19 julho, 2019
O Índice de Pobreza Multidimensional global de 2019 e o aumento da fome no mundo
O conceito tradicional de pobreza precisa ser atualizado e ampliado. Definir os domicílios como ricos ou pobres apenas com base na renda é uma simplificação excessiva.
"Em termos intergeracionais, uma em cada três crianças ao redor do mundo é multidimensionalmente pobre, em comparação com um em cada seis adultos. Isso significa que quase metade das pessoas que vive em pobreza multidimensional – 663 milhões – são crianças, e as crianças mais novas carregam a maior carga da miséria e também da fome e da desnutrição", escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 17-07-2019.
Eis o artigo.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI) lançaram na semana passada o relatório sobre o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019, mostrando que o conceito tradicional de pobreza precisa ser atualizado e ampliado. Definir os domicílios como ricos ou pobres apenas com base na renda é uma simplificação excessiva.
O Índice de Pobreza Multidimensional global de 2019 fornece informações detalhadas para que os formuladores de políticas possam traçar planos para combater a pobreza de forma mais efetiva, pois os pobres não estão uniformemente espalhadas por um país e nem se encontram apenas nos locais de baixa renda.
O IPM global de 2019 traça um quadro detalhado da pobreza para 101 países e 1.119 regiões subnacionais, cobrindo 76% da população global e indo além de medidas simples baseadas na renda para observar como as pessoas vivenciam a pobreza todos os dias.
Os dados mostram que mais de dois terços das pessoas multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média, sendo 94 milhões em países da parte superior do grupo de renda média (upper-middle-income) e 792 milhões em países da parte de baixo do grupo de países de renda média (lower-middle-income). Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda, conforme o gráfico acima.
Segundo divulgação da agência ONU, os resultados mostram ainda que as crianças sofrem mais intensamente com a pobreza do que os adultos e estão mais propensas à privação em todos os 10 indicadores do IPM, com a falta de elementos essenciais como água potável, saneamento, nutrição adequada ou educação primária.
Em termos intergeracionais, uma em cada três crianças ao redor do mundo é multidimensionalmente pobre, em comparação com um em cada seis adultos. Isso significa que quase metade das pessoas que vive em pobreza multidimensional – 663 milhões – são crianças, e as crianças mais novas carregam a maior carga da misériae também da fome e da desnutrição.
A nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado no dia 15 de julho de 2019, mostra que houve aumento global da insegurança alimentar.
O número de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos, em 2005, foi de 947,2 milhões (representando 14,5% do total populacional) e este número caiu para 785,4 milhões (10,6%) em 2015, conforme mostra o gráfico abaixo. Porém, a subnutrição subiu nos últimos três anos e atingiu 821,6 milhões de pessoas (10,8% do total) em 2018. Isto mostra que existe um grande desafio para se alcançar a meta 2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que prevê fome zero até 2030.
A pobreza e a subnutrição acontecem com mais intensidade nos países onde as taxas de fecundidade estão acima do nível de reposição, pois existe uma relação direta entre o maior número de filhos e as carências de renda e acesso à alimentação. A maior incidência e o maior aumento da subnutrição ocorreu exatamente na África Subsaariana (onde a fecundidade é mais alta), que tinha uma taxa de subnutrição de 24,3% em 2005, caiu para 20,9% em 2015 e subiu para 22,8% em 2018.
O surpreendente é que estes dados sobre o agravamento da pobreza e da fomeacontecem em um momento em que existe recuperação e crescimento da economia internacional.
Uma possível recessão no início da década de 2020 e o agravamento das consequências das mudanças climáticas podem aumentar, ainda mais, a insegurança alimentar e o número de pobres no mundo nos próximos anos e décadas.
Referências:
ALVES, JED. Alta fecundidade, fome e biodiversidade, Ecodebate, 17/04/2013
The 2019 global Multidimensional Poverty Index (MPI), UN Development Programme (UNDP)
2019 The State of Food Security And Nutrition In The World: Safeguarding Against Economic Slowdowns and Downturns, FAO, 15/07/2019
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Fonte: IHU
Pobreza Multidimensional
Quase 7,8 milhões de pessoas, 3,8% da população brasileira em situação de pobreza, privados no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados.
Em 2015, 3,8% da população brasileira, o equivalente a quase 7,8 milhões de pessoas, vivia em situação de pobreza multidimensional — isto é, sofria privações no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados. A estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em seu mais recente relatório sobre as múltiplas faces da miséria.
A reportagem é publicada por ONU Brasil, 8-07-2019.
Divulgado neste mês (11), o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) Global 2019 avalia as formas como indivíduos têm condições de vida básicas negadas por causa da miséria. O levantamento analisa o cenário de 101 países, cobrindo 76% da população global. A proposta da pesquisa é superar o viés unidimensional — que adota critérios únicos, como a renda per capita, por exemplo — nas discussões sobre pobreza.
Quanto mais próximo do zero está o IPM, menor é a pobreza multidimensional de uma nação. A taxa expressa o nível de privação vivido por uma sociedade. Para calcular o índice, o PNUD utiliza dez indicadores, divididos em três categorias. Sob a classificação ‘Saúde’, a agência mede a nutrição e a mortalidade infantil. No quesito ‘Educação’, são avaliados os anos de escolaridade e a frequência escolar. Em ‘Padrões de vida’, o organismo investiga dados sobre a disponibilidade de combustível ou energia para cozinhar alimentos, saneamento, água potável, eletricidade, moradia e recursos.
O índice brasileiro foi estimado em 0,016 — o mesmo da China. À frente do Brasil, na América Latina, estão Trinidad e Tobago (0,002), Santa Lucia (0,007), Guiana(0,014) e República Dominicana (0,015).
Para que uma pessoa seja considerada “multidimensionalmente pobre”, ela precisa ter privações em pelo menos um terço dos indicadores — no caso da mortalidade infantil, o que é avaliado é a ausência de uma baixa mortalidade de crianças. Quando privações são observadas em mais da metade dos indicadores, o indivíduo vive em pobreza multidimensional severa.
No Brasil, em 2015, 3,8% da população estava em condição de miséria multidimensional. Desse contingente de brasileiros, em torno de um quarto — 0,9% da população total — foi classificado como em situação de pobreza multidimensional severa.
De acordo com a pesquisa, a mortalidade infantil é o indicador que tem mais influência sobre a taxa do Brasil, respondendo por 49,8% do valor que estima as privações da população. Em seguida, vêm os anos de escolaridade (19,8%) e o acesso a saneamento (11,9%).
Para calcular o índice brasileiro, o PNUD utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) anual de 2015.
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- A fome não deixou de ser um problema no Brasil. A convivência mútua do desperdício com a insegurança alimentar. Entrevista especial com Gustavo Porpino
Fonte: IHU
17 julho, 2019
Os CPCs precisam ser ousados levando o profetismo da CEBs.
Ao aproximar da família aproxima-se da criança, do jovem e dos idosos, dos desafios que as famílias encontram para seguir juntos aos seus, esperanças, perseverança, dor. Os desafios novos tipos de família.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC. Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Catedral, iluminada pelo evangelho de Marcos 6: 31-44, Atos dos Apóstolos 2, Ezequiel capítulo 37 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.
Ao aproximar da família aproxima-se da criança, do jovem e dos idosos, dos desafios que as famílias encontram para seguir juntos aos seus, esperanças, perseverança, dor. Os desafios novos tipos de família.
Precisa despertar que o primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. Motivar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar não baseado em cobranças, mas sim, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.
As Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, precisa estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente das famílias que mais necessitam de “cuidados”, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança. "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é lindo e desafiador.
O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus. Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras. E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.
Os CPCs precisam ser ousados levando o profetismo da CEBs, ato de denúncia da realidade dura, opressora, discriminadora e que nega a vida em sua integralidade, bem como no ato do anúncio de uma vida transformada.
Aos CPCs cabe estar atento a sua realidade local. A frase dita por Jesus aos discípulos hoje ele diz aos CPCs “Vocês é que têm de lhes dar de comer”, daí vem o seu protagonismo, da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do Evangelho.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.
Data da formação: 14 de julho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
15 julho, 2019
12 julho, 2019
11 julho, 2019
A Alegria do Povo de Deus - Rezando com Francisco
"Senhor, nestes tempos de redes virtuais somos desafiados a descobrir e transmitir a mística de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar, em sua presença física que chama e interpela, abraçar o risco do encontro com outro, aceitá-lo como companheiro de estrada, aprender a descobrir Jesus, no seu rosto, na sua voz, nas suas reivindicações.
Senhor, mostra-nos que o que nos cura é a fraternidade mística, contemplativa, que ao mesmo tempo nos chama à comunhão solidária e à humanização.
Ensina-nos uma relação pessoal e comprometida com Deus, que ao mesmo tempo, nos comprometa com os outros, criando vínculos profundos e estáveis.
Não deixemos, Senhor, que nos roubem a comunidade! Amém!"
Fonte:
A Alegria do Povo de Deus - Rezando com Francisco
Orações inspiradas nas palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”
Elaboradas na Comunidade do Retiro das Pedras, Brumadinho, Minas Gerais, Brasil – 2014.
10 julho, 2019
Barco-Hospital Papa Francisco é inaugurado no Brasil
Embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo Papa Francisco.
O atendimento básico de saúde e espiritual a cerca de 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas, no Estado do Pará, ao norte do Brasil, já é uma realidade graças ao Barco-Hospital Papa Francisco que leva médicos e consagrados, de cais em cais, entre as mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios.
Barco-Hospital Papa Francisco: “estamos diante de um milagre”, afirma Dom Bernardo
A embarcação hospitalar inspirada e solicitada pelo próprio Papa Francisco foi inaugurada no último final de semana, em meio à comunidade amazônica do Pará que será beneficiada com o projeto. De fato, 700 mil pessoas que vivem ao longo do Rio Amazonas vão receber atendimento básico à saúde e poderão fazer exames preventivos ao câncer. “Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente”, afirma Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos.
O atendimento básico de saúde e espiritual a cerca de 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas, no Estado do Pará, ao norte do Brasil, já é uma realidade graças ao Barco-Hospital Papa Francisco que leva médicos e consagrados, de cais em cais, entre as mil comunidades ribeirinhas de 12 municípios. No final de semana, em cerimônias oficiais em diferentes paradas, a embarcação hospitalar aportou para ser inaugurada e comemorada pelos brasileiros.
Barco-Hospital foi um pedido do Papa Francisco
Quem embarcou no projeto, inspirado e solicitado pelo próprio Pontífice quando encontrou os frades da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus no Rio de Janeiro, em 2013, foi a diocese de Óbidos, com o apoio dos frades, do Ministério Público do Trabalho de São Paulo e do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Dom Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos e presidente da CNBB Norte 2, e Frei Francisco Belotti, fundador da Fraternidade, estiveram no Vaticano em novembro de 2018 para apresentar o projeto ao Papa. Dom Bernardo explica como nasceu esse sonho:
“Muita gente, sobretudo no interior, já não vai mais para a cidade procurar um médico e fica doente em casa. E, a partir disso, pensamos que poderia ser um barco, que fosse até as comunidades. Se as pessoas não vão até o hospital, o hospital vai até eles. E assim nasceu essa ideia, que se tornou um sonho e que surgiu às margens do Rio Amazonas, olhando pra ele.”
Do sonho à realidade de Dom Bernardo
Como será feito o atendimento
Além dos frades e voluntários, a comitiva que percorre o trajeto hidroviário também é composta pela tripulação da Marinha Mercante e por uma equipe de saúde que reúne religiosas das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, de São José dos Campos. Já existe inclusive uma lista de médicos interessados em ajudar no atendimento.
O Barco-Hospital já está se preparando para fazer expedições de 10 dias, com base sempre em Óbidos, para realizar os atendimentos de atenção básica à saúde, além de ações e exames para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer da população ribeirinha daquela região amazônica. Para tanto, a embarcação oferece consultórios, centro cirúrgico, laboratórios, leitos de enfermaria e salas especiais, como a de vacinação, além de equipamentos para realizar os exames. Os casos de maior complexidade serão encaminhados aos hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.
Equipe envolvida no projeto
Em véspera de Sínodo Amazônico, iniciativa “sacode rosto do Sul” do país
Pe. Vilson Groh, presidente de um instituto que, em Florianópolis/SC, leva o seu nome e busca sensibilizar o mundo empresarial a compreender a realidade das periferias, reconhece a importância do trabalho realizado pela diocese de Óbidos com o Barco Hospital Papa Francisco. Segundo o sacerdote, é uma iniciativa que acontece em véspera de Sínodo Amazônico e dá o exemplo ao outro extremo do Brasil para “sacudir também o rosto do Sul” do país.
“Uma diocese como Óbidos que, do ponto de vista da infraestrutura, tem todas as suas pobrezas, mas do ponto de vista de se dar daquilo que se tem, do seu pequeno dom, o que significa atender 700 mil pessoas com um barco e que pode fazer um grande trabalho do acesso do direito à saúde e ao mesmo tempo à pastoral. Porque esse barco tem duas equipes: a de pastoral e da área da medicina; imagina todo o conjunto da área da Igreja. E, aqui, a Igreja do Sul poderia ser muito mais solidária com a Amazônia em todos os sentidos, eu diria, do campo missionário, da partilha de clero e de bens, da partilha de instrumentos e de expertise. Acho que pensar uma Igreja de rosto Amazônico, é pensar em uma Igreja que vai ter que sacudir o rosto do Sul. Eu tenho uma esperança enorme nessa perspectiva, de que sejamos capazes de ouvir o espírito de um rosto amazônico que vem ao encontro de uma grande conversão nossa do Sul para um novo olhar sobre a dimensão da Igreja”, afirma Pe. Vislon. E Dom Bernardo finaliza:
“ Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente! Aqui, nós poderemos, de fato, colocar a caridade em prática, indo ao encontro daqueles mais necessitados, dos pobre e sem condições e que precisam de um tratamento melhor. ”
Fonte do texto e fotos: Vatican News
09 julho, 2019
CEB é uma casa - um lar - uma família
Três anos, 2016, falava ao CPC de uma das CEBs que coordenava: Eu acredito na definição de que a CEB é uma casa - um lar - uma família.
Nesse CPC desabafei que em momentos sentia só e que o Conselho Pastoral da CEB São Francisco de Assis (CPC), a qual era coordenadora vinha apresentado proposta e aprovando iniciativas bonitas, levando a Igreja ali presente ser missionária no dia a dia, com pequenos gestos, uma Igreja que vai ao encontro, para acolher, conhecer, servir e amar, más percebia que as lideranças não poderia apenas aprovar iniciativas, elas precisavam fazer acontecer.
Segue o texto, hoje lendo, percebo que escreve melhor, rsrsr.
Leiam sem apegar-se aos erros.
Segue conforme foi publicado em 2016.
A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família! - Paróquia Nossa Senhora da Liberdade
A CEB é Uma casa - Um lar - Umafamília!
Ás lideranças são “Mãe e Pai” da família CEBs
As filhas e os filhos são o povo de Deus que moram nas CEBs.
A/O coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.
Partilho com vocês, um lindo momento.
Coordeno a CEB São Francisco de Assis, uma das nove Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da estrutura paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Arquidiocese de Maringá.
O Conselho Pastoral da CEB São Francisco de Assis (CPC) vem apresentado proposta e aprovando iniciativas bonitas, que leva a Igreja ali presente ser missionária no dia a dia, com pequenos gestos, uma Igreja que vai ao encontro, para acolher, conhecer, servir e amar.
Como coordenadora em alguns momentos venho sentindo-me só. Tenho percebido que as lideranças não pode apenas aprovar iniciativas, elas precisam fazer acontecer.
Inspirada pelo nosso Deus, convoquei CPC que teve como tema: “Quando a União se Faz!”.
No convite algumas colocações sobre: Comunidade – Equipe e Trabalho em Equipe.
Iniciei o CPC levando as lideranças a observarem as mãos, a sua mão e as mãos uns dos outros, para perceberem a unidade na diversidade.
Em seguida, a iluminação bíblica, Eclesiastes 4.9-12.
Fui conversando, e disse:
Vou desabafar nesse momento, o que percebo, mais do que percebo, o que sinto. Posso até dizer “o meu sonho”.
A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família
Como na família a Mãe e o Pai, embora tenham seus afazeres individuais, seu emprego/trabalho, eles estão sempre unidos ao executar os afazeres, observando, cuidando, orientando, dando carinho e amor as suas filhas e filhos e as outras pessoas que na casa moram.
Muitas vezes a Mãe e o Pai precisam de ajuda de outras pessoas, uma mão amiga.
A CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.
Na CEB a Mãe e o Pai, são as lideranças, somos nós.
As filhas e os filhos e as outras pessoas que na casa moram, é o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.
A mão amiga que tanto nós precisamos, são as pessoas da CEB que não tem uma função específica (não é uma liderança), más é a mão amiga, que sempre nos ajudam.
Eu acredito nessa definição de que a CEB é Uma casa - Um lar - Uma família.
Más como coordenadora da CEB, eu sinto falta da MÃE e do PAI. Sinto falta de vocês.
Aprovamos em nossos CPCs idéias e propostas maravilhosas, que realmente expressa o sonho de nosso Deus.
Quando surgem as idéias, propostas e quando aprovamos, não sinto só. Sinto o agir da Mãe e do Pai, cada um de nós.
Para executar sinto falta da Mãe e do Pai, sinto falta de vocês.
Não tem como executar sem haver união de cada um de nós. Que embora muitos, somos dois: Mãe e Pai.
Isso me faz lembrar a Santíssima Trindade, três pessoas em uma só pessoa.
Nós somos, muitas pessoas, em duas pessoas – Mãe e Pai, referindo a definição de CEB como Uma casa - Um lar - Uma família.
No ano passado, foi proposto e aprovado por nós, e aconteceu:
- Missas em conjunto
- Via Sacra às sextas feiras – cada sexta-feira em uma das ruas da CEB
- Almoço lideranças e familiares
- Celebração do Padroeiro (missa e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
- Noite Natalina
- Noite com Folia de Reis
Para que tudo acontecesse teve que confeccionar convites e distribuir casa por cada, para atingir nossos filhos e filhas, o povo de Deus que moram no espaço geográfico da CEB.
Diante de relatos que, colocar no portão os convites cai. Na caixa do correio muitos ao pegar não lêem ou pegam depois que aconteceu a atividade. Entregar diretamente a uma pessoa da casa, são muitas casas, não tem como além de muitas casas ao entregar os convites estão fechadas.
Diante disso a idéia de colocar os convites em embalagens plásticas e pendurar no portão. Não cai é rápido a entrega, e dessa forma tem como atingir todas as casas.
Temos mais ou menos 500 casas em nossa CEB.
Vocês fazem idéia do que é colocar 500 convites nas embalagens plásticas e amarrar o barbante?
Vocês fazem idéia do tempo que uma ou duas pessoas levam para passar em 500 casas amarrando os convites?
Já pensou como seria rápido todos nós fazendo?
Sabiam que por todos com 30 minutos faz?
Para a maioria das atividades, no dia de acontecer precisou arrumar a rua, organizar tudo.
Para todas essas atividades, precisou animação, empolgação, fazer acontecer.
Para todas essas atividades FALTOU união, da Mãe e do Pai, que somos nós lideranças.
Fica a pergunta, nas atividades realizadas:
Qual foi a minha contribuição? O que fiz para que elas acontecessem? Eu participei?
Para esse ano de 2016 aprovamos e precisamos fazer acontecer:
Missa em conjunto com a CEB Sagrada Família
Encontro com os jovens
Convite missionário estudo de Felipenses
Almoço Lideranças e Familiares
Formação dia 18 de setembro – domingo – para todos – 14horas
Celebração do Padroeiro (missa sertaneja e caminhada luminosa e confraternização ecumênica)
Noite Natalina – 17/12
Procurem entenderem meu desabafo.
Temos sobre a mesa: Barbante, embalagens plásticas, tecido TNT, os convites para a visita Missionária com estudo de Felipenses – tesoura.
Para a nossa festa julina paroquial pediram para nossa CEB 30 metros de bandeirinhas.
Vamos agora confeccionar os 30 metros de bandeirinhas e embalar os convites missionários.
Vamos fazer isso compartilhando outros assuntos de nossa pauta e degustar uma pipoca, amendoim e chá bem quentinho.
Para fecharmos esse momento, no encerramento vamos partilhar sobre o meu “desabafo/sonho”, tendo como pano de fundo a definição de CEBs como Uma casa - Um lar - Uma família, nós lideranças como Mãe e Pai, e o desenvolvimento do CPC de hoje e o tema “Quando a União se Faz!”.
E foi assim, definimos os outros pontos da pauta, confeccionamos juntos os 30 metros de bandeirinhas para festa julina paroquial, e embalamos os convites para uma visita missionária em quatros encontros com o estudo de Felipenses.
A conclusão pelas lideranças presentes foi linda. Segue algumas frases que marcaram:
- fazer tudo isso sozinho é cansativo e desanimador
- todos nós ajudando foi rápido
- como foi gostoso estar junto, fazendo esses trabalhos
- foi descontraído e motivador
- precisamos disso, para não sentirmos sozinhos e desanimarmos
- realmente não temos ajudado e tem sido difícil para você Lucia
- precisamos dessa motivação
- seu desabafo Lucia e como você foi falando fez nós entender. Que momento gostoso.
- vamos unir para fazermos juntos, o que aprovamos
- Lucia você deve estar feliz com o CPC de hoje
Essas frases foram mais expressivas, foram repetidas.
Eles têm razão, fiquei feliz. Motivada e ciente de que a/o coordenadora/or precisa corrigir fraternalmente, unir e motivar.
Segue abaixo dois links.
Onde poderão conferir o convite enviado às lideranças para o CPC e para entenderem como será a missão propondo visita missionária em quatro encontros com o estudo de Felipenses.
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