Novo site da TV 3º Milênio.
O endereço continua o mesmo:
www.tv3milenio.org.br
Ele também pode ser acessado do site da Arquidiocese de Maringá.
www.arquimaringa.org.br
04 junho, 2008
Vejam o Vídeo
Vale apena assistir este vídeo
Reflexão com Mercedes Sosa, Beth Carvalho e Gandhi
Buscar o interior de si mesmo, a resposta é a força para encontrar a saída.
Mahatma Gandhi....Reflexão com Mercedes Sosa Beth Carvalho Gandhi Se eu pudesse deixar algum presente a vocês, deixaria acesso ao sentimento de amor a vida dos seres humanos, e consciencia de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria dos erros cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para vocês, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão e do trabalho, além do trabalho e da ação, e quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar o interior de si mesmo, a resposta é a força para encontrar a saída. Mahatma Gandhi.
Veja o vídeo aqui
Reflexão com Mercedes Sosa, Beth Carvalho e Gandhi
Buscar o interior de si mesmo, a resposta é a força para encontrar a saída.
Mahatma Gandhi....Reflexão com Mercedes Sosa Beth Carvalho Gandhi Se eu pudesse deixar algum presente a vocês, deixaria acesso ao sentimento de amor a vida dos seres humanos, e consciencia de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria dos erros cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para vocês, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão e do trabalho, além do trabalho e da ação, e quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar o interior de si mesmo, a resposta é a força para encontrar a saída. Mahatma Gandhi.
Veja o vídeo aqui
Seres humanos em pesquisa de malária
O uso de cobaias humanas em estudos da malária no Acre chegou à imprensa nacional.
Nos meios políticos, no entanto, o silêncio continua. Veja Aqui
Nos meios políticos, no entanto, o silêncio continua. Veja Aqui
03 junho, 2008
Alguns resultados da pesquisa
Na pesquisa por amostragem realizada pela Arquidiocese de Maringá em preparação para a assembléia que se realizou dias 24 e 25 de maio, dos 9.808 entrevistados com idade acima dos 16 anos, sendo 48,50% do sexo masculino e 51,50% do sexo feminino, veja o resultado sobre a religião e o grau de instrução dos entrevistados e sobre os meios de comunicação da Arquidiocese.
Religião do entrevistado
- 73,72% - católicos
- 20,67% - evangélicos
- 1,47% - espírita
- 0,24% - muçulmano
- 0,15% - budista
- 2,68% - nenhuma
- 1,07% - outras
Grau de instrução do entrevistado
- 12,02% - nenhum
- 37,84% - ensino fundamental
- 38,42% - ensino médio
- 11,72% - ensino superior
Meios de comunicação
- 51,40% - não conhecem nenhum
- 13,64% - TV 3º. Milênio
- 29,68% - Rádio Colméia
- 4,47% - Jornal Maringá Missão
- 0,67% – Portal da Arquidiocese na Internet
Religião do entrevistado
- 73,72% - católicos
- 20,67% - evangélicos
- 1,47% - espírita
- 0,24% - muçulmano
- 0,15% - budista
- 2,68% - nenhuma
- 1,07% - outras
Grau de instrução do entrevistado
- 12,02% - nenhum
- 37,84% - ensino fundamental
- 38,42% - ensino médio
- 11,72% - ensino superior
Meios de comunicação
- 51,40% - não conhecem nenhum
- 13,64% - TV 3º. Milênio
- 29,68% - Rádio Colméia
- 4,47% - Jornal Maringá Missão
- 0,67% – Portal da Arquidiocese na Internet
Todo cuidado é pouco
A administração pública da cidade de Maringá vem assumindo nova prioridade
“Inaugurações”
É todo cuidado é pouco.
As autoridades honestas precisam ficar atentas para não serem usadas como fantoches.
Em tempo de eleição vale tudo.
E assim vai o dinheiro do povo.
Grandes festas, show, muita conversa, bom papo para inaugurações de obras não acabadas ou sem requisitos mínimos para funcionamento, como exemplo o Nis III do Jardim Alvorada que foi inaugurado com showmício e em primeiro dia de funcionamento tão tinha pediatra no pronto-atendimento e agora a Vila Olímpica inaugurada sem estar pronta tanto que operários continuam trabalhando.
Não podemos deixar que nos envolva, nossa presença nesses momentos nos leva a sermos solidários com aquilo que acreditamos ser errado.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
“Inaugurações”
É todo cuidado é pouco.
As autoridades honestas precisam ficar atentas para não serem usadas como fantoches.
Em tempo de eleição vale tudo.
E assim vai o dinheiro do povo.
Grandes festas, show, muita conversa, bom papo para inaugurações de obras não acabadas ou sem requisitos mínimos para funcionamento, como exemplo o Nis III do Jardim Alvorada que foi inaugurado com showmício e em primeiro dia de funcionamento tão tinha pediatra no pronto-atendimento e agora a Vila Olímpica inaugurada sem estar pronta tanto que operários continuam trabalhando.
Não podemos deixar que nos envolva, nossa presença nesses momentos nos leva a sermos solidários com aquilo que acreditamos ser errado.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Infelizmente
O esquema passava pela agência de turismo Katar, de Maringá, que revendia os bilhetes para secretários municipais viajarem a Brasília. Veja Aquui
Podemos responder: Estamos de acordo? O que iríamos acrescentar a partir da nossa experiência?
Um pouco de história das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Toda a história do povo no Antigo Testamento foi feita por comunidades de fé, agindo na defesa da vida e na luta contra a injustiça. Estas comunidades, além de muito respeito pela vida de todos, também respeitavam a natureza. Isto porque tinham como referência para sua visão do mundo Deus como o criador de tudo, do cosmos, da terra, das águas e dos seres vivos - aves, peixes, animais e humanos.
As famílias e clãs dos camponeses que resistiram e lutaram contra a opressão das cidades-estado de Canaã e formaram as Tribos de Javé já viviam o espírito das comunidades eclesiais de base. Os grupos que saíram do Egito em busca de libertação também. Na caminhada pelo deserto e nas montanhas de Canaã as comunidades construíram, sob inspiração de Deus, uma sociedade justa e igualitária, o sonho das CEBs de hoje.
Com Jesus de Nazaré a história das comunidades teve continuidade. Ele não quis ser só, formou uma comunidade com os doze, sua mãe, as mulheres que o seguiam e outros discípulos e discípulas (cf. Lc 8,1-3; 23,49.55; Mc 15,40-41; Mt 27,55-56, cf. Lc 10,1). E os seus seguidores e seguidoras saíram pelo mundo formando comunidades: paulinas, petrinas, joaninas, marcanas, lucanas, mateanas. Todas cristãs, todas comprometidas com a defesa da vida de todos e todas e com as lutas contra a injustiça.
Elas nos ensinaram algumas outras características das comunidades cristãs, além da defesa da vida. As comunidades são, e as CEBs devem ser o lugar da manifestação do Espírito de Deus. O livro dos Atos dos Apóstolos mostra que Pentecostes só acontece onde há uma comunidade reunida, cf. At 2,1-13; 4,31; 8,14-17; 10,44-47; 19,1-7.
Com a boa noticia que Jesus Ressuscitou os seguidores e seguidoras de Jesus se uniram e reuniram em pequenas comunidades para testemunhar a vida nova que Jesus trouxe. Assim nos diz o livro dos Atos Apóstolos.
Em todo o Novo Testamento, a “casa” aparece como espaço importante de encontro da família e da comunidade-Igreja, de realização das pessoas e de defesa da vida, aberta aos vizinhos, amigos, irmãos, onde todos procuram conhecer-se mais e melhor, dividir os problemas e dificuldades à luz da Palavra, para encontrar caminhos que ajudem a transformar o sonho do Reino de Deus em realidade vivida por todos.
Por isso logo as comunidades cristãs foram se envolvendo com os grandes desafios sociais, econômicos, políticos, culturais, religiosos etc., misturando-se em todas as situações e realidades, para fermentar a massa com o fermento bom e transformador do Evangelho (cf. Mt 13,33).
Nasceu uma linda caminhada, onde não faltaram problemas e, todos eles, muito parecidos com os nossos. Conflitos internos que provocavam divisão e desunião no seio das próprias comunidades com incompreensões, calúnias, ciúmes, inveja, intrigas, disputa de poder, preconceitos etc. E conflitos externos, marcados sobretudo pela perseguição do império romano que condenava, na ação dos cristãos, o projeto de Jesus de uma sociedade justa, fraterna e igualitária (cf. Lc 9,46-50; 21,12-19; Ap 6. O livro dos Atos dos Apóstolos pode ser lido como um grande manual de conflitos internos e externos, cf. At 6,1.8-14; 8,1; 12,1-4; 13,49-50; 14,1-6; 15, 16,16-23; 17,5-9; 18,12-17; 19,23-30; 21,27-36).
A partir do século IV depois de Cristo, com o imperador Constantino, esta Igreja, que antes se reunia nas casas ou mesmo nas catacumbas para escapar à perseguição do império romano, cede lugar agora à Igreja massificada, dos grandes templos e das liturgias pomposas, mais afastadas da vida e da realidade do povo e mais ligadas ao poder e ao luxo do império. Um tempo de “escuridão”, de muitas dificuldades e problemas, de traição do projeto original de Jesus por parte de muitos que se diziam seus seguidores. No meio dessa escuridão, surgem muitas vozes santas, proféticas e fiéis: irmãs e irmãos que como São Francisco de Assis e Santa Clara no século XIII, Bartolomeu de Las Casas no século XVI e tantos outros, se sentem chamados a reconstruir a Igreja dos pobres e com os pobres. Este período irá até o século XX, com a convocação, do Papa João XXIII, para o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).
É aqui que renascem as CEBs – novo/velho modo de ser Igreja– como resposta ao sonho do Papa João e aos ideais do Concílio. Sobretudo graças à Constituição Lumen Gentium, que recupera e reconhece o lugar do Povo de Deus, não mais apenas como “destinatário passivo” da evangelização, mas como “sujeito eclesial” e “protagonista da ação evangelizadora de toda a Igreja”.
Que linda caminhada foi realizada nestes anos! Vale a pena ler o que os Bispos latino-americanos reunidos em Aparecida acabam de escrever: “Na experiência eclesial de algumas Igrejas da América Latina e do Caribe, as Comunidades Eclesiais de Base têm sido escolas que tem ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros. Elas abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos (At 2,42-47). (...) Demonstram seu compromisso evangelizador e missionário entre os mais simples e afastados e são expressão visível da opção preferencial pelos pobres. São fonte e semente de variados serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja. Mantendo-se em comunhão com seu Bispo e inserindo-se no projeto da pastoral diocesana, as CEBs se convertem em sinal de vitalidade na Igreja particular.
Interpretar a Bíblia a partir da vida e interpretar a vida a partir da Bíblia sempre foi o objetivo fundante e profético da ação das Comunidades Eclesiais de Base. Um lema que parte de um olhar lúcido e corajoso sobre a realidade e faz da leitura da Palavra de Deus uma busca pela iluminação da prática cotidiana dos cristãos, como faziam as primeiras comunidades (cf. At 4,23-31; Lc 24,13-35).
Hoje as relações entre os seres viventes são muito desgastadas. Olhando para o mundo com os olhos de Deus, as CEBs vão descobrindo como o atual modelo de desenvolvimento nega o princípio básico primeiro da espiritualidade cristã, que é a defesa da vida em abundância para todos os seres.
Muitas pessoas passam fome. A fome pode servir como pretexto para repensar o Brasil, a Igreja, as CEBs, a nossa espiritualidade e a nossa prática pastoral.
Para discernir por onde devem andar as CEBs nos dias de hoje, é preciso olhar para trás, fazer memória das experiências comunitárias na história humana e na história do Povo da Bíblia.
Está na hora (Jo 4,23) de fazermos como o povo no exílio. Assumirmos a nossa culpa. As águas estão envenenadas por culpa nossa. As matas foram e estão sendo devastadas por culpa nossa, por causa da nossa omissão. Sobretudo diante do projeto do agronegócio que está tomando conta das nossas terras. Os lixões não param de aumentar por culpa nossa. A violência contra as pessoas cresce sem parar por culpa nossa. Nós estamos destruindo a nossa casa, mas ela não é só nossa, estamos destruindo a casa e a vida das aves, dos seres aquáticos, e dos animais. Não cuidamos do jardim que Deus nos deu para administrar e cultivar. É a nossa única casa e cuidamos tão mal dela. A culpa é nossa, por ação ou por omissão. Mas, ainda é tempo (cf. Ecle 13,1-8). Se nos arrependermos e pararmos com os nossos mal-feitos, o nosso Pai plantará de novo o seu jardim.
Está na hora, (cf. Rm 13,11), de reaprender com as primeiras comunidades. Perseverando no modo de vida próprio dos seguidores e seguidoras de Jesus, as primeiras comunidades cristãs mudaram o mundo no seu tempo. E o que faziam era simples: partilhavam as refeições com os mais pobres, junto com a memória do sacrifício de Jesus. Nós podemos mudar o nosso mundo se formos de fato seguidores de Jesus (cf. Mc 6,37-43; Mc 8,2-8; Mt 14,16-21; Lc 9,13-21; Jo 6,9-13).
As primeiras comunidades eram também missionárias, por que não dá para mudar o mundo sozinho. Foi o que percebeu a comunidade de Antioquia, reunida em oração, quando o Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para a missão (cf. At 13,1-3).
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) é um jeito de organizar a Igreja (paróquia), próxima do povo, acolhedora, aberta ao dialogo, participativa, partilha do ser e do ter a serviço de todos, articula-se para falar e agir encarnada na realidade do povo, espiritualidade libertadora que encontra na Palavra de Deus a luz para transformar as realidades socio-políticas e econconômicas, união de fé e vida, comprometidas na luta contra tudo o que oprime e exclui, fidelidade ao Projeto de Deus, uma consideração e carinho especial pelos pobres e excluídos, conserva viva a memória dos mártires.
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) é o sonho de Deus.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Toda a história do povo no Antigo Testamento foi feita por comunidades de fé, agindo na defesa da vida e na luta contra a injustiça. Estas comunidades, além de muito respeito pela vida de todos, também respeitavam a natureza. Isto porque tinham como referência para sua visão do mundo Deus como o criador de tudo, do cosmos, da terra, das águas e dos seres vivos - aves, peixes, animais e humanos.
As famílias e clãs dos camponeses que resistiram e lutaram contra a opressão das cidades-estado de Canaã e formaram as Tribos de Javé já viviam o espírito das comunidades eclesiais de base. Os grupos que saíram do Egito em busca de libertação também. Na caminhada pelo deserto e nas montanhas de Canaã as comunidades construíram, sob inspiração de Deus, uma sociedade justa e igualitária, o sonho das CEBs de hoje.
Com Jesus de Nazaré a história das comunidades teve continuidade. Ele não quis ser só, formou uma comunidade com os doze, sua mãe, as mulheres que o seguiam e outros discípulos e discípulas (cf. Lc 8,1-3; 23,49.55; Mc 15,40-41; Mt 27,55-56, cf. Lc 10,1). E os seus seguidores e seguidoras saíram pelo mundo formando comunidades: paulinas, petrinas, joaninas, marcanas, lucanas, mateanas. Todas cristãs, todas comprometidas com a defesa da vida de todos e todas e com as lutas contra a injustiça.
Elas nos ensinaram algumas outras características das comunidades cristãs, além da defesa da vida. As comunidades são, e as CEBs devem ser o lugar da manifestação do Espírito de Deus. O livro dos Atos dos Apóstolos mostra que Pentecostes só acontece onde há uma comunidade reunida, cf. At 2,1-13; 4,31; 8,14-17; 10,44-47; 19,1-7.
Com a boa noticia que Jesus Ressuscitou os seguidores e seguidoras de Jesus se uniram e reuniram em pequenas comunidades para testemunhar a vida nova que Jesus trouxe. Assim nos diz o livro dos Atos Apóstolos.
Em todo o Novo Testamento, a “casa” aparece como espaço importante de encontro da família e da comunidade-Igreja, de realização das pessoas e de defesa da vida, aberta aos vizinhos, amigos, irmãos, onde todos procuram conhecer-se mais e melhor, dividir os problemas e dificuldades à luz da Palavra, para encontrar caminhos que ajudem a transformar o sonho do Reino de Deus em realidade vivida por todos.
Por isso logo as comunidades cristãs foram se envolvendo com os grandes desafios sociais, econômicos, políticos, culturais, religiosos etc., misturando-se em todas as situações e realidades, para fermentar a massa com o fermento bom e transformador do Evangelho (cf. Mt 13,33).
Nasceu uma linda caminhada, onde não faltaram problemas e, todos eles, muito parecidos com os nossos. Conflitos internos que provocavam divisão e desunião no seio das próprias comunidades com incompreensões, calúnias, ciúmes, inveja, intrigas, disputa de poder, preconceitos etc. E conflitos externos, marcados sobretudo pela perseguição do império romano que condenava, na ação dos cristãos, o projeto de Jesus de uma sociedade justa, fraterna e igualitária (cf. Lc 9,46-50; 21,12-19; Ap 6. O livro dos Atos dos Apóstolos pode ser lido como um grande manual de conflitos internos e externos, cf. At 6,1.8-14; 8,1; 12,1-4; 13,49-50; 14,1-6; 15, 16,16-23; 17,5-9; 18,12-17; 19,23-30; 21,27-36).
A partir do século IV depois de Cristo, com o imperador Constantino, esta Igreja, que antes se reunia nas casas ou mesmo nas catacumbas para escapar à perseguição do império romano, cede lugar agora à Igreja massificada, dos grandes templos e das liturgias pomposas, mais afastadas da vida e da realidade do povo e mais ligadas ao poder e ao luxo do império. Um tempo de “escuridão”, de muitas dificuldades e problemas, de traição do projeto original de Jesus por parte de muitos que se diziam seus seguidores. No meio dessa escuridão, surgem muitas vozes santas, proféticas e fiéis: irmãs e irmãos que como São Francisco de Assis e Santa Clara no século XIII, Bartolomeu de Las Casas no século XVI e tantos outros, se sentem chamados a reconstruir a Igreja dos pobres e com os pobres. Este período irá até o século XX, com a convocação, do Papa João XXIII, para o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965).
É aqui que renascem as CEBs – novo/velho modo de ser Igreja– como resposta ao sonho do Papa João e aos ideais do Concílio. Sobretudo graças à Constituição Lumen Gentium, que recupera e reconhece o lugar do Povo de Deus, não mais apenas como “destinatário passivo” da evangelização, mas como “sujeito eclesial” e “protagonista da ação evangelizadora de toda a Igreja”.
Que linda caminhada foi realizada nestes anos! Vale a pena ler o que os Bispos latino-americanos reunidos em Aparecida acabam de escrever: “Na experiência eclesial de algumas Igrejas da América Latina e do Caribe, as Comunidades Eclesiais de Base têm sido escolas que tem ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros. Elas abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos (At 2,42-47). (...) Demonstram seu compromisso evangelizador e missionário entre os mais simples e afastados e são expressão visível da opção preferencial pelos pobres. São fonte e semente de variados serviços e ministérios a favor da vida na sociedade e na Igreja. Mantendo-se em comunhão com seu Bispo e inserindo-se no projeto da pastoral diocesana, as CEBs se convertem em sinal de vitalidade na Igreja particular.
Interpretar a Bíblia a partir da vida e interpretar a vida a partir da Bíblia sempre foi o objetivo fundante e profético da ação das Comunidades Eclesiais de Base. Um lema que parte de um olhar lúcido e corajoso sobre a realidade e faz da leitura da Palavra de Deus uma busca pela iluminação da prática cotidiana dos cristãos, como faziam as primeiras comunidades (cf. At 4,23-31; Lc 24,13-35).
Hoje as relações entre os seres viventes são muito desgastadas. Olhando para o mundo com os olhos de Deus, as CEBs vão descobrindo como o atual modelo de desenvolvimento nega o princípio básico primeiro da espiritualidade cristã, que é a defesa da vida em abundância para todos os seres.
Muitas pessoas passam fome. A fome pode servir como pretexto para repensar o Brasil, a Igreja, as CEBs, a nossa espiritualidade e a nossa prática pastoral.
Para discernir por onde devem andar as CEBs nos dias de hoje, é preciso olhar para trás, fazer memória das experiências comunitárias na história humana e na história do Povo da Bíblia.
Está na hora (Jo 4,23) de fazermos como o povo no exílio. Assumirmos a nossa culpa. As águas estão envenenadas por culpa nossa. As matas foram e estão sendo devastadas por culpa nossa, por causa da nossa omissão. Sobretudo diante do projeto do agronegócio que está tomando conta das nossas terras. Os lixões não param de aumentar por culpa nossa. A violência contra as pessoas cresce sem parar por culpa nossa. Nós estamos destruindo a nossa casa, mas ela não é só nossa, estamos destruindo a casa e a vida das aves, dos seres aquáticos, e dos animais. Não cuidamos do jardim que Deus nos deu para administrar e cultivar. É a nossa única casa e cuidamos tão mal dela. A culpa é nossa, por ação ou por omissão. Mas, ainda é tempo (cf. Ecle 13,1-8). Se nos arrependermos e pararmos com os nossos mal-feitos, o nosso Pai plantará de novo o seu jardim.
Está na hora, (cf. Rm 13,11), de reaprender com as primeiras comunidades. Perseverando no modo de vida próprio dos seguidores e seguidoras de Jesus, as primeiras comunidades cristãs mudaram o mundo no seu tempo. E o que faziam era simples: partilhavam as refeições com os mais pobres, junto com a memória do sacrifício de Jesus. Nós podemos mudar o nosso mundo se formos de fato seguidores de Jesus (cf. Mc 6,37-43; Mc 8,2-8; Mt 14,16-21; Lc 9,13-21; Jo 6,9-13).
As primeiras comunidades eram também missionárias, por que não dá para mudar o mundo sozinho. Foi o que percebeu a comunidade de Antioquia, reunida em oração, quando o Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para a missão (cf. At 13,1-3).
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) é um jeito de organizar a Igreja (paróquia), próxima do povo, acolhedora, aberta ao dialogo, participativa, partilha do ser e do ter a serviço de todos, articula-se para falar e agir encarnada na realidade do povo, espiritualidade libertadora que encontra na Palavra de Deus a luz para transformar as realidades socio-políticas e econconômicas, união de fé e vida, comprometidas na luta contra tudo o que oprime e exclui, fidelidade ao Projeto de Deus, uma consideração e carinho especial pelos pobres e excluídos, conserva viva a memória dos mártires.
As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) é o sonho de Deus.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
02 junho, 2008
Entidades se mobilizam pela aprovação da PEC contra o trabalho escravo
Brasília - Enquanto o Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego liberta trabalhadores submetidos a regime análogo à escravidão, em fazendas da Região Norte do país, diversos eventos estão previstos para o mês de junho, chamando a atenção para a existência de trabalho escravo. São atos que procuram pressionar os deputados para a aprovação de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo, que está na pauta de votação da Câmara dos Deputados. Lei Aqui
QUEM SOU EU?
Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou rubronegro, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.
Luiz Fernando Veríssimo.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.
Luiz Fernando Veríssimo.
Segurança alimentar: o paradoxo entre a produção de alimentos e a fome
Entre 3 e 5 de junho, será realizada a Conferência de Alto Nível sobre a Segurança Alimentar Mundial e os Desafios das Mudanças Climáticas e da Bioenergia, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O evento que vai ocorrer em Roma, na Itália, reunirá Chefes de Estado e de Governo, com o objetivo de traçar uma estratégia para a segurança alimentar mundial nos próximos anos.
Em entrevista à Adital, a presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-CE), Helena Selma Azevedo, fala sobre o paradoxo entre a capacidade de produção de alimentos e as milhares de pessoas que morrem ou têm seu desenvolvimento prejudicado por conta da carência de nutrientes. Conflito que se sente mesmo num governo em que a erradicação da fome foi uma das grandes metas no período de campanha.
Veja a entrevista aqui
Em entrevista à Adital, a presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-CE), Helena Selma Azevedo, fala sobre o paradoxo entre a capacidade de produção de alimentos e as milhares de pessoas que morrem ou têm seu desenvolvimento prejudicado por conta da carência de nutrientes. Conflito que se sente mesmo num governo em que a erradicação da fome foi uma das grandes metas no período de campanha.
Veja a entrevista aqui
30 maio, 2008
A Comissão do Anuncio Convida
Convidamos você para participar conosco de uma tarde de formação sobre missão.
Todos nós somos missionários e missionárias.
Será sábado no Colégio Santo Inácio. Início às 13h30m
Assessores:
Dom Anuar Battisti e Pe Gecivan
Todos nós somos missionários e missionárias.
Será sábado no Colégio Santo Inácio. Início às 13h30m
Assessores:
Dom Anuar Battisti e Pe Gecivan
CADÊ OS CRISTÃOS NESTE MUNDO?
Eu me pergunto para quem estamos falando? Para quem estamos dirigindo os milhares de discursos sobre a Palavra de Deus? Porque ainda não alcançamos os ouvidos dos marginais, dos violentos, dos que morrem e matam sem dó e piedade? Estamos falando para as paredes, ou nossa linguagem, a mensagem que estamos transmitindo, está numa freqüência e o povo está noutra? Porque aquele fiel participante, na vida prática não paga o salário justo, engana e corrompe em benefício próprio? Não é por falta de quem fala, e nem de quem escuta. Está faltando o quê? Aonde nós pregadores estamos errando? Aonde o povo de Deus, cristãos, discípulos de Jesus, vivem o que escutam?
O artigo é do arcebispo da Arquidiocese de Maringá, Dom Anuar Battisti. VEJA AQUI
O artigo é do arcebispo da Arquidiocese de Maringá, Dom Anuar Battisti. VEJA AQUI
NOTA DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL SOBRE A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF aprova pesquisas com células-tronco embrionárias)
Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral. Veja Aqui
JUIZ REJEITA DENÚNCIA CONTRA SERVIDORES POR PARTICIPAÇÃO NA GREVE
Ontém (29), quarenta e três servidores públicos municipais, dentre os quais, a presidente do SISMMAR, Ana Pagamunici, além do assessor sindical e do advogado do sindicato, foram absolvidos pelo Juiz José Cândido Sobrinho, do Juizado Especial Criminal de Maringá.A decisão que absolveu os trabalhadores refere-se ao processo judicial pela suposta prática do crime de desobediência, quando da desocupação militar do Paço Municipal, na madrugada do dia 29 de junho de 2006.A fundamentação da decisão respaldou-se no fato de que a conduta dos trabalhadores não caracterizou o crime de desobediência, nos seguintes termos: Veja Aqui
29 maio, 2008
Olá padres, Lideranças e todo o Povo de Deus

Atenção:
A Formação programada pela CEBs na região Pastoral: Centro, Centro Norte, Centro Sul, Leste e Oeste serão transferida para o segundo semestre.
Diante da boa nova da CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) ter sido assumida como prioridade em nossa arquidiocese de Maringá e como definido na assembléia que até o final de junho devemos elaborar projeto, vimos como necessário transferir as formações para o segundo semestre, dessa forma, já com o projeto elaborado trabalharemos tendo ele como base.
Em breve estaremos enviando a data das formações.
Contamos com a compreensão de vocês.
A Formação programada pela CEBs na região Pastoral: Centro, Centro Norte, Centro Sul, Leste e Oeste serão transferida para o segundo semestre.
Diante da boa nova da CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) ter sido assumida como prioridade em nossa arquidiocese de Maringá e como definido na assembléia que até o final de junho devemos elaborar projeto, vimos como necessário transferir as formações para o segundo semestre, dessa forma, já com o projeto elaborado trabalharemos tendo ele como base.
Em breve estaremos enviando a data das formações.
Contamos com a compreensão de vocês.
Meu abraço fraterno
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coordenadora Arquidiocesana das CEBs
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coordenadora Arquidiocesana das CEBs
A Igreja anglicana da Austrália ordena duas mulheres como bispas
“Tem sido difícil, mas se chegou a provar que não havia argumentos teológicos que se opusessem à ordenação de mulheres a bispo”, comenta um dos responsáveis pela comunicação do sínodo da Igreja anglicana da Austrália em Sidnei. “Foi precisamente agora que se chegou a isso”, sorri de sua parte Rachel McDougall, jovem canônico da catedral St. Paul de Melbourne. E acrescenta, fazendo alusão à assembléia de todos os responsáveis anglicanos do mundo, que ocorre de dez em dez anos e que terá lugar em julho: “Era importante que estas ordenações fossem feitas antes da Conferência de Lambeth. Saiba mais Aqui
Comitê de Combate à Corrupção Elitoral
Terça Feira (27) realizamos à reunião extraordinária do ARAS - Associação de Reflexão e Ação Social da Arquidicese de Maringá e dfinimos pela formação do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral, previsto na lei 9840. O projeto de lei de iniciativa popular impedindo a candidatura de pessoas com pendências judiciais relativas a atos incompatíveis com o exercício do mandato e candidaturas dos que renunciam ao mandato para escapar de punições legais que está sendo apoiado pela CNBB e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Temos como objetivo envolver a base e entidades.
Em breve estarei divulgando a data do lançamento que visa motivar e envolver.
Em breve estarei divulgando a data do lançamento que visa motivar e envolver.
28 maio, 2008
Perseguições aos Servidores continuam
O último jornal do SISMMAR denúncia mais uma vez as perseguições da atual administração aos servidores municipais. Três servidores estão respondendo processos. Veja Aqui
23ª ROMARIA DA TERRA ACONTECERÁ NO MUNICÍPIO DE QUERÊNCIA DO NORTE
A Comissão Pastoral da Terra do Paraná tem a grande alegria de informar a todas as comunidades e organizações que a 23ª ROMARIA DA TERRA DO PARANÁ, acontecerá no município de Querência do Norte, no dia 17 de agosto de 2008.O tema da Romaria será a Impunidade no campo e os desafios da Reforma Agrária. Veja Aqui
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