11 fevereiro, 2020

Subsídio 8º Nordestão das CEBs

Lançar uma semente!
Com alegria, através de meu blog, publico um excelente subsídio de ensino-aprendizagem, numa perspectiva de enriquecer o conhecimento e animar a caminhada.


O subsídio contem nove encontros de reflexões e orações, foi lançado com o objetivo de integrar as Comunidades Eclesiais de Base do Nordeste na vivência do 8º Nordestão das CEBs, que acontecerá na cidade de Iguatu, Ceará, nos dias 16 a 19 de julho de 2020, com o tema central: CEBs do Nordeste: uma Igreja em saída na busca do bem viver e o lema: “Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra”! (Is.65,17).

O subsídio esta disponível para leitura e para download em dois formato “livro” e “apostila”

Acesse o subsídio em forma de “livro” clicando AQUI

Acesse o subsídio em forma de “apostila” clicando AQUI

1º Encontro
Agricultura Familiar, Agroecologia e Segurança Alimentar
2º Encontro
Formas de Organização da Vida Comunitária e Bem Viver
3º Encontro
Alternativas Políticas para uma Sociedade do Bem Viver
4º Encontro
Direitos Humanos – Direitos Geracionais
5º Encontro
Bem Viver e as Juventudes
6º Encontro
Bem Viver e Mulheres
7º Encontro
Bem Viver e os Desafios da Cultura Urbana
8º Encontro
Populações Tradicionais e Bem Viver
9º. Encontro
A Arte Como Expressão do Bem Viver na Caminhada

10 fevereiro, 2020

Alegrias e sonhos, tristezas e angústias de nossas juventudes!

Qerida Juventude, queremos ouvir vocês!

Somos as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá, convidamos a juventudes para responder ao questionário.


https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=DQSIkWdsW0yxEjajBLZtrQAAAAAAAAAAAAFKMHMB2jlURTJXSUZMVFFKUTBCMVFPWE4xTFVKR0NVMC4u

Querida Juventude, queremos ouvir vocês!

Somos as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá, convidamos a juventudes para responder ao questionário.

Em vista do “8º Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná”, organizado pelas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica e com a participação de outras denominações cristãs.

Lindas expectativas para o 8º Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná, como eixo central a reflexão sobre à juventude como sujeito. Quem são os jovens, suas características, como vêm se dando a relação dos jovens com a igreja e a sociedade, sua relação com o meio onde vive, com as novas tecnologias, o meio ambiente, violência, desigualdades e diversidades na esperança da construção e reflexão para enfrentamento dos desafios atuais e quais as alternativas de superação. O Intereclesial das CEBs será espaço a esse diálogo reafirmando que queremos a Juventude sendo protagonista no meio onde está.

Precisamos saber quais são as alegrias e sonhos, tristezas e angústias de nossas juventudes!

O 8º Intereclesial das CEBs do Paraná terá como tema “CEBs: Igreja em saída na defesa da vida das Juventudes” e o lema “O meu desejo é a Vida do meu povo. (Ester7, 3)”,  dias 18 a 21 de abril de 2020 em Apucarana.

Por isso, solicitamos acesse o link e registre as informações para podermos ouvir com maior clareza as considerações das juventudes.

Juventude responda e ajudem a divulgar e contamos também com a ajuda de todo o Povo de Deus na divulgação e motivação da juventude.

Juventudes, clique no link e responda o questionário online

Quais suas alegrias e sonhos?
Quais suas tristezas e dificuldades?  

07 fevereiro, 2020

Em nome de Deus e desse povo sofredor


Ampliada aborda vocação das CEBs: amadurecer a fé alimentar a semente do Reino

Ampliada aborda vocação das CEBs: amadurecer a fé alimentar a semente do Reino
A Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) foi momento de reconhecer a vocação desta forma de organização eclesial para ajudar a Igreja missionária “que quer fazer amadurecer a fé das pessoas para alimentar a semente do Reino de Deus”. A avaliação é do bispo de Floresta (PE) e referencial das CEBs na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Gabriel Marchesi. O evento foi realizado em Rondonópolis (MT), entre os dias 23 e 26 de janeiro, e abordou a preparação do próximo encontro intereclesial, o diálogo entre a ampliada e as bases, entre outros temas.

O encontro

Dom Gabriel revelou que esta reunião da ampliada nacional foi a primeira que teve a oportunidade de participar, mesmo com o trabalho junto às CEBs por vários anos. O bispo de Floresta ressaltou que o bom ambiente com pessoas de todos os lugares do Brasil, “com experiências diferentes, mas unidas na perspectiva de continuar a dar força à presença das CEBs na vida da Igreja”.
Ele considera importante reconhecer a vocação das CEBs “para ajudar a vida, a missão da nossa Igreja hoje, essa Igreja em saída, esta Igreja povo, essa Igreja missionária que quer fazer amadurecer a fé das pessoas para alimentar a semente do Reino de Deus”.
Participaram do encontro articuladores e assessores; representantes dos 18 regionais da CNBB; a equipe colegiada de Assessoria Nacional; representantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e do secretariado do 15º Intereclesial; o bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT), dom Juventino Kestering; dom Gabriel Marchesi; e o bispo de Tocantinópolis (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Giovane Pereira de Melo; além de convidados da diocese anfitriã.
A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, céu e atividades ao ar livreCom participação ativa, segundo dom Gabriel, foram discutidas temáticas internas sobre o funcionamento da ampliada e a preparação do 15º Encontro Intereclesial das CEBs, que será na diocese mato-grossense. “Fizemos uma visita aos locais onde vão ser acolhidas as pessoas, onde vão ter os trabalhos do próximo intereclesial”, partilha o bispo referencial.
Outro ponto de atenção na reunião foi a forma de chegar às bases. “Eu lembro que no Intereclesial de Londrina (PR) voltou esse grito de voltar às bases, então a atenção de como fazer chegar a formação, não somente as informações, mas também a formação de um laicato amadurecido, de uma visão de Igreja, das CEBs até as comunidades, até as bases. Foram estudadas possibilidades a fim de que o diálogo entre a ampliada e as bases fossem sempre mais fecundos”, contou.
O bispo relatou ainda que foram feitas propostas, a partir de trabalhos em grupos, de diferentes temáticas para fazer com que as CEBs possam cumprir com seu papel “num leque bastante amplo de atenções às diferentes tarefas da vida da Igreja”. Foi um “momento bastante positivo que serviu para reafirmar a vida e a decisão das CEBs de continuar com a sua missão”.
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CEBs são missionárias e instrumento eclesial e social indispensável

Ao final do encontro, os participantes da ampliada divulgaram carta às CEBs de todo o Brasil. No texto, afirmam sentir e reafirmam “que as CEBs são missionárias e continuam sendo um instrumento eclesial e social indispensável para o resgate da humanização e solidariedade frente ao capitalismo que desumaniza”. Também reforçam o desejo de manter vivo o compromisso na construção de “um novo céu e uma nova terra”.
Confira o texto na íntegra:

CARTA DA AMPLIADA DAS CEBs A TODAS AS
COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE DO BRASIL
 “Vejam! Eu vou criar novo céu e uma nova terra” (Is 65,17)
Caros Irmãos e Irmãs da caminhada,
Na alegria e compromisso que o evangelho de Jesus Cristo nos suscita, durante o período de 23 a 26 de janeiro do corrente ano, na Diocese de Rondonópolis-Guiratinga MT, nós articuladores e articuladoras e assessores e assessoras, representantes dos 18 Regionais da CNBB, a Equipe Colegiada de Assessoria Nacional, representante do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, do Secretariado do 15º Intereclesial  juntamente com o Bispo anfitrião, Dom Juventino Kestering, o Bispo Referencial das CEBs Dom Gabriel Marchesi e o Presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, Dom Giovane Pereira de Melo e convidados da Diocese anfitriã, nos reunimos na Ampliada Nacional das CEBs do Brasil para refletir a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base e a preparação do 15º Intereclesial das CEBs.
Principiamos nosso trabalho com um olhar sobre a realidade atual que desafia nosso modo de viver a fé em Jesus. Vivemos um Tempo Histórico permeado de contradições políticas, econômicas e sociais, em que a natureza, dádiva de Deus, tornou-se objeto de disputas e de comercialização e os povos que nela habitam são tidos como meros instrumentos para execução do modelo neoliberal que devora a natureza e as pessoas, especialmente os mais pobres. Desafia a fé que professamos, o avanço do agronegócio, a primazia do latifúndio, o descaso com a agricultura familiar, o desmonte das culturas dos povos tradicionais, a instrumentalização da religião e a relativização dos valores de justiça socioambiental e da solidariedade.
Frente a esse cenário desafiador, ousamos continuar a sonhar e manter vivo nosso compromisso na construção de “um novo céu e uma nova terra” que começa entre nós. No anseio de animar, motivar, fortalecer e avivar as comunidades, apresentamos uma série de indicações e propostas para os regionais e dioceses. Dentre diversas ações, escolhemos o cartaz e definimos aspectos importantes para o próximo Intereclesial e assinamos o pacto pelo cuidado com a Casa Comum.
Manifestamos, através de uma carta, nosso apoio ao papa Francisco e ao seu projeto de Igreja e de sociedade em defesa dos pobres e do cuidado com a nossa Casa Comum. Acolhemos e agradecemos o apoio carinhoso que nos chegou da Pastoral da Juventude do Brasil que se reconhece como “filhos e filhas da mística profética das CEBs” e também nos interpelam a “olhar com carinho para as juventudes”. Nesse sentido reiteramos nossa acolhida e disposição a caminhar juntos, também através da carta-resposta escrita pela Ampliada. Pois, os jovens sempre terão o seu lugar entre nós.
Neste momento tão dramático de nossa história, sentimos e reafirmamos que as CEBs são missionárias e continuam sendo um instrumento eclesial e social indispensável para o resgate da humanização e solidariedade frente ao capitalismo que desumaniza.
Confiantes no Ressuscitado, trazemos sempre diante de nós a profecia: “O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz…pois, o jugo que oprimia o povo, a carga sobre seus ombros, o orgulho dos fiscais, tu os abateste”. (Is. 9,1.3)
Rondonópolis/MT, 26 de janeiro de 2020
Amém! Axé! Awire! Aleluia!
Fonte: CNBB

06 fevereiro, 2020

O Papa: o mundo rico de hoje pode e deve acabar com a pobreza


"Um mundo rico e uma economia vibrante podem e devem acabar com a pobreza." “O nível de riqueza e de técnica acumulados pela humanidade, bem como a importância e o valor que os direitos humanos adquiriram, não permitem mais pretextos. Devemos ter consciência de que todos somos responsáveis”, disse o Papa falando a banqueiros, economistas e ministros da economia reunidos no Vaticano pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais.



“O mundo é rico e, todavia, os pobres aumentam ao nosso redor.” Foi a constatação expressa pelo Papa no discurso na tarde desta quarta-feira (05/02) na Casina Pio IV, no Vaticano, no Simpósio “Novas formas de fraternidade solidária, de inclusão, integração e inovação”, com a participação, entre outros, de economistas, ministros da economia e banqueiros.

Já no início, Francisco agradeceu pelo encontro, exortando a aproveitar deste novo início do ano para construir pontes, “pontes que favoreçam o desenvolvimento de um olhar solidário a partir dos bancos, das finanças, dos governos e das decisões econômicas.

“Precisamos de muitas vozes capazes de pensar, a partir de uma perspectiva poliédrica, as várias dimensões de um problema global que diz respeito aos nossos povos e às nossas democracias”, enfatizou.

Centenas de milhões de pessoas imersas na extrema pobreza

Segundo relatórios oficiais, disse o Pontífice, a renda mundial deste ano será de quase 12 mil dólares per capita. No entanto, centenas de milhões de pessoas ainda se encontram imersas na pobreza extrema e não dispõem de alimento, habitação, assistência médica, escolas, eletricidade, água potável e estruturas higiênicas adequadas e indispensáveis.

“Calcula-se que cerca de cinco milhões de crianças abaixo dos 5 anos morrerão este ano devido à pobreza. Outras 260 milhões não receberão uma educação por falta de recursos, por causa das guerras e das migrações”, acrescentou.

Esta situação, disse ainda, levou milhões de seres humanos “a ser vítimas do tráfico de pessoas e das novas formas de escravidão, como o trabalho forçado, a prostituição e o tráfico de drogas”.

Não somos condenados à iniquidade universal

Tais realidades não devem ser motivo de desespero, mas de ação, são realidades que nos impulsionam a fazer algo, frisou Francisco, destacando em seguida a principal mensagem de esperança que gostaria de partilhar com os presentes:

“Não existe um determinismo que nos condene à iniquidade universal. Permitam-me repetir: não somos condenados à iniquidade universal. Isso torna possível um novo modo de enfrentar os eventos, que permita encontrar e gerar respostas criativas diante do evitável sofrimento de tantos inocentes; isso implica aceitar que, em não pouca situações, nos encontramos diante de uma falta de vontade e de decisão para mudar as coisas, e principalmente as prioridades.”

Em seguida, o Santo Padre foi enfático: “Um mundo rico e uma economia vibrante podem e devem acabar com a pobreza. E se podem gerar e promover dinâmicas capazes de incluir, alimentar, cuidar e vestir os últimos da sociedade ao invés de excluí-los”.

Escolher a que e a quem dar prioridade

Devemos escolher a que coisa e a quem dar prioridade: se favorecer mecanismos socioeconômicos humanizadores para toda a sociedade ou, ao contrário, fomentar um sistema que acaba por justificar determinadas práticas que só fazem aumentar o nível de injustiça e de violência social.

Dito isso, o Pontífice foi taxativo:

“O nível de riqueza e de técnica acumulados pela humanidade, bem como a importância e o valor que os direitos humanos adquiriram, não permitem mais pretextos. Devemos ter consciência de que todos somos responsáveis. Isso não quer dizer que todos somos culpados. Todos somos responsáveis a fazer algo.”

Extrema pobreza e extrema riqueza

Se existe a pobreza extrema em meio à riqueza (por sua vez riqueza extrema), é porque permitimos que a disparidade se ampliasse até tornar-se a maior da história.

Baseado em dados quase oficiais, Francisco afirmou que as cinquenta pessoas mais ricas do mundo têm um patrimônio tal que poderiam financiar a assistência médica e a educação de toda criança pobre no mundo, quer através do pagamento de impostos, quer através de iniciativas filantrópicas, ou ambas. Essas cinquenta pessoas poderiam salvar milhões de vida todos os anos, destacou.

A globalização da indiferença foi chamada “inação”. São João Paulo II a chamou: estruturas de pecado. Tais estruturas encontram um clima propício para a sua expansão toda vez que o Bem Comum é reduzido ou limitado a determinados setores ou, no caso que nos reúne hoje, quando a economia  e a finança se tornam fins a si mesmas. É a idolatria do dinheiro, a avidez e a especulação.

Estruturas de pecado hoje

Seguindo a razão iluminada pela fé, ressaltou Francisco, a doutrina social da Igreja celebra as formas de governo e os bancos “quando realizam sua finalidade, que é, definitivamente, buscar o bem comum, a justiça social, a paz, bem como o desenvolvimento integral de todo indivíduo, de toda comunidade humana e de todas as pessoas.”

“Todavia – observou o Papa –, a Igreja alerta que essas instituições benéficas, tanto públicas quanto privadas, podem decair em estruturas de pecado.”

“As estruturas de pecado hoje incluem repetidos cortes dos impostos para as pessoas mais ricas, justificados muitas vezes em nome do investimento e do desenvolvimento; paraísos fiscais para os lucros privados e corporativos; e a possibilidade de corrupção por parte de algumas das maiores empresas do mundo, não raramente em sintonia com o setor político governante.”

O peso insuportável da dívida externa dos países pobres

Em seguida, o Pontífice falou sobre o peso dívida externa dos países pobres e suas consequências sobre a população. “As pessoas pobres em países muito endividados suportam imposições tributárias opressoras e cortes nos serviços sociais, na medida em que seus governantes pagam as dívidas contraídas de modo insensível e insustentável.”

Nesse sentido, Francisco citou a Carta encíclica Centesimus annus (n. 35) de 1991, afirmando que as exigências morais de São João Paulo II se mostram hoje supreendentemente atuais:

“Com certeza que é justo o princípio de que as dívidas devem ser pagas; não é lícito, porém, pedir ou pretender um pagamento, quando esse levaria de fato a impor opções políticas tais que condenariam à fome e ao desespero populações inteiras. Não se pode pretender que as dívidas contraídas sejam pagas com sacrifícios insuportáveis. Nestes casos, é necessário — como, de resto, está sucedendo em certa medida — encontrar modalidades para mitigar, reescalonar ou até cancelar a dívida, compatíveis com o direito fundamental dos povos à subsistência e ao progresso.”

Indústria da guerra, dinheiro e tempo a serviço da morte

O Santo Padre disse ainda que “é necessário afirmar que a maior estrutura de pecado é a indústria da guerra, porque é dinheiro e tempo a serviço da divisão e da morte. O mundo perde todos os anos bilhões de dólares em armamentos e violências, somas que poderiam acabar com a pobreza e o analfabetismo”.

“Vocês, que tão gentilmente estão aqui reunidos, são os líderes financeiros e especialistas do mundo em economia”, disse o Papa dirigindo-se diretamente aos economistas, ministros da economia e banqueiros presentes no evento promovido pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais. “Vocês conhecem por primeiro quais são as injustiças da nossa economia global atual. Trabalhemos juntos para acabar com essas injustiças”, foi a exortação do Pontífice.

Por uma nova arquitetura financeira internacional

Concluindo, Francisco afirmou com veemência que “o tempo presente exige e requer passar de uma lógica insular e antagonista como único mecanismo autorizado para a solução dos conflitos, a outra (lógica) capaz de promover a interconexão que favorece uma cultura do encontro, onde se renovem as bases sólidas de uma nova arquitetura financeira internacional”.

Fonte: Vatican News
Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

05 fevereiro, 2020

SEM MEDO DE SER MULHER

Documentário mostra a luta de mulheres nordestinas contra o machismo.
As histórias mostram caminhos de libertação, empoderamento, resistência e denúncia das mulheres.
Documentário foi produzido pelas Cáritas Brasileira. 
O filme Sem medo de ser mulher é uma iniciativa da Cáritas Brasileira e conta com a direção do cineasta Luis Teles. Com duração de 25 minutos, o vídeo revisita a trajetória da luta de mulheres de várias gerações e áreas de atuação contra o machismo. Elas são donas de casa, religiosas consagradas, empreendedoras, militantes, e mães que percorreram caminhos de libertação, empoderamento, resistência, denúncia e anúncio traçados no chão da Bahia e de Sergipe.

02 fevereiro, 2020

Feliz por você Donizeti Aparecido Pugin Souza


Feliz por você Doni!

A vida é feita de pequenas coisas, feitas de momentos e tem momentos que é “O Momento”, porque envolve pessoas que Misteriosamente aparece, entra na vida da gente para ficar.

“Eis como irão reconhecer-vos, como discípulos meus, se vos ameis uns aos outros, disse Jesus para os seus. Dou-vos novo mandamento, deixo ao partir nova lei, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”

“Jesus erguendo-se da ceia, jarro e bacia tomou, lavou os pés dos discípulos, este exemplo nos deixou”

Que o nosso Deus te abençoe Donizeti Aparecido Pugin Souza.










Para refletir

01 fevereiro, 2020

Hoje três meses, o tempo passa e rápido.


A saudade na certeza de que aqui, nessa vida, nunca mais, dói.

Como estou, não sei, não sei descrever meus sentimentos. Acordo como se não tivesse dormido sentindo cansada, acho que estou esgotada. 

Eu sei que a vida não vai me fazer um cafuné. Aprender a líder com que machuca é preciso.  

A Deus todo dia uma prece para que minha santa mãezinha receba a graça de estar na paz e no Seu amor para sempre. 

Hoje três Meses.

31 janeiro, 2020

"Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos"


Ordenação Diaconal


Hoje um dia especial para cinco homens e para nós também....Rsrsr


Hoje serão ordenados diáconos cinco seminaristas da Arquidiocese de Maringá, às 20h na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.,

São eles: Donizeti Aparecido Pugin Souza, Valdinei Rodrigo Biassi de Oliveira, José Antonio Nogueira Pontes, Michel Soares Severo dos Santos e Vinícius Alves.

Que o nosso deus os abençoe.

Análise do texto do samba enredo da Estação Primeira de Mangueira 2020

Um salmo para orar e meditar
Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira 2020. Um salmo para orar e meditar
A análise é de Marluci Brasil de Castro, Educadora aposentada por tempo de serviço, escritora, romancista, roteirista, poetisa, pertence à Academia Corumbaense de Letras, publicada em seu canal do Youtube.







Veja a letra e o clipe do samba na Mangueira:

Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra do buraco quente
Meu nome é Jesus da gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais que a escuridão

Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E num domingo verde e rosa
Ressurgi pro cordão da liberdade

Mangueira
Samba que o samba é uma reza
Se alguém por acaso despreza
Teme a força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também

30 janeiro, 2020

A triste ideia de que podemos ser felizes sozinhos


"A felicidade não pode ser alcançada individualmente". É o que afirma o psicólogo e mestre em educação, Vinicius Branquinho de São Paulo, com um artigo ao Vatican News sobre a necessidade de relacionar-se para ser feliz.

Há uma ideia difundida aos quatro ventos de que a felicidade é possível para todos de forma indiscriminada e de que ela é alcançável individualmente. A propagação desta forma de pensar tem uma boa intenção por detrás, de que todos podem ser felizes, que não importa muito o que os outros fazem a você ou como anda suas relações, a felicidade é um caminho individual que com algum esforço e sem ajuda nenhuma você chega lá, só que isso acaba se tornando uma armadilha.


A triste ideia de que podemos ser felizes sozinhos

Este ideal se revela no modo de viver de muitas pessoas, e aparenta ser um reflexo e uma defesa das relações desastrosas e inconstantes que todos lidam atualmente, uma justificativa que encarna a falta de comprometimento que as relações encerram. Os jargões mais utilizados são aqueles que dizem: “eu não preciso do outro para ser feliz” ou ainda “eu me basto sozinho (a)”.

As relações humanas

É compreensível o sentimento que perpassa este pensamento, as relações humanas beiram ao descartável, uma relação de objeto com objeto e não de pessoa para com pessoa, premissa que o Papa Francisco defende desde o início de seu magistério. A palavra pessoa em sua etimologia, ou seja, na sua origem, significa “ser para”, pessoa é aquele que é para o outro e não somente para si mesmo. O amor próprio se tornou a grande meta de cada indivíduo, como se fosse sinônimo de alegria constante, o que esqueceram de contar que o amor com o qual me amo é produto e condição do amor com o qual me sinto e me senti amado.

“Longe de se referir apenas as relações amorosas, precisamos do outro para ser feliz.”

Realmente, não há a necessidade de se casar, ou de namorar, mas é preciso que na vida se encontre sentido, que em última instância só a relação humana genuína proporciona. No contato com amigos, família, no trabalho, na escola ou universidade, o indivíduo precisa de encontros constantes para o bem viver. O homem e a mulher são seres relacionais, que se constituem socialmente e que precisam de contato para uma alegria verdadeira.

Inclusive os monges que escolhem viver uma vida mais silenciosa o fazem em comunidades. As relações humanas dão sentido à existência e a maneira de me relacionar comigo mesmo tem relação intrínseca de como se configuram os relacionamentos interpessoais que estou envolto, a premissa dita há muito tempo “amar para ser amado” atribuída a São Francisco de Assis é validada psicologicamente e tem uma defesa científica por detrás.

Um "nós"

Isso porque na própria subjetividade existe um “nós”, e a individualidade que é perpassada pelo outro, se constitui em relação, desde que nascemos até ao morrer nos tornamos seres humanos pelo contato, não existe vida humana fora do aspecto social e o afeto é o laço que constitui e amarra positivamente cada sujeito ao outro. Ser sozinho, portanto, é uma contradição sem fim, porque o verbo ser exige que o outro também seja em mim. E todas as relações humanas estarão orientadas por valores positivos se a relação fundamental do homem, a sua relação com o amor, estiver ordenada.

“Buscar ser feliz sozinho se assemelha mais a um grito de socorro para que existam relações frutíferas para cada sujeito, relações verdadeiramente humanas que tenham como pano de fundo o compromisso de que fazer o outro feliz é que trará a tão sonhada felicidade, que é mais um processo do que um produto.”

A alegria pede compartilhamento, e ao mesmo tempo é compartilhar que traz alegria, nesta contradição constante entre solidão e partilha que caminha o sujeito atualmente, que a solidão seja apenas um momento de refletir e amadurecer, que seja um instante ímpar de um encontro consigo mesmo e com um Outro maior que produz e dá sentido à vida humana e a partir disso se voltar para o outro alguém melhor

Igreja, uma vida de comunidade

Fica evidente que todos precisam de amigos, vida social e partilha, a Igreja centrada em uma vida de comunidade pode ser esse espaço de encontro e de compartilhar as alegrias e dores da vida.

“Dividir o tempo, a atenção, o cuidado, faz diferença em tempos individualistas de busca constante de uma felicidade particular que nunca chega, isso porque é sempre idealizada e como a maioria das idealizações, também não está de acordo com a realidade.”
Que possamos colocar em prática isso no cotidiano, para que as relações sejam verdadeiras e humanas, que promovam a alegria que somente a cultura do encontro propicia.

Fonte: Vatian News

"Formação Campanha da Fraternidade 2020 na Arquidiocese de Maringá"


O tema da Campanha da Fraternidade 2020 será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A CF é realizada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no período da Quaresma.

Com a temática, a Igreja Católica convida a sociedade a refletir sobre o significado mais profundo da vida em suas diversas dimensões: pessoal, comunitária, social e ecológica.


Na Arquidiocese de Maringá haverá, primeiramente, três encontros de formação da campanha, com lideranças paroquiais. Após essa primeira etapa, haverá também formações nas paróquias.

Em Maringá, a formação será realizada dia 03 de fevereiro, das 19h30 às 22h no Centro de Formação Bom Pastor. Nesta data, estão convidadas as paróquias das Regiões Pastorais Sarandi, São José Operário, Nossa Senhora Aparecida, Catedral e Santa Cruz.

Dia 04 de fevereiro, a formação será no salão paroquial em Jandaia do Sul, das 19h30 às 22h, para a Região Pastoral Jandaia.

E dia 05 de fevereiro será a vez da cidade de Nova Esperança receber a formação, no salão paroquial da igreja matriz, das 19h30 às 22h. Estão convidadas as Regiões Pastorais Castelo Branco e Paranacity.

A assessoria das formações será feita pelo padre Valdecir Badzinski, Secretário Executivo do Regional Sul 2 da CNBB.

Também no dia 05 de fevereiro, às 8h30, haverá formação da temática da CF para os padres da Arquidiocese de Maringá, na paróquia Santa Maria Goretti.

Formações nas paróquias

As paróquias que desejarem receber a formação da Campanha da Fraternidade, devem solicitar com a coordenadora arquidiocesana do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) Edilene Fantin: telefone 43 99685 00 11 ou e-mail: edilene@escritorio14dezembro.com.br

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

Clipe Oficial do Hino da Campanha da Fraternidade 2020

O tema da Campanha da Fraternidade 2020 será “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

 A CF é realizada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no período da Quaresma.

Com a temática, a Igreja Católica convida a sociedade a refletir sobre o significado mais profundo da vida em suas diversas dimensões: pessoal, comunitária, social e ecológica.

 

28 janeiro, 2020

"Que nosso luto seja verbo, transformando nossa dor em luta… Nós vamos continuar lutando. Até quando? Até sempre"


“..., quando completa-se um ano do crime da mineradora Vale, em Brumadinho, somos convidados a fazer o que a sirene não fez: o grito e o barulho da denúncia de um modelo predatório de mineração, que coloca o lucro acima da vida“.

Confira a reflexão da jovem Marina Oliveira lida durante a 1ª Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho.



1ª Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho
25 de janeiro de 2020

25 de janeiro de 2019, 12h28. A sirene não tocou. 272 pessoas foram soterradas vivas. 11 pessoas ainda não foram encontradas. Dezenas de casas e hortas destruídas. O rio Paraopeba, a fauna e a flora, cruelmente devastados. Eles privatizam os lucros e socializam os sofrimentos. Hoje, quando completa-se um ano do crime da mineradora Vale, em Brumadinho, somos convidados a fazer o que a sirene não fez: o grito e o barulho da denúncia de um modelo predatório de mineração, que coloca o lucro acima da vida.

Somos convidados a entregar nossos abraços e prestar nossa solidariedade a todas as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem. Mais do que isso: somos convidados a reconhecer que as vítimas deste crime são mártires. Mártires que tiveram suas vidas arrancadas pelos interesses financeiros dos poderosos, misturando seu sangue na lama tóxica do descaso e da ganância. Em memória deles, confirmamos nosso compromisso e responsabilidade em garantir que a luta por justiça seja feita.

Mariana não bastou. Também tivemos que ser sacrificados. Que o nosso grito de denúncia sirva para salvar muitas outras vidas em cidades vizinhas, que correm o mesmo risco que nós: Barão de Cocais, Macacos, Congonhas e muitas outras. Que nosso luto seja verbo, transformando nossa dor em luta. Que as nossas lágrimas alimentem as nascentes que eles secam. Tenhamos coragem para assumir o lado certo da história: o lado da vida, das águas, da terra e dos povos, numa ecologia integral.

Sejamos todos pressurosos no anúncio de uma conversão ecológica, assumindo a firme resistência profética porque desistir não é opção. Caiamos do cavalo, assim como o apóstolo Paulo caiu, para enxergar, com clareza, o Evangelho do amor, a melhor herança que recebemos de Jesus. Tiremos as vendas de nossos olhos – aquelas que nos impedem de sermos irmãos e irmãs que lutam pela igualdade social e pelo cuidado de nossa Casa Comum. Não nos acomodemos. Não naturalizemos o que nos violenta, oprime e mata.

Olhemos ao nosso redor. Nós somos os sobreviventes. Nós somos o povo de Deus, comprometido com a luta de um mundo mais justo, democrático, igualitário e menos desigual. As 272 vítimas assassinadas não falam mais. Por isso, a responsabilidade de gritar não é delas porque elas já deram tudo: a vida. A responsabilidade é nossa e o futuro é agora. Nós vamos continuar lutando. Até quando? Até sempre.

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Marina Oliveira, possui graduação em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2018). Estudante do curso de Educação Social, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Relações Internacionais da PUC-Minas. Atua como articuladora social em mediação de conflitos junto às comunidades atingidas pelo crime da Vale S. A. em Brumadinho, pela Arquidiocese de Belo Horizonte. Experiência em competências interculturais para resolução de conflitos, internacionalização do ensino superior e cooperação acadêmica internacional. Experiência de estágio internacional na Assessoria de Relações Internacionais da Universidade do Porto (Portugal) em 2017 e na UNESCO/Comitê do Programa de Informação para todos (Moscou/Rússia) em 2016.

Fonte:  Observatório da Evangelização

A Vocação de Catequista na Iniciação à Vida Cristã


“Quem é o catequista? É aquele que guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-la nos outros. É belo isto: fazer memória de Deus”.




A inspiração catecumenal restaurada pelo Concílio Vaticano II retoma a ênfase na dimensão comunitária da fé. Na comunidade, as pessoas eram acolhidas, ouvidas em suas necessidades e acompanhadas durante o itinerário de sua formação na fé em Cristo. “Eram assíduos em escutar o ensinamento dos apóstolos, na solidariedade, na fração do pão e nas orações” (At 2,4). Assim, a comunidade era entendida como a primeira catequista.

Ao longo do tempo, por várias razões eclesiológicas e pastorais, a comunidade (lugar dos membros iniciados nos sacramentos) perdeu sua vocação genuína de lugar de educação da fé. O aumento do número de batizados, a expansão do cristianismo nos países vizinhos e a descoberta do Novo Mundo, fizeram a comunidade cristã crescer em escala mundial.


Durante a expansão da fé cristã, a Igreja reconhece a importância significativa do catequista, enquanto pessoa que dá testemunho do seguimento de Jesus Cristo e coloca-se à disposição para acompanhar a caminhada de educação da fé dos membros da comunidade, motivando para a adesão convicta à proposta do Evangelho.

A educação da fé diante de novos desafios
Hoje, no contexto da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal, a educação da fé encontra-se diante de novos desafios e pede posturas diferentes dos educadores da fé. Desta forma, como identificar a vocação de catequista que responda à urgência da ação evangelizadora? Como podemos crescer juntos na educação da fé de adultos, jovens, adolescentes e crianças?

A inspiração para nossas respostas pode partir da declaração do papa Francisco, por ocasião do Ano da Fé, durante a Jornada dos Catequistas, quando afirmou: “Quem é o catequista? É aquele que guarda e alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-la nos outros. É belo isto: fazer memória de Deus”.

À luz da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, podemos entender que a educação da fé na inspiração catecumenal dá-se por meio de uma catequese querigmática e mistagógica. Eis aí uma chave de leitura para compreendermos a vocação de catequista no contexto da iniciação à vida cristã de inspiração catecumenal.

Catequista que faz memória de Deus

A fé é fruto de memória, de recordações de fatos e vivências que ficaram marcadas pela experiência com Deus. O Documento Catequese Renovada segue explicando: “O catequista dedica-se de modo específico ao serviço da Palavra, tornando-se porta-voz da experiência cristã de toda a comunidade. O catequista é, de certo modo, o intérprete da Igreja junto os catequizandos. Ele lê e ensina a ler os sinais da fé” (CR 145).

Fazer memória e educar a fé é ajudar a identificar, na correria dos tempos atuais, os lugares, os momentos e as iniciativas de Deus que continuam a visitar cada pessoa, despertando-as para a experiência de fé.

Catequista que vive o querigma

O querigma é o anúncio do Mistério Pascal, conteúdo central da fé: Jesus Cristo, filho de Deus, viveu entre os homens e mulheres de seu tempo, padeceu, morreu e ressuscitou (cf. At 10,37-43).

Ser catequista tendo o querigma como conteúdo central da fé significa: anunciar o amor livre e salvífico de Deus; acolher a pessoa e sua liberdade de escolha pela fé; propor a vida e a mensagem do Evangelho antes de qualquer pregação doutrinal ou obrigação moral; abrir-se à proximidade e ao diálogo; e compreender-se como instrumento da paciência de Deus que não condena, mas quer a misericórdia (cf. EG 165).

Catequista mistagogo

A inspiração catecumenal depende em qualidade da experiência mistagógica. Isto é, da experiência com o mistério divino, com aquele amor que se antecipa, que acolhe a humanidade em todas as fragilidades. O catequista mistagogo compreende que cada pessoa cresce progressivamente na experiência divina e valoriza os sinais e símbolos litúrgicos da iniciação cristã (cf. EG 166).

A vocação de catequista mistagogo não se aprende em livros, cursos e teorias. O catequista mistagogo deixa-se configurar pelo Mistério Pascal e faz da própria vida um percurso de experiência e testemunho deste mistério. Ou seja, a vida cotidiana é o lugar de manifestação da fé, onde é possível contemplar o mistério divino e transformar as realidades para que este mesmo mistério seja vivido por seus interlocutores.

Como mencionamos acima, a Igreja é rica em sua história, em suas iniciativas e em suas metodologias eclesiais, conforme a necessidade de cada época. O contexto atual, derivado da renovação conciliar, exige dos formadores de catequistas e das pessoas que estão no exercício das coordenações uma postura de curiosidade e coragem. Curiosidade para aprender, para deixar-se envolver pelo novo, pela mística catecumenal. E coragem para inovar, para ressignificar as estruturas e os métodos.

A formação de catequistas

Para contribuir com a formação de catequistas nesta primavera da inspiração catecumenal, dispomos de diversas produções literárias, dos conceitos e orientações da Doutrina e da interação entre Liturgia e Catequese. Além disso, a formação de catequistas depende em muito do apoio e da integração das lideranças e agentes de pastoral de nossas comunidades.

Concluindo, algumas exigências podem ser apontadas para a animação da vocação de catequista no contexto da inspiração catecumenal. A primeira delas é dar lugar à alegria que brota do Evangelho. Alegrar-se com a presença de Deus que nos visita em Jesus de Nazaré. Isto significa: centralidade da Palavra de Deus na catequese. Em segundo lugar, a exigência dos pequenos grupos, onde a sensibilidade e o afeto dão novo sabor à liturgia (momento de fazer memória em comunidade). E ainda, a exigência da martyria, que significa a prática da caridade, dedicando a vida aos menos favorecidos, às pessoas com menos oportunidades e às realidades que precisam da novidade da ressurreição. É a vivência da caridade que deixa as marcas da fé confessada.

Somos catequistas do novo dia, da vida nova!

Ariél Philippi Machado é Teólogo e Especialista em Catequese – Iniciação à Vida Cristã

*Texto publicado originalmente no site Catequese do Brasil, revisado pelo autor para a publicação no site Catequistas Brasil.

Fonte: site do catequista