15 fevereiro, 2018

Biblioteca Online Pedro Casaldáliga


Biblioteca Online Pedro Casaldáliga
Para as/os que tem carinho por Pedro Casaldáliga e da sua obra.




Por ocasião dos 90 anos do autor, tome conhecimento do lançamento do novo portal online com toda sua bibliografia, disponível para todos os públicos de forma gratuita, atendendo ao pedido de Pedro.

Livros, artigos, poemas e outros muitos conteúdos do autor estão sendo incorporados ao portal, para que toda sua obra fique garantida de forma permanente durante algumas décadas.

Acessar é muito fácil: todos os conteúdos estão reunidos na plataforma "Academia.edu" e Pedro Casaldáliga tem seu próprio site ali. 

Você pode ver os títulos, fazer download e comentá-los online com outros interessados. 

Você pode ser seguidor (follow – segue) do portal e receber notícias. 

No próximo dia 16 de fevereiro Pedro completa 90 anos e a melhor forma de celebrar esta data é ler e comentar sua obra.

Divulgue esta grande notícia e comunique este portal em suas redes sociais e publicações, assim como à todas as pessoas interessadas em sua obra.
Visite a biblioteca online de Pedro.


14 fevereiro, 2018

Mensagem do Papa Francisco aos aos brasileiros por ocasião da CF 2018


Mensagem do Papa Francisco aos aos brasileiros por ocasião da CF 2018

Como caminho de conversão quaresmal, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), todos os anos apresenta a Campanha da Fraternidade.

Um caminho pessoa, familiar, comunitário e social que nos guia ao nosso Deus, a salvação.

“Fraternidade e superação da violência” é o tema da Campanha para a Quaresma, em 2018. O Evangelho de Mateus inspira o lema: “ Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Tem como objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”.

De acordo com o Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrichs Steiner, sofremos e estamos quase estarrecidos com a violência. Não apenas com as mortes que aumentam, mas também por ela perpassar quase todos os âmbitos da nossa sociedade. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Hoje, temos corrupção, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Assim, quase aumenta a crença em nossa incapacidade de vivermos como irmãos.

A Campanha será lançada oficialmente nesta Quarta-feira de Cinzas, por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2018 o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente da CNBB, o arcebispo de Brasília, Cardeal Dom Sérgio da Rocha.


Eis na íntegra a mensagem do Papa:


Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

[Franciscus PP.]

Cartaz campanha da fraternidade 2018


Cartaz da CF 2018

O cartaz da campanha da fraternidade 2018 mostra um grupo de pessoas de diferentes idades e etnias de mãos dadas, representando a multiplicidade da sociedade brasileira. Especialmente no Ano do Laicato, que teve início na Igreja no Brasil, no ano passado, dia 26 de novembro de 2016, o convite é para, por meio da CF 2018, refletir sobre a problemática da violência, particularmente em como superá-la.

Segundo o secretário-executivo das Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Luís Fernando da Silva, as pessoas que nele formam um círculo e unem as mãos indicam que a superação da violência só será possível a partir da união de todos. “A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz”, explica.

Oração


"Senhor, que, mais uma vez, me ofereces a graça da Quaresma, tempo favorável, dia de salvação, ajuda-me a vivê-lo no segredo onde me vês, me amas e me esperas. Sei que as coisas exteriores têm a sua importância. Mas quero vivê-Ias na tua presença. Gostaria de fazer muitas obras de penitência durante este tempo. Mas, se fizer poucas, que sejam no teu amor, o que é mais importante do que fazer muitas para atrair a admiração e a estima dos outros. Quero fazer o que puder na oração, na mortificação, na caridade fraterna; mas quero fazê-lo na humildade e na sinceridade diante de Ti. Infunde em mim o teu Espírito Santo que me conduza e guie pelo deserto da penitência, durante esta Quaresma. Amém."

Fonte: Dehonianos

09 fevereiro, 2018

Hino oficial da Campanha da Fraternidade 2018 (legendado)

Papa: o pecador pode se tornar santo; o corrupto, não


Na missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou de Davi e Salomão e advertiu para os riscos do "enfraquecimento do coração".

Davi é santo, mesmo que tenha sido um pecador. O grande Salomão é um corrupto e o Senhor o rejeitou. O Papa Francisco concentrou a sua homilia desta quinta-feira (08/02), na capela da Casa Santa Marta, sobre este aparente paradoxo.

A leitura proposta pela liturgia, extraída do primeiro Livro dos Reis, fala de Salomão e de Davi. “Ouvimos algo um pouco estranho”, comentou o Papa: “o coração de Salomão não permaneceu íntegro com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai”. E explica que é estranho porque de Salomão não conhecemos que tenha cometido grandes pecados, era sempre equilibrado, enquanto de Davi sabemos que teve uma vida difícil, que foi um pecador.

E mesmo assim Davi é santo e de Salomão se diz que o seu coração se “desviou do Senhor” para seguir outros deuses. Ele que havia sido louvado pelo Senhor quando pediu a prudência para governar ao invés das riquezas. Como se explica isso, se questionou o Papa. É porque Davi sabe que pecou e toda vez pede perdão, enquanto Salomão, de que todos falavam bem e que também a Rainha de Sabá quis encontrá-lo, tinha se afastado do Senhor, mas sem perceber.

E aqui está o problema do enfraquecimento do coração. Quando o coração começa a se enfraquecer, não é como uma situação de pecado: você comete um pecado e percebe imediatamente: “Eu cometi este pecado”, é claro. O enfraquecimento do coração é um caminho lento, que escorrego pouco a pouco, pouco a pouco, pouco a pouco… E Salomão, adormecido na sua glória, na sua fama, começou a percorrer este caminho.

Paradoxalmente, “é melhor a clareza de um pecado do que o enfraquecimento do coração”, afirmou Francisco, o grande Rei Salomão “acabou corrupto: tranquilamente corrupto, porque seu coração tinha se enfraquecido.”

E um homem e uma mulher com o coração fraco, ou enfraquecido, é uma mulher, um homem derrotado. Este é o processo de muitos cristãos, muitos de nós. “Não, eu não cometo pecados graves.” Mas como é o seu coração? É forte? Permanece fiel ao Senhor ou você escorrega lentamente?

O drama do enfraquecimento do coração pode acontecer a todos nós na vida. Que fazer então? E Francisco respondeu: “Vigiar. Vigiar o seu coração. Vigiar. Todos os dias, estar atento ao que acontece no seu coração” e depois concluiu:

Davi é santo. Era pecador. Um pecador pode se tornar santo. Salomão foi rejeitado porque era corrupto. Um corrupto não pode se tornar santo. E à corrupção se chega por aquele caminho do enfraquecimento do coração. Vigilância. Todos os dias vigiar o coração. Como é o meu coração, a relação com o Senhor. E saborear a beleza e a alegria da fidelidade.


Fonte: Vatican News

07 fevereiro, 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018


Divulgada a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018 

O texto foi inspirado no Evangelho de Mateus «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12). 
 
O Papa Francisco adverte para as inúmeras formas que os falsos profetas podem assumir. 


Podem ser “encantadores de serpentes”, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde querem. 


Segue a mensagem: 


MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2018

«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)


Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]

Que fazer?

Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.
Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos

Francisco

________________________________

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.

[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).

[3] «É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).

[4] Nn. 76-109.

[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.

[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.

[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

05 fevereiro, 2018

Adoração se faz em silêncio!


Adoração se faz em silêncio!

“adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”

"Tantas vezes penso que nós não ensinamos o nosso povo a adorar"

“Sim, os ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar.... A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. E aproveito, hoje, vocês, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: mah, ensinem o povo a adorar em silêncio, adorar”. 

“Mas, somente, podemos chegar lá com a memória de termos sido eleitos, de ter dentro do coração uma promessa que nos impele a seguir e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração” 

 “adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”: 

“Nos fará bem hoje, tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa””.  


Papa Francisco

Conclamação a toda Militancia de todos os Movimentos de Trabalhadores Rurais de todo Brasil


Caros companheiros e companheiras,

Nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2018, dando continuidade ao processo de construção do CAMPO UNITARIO de todos os movimentos de trabalhadores rurais que existem no Brasil, nos reunimos na Escola Nacional Florestan Fernandes, para avaliar a conjuntura do nosso país, a partir do olhar dos povos do campo, das aguas e da floresta e definir encaminhamentos e ações conjuntas que possam fortalecer a nossa unidade e responder aos desafios impostos á classe trabalhadora.

A conjuntura revela o brutal ataque do capital nacional e internacional que se vale do poder judiciário, executivo e legislativo para, aprofundar o golpe contra a democracia, retirando direitos e conquistas do povo e criminalizando as lutas e @s lutador@s. Neste contexto, destaca-se a grande ofensiva das setores conservadores, em especial no Judiciário e na Midia,  para impedir o direito de Lula ser candidato nas próximas eleições gerais.

Neste cenário os golpistas querem se apropiar da terra, agua, alimentos, sementes, biodiversidade, petróleo e territórios ferindo a nossa soberania nacional, aumentando os desafios e exigindo o fortalecimento das nossas lutas e ampliação da unidade da classe trabalhadora para atuar no sentido de enfrentar, confrontar e não se isolar.

Diante destas analises e dado o grau de enfrentamento que as mesmas apontam, as organizações que compõem o campo unitario dos trabalhadores rurais, definiram e se comprometeram com os seguintes encaminhamentos, desafios e agendas de lutas para 2018:


I-                   COMPROMISSOS COLETIVOS COM A FRNETE BRASIL POPULAR

Nos somamos com a avaliação politica realizada em recente plenária nacional da FBP, da qual participamos, que coloca como centro de nossos esforços nesse quadrante da luta de classes,:

1-      A luta contra a reforma da previdência- Nenhum direito a menos.

2-      A Luta por eleições livres e democráticas, - como direito de Lula ser candidato.

3-      A luta em defesa da vida e dos direitos das mulheres.

4-      Avançar no debate e construção de um programa popular, unitário para o Brasil.

 

II-              Compromissos a curto Prazo

1.      Participar ativamente de todas as formas possíveis, priorizando nossas atividades na jornada nacional de lutas, definida pelas centrais sindicais e pela FBP, na semana de 19 a 23 de fevereiro, próximo.

2.      Pensar numa ação unitária no dia 19 de fevereiro em Brasília – contra a reforma da previdência.   (Haverá mobilizações simbólicas também no ABC, no Rio de janeiro).

3.      Naquela semana realizar manifestações em todos os municípios (câmara de vereadores, fóruns, bancos, emissoras, e residências dos parlamentares que promovem a reforma da previdência);

4.      Elaborar panfletos e materiais de comunicação unitários nos temas: terra, água, alimentos, direitos, previdência e encontrar as formas mais massivas possíveis para divulgação.  Utilizando programas de radio, e nossos jornais. (como o Brasil de fato);

5.      Nos somarmos as iniciativas e brigadas da FBP, nas campanhas de pichação e panfletagem para denunciar a situação.

6.      Se houver prisão de Lula, iniciar uma greve de fome massiva em todos os municípios, em lugares simbólicos como igrejas e Fóruns da cidade.

7.      Ser mais criativo nas ações para cativar o povo, de forma didática e com simbologias que denunciem a situação atual.

8.      Difundir o abaixo assinado em defesa da eleição de Lula e da democracia, que já tem 200 mil assinaturas de personalidades. Agora precisamos popularizar.

9.      Planejar uma ação massiva contundente no Nordeste em defesa de Lula

10.  Articular manifestações nos aeroportos das capitais para pressionar os deputados que viajam a Brasília, nos dias 18 e 19 de fevereiro.

11.  Planejar uma jornada de luta unitária de todos os movimentos de trabalhadores do campo, para o final de abril/18, com a pauta do campo.


III-             NOSSA PARTICIPAÇÃO NO 08 de Março

1.Garantir a mobilização das mulheres do campo,  no maior número possível de municípios.   E contribuir com as mobilizações unitárias programadas para as capitais e grandes cidades.

2.Unificar a palavra de ordem “Mulheres contra o capital: em defesa da democracia e da soberania nacional”.

 

IV-              Semana do 17 de março – luta pela água

1.Construir grandes ações de massa regionais, em defesa ao direito à agua e denuncia das empresas:

a)Marcha em MG – Mariana a Belo Horizonte

b)Vale – Rio de Janeiro

c)Vale – Paraubebas

d) Correntina – BA

2. O MAB vai realizar a jornada de luta dos atingidos por barragens.


V-                  FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas

1.Concentração massiva em Brasília, durante a realização do FAMA (17 a 22 de março). Realizar um Juri popular para julgar as empresas que se apropriam das águas

2.Dialogar com a bancada de esquerda no congresso para ver diversas ações a realizar- se no parlamento, sobretudo no Senado, como audiências públicas,etc.


VI-                         ATIVIDADES DO MÊS DE ABRIL

1.      Participar do seminário nacional de preparação das semanas sociais da CNBB. Dias 4 e 5 de abril em Brasilia.

2.      Participar da construção dos encontros regionais do ENA – Encontro Nacional de Agroecologia

3.      Participar e apoiar o acampamento “Terra Livre” dos povos indígenas em brasilia,  dias 23 a 26 de abril.

4.      Debater nas nossas instancias desde logo, para construir uma Jornada unitária dos de todos trabalhadores  rurais –a nível nacional, na ultima semana de abril.


VII-                  Atividades a realizar- se no Mês de maio

1.      Participar das mobilizações do dia primeiro de maio, dia do trabalhador.

2.      Fórum Nacional das Cidades de 22 a 24 – SP

3.      Organizar uma mobilização massiva contra o judiciário que vai reunir toda sua cúpula, com empresários e rede globo, em Maceió- dia 25 de maio.

4.      Ajudar a articular com nossos operadores do direito para que participem do seminário internacional da assoiaçao dos juristas pela democracia.(25 a 27 de maio). 

5.      Participação no Encontro nacional de agroecologia-ENA, de 30 de maio a 1º de junho em BH no parque da cidade

VIII-  Atividades a realizarem-se no Médio Prazo

1.      Ficar atento as pautas de julgamento no STF,  que atacaa os direitos dos trabalhadores, que devem ser julgadas nos próximos meses.

2.      Realizar Audiência pública na Câmara dos deputados, para discutir a questão da CNTbio. Já acordada com deputado Tato, presidente da comissão.

3.      Organizar um Seminário Nacional para discutir os desmandos do Judiciário – 2ª Semana de junho

4.      Mobilização Nacional  dos pescadores – 29 de junho

5.      Planejar o II encontro nacional unitário dos trabalhadores rurais em novembro- 2018- em Brasilia.

6.      Pautar de forma permanente a tema da segurança e da violência no campo, contra os trabalhadores.
 

IX-              Atividades  relacionadas com o processo do Congresso do Povo organizado pela FBP:

1.Envolver os formadores dos Movimentos do campo nos estados para que contribuam nessa em preparação ao Congresso, que terá como calendário: primeira quinzena de março, seminários estaduais de preparação; segunda quinzena de março planejamento das atividades nos  municípios.  Maio realização dos congressos do povo, no maior numero possível de municípios do interior.  Junho realização dos congressos estaduais, e final de julho o congresso do povo nacional, a realizar-se noMaracanã, Rio de janeiro.

2.Garantir a realização do congresso do povo no maior número de municípios possíveis.

3.Nos  debates dos  Congresso do Povo inserir os temas da água, terra, alimentos e reforma agrária.

 
X-            RECOMENDAÇÕES DE NOSSA ORGANICIDADE

1.      Construir e garantir a unidade de todos os movimentos de trabalhadores rurais repetindo esse processo nacional, em todos estados e no maior numero possível de municípios.

2.      Que a plenária nacional seja representativa dos dirigentes de todas as organizações e também trazer representantes dos estados e devemos nos manter articulados e garantir  reuniões a cada dois ou máximo tres meses a nível nacional.

3.      Próxima reunião dia 03 de abril, das 9-17 hs, em Brasilia, possivelmente na CONTAG.

 O coletivo da plenária nacional de todos os movimentos do campo, esperamos que essa circular seja difundida e debatida entre toda militância que atua no campo, de forma urgente, para que possamos dar encaminhamentos a todos os acordos realizados.

Saudações fraternais,

Firmes na Luta, com nosso povo!

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2018.

02 fevereiro, 2018

Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU!

Leia a versão resumida do estudo (em português) AQUI

Leia a o estudo completo (em Inglês) AQUI 


A conclusão do estudo que analisou 29 países — entre desenvolvidos e em desenvolvimento — mostrou que o Brasil está no grupo de cinco nações em que a parcela mais rica da população recebe mais de 15% da renda nacional. O 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do país, nível bem acima da média internacional.

A reportagem foi publicada por ONU Brasil, 01-02-2018.

A conclusão é de estudo dos pesquisadores Pedro Herculano Guimarães e Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), publicado recentemente pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD).

Com base nos dados de Imposto de Renda referentes ao período de 2006 a 2014, os autores do estudo “The concentration of income at the top in Brazil” (a concentração de renda no topo da pirâmide no Brasil, em tradução livre) mostram que a desigualdade não diminuiu no país nos oito anos analisados, diferentemente do apontado por pesquisas domiciliares.

“Quase nada mudou no que se refere à concentração de renda no topo da pirâmidedurante o período analisado”, disseram os pesquisadores.

“Embora as diferenças metodológicas não nos permitam dar um ranking oficial e definitivo de países, as evidências disponíveis mostram claramente que o Brasil está entre os mais desiguais, muito à frente da maioria dos outros países”, afirmou a conclusão do estudo.

Os pesquisadores atribuem a diferença de resultados na comparação com as pesquisas domiciliares aos ganhos de capital, mais bem detectados pelas declarações de Imposto de Renda.

Segundo eles, a desigualdade de renda no Brasil é preocupante, uma vez que está muito acima dos padrões internacionais. A proporção do total da renda recebida pelo 1% mais rico da população fica entre 5% e 15% em 24 dos 29 países analisados, um grupo heterogêneo que inclui Holanda e Uruguai. Apenas cinco países — Brasil, África do Sul, Argentina, Colômbia e Estados Unidos — estão acima desse nível. No Brasil, a concentração da renda nas mãos do 1% mais rico é o dobro da média geral.

“O Brasil só atingirá níveis moderados de desigualdade, como os da Europa, se a concentração de renda no topo diminuir dramaticamente”, disseram os pesquisadores. “Isso demandará políticas que promovam tanto o rápido crescimento da renda dos mais pobres como a direta redistribuição (da renda) do topo”.

Os resultados ressalvam que, de fato, houve alguma redistribuição de renda entre as camadas intermediárias da população brasileira, mas a desigualdade se manteve estável entre os setores mais ricos e mais pobres. Como a renda continua muito concentrada no topo, não houve uma diminuição significativa da desigualdade nesse período, concluíram.

Os pesquisadores criticam os incontáveis exemplos de ações estatais tomadas no sentido oposto à redução da desigualdade de renda nesses países, tais como aposentadorias generosas para funcionários públicos, a baixa participação da tributação direta na carga tributária bruta e o acesso privilegiado a crédito público subsidiado.

“A experiência histórica mostra que buscar o crescimento a todo custo e esperar que ele resolva todos os nossos problemas distributivos não funcionou no passado e dificilmente funcionará no futuro”, declararam.

Leia a versão resumida do estudo (em português) AQUI
Leia a o estudo completo (em Inglês) AQUI

Oração

"Senhor, confirma a minha fé e a minha fidelidade. Dá-me a coragem e a fortaleza de João Batista para dar testemunho de Ti diante do mundo, que pretende ignorar-Te e caminhar fora da tua Lei. Que, perante as dificuldades e as oposições, saiba manter-me coerente e fiel à tua vontade. Que, diante da fraqueza dos Herodes, do oportunismo das Herodíades, e da superficialidade das Salomés, saiba manter-me do lado de João Batista, do lado da vida. Que não dê mais valor à minha cabeça do que à tua palavra de vida. Amém."

Fonte: Dehonianos

31 janeiro, 2018

As/Os Indígenas e as CEBs - 14º Intereclesial das CEBs

As/Os Indígenas e o CIMI expressam o que foram para eles o intereclesial e a importância das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) para eles.



“Os índios precisam de aliados e é no povo das CEBs que os índios tem que buscar. Porque as mulheres e os homens que conhecemos nesses dias tem um coração bom, lutam pela causa dos mais pobres e são teimosos como nós.” (Josias Kaingang, do RS).

“é dessa gente que nós precisamos e poderíamos ter conhecido antes”! (Os Kaingang de Laranjeiras do Sul).

O estilo de vida das CEBs se parece muito com a maneira do povo Mundurucu viver, disse uma senhora Mundurucu.

Os Guarani, que conservam uma tradicional e profunda espiritualidade, ficaram encantados com as liturgias, os momentos de oração.

Fonte: carta do CIMI-SUL
Site CEBs do Brasil

Oração


"Senhor, suscita em mim a atitude da verdadeira fé. Perdoa o meu orgulho, os meus preconceitos, que me impedem tantas vezes de Te reconhecer e reconhecer a tua acção à minha volta. Pretendo controlar os acontecimentos e escandalizo-me quando as coisas não correm conforme as minhas previsões.
Muitas vezes penso que estás longe, que não me escutas. Mas sou eu que ando afastado de Ti e surdo às tuas palavras. Por isso, não podes fazer prodígios em meu favor. Não podes perdoar-me, porque não reconheço o meu pecado.
Vem, Senhor, em meu auxílio. Eu sei que estás perto, que me queres surpreender com as tuas palavras e com as tuas iniciativas maravilhosas. Que me encontres atento e disponível. Amém."

Fonte: Dehonianos

30 janeiro, 2018

O mais profético dos proféticos intereclesiais das CEBs! (Lucimar Moreira Bueno)

Segue um pequeno texto que escrevi


O mais profético dos proféticos intereclesiais das CEBs! (Lucimar Moreira Bueno)

Com o tema CEBs e os desafios do mundo urbano, iluminado pelo lema “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7), a certeza que o nosso Deus se mostra como libertador; presente e agindo na história.

Foi lindo vislumbrar a semente das CEBs com o casal de Emaus, ícone das primeiras comunidades: caminho – casa – mesa – missão.

O testemunho do apóstolo Paulo, Saulo que se tornou Paulo no caminho de Damasco, perseguia Jesus e experimentou o chamado á vocação profética e a vive anunciando a Boa Notícia de Jesus no mundo da cultura de cidade, grandes cidades, e cidades cheias de problemas, cheia de pobreza, cheia de pessoas que dominavam sobre as outras.

Para Paulo, se os pequenos vão se juntando em torno da fé em Jesus Cristo, vão acreditando no amor de nosso Deus por eles, então nosso Deus vai dando força e o apóstolo acreditou muito nisso.

Segundo a Missionária de Maria, Tea Frigerio uma das assessoras do intereclesial, Paulo aprendeu a escutar o clamor que sai das periferias da cidade, aprendeu a formar comunidades: 1) Conhecer a realidade, se enxertar na cidade; 2) começar fora da porta da cidade, na periferia, no mundo dos pobres, das mulheres, dos trabalhadores, dos escravos; 3) Optar para trabalhar: se sustentar, se inserir no mundo dos trabalhadores manuais; 4) Escutar  grito que sai da margem, dos emarginados, dos que não contam; 5) Anunciar Jesus Cristo: Cruz e Ressurreição; 6) Animar: sustentar a resistência das comunidades; 7) Apreender uma nova linguagem: ser um profeta apocalíptico. Os profetas convidam a entrar na luta. Os apocalípticos animam a permanecer, a resistir na luta. A apocalíptica é fruto da teimosia da fé dos pobres.

Foi bonita as palavras do assessor Pe. Manoel de Godoy da Arquidiocese de Belo Horizonte ao dizer que para produzir algum movimento rumo á transformação de uma situação que detectamos necessitada de mudanças profundas o ver, ouvir, descer e libertar precisam andar juntos.

Foi motivador ver as CEBs sendo confirmadas como sendo a porta da igreja que se abre para acolher o que vem de fora, da rua, das favelas, das periferias, dos grandes centros, do rural para assim sair para fora, ir a onde há sofrimento, onde há escravidão, onde a vida esta sendo descartável para estar juntos aos movimentos, sindicatos, de pessoas e das organizações que lutam para transformar essa triste realidade, para transformar a sociedade que descarta e exclui e gera morte.

A certeza que para haver mudança, para que a justiça, a paz e a integridade da casa comum aconteçam é preciso a conscientização, a organização popular e a formação, e assim superar a situação de alienação e descontrole da informação e como os donos da riqueza e do poder reforçam sua posição é preciso organizar e unir quem partilha o mesmo projeto tendo em vista ações conjuntas, é preciso dosar as forças.  É preciso retomar o método da Formação na Ação, que implica a reflexão em grupo sobre a prática do mesmo grupo. É o método ver, julgar e agir ao qual se acrescentou o celebrar conforme a análise de conjuntura apresentada por Pedro. A. Ribeiro de Oliveira.

Sobre as acusações às CEBs nesse intereclesial, quero acreditar que infelizmente por desconhecer a realidade ou por onda da intolerância absurda que parece estar envolvendo e conduzindo muitas pessoas.  “Espero que aqueles que acusam as lideranças das CEBs de ideologia também sejam atentos e abertos à autocrítica com suas próprias ideologias.” (Pe. Genivaldo Ubinge).

Precisamos experimentar os desafios, experimentar as cidades como lugar de desigualdade; lugar de opressão; lugar de descarte de pessoas, nas quais as pessoas se tornam invisível a muitos olhos; lugar de violência nas quais muitas vezes nos sentimos até ameaçados. Experimentar para conhecer, fazer parte e transformar.

Más também, experimentar as cidades como espaço de convivência, de aproximação, pela sua diversidade e pluralidade das idéias. De vida na cidade nos enriquecemos se conseguirmos vivermos uma cultura de encontros. Assim nós temos idéias e sentimentos bons sobre a cidade.

Celebrar à alegria de sabermos que o nosso Deus escuta o nosso clamor, o clamor do povo que sofre opressões, e Ele desce para estar junto, para caminhar junto. Para mostrar o caminho. Celebrar a alegria da certeza que podemos marcar nossas cidades e campos com a presença de nosso Deus, e assim, construir o Reino de Deus.

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O 14º Intereclesial das CEBs, aconteceu em Londrina de 23 a 27 de janeiro de 2018, com 3.300 participantes, sendo esses representantes das Comunidades católicas e de outras Igrejas Cristãs, de povos originários e tradicionais de todas as regiões do nosso País, da América Latina e da Europa.