utilizá-los como ferramentas que servem a projetos específicos. Uma nova sociedade só surgirá com eles e de baixo para cima.

Sim, somos todos e todas irmãos e irmãs. Não podemos discriminar ninguém. O amor cristão é universal. A ética não pode ser apenas um conceito bem definido em documentos, mas um conjunto de princípios que direcionam o nosso agir na sociedade, em fidelidade ao legado de Jesus da Nazaré. Devemos, em cada novo momento da história, recordar quais são as grandes causas do Evangelho. Hoje, por exemplo, é impossível não colocar o cuidado da comum como uma causa fundamental.

Portanto, as CEBs, com humildade, mas com firmeza, não poderiam deixar de estar mergulhadas no projeto Encantar a Política. Projeto que não visa apenas a eleição do momento, mas que pretende deslanchar processos. Retomando a sinodalidade como dimensão constitutiva da Igreja, vamos cooperar para que a Política, sim com “P” maiúsculo, possa ser compreendida como “a melhor forma de fazer a caridade”, como já indicava PIO XI, repetida por São Paulo VI e agora retomada por Francisco.

Contudo, insistimos, também não nos omitiremos diante deste momento da história no Brasil. Ainda não temos à frente exatamente em qual modelo de sociedade iremos apostar, mas sabemos que para alcançar qualquer modelo precisaremos da Democracia. Destruir a Democracia é um crime hediondo, pois impossibilita que minimamente se possa defender a vida de forma ampla e irrestrita. Projetos de usurpação da força de trabalho de homens e mulheres que gastam suas vidas mais para sobreviver do que para viver, são apresentados com mecanismos que induzem mentes e corações a se submeter cada vez mais a uma escravidão de si mesmos, aproveitando de meios de comunicação que alcançam dores profundas da subjetividade humana.

As CEBs se recusam a desistir. Vamos continuar cantando “Utopia” enquanto não vislumbrarmos um Brasil, quiçá o mundo todo, onde a dignidade fundamental de toda e qualquer pessoa humana possa ser garantida. Por isso, estamos absolutamente de mãos dadas com o Projeto Encantar a Política.

16 setembro, 2022

A vida em movimento... Corpos femininos e masculinos em busca de libertação

     Era sábado, dia de festa. Dia de ir aquietando aos poucos os movimentos. Domingo chegando e vida pedindo descanso. Mas naquele salão a vida não para. O movimento se faz, e como é bonito.
   Sábado à tarde: encontro de mulheres e homens... Gente buscando vida... Gente gestando sonhos. Gente de movimento e em movimento.
Era sábado e naquele salão se reunia o movimento de população de rua... Mas o movimento não estava só, havia outros grupos, outros corpos em movimento dançando a dança da luta, dança do compromisso, dança da utopia, os catadores e catadoras de papel também se faziam presente e a força feminina trazia seu encanto e gingando.
   Era sábado e a tarde e a vida se fazia. Tempo de reflexão e questionamentos. Tempo de fazer política e construir com as próprias mãos os sonhos possíveis: as buscas pelos direitos fundamentais: moradia, alimentação, educação, saúde e lazer. Na história e em unidade diversa, os grupos se reuniam naquele salão para discutir, dialogar, aprender e reaprender desde a prática e desde a vida concreta. Assim,
ninguém aprende fora da história. Ninguém aprende individualmente apenas. Quer dizer, nós somos sócio-históricos, ou seres histórico-sociais e culturais, e que, por isso mesmo, o nosso aprendizado se dá na prática geral da qual fazemos parte, na prática social (Freire; Guimarães, 2000, p. 27)
     Era sábado e o encontro se aprendia que a luta se faz junto... Não existe caminho único. Naquela tarde, foi possível perceber que a luta dos moradores de rua se torna a luta dos catadores de papel e a luta dos catadores de papel se torna a luta das mulheres e assim vão se formando círculos interligados, pois a luta é uma só e é a luta pela vida. Ali onde a vida se encontra ameaçada, exatamente aí a vida precisa ser olhada.
    Círculos se formando e gente lutando... Alguns meio acanhados tomando a palavra. Ah! Tomar a palavra. Era isso que dizia Paulo Freire. É tomar a palavra... E...na história das mulheres, na vida de tantas mulheres, quanta palavra ficou ocultada, quanta palavra silenciada, quanta vida abafada, escondida... E naquela tarde de sábado: as mãos se erguiam, as vozes se soltavam e aos poucos o grupo ia tomando a palavra, fazendo política, fazendo de seus direitos, reclamando e clamando vida. Era tarde de sábado e a vida se fazia valer na luta daqueles corpos femininos e masculinos.
     A palavra, quando dita, anuncia ou denuncia e assim sendo faz com que o ser humano intervenha no mundo possibilitando sua transformação. Dentro da perspectiva de uma educação chamada bancária, as pessoas vivem aquilo que se chamou de cultura do silêncio. Ali, alguns dizem a palavra e outros escutam. A prática de uma educação libertadora, no entanto, ou ainda, os movimentos em dança mostram que a palavra deve ser dita e até mesmo proclamada. É pela palavra que as pessoas se libertam. A pronúncia da palavra possibilita àquelas se expressarem, inventarem, reinventarem, criarem e recriarem.
A palavra, tendo o poder quase mágico de criar mundos, está no centro do processo educativo como ação cultural. Romper o silêncio, subverter a histórica cultura do silêncio: condição primeira para os homens e mulheres se assumirem como seres culturais. Mas há um silenciar que a educação precisa cultivar. É aquele silêncio que torna possível o verdadeiro diálogo, a palavra autêntica. Que não escuta não pode falar com, mas fazer discursos para, ou e termos de cultura, vai continuar perpetuando invasões culturais (Almeida; Streck, 2008, p. 305)
     Era sábado e a palavra estava sendo dita por aquelas mulheres e homens. Mas também houve silêncio, um silêncio profundo e fecundo. Em determinado momento, um morador de rua compartilhou seus desafios: “Outro dia estava eu com uns colegas a rua... ai chegou os policiais e nos tiraram do lugar, batendo e agredindo. Tiraram as roupas das pessoas só porque eram moradores de rua. Isso não pode. Até as partes íntimas dos moradores deixaram à vista. Isso não pode [...]” (sic) E repetia: “Isso não pode”. Fez-se um silêncio no espaço. Uma das mulheres disse: “Nossa como eles sofrem... mas a gente também leva uma vida muito difícil.” (sic). De novo silêncio. Aquelas mulheres e homens que até pouco tempo falavam reivindicando, agora silenciavam, mas não era um silêncio fruto da educação bancária. Era o silêncio daquele e daquela que compartilha a dor. Silêncio. Pausa em meio ás discussões para escutar o grito, o sussurro da vida... Em meio ao caos, meio à luta, se faz necessário o silêncio, mas o silêncio que escuta o outro e se une a ele em sua dor.
     Em dia de sábado a vida recriava naquele salão e naquela tarde ficou ressoando a riqueza do movimento, ou melhor, a riqueza dos movimentos. Foi falado sobre movimentos sociais e a pergunta surgia e ressurgia a todo o momento: mas como fazer? De que modo? E resposta surgia e sumia... Sumia e surgia: para fazer o movimento acontecer é preciso tomar palavra e silenciar. Será possível? Sim. Mas como? Fazendo Política, construindo redes, movimentando-se, interligando-se.
     Segundo Paulo Freire, os homens e as mulheres se distinguem dos animais pelo fato de estarem no mundo e por serem pessoas de relação, seres inacabados, incompletos. O ser humano se debruça sobre a realidade, busca conhece-la e, a partir daí, produz cultura. Neste sentido, tomar a palavra e silenciar constitui parte fundamental do processo de fazer política, pois levam as pessoas a um caminho de escolhas e decisão.
     Segundo Brandão (2002), este processo nos leva àquilo que ele chama de “vocação de escolhas”, ou seja, isto implica escolha de sujeitos, de modo a desenvolver o processo de libertação.
     Nesse sentido, no caminho vão-se fazendo escolhas, mas estas podem e devem ser modificadas e ressignificadas se o caminho assim o pedir.
     Naquele sábado, homens e mulheres estavam ressignificando suas escolhas num processo educativo e ao mesmo tempo político. No encontro, enquanto o movimento se fazia. Segundo Freire,
ar de encontro de pessoas conscientes de si, de seus outros e de seu mundo, é qualquer tempo e lugar de envolvimento político. Porque, o desvelamento crítico da realidade social de algum modo obriga, no sentido mais essencial desta palavra, a uma “tomada de consciência”, como gostávamos de dizer “naqueles tempos, esta tomada deságua em alguma forma de ação política (Brandão, 2002.p. 335).
     Era sábado... E naquela tarde, mulheres e homens estavam tomando a palavra, silenciando e ao mesmo tempo tomando consciência, ou melhor, fazendo política. Tudo... tudo numa dança concêntrica, em movimentos circulares... Em movimentos onde a vida se recria... Em movimento onde a vida se entrelaça, grita e proclama palavras de liberdade ou ainda cantos de libertação.

Salvador, 20 de fevereiro de 2011.


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ALVES DA SILVA, Fernanda Priscila. Cartas da Vida: Relatos e vivências entre mulheres em contexto de prostituição. São Leopoldo. CEBI.

15 setembro, 2022

Humberto Henrique para Deputado Federal

Os dias passam, procurem conhece-lo.




Reconhecido como um dos melhores vereadores da história de Maringá pelo trabalho prestado ao município.

Em seus 12 anos no legislativo maringaense mostrou ser sim possível fazer uma política séria, competente e honesta, defendendo os interesses da população

Esse é quem confiou para Deputado Federal e no Congresso exercer seu mandado com honestidade e competência.

14 setembro, 2022

“50 milhões vivem como reféns”. Esse é o mundo dos escravos modernos

"Uma multidão que não tem um horizonte seguro para olhar, porque a nova escravidão está difundida em quase todos os países e afeta e sujeita sobretudo os sujeitos mais fracos e indefesos: grupos minoritários ou marginalizados, mulheres, crianças. Os menores são pelo menos 3,3% dos trabalhadores forçados, mais da metade forçados a se submeter à exploração sexual. Em um mundo onde as desigualdades estão se agravando, os “últimos” de cada realidade muitas vezes pagam o preço."




Está crescendo o número de escravos modernos. Um novo relatório resultante da colaboração entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização para as Migrações (OIM) e a Walk Free, organização australiana empenhada no combate à escravização de seres humanos, traça as coordenadas da série de fenômenos de abuso e exploração que definem o fenômeno.

O conteúdo do relatório Estimativas globais da escravidão moderna, apresentado ontem em Genebra, é alarmante: desde 2016, há dez milhões de “novos escravos” a mais, para um total de 49,6 milhões de “novos escravos”, 54 para cada cem são mulheres. Uma humanidade desesperada que se divide em dois grandes grupos: aquele obrigado ao trabalho forçado em um grande número de atividades desfavorecidas, perigosas e degradantes, incluindo a prostituição - 27,6 milhões -; e aquele dos 22 milhões de mulheres obrigadas a casamentos forçados.


A reportagem é de Stefano Vecchia, publicada por Avvenire, 13-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Uma multidão que não tem um horizonte seguro para olhar, porque a nova escravidão está difundida em quase todos os países e afeta e sujeita sobretudo os sujeitos mais fracos e indefesos: grupos minoritários ou marginalizados, mulheres, crianças. Os menores são pelo menos 3,3% dos trabalhadores forçados, mais da metade forçados a se submeter à exploração sexual. Em um mundo onde as desigualdades estão se agravando, os “últimos” de cada realidade muitas vezes pagam o preço. O paradigma, no entanto, está mudando.

O relatório destaca como 52 por cento do trabalho forçado e um quarto de todos os casamentos forçados são encontrados hoje em países de renda média alta e não por acaso - o documento especifica - os trabalhadores migrantes têm três vezes mais probabilidades de serem escravizados em relação aos colegas de cidadania local. A razão é óbvia: sem documentos, são facilmente chantageados, dada a condição de extrema necessidade. Os "escravos modernos" são, portanto, invisíveis. E o fenômeno está se tornando cada vez mais transnacional. Também por isso, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, ao apresentar o relatório falou da escravidão moderna como “uma realidade chocante” cuja persistência não pode ser justificada. O seu homólogo do OIM, António Vitorino, confirmou que “sabemos o que é preciso fazer e sabemos que pode ser feito.

Políticas e regulamentações nacionais eficazes são fundamentais, mas os governos não podem fazer isso sozinhos.

As normas internacionais fornecem uma base sólida e é necessária uma abordagem que envolva a todos”. Uma realidade global deve ser enfrentada com ferramentas globais e sem demora porque "a urgência é garantir que todas as migrações sejam seguras, ordenadas e regulares". Para Grace Forrest, fundadora e diretora da Walk Free, os governos precisam fazer mais e de forma consistente porque "em tempos de crises interconectadas, uma verdadeira vontade política é a chave para acabar com essas violações dos direitos humanos".

Nas recomendações finais, o relatório insiste na aplicação das normas para a segurança e a garantia do trabalho e sobre o empenho para acabar com o trabalho forçado promovido pelo Estado onde esse persistir. Por fim, o documento pede que a proteção social seja estendida e que as garantias legais sejam fortalecidas, especialmente para as mulheres, para quem a fronteira entre trabalho forçado e casamento forçado é tênue. Nesse sentido, a elevação universal da maioridade matrimonial para 18 anos continua sendo um compromisso a ser perseguido com firme determinação.


Fonte: IHU

09 setembro, 2022

Mensagem do Papa Francisco para o 15º Intereclesial das CEBs

"Continuem trabalhando, vão adiante!" 

Neste dia 9 de setembro de 2022 (sexta-feira) o Papa envia uma mensagem para as CEBs do Brasil. 

"Quero estar próximo de vocês nesse 15º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base. Continuem trabalhando, vão adiante! 
Não se esqueçam: Igreja em saída. Este é o tema. 
Igreja em saída.
Sim, a Igreja é como a água. Se a água não corre no rio, ela fica estagnada, adoece. 
Por outro lado, a Igreja quando sai, quando caminha, se sente mais forte. 
Eu os abençoo, siga em frente. 
E que a Igreja de vocês seja sempre "em saída", não escondida. 
Deus os abençoe. a virgem cuida de todos (todas), e reze por mim."
 

Deixemo-nos provocar pelo nosso amado Papa Francisco

“ A caridade não é um simples assistencialismo, nem sequer um assistencialismo para tranquilizar as consciências. Não, isso não é amor, é comércio, é negócio. O amor é gratuito. A caridade, o amor é uma escolha de vida, é um modo de ser, de viver, é o caminho da humildade e da solidariedade. (...) esta palavra, solidariedade, corre o risco de ser eliminada do dicionário, porque é uma palavra que incomoda, importuna. Porquê? Porque te obriga a olhar para o outro e a dedicar-te ao próximo com amor. É melhor eliminá-la do dicionário, porque incomoda. (...) A humildade de Cristo não é moralismo, um sentimento. A humildade de Cristo é real, é a escolha de ser pequeno, de estar com os pequeninos, com os excluídos, de estar entre nós, todos pecadores. Atenção, não é uma ideologia! É um modo de ser e de viver que nasce do amor, nasce do coração de Deus. ”

(trecho do discurso do Papa Francisco no encontro com os pobres e presos, Catedral de Cagliari, 22 de setembro de 2013)

Papa Francisco recebe o ícone do 15º intereclesial das CEBs

Dom Maurício, bispo de Rondonópolis –MT entregou ao nosso amado Papa Francisco o 15º intereclesial das CEBs.


O tema e o lema do 15º intereclesial das CEBs que vai ocorrer em julho de 2023 em Rondonópolis (MT), Regional Oeste 2, motiva a caminhada - CEBs – Igreja em Saída, na busca de Vida Plena para Todas e Todos, "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra." (Is 65,17ss)

06 setembro, 2022

Padres se manifestam contra reeleição de Bolsonaro

Mais de 450 padres católicos denominados Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo que refletem e se unem desde 2018 em vista da democracia ameaçada no Brasil, manifestam contra a reeleição do atual presidente da República.


Segue a carta


Carta Aberta
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Brasil, ao 07 de setembro de 2022


Padres alertam contra a reeleição do atual presidente da República


Encontramo-nos, novamente, no período eleitoral. Em 2018 a população, enganada por fake news, desmotivada por crises econômicas, escândalos de corrupção e insuflada por discursos de ódio acabou por eleger para a presidência da República Jair Messias Bolsonaro. Uma catástrofe anunciada! Hoje, distante quatro anos daquele momento, nós Padres, conscientes do nosso dever de pastores do povo de Deus, queremos alertar para o perigo de repetirmos o mesmo erro, que pode pôr o Brasil em uma crise humana muito profunda. Por isso, elencamos dez elementos pelos quais, claramente, opomos nossas consciências à reeleição do atual Presidente da República.

1 – Uso do nome de Deus: o atual presidente sempre manipulou o sentimento religioso da população brasileira, tentando convencê-la de que é um homem cristão, religioso e, por isso, digno e bom. Trata-se apenas de uma estratégia de controle das consciências, visto que todo o seu discurso e suas ações são uma total oposição ao Evangelho de Jesus;

2 – Discurso de ódio: o atual presidente insufla ódio na população por aqueles que considera inimigos seus ou do país (ainda que inimigos imaginários como os “comunistas”), tendo sempre um discurso ligado à violência, ao apelo às armas, a imposição da maioria e submissão das minorias, e um tom de agressividade e de desprezo pelos pobres, pelas mulheres, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, população de rua, comunidade LGBTQIA+, migrantes, etc;

3 – Fake news: toda a eleição de 2018 foi movida por notícias falsas e alarmistas, colocando em pânico a população mais simples e vulnerável. Notícias falsas circularam por grupos de WhatsApp e pelas demais redes socias, desinformando e manipulando a população. Durante todo o seu governo as notícias falsas e caluniosas permaneceram e o Presidente mente de forma compulsiva na TV e em seus diversos pronunciamentos;

4 – Má gestão da pandemia de COVID-19: o governo atual, capitaneado pelo Presidente Bolsonaro, geriu de forma desastrosa e desumana a pandemia de COVID-19. O Presidente fez propaganda de medicamentos comprovadamente ineficazes, atrasou propositalmente a compra de vacinas, criou dificuldades para o estabelecimento de políticas de distanciamento social, demitiu ministros da saúde que contradiziam suas ideias infantis e, incrivelmente, ainda imitou pessoas morrendo sufocadas;

5 – Volta da pobreza: o país foi imerso na pobreza e 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil de hoje. Nós, que havíamos saído do mapa da fome em 2014, tornamos a ver a instabilidade alimentar em nosso meio. A inflação impede pessoas de comprarem alimentos básicos para a subsistência. Nosso povo passa fome enquanto super ricos cercam o atual Presidente por medo de perderem privilégios. Com tudo isso, o presidente ainda nega que existam pessoas com fome no Brasil;

6 – Aumento do desmatamento: O desmatamento ilegal, as políticas que favorecem o agronegócio irresponsável, favorecimento do garimpo ilegal, silêncio e despreocupação com as ameaças sofridas por ambientalistas e defensores da Amazônia, o uso de agrotóxicos proibidos em outras partes do mundo, o pisoteamento das comunidades indígenas, o desaparelhamento dos órgãos de controle ambiental e indigenista e a sistemática destruição da Amazônia são escândalos em nível mundial. O atual governo coloca em risco toda a confiabilidade do país e o equilíbrio ambiental através de suas políticas ecocidas;

7 – Sinais claros de corrupção: eleito com discurso anticorrupção, o atual Presidente vive soterrado e soterrando os escândalos de corrupção que o envolvem e envolvem sua família. Escândalos de corrupção na compra de vacinas, escândalos no MEC, interferência na Polícia Federal, desmonte das políticas de transparência fundamentais no combate à corrupção, compra do parlamento através do “orçamento secreto”, movimentações financeiras milionárias não esclarecidas (compra de 51 imóveis com dinheiro vivo), sigilo de 100 anos sobre ações pessoais sendo que somos uma República;

8 – Ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF): o Presidente da República tem sistematicamente atacado o STF, que diz intervir indevidamente no governo. Frases ameaçadoras contra ministros do STF são públicas e estão nas redes socias. A ameaça a um poder da República é um ataque à Constituição Federal e um perigo ao Estado Democrático de Direito. Além disso sustenta um discurso antidemocrático militarista;

9 – Questionamento sobre o processo eleitoral: mesmo tendo sido eleito pelo atual sistema de urnas eletrônicas, o Presidente da República questiona sistematicamente o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que houve e que podem acontecer fraudes. Chegou mesmo a afirmar que existiam provas dessas fraudes, provas essas, que nunca pode demonstrar. O TSE já demonstrou que tudo não passa de retórica de mentira. Porém, com esse discurso cria desconfiança e instabilidade no sistema eleitoral do Brasil;

10 – Claros sinais de autoritarismo e fascismo: por fim, o lema do presidente Bolsonaro sempre foi: “Deus acima de tudo, Brasil acima de todos”, que se assemelha a propaganda nazista “Alemanha acima de tudo”, lema que deturpa patriotismo em perigoso nacionalismo. Em um Estado laico a única realidade que está acima de tudo é a Constituição, que existe para garantir a liberdade e o bem estar de todos os cidadãos, não importando suas etnias, religiões ou classes sociais. O Estado laico não é Estado ateu. Estado laico é a única garantia de que todos os cidadãos poderão viver e celebrar suas diversas crenças de forma livre;

Feitas essas considerações, como padres preocupados com o bem da nossa população, recordamos que Jesus veio para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10,10). Um discípulo de Jesus consciente não pode reeleger um homem que com palavras e obras demonstra ser o oposto de tudo aquilo que Jesus é e anuncia. Deus nos ilumine para sermos fiéis ao Senhor da vida!


Comprometem-se com essa carta mais de 450 padres católicos
 de diversas Dioceses, Ordens, Congregações  e Institutos de 
Vida Consagrada   de todo o Brasil e fora dele, denominados
 Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo, 
e que refletem e se unem desde 2018 em vista 
da democracia ameaçada no Brasil.

30 agosto, 2022

Ucrânia, Santa Sé: O Papa defende a vida, não toma posições políticas

Um comunicado responde às polêmicas que surgiram nos últimos dias sobre as palavras de Francisco, cita as "várias" intervenções na guerra do Pontífice e lembra que ele sempre condenou a agressão russa como "moralmente injusta, inaceitável, bárbara, insensata, repugnante e sacrílega".



Segue a reportagem publicada em 30/08/2022 pela Vatican News

O Papa fala como um pastor que defende a vida humana, não como político. Esta é a leitura correta a ser feita de suas várias intervenções sobre a guerra na Ucrânia. É o que afirma um comunicado da Santa Sé divulgado, nesta terça-feira (30/08), após as palavras de Francisco na Audiência Geral da quarta-feira, 24 de agosto, e seu aceno ao atentado no qual perdeu a vida na Rússia a filha de Dughin. Palavras que despertaram reações polêmicas também no âmbito político e institucional na Ucrânia.

"No contexto da guerra na Ucrânia", lê-se na declaração da Santa Sé, "são várias as intervenções do Santo Padre Francisco e seus colaboradores a este respeito. Elas têm como finalidade convidar pastores e fiéis à oração, e todas as pessoas de boa vontade à solidariedade e aos esforços para reconstruir a paz".

Segundo o texto, "em mais de uma ocasião, assim como nos últimos dias, surgiram discussões públicas sobre o significado político a ser atribuído a essas intervenções. Nesse sentido, reitera-se que as palavras do Santo Padre sobre esta questão dramática devem ser lidas como uma voz levantada em defesa da vida humana e dos valores ligados a ela, e não como posição política", ressalta o comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

"Quanto à guerra em larga escala na Ucrânia, iniciada pela Federação Russa, as intervenções do Santo Padre Francisco são claras e unívocas em condená-la como moralmente injusta, inaceitável, bárbara, insensata, repugnante e sacriléga", conclui o comunicado da Santa Sé.

24 agosto, 2022

Papa Francisco: a guerra é uma loucura de todos os lados

Trago no meu coração os prisioneiros, especialmente aqueles em condições frágeis, e peço às autoridades responsáveis que trabalhem para sua libertação e penso nas crianças, tantos mortos, tantos refugiados, temos aqui, são tantos, tantos feridos, tantas crianças ucranianas e crianças russas que se tornaram órfãs e a orfandade não tem nacionalidade, perderam o pai ou a mãe, sejam russos, sejam ucranianos.


“Renovo meu convite para implorar a paz do Senhor para o amado povo ucraniano que sofre o horror da guerra há seis meses”

Pensemos nesta realidade e digamos uns aos outros: a guerra é uma loucura. E aqueles que se beneficiam tanto da guerra quanto do comércio de armas são criminosos, que matam a humanidade.

Leia a íntegra da reportagem publicada no site da Vatican News AQUI

18 agosto, 2022

45 anos das greves do ABC

Organização:

- Jornal pela Criação de um Movimento Contra Carestia e Desemprego

- Coordenação Sindical de Maringá

- E S T E Programa de Estudos do Trabalho e Educação

- Espaço Marx


 

17 agosto, 2022

Candidato a Deputado Federal do Paraná, Humberto Henrique (7733)

Com alegria, confiança e com clareza do porquê desta postagem, apresento a vocês que me acompanham pelas redes sociais e por minhas atuações, o candidato a Deputado Federal do Paraná, Humberto Henrique (7733).


Conheci Humberto, quando comecei a atuar como catequista e de grupos de jovens, Humberto atuava como liderança das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Desde então, com ele e sua família uma amizade bonita, nos tornamos companheiros nos serviços pastorais e foi ele também quem ajudou a despertar para olhar a realidade como um todo e perceber a importância da atuação no âmbito eclesial (ad intra) e na sociedade (ad extra).

Como esposo e pai, como liderança pastoral e como político tem mantido exemplo de cristão, um homem confiável, com amor a Deus e respeito ao próximo, exemplo de que quanto mais a pessoa é exigida na sua coerência de vida, mais ela é chamada a traduzir em atitudes os valores do Evangelho. Valores que nem sempre são compreendidos pela sociedade, mas que trazem transformações na sociedade, no meio político, transformação para o povo.

A realidade atual, uma realidade doida, marcada por angustias, dores, desesperanças, luto, um sistema econômico e político onde os que estão a frente deixaram se desumanizar, então semeiam ódio, guerra, injustiça, ferindo os direitos, a dignidade e a vida. Essa é a leitura da realidade atual.

Nosso voto precisa ser consciente, saber em quem estamos votando, para isso devemos buscar conhecer e aí sim, votar porque acreditamos na pessoa que estamos votando e nas suas propostas em vista do bem comum, para construirmos uma realidade onde a justiça, a paz, a igualdade e a democracia torne-se realidade.

Convido você a conhecer Humberto Henrique e conhecendo-o decidir seu voto nessa eleição de 2022. Não devemos abrir mão de princípios éticos e da importância do voto, sabemos que o voto não esgota o exercício da cidadania, mas ele é fundamental para que consigamos manter o Brasil vivendo a democracia.

Humberto Henrique foi vereador por três mandatos na Câmara de Maringá, ano de 2005 ao ano 2016. Por 12 anos desenvolveu no legislativo maringaense um trabalho exemplar, transparente, voltado ao bem comum.

08 agosto, 2022

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

33ª Romaria da Terra do Paraná

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

Dia 21/08/2022

Local: Escola de Agroecologia Milton Santos MST - Maringá/Pr



07 agosto, 2022

Seminário de Formação das CEBs do Paraná, em Maringá.



Seminário de Formação das CEBs do Paraná, em Maringá.


É muito gostoso esse nosso aconchego, esse nosso chamego, essa nossa alegria

de ser feliz, é assim, que somos nós, Povo de Deus de nossas comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Foi muito bom, depois de tempos difíceis nos encontrar presencial e para nós de Maringá, teve um gostinho a mais, porque acolhemos em nosso chão o Seminário de Formação das CEBs do Paraná.

O tema e o lema do 15º intereclesial das CEBs que vai ocorrer em julho de 2023 em Rondonópolis (MT), Regional Oeste 2, foi a motivação para nossa formação, CEBs – Igreja em Saída, na busca de Vida Plena para Todas e Todos, "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra." (Is 65,17ss)

Bonito e expressivo a virtude dos participantes em ler a realidade, uma realidade doida, marcada por angustias, dores, desesperanças, luto, de um sistema econômico e político onde os que estão a frente deixaram se desumanizar, então semeiam ódio, guerra, injustiça, ferindo os direitos, a dignidade e a vida.

A leitura da realidade eclesial também entristece, faz doer ao ver ainda forte clericalismo, ostentação, centralização.

Mas a virtude em ler a realidade levou também a certeza que o amor, a justiça e a paz é a bandeira assumida por tantas mulheres e homens, em nossa Igreja, por todos os becos, todos os cantos, através de nossas CEBs, pastorais e movimentos sociais, nas parcerias bonitas que fortalece e anima a luta para que todas e todos possam ter vida plena.

Jesus andava por todos os cantos e por onde passava, via as pessoas e tinha compaixão e fazia presente na vida dessas pessoas amando, resgatando, integrando e levando-as a fazer a leitura da realidade, a compreender o que o profeta Isaías compreendia "Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra."

A realidade é desafiadora, precisamos de atitudes, do voto contra esse governo de morte e a favor da democracia. Mas veja, o que nos move é o seguimento de Jesus, somos resistentes.

Impulsionando nossa caminhada rumo ao 15º Intereclesial das CEBs, os ícones do Intereclesial iniciam sua peregrinação pelo Regional Sul 2, o nosso Paraná.

A você que leu, um beijo e um chamego.

05 agosto, 2022

33ª Romaria da Terra do Paraná

33ª Romaria da Terra do Paraná

A Sabedoria e a Natureza Clamam por Agroecologia, Terra, Teto e Trabalho.

Dia 21/08/2022
Local: Escola de Agroecologia Milton Santos MST - Maringá/Pr



03 agosto, 2022

Pelos pequenos e médios empresários – O Vídeo do Papa 08 – Agosto de 2022

Este mês de agosto de 2022, o Santo Padre reza "para que os pequenos e médios empresários, duramente atingidos pela crise econômica e social, possam encontrar os meios necessários para continuar suas atividades a serviço das comunidades em que vivem".

 

02 agosto, 2022

Oração pela paz

Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica!

Tentamos, tantas vezes e durante tantos anos, resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas. Mas os nossos esforços foram em vão.

Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra”; “com a guerra, tudo fica destruído!” Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz. Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os irmãos que encontramos no nosso caminho. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.

Mantende acesa em nós a chama da esperança para efetuar, com paciente perseverança, opções de diálogo e reconciliação, para que vença finalmente a paz. E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre “irmão”, e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amém.

Papa Francisco
Invocação pela Paz, 8 de junho de 2014

22 julho, 2022

Mensagem do Santo Padre para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação [1 de setembro de 2022]

“Se se aprende a escutá-la, notamos uma espécie de dissonância na voz da criação. Por um lado, é um canto doce que louva o nosso amado Criador; por outro, é um grito amargo que se lamenta dos nossos maus-tratos humanos.”


Mensagem do Santo Padre para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação [1 de setembro de 2022]

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

1 de setembro de 2022


Queridos irmãos e irmãs!

«Escuta a voz da criação» é o tema e o convite do «Tempo da Criação» deste ano. O período ecuménico começa no dia 1 de setembro com o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e termina a 4 de outubro com a festa de São Francisco. É um momento especial para todos os cristãos, a fim de orarmos e cuidarmos, juntos, da nossa casa comum. Inspiração originária do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, este «Tempo» é uma oportunidade para aperfeiçoarmos a nossa «conversão ecológica», uma conversão encorajada por São João Paulo II como resposta à «catástrofe ecológica» pressagiada por São Paulo VI já em 1970. [1]

Se se aprende a escutá-la, notamos uma espécie de dissonância na voz da criação. Por um lado, é um canto doce que louva o nosso amado Criador; por outro, é um grito amargo que se lamenta dos nossos maus-tratos humanos.

O canto doce da criação convida-nos a praticar uma «espiritualidade ecológica» (Francisco, Carta enc. Laudato si', 216), atenta à presença de Deus no mundo natural. É um convite a fundar a nossa espiritualidade na «consciência amorosa de não estar separado das outras criaturas, mas de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal» ( Ibid., 220). Particularmente para os discípulos de Cristo, esta experiência luminosa reforça a consciência de que «por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência» ( Jo 1, 3). Neste «Tempo da Criação», retomemos a oração na grande catedral da criação, gozando do «grandioso coro cósmico» [2] de inúmeras criaturas que cantam louvores a Deus. Unamo-nos a São Francisco de Assis cantando «louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas» (cf. Cântico do Irmão Sol). Unamo-nos ao Salmista cantando «todo o ser vivo louve o Senhor» ( Sal 150, 6).

Esta canção doce, infelizmente, é acompanhada por um grito amargo. Ou melhor, por um coro de gritos amargos. Primeiro, é a irmã Madre Terra que grita. À mercê dos nossos excessos consumistas, geme implorando para pararmos com os nossos abusos e a sua destruição. Depois gritam as diversas criaturas. À mercê dum «antropocentrismo despótico» (Laudato si', 68), nos antípodas da centralidade de Cristo na obra da criação, estão a extinguir-se inúmeras espécies, cessando para sempre os seus hinos de louvor a Deus. Mas gritam também os mais pobres entre nós. Expostos à crise climática, sofrem mais severamente o impacto de secas, inundações, furacões e vagas de calor que se vão tornando cada vez mais intensas e frequentes. E gritam ainda os nossos irmãos e irmãs de povos indígenas. Por causa de predatórios interesses económicos, os seus territórios ancestrais são invadidos e devastados por todo o lado, lançando «um clamor que brada ao céu» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Querida Amazonia, 9). Enfim gritam os nossos filhos. Ameaçados por um egoísmo míope, os adolescentes pedem-nos ansiosamente, a nós adultos, que façamos todo o possível para prevenir ou pelo menos limitar o colapso dos ecossistemas do nosso planeta.

Escutando estes gritos amargos, devemo-nos arrepender e mudar os estilos de vida e os sistemas danosos. O apelo evangélico inicial – «convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3, 2) –, ao convidar a uma nova relação com Deus, pede também uma relação diferente com os outros e com a criação. O estado de degrado da nossa casa comum merece a mesma atenção que outros desafios globais, como as graves crises sanitárias e os conflitos bélicos. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspeto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (Laudato si', 217).

Como pessoas de fé, sentimo-nos ainda mais responsáveis por adotar comportamentos diários em consonância com a referida exigência de conversão. Mas esta não é apenas individual: «a conversão ecológica, que se requer para criar um dinamismo de mudança duradoura, é também uma conversão comunitária» (Ibid., 219). Nesta perspetiva, a própria comunidade das nações é chamada a empenhar-se, com espírito de máxima cooperação, especialmente nos encontros das Nações Unidas dedicados à questão ambiental.

A cimeira COP27 sobre o clima, que se vai realizar no Egito em novembro de 2022, constitui a próxima oportunidade para promover, todos juntos, uma eficaz implementação do Acordo de Paris. Também por este motivo dispus recentemente que a Santa Sé, em nome e por conta do Estado da Cidade do Vaticano, adira à Convenção-Quadro da ONU sobre as Mudanças Climáticas e ao Acordo de Paris, com a esperança de que a humanidade do século XXI «possa ser lembrada por ter assumido com generosidade as suas graves responsabilidades» ( Ibid., 165). Alcançar o objetivo de Paris de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C é bastante árduo e requer uma colaboração responsável entre todas as nações para apresentar planos climáticos ou Contribuições Determinadas a nível nacional mais ambiciosos, para reduzir a zero, com a maior urgência possível, as emissões globais dos gases de efeito estufa. Trata-se de «converter» os modelos de consumo e produção, bem como os estilos de vida, numa direção mais respeitadora da criação e do progresso humano integral de todos os povos presentes e futuros, um progresso fundado na responsabilidade, na prudência/precaução, na solidariedade e atenção aos pobres e às gerações futuras. Na base de tudo, deve estar a aliança entre o ser humano e o meio ambiente que, para nós crentes, é «espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho». [3] A transição realizada por esta conversão não pode negligenciar as exigências da justiça, especialmente para com os trabalhadores mais afetados pelo impacto das mudanças climáticas.

Por sua vez, a cimeira COP15 sobre a biodiversidade, que terá lugar no Canadá em dezembro, proporcionará à boa vontade dos Governos uma oportunidade importante para adotarem um novo acordo multilateral para deter a destruição dos ecossistemas e a extinção das espécies. Segundo a antiga sabedoria dos Jubileus, temos necessidade de «recordar, regressar, repousar e restaurar». [4] Para impedir um colapso ainda mais grave da «rede da vida» – biodiversidade – que Deus nos concedeu, rezemos e convidemos as nações a porem-se de acordo sobre quatro princípios-chave: 1º construir uma base ética clara para a transformação que precisamos a fim de salvar a biodiversidade; 2º lutar contra a perda de biodiversidade, apoiar a sua conservação e recuperação e satisfazer de forma sustentável as necessidades das pessoas; 3º promover a solidariedade global, tendo em vista que a biodiversidade é um bem comum global que requer um empenho compartilhado; 4º colocar no centro as pessoas em situações de vulnerabilidade, incluindo as mais afetadas pela perda de biodiversidade, como as populações indígenas, os idosos e os jovens.

Repito: «Quero pedir, em nome de Deus, às grandes empresas extrativas – mineiras, petrolíferas, florestais, imobiliárias, agro-alimentares – que deixem de destruir florestas, zonas húmidas e montanhas, que deixem de poluir rios e mares, que deixem de intoxicar as pessoas e os alimentos». [5]

É impossível não reconhecer a existência duma «dívida ecológica» (Laudato si', 51) das nações economicamente mais ricas, que poluíram mais nos últimos dois séculos; isso exige que elas realizem passos mais ambiciosos tanto na COP27 como na COP15. Além duma decidida ação dentro das suas fronteiras, inclui cumprir as suas promessas de apoio financeiro e técnico às nações economicamente mais pobres, que já sofrem o peso maior da crise climática. Além disso, seria oportuno pensar urgentemente também num maior apoio financeiro para a conservação da biodiversidade. Significativas, embora «diversificadas» (cf. ibid., 52), são também as responsabilidades dos países economicamente menos ricos; os atrasos dos outros não podem jamais justificar a inação de quem quer que seja. É necessário agirem todos, com decisão. Estamos a chegar a «um ponto de rutura» (cf. ibid., 61).

Durante este «Tempo da Criação», rezemos para que as cimeiras COP27 e COP15 possam unir a família humana (cf. ibid., 13) para enfrentar decididamente a dupla crise do clima e da redução da biodiversidade. Recordando a exortação de São Paulo para nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (cf. Rm 12, 15), choremos com o grito amargo da criação, escutemo-lo e respondamos com os factos para que nós e as gerações futuras possamos ainda alegrar-nos com o canto doce de vida e de esperança das criaturas.


Roma, São João de Latrão, na Memória de Nossa Senhora do Carmo, dia 16 de julho de 2022.

FRANCISCO

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[1] Cf. Discurso à FAO, 16 de novembro de 1970.
[2] São João Paulo II, Audiência Geral, 10 de julho de 2002.
[3] Discurso no Encontro «Fé e Ciência, rumo à COP26», 4 de outubro de 2021.
[4] Francisco, Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, 1 de setembro de 2020.
[5] Vídeo-mensagem aos Movimentos Populares, 16 de outubro de 2021.


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Fonte: Site A SANTA SÉ

14 julho, 2022

“Um clamor pela Paz”

Diante do cenário de violência os bispos que integram o Conselho Permanente da CNBB divulgaram uma mensagem ao povo brasileiro com o apelo: “Um clamor pela Paz”.

Os bispos reforçam o clamor para cessar o ensurdecedor barulho dos tiros que ceifam vidas.


Confira a mensagem:


UM CLAMOR PELA PAZ

Eu ouvi os clamores do meu povo. (Ex 3,7)

A paz de Jesus Cristo, que proporciona vida em abundância e alegria plena, é um dom precioso de Deus e desejo de todo o ser humano de boa vontade. Contudo, infelizmente, nosso mundo escuta hoje os estrondos da guerra, os gemidos da fome, o ensurdecedor barulho dos tiros que ceifam vidas e ecoam no choro das vítimas e de seus familiares. Soma-se a isso a indiferença, que fecha olhos e corações, as desculpas para nada fazer e as fake-news em seu esforço por tudo encobrir em cortinas de fumaça.

As guerras vão-se multiplicando cruelmente em diversas regiões do mundo, somando-se às abomináveis e impactantes cenas que nos chegam da Ucrânia através da mídia. São invisíveis os conflitos como em Moçambique, Iêmen, Etiópia, Haiti, Mianmar, entre tantos outros, que assumem hoje os contornos de uma “terceira guerra mundial por pedaços” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 25).

Nestes tempos, faz-se urgente escutar as vozes de tantos que, vitimados por variadas formas de violência, clamam por justiça e paz. Esta realidade não pode ser naturalizada. É impossível aceitar o extermínio de irmãos e irmãs. Seus corpos sem vida clamam por justiça e responsabilização. Suas memórias e seus sonhos de paz devem permanecer vivos entre nós.

A desigualdade social, gerada pela concentração de renda, os conflitos religiosos, o ataque sistemático aos territórios dos povos tradicionais, o desprezo e o rechaço aos migrantes e o flagelo da fome são algumas das formas da violência estrutural visibilizada nos tempos de hoje.

Urge não fechar os olhos diante da loucura da corrida armamentista no Brasil. O número de caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo (CACs), aumentou 325% de 2018 a 2021. “O gasto com armas é um escândalo, suja o coração, suja a humanidade” (Papa Francisco, 21 de março de 2022), particularmente quando alimentado por discursos fundamentalistas, inclusive religiosos, que transformam adversários em inimigos e comprometem a fraternidade.

A violência precisa ser estancada. Diante de tantas situações que nos envergonham, nós, bispos do Conselho Permanente da CNBB, voltamos a erguer nossa voz para denunciar a violência e solidariamente clamar por paz. Unimo-nos a todas as pessoas e entidades que, de coração sincero, se empenham nessa direção. Enxergamos nesse esforço o Espírito do Deus da Vida que não nos permite desanimar, nem nos deixa enredar pelas artimanhas do mal, por mais astuciosas e aparentemente convincentes que possam ser.

A vida é o maior dom! Cuidar responsavelmente da vida implica trabalhar artesanalmente pela paz (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 225), a justiça social e o bem comum, sempre no respeito pelas diferenças, valorizando a liberdade religiosa e a verdade, dialogando até a exaustão, pois tudo isso é condição para a verdadeira paz.

Por isso, na responsabilidade de nossa missão de pastores, queremos expressar nossa palavra de esperança: aos sofredores, que não desistam, aos que têm poder de cuidar, defender e promover o bem comum, que não se omitam e aos que diretamente ferem e destroem a paz, que se convertam!

Unamo-nos em favor da verdadeira paz! Não nos deixemos abater! Não nos deixemos frustrar! O Bom Deus escuta os clamores de seu povo! Que a Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda sempre pelo Brasil e pelo mundo.


Brasília-DF, 22 de junho de 2022.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler. OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá – MT
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da Arquidiocese de São
Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário Geral da CNBB

13 julho, 2022

“Serei o próximo a morrer?”


Assédios, intimidações e ameaças: servidores da Funai que atuam na Amazônia e em Brasília contam detalhes do dia a dia sob Bolsonaro.

“Assim, não precisa nem contratar pistoleiros para nos matar”

“Muitos te olham com desconfiança, com ódio. É muito difícil”

“Faço o que acredito, mas às vezes parece que estou numa guerra"

Leia a íntegra da matéria AQUI