14 maio, 2018

Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador


Vale a pena ler a entrevista

"130 anos é pouco tempo, só cerca de quatro gerações. Mesmo assim, parece muito distante. Por que temos a impressão de que a escravidão é um passado tão longínquo"


Em entrevista para a BBC Brasil, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores especialistas em escravidão, afirma ainda que a violência contra o escravo contamina a sociedade até hoje.

Leia a entrevista AQUI

11 maio, 2018

Hoje, 11 de maio Terço na Praça em Maringá

Realizado pelo Conselho Missionário da Arquidiocese de Maringá (COMIDI), o Terço é promovido por ocasião do Dia de Nossa Senhora de Fátima, celebrado em 13 de maio. Como este ano 13 de maio cai no domingo, o COMIDI preferiu antecipar o evento público para sexta-feira (11).

Em 1917, em Portugal, a Mãe de Jesus apareceu para três pastorinhos. Para a Igreja Católica “Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”.

Nesta sexta-feira, às 18 horas, Praça Raposo Tavares de Maringá.




Dia Mundial das Comunicações Sociais-2018: ‘Fake news e jornalismo de paz’


Este 13 de maio de 2018 terá coincidências notáveis dentro do ambiente católico.

Além da recordação e comemoração do 13 de maio de 1917, quando houve a primeira das aparições de Nossa Senhora de Fátima, será também o dia da solenidade da Ascenção do Senhor, nos quarenta dias depois da Páscoa.




Outras coincidências para este dia: em muitos países se comemora o Dia das Mães e no mundo todo será realizado o 52.º Dia Mundial das Comunicações Sociais que o Papa Francisco determinou que, em 2018, se desenvolvesse dentro do tema:

"‘A verdade vos tornará livres' (Jo 8, 32). Fake news e jornalismo de paz", Francisco propõe um "distanciamento crítico" para evitar a difusão de notícias falsas.

52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

A propósito deste dia, em Portugal, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS), órgão da Conferência Episcopal Portuguesa, dirigido pelo Padre Américo Aguiar, da diocese do Porto, recorda sinteticamente a Mensagem pontifícia:

- Prevenir a difusão de notícias falsas pelo distanciamento crítico e metódico em relação a todas as mensagens e pela procura de informação em mais do que um órgão de comunicação;

- Redescobrir o valor da profissão do jornalista, que num contexto de proliferação irregular de mensagens exige uma mediação cada vez mais assertiva do jornalismo; esta é uma profissão que nunca pode distanciar-se das tradições que definem a classe, nomeadamente a importância decisiva das fontes, para a procura do contraditório (quantas vezes, antes de se tirarem conclusões, é necessário ouvir ainda uma terceira voz...);

- Comprometer cada pessoa na comunicação da verdade como um exercício do quotidiano naquilo que cada um transmite, por um lado, e, por outro, no que todos recebem, nunca negando a possibilidade de rejeitar ou ignorar uma notícia ou um órgão de comunicação social, quando possa estar em causa a verdade.


Dia Mundial das Comunicações

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração do gênero estabelecida pelo Concílio Vaticano II, através do decreto ‘Inter Mirifica', de 1963. Neste ano estará sendo realizada a sua 52ª Comemoração. (JSG)

Fonte: gaudiumpress.org

09 maio, 2018

A comunicação e a pós-verdade [Marcelo Barros]

Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?



Por Marcelo Barros

Todos sabemos o que é comunicação e queremos vivê-la como direito de todos. Pós-verdade é um neologismo que não existe. No entanto, é como em alguns meios de comunicação chamam informações que não chegam a ser notícias falsas (fake news), mas assumem um fato verdadeiro e, propositalmente, o distorcem para outras finalidades.

Tomemos um exemplo ocorrido fora do Brasil. No dia 04 de outubro de 2016, Iván Cuellos, goleiro do Sporting de Gijón na Espanha, saía do ônibus para jogar no estádio. Um grupo da torcida do Coruna se pôs do outro lado da estrada e começou a vaiar o goleiro. Esse continuou seu caminho sem reagir. De repente ouve um barulho. Era uma pessoa que havia caído por terra, sob um ataque epiléptico. O jogador parou e fixou os olhos para o local, procurando ver se a pessoa estava sendo socorrida. A câmara dos jornalistas o mostrou parado e com o olhar fixo em um ponto. A seguir, mostrou as pessoas que o vaiavam. A reportagem apresentou as fotografias nessa ordem. A interpretação comum foi que o jogador teria parado e provocado a torcida contrária e essa reagiu com vaias. No caso, as imagens apresentadas na TV eram corretas, mas a omissão do verdadeiro motivo pelo qual o jogador parou (o ataque epiléptico de alguém) provocou a interpretação de que Iván teria sido o agente provocador do incidente. Isso é o que se pode chamar de pós-verdade (Cf. El País, 28/ 08/ 2017). Nos Estados Unidos, segundo o jornal New York Times, entre dezembro de 2016 e o final de janeiro de 2017, o presidente Donald Trump teria anunciado 112 notícias que a imprensa considerou fake-news, ou seja notícias falsas. O governo as considerou pós-verdades.

Por que chamar de pós-verdade o que para a Ética normal seria simplesmente uma mentira? Talvez porque os meios de comunicação são muito poderosos. Muitos dos comunicadores são tão conscientes da sua importância social que sua visão ou opinião passa a ser a única verdade aceita. E essa não é isenta de interesses. Para a sociedade que considera o lucro como absoluto, a publicidade é bem aceita, mesmo se para vender uma marca, precisar prometer algo além da verdade. No plano político, sem apoio dos meios de comunicação, certas mentiras oficiais não surtiriam efeito. Na Inglaterra de 2016, o partido conservador publicou que se a Inglaterra não se ligasse à União Europeia, os serviços de saúde pública melhorariam.

Nenhum argumento para provar isso. A imprensa sabia que não era verdade. No entanto, todos os maiores jornais e meios de comunicação divulgaram a falsa notícia. Os intelectuais e movimentos sociais contestaram. O povo das ruas votou como os conservadores queriam. Quando se deu conta de que foi enganado, não tinha mais como voltar atrás.

Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?

Nos Estados Unidos da década de 60, o líder negro Malcolm X afirmava: “Se você não tiver cuidado, os jornais e as emissoras de TV farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar quem está oprimindo”. No Brasil, parece que isso está ocorrendo literalmente. Se, um dia, a máscara cair e a verdade aparecer na sua crueza, essa falsa cruzada inquisitorial que se diz contra a corrupção já terá conseguido disfarçar suficientemente a entrega do Brasil ao capital internacional e aos interesses norte-americanos. Grande parte da opinião pública internacional reconhece que, hoje, o presidente Lula é um dos mais importantes presos políticos do mundo. Aumenta a cada dia a lista de pessoas e entidades a propor o seu nome como prêmio Nobel da Paz.

No Brasil, vai ser difícil as redes de televisão e de rádio reconhecerem isso, porque elas todas pertencem a setores da sociedade que têm interesses contrários à liberdade de Lula. A elite precisa dele preso para que não posa ser candidato e nem mesmo influenciar nas possíveis eleições de outubro.

No Brasil, de acordo com o IBGE, a televisão chega a quase 100% dos lares brasileiros. Três conglomerados nacionais e cinco grupos regionais dominam a comunicação em todo o território brasileiro. Somente a Globo atinge 98, 56% de todos os municípios do país. Esse grupo possui 123 emissoras, das quais 118 são afiliadas. A Globo internacional chega a 114 países. A Record, comprada em 1989 pela Igreja Universal do Reino de Deus, possui mais de 70 emissoras de TV e cobre quase todo o país com o objetivo de divulgar a Igreja e defender os seus interesses na opinião pública e nos organismos de poder.

A ONU consagra o 3 de maio como o dia mundial da liberdade da imprensa. Quando essa data foi estabelecida, muitos governos ditatoriais perseguiam jornalistas e censuravam a saída de qualquer matéria que lhes parecesse desfavorável a seus interesses. Atualmente, a sociedade civil comemora esse dia para propor a democratização dos meios de comunicação. Não se trata apenas da liberdade dos jornais em relação a governos. A questão central é o direito de todos a uma informação honesta e à democratização dos meios de comunicação.

Para quem tem fé cristã, é bom recordar que Evangelho significa boa notícia, isso é comunicação verdadeira e transformadora da realidade. Por isso, faz parte do anúncio da fé o compromisso com uma informação de qualidade ética e que nos faça pensar corretamente. Mais do que nunca, é verdade o que Jesus afirmou: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 33).

Fonte: CEBI


08 maio, 2018

Pais de LGBT: conflitos e perspectivas


Ter filhos LGBT remete a família à complexa realidade da diversidade sexual.

O artigo é de  Luís Corrêa Lima, publicado por Dom total. 07/05/2018


A situação de pais e mães de LGBT é muito peculiar e delicada. A grande maioria deles sonhou com filhos cisgêneros (identificados com o sexo que lhes é atribuído ao nascer) e heterossexuais, que se casariam com pessoas do sexo oposto e assim lhes dariam netos. Quando esta expectativa não se concretiza, muitas vezes ficam consternados. É algo semelhante ao luto. O filho ou a filha que eles sonharam não existe mais. Conviver com esta dura realidade exige paciência e abertura. É preciso exortá-los que os filhos, quaisquer que sejam, são sempre um presente de Deus criador aos pais e à humanidade, assim como a vida de qualquer ser humano. E os pais são para eles um instrumento da Providência divina para que tenham vida, afeto, educação e valores. 

Ter filhos LGBT os remete à complexa realidade da diversidade sexual e de gênero. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos. A sociedade e as famílias estão em busca da maneira mais razoável de se lidar com isto; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Nenhum ser humano é um mero LGBT, mas é antes de tudo criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna.

Há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Há vinte e um anos, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais, com um título profético: Sempre Nossos Filhos (Always our children). Eles asseveram que Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E, dependendo da situação dos filhos, o apoio da família é ainda mais necessário. Tudo isto vale também para pais de bissexuais, travestis e transexuais.

Filmes e vídeos também podem ajudar pais e mães de LGBT. Um deles é bem emblemático e muito recomendável: Orações Para Bobby, lançado na TV norte-americana em 2009. O filme narra a história real de Mary Griffith (interpretada pela atriz Sigourney Weaver), uma mãe presbiteriana arrependida de tentar curar o filho homossexual que se matou depois de não aguentar tamanho assédio moral. A história se passa nos anos 1980 em Walnut Creek, Califórnia, próxima a São Francisco. Em 27 de agosto de 1983, Bobby Griffith tirou sua vida ao pular de um viaduto sobre uma autoestrada, aos 20 anos de idade, em Portland, Oregon, para onde se mudara.

Por quase quatro anos, ele sofreu uma dura pressão de sua família para deixar sua homossexualidade. Sua mãe, religiosa fervorosa, não admitia a homossexualidade do filho, que considerava doença e abominação, e contra a qual usava a Bíblia para respaldar suas convicções. Bobby tinha um diário, registrando questionamentos a Deus e frases de auto-rejeição baseados nos ensinamentos que recebeu. Estes revelam claramente como sua religiosidade, em uma igreja que o condenava ao inferno, e a falta de apoio da família foram cruciais em sua decisão de acabar com a própria vida.

A mãe só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu

Em entrevista posterior, a mãe de Bobby afirmou que o irmão só lhe contou que Bobby era gay depois que ele tentou se matar, e que este irmão já sabia do fato há mais de 2 anos. Ela só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu, e depois de pesquisar sobre homossexualidade, algo que lamenta não ter feito antes. Mary tornou-se militante em uma associação de familiares e amigos de gays e lésbicas. Aos pais, ela dá um recado: “Eu falei com muitos pais nesses anos. E eu acho que eu só poderia lhes dizer que ouçam seus filhos e não tentem fazer prevalecer suas opiniões sobre as deles” .

Os pais de Bobby ainda vivem em Walnut Creek. Oito meses após a morte do filho, Mary deu um depoimento na reunião do conselho municipal, onde se votava a instituição de um dia para celebrar a liberdade gay. Este depoimento foi transformado em um dos momentos mais comoventes do filme:

“Homossexualidade é um pecado. Homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo, se eles ao menos tentassem e tentassem de novo em caso de falha”. Isso foi o que eu disse ao meu filho Bobby, quando descobri que ele era gay.

Quando ele me disse que era homossexual, meu mundo caiu. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho pulou de uma ponte e se matou. Eu me arrependo amargamente de minha falta de conhecimento sobre gays e lésbicas. Percebo que tudo o que me ensinaram e me disseram era odioso e desumano. Se eu tivesse pesquisado além do que me disseram, se eu tivesse simplesmente ouvido meu filho quando ele abriu o coração para mim, eu não estaria aqui hoje, com vocês, plenamente arrependida.

Eu acredito que Deus foi presenteado com o espírito gentil e amável do Bobby. Perante Deus, gentileza e amor é tudo. Eu não sabia que, cada vez que eu repetia a condenação eterna aos gays, cada vez que eu me referia a Bobby como doente, pervertido e perigoso às nossas crianças, sua autoestima e seu valor próprio estavam sendo destruídos. E finalmente seu espírito se arruinou além de qualquer conserto. Não era desejo de Deus que Bobby se debruçasse sobre o corrimão de um viaduto, e pulasse bem em frente a um caminhão de dezoito rodas que o matou instantaneamente. A morte de Bobby foi resultado direto da ignorância e do medo de seus pais quanto à palavra “gay”.

Ele queria ser escritor. Suas esperanças e seus sonhos não deveriam ser arrancados dele, mas foram. Há crianças como Bobby presentes em suas reuniões. Sem que vocês saibam, elas estarão ouvindo quando vocês dizem “amém”. E isso logo silenciará as preces delas. Preces para Deus por entendimento, aceitação e pelo amor de vocês. Mas o seu ódio, medo e ignorância sobre a palavra “gay” silenciarão essas preces. Então, antes de dizer “amém” em sua casa e lugar de adoração, pensem. Pensem e lembrem-se: uma criança está ouvindo.

Certa vez, o papa deu um conselho precioso: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem” . E não são só sacerdotes rígidos que causam dano a tantas pessoas, mas também movimentos religiosos e fiéis rigoristas. É preciso que os LGBT sejam protegidos de discursos tóxicos e práticas nocivas, como exorcismos ou orações de “cura e libertação”. Famílias, colégios, paróquias, movimentos, pastorais e obras sociais devem ser ambientes acolhedores e não hostis.

A Palavra de Deus, tirada de contexto e lida em perspectiva rigorista, torna-se palavra de morte, um instrumento diabólico. Daí vêm as “balas bíblicas” disparadas impiedosamente contra homossexuais e transgêneros. O mesmo acontece com o ensinamento da Igreja. A Campanha da Fraternidade de 2018, visando superar a violência, é uma chance extraordinária de se fazer o bem, revendo-se também conceitos e práticas a respeito de homossexuais e transgêneros. Ao considerar todas as pessoas que nós conhecemos, sobretudo as mais vulneráveis, não deve haver dúvida: as nossas palavras podem salvar vidas. Ou podem arruiná-las. Oxalá elas salvem. Amém.

*Luis Corrêa é sacerdote jesuíta e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Trabalha com pesquisa sobre diversidade sexual e de gênero, e no acompanhamento espiritual de pessoas LGBT.

O Papel da Leiga e do Leigo!


O Papel da Leiga e do Leigo!


Criatividade e Testemunho

O Santo Padre afirma em sua mensagem em vídeo à necessidade de os leigos colocarem sua criatividade a serviço dos desafios do mundo e afirma também a necessidade de que os leigos deem exemplo de sua fé através da solidariedade e do compromisso com a sociedade.

Diz o Papa: "Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos cumpram sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual".
Francisco ainda disse sobre os leigos que "Precisamos do seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade".

Papel dos leigos na Igreja

O Papa Francisco recordou que, após o final do Concílio Vaticano II, foi realizado um esforço para que ficasse mais claro o papel dos leigos.

Procurou-se mostrar que, desde os primeiros séculos, os leigos exercem um papel fundamental dentro da Igreja.
Francisco recordou que a função dos membros da Igreja que não integram o clero é ajudar nas quatro dimensiones tradicionais da Igreja: a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.

O Papa enfatiza em seu vídeo que "os leigos se encontram na linha mais avançada da vida da Igreja" e que por isso é necessário que "demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança" a todos.

Rede Mundial de Oração do Papa

Ainda a este propósito, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil, o jesuíta Pe. Frédéric Fornos sublinhou que, "Muitas vezes, pensamos que os sacerdotes são os responsáveis por impulsionar a missão da Igreja. No entanto, são os leigos que estão no coração do mundo e os que têm um papel chave para transformar a sociedade".

Para Padre Fredéric, "É nas famílias, nas salas de aula, nos escritórios, nas fábricas, no campo, na vida cotidiana onde encontramos a oportunidade de ser sal e luz do Reino de Deus, sabor do Evangelho". (JSG)

Fonte:  Gaudium Press

O Vídeo do Papa 05-2018 - A Missão dos Leigos - Maio de 2018

Os leigos são parte fundamental da Igreja. 

Seu compromisso, seu testemunho e seu serviço, especialmente nas situações mais difíceis, ajudam a espalhar a verdade do Evangelho. 

“Os leigos estão na linha de frente da vida da Igreja. Necessitamos de seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade. Agradeçamos pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que dão motivos de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados. Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos realizem a sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual.”

 

07 maio, 2018

O amor se vê nas obras e não nas palavras!

“Cada um de nós pode se perguntar: 
permaneço no amor do Senhor ou vou buscar outros caminhos, outras condutas de vida? 
Permanecer no amor significa servir aos outros, estar a serviço dos outros. 
Não é como ver um filme de amor. O amor é outra coisa. 
O amor é cuidar dos outros. O amor não é soar um violino. Tudo romântico! 
O amor é trabalho. 
Vocês que são mães lembram de seus filhos pequenos e sabem que foi um trabalho, limpar, passar, amamentar. 
O amor se vê nas obras e não nas palavras. 
O amor é concreto.”

Papa Francisco

04 maio, 2018

Como o ser humano precisa de um olhar carinhoso!

Estive pensando ontem depois de minhas visitas no hospital: 
Como o ser humano precisa de um olhar, de um elogio, de uma abraço, de um carinho, de palavras amigas, de companhias agradáveis! 
Não somos máquinas. 
Sem o equilíbrio afetivo, a carência se instala e se propaga. A troca de afetos poderia ser levada mais a sério. 
A maior parte das pessoas se limita a providenciar as coisas materiais. 
Tem muitos pais que não deixam faltar nada, mas não entregam um olhar, um abraço, um elogio, um carinho. 
Por mais que a tecnologia aproxime as pessoas, o toque sempre será único e insubstituível. 
Há idosos aguardando um pouco de tempo, um ouvido atento, um sorriso transbordante.
Ninguém deveria viver como estranho com aqueles que a vida se encarregou de aproximar. 
Ainda bem que tem abraços inesquecíveis, palavras eloquentes e gestos insubstituíveis. 
Abraço acochado. (Pe. Francisco Gecivam Vieira Garcia)

Entidade social presta apoio aos imigrantes em Maringá

Pela entidade passaram profissionais que vieram de outros países com formação, mas por conta de problemas na documentação e burocracias tiveram que se sujeitar a ganhar salário mínimo. A entidade procura é dar dignidade para os imigrantes que escolhem o Brasil para morar e trabalhar.

 

02 maio, 2018

Bem isso mesmo...



Ética



 Um pai decidiu levar seus filhos ao circo. Ao chegar à bilheteria, pergunta:
 - Olá, quanto custa a entrada?

 O vendedor responde:
 - R$ 30,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças de 7 a 14 anos. Crianças até 6 anos não pagam. Quantos anos eles têm?

 E o pai responde:
- O menor tem 3 anos e o maior 7 anos.

 Com um sorriso, o rapaz da bilheteria diz:
- Se o senhor tivesse falado que o mais velho tinha 6 anos eu não perceberia, e você economizaria R$ 20,00.

 E o pai responde:
- É verdade, pode ser que você não percebesse, mas meus filhos saberiam que eu menti para obter uma vantagem e jamais se lembrariam desta tarde como uma tarde especial. E finaliza:

 - A verdade não tem preço. Hoje deixo de economizar R$ 20,00, que não me pertenceriam por direito, mas ganho a certeza de que meus filhos saberão a importância de sempre dizer a verdade.

O atendente permaneceu mudo. 

Também ele teria uma tarde especial para se lembrar. 

Essa história ilustra uma cena em que os filhos presenciam uma atitude correta do pai. A história nos permite perceber que: 

- *Nada deve substituir a verdade*. 
- *Educar é dar o exemplo*.
- *Jamais devemos fazer pequenas concessões à mentira, o preço é alto demais*.
- *As palavras convencem, mas o exemplo arrasta*.
- *O exemplo é tudo*.

A corrupção começa nos pequenos gestos e são passados às novas gerações como algo comum, que não tem problema. Pense nisso e mude de atitude.

(Desconheço a real autoria deste texto)

Bazar Beneficente em prol da Promoção Humana e da Casa de Nazaré


01 maio, 2018

Olha essa foto de Cuba

É a imprensa nada.
Triste é saber tem quem a fonte de informação que acreditam são as que essas imprensas  levam para dentro de tantos lares.
É de Cuba, não sei o ano, estava nas redes sociais. Todo primeiro de maio, Cuba reúne fenômenos de massa similar.


População expulsa Presidente Temer do local do desabamento de um prédio ...

Primeiro de Maio Histórico em Curitiba!

Fonte da foto redes sociais

A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros



A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros

Nesse 1o de maio, a classe trabalhadora comemorará o seu dia em um mundo cada vez mais dominado pelo desemprego e pela precarização do trabalho. No Brasil atual, conforme o IBGE, a taxa de desemprego está em 12, 6%. Isso significa que o número de desempregados subiu desde o ano passado. Ao mesmo tempo, a chamada reforma trabalhista, implementada pelo atual desgoverno abriu todas as portas e janelas para a terceirização de todas as atividades empresariais e a precarização do trabalho. O objetivo da reforma foi desmontar os direitos trabalhistas e diminuir as garantias que os trabalhadores tinham na lei. A finalidade disso é a redução de preços de produção e assim aumentar o lucro das empresas. Para esse fim, a automação do trabalho faz com que, dentro de cinco anos, desaparecerão do mundo quinze milhões de emprego. Trabalhos que até agora são realizados por trabalhadores serão totalmente cumpridos por robôs ou mesmo nem existirem. Em todas as categorias de produção, isso gera desemprego em massa. Antigamente, o trabalhador que perdia, hoje, o seu emprego, tinha esperança de, em breve tempo, conseguir outro trabalho. Atualmente, a perda do emprego tem um caráter trágico porque é o próprio trabalho que, ao ser automatizado pode desaparecer.

O mundo atual é dominado pelo que, com muita propriedade, Lasdilau Dowbor chama de “capital improdutivo”. Os bancos e empresas financeiras que, antes, estavam a serviço do sistema produtivo, atualmente, dominam o mercado e vivem de rendas. Em plena recessão e em um mundo do desemprego, os bancos registram lucros bilionários e absurdos. Isso gerou um mundo no qual oito famílias têm mais riquezas do que a metade da população mundial. E os meios de comunicação chamam isso de desenvolvimento e pregam que é inevitável. Fazem de conta que denunciam a corrupção dos políticos e nunca contam como essas grandes somas de dinheiro se movimentam de um país a outro. Ninguém alude ao papel dos grandes bancos em meio a tudo isso. O sistema financeiro nunca pode ser colocado em questão.

No Brasil e no mundo inteiro, a sociedade civil organizada e os movimentos sociais se levantam contra esse sistema. Rompem o dogma do “não tem outro jeito”. Inventam alternativas criativas e revolucionárias. Em todo o mundo se espalham experiências de economia solidária e de produção em cooperativas livres e não dominadas pelo sistema capitalista neoliberal. No Brasil, movimentos sociais como o dos trabalhadores sem-Terra (MST) e dos pequenos agricultores (MPA) nos dão exemplos na Agricultura Ecológica e na produção de alimentos para a mesa do nosso povo. Atualmente, em muitas cidades, os movimentos sociais não somente festejam o 1º de maio. Fazem uma Semana da Classe Trabalhadora. Promovem encontros e reflexões sobre precarização do mundo do trabalho, as péssimas condições de segurança em muitos trabalhos e as ameaças de privatização dos hospitais públicos e das cadeias. Defendem o sistema de saúde dos trabalhadores, assim como outros desafios que o povo empobrecido enfrenta no Brasil. Na Argentina e em outros países do continente, nos últimos anos, dezenas de indústrias falidas e que iriam fechar foram tomadas pelos trabalhadores que começaram a administrá-las gerando novos empregos. Todas essas empresas puderam se reestruturar. A produção é garantida e os trabalhadores provam que é possível uma administração mais justa do trabalho e das condições de vida humana.

Nos seus encontros com os movimentos sociais, o papa Francisco tem insistido que esse sistema econômico é iníquo. O papa acredita que os pobres e trabalhadores podem ser construtores de uma nova sociedade mais justa e mais humana. Na sua carta mais recente, ele chama os cristãos e cristãs de todo o mundo a viver o espírito das bem-aventuranças de Jesus e, como os profetas e profetizas da justiça e da paz, nunca se conformarem com um sistema injusto e excludente. Lembra que o evangelho chama Jesus de carpinteiro ou artesão, termo usado na época para qualquer trabalhador braçal. Assim, os homens e mulheres que hoje assumem a missão de participar da caminhada coletiva do mundo do trabalho sabem que ao lutar pacificamente para transformar esse mundo estão sendo testemunhas de que o reinado divino está vindo e Deus está presente na luta do povo pela justiça e pela paz.

Por Marcelo Barros

Fonte: Site CEBs do Brasil

Acompanhe as mobilizações em todo o país deste 1º de maio!

Atos em defesa da democracia, pela liberdade de Lula e por direitos marcam o Dia de Luta da Trabalhadora e do Trabalhador.

Acompanhe pelo site Basil de Fato.

https://www.brasildefato.com.br/


Lula o maior líder operário católico da história do Brasil!

No primeiro de Maio, os católicos celebram a memória de São José Operário. 
A foto da procissão de São José Operário em São Bernardo do Campo, cidade que adotou o pernambucano Lula.
É...
Em Curitiba Lula esta preso, o maior líder operário católico da história do Brasil, o presidente que mais marcou a história dos pobres do país, ao lado de Getúlio Vargas. Com a diferença que Lula se fez um líder mundial.

Fonte da foto redes sociais

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)



“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

Uma dimensão da existência humana é o trabalho e é fundamental para a dignidade humana da pessoa.

Pelo trabalho participamos da obra da criação e contribuímos para a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Pelo trabalho tornamos semelhante ao nosso Deus que sempre esta trabalhando.

Não podemos deixar que o trabalho se torne uma  mercadoria, é um direito que deve ter uma remuneração justa para que todas as trabalhadoras e trabalhadores tenham vida digna.

De lutas das trabalhadoras e trabalhadores por conquistas de direitos é marcada nossa história.

Os direitos conquistados estão sendo atacados e retirados, precarizando as condições digna de vida, enfraquecendo o Estado, tudo em busca de lucro injusto e egoísta.

Tudo isso é muito triste...muito triste...não podemos aceitar. A luta não pode parar.

Papa Francisco em 2014 escreveu em sua rede social: “Peço aos que têm responsabilidades políticas que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum” .


Nesse dia primeiro de maio, por interseção de São José, que o nosso Deus abençoe todas as trabalhadoras e trabalhadores.