11 outubro, 2012

Carta de Dom Anuar para a Juventude - Cristo te chama e te abraça

Querido(a) jovem!

Estou feliz ao escrever esta carta pensando em você.
Começo fazendo uma pergunta. Você é feliz?
Você está contente com o mundo, com a sociedade, com a situação de muitos jovens, de muitas famílias?
Você sente desejo de mudanças, de transformação?

Eu penso que você tem os mesmos sentimentos que eu neste momento.
Eu estou muito preocupado com tudo isso, de maneira especial com você, querido(a) jovem. Mas eu sei que não adianta lamentar, precisamos fazer alguma coisa juntos. Por isso eu te convido a somar com outros milhares de jovens, buscar caminhos novos.

Este ano o Dia Nacional da Juventude traz essa pergunta: Qual vida vale a pena ser vivida?
Com certeza você tem muitas respostas. Gostaria de te dizer também, que estamos em contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude no Rio em 2013. Você não pode ficar fora disso tudo. Então precisamos nos unir!

Para que a nossa união seja verdadeira, recordo as palavras do jovem de Nazaré:

"Eis que eu estarei com vocês todos os dias até o fim do mundo".

Temos um amigo especial que caminha conosco. Ele traz um estilo de vida que tem tudo a ver comigo e com você.
A primeira coisa que Ele fez foi acolher a todos, amando a cada um. Depois Ele chamou doze homens para serem seus discípulos e colaboradores e deixou como missão fazer com que todos se tornassem também discípulos e discípulas, seguindo os seus ensinamentos.

Eu penso que é isso que está faltando hoje: seguir Jesus e seus ensinamentos. O maior de todos os ensinamentos é o mandamento do amor. Amar e ser amados. Os jovens têm essa força transformadora que é a capacidade de amar.

Por isso querido (a) jovem, você sabe que amar não é um sentimento passageiro, ou satisfação dos desejos pessoais, ou mesmo a busca do prazer pelo prazer. Um dos maiores discípulos de Jesus, chamado Paulo, diz que o amor não é invejoso, não guarda rancor, não julga falso, não discrimina, o amor é paciente, o amor é compassivo, o amor vai além das aparências, o amor é a maior de todas as virtudes. O amor, portanto, é exigente, custa esforço, perseverança, entusiasmo.

A minha felicidade e a tua é ver o outro feliz. Somente seremos capazes de amar se, em primeiro lugar, experimentarmos o amor que Deus tem por mim e por você. Deus nos ama imensamente, e isso nos basta.

Então deixe de lado o passado, as coisas negativas e recomece tudo como se fosse o primeiro e o último dia de sua vida. Venha somar conosco. Cristo te chama e te abraça sempre! Deixe-se amar por Ele. Venha fazer parte desta corrente de jovens que são felizes pelas escolhas feitas, às vezes, com muitas dificuldades, lutando contra as ondas do mundo que passam e só deixam a destruição.

Eu sei que tudo na vida tem seu lado positivo, porém não se esqueça que o negativo sempre é mais atraente. A decisão é tua. O caminho é um só: Jesus. Ele não precisa de mim e nem de você, somos nós que precisamos Dele. Conte com Ele sempre! Quero ser seu amigo e companheiro de caminhada! Deus te abençoe!

Seu Amigo,
Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

10 outubro, 2012

Concorra a um Tablet e a um pacote para a JMJ Rio2013

Um perfil do trabalho infantil

Em dez anos, o Brasil tirou quase 530 mil crianças e adolescentes de situações de trabalho e os devolveu às suas atividades de direito: estudar, brincar e se desenvolver. Outros 3,4 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos ainda trabalham no país, segundo a última análise do IBGE, baseada no Censo de 2010.
Em estimativa mais abrangente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, no ano de 2011, são 3,6 milhões de crianças de 5 a 17 anos trabalhando – ou 8,6% da população nessa faixa de idade.


 

09 outubro, 2012

Ao Povo Brasileiro

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012

José Dirceu

Teologia da Libertação e a experiência de encontrar Deus na face dos pobres

Durante o segundo dia do Congresso Continental de Teologia, que teve início na noite do último domingo, 07, logo pela manhã, o Dr. Jung Mo Sung, da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, abordou, durante sua Conferência, a Economia e Teologia, no anfiteatro Pe. Werner, na Unisinos. Para ele a Teoria da Libertação e a experiência de encontrar Deus na face dos pobres. Confira a reportagem

07 outubro, 2012

Conheça os vereadores eleitos em Maringá

Ulisses Maia (PP – PP / PSDB) 6.476 3,45%
Humberto Henrique (PT – PT / PPL / PC do B) 5.184 2,76%
Negrão Sorriso (PP – PP / PSDB) 3.958 2,11%
Mário Verri (PT – PT / PPL / PC do B) 3.667 1,95%
Flávio Vicente (PSDB – PP / PSDB) 3.418 1,82%
Bravin (PP – PP / PSDB) 3.214 1,71%
Márcia Socreppa (PSDB – PP / PSDB) 2.617 1,39%
Tenente Edson Luiz (PMN – PTN / PMN) 2.406 1,28%
Luciano Brito (PSB) 2.014 1,07%
Dr. Manoel (PC do B – PT / PPL / PC do B) 1.983 1,06%
Mariucci (PT – PT / PPL / PC do B) 1.956 1,04%
Capitão Ideval (PMN – PTN / PMN) 1.900 1,01%
Luiz Pereira (PTC – PTB / PTC) 1.832 0,97%
Chico Caiana (PTB – PTB / PTC) 1.673 0,89%
Adilson do Bar (PSB) 1.522 0,81%

Humberto, sua reeleição é a certeza que o povo esta tomando consciência. Os votos que você recebeu são votos do povo que acredita que é possível sim legislar com transparência e honestidade. São votos de reconhecimento do ótimo trabalho que você vem desenvolvendo no mandato participativo. Parabéns. Conte comigo hoje e sempre. 

Acompanhe a apuração oficial da Justiça Eleitoral

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05 outubro, 2012

Partilhando um bate papo – É necessário “salão comunitário” nas CEBs?

Uma liderança de uma das paróquias da Arquidiocese de Maringá, procurou para conversar sobre as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), ela trazia com sigo algumas dúvidas suas e de seus colegas a respeito da necessidade ou não das CEBs possuir “salão” para reunir o povo da Comunidade Eclesial de Base.

Preocupado, relatou que sua paróquia esta estruturada em redes de Comunidades Eclesiais de Base, e existem CEBs que, em seu espaço geográfico tem salão comunitário e outras não tem. Segundo ele, nas que tem salão comunitário as missas e outras atividades são realizadas no salão e nas CEBs que não tem, são realizadas nas casas das famílias.

Conversamos por um bom tempo, e como ele queria minha opinião, procurei deixar claro que estaria também colocando uma opinião pessoal, mas que as decisões nas CEBs precisa ser partilhada, precisa ser comunitária.

Para uma compreensão melhor de quem vier a ler esse texto, a Arquidicese de Maringá tem as CEBs como uma de suas prioridades dentro do Plano de Ação Evangelizadora. Hoje em quase sua totalidade as paróquias estão organizadas em redes de CEBs, sendo que o critério vem sendo o da aproximidade (territoriedade).

Resumindo o bate papo, disse que é preciso tomar cuidade para não fazer com que as CEBs que possuiu estrutura como “salão comunitário” centralize tudo nele. A V Coferência do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho) questiona a estrutura centralizadora paroquial e a importância de sua setorização em unidades territoriais menores...que permitam maior proximidade com as pessaos e grupos que vivem na região (DA 372).

Quando, por exemplo, a missa é celebrada “na casa” o acolhimento e a proximidade tem “gostinho especial”. O olhar se torna diferente e como é importante o “olhar”. O olhar de Jesus o levava a descobrir a necessidade mais profunda daquelas pessoas - “elas andam como ovelhas que não tem pastor”. Estruturas como “salão” pode em vez de permitir proximidade levar a um distanciamento.

Digo que, bom seria a não existência de “salões” e nossas CEBs, porque assim, o único espaço seria as “casas”. A prática de Jesus foi percorrer todas as cidades e povoados e conforme narrado no Evangelho de Marcos 2, 1-2 “Multidões de pessoas se reuniram na ‘casa’ onde Jesus estava e Jesus anunciava a palavra.”

Os Atos dos Apóstolos narram que desde o início, as seguidoras e seguidores de Jesus diariamente freqüentavam o templo e nas ‘casas’ partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração (At 2,46).

No contexto urbano das cidades que pertencem a Arquidiocese de Maringá é possível fazer com que as famílias façam de suas casas espaço aberto de acolhida da comunidade, para momentos de partilha, celebrações e reflexões.

Situações onde em uma paróquia em que em sua rede de CEBs contempla uma CEB que seja um condomínio, um edificio, aí sim, para realizaçãoes de momentos em que envolva toda a CEB como a missa é necessário o uso do “salão”.

Vejo como importante, nas CEBs que tenha “salão”, as atividades não sejam centralizadas neles. Mesmo as celebrações das missas que envolve todo o povo sejam nas casas. Existem muitas casas com espaço e muitas familias dispostas a acolher a comunidade para esses momentos.

Confira tudo o que é preciso para votar com tranquilidade no domingo (7)

Daqui a dois dias, no domingo (7), 138.544.348 brasileiros vão às urnas para escolher 5.568 prefeitos e 57.434 vereadores. Só não vão votar neste pleito municipal os eleitores do Distrito Federal e de Fernando de Noronha, onde não há representantes desses cargos, e os que estão cadastrados para votar no exterior, que só escolhem o presidente da República.
Confira tudo sobre a votação, o que é permitido e o que não se pode fazer no dia da eleição:
Horário da votação
O eleitor pode ir à sua seção eleitoral e votar das 8h às 17h, considerado o horário local de seu município.
Local da votação
Em seu título de eleitor constam informações sobre a zona eleitoral e a seção onde você vota. Mas, se você não sabe onde vota ou perdeu o título, pode consultar o local de votação e o número do seu título no site do TSE. Para esta consulta, basta informar o seu nome, data de nascimento e nome da mãe (consulte seu local de votação).
Documento
É necessário levar um documento oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação). Não será admitida a certidão de nascimento nem de casamento.
Não é obrigatória a apresentação do título de eleitor. No entanto, o número deste documento é indispensável para o preenchimento da justificativa eleitoral.
Posso ou não posso?
No dia da votação é permitida a manifestação individual e silenciosa de apoio ao partido e/ou candidato de sua preferência. Entretanto, não é permitido utilizar vestuário padronizado, bandeiras, broches nem adesivos que caracterizem manifestação coletiva.
No recinto da cabina de votação, é proibido portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou quaisquer instrumentos que possam comprometer o sigilo do voto. Esses aparelhos devem ficar retidos com o mesário enquanto o eleitor vota.
Para votar, o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança, ainda que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.
Como votar
Todos os eleitores brasileiros votam na urna eletrônica. Nela é mais fácil, rápido e seguro exercer o direito ao voto. Primeiro, o eleitor escolherá o candidato a vereador e depois a prefeito. O eleitor deve levar a colinha com os números dos candidatos nos quais quer votar. A colinha é muito útil para agilizar a votação (imprima aqui a sua colinha!).
Vereador
O primeiro voto será para o cargo de vereador. O eleitor pode votar em um candidato ou somente na legenda. Para votar no candidato de sua preferência, digite os cinco números do candidato, confira o nome e/ou a foto dele e, caso esteja correto, tecle confirma. Se você errou o número, tecle corrige, digite os números corretos, e confirme o seu voto.
Para votar somente no partido, o chamado voto de legenda, o eleitor deve digitar somente os dois primeiros números, pois esses identificam o partido. Antes da confirmação do voto, a urna apresentará a informação do respectivo partido e mensagem alertando ao eleitor que, se confirmado o voto, ele será computado para a legenda. Dessa forma, o votante ajuda o partido de sua preferência a conquistar mais vagas na câmara dos vereadores, sem escolher um candidato específico para preenchê-la.
Prefeito
O segundo voto será para o cargo de prefeito. Para votar no candidato de sua preferência, digite os dois números do candidato, confira o nome e/ou a foto dele e, caso esteja correto, tecle confirma. Se você errou o número, tecle CORRIGE e digite os números corretos, repetindo a operação até confirmar o seu voto. Ao final da votação, a urna eletrônica exibe a palavra FIM e emite um sinal sonoro indicando a conclusão do voto.
Justificativa
O eleitor que não puder comparecer ao seu local de votação e, em consequência, não votar, deve justificar a ausência. É necessária uma justificativa para cada turno em que o eleitor foi ausente, ou seja, se faltou à votação no primeiro turno, deve fazer uma justificativa; se faltar ao segundo turno, outra justificativa.
A justificativa pode ser feita no dia da eleição em um dos postos de justificativa ou em até 60 dias após a ausência. Para justificar a falta no primeiro turno, o eleitor deve comparecer ao cartório eleitoral até o dia 6 de dezembro. Se a falta for no segundo turno, o cartório eleitoral receberá a justificativa até o dia 27 de dezembro.
Para preenchimento do formulário de justificativa no dia da eleição é indispensável o número do título de eleitor. O ausente pode preencher o formulário antecipadamente, mas só deve assiná-lo quando da entrega, na presença do mesário.

Fonte: TST

Julgar Dirceu na véspera da eleição é decisão política do STF

Por Bob Fernandes
Dois assuntos estão nas manchetes. Estão nas manchetes há dois meses: as eleições municipais e o julgamento do chamado "Mensalão". Nesta decisiva semana das eleições começou o julgamento do "núcleo político" desse escândalo. Nesta quarta-feira, 3, entrou em pauta o julgamento de José Dirceu. Fato de enorme impacto. Fato com um impacto tão grande que quase não se admite quem queira percebê-lo nos seus vários ângulos, antecedentes e consequências.
Não há coincidência alguma no julgamento do "Mensalão" e as eleições se darem, milimetricamente, ao mesmo tempo. Há uma decisão. Decisão que é política. Tribunais são técnicos, mas são também "políticos" no sentido mais amplo da palavra. Não há coincidência em se julgar José Dirceu três, dois dias antes das eleições. Isso não é obra do acaso, do destino. Essa decisão, a do "quando" julgar, é, foi uma decisão política. Leia na íntegra

04 outubro, 2012

A espetacularização e a ideologização do Judiciário

Por Leonardo Boff

Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470, sob julgamento no STF. Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.

Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Ai é iniludível a feira das vaidades o vezo ideológico que perpassa sobre a maioria dos discursos.
Desde A Ideologia Alemã de Marx/Engels (1846) até Conhecimento e Interesse de J. Habermas (1968 e 1973), sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente. Resumidamente podemos dizer que a ideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses. Pois assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar política e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?
A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.
Em alguns discursos como os do Ministro Celso de Mello, o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o "mensalão” seria "um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista”, um "assalto criminoso à administração pública”, "uma quadrilha de ladrões de beira de estrada” e um "bando criminoso”. Tem-se a impressão que as lideranças do PT e até Ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocupar com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.
Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi ...continue lendo...

Para refletir

Provérbio: Mais do que o chá, é a mão que estende o chá que cura.

03 outubro, 2012

Para refletir

A religiosidade popular na vida do povo e da Igreja. Entrevista com o Frei Luiz Carlos Susin

Considerada pelo Papa Bento XVI “precioso tesouro da Igreja Católica”, a religiosidade popular está fortemente presente na fé do povo. Durante a sessão inaugural da Conferência de Aparecida, no dia 13 de maio de 2007, Bento XVI afirmou: “Esta religiosidade expressa-se também na devoção aos Santos com as suas festas patronais, no amor ao Papa e aos demais Pastores, no amor à Igreja universal como grande família de Deus que nunca pode, nem deve, deixar abandonados ou na miséria os seus próprios filhos. Tudo isto forma o grande mosaico da religiosidade popular que é o precioso tesouro da Igreja Católica na América Latina, e que ela deve proteger, promover e, naquilo que for necessário, também purificar”.
A religiosidade popular está presente no cotidiano do povo. Em entrevista ao Alegrai-vos, Frei Luiz Carlos Susin afirma que a “religiosidade popular está muito ‘colada’ às experiências de vida”. Trata-se de expressões, atitudes e gestos que expressam uma relação pessoal com Deus. Beija-se a cruz, faz-se romarias e peregrinações, insere-se elementos culturais nas celebrações – a exemplo da missa crioula, ou ainda, busca-se uma cura através de benzedeiras ou padres.
Natural de Caxias do Sul-RS, Luiz Carlos Susin é doutor pela Universidade Gregoriana, de Roma. É membro da direção da revista Concilium, publicação internacional de teologia, traduzida em sete línguas. Atualmente, Frei Susintambém é professor de teologia na PUCRS..
Confira aqui a entrevista de Elton Marcelo Aristides e publicada no blog Alegrai-vos

Eu e Você para Acontecer!

Letra: André Saulo Sanches e Andréia Sanches


Maringá vive um tempo
De importante transformação,
Onde exercer a cidadania
Se dá na participação.

E legislar é ir além,
Além pelo bem comum,
Trabalhando num projeto
Onde todos somos um!

Eu e você para acontecer!
Estenda sua mão, vamos somar.
Humberto Henrique, vereador,
Maringá vai ganhar!

Eu e Você para Acontecer!
E o bom trabalho prosseguir,
Humberto Henrique vereador,

Vou votar, já decidi: 13.333

02 outubro, 2012

Massacre das populações periféricas, pretas e pobres, que ainda acontece nos dias de hoje

Hoje completa 20 anos do Massacre do Carandiru. No dia 2 de outubro de 1992, policiais invadiram o presídio do Carandiru durante uma rebelião e mataram, com uso de metralhadoras, fuzis e pistolas, ao menos 111 presidiários. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelos crimes.

Em 2006, nos ataques comandados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) , que ficaram conhecidos como Crimes de Maio e que ocorreram entre os dias 12 e 20 de maio daquele ano, 493 pessoas foram mortas, entre elas, 43 agentes públicos. Um estudo feito pela organização não governamental (ONG) Justiça Global, divulgado no ano passado, apontou que, em 71 desses casos, houve fortes indícios do envolvimento de policiais que integram grupos de extermínio.

Em Eldorado dos Carajás, no Pará, a ação da Polícia Militar causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dezenove sem-terra morreram no local e dois a caminho do hospital. As mortes ocorreram durante o confronto com a polícia no quilômetro 96 da Rodovia PA-150, na chamada Curva do S, em 17 de abril de 1996.

Ainda hoje, acontece massacre das populações periféricas, pretas e pobres. É preciso denuniar todas essas políticas de massacre.

Mundo terá 1 bilhão de idosos em dez anos e falta estratégia, adverte ONU

O mundo terá 1 bilhão de idosos dentro de dez anos e os países devem adotar estratégias próprias, em especial na área de saúde, para assegurar o bem-estar presente e futuro desse segmento da população. O alerta é de um relatório divulgado ontem, em Genebra, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês). A informação é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, confira aqui

01 outubro, 2012

Campanha incentiva os pais a dar mais atençao e a tirar o foco do consumismo no Dia das Crianças

Coletivo Infância Livre de Consumismo questiona - ‘Qual Dia das Crianças vamos dar para nossos filhos?’ e convida os pais a refletir sobre o que dar aos seus filhos nessa data comemorativa. Tudo isso porque a data se aproxima e já é possível perceber a profusão de apelos publicitários querendo transformar um produto qualquer no sonho de consumo da criançada. O coletivo de Infância explica que nessa data, os pais ficam ansiosos, na expectativa de sair às compras, com cartão de crédito em punho e até dispostos a encarar mais um parcelamento para realizar o sonho de suas filhas e filhos. Contudo, mal conseguem lembrar qual presente deram no ano passado. Para fazer dessa data um momento de aproximação entre pais e filhos, o Coletivo propõe a realização de um dia das crianças diferente: experiências do brincar criativo em família. Sendo assim, convidam os pais para postarem textos e imagens até o dia 12 de outubro com o tema "Dia das crianças: compartilhe brincadeiras”.
O objetivo da campanha é inspirar mães, pais e outros adultos importantes na vida das crianças a experimentarem um Dia das Crianças mais divertido, bem como registrar os momentos de brincadeiras de suas crianças - esse registro pode ser um texto, uma foto ou um desenho – ou vários, e usar o facebook ou o blog para falar sobre o assunto. Mais informações, acesse: www.infancialivredeconsumismo.com

30 setembro, 2012

O Ano da Fé - por Pe. Leomar Antonio Montagna

Como Sugestão de leitura, apresento artigo de Pe. Leomar Antonio Montagna da Arquidiocese de Maringá sobre o Ano da Fé.
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo. Leia aqui o artigo

28 setembro, 2012

Voto limpo - Dom Anuar Battiti

O exercício da cidadania não depende de gosto pessoal, é um dever de todos. Principalmente neste tempo que nos é dado para exercer o dever e o direito de escolha, por isso você e eu temos na mão e no coração um poder chamado “voto”.


Cidadania não se exerce dizendo coisas do tipo “não vou votar”, “não gosto de política”, “política é coisa suja”..., pensando assim os políticos malandros agradecem.

Para esta reflexão cito Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

Se vamos só pelo gosto pessoal, corremos o risco de manter no poder os “profissionais” da política. Passa ano e sai ano e são sempre os mesmos. Por isso temos que defender o voto limpo, consciente. Limpo da corrupção, das artimanhas, das promessas ou ameaças. Voto limpo sai de uma mão limpa e de uma consciência limpa.

Todos somos obrigados por lei a ir às urnas no próximo dia sete de outubro. É uma obrigação que nos leva ao compromisso democrático, definindo os rumos das nossas cidades e de nosso país. Omitir-se significa deixar os incompetentes, os homens e mulheres afeitos à vida pública, determinar os destinos de todos nós. “Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem” (Bertold Brecht).

Neste sentido o voto em branco é um grave ato de omissão, com consequências graves para toda a sociedade. Essa reação do voto em branco ou nulo, uma das razões, vem do grande número de candidatos sem nenhum preparo que nos programas de rádio e TV, se apresentam como os maiores e melhores salvadores da pátria. “Talvez a política seja a única profissão para a qual pensem que não é necessário preparo” (Robert Louis Stevenson).

Ir às urnas é sinal de que queremos mudanças e vida plena para todos. A forma mais concreta de protestar em favor do bem comum está nas urnas e na sua consciência de cidadão. Por isso fica descartado o voto nulo. Anular o voto significa anular a sua cidadania. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que não usar as capacidades para transformar a realidade para melhor é homicídio. “Todo aquele que se der em práticas desonestas e mercantis que provoquem a fome e a morte de seus irmãos de humanidade comete indiretamente um homicídio que é de sua responsabilidade” (CIC 22690). Buscar caminhos, entrar na dinâmica da vida, somar com a coletividade em vista do bem maior de todos, faz a diferença.

A mudança de mentalidade em ralação à política e seu valor necessário para a sociedade, não se faz com discursos e sim com a mudança da prática. “É a mudança de prática e não apenas de discurso que vai criar uma nova confiança no agente político. Uma prática que se mostra na transparência de seus atos e de suas relações. Só uma prática firme e condizente com seus princípios vai lhe trazer a confiança perdida”(Doc. 91 CNBB, nº. 39).

Política não é cabide de emprego e muito menos lugar para se viver comodamente. “Não se pode ir para o mundo da política com quem quer resolver os seus próprios problemas, mas como quem coloca como objetivo máximo o fazer com que um rosto humano se revele em cada homem e mulher”(Doc. 91, CNBB nº 40).

Votar é participar, participar é construir um mundo cada vez melhor. Vote limpo e teremos uma cidade limpa, ordeira, promissora, e digna pra todos.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo de Maringá-PR.

Em nota CNBB pede voto consciente e limpo nas eleições municipais 2012

Eis a nota.
O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

27 setembro, 2012

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens – PARTE I

A Bíblia é a história de Deus na história das mulheres e dos homens

PARTE I

A Bíblia é um conjunto de livros que revelam a vida de Deus presente na história das mulheres e dos homens. Na Bíblia encontramos a Palavra de Deus expressa pela palavra das mulheres e dos homens, revelando o projeto de Deus, que transforma a história e a leva em direção à liberdade e à vida plena para todas e todos. É o que nos diz a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina do Concílio Vaticano II: “Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de modo humano... As palavras de Deus, expressas por línguas humanas, se fizeram semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens” (DV 12.13).

A partir do Concílio Vaticano II, a Bíblia retomou seu lugar na Igreja, como fonte e alma da vida cristã. A cada dia o povo descobre o tesouro dos Livros Sagrados e, progressivamente, vai tomando consciência da relação que existe entre Bíblia e Vida. Podemos dizer que o povo cristão percebe cada vez mais a Bíblia dentro de sua vida e passa a encontrar sua vida dentro da Bíblia. A Palavra de Deus se torna, assim, verdadeira “lâmpada para os pés, e luz para o caminho” (Sl 119,105).

A Bíblia é fonte inesgotável, e sem fim é também nossa sede. É preciso ir até essa fonte procurando ler os Livros Sagrados à luz da realidade desafiadora de nossas famílias, comunidades e sociedade.

A Bíblia é composta por duas partes: o Antigo e o Novo Testamento. Em grego, há uma única palavra para dizer aliança e testamento. Poderíamos, então, dizer: Antiga e Nova Aliança.

Antigo Testamento

É uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Antigo Testamento é a história de um povo: mostra como surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu suas leis e viveu a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças.

O importante, porém, é que o Antigo Testamento é a história desse povo em aliança com Deus. Nada do que se conta a respeito de Israel está desligado do seu relacionamento com Javé, o nome com que Deus se revelou. O Antigo Testamento mostra como esse povo se comportou em relação a Javé, e qual é o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento.


Novo Testamento

O Novo Testamento ou Nova Aliança é a parte da Bíblia onde encontramos o anúncio da pessoa de Jesus Cristo. Sua mensagem central é o próprio Filho de Deus, que veio ao mundo para estabelecer a aliança definitiva entre Deus e as mulheres e homens. Sendo Deus-e-Mulher/Homem, o próprio Jesus é a expressão total dessa aliança: ele mostra que Deus é Pai para as mulhes e homens, e como as mulheres e homens devem viver para se tornarem filhas e filhos de Deus.

Através de sua palavra e ação, Jesus inaugurou a nova aliança ou, em outras palavras, o Reino de Deus. Esse Reino não é mais aliança com um povo só. É aberto a todas as mulheres e a todos os homens, todos os povos de todos os tempos e lugares. Em Jesus, Deus quer reunir toda a humanidade como uma família em que todos são chamados a viver como irmãos/as, repartindo entre si todas as coisas. Essa grande reunião, onde tudo é partilha e fraternidade no amor, é o Reino de Deus que, semeado na história, vai crescendo até que se torne realidade para todas e todos.

Jesus não deixou nada escrito. Ele pregou, ensinou e praticou o projeto de Deus. Isso fez com que ele entrasse em conflito com a estrutura da sociedade, que o perseguiu, prendeu e matou. Mas Jesus ressuscitou, enviou o Espírito aos seus seguidores e seguidoras, chamados apóstolos e discípulos, e eles continuaram sua missão pregando, ensinando e fazendo como Jesus fazia. Foram elas e eles que escreveram o que encontramos no Novo Testamento. Não pretenderam fazer uma biografia de Jesus, nem história ou crônica da ação dos seguidores e seguidoras dele. Quiseram, em primeiro lugar, anunciar Jesus para que as mulhres e os homens tivessem fé e se comprometessem com Jesus. Fé e compromisso que significam continuar sua palavra e ação, constituindo o Reino.

O Novo Testamento agrupa vinte e sete livros, conforme temas e estilos diferentes: Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse.

Os evangelhos são quatro formas de anunciar Jesus, escritas no ambiente de comunidades diferentes. Por isso tratam da pessoa, das palavras e das ações de Jesus de modo ao mesmo tempo semelhante e diferente. Não são biografia ou história, e sim um anúncio para levar à fé em Jesus, isto é, ao compromisso de continuar sua obra, pela palavra e ação.

Os Atos dos Apóstolos são a segunda parte do evangelho de são Lucas. Mostram como o anúncio de Jesus e a formação das comunidades cristãs se expandiram, chegando a Roma, centro do mundo naquela época. Aí vemos o sentido da missão cristã: levar a boa nova do Evangelho a todas as mulheres e a todos os homens, para que todas e todos possam tomar conhecimento de Jesus e pertencer ao povo de Deus.

As cartas ou epístolas são escritos dirigidos às primeiras comunidades cristãs. Elas não só nos dão uma idéia dos problemas dessas comunidades, mas nos ajudam também a ver e superar os problemas em nossas comunidades atuais.

O Apocalipse de são João é livro escrito em linguagem figurada, porque se dirige aos cristãos em tempo de perseguição. Apresenta Jesus Ressuscitado como Senhor da história, e mostra como os cristãos devem anunciá-lo e testemunhá-lo sem medo, enfrentando até mesmo a própria morte.

Aprovação do governo Dilma Rousseff sobe de 59% para 62%

Por Agência Brasil
O percentual de pessoas que consideram o governo da presidenta Dilma Rousseff bom ou ótimo subiu de 59% para 62% em setembro, na comparação com junho deste ano. A informação é da pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento revelou ainda que o percentual de brasileiros que confiam na presidenta chega a 73%.
As áreas de atuação do governo que receberam maior aprovação foram o combate à fome e à pobreza (60%), combate ao desemprego (57%) e meio ambiente (54%). A saúde, impostos e segurança pública foram as áreas mais criticadas, com 65% de desaprovação para a saúde e 57% para os tributos e para a segurança pública.
Entre as notícias mais lembradas no mês foram o julgamento do chamado mensalão, citado por 16% dos entrevistados, e o anúncio da redução de até 28% nas tarifas de energia elétrica, lembrado por 11% dos participantes. Um total de 57% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual ao governo Lula, e 62% têm expectativa de que o restante da gestão da presidenta (ou seja, os próximos anos do mandato) será ótimo ou bom.
A aprovação da política para educação do governo subiu 3 pontos percentuais em relação a junho, de 44% para 47%. Outra área na qual a aprovação cresceu foi o combate à inflação, com elevação de 46% para 50% no período. A aprovação com relação às políticas de juros manteve-se inalterada, no patamar de 49%.

A desnacionalização fundiária

Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras. Escreve Mauro Santayana, em artigo publicado pela Carta Maior. Leia o artigo

Bíblia na vida

26 setembro, 2012

País atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história, diz Ipea

O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos aumentou 16,6% no período, de forma que a renda dos mais pobres cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo "A década inclusiva", apresentado pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri, usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Não há, na história brasileira estatisticamente documentada desde 1960, nada similar à redução da desigualdade de renda observada desde 2001", disse Neri. "Assim como a China está para o crescimento econômico, o Brasil está para o crescimento social."  Leia na íntegra a reportagem publicada na Folha de São Paulo

O carro que dirige sozinho está chegando. É inevitável

"O que está em jogo é o surgimento de um sistema de tráfego baseado em castas, que colocará os privilegiados robôs contra os desfavorecidos humanos. Serão os pilotos eletrônicos, com seus olhos de aço, contra o tio João, com seu joelho artrítico", escreve Dan Neil, em artigo publicado no The Wall Street Journal e reproduzido pelo jornal Valor. Leia aqui o artigo

25 setembro, 2012

"O veneno esta na mesa"

Links do filme "O veneno esta na mesa" do cineasta Silvio Tendler.
Documentário denuncia a problemática causada pelos agrotóxicos, e faz parte de um conjunto de materiais elaborados pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
Parte - 1 www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8&NR=1
Parte - 2 www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte - 3 www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte - 4 www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related

Bresser-Pereira: “Condenar sem provas é violência contra a democracia”

São Paulo - O economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro nos dois mandatos do governo FHC (1995-2002), afirmou hoje (21) em sua conta no Twitter que condenar réus com base em indícios ao invés de provas “é uma violência contra os direitos civis e a democracia”.
Ele se referia ao julgamento do chamado “mensalão” no STF e aos argumentos usados até agora pelo relator Joaquim Barbosa para pedir a condenação dos acusados. Na avaliação de Barbosa, indícios são suficientes par determinar a culpa dos réus.
“O risco que o Supremo corre no julgamento do Mensalão é o de se deixar influenciar por uma opinião pública tomada pela emoção. É preciso jamais não esquecer que a aplicação da justiça em termos emocionais é linchamento”, disse ele numa série de posts.
Depois, concluiu: O objetivo do julgamento do Mensalão é nobre, mas não pode ser o pretexto para condenar um partido político de esquerda e seus líderes. O Mensalão foi um grande erro, foi uma violência à democracia, mas erros não justificam outros erros contra essa mesma democracia”

Por Marcio Santana, Da Rede Brasil Atual

24 setembro, 2012

O sabor da justiça compartilhada por Paulo Vidigal entoa como um canto novo de alegria

Paulo Vidigal, que bom sentir o sabor da justiça, que bom ver acontecer o sonho bom, sonho de muitos acontecer. Esse sabor de justiça entoa como um canto novo de alegria. Que bom saber que lutar não foi envão.

Justiça determina à Prefeitura de Maringá anular processo administrativo e pagar vencimentos de demissão ilegal


Hoje tive acesso à sentença judicial proferida pelo Meritíssimo Juiz de Direito da 6ª. Vara Cível de Maringá, Belchior Soares da Silva. A Prefeitura de Maringá foi sentenciada a anular o processo administrativo que me exonerou em 2011 e pagar os vencimentos do período em que fiquei ilegalmente demitido.

Essa decisão confirma exatamente o que denunciamos na época: tratava-se de uma exoneração injusta. Motivada por minha participação nas lutas da categoria e às críticas e denúncias feitas contra a administração e publicadas em meu blog.

Gostaria de agradecer todos os servidores que me apoiaram durante os seis meses que fiquei exonerado. Divido essa vitória com todos os colegas servidores municipais que tanto sofreram com as injustiças cometidas pela atual administração.

Agradecer também o advogado da CSP-Conlutas Avanilson Araújo, Ana Pagamunici, os blogueiros Ângelo Rigon, Messias Mendes, Lucimar Bueno, Agnaldo Vieira e Lauro Barbosa, que sempre ajudaram a divulgar esse verdadeiro processo inquisitório no qual fui submetido.

Compartilho com todos o sabor da justiça.

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto

Vestibular de Verão 2013 da PUCPR recebe inscrições com desconto, no valor de R$ 50, até domingo (30)
Prazo final encerra no dia 11 de outubro, com taxa no valor de R$ 90. Universidade oferta vagas com bolsas sociais de 50 e 100%.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) recebe até domingo (30) inscrições com desconto, no valor de R$ 50, para o Vestibular de Verão 2013. A partir de 1° de outubro o valor será R$ 90. O prazo final encerra no dia 11 de outubro. O candidato deve acessar o site www.pucpr.br e efetuar a inscrição. As provas serão realizadas no dia 21 de outubro (domingo), das 13h às 19h, nos Câmpus Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo.
Em Maringá, os vestibulandos podem se inscrever para os cursos de graduação em Direito, Administração e Filosofia.
Bolsas sociais - Neste ano, a universidade ampliou as vagas com bolsas sociais. O candidato que se inscrever nesta modalidade concorre a bolsas de estudos de 50 ou 100%, conforme a renda familiar e o curso escolhido.
Sobre a PUCPR
Fundada em março de 1959 a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) é, hoje, a maior instituição de ensino superior privada do Paraná. A PUCPR integra o Grupo Marista disseminando valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Possui cinco câmpus espalhados pelo Estado, nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Toledo e Maringá. Possui a nota máxima no recredenciamento do MEC. Conta com 66 cursos de graduação, 13 programas de pós-graduação stricto sensu e mais de 250 cursos de especialização. Única Universidade do Brasil a oferecer a disciplina do Projeto Comunitário com a intenção de levar os estudantes ao encontro de novos horizontes e desafios, incluindo a qualificação para a cidadania, a formação voltada à responsabilidade social, oferecendo-lhes além de conhecimento, lições de vida. Outras informações, acesse: www.pucpr.br
Sobre o Grupo Marista
No Brasil desde 1897, o Instituto Marista divide-se em unidades administrativas no País. Uma delas é o Grupo Marista – presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, na cidade de Goiânia e no Distrito Federal, além de filiais da FTD em nove estados – com atuação nas áreas de Educação, Solidariedade, Saúde e Comunicação, por meio de uma agremiação de organizações sem fins econômicos. Na Educação, seus colégios, centros técnicos e universidades formam mais de 60 mil pessoas anualmente e ampliam o conhecimento com a publicação de 34 milhões de livros em editoras próprias. A Rede Marista de Solidariedade atende diretamente 16 mil crianças e jovens de maneira contínua, além de atuar em todas as frentes do Grupo Marista a partir de programas com base na promoção e defesa dos direitos das infâncias e juventudes, bem como estratégias de incidência política e fomento à educação para a solidariedade. Na Saúde, seus hospitais realizam mais de 395 mil atendimentos e proporcionam ações de humanização, conscientização e prevenção. Na Comunicação, suas rádios prezam pela difusão de conhecimento, cultura e cidadania. E, diariamente, seus cerca de 14 mil colaboradores vivenciam e disseminam valores humanos, cristãos e Maristas para formar cidadãos éticos, justos e solidários. Outras informações, acesse: www.grupomarista.org.br

Formação Missionária

No dia 14 de outubro- mês missionáio, estará acontecendo um encontro  de formação missionária, com padre Sávio das POM-CNBB. Este encontro é para membros das pastorais e movimento. As inscrições devem ser feitas na secretaria das paróquias da Arquidiocese de Maringá.  A formação é gratuita. 

Banir a pobreza

Banir a pobreza: um movimento e uma campanha para fazer com que a ONU considere ilegal a condição de grandes massas humanas e para explicar que tudo depende dos sistemas econômicos que produzem exclusão, desigualdade, injustiça. Doze princípios para combater a criação dos novos pobres.
A opinião é do economista e cientista político Riccardo Petrella, professor emérito da Université Catholique de Louvain. O artigo foi escritor em nome de um coletivo de 33 pessoas, representantes de 24 associações e organizações da sociedade civil (www.banningpoverty.org).
O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 14-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Foi feita. No sábado, 8 de setembro, a tradicional "Marcha pela Justiça Agliana-Quarrata", organizada pela Rede Radiè Resch, foi dedicada ao lançamento na Itália da campanha "Banimos a pobreza". Concebida por um coletivo de 24 associações, por iniciativa da Universidade do Bem Comum e da Associação do Mosteiro do Bem Comum, a campanha visa a obter em 2018 (70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas) uma resolução da Assembleia Geral da ONU com a qual os Estados declarem ilegais as leis, as instituições e as práticas sociais e coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento nos vários países e regiões do mundo. Será como foi quando os vários povos declararam ilegal a escravidão.
"Banimos" significa que nós, cidadãos, em particular italianos, belgas, quebequenses, argentinos e também malaios, indonésios, filipinos... (que estarão entre os povos que participarão da campanha) iniciamos um processo de mobilização civil e política contra as causas estruturais da pobreza.
Os 12 princípios da ilegalidade da pobreza
Primeiro princípio: "Ninguém nasce pobre nem escolher ser ou se tornar pobre". É o estado da sociedade em que nascemos que nos torna pobres ou ricos. Pode-se decidir viver em uma situação de grande sobriedade, mas não é a pobreza sofrida pelos três bilhões de seres humanos que estão excluídos do direito a uma vida digna, contra a sua vontade e desejo.
Segundo princípio: "Tornamo-nos pobres. A pobreza é uma construção social". A pobreza não é um fato da natureza como a chuva. É um fenômeno social, construído e produzido pelas sociedades humanas. As empresas escandinavas dos anos 1960 e 1980 conseguiram fazer desaparecer os processos estruturais de empobrecimento. Outras sociedades, ao invés, fundamentadas em princípios e práticas sociais diferentes das escandinavas, produziram e produzem inevitavelmente fenômenos de extensa pobreza. É o caso dos Estados Unidos.
O terceiro princípio reforça os dois primeiros: "Não é somente nem principalmente a sociedade pobre que produz pobreza". Os EUA são o país mais rico do mundo em termos monetários, mas o empobrecimento de dezenas de milhões (de 300 milhões) dos seus cidadãos faz parte da sua história.
Quarto princípio: "A exclusão produz o empobrecimento". A fatalidade ou a má sorte não são a causa do empobrecimento, mas sim as formas de exclusão deliberada do acesso às condições de cidadania civil, política e social.
Por essas razões, o quinto princípio: "Como processo estrutural, o empobrecimento é coletivo". Não diz respeito apenas a uma pessoa ou a uma família, mas sim a populações inteiras (as famílias de imigrantes, nômades, vilarejos sem futuro, zonas atingidas por recessões econômicas, habitantes de bairros degradados...), e categorias sociais (trabalhadores, agricultores, segmentos da classe mídia, crianças, mulheres, jovens que não conseguem entrar no mundo do trabalho, idosos...).
Primeira grande conclusão, sexto princípio: "O empobrecimento é filho de uma sociedade que não acredita nos direitos de vida e de cidadania para todos nem na responsabilidade política coletiva para garantir tais direitos a todos os habitantes da Terra". Os grupos dominantes não acreditam na existência dos direitos humanos de vida e de cidadania (universais, indivisíveis, imprescritíveis). Eles acreditam, ao invés, na igualdade "natural", hereditária, entre as pessoas, e nos direitos fundamentados no mérito. Os ricos o são porque se esforçaram, e por isso são meritórios. Os pobres o são porque não trabalharam duro, porque são inaptos e incapazes, e por isso culpados pelo seu estado.
Nesse sentido, sétimo princípio: "Os processos de empobrecimento somente ocorrem em sociedades injustas", isto é, negadoras da universalidade, da indivisibilidade e da imprescritibilidade dos direitos de vida e de cidadania. Nas sociedades injustas, o acesso só pode ser seletivo e condicionado de acordo com as regras e os critérios estabelecidos pelos grupos dominantes.
O oitavo princípio descende do anterior: "A luta contra a pobreza (o empobrecimento) é acima de tudo a luta contra a riqueza desigual, injusta e predatória (o enriquecimento)". Há empobrecimento porque há enriquecimento. Quanto mais as nossas sociedades se enriqueceram sobre bases desiguais, injustas e predatórias, mais elas deram valor unicamente à riqueza individual e apagaram do imaginário dos povos a cultura da riqueza coletiva, particularmente dos bens comuns públicos.
Daí o nono princípio: "O planeta dos empobrecidos tornou-se populoso por causa da mercantilização dos bens comuns e da vida". O trabalho, os direitos, a proteção social foram tratados como custos e, como tais, devem ser racionalizados, cortados e/ou privatizados. Não há comunidades humanas, mas sim mercados.
Nesse contexto, o décimo princípio: "As políticas de redução e de eliminação da pobreza buscadas nos últimos 40 anos fracassaram porque só podiam atacar os sintomas (medidas curativas) e não as causas (medidas resolutivas)".
Dupla conclusão geral. Décimo primeiro princípio: "A pobreza é hoje uma das formas mais avançadas de escravidão, porque se baseia em um furto de humanidade e de futuro", e décimo segundo princípio: "Para libertar a sociedade do empobrecimento é preciso banir as leis, as instituições e as práticas sociais coletivas que geram e alimentam os processos de empobrecimento".
Como e o que banir? Propostas de ações na Itália
Os sujeitos produtores de pobreza agem através de três instrumentos: as leis (legislativas e normas administrativas), as instituições (principalmente políticas, econômicas e sociais, mas também culturais, religiosas...), as práticas sociais e coletivas (convenções, estereótipos, comportamentos, preconceitos, tradições...).
Os maiores processos de empobrecimento ocorrem com relação às arquiteturas de poder (contra a democracia), às regras do viver juntos (injustiça social e econômica) e aos fundamentos da cidadania (rejeição identitária, insegurança).
Portanto, identificamos um grupo de leis (e/ou medidas administrativas), instituições e práticas sociais e coletivas nas quais é preciso intervir na Itália ao longo dos próximos cinco anos. Entre elas, mencionamos as mais significativas: revogação das leis que legalizaram a existência das finanças especulativas e predatórias (produtos derivados, paraísos fiscais, independência política do Banco Central Europeu); no campo do trabalho, abolição das últimas disposições relativas ao artigo 18; abandonar a bifurcação educacional a partir dos 16 anos; eliminação das medidas administrativas que em algumas cidades italianas criminalizaram os imigrantes, os desempregados...; fechamento imediato dos CIEs [Centros de Identificação e Expulsão]; banimento das cooperativas falsas e maliciosas de gestão do emprego e que operam como instrumentos de contratação ilegal; campanhas nacionais de subversão dos preconceitos contra os pobres e os ricos (tais como: o rico é merecedor; o pobre é culpado; o pobre é naturalmente inclinado a ser mais criminoso do que o não pobre; o luxo é bom, cria riqueza e dá emprego...).
Nada será fácil, porque a Itália não só não tem uma verdadeira estratégia de luta contra a pobreza e a exclusão social, mas também porque, como acontece em tantos outros campos na Itália, as classes dominantes atingiram níveis tão altos de mistificação e de travestimento da realidade que o único instrumento que resta nas mãos dos cidadãos é, de um lado, o abandono, a apatia/indiferença (o cada um por si) ou, de outro, a oposição violenta.
"Banimos a pobreza" é um forte ato de confiança nos cidadãos, na democracia e no Estado dos direitos segundo a Constituição da res publica.
 
Fonte: IHU