21 fevereiro, 2018

A população mundial por grupos de países: 1950-2100, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

"Na revisão de 2010, a população mundial chegaria a 9,3 bilhões de habitantes em 2050 e de 10,1 bilhões de habitantes em 2100. Na revisão 2017, os números para a população total subiram mais ainda, para 9,8 bilhões em 2050 e 11,2 bilhões em 2100." 



O  artigo é de  José Eustáquio Diniz Alves, publicado por  EcoDebate , 21/02/2018.

A Divisão de População da ONU divulgou, em 21 de junho de 2017, a atualização dos cenários das projeções populacionais para todos os países e regiões. Na revisão de 2010, a população mundial chegaria a 9,3 bilhões de habitantes em 2050 e de 10,1 bilhões de habitantes em 2100. Na revisão 2017, os números para a população total subiram mais ainda, para 9,8 bilhões em 2050 e 11,2 bilhões em 2100.

O motivo da diferença está na redução mais lenta das taxas de fecundidade nos países de renda média (menos desenvolvidos) e baixa (muito menos desenvolvidos). Na revisão de 2010 da UN/ESA, a projeção da população em 2100 dos países desenvolvidos era de 1,33 bilhão, dos países menos desenvolvidos de 6,1 bilhões e dos países muito menos desenvolvidos de 2,7 bilhões. Na revisão 2017, os números passaram para 1,28 bilhão, 3,2 bilhões e 6,7 bilhões, respectivamente, conforme mostra o gráfico acima.

Ou seja, a população dos países desenvolvidos, com 1,26 bilhão de habitantes em 2017, deve ficar praticamente estável até 2100 (mesmo recebendo imigrantes dos países mais pobres). Em compensação, as projeções para os países não desenvolvidos indicam um aumento maior do que o previsto anteriormente. Isto porque as taxas de fecundidade não estão caindo no ritmo projetado anteriormente.

A população mundial em 2017 foi estimada em 7,6 bilhões de habitantes e projetada para 8,6 bilhões em 2030. O mundo terá mais 1 bilhão de habitantes nos próximos 13 anos e praticamente a totalidade deste incremento vai ocorrer nos países menos desenvolvidos (renda média) ou muito menos desenvolvidos (renda baixa).
O gráfico abaixo mostra que a população dos países desenvolvidos representava 32,1% do total em 1950 e deve cair para 11,5% em 2100. O percentual dos países menos desenvolvidos (renda média) deve se manter praticamente estável em torno de 60%. O percentual dos países muito menos desenvolvidos (renda baixa) vai subir de 7,7% do total populacional de 1950 para 28,6% em 2100.


O maior crescimento demográfico do século XXI deve ocorrer no grupo dos países mais pobres. O mundo caminha para uma situação em que os países desenvolvidos vão ter que enfrentar os problemas decorrentes do envelhecimento populacional, enquanto os países pobres, especialmente da África Subsaariana, vão ter que enfrentar os problemas decorrentes da “bolha de jovens” com poucas oportunidades de educação e emprego. A migração poderia ser uma solução parcial, mas dificilmente o fluxo de pessoas conseguirá romper as barreiras da xenofobia e das dificuldades de integração de populações com características econômicas, sociais e culturais tão diversas. A crise migratória do Mediterrâneo deve se agravar ao longo do século.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que existam 225 milhões de mulheres sem acesso aos métodos de regulação da fecundidade. Isto quer dizer que é grande o número de gravidez indesejada, especialmente entre as pessoas mais pobres e mais necessitadas. Nem os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) e nem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) realizaram os devidos esforços para universalizar o acesso à saúde sexual e reprodutiva.

O mundo de hoje, com 7,6 bilhões de habitantes, já tem uma Pegada Ecológica 68% maior do que a biocapacidade da Terra e já ultrapassou 4 das 9 fronteiras planetárias, segundo metodologia do Stockholm Resilience Centre. O aquecimento global e a degradação dos ecossistemas agravam as perspectivas para as próximas décadas. Um acréscimo de quase 4 bilhões de habitantes nos próximos 83 anos vai colocar um grande desafio para a humanidade, que terá de garantir qualidade de vida para toda esta população, sem comprometer ainda mais as condições do meio ambiente e a garantia dos direitos da biodiversidade.

Melhor seria se o mundo tivesse no caminho do decrescimento demoeconômico. Com menos pessoas e menor consumo a Pegada Ecológica poderia ficar em equilíbrio com a biocapacidade do Planeta e a humanidade poderia respeitar as fronteiras planetária e viver harmoniosamente dentro da comunidade biótica, evitando a 6ª extinção em massa das espécies. A Terra seria um lugar melhor com menos gente e mais biodiversidade.

Referências:

UN Population Division (2017). World Population Prospects: The 2017 Revision
https://esa.un.org/unpd/wpp/

Classification of countries by region, income group and subregion of the world
https://esa.un.org/unpd/wpp/General/Files/Definition_of_Regions.pdf

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

20 fevereiro, 2018

31ª Romaria da Terra do Paraná

“O FRUTO DA JUSTIÇA SERÁ A PAZ” (IS32,17)



31ª Romaria da Terra do Paraná

“O FRUTO DA JUSTIÇA SERÁ A PAZ” (IS32,17)

Caros irmãos e Irmãs da Caminhada,

A festa nunca termina, para aqueles e aquelas que são propagadores/as da Paz. 

Vimos através desta fazer contato com você agente de pastoral,comunidades, paróquias, dioceses para anunciar nossa 31ª Romaria da Terra do Paraná. A ser realizada dia 19 de agosto de 2018, em Barbosa Ferraz, Diocese de Campo Mourão.

Esse ano sob o contexto das ameaças sistemáticas da violência dos despejos dos acampamentos é que celebraremos o Deus que acampou entre nós e anuncia a todos e todas a Paz na terra aos homens e mulheres por ele amados.

Para bem celebrar nosso encontro de romeiros e romeiras da terra, refletiremos sob a Luz do Lema “Com direito e justiça, a paz supera a violência no campo”.

Desde já estamos convidando e convocando para que coloque em sua agenda, e inicie a motivação, mobilização e organização das caravanas de seu grupo, sua pastoral, paróquia, diocese e organizações/movimento sociais e populares. Para juntos celebrar nossa esperança de que “a prática da justiça”, resultará em tranquilidade e segurança duradoura em todos” os acampamentos”. E o povo, então passará a viver em ambiente feliz moradias
(terra) seguras e tranquilas. (cf Is 32,17-18). 

E que não haja nenhuma família camponesa sem terra, porque “vós sois todos irmãos” e, tens parte dessa herança.

Fraternalmente,


Pe. Dirceu Luiz Fumagalli
Juvenal José Rocha
Coordenação da Comissão Pastoral da Terra no Paraná.

Aprender a desaprender!


“Desaprendamos para aprender aquela graça que tornará possível a vida dentro de nós. Desaprendamos para aprender até que ponto Deus é a nossa raiz, o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa contemplação, a nossa companhia, a nossa palavra, o nosso segredo, a nossa escuta, a nossa água e a nossa sede”.

José Tolentino de Mendonça (sacerdote português)

Oração


"Ó Jesus, Tu és a Palavra feita carne, a palavra eficaz, enviada pelo Pai à terra e que a Ele voltas depois de teres realizado o seu projeto de amor e salvação em favor da humanidade. Por isso, as tuas palavras estão carregadas de extraordinário poder.
Tu ensinas-nos a dizer: «Pai-nosso». Infunde em nós o teu Espírito Santo, para que o digamos com os sentimentos e as disposições que tinhas no teu próprio Coração. Aumenta em nós o amor filial e confiante no Pai, e o amor generoso e cheio de compreensão e misericórdia para com os irmãos.
Que a tua palavra fecunde o nosso árido coração e o faça produzir frutos de vida nova, e pão de amor, compaixão e perdão que sacie todos quantos encontrarmos nos caminhos da vida. Amém."

Fonte: Dehonianos

18 fevereiro, 2018

Mais uma Afilhada!

Mais uma Afilhada! 
A surpresa na tampa da caixinha!
Ela chegou com um presente e disse:
Lu é para você.
Ao abrir a caixinha bombom...
Quando vi a parte interna da tampa da caixinha  o pedido para ser sua madrinha do Sacramento da Crisma.
Nossa...quase chorei.
Ela pertence a Paróquia São Mateus  Apóstolo de Maringá.  A celebração do Sacramento será em maio.
Essa linda gatinha, Karla Heloisa, minha sobrinha e agora afilhada também.



16 fevereiro, 2018

Oração


"Senhor Jesus, infunde em mim o teu Espírito, que seja o meu guia neste tempo da Quaresma. Quero comungar no teu jejum para estar unido a Ti, para Te experimentar como o Esposo desejado. Aumenta em mim o sentido esponsal da vida cristã. Ensina-­me a jejuar de quanto me faz esquecer de Ti, de quanto me afasta da meditação da tua Palavra, de quanto me leva a procurar outros «amantes» e a correr o perigo de Te ser infiel.

Que o meu jejum me abra também ao amor dos irmãos e me faça percorrer o caminho da caridade até amar como Tu amas, até que o meu amor pelos irmãos seja reflexo daquele amor que reina entre Ti, o Pai e o Espírito. Amém."

Fonte: Dehonianos

15 fevereiro, 2018

Biblioteca Online Pedro Casaldáliga


Biblioteca Online Pedro Casaldáliga
Para as/os que tem carinho por Pedro Casaldáliga e da sua obra.




Por ocasião dos 90 anos do autor, tome conhecimento do lançamento do novo portal online com toda sua bibliografia, disponível para todos os públicos de forma gratuita, atendendo ao pedido de Pedro.

Livros, artigos, poemas e outros muitos conteúdos do autor estão sendo incorporados ao portal, para que toda sua obra fique garantida de forma permanente durante algumas décadas.

Acessar é muito fácil: todos os conteúdos estão reunidos na plataforma "Academia.edu" e Pedro Casaldáliga tem seu próprio site ali. 

Você pode ver os títulos, fazer download e comentá-los online com outros interessados. 

Você pode ser seguidor (follow – segue) do portal e receber notícias. 

No próximo dia 16 de fevereiro Pedro completa 90 anos e a melhor forma de celebrar esta data é ler e comentar sua obra.

Divulgue esta grande notícia e comunique este portal em suas redes sociais e publicações, assim como à todas as pessoas interessadas em sua obra.
Visite a biblioteca online de Pedro.


14 fevereiro, 2018

Mensagem do Papa Francisco aos aos brasileiros por ocasião da CF 2018


Mensagem do Papa Francisco aos aos brasileiros por ocasião da CF 2018

Como caminho de conversão quaresmal, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), todos os anos apresenta a Campanha da Fraternidade.

Um caminho pessoa, familiar, comunitário e social que nos guia ao nosso Deus, a salvação.

“Fraternidade e superação da violência” é o tema da Campanha para a Quaresma, em 2018. O Evangelho de Mateus inspira o lema: “ Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Tem como objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”.

De acordo com o Secretário-Geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrichs Steiner, sofremos e estamos quase estarrecidos com a violência. Não apenas com as mortes que aumentam, mas também por ela perpassar quase todos os âmbitos da nossa sociedade. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Hoje, temos corrupção, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Assim, quase aumenta a crença em nossa incapacidade de vivermos como irmãos.

A Campanha será lançada oficialmente nesta Quarta-feira de Cinzas, por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2018 o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente da CNBB, o arcebispo de Brasília, Cardeal Dom Sérgio da Rocha.


Eis na íntegra a mensagem do Papa:


Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

[Franciscus PP.]

Cartaz campanha da fraternidade 2018


Cartaz da CF 2018

O cartaz da campanha da fraternidade 2018 mostra um grupo de pessoas de diferentes idades e etnias de mãos dadas, representando a multiplicidade da sociedade brasileira. Especialmente no Ano do Laicato, que teve início na Igreja no Brasil, no ano passado, dia 26 de novembro de 2016, o convite é para, por meio da CF 2018, refletir sobre a problemática da violência, particularmente em como superá-la.

Segundo o secretário-executivo das Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Luís Fernando da Silva, as pessoas que nele formam um círculo e unem as mãos indicam que a superação da violência só será possível a partir da união de todos. “A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz”, explica.

Oração


"Senhor, que, mais uma vez, me ofereces a graça da Quaresma, tempo favorável, dia de salvação, ajuda-me a vivê-lo no segredo onde me vês, me amas e me esperas. Sei que as coisas exteriores têm a sua importância. Mas quero vivê-Ias na tua presença. Gostaria de fazer muitas obras de penitência durante este tempo. Mas, se fizer poucas, que sejam no teu amor, o que é mais importante do que fazer muitas para atrair a admiração e a estima dos outros. Quero fazer o que puder na oração, na mortificação, na caridade fraterna; mas quero fazê-lo na humildade e na sinceridade diante de Ti. Infunde em mim o teu Espírito Santo que me conduza e guie pelo deserto da penitência, durante esta Quaresma. Amém."

Fonte: Dehonianos

09 fevereiro, 2018

Hino oficial da Campanha da Fraternidade 2018 (legendado)

Papa: o pecador pode se tornar santo; o corrupto, não


Na missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou de Davi e Salomão e advertiu para os riscos do "enfraquecimento do coração".

Davi é santo, mesmo que tenha sido um pecador. O grande Salomão é um corrupto e o Senhor o rejeitou. O Papa Francisco concentrou a sua homilia desta quinta-feira (08/02), na capela da Casa Santa Marta, sobre este aparente paradoxo.

A leitura proposta pela liturgia, extraída do primeiro Livro dos Reis, fala de Salomão e de Davi. “Ouvimos algo um pouco estranho”, comentou o Papa: “o coração de Salomão não permaneceu íntegro com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai”. E explica que é estranho porque de Salomão não conhecemos que tenha cometido grandes pecados, era sempre equilibrado, enquanto de Davi sabemos que teve uma vida difícil, que foi um pecador.

E mesmo assim Davi é santo e de Salomão se diz que o seu coração se “desviou do Senhor” para seguir outros deuses. Ele que havia sido louvado pelo Senhor quando pediu a prudência para governar ao invés das riquezas. Como se explica isso, se questionou o Papa. É porque Davi sabe que pecou e toda vez pede perdão, enquanto Salomão, de que todos falavam bem e que também a Rainha de Sabá quis encontrá-lo, tinha se afastado do Senhor, mas sem perceber.

E aqui está o problema do enfraquecimento do coração. Quando o coração começa a se enfraquecer, não é como uma situação de pecado: você comete um pecado e percebe imediatamente: “Eu cometi este pecado”, é claro. O enfraquecimento do coração é um caminho lento, que escorrego pouco a pouco, pouco a pouco, pouco a pouco… E Salomão, adormecido na sua glória, na sua fama, começou a percorrer este caminho.

Paradoxalmente, “é melhor a clareza de um pecado do que o enfraquecimento do coração”, afirmou Francisco, o grande Rei Salomão “acabou corrupto: tranquilamente corrupto, porque seu coração tinha se enfraquecido.”

E um homem e uma mulher com o coração fraco, ou enfraquecido, é uma mulher, um homem derrotado. Este é o processo de muitos cristãos, muitos de nós. “Não, eu não cometo pecados graves.” Mas como é o seu coração? É forte? Permanece fiel ao Senhor ou você escorrega lentamente?

O drama do enfraquecimento do coração pode acontecer a todos nós na vida. Que fazer então? E Francisco respondeu: “Vigiar. Vigiar o seu coração. Vigiar. Todos os dias, estar atento ao que acontece no seu coração” e depois concluiu:

Davi é santo. Era pecador. Um pecador pode se tornar santo. Salomão foi rejeitado porque era corrupto. Um corrupto não pode se tornar santo. E à corrupção se chega por aquele caminho do enfraquecimento do coração. Vigilância. Todos os dias vigiar o coração. Como é o meu coração, a relação com o Senhor. E saborear a beleza e a alegria da fidelidade.


Fonte: Vatican News

07 fevereiro, 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018


Divulgada a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018 

O texto foi inspirado no Evangelho de Mateus «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12). 
 
O Papa Francisco adverte para as inúmeras formas que os falsos profetas podem assumir. 


Podem ser “encantadores de serpentes”, ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde querem. 


Segue a mensagem: 


MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2018

«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)


Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]

Que fazer?

Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.
Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos

Francisco

________________________________

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.

[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).

[3] «É curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação. Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas; enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).

[4] Nn. 76-109.

[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.

[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.

[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.

05 fevereiro, 2018

Adoração se faz em silêncio!


Adoração se faz em silêncio!

“adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”

"Tantas vezes penso que nós não ensinamos o nosso povo a adorar"

“Sim, os ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar.... A oração de adoração, esta que nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. E aproveito, hoje, vocês, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: mah, ensinem o povo a adorar em silêncio, adorar”. 

“Mas, somente, podemos chegar lá com a memória de termos sido eleitos, de ter dentro do coração uma promessa que nos impele a seguir e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração” 

 “adorar em silêncio, com toda a história que trazemos, e pedir: “Escuta e perdoa”: 

“Nos fará bem hoje, tomar um pouco de tempo em oração, com a memória de nosso caminho, a memória das graças recebidas, a memória da eleição, da promessa,  da aliança e procurar se elevar, rumo à adoração, e em meio à adoração, com muita, humildade dizer somente esta pequena oração: “Escuta e perdoa””.  


Papa Francisco

Conclamação a toda Militancia de todos os Movimentos de Trabalhadores Rurais de todo Brasil


Caros companheiros e companheiras,

Nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2018, dando continuidade ao processo de construção do CAMPO UNITARIO de todos os movimentos de trabalhadores rurais que existem no Brasil, nos reunimos na Escola Nacional Florestan Fernandes, para avaliar a conjuntura do nosso país, a partir do olhar dos povos do campo, das aguas e da floresta e definir encaminhamentos e ações conjuntas que possam fortalecer a nossa unidade e responder aos desafios impostos á classe trabalhadora.

A conjuntura revela o brutal ataque do capital nacional e internacional que se vale do poder judiciário, executivo e legislativo para, aprofundar o golpe contra a democracia, retirando direitos e conquistas do povo e criminalizando as lutas e @s lutador@s. Neste contexto, destaca-se a grande ofensiva das setores conservadores, em especial no Judiciário e na Midia,  para impedir o direito de Lula ser candidato nas próximas eleições gerais.

Neste cenário os golpistas querem se apropiar da terra, agua, alimentos, sementes, biodiversidade, petróleo e territórios ferindo a nossa soberania nacional, aumentando os desafios e exigindo o fortalecimento das nossas lutas e ampliação da unidade da classe trabalhadora para atuar no sentido de enfrentar, confrontar e não se isolar.

Diante destas analises e dado o grau de enfrentamento que as mesmas apontam, as organizações que compõem o campo unitario dos trabalhadores rurais, definiram e se comprometeram com os seguintes encaminhamentos, desafios e agendas de lutas para 2018:


I-                   COMPROMISSOS COLETIVOS COM A FRNETE BRASIL POPULAR

Nos somamos com a avaliação politica realizada em recente plenária nacional da FBP, da qual participamos, que coloca como centro de nossos esforços nesse quadrante da luta de classes,:

1-      A luta contra a reforma da previdência- Nenhum direito a menos.

2-      A Luta por eleições livres e democráticas, - como direito de Lula ser candidato.

3-      A luta em defesa da vida e dos direitos das mulheres.

4-      Avançar no debate e construção de um programa popular, unitário para o Brasil.

 

II-              Compromissos a curto Prazo

1.      Participar ativamente de todas as formas possíveis, priorizando nossas atividades na jornada nacional de lutas, definida pelas centrais sindicais e pela FBP, na semana de 19 a 23 de fevereiro, próximo.

2.      Pensar numa ação unitária no dia 19 de fevereiro em Brasília – contra a reforma da previdência.   (Haverá mobilizações simbólicas também no ABC, no Rio de janeiro).

3.      Naquela semana realizar manifestações em todos os municípios (câmara de vereadores, fóruns, bancos, emissoras, e residências dos parlamentares que promovem a reforma da previdência);

4.      Elaborar panfletos e materiais de comunicação unitários nos temas: terra, água, alimentos, direitos, previdência e encontrar as formas mais massivas possíveis para divulgação.  Utilizando programas de radio, e nossos jornais. (como o Brasil de fato);

5.      Nos somarmos as iniciativas e brigadas da FBP, nas campanhas de pichação e panfletagem para denunciar a situação.

6.      Se houver prisão de Lula, iniciar uma greve de fome massiva em todos os municípios, em lugares simbólicos como igrejas e Fóruns da cidade.

7.      Ser mais criativo nas ações para cativar o povo, de forma didática e com simbologias que denunciem a situação atual.

8.      Difundir o abaixo assinado em defesa da eleição de Lula e da democracia, que já tem 200 mil assinaturas de personalidades. Agora precisamos popularizar.

9.      Planejar uma ação massiva contundente no Nordeste em defesa de Lula

10.  Articular manifestações nos aeroportos das capitais para pressionar os deputados que viajam a Brasília, nos dias 18 e 19 de fevereiro.

11.  Planejar uma jornada de luta unitária de todos os movimentos de trabalhadores do campo, para o final de abril/18, com a pauta do campo.


III-             NOSSA PARTICIPAÇÃO NO 08 de Março

1.Garantir a mobilização das mulheres do campo,  no maior número possível de municípios.   E contribuir com as mobilizações unitárias programadas para as capitais e grandes cidades.

2.Unificar a palavra de ordem “Mulheres contra o capital: em defesa da democracia e da soberania nacional”.

 

IV-              Semana do 17 de março – luta pela água

1.Construir grandes ações de massa regionais, em defesa ao direito à agua e denuncia das empresas:

a)Marcha em MG – Mariana a Belo Horizonte

b)Vale – Rio de Janeiro

c)Vale – Paraubebas

d) Correntina – BA

2. O MAB vai realizar a jornada de luta dos atingidos por barragens.


V-                  FAMA – Fórum Alternativo Mundial das Águas

1.Concentração massiva em Brasília, durante a realização do FAMA (17 a 22 de março). Realizar um Juri popular para julgar as empresas que se apropriam das águas

2.Dialogar com a bancada de esquerda no congresso para ver diversas ações a realizar- se no parlamento, sobretudo no Senado, como audiências públicas,etc.


VI-                         ATIVIDADES DO MÊS DE ABRIL

1.      Participar do seminário nacional de preparação das semanas sociais da CNBB. Dias 4 e 5 de abril em Brasilia.

2.      Participar da construção dos encontros regionais do ENA – Encontro Nacional de Agroecologia

3.      Participar e apoiar o acampamento “Terra Livre” dos povos indígenas em brasilia,  dias 23 a 26 de abril.

4.      Debater nas nossas instancias desde logo, para construir uma Jornada unitária dos de todos trabalhadores  rurais –a nível nacional, na ultima semana de abril.


VII-                  Atividades a realizar- se no Mês de maio

1.      Participar das mobilizações do dia primeiro de maio, dia do trabalhador.

2.      Fórum Nacional das Cidades de 22 a 24 – SP

3.      Organizar uma mobilização massiva contra o judiciário que vai reunir toda sua cúpula, com empresários e rede globo, em Maceió- dia 25 de maio.

4.      Ajudar a articular com nossos operadores do direito para que participem do seminário internacional da assoiaçao dos juristas pela democracia.(25 a 27 de maio). 

5.      Participação no Encontro nacional de agroecologia-ENA, de 30 de maio a 1º de junho em BH no parque da cidade

VIII-  Atividades a realizarem-se no Médio Prazo

1.      Ficar atento as pautas de julgamento no STF,  que atacaa os direitos dos trabalhadores, que devem ser julgadas nos próximos meses.

2.      Realizar Audiência pública na Câmara dos deputados, para discutir a questão da CNTbio. Já acordada com deputado Tato, presidente da comissão.

3.      Organizar um Seminário Nacional para discutir os desmandos do Judiciário – 2ª Semana de junho

4.      Mobilização Nacional  dos pescadores – 29 de junho

5.      Planejar o II encontro nacional unitário dos trabalhadores rurais em novembro- 2018- em Brasilia.

6.      Pautar de forma permanente a tema da segurança e da violência no campo, contra os trabalhadores.
 

IX-              Atividades  relacionadas com o processo do Congresso do Povo organizado pela FBP:

1.Envolver os formadores dos Movimentos do campo nos estados para que contribuam nessa em preparação ao Congresso, que terá como calendário: primeira quinzena de março, seminários estaduais de preparação; segunda quinzena de março planejamento das atividades nos  municípios.  Maio realização dos congressos do povo, no maior numero possível de municípios do interior.  Junho realização dos congressos estaduais, e final de julho o congresso do povo nacional, a realizar-se noMaracanã, Rio de janeiro.

2.Garantir a realização do congresso do povo no maior número de municípios possíveis.

3.Nos  debates dos  Congresso do Povo inserir os temas da água, terra, alimentos e reforma agrária.

 
X-            RECOMENDAÇÕES DE NOSSA ORGANICIDADE

1.      Construir e garantir a unidade de todos os movimentos de trabalhadores rurais repetindo esse processo nacional, em todos estados e no maior numero possível de municípios.

2.      Que a plenária nacional seja representativa dos dirigentes de todas as organizações e também trazer representantes dos estados e devemos nos manter articulados e garantir  reuniões a cada dois ou máximo tres meses a nível nacional.

3.      Próxima reunião dia 03 de abril, das 9-17 hs, em Brasilia, possivelmente na CONTAG.

 O coletivo da plenária nacional de todos os movimentos do campo, esperamos que essa circular seja difundida e debatida entre toda militância que atua no campo, de forma urgente, para que possamos dar encaminhamentos a todos os acordos realizados.

Saudações fraternais,

Firmes na Luta, com nosso povo!

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2018.