01 maio, 2018

Lula o maior líder operário católico da história do Brasil!

No primeiro de Maio, os católicos celebram a memória de São José Operário. 
A foto da procissão de São José Operário em São Bernardo do Campo, cidade que adotou o pernambucano Lula.
É...
Em Curitiba Lula esta preso, o maior líder operário católico da história do Brasil, o presidente que mais marcou a história dos pobres do país, ao lado de Getúlio Vargas. Com a diferença que Lula se fez um líder mundial.

Fonte da foto redes sociais

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)



“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

Uma dimensão da existência humana é o trabalho e é fundamental para a dignidade humana da pessoa.

Pelo trabalho participamos da obra da criação e contribuímos para a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Pelo trabalho tornamos semelhante ao nosso Deus que sempre esta trabalhando.

Não podemos deixar que o trabalho se torne uma  mercadoria, é um direito que deve ter uma remuneração justa para que todas as trabalhadoras e trabalhadores tenham vida digna.

De lutas das trabalhadoras e trabalhadores por conquistas de direitos é marcada nossa história.

Os direitos conquistados estão sendo atacados e retirados, precarizando as condições digna de vida, enfraquecendo o Estado, tudo em busca de lucro injusto e egoísta.

Tudo isso é muito triste...muito triste...não podemos aceitar. A luta não pode parar.

Papa Francisco em 2014 escreveu em sua rede social: “Peço aos que têm responsabilidades políticas que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum” .


Nesse dia primeiro de maio, por interseção de São José, que o nosso Deus abençoe todas as trabalhadoras e trabalhadores.

30 abril, 2018

Dia da trabalhadora e do Trabalhador



Convite

1º de Maio
Dia da trabalhadora e do Trabalhador
Caminhada - Benção da Carteira de Trabalho e Missa
Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá - Paraná

A paróquia São Mateus Apóstolo - Arquidiocese de Maringá, convida para celebrar o dia da trabalhadora e do trabalhador.

Estamos com carinho esperando por vocês para esse lindo momento.

Local: Paróquia São Mateus Apóstolo
Inicio: 07h30
Concentração para caminhada: Rua Rio Seridó esquina com a Rua Rio São Francisco

História:

Padroeiro das trabalhadoras e trabalhadores, São José foi o pai adotivo de Jesus Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. Ele era considerado modelo ideal de trabalhador, pois sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos e cumpriu sempre seus deveres com a comunidade.

Em 1955, papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário no dia primeiro de maio, em sincronia com o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador.


28 abril, 2018

A vocês visitantes do blog

Um abençoado e alegre final de semana a todas e a todos!

Sonhar dizem que até que é bom, mais ficar só na imaginação é ruim - lute pelos seus sonhos, alguns irão realizar outros não assim e a vida.

Carlos Drummond de Andrade

27 abril, 2018

Acreditar

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo João 15,1-8, Leia a reflexão do teólogo espanhol José Antonio Pagola sobre a leitura de domingo.



Acreditar 
  
A fé não é uma impressão ou emoção do coração. Sem dúvida, o crente sente a sua fé, experimenta-a e desfruta-a, mas seria um erro reduzi-la a “sentimentalismo”. A fé não é algo que dependa dos sentimentos: “Já não sinto nada; devo estar a perder a fé”. Ser crentes é uma atitude responsável e razoável.
A fé não é tampouco uma opinião pessoal. O crente compromete-se pessoalmente a acreditar em Deus, mas a fé não pode ser reduzida a “subjetivismo”: “Eu tenho as minhas ideias e acredito naquilo que me parece”. A realidade de Deus não depende de mim nem a fé cristã é elaboração própria. Brota da ação de Deus em nós.

A fé não é tampouco um costume ou tradição recebida dos padres. É bom nascer numa família crente e receber desde criança uma orientação cristã da vida, mas seria muito pobre reduzir a fé a “hábitos religiosos”: “Na minha família sempre temos sido muito de Igreja”. A fé é uma decisão pessoal de cada um.

A fé não é tampouco uma receita moral. Acreditar em Deus tem as suas exigências, mas seria um equívoco reduzir tudo a “moralismo”: “Eu respeito a todos e não faço mal a ninguém”. A fé é, além disso, amor a Deus, compromisso por um mundo mais humano, esperança de vida eterna, ação de graças, celebração.

A fé não é tampouco um “tranquilizante”. Acreditar em Deus é, sem dúvida, fonte de paz, consolo e serenidade, mas a fé não é só uma “boia de salvação” para os momentos críticos: “Eu, quando me encontro em apuros, recorro à Virgem”. Acreditar é o melhor estímulo para lutar, trabalhar e viver de forma digna e responsável.

A fé cristã começa a despertar-se em nós quando nos encontramos com Jesus. O cristão é uma pessoa que se encontra com Cristo, e Nele vai descobrindo um Deus Amor que a cada dia o atrai mais. Diz muito bem João:

“Nós conhecemos o amor que Deus tem por nós e temos acreditado Nele. Deus é Amor” (1 João 4,16).

Esta fé cresce e dá frutos só quando permanecemos dia a dia unidos a Cristo, quer dizer, motivados e sustentados pelo Seu Espírito e a Sua Palavra: “O que permanece unido a mim, como eu estou unido a ele, produz muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada”.

Fonte: IHU

Benefícios da alimentação orgânica, artigo de Roberto Naime

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde.


O artigo é de Roberto Naime, publicado por EcoDebate. 26/04/2018

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde

Alimentos orgânicos são produzidos através de técnicas específicas, buscando otimizar recursos naturais e socioeconômicos, respeitar a cultura das comunidades rurais, objetivando a sustentabilidade econômica e ecológica e a minimização do uso de energias não-renováveis. Sem nunca empregar materiais sintéticos, organismos modificados geneticamente ou radiações ionizantes.

Nas últimas décadas houve um crescimento muito grande com relação à preocupação com a saúde e por isto as pessoas começaram a se mobilizar em busca de dietas alimentares mais saudáveis. Esta mudança de comportamento fez crescer o número de produtores de alimentos orgânicos.

Ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas, que respeitam o meio ambiente durante todo o seu processo de produção e objetivam maximizar os resultados obtidos com as interações sinérgicas dos elementos bióticos e abióticos constituintes dos ecossistemas utilizados.

São alimentos obtidos de maneira mais natural, e por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos. Além das frutas, verduras, legumes, grãos e ovos, vem sofrendo incremento também o mercado de carnes orgânicas.

Na produção de ovos e carnes, o cuidado com o rebanho ou a granja é grande, já que os animais não sofrem maus-tratos e não passam por estresse. A alimentação deles é feita com grãos, cereais, sementes, verduras e legumes orgânicos e os animais são criados sem a aplicação de hormônios, anabolizantes e antibióticos. Assim, os ovos e as carnes orgânicas são mais saudáveis.

Nos grandes centros urbanos, por exemplo, os alimentos orgânicos são encontrados à venda em “Feiras Orgânicas” ou “Feiras Verdes”, que vendem exclusivamente produtos orgânicos. Já nas “feiras livres”, as barracas de orgânicos ainda são em menor número.

Vale ressaltar que apesar de serem alimentos orgânicos, o cuidado com a higiene deve ser o mesmo que os alimentos convencionais. Os alimentos orgânicos crus, também devem ser bem lavados e em água corrente, pois da mesma forma, há o risco de contaminação por bactérias, fungos e coliformes fecais.

No Brasil, existe produção orgânica ou natural de cana-de-açúcar e açúcar; e de grãos como soja, cacau, arroz, café e gengibre, e frutas como guaraná, manga, morango, uva, pêssego, banana, frutas cítricas. São produzidos ainda rapadura orgânica e hortifrutigranjeiros como tomate orgânico e legumes. Também néctares e sucos de frutas, geleias e cosméticos.

Os orgânicos evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e investigações tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.

Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo. Alimentos orgânicos também são mais saborosos. Seu sabor e aroma são mais intensos e em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam produzir alterações e modificações.

Protege as presentes e futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.

A agricultura orgânica evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem e outras, os solos se mantém férteis e permanecem produtivos de forma permanente.

A agricultura e a pecuária orgânicos, protegem a qualidade da água. Os agrotóxicos, ou hormônios, antibióticos e anabolizantes utilizados nas plantações e criações, não contaminam os solos e os recursos hídricos, não poluindo rios e lagos.

A agricultura e a criação orgânicos, restauram a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis dos quais sinergicamente também se beneficia. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.

Em sua maior parte, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.

O cultivo orgânico economiza energia, dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.

Por fim, o produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização.

O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico. São com gestos pequenos, concretos e persistentes que se determinam mudanças de paradigmas realmente relevantes.

Referência:

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

26 abril, 2018

Aos 87 anos, Dona Luísa Concluiu Sua Faculdade Com Um TCC Feito à Mão

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.


Publicado por inspiradornews, 25/04/2018

Talvez seja por vergonha ou pelo medo de fracassar que uma boa parte das pessoas que estão na segunda metade da vida utiliza a frase “meu tempo já passou” para justificar sua inação.

Afortunadamente, existem exemplos que provam que nunca é tarde para aprender. O ser humano sempre pode superar a si mesmo e enfrentar seus medos.

Imagine uma senhora que já havia ultrapassado a casa dos oitenta anos. A irmã e o marido já haviam falecido e ela, com todos os motivos para, segundo a própria, “ficar em casa dormindo” resolveu sair para ocupar sua cabeça.

Filha de imigrantes italianos, Luísa Valencic Ficara veio para a América do Sul ainda no período da segunda grande guerra. E aos oitenta e tantos anos resolveu travar uma batalha contra ela mesma: , se formou em nutrição na faculdade Jundiaí.



Quando ela entrou na sala de aula pela primeira vez, não pôde deixar de notar as expressões de surpresa nas faces de colegas e mestras. Entretanto, a surpresa maior foi quando ela, após ter completado seus 87 anos, recebeu o tão sonhado diploma.

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.

No fim, com a ajuda de todas as pessoas que contribuíram para a vitória alcançada, dona Luísa pôde, enfim, comemorar sua vitória. E todos aqueles que presenciaram a senhora de cabelos grisalhos levantando seu “canudo” puderam ovacionar este exemplo de perseverança.

1°Mutirão de Comunicação da Arquidiocese de Maringá


A Arquidiocese de Maringá/Pr, através da Pastoral da Comunicação/PasCom, realizará o 1º Mutirão Arquidiocesano de Comunicação (MUTICOM), no dia 27 de maio de 2018. 

Com o tema “Comunicação e Evangelização”, o evento tem como objetivo ajudar na compreensão da comunicação como instrumento de evangelização e desenvolvimento humano, assim como ajudar na compreensão e uso dos meios de comunicação disponíveis na Arquidiocese e paróquias.

O tema coloca em destaque a missão/objetivo da Pastoral da Comunicação, junto aos agentes e lideranças em geral auxiliando na compreensão e consciência do potencial da comunicação como instrumento de evangelização.

O evento também comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo Papa Paulo VI, em maio de 1967, pós-Concílio Vaticano II, quando a Igreja sentiu a necessidade de chamar a atenção dos fiéis para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação. Neste ano, o Dia Mundial das Comunicações será em 13 de Maio, Domingo da Ascensão do Senhor, contudo todo o mês de maio é dedicado à comunicação. 

[PasCom/Arquidiocese de Maringá / pascommaringa@gmail.com]

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

A Pastoral Social realiza dos dias 4 a 6 de maio o 9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2. 

O tema será a Encíclica do Papa Francisco Alegrai-vos e Exultai-vos (leia aqui). Devem participar do encontro coordenadores e participantes das pastorais sociais de todas as dioceses do Paraná.

Serviço

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

Quando: dias 4 a 6 de Maio de 2018.

Onde: Casa de Encontro dos Freis Carmelitas, Rua General Teodorico Guimarães, 48 – Fanny, Curitiba. [Também pode chegar pela Linha Verde, 13.512].

Inscrições: Clique Aqui.

Prazo das inscrições encerram em 30 de abril.

Custos: R$ 130,00 (hospedagem e alimentação)

Contato: jardel.lopes.puc@gmail.com ou celular 41 9843 2459 (Tim/WhatsAapp).

25 abril, 2018

No Brasil, mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação de pobreza


O número representa 17,3 milhões de jovens, aponta estudo da Abrinq.

Mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação domiciliar de pobreza no Brasil, o que representa 17,3 milhões de jovens. Em relação àqueles em extrema pobreza, o número chega a 5,8 milhões de jovens, ou seja, 13,5%. O que caracteriza a população como pobres e extremamente pobres é rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo, respectivamente.

A reportagem é de Camila Boehm, publicada por Agência Brasil, 24-04-2018.

Os dados são da publicação “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, que será divulgado amanhã (24) pela Fundação Abrinq. O estudo relaciona indicadores sociais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global para a promoção de metas de desenvolvimento até 2030, do qual o Brasil é signatário junto a outros 192 países.

“Algumas metas [dos ODS] certamente o Brasil não vai conseguir cumprir, a menos que invista mais em políticas públicas voltadas para populações mais vulneráveis. Sem investimento, fica muito difícil cumprir esse acordo”, avaliou Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. “Se não houver um investimento maciço em políticas sociais básicas voltadas à infância, ficamos muito distantes de cumprir o acordo”.

Um dos exemplos de metas difíceis de serem cumpridas está relacionada à educação, mais especificamente ao acesso à creche. “Você tem uma meta, que entra no Plano Nacional de Educação [PNE], de oferecer vagas para 50% da população de 0 a 3 anos [até 2024]. Se você não aumentar o investimento e a oferta de vagas em creches – hoje estamos com 27% de cobertura –, não chegaremos em 50% para atender o PNE. Essa é também uma meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]”, explica Heloisa.

Outra meta distante do cumprimento é sobre a erradicação do trabalho infantil. “O acordo [com a ONU] prevê que, até 2025, os países erradiquem todo tipo de trabalho escravo e trabalho infantil. Nós [Brasil] ainda temos 2,5 milhões crianças em situação de trabalho. Se não houver investimento na erradicação do trabalho infantil, essa meta certamente não vai ser alcançada”, avaliou.

Jovens vulneráveis

Segundo Heloisa, o relatório ressalta o quanto os jovens são vulneráveis à pobreza. Ela compara que, enquanto as crianças e adolescentes representam cerca de 33% da população brasileira, entre os mais pobre esse patamar é maior. “Se você fizer um recorte pela pobreza cruzado com a idade, você vai perceber que entre a população mais pobre tem um contingente ainda maior de crianças e adolescentes [40,2%]. Esse é um ponto importante que ressalta o quanto as crianças são vulneráveis à pobreza”, diz.

A representante destaca ainda a importância de analisar os indicadores do ponto de vista regional, uma vez que a média nacional não reflete o que se passa nas regiões mais pobres. Em relação à renda, o Nordeste e o Norte continuam apresentando os piores cenários, com 60% e 54% das crianças, respectivamente, vivendo na condição de pobreza, enquanto a média nacional é de 40,2%.

“Quando olhamos para uma média nacional, tendemos a achar que a realidade está um pouco melhor do que de fato ela está. O Brasil é um país muito grande, muito desigual, então se você olhar os dados regionais, vai ver que as regiões mais pobres concentram os piores indicadores de educação, de acesso à água e saneamento, de acesso a creches, por exemplo”.

Violência

O relatório mostra que 18,4% dos homicídios cometidos no Brasil em 2016 vitimaram menores de 19 anos de idade, um total de 10.676. A maioria desses jovens (80,7%) foi assassinada por armas de fogo. O Nordeste concentra a maior proporção de homicídios de crianças e jovens por armas de fogo (85%) e supera a proporção nacional, com 19,8% de jovens vítimas de homicídios sobre o total de ocorrências na região.

A violência é a consequência da falta do investimento nas outras políticas sociais básicas, segundo Heloisa. “Os outros índices influenciam diretamente a estatística da violência. Se você investir na manutenção das crianças e adolescentes na escola até completar a educação básica – que está prevista na lei brasileira, que seria até 17 anos –, se investir na proteção das famílias, na disponibilização de atividades e espaços esportivos para crianças e adolescentes, você vai ter um número muito menor de jovens envolvidos com a violência”, conclui

Heloisa destaca que há uma relação direta dos altos índices de violência com as estatísticas de pobreza. “A prova de que isso é uma relação direta é que, entre esses 10,6 mil crianças e adolescentes assassinados [em 2016], a maioria deles, mais de 70%, são jovens negros, pobres e que vivem em periferia. Portanto, são adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, poderia ser evitado com investimento em enfrentamento da pobreza, melhorando a qualidade de moradia, educação e saúde”, acrescenta.

Para reduzir a violência e os homicídios nessa faixa etária, Heloisa alerta que não basta investir em segurança pública. “O melhor indicador da segurança pública é a evasão escolar zero”, diz. Ela cita um estudo, realizado pelo sociólogo Marcos Rolim, do Rio Grande do Sul, com jovens que ficaram na escola e outros que saíram precocemente. “O resultado que ele encontrou é que os jovens que permanecem na escola não se envolvem com violência, portanto, há uma relação direta e o melhor investimento para segurança pública é a escolarização, é a manutenção dessas crianças na escola”.

Os indicadores selecionados para o Cenário da Infância e da Adolescência podem ser encontrados no portal criado pela Fundação Abrinq Observatório da Criança e do Adolescente.

Meditação do evangelho: Eu sou a videira, vocês são os ramos

Confira a reflexão do evangelho para o próximo domingo, dia 29 de abril. O texto fala sobre Jo 15,1-8, e pertence a Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino.



Em seu discurso, Jesus usa a comparação da videira, a planta que dá uva. Para um ramo ou um galho poder dar fruto é necessário que ele fique unido ao tronco e que, de vez em quando, passe por uma boa poda. A comunidade é como uma videira. Por vezes, ela passa por momentos difíceis. É o momento da poda, necessário para que ela produza mais frutos.

Para entender bem todo o alcance desta parábola, é importante estudar bem as palavras que Jesus usou. Igualmente importante é você observar de perto uma videira ou uma planta qualquer para ver como ela cresce e como acontece a ligação entre o tronco e os ramos, e como o fruto nasce do tronco e dos ramos.

João 15,1-2: Jesus apresenta a comparação da videira

No Antigo Testamento, a imagem da videira indicava o povo de Israel (Is 5,1-2). O povo era como uma videira que Deus plantou com muito carinho nas encostas das montanhas da Palestina (Sl 80,9-12). Mas a videira não correspondeu ao que Deus esperava. Em vez de uvas boas deu um fruto azedo que não prestava para nada (Is 5,3-4). Jesus é a nova videira, a verdadeira. Numa única frase ele nos entrega toda a comparação.

Ele diz: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo em mim que não produz fruto, ele o corta. E todo ramo que produz fruto, ele o poda!”.

A poda é dolorosa, mas é necessária. Ela purifica a videira, para que cresça e produza mais frutos.

João 15,3-6: Jesus explica e aplica a parábola

Os discípulos já são puros. Já foram podados pela palavra que ouviram de Jesus. Até hoje, Deus faz a poda em nós através da sua Palavra que nos chega pela Bíblia e por tantos outros meios. Jesus alarga a parábola e diz: “Eu sou a videira e vocês são os ramos!” Não se trata de duas coisas distintas: de um lado a videira, do outro, os ramos. Não! Videira sem ramos não existe. Nós somos parte de Jesus. Jesus é o todo. Para que um ramo possa produzir fruto, deve estar unido à videira. Só assim consegue receber a seiva. “Sem mim vocês não podem fazer nada!” Ramo que não produz fruto é cortado. Ele seca e é recolhido para ser queimado. Não serve para mais nada, nem para lenha!

João 15,7-8: Permanecer no amor

Nosso modelo é aquilo que Jesus mesmo viveu no seu relacionamento com o Pai. Ele diz: “Assim como o Pai me amou, também eu amei vocês. Permaneçam no meu amor!” Ele insiste em dizer que devemos permanecer nele e que as palavras dele devem permanecer em nós. E chega a dizer: “Se vocês permanecerem em mim e minhas palavras permanecerem em vocês, aí podem pedir qualquer coisa e vocês o terão!” Pois o que o Pai mais quer é que nos tornemos discípulos e discípulas de Jesus e, assim, produzamos muito fruto.


Texto extraído do Livro Raio-X da Vida- Círculos Bíblicos do Evangelho de João, Coleção A Palavra na Vida 147/148. Autoria de Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino.


Fonte: CEBI

24 abril, 2018

Como sair da bolha? Livro discute a disseminação de notícias falsas nas redes sociais

Pare, reflita, averigue informações: segundo Pollyana Ferrari, a pressa é a maior inimiga da verdade

Pollyana Ferrari é especialista em Comunicação Digital da PUC-SP / Divulgação

A viralização de notícias falsas, ou fake news, em inglês, é um dos grandes problemas dos últimos anos. A professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e jornalista especializada em Comunicação Digital Pollyana Ferrari faz uma reflexão sobre os fenômenos das bolhas de informação e da rapidez com que informações falsas são compartilhadas sem checagem pelas redes sociais no livro "Como Sair das Bolhas", das editoras Educ e Armazém da Cultura, lançado na semana passada.

Para combater essa aceleração tecnológica, Pollyana propõe, em seu livro, uma relação diferente com o excesso de ruído e o silêncio como uma forma de existência. Ela recomenda o uso dos oito passos de Buda (compreensão, pensamento, fala, ação, esforço, atenção, concentração e modo de vida corretos) antes de compartilhar mensagens.

“Primeiramente, devemos reconhecer que as notícias falsas são, na verdade, uma variedade de desinformações que pode variar entre a correta utilização de dados manipulados, a utilização errada de dados verdadeiros, a incorreta utilização de dados falsos e outras combinações possíveis. A sociedade do fluxo informacional, a velocidade das redes sociais, dos aplicativos, tudo nos deixa inquietos, e a inquietude só causa prejuízos: compartilhamos o que não lemos, aceitamos a sedução como verdade, pois ela nos conforta no momento de angústia", diz trecho do livro.

A entrevista é de  Julianna Granjeia, publicada por Brasil de Fato, 23/04/2018.

Confira abaixo a entrevista com Pollyana Ferrari:

Brasil de Fato: Como sair das bolhas?

Polyanna Ferrari: Tendo uma postura de transitar, de perceber que o mundo é diferente, que as pessoas não são iguais. Eu falo no livro que a gente tem mais muros pichados e grafites do que varandas gourmets pasteurizadas, iguais. As pessoas se acostumaram nas redes sociais, se são de esquerda, não ter ninguém que pensa diferente, se são veganos, a mesma coisa. Foram limpando suas timelines e seus convívios nas redes e ficando só com quem pensa igual. E isso é muito ruim. O importante é cultivar democraticamente o debate público. Então, sair das bolhas é uma volta a você conseguir conviver.

Você acha que a tecnologia aumentou a propagação de fake news ou isso já existia antes?

É uma relação de escala. Sempre teve fake news. Eu relato no livro que Roma antiga tinha, mas não era nessa escala grande. Depois das redes sociais e todas essas plataformas do Google, muita gente ganhou voz. As pessoas com smartphone viraram mídia. Isso é muito bacana, mas ao mesmo tempo você tem muita gente propagando muita coisa e a checagem não fez parte dessa década. Não fomos treinados para checar. A eleição do [Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos] mostrou para o jornalismo, para nós, um alerta de que era preciso checar as informações recebidas. As pessoas não foram educadas a checar, chega no Whatsapp e as pessoas acreditam. E não é só o jovem que propaga fake news. Então, na questão de escala, a tecnologia propaga muito mais do que antes dessas redes.

E como você acha que seria possível diminuir a propagação das fake news?

Não compartilhando e não curtindo. Primeiro, você checa, joga no Google, tenta ver a procedência do texto, qual a fonte, quando foi publicado, se é uma coisa velha, se a foto foi manipulada. E agora também temos vídeos fakes [falsos]. Então, a gente tem que aprender socialmente a checar. É fundamental ter as agências de checagem, bots e algoritmos de checagem, mas nunca vai ter fim. Vamos pensar em eleições, 140 milhões vão votar e temos três agências de checagem (Aos Fatos, Lupa e Pública), mesmo se tivesse 6.000 agências de checagem, não iam dar conta.

Como você avalia o trabalho dessas agências?

Eu comecei em 2016 essa minha pesquisa, comecei olhando os jornais primeiro e cheguei às agências. São iniciativas fora das grandes redações muito bem-vindas. Acho que avançamos muito com as agências, os códigos de ética, os grupos de checadores. Precisamos ter mais e vão surgir mais. Acho legal, mas sempre pensar na educação de quem dissemina, senão não vai ter fim. Quantas agências de checagem precisariam ter no mundo?

Tem uma discussão de tempo e silêncio no seu livro. Como aplicar isso nas redes?

Isso. Eu volto aos oito passos do Buda, técnica milenar, não numa ideia de doutrinar para religião, mas é sobre ser ético, respirar, pensar. Porque nessa velocidade que as pessoas compartilham, normalmente é porque não leem, tirando os que compartilham porque produziram e ganham dinheiro com isso. As pessoas leem só o título e passam pra frente. Os pensadores de psicologia cognitiva dizem que o cérebro precisa de três a cinco minutos, então se parar pra respirar e pensar e voltar à essa questão do silêncio, desligar o celular pra dormir. Parece dicas holísticas, mas faz todo sentido nessa pressa de compartilhar conteúdo que não está dando certo. Todo mundo virou colunista de tudo, todo mundo dá um palpite, o dedo está o tempo todo ali, as pessoas curtem até marca. A ideia do silêncio é isso, tanta evolução tecnológica e eticamente e moralmente estamos comprometidos. O Whatsapp é o maior propagador de mentiras e o grande perigo nessa eleição vai ser isso.

Sobre eleição, qual a análise que você faz desse cenário?

Fake news em ano de eleição é um perigo. Gostaria de dizer que, infelizmente, acho que vai ter muita barbárie. Até porque o brasileiro está falando sobre isso só agora em 2018. Teve a eleição do Trump, quando os grandes veículos como The Washington Post e BBC falaram disso, alertaram muito sobre esse perigo, mas acho que foi no caso da Marielle [Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em março] que a gente conseguiu ver a proporção, como é rápido o desserviço do MBL [Movimento Brasil Livre]. E vão continuar agindo. Então, como a gente faz? Primeiro, desconfie de tudo. Cheque, veja se o perfil existe, quem mandou, explica para seu tio, seu pai, mãe, que compartilha fake news, e respeite o outro. Tem que ser um eterno exercício, checagem de fatos tinha que estar na grade das escolas, os professores tinham que debater, aprender a checar é aprender a conviver e ouvir outras vozes, outras opiniões.

Edição: Diego Sartorato

19 abril, 2018

Coletivo Formigueiro se apresenta nesta sexta


O Teatro Reviver recebe nesta sexta-feira (20) a apresentação do grupo musical maringaense “Formigueiro”, às 20 horas.

Esta será a primeira apresentação do coletivo formado por compositores da região.

Os ingressos serão vendidos na portaria pelo valor de 10 reais e 5 reais (meia entrada).

FORMIGUEIRO
Formado por compositores residentes no município de Maringá, o coletivo tem como objetivo a ampliação e a solidificação da música contemporânea na região.
Os músicos realizam concertos com produção autoral, incluindo intervenções didáticas; a
feitura de um acervo digital com partituras das obras encaminhadas ao grupo e montagens
camerísticas.
O Formigueiro surgiu da necessidade de criar um espaço de atuação para a música
contemporânea na região supracitada no que tange seu relacionamento com a comunidade, a oferta de instrumentistas para trabalhar com este tipo de repertório e a viabilização de eventos na área.
O concerto desta sexta-feira apresentará obras dos compositores Caio Pierangeli, Carla Xavier, Caoqui Sanches, Mateus Berns, Ricardo Thomasi, Scott Collie, Tauan Gonzalez Sposito e Wellington Alves.
Os ingressos serão vendidos às 19h30 na bilheteria do teatro.
No programa, peças para as mais distintas formações, de solos a peças eletroacústicas.

SERVIÇO
Ingressos: R$10,00 // R$5,00
Local: Teatro Reviver // Praça Todos os Santos, s/n
Informações: https://bit.ly/2v3lKDT

Papa Francisco: não existe evangelização de poltrona

Em sua homilia, Francisco destacou que é o Espírito quem impulsiona os cristãos à evangelização, que “se estrutura” sobre três palavras-chave: “levantar”, “aproximar-se” e “partir da situação”.



Giada Aquilino e Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou na manhã de quinta-feira (19/04) a missa na capela da Casa Santa Marta, refletindo sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos. No Evangelho do dia, um anjo do Senhor diz a Filipe “Prepara-te e vai para o sul,
no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”.

A semente da Palavra de Deus
Francisco explicou que, depois do martírio de Estevão, “começou uma grande perseguição” para os cristãos e “os discípulos se espalharam por todos os lados”, na Judeia, em Samaria. Mas justamente aquele “vento da perseguição” – acrescentou – levou os discípulos a irem “além”.

Assim como faz o vento com as sementes das plantas, as leva além e semeia, assim aconteceu aqui: eles foram além, com a semente da Palavra, e semearam a Palavra de Deus. E assim podemos dizer, brincando um pouco, que nasceu ‘propaganda fide’. Assim. De uma perseguição, de um vento, os discípulos levaram a evangelização. E este trecho que hoje lemos, dos Atos dos Apóstolos, é de uma grande beleza… Mas é um verdadeiro tratado de evangelização. Assim o Senhor evangeliza. Assim o Senhor anuncia. Assim o Senhor quer que evangelizemos.

As três palavras da evangelização
Francisco destacou que é o Espírito a impulsionar Filipe – e nós cristãos – à evangelização. Esta se “estrutura” em três palavras-chave: “levantar-se”, “aproximar-se” e “partir da situação”.

A evangelização não é um plano bem feito de proselitismo: “Vamos aqui e façamos muitos prosélitos, de lá, e muitos...” Não… É o Espírito que diz como você deve ir para levar a Palavra de Deus, para levar o nome de Jesus. E começa dizendo: “Levante-se e vai'”. Levante-se e vai até aquele lugar. Não existe uma evangelização “de poltrona”. “Levante-se e vai'”. Em saída, sempre. “Vai”. Em movimento. Vai ao lugar onde você deve anunciar a Palavra.

Francisco então recordou os muitos homens e mulheres que deixaram pátria e família para ir a terras distantes para levar a Palavra de Deus. E muitas vezes, “despreparados fisicamente, porque não tinham os anticorpos para resistir às doenças daquelas terras”, morriam jovens ou “martirizados”: se trata, diz o Papa - recordando as palavras ditas por um cardeal – de “mártires da evangelização”.

Nenhuma teoria para a evangelização
O Pontífice explicou ainda que não é necessário nenhum “vade-mécum da evangelização”, mas é preciso “proximidade”, aproximar-se “para ver o que acontece” e partir “da situação”, não de uma “teoria”.

Não se pode evangelizar em teoria. A evangelização é um pouco corpo a corpo, pessoa a pessoa. Parte-se da situação, não das teorias. E anuncia Jesus Cristo, e a coragem do Espírito o impulsiona a batizá-lo. Vai além, vai, vai, até que sente que acabou a sua obra. Assim se faz a evangelização. Essas três palavras são chave para todos nós cristãos, que devemos evangelizar com a nossa vida, com o nosso exemplo, e também com a nossa palavra. “Levante-se, levante-se”; “aproxime-se”: proximidade; e “partir da situação”, aquela concreta. Um método simples, mas é o método de Jesus. Jesus evangelizava assim. Sempre em caminho, sempre na estrada, sempre próximo às pessoas, e sempre partia de situações concretas, das concretudes. Somente se pode evangelizar com essas três atitudes, mas sob a força do Espírito. Sempre o Espírito nem mesmo esses três atitudes servem. É o Espírito que nos impulsiona a nos levantar, a nos aproximar e a partir das situações.


Fonte: Vatican News

Oração


" Senhor, infunde em mim o dom da docilidade, o anelo de viver em união Contigo, sem procurar satisfações superficiais fora de Ti. Acende em mim um grande desejo de Cristo, para que o meu conhecimento de Ti, isto é, a minha relação de amor Contigo, encha a minha alma como as águas enchem o mar.
Que todos os meus irmãos, homens e mulheres, particularmente os jovens, se
possam abrir a essa mesma relação Contigo, a esse conhecimento de Ti, preparando uma nova messe para o teu Reino. Amém."

Fonte: Dehonianos

18 abril, 2018

24º Grito das/os Escluídas/os


IGREJA EM SAÍDA Pe Manoel Godoy 1-

Primeira mulher elevada ao episcopado na América do Sul - Igreja Anglicana

A primeira mulher eleita ao episcopado será ordenada em Belém no próximo sábado, 21


Um importante evento para a Igreja Anglicana no Brasil ocorre em Belém no próximo sábado, 21. A sagração da reverenda Cônega Marinez Rosa Bassotto  às 18h, na Catedral Anglicana de Santa Maria, em Batista Campos. A reverenda Marinez é a primeira mulher eleita a ser elevada ao episcopado na América do Sul e será a nova bispa da Diocese Anglicana da Amazônia. A ordenação episcopal de uma mulher em uma igreja de tradição católica significa a quebra de um tabu. Apesar de permitir a ordenação de mulheres há mais de 30 anos, só agora a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, como é chamada a Igreja Anglicana no Brasil, terá uma bispa.

Mesmo presente em mais de 139 países, a Igreja Anglicana não permite a ordenação de mulheres em todos eles. Por exemplo, na Grã-Bretanha, berço do anglicanismo, a primeira bispa da Igreja da Inglaterra, Libby Lane, só foi sagrada no ano de 2015, pois lá não eram admitidas mulheres no episcopado. O ordenamento de uma bispa é um acontecimento de grande importância porque enaltece a igualdade de gênero numa instituição religiosa milenar e Belém, por meio da Diocese Anglicana da Amazônia, terá primeira bispa sagrada e instalada.

A reverenda está ansiosa para sua sagração, e se diz muito feliz em participar de um momento tão importante para religião. "Minha eleição como bispa foi um processo longo, e comecei já sabendo que há mais de trinta anos que uma mulher não era eleita para este cargo no Brasil. Nasci na igreja anglicana, convivendo com avós e meus pais ainda no Rio Grande do Sul. Desde muito cedo, eu comecei no seminário, aos oito anos e a igreja anglicana sempre esteve presente em minha família", comenta a sacerdotisa. Quando tinha quatro anos de ordenada, a reverenda foi escolhida para ser deã, a responsável máxima de um órgão colegial da Igreja, da Catedral Nacional da Santíssima Trindade, em Porto Alegre, cargo que ocupou por vários mandatos. O processo de eleição na Igreja Anglicana ocorre com participação de delegações paroquiais, possibilitando a escolha de pessoas cujo perfil venha agradar às pessoas que serão pastoreada pela bispa.

A reverenda Marinez Bassotto, nascida no Rio Grande do Sul, foi escolhida em Concilio Extraordinário da Diocese Anglicana da Amazônia em 20 de janeiro de 2018. Como sempre ocorre nas igrejas de tradição apostólica, a sagração dela como bispo ou bispa se deu com a imposição das mãos de no mínimo três bispos. A Diocese Anglicana da Amazônia, que será coordenada pela bispa Marinez, é uma unidade eclesiástica da Igreja Anglicana que abrange os estados do Pará, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre. A sede da Diocese é a Catedral Anglicana de Santa Maria, localizada na avenida Serzedêlo Corrêa, 514, local da sagração da futura bispa.

Fonte:  Portal ORM