10 março, 2015

Revista de uma comunidade carente argentina entrevista o papa


Apresentamos o extraordinário diálogo publicado pela revista Cárcova News

Por ocasião dos dois anos de pontificado do papa Francisco, os jovens de uma favela da periferia da Grande Buenos Aires lhe enviaram uma série de perguntas, pensando em publicar as respostas do papa no jornal da comunidade. E o papa respondeu.

Cárcova News - O senhor fala muito em periferia. É uma palavra que usa muitas vezes. No que o senhor pensa quando fala de periferias? Em nós, nas pessoas da favela?

PAPA FRANCISCO - Quando eu falo de periferia, falo de limites. Normalmente, nós nos movemos em espaços que, de alguma forma, controlamos. Este é o centro. Mas, à medida que vamos saindo do centro, vamos descobrindo mais coisas. E quando olhamos para o centro a partir dessas novas coisas que descobrimos, a partir das nossas novas posições, a partir dessa periferia, vemos que a realidade é diferente. Uma coisa é ver a realidade a partir do centro e outra coisa é vê-la do último lugar ao qual chegamos. Um exemplo. A Europa, vista a partir de Madri no século XVI, era uma coisa, mas quando Magalhães chega ao fim do continente americano e olha para a Europa, ele entende outras coisas. A realidade é vista melhor a partir da periferia do que do centro. Também a realidade de uma pessoa, das periferias existenciais e, inclusive, a realidade do pensamento. Você pode ter um pensamento muito armado, mas, quando se confronta com alguém que está fora desse pensamento, de alguma forma tem que procurar as razões do seu próprio pensar; começa a dialogar, se enriquece a partir da periferia do pensamento do outro.

Cárcova News - O senhor conhece os nossos problemas. As drogas avançam e não são barradas; entram nas favelas e atacam os nossos jovens. Quem deve nos defender? E nós, como podemos nos defender?

PAPA FRANCISCO - É verdade, a droga avança e não é barrada. Há países que já são escravos da droga e isso nos preocupa. O que mais me preocupa é o triunfalismo dos traficantes. Essas pessoas já cantam vitória, venceram, triunfaram. E isto é uma realidade. Há países ou regiões onde tudo está sob o domínio da droga. A respeito da Argentina, posso dizer só isto: há 25 anos, era um lugar de passagem da droga; hoje em dia, é um lugar de consumo. E não tenho certeza, mas acredito que também de fabricação.

Cárcova News - Qual é a coisa mais importante que temos que dar aos nossos filhos?

PAPA FRANCISCO - O pertencimento, o pertencimento a um lar. O pertencimento se dá com amor, com carinho, com tempo, de mãos dadas, escutando-os, brincando com eles, dando a eles o necessário em cada momento para o seu crescimento. Dando a eles, principalmente, espaço para se expressarem. Se você não brinca com o seu filho, o priva da dimensão da gratuidade. Se você não dá espaço para que ele diga o que sente e para que ele possa até discutir com você por sentir-se livre para isso, então você não está deixando que ele cresça. Mas o mais importante é a fé. Dói muito, em mim, quando encontro jovens que não sabem fazer o sinal da cruz. Esses jovens não receberam a coisa mais importante que um pai e uma mãe podem dar a eles: a fé.

Cárcova News - O senhor acha que sempre existe a possibilidade de uma mudança, tanto em situações difíceis, de pessoas que foram muito provadas pela vida, como em situações sociais ou internacionais que são causa de grandes sofrimentos para a população? De onde vem esse otimismo, inclusive quando seria o caso de nos desesperarmos?

PAPA FRANCISCO - Toda pessoa pode mudar, inclusive as muito provadas. Eu conheço gente que estava abandonada ao deus-dará e que hoje está casada, tem o seu lar. Isto não é otimismo; isto é certeza de duas coisas. Primeiro, do homem, da pessoa. A pessoa é imagem de Deus e Deus não despreza a sua imagem, sempre a resgata de alguma forma. E, segundo, da força do Espírito Santo, que vai mudando a consciência. Não é otimismo, é fé na pessoa, porque ela é filha de Deus. Deus não abandona os seus filhos. Eu gosto de repetir que nós, os filhos de Deus, fazemos bobagens o tempo todo, erramos, pecamos, mas, quando pedimos perdão, Ele sempre nos perdoa. Ele não se cansa de perdoar. Somos nós que, quando nos achamos importantes, nos cansamos de pedir perdão.

Cárcova News - Como podemos ficar convictos e constantes na fé? Vivemos altos e baixos; em alguns momentos somos conscientes da presença de Deus, de que Deus é um companheiro de caminho, mas, em outros, nos esquecemos disso e nos comportamos como se Deus não existisse. Podemos conseguir estabilidade numa questão como a da fé?

PAPA FRANCISCO - Sim, há altos e baixos. Em alguns momentos, somos conscientes da presença de Deus, outras vezes nos esquecemos dela. A Bíblia diz: a vida do homem, da pessoa sobre a terra, é um combate. Ou seja, temos que estar em paz e lutando. Preparados para não desfalecer, não baixar a guarda, e, por outro lado, desfrutando de todas as coisas lindas que Deus nos dá na vida. Temos que estar alertas. Não ser derrotistas, não ser pessimistas. Como ser constante na fé? Se você não se negar a senti-la, vai senti-la muito perto, vai encontrá-la no seu coração. Outro dia pode ser que você não sinta nada. Mas a fé está ali, não está? É necessário acostumar-se com o fato de que a fé não é um sentimento. Às vezes, nosso Senhor nos dá a graça de senti-la, mas a fé é mais do que isso. A fé é a minha relação com Jesus Cristo; eu creio que Ele me salvou. Este é o ponto central da fé. Procure os momentos da sua vida em que você estava mal, perdido, frustrado, e observe como Cristo o salvou. Abrace isto; esta é a raiz da sua fé. Quando você se esquece, quando não sente nada, abrace isto, porque essa é a base da sua fé. E sempre com o Evangelho na mão. Leve consigo um Evangelho pequeno, no bolso. Mantenha um Evangelho em casa. É a Palavra de Deus. Nele você alimenta a fé. Afinal, a fé é um presente, não é uma atitude psicológica. E quando lhe dão um presente, você tem que recebê-lo, não é? Receba, então, o presente do Evangelho e leia. Leia e escute a Palavra de Deus.

Cárcova News - A sua vida tem sido intensa, rica. Nós também queremos viver uma vida plena, intensa. Como fazer para não viver inutilmente? E como podemos saber que não vivemos inutilmente?

PAPA FRANCISCO - Bom, eu vivi muito inutilmente, sabiam? Não foi tão intensa e tão rica. Eu sou um pecador como qualquer outro. Acontece que, simplesmente, nosso Senhor quis que as coisas que eu faço sejam públicas, mas quantas vezes há gente que não vemos, e o bem que elas fazem! A intensidade não é diretamente proporcional ao que se vê. A intensidade é vivida por dentro. E é vivida alimentando-se a fé. Como? Fazendo obras de fecundidade, obras de amor pelo bem das pessoas. Talvez o pior pecado contra o amor seja o de renegar uma pessoa. Há uma pessoa que ama você e você a renega fingindo que nem a conhece. Ela ama você e você a renega! Quem mais nos ama é Deus. Renegar a Deus é um dos piores pecados que existem. São Pedro cometeu esse pecado, renegou Jesus Cristo… e foi escolhido papa! Então, o que me resta? Vamos seguir adiante!

Cárcova News - Há pessoas, ao seu redor, que não concordam com o senhor?

PAPA FRANCISCO - Sim, claro.

Cárcova News - Como o senhor se comporta com elas?

PAPA FRANCISCO - Nunca me fez mal escutar as pessoas. Cada vez que as escuto, me faz bem. Nas vezes em que não as escutei é que me dei mal. Porque, mesmo que você não esteja de acordo, elas sempre, sempre vão lhe dar algo ou colocar você numa situação em que é preciso repensar as coisas. E isso enriquece. Esta é a maneira de nos comportarmos com as pessoas das quais discordamos. Agora, se eu não estou de acordo com alguém e paro de cumprimentá-lo, fecho a porta na sua cara ou não o deixo falar, não lhe pergunto nada, é evidente que anulo a mim mesmo. Esta é a riqueza do diálogo. Dialogando, escutando, você se enriquece.

Cárcova News - A moda de hoje empurra os jovens para as relações virtuais. Na favela também acontece isto. Como fazer para que as pessoas saiam do seu mundo de fantasia, como ajudá-las a viver a realidade e as relações verdadeiras?

PAPA FRANCISCO - Eu distinguiria entre o mundo da fantasia e as relações virtuais. Às vezes, as relações virtuais não são de fantasia; são concretas, são de coisas reais, muito concretas. Mas, evidentemente, o desejável é a relação não virtual, ou seja, a relação física, afetiva, a relação no tempo e no contato com as pessoas. E acho que o perigo que nós corremos é o de ter uma capacidade de informação muito grande, de nos movermos virtualmente dentro de toda uma série de coisas que podem nos fazer virar jovens-museu. Um jovem-museu é muito bem informado, mas o que ele faz com tudo o que tem? A maneira de ser fecundo na vida não é acumular informação ou manter apenas comunicações virtuais, mas mudar o concreto da existência. Em suma, isto quer dizer amar. Você pode amar outra pessoa, mas, se não aperta a sua mão, não lhe dá um abraço, não é amor; se você ama alguém para se casar com esse alguém, ou seja, com o desejo de se entregar completamente, mas não o abraça, não lhe dá um beijo, não é verdadeiro amor. O amor virtual não existe. Existe a declaração de amor virtual, mas o verdadeiro amor prevê o contato físico, concreto. Vamos ao essencial da vida. E o essencial é isso. Então, nada de jovens-museu que só estejam informados das coisas virtualmente, e sim jovens que sintam e que, com as próprias mãos, e isto é o concreto, levem a vida adiante. Eu gosto de falar das três linguagens: a linguagem da cabeça, a linguagem do coração e a linguagem das mãos. Tem que haver harmonia entre as três, de tal maneira que você pense o que sente e o que faz, sinta o que pensa e o que faz e faça o que sente e o que pensa. Isto é o concreto. Ficar somente no virtual é como viver numa cabeça sem corpo.

Cárcova News - Há algo que o senhor queira sugerir aos governantes argentinos num ano de eleições?

PAPA FRANCISCO - Primeiro, uma plataforma eleitoral clara. Que cada um diga: se nós formos governo, vamos fazer “isto”. Bem concreto. A plataforma eleitoral é muito sadia e ajuda as pessoas a ver o que cada um pensa. Em eleições de muitos anos atrás, houve um caso importante, com alguns jornalistas espertos. Mais ou menos na mesma hora, eles se encontraram com três candidatos. Não me lembro se eram candidatos a deputados ou a intendentes. E perguntaram a cada um: “O que o senhor pensa sobre tal coisa?”. Cada um deu a sua resposta e um dos jornalistas disse a um deles: “Mas o que o senhor pensa não é a mesma coisa que o seu partido pensa. Veja a plataforma eleitoral do seu partido…”. Às vezes, os próprios candidatos não conhecem a plataforma eleitoral. Um candidato tem que se apresentar à sociedade com uma plataforma eleitoral clara, bem estudada, dizendo explicitamente: “Se eu for eleito deputado, intendente, governador, vou fazer ‘isto’, porque é ‘isto’ o que tem que ser feito”. Segundo, honestidade na apresentação da própria postura. E terceiro, e isso é uma das coisas que nós temos que conseguir, espero que consigamos, uma campanha eleitoral não financiada. Porque nos financiamentos das campanhas eleitorais entram muitos interesses que depois “mandam a fatura”. Então, tem que haver independência em relação a qualquer um que possa financiar uma campanha eleitoral. É um ideal, evidentemente, porque sempre se precisa de dinheiro para a propaganda, para a televisão. Mas, em todo caso, que o financiamento seja público. Deste modo, eu, cidadão, sei que financio este candidato com esta determinada quantidade de dinheiro. Que seja tudo transparente e limpo.

Cárcova News - Quando o senhor vem à Argentina?

PAPA FRANCISCO - Pretendo ir em 2016, mas ainda não há nada certo, porque é preciso combinar com outras viagens, com outros países.

Cárcova News - Ouvimos pela televisão notícias que nos doem, sobre fanáticos que querem matá-lo. O senhor não tem medo? E nós, que o amamos, o que podemos fazer?

PAPA FRANCISCO - Vejam, a vida está nas mãos de Deus. Eu disse a nosso Senhor: cuida de mim. Mas se a tua vontade for que eu morra ou que me façam algo, só te peço um favor: que não me doa. Porque eu sou muito medroso para a dor física...

Fonte: zenit.org

Entrevista com o arcebispo Palmer-Buckle

Dom Palmer-Buckle, foi escolhido pelos bispos de Gana para ser um dos participantes do Sínodo dos bispos, programado para os dias 4 a 25 de outubro no Vaticano. O Papa Francisco confirmou sua eleição no fim de janeiro.

Dom Palmer-Buckle também atua como bispo responsável pela família na Conferência dos Bispos de Gana e coo tesoureiro deo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), organização de todos os bispos católicos do continente africano.

A entrevista com o arcebispo Palmer-Buckle aconteceu no dia 5 de fevereiro, após uma reunião do Comitê Permanente do SECAM em Roma.

A reportagem é de Diane Montagna, publicada no sítio Aleteia, 25/02/2015. A tradução é de Claudia Sbardelotto.


Eis a entrevista.

Sua Excelência, o que é importante para a África no Sínodo?
O que é importante para a África é que a Igreja seja clara sobre a doutrina antiga e moderna da Igreja sobre o casamento, ou seja, que o casamento é uma união entre um homem e uma mulher.
O que estamos realmente esperando ouvir é a posição clara da Igreja em relação ao que é e continua sendo a doutrina sobre o sagrado matrimônio: a união entre homem e mulher, um homem e uma mulher, para se ajudarem mutuamente e para a procriação. Isso é o que estamos esperando ouvir, porque há muitas vozes conflitantes, não necessariamente da Igreja - mas, infelizmente, do mundo ocidental - que estão tentando abafar a voz de Deus, a voz da Igreja. Essa é a primeira coisa.
Na África, muitas pessoas, previamente, estavam envolvidas em casamentos polígamos. Mas, para o nosso povo, o casamento sempre foi entre macho e fêmea, entre homem e mulher. Inclusive entre um homem e várias mulheres, ou, em casos raros, mesmo entre uma mulher e vários homens. Mas, já que o Cristianismo não aceita isso, a maioria de nosso povo tem tentado muito duramente viver de acordo com os preceitos de Jesus Cristo.
Em Mateus 19, 1-6, Jesus diz que "o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e serão os dois uma só carne ... Então, o que Deus uniu o homem não separe". Isso é o que nós estamos esperando ouvir, claramente enunciado pela Igreja.
O senhor tem alguma dúvida de que o ensinamento da Igreja sobre o casamento não seja enunciado claramente no Sínodo em outubro?
Eu não tenho absolutamente nenhuma dúvida em relação a isso. A minha preocupação é que muitos gostam de tornar a "voz dos meios de comunicação" em "voz da Igreja". É a Igreja que deve se pronunciar sobre isso.
O primeiro Sínodo Extraordinário foi concebido para trazer à tona as questões relacionadas com o casamento na era atual - para as pessoas de dentro da Igreja e para aquelas de fora da Igreja - e perguntar quais deveriam ser as nossas preocupações pastorais sobre o casamento: sobre as pessoas casadas, sobre as pessoas que se casaram e deixaram a relação, sobre aqueles que voltaram a se casar, e até mesmo pensar sobre as novas formas de uniões que estão sendo impostas sobre a humanidade com o nome de casamento.
O Sínodo Extraordinário, na verdade, era só para dizer: este é o status quaestionis [estado da investigação]. O que a Igreja faz com isso? O que vamos fazer com isso? Como vivemos neste tipo de mundo sem ser desse tipo de mundo? Como podemos viver neste mundo e levar o ensino e a salvação de Cristo ao povo? Isso é o que tratava o primeiro Sínodo Extraordinário.
O próprio Santo Padre elaborou uma síntese muito bonita. O resumo dela é: ninguém deve impedir ninguém de dizer o que pensa sobre o estado atual do casamento, família etc. Ninguém deve sufocar ninguém. Devemos ouvir uns aos outros e devemos refletir sobre isso e tentar ver o que o Espírito Santo vai nos dizer sobre como acompanhar as pessoas que se encontram em qualquer forma de casamento em direção a Cristo. Essa é a preocupação principal [do Papa Francisco]: como vamos levar essas pessoas, sejam elas quem forem, em qualquer contexto em que se encontrem, a Cristo. Eu acho que foi uma mensagem bonita.

O que o senhor quer dizer com "qualquer forma de casamento"?
Tome como exemplo a África. Há pessoas em relações poligâmicas, que estavam envolvidas nelas antes de se tornarem cristãs. Sua família teve que fazer uma escolha: mandar embora uma mulher ou duas mulheres com todos os seus filhos, sem ferir as crianças, sem ferir as esposas. Por isso, é um problema.
Como faço para batizar filhos de casamentos polígamos? O que eu vou ensiná-los? Se eu lhes disser: "Seu pai deve deixar a sua mãe", isso não vai machucar a criança emocionalmente, espiritualmente, até mesmo pelo resto de sua vida, a ponto de que ela possa até decidir que a Igreja é má porque dilacerou a sua família?
Eu posso dizer com certeza que existem casamentos polígamos, em que você vai se surpreender com a harmonia entre o marido e as suas diferentes esposas, entre as diferentes mulheres e entre os seus filhos. É incrível. Há muitos, muitos outros casos em que há muita dor em curso entre as diferentes mulheres, entre as diversas crianças, e isso deve ser trazido à tona. Como podemos ajudar todos os envolvidos a olharem para Cristo e para o que Cristo os convida a fazer?
A carta aos Hebreus diz para termos "o olhar fixo em Cristo" e nos empenharmos em direção a ele. Então, como posso ajudá-los a manter Cristo em vista? E como faço para acompanhá-los em qualquer circunstância em que se encontram?
Na África - este é o contexto com que estou lidando - eu não vou fechar meus olhos para o fato de que há casos de homossexuais, de pessoas com tendências homossexuais, de pessoas com tendências lésbicas. A África sempre desaprovou isso, uma vez que sempre olhou para o casamento como algo que contribui para o bem-estar da sociedade, não necessariamente só para o bem-estar dos indivíduos.
Então, de certa forma, podemos dizer que qualquer um que tem uma certa tendência não foi visto com ternura. De fato, tem havido casos em que os seus direitos humanos foram violados. A Igreja está nos pedindo para entender isso. Se a pessoa tem tendências homossexuais ou tendências heterossexuais, a pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus, e essa imagem e semelhança de Deus é o que devemos proteger. Isso é o que devemos defender. E é por isso que temos que ajudar essa pessoa a ouvir o que Deus diz sobre o seu estado. E eu acho que essa é a beleza do que a Igreja nos ensina.
Portanto, esse período entre o Sínodo Extraordinário e o Sínodo Ordinário está nos proporcionando um tempo, enquanto analisamos os Lineamenta, para ouvir, para orar e discernir. Quando nos encontrarmos em outubro, eu acredito que nós estaremos indo para afirmar o que a Igreja sempre ensinou. Nós não estamos indo para diluir o ensinamento. Mas isso vai ser declarado de uma forma que não exclua, de modo algum, quem quer que seja da jornada e do caminho para Cristo, que é o cumprimento da nossa perfeição. 

No Ocidente, o lobby gay é muito forte e tem muito poder na mídia. Muitas pessoas, portanto, estão preocupadas que, se a linguagem for muito "solta", o Sínodo será uma ocasião em que alguns poderão usar essa linguagem vaga para levar adiante ideias que são contrárias ao Evangelho. Por exemplo, a palavra "accogliere" [acolher] foi uma palavra muito usada durante o Sínodo Extraordinário em outubro passado. A palavra, em alguns casos, foi sequestrada para fazer parecer como se a Igreja estivesse a caminho de aprovar as relações homossexuais. O que os bispos precisam dizer em outubro próximo, a fim de comunicar tanto para a África quanto para o Ocidente a posição exata da Igreja?
Você sabe, se há algo que eu acho bonito sobre o Papa Francisco é como ele nos faz voltar à pergunta: como é que Cristo agiria nesta circunstância?
E eu creio que um dos aspectos mais profundos foi quando ele estava voltando do Rio de Janeiro e foi entrevistado por jornalistas que estavam interessados ​​em saber o que o papa pensava sobre gays e lésbicas e ele disse: "Se um gay está à procura de Cristo, quem sou eu para julgar a pessoa?".
Acho que o papa tomou a postura de Jesus Cristo. Por exemplo, diante da mulher que foi pega em adultério, aqueles que estavam ali queriam apedrejá-la até a morte. E o que Jesus disse? "Quem de vós estiver sem pecado atire a primeira pedra". A Bíblia nos diz: "Eles foram embora, um por um". Agora, se você se lembra da pergunta que Jesus fez para a mulher: "Mulher, alguém te condenou?". Ela responde: "Ninguém". Ele diz: "Então, eu também não te condeno. Vai e não peques mais".
A beleza disso é que Jesus primeiro pensou que ele deveria salvar essa mulher, a sua dignidade dada por Deus e o dom da vida que Deus lhe dera. Depois de lhe ter salvo e feito compreender que Deus a ama, então ele diz a ela: agora vá e repare tudo o que há entre você e Deus. Acho que isso é bonito.
Eu gostaria de dizer que isso não acontece somente no caso da mulher pega em adultério, mas também na forma como ele se relaciona com os leprosos. Quando o leproso vem e diz: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me", Jesus diz: "Sim, eu quero". Ele toca o leproso e diz: "Fique purificado". Por que Jesus tocou o leproso? Era contra a lei judaica tocar um leproso. Ele fez o leproso entender que: "O fato de que você tem essa doença não significa que você não é um filho de Deus. É também por sua causa que eu vim".
Eu gostaria de usar outro exemplo, não só os negativos. Tomemos a mulher que foi ao encontro de Jesus e estava chorando aos seus pés. Agora, o que é muito engraçado é que diz que todo mundo sabia que ela era uma pecadora. Quanto ao tipo de pecado, não nos é dito, mas eles a conheciam como uma pecadora.
As pessoas que convidaram Jesus já estavam condenando a mulher em suas mentes, e ele diz: "Simão, você vê esta mulher? Eu vim para a sua casa, e você nem sequer lavou minha cabeça, e ela não parou de lavar os meus pés com suas lágrimas, e, portanto, os seus muitos pecados, eu não sei quantos são, nem quais são, mas eles estão perdoados, porque ela muito amou".
Então, veja, Jesus tem uma bela maneira de confirmar em cada pessoa: "Você é um filho de Deus, você é único, e eu amo você por quem você é, independentemente do que os outros pensam de você ou do que você se tornou. No entanto, tenha Deus em vista, continue andando".
Então, eu não culpo a mídia. O mais provável é que temos feito as pessoas sofrerem por tanto tempo apenas porque elas não são "como nós". Nós já as fizemos sofrer, as discriminamos, as ostracizamos. Então, se hoje o lobby gay é muito grande, é porque quase desumanizamos essas pessoas.
O senhor gostaria de explicar isso melhor?
O que o papa está levantando é que não temos o direito de desumanizar ninguém, seja pela cor, pelo credo ou pela orientação sexual. Nós devemos abraçar essas pessoas e, em seguida, apontar, caminhar com elas para o que o papa acredita ser essa certa voz interior que ninguém pode sufocar, que nem mesmo a mídia pode sufocar.
Aqueles que estão no lobby gay, por uma razão ou outra, têm sido obrigados por nós, os chamados "bons", até mesmo a sufocar uma certa voz interior que definitivamente eu acho que os está advertindo de que algo não está 100% certo. Temos contribuído para isso. Nós também estamos calando em nós mesmos a voz que diz: "Todos são filhos de Deus, e devemos acolher a todos". Não temos o direito de apedrejar ninguém, e não temos o direito de desprezar ninguém. Devemos acolhê-los.
Alguns leitores estão se perguntando: O que se entende por "acolher", se é o caso de um casal que se divorciou e casou novamente civilmente ou algum outro caso? O cardeal Kasper propôs que, em alguns casos, aqueles que estão divorciados e recasados ​​civilmente - mas sem uma nulidade - deveriam ser autorizados a receber a Sagrada Comunhão, depois de seguir um caminho de penitência. Essa é uma maneira de acolher as pessoas. Outra maneira de acolher é dizer: "Sim, venha à Igreja, faça parte da comunidade, mas há limites em termos de recepção da Sagrada Comunhão". O que significa "acolher", na sua opinião?
Deixe-me usar um parâmetro muito diferente. Deixe-me usar a Europa. Deixe-me usar os Estados Unidos.
O que está acontecendo agora, por exemplo, nos Estados Unidos, é que o presidente Obama está dizendo que há muitas pessoas vivendo ilegalmente nos EUA. Não podemos mandá-las de volta para casa. Por isso, vamos achar um jeito de legalizar seu estado para que elas possam contribuir dignamente para o bem do país. Há muitos norte-americanos que são contra isso. Não é verdade?
Sim, muitos norte-americanos pensam que não é por isso que Obama quer que as pessoas sejam legalizadas nos Estados Unidos. Eles enxergam como uma tentativa de mudar o caráter do eleitorado.
Veja, tentar pensar por ele [Obama] é sempre o problema. Tudo o que ele disse é: "Se você está nessa posição, como você gostaria que nós o tratássemos?".
Quando se trata dos refugiados em Lampedusa, olhe para a atitude aqui na Europa. O que eu acho é que o papa está tentando nos fazer analisar, especialmente no que diz respeito às pessoas divorciadas e novamente casadas. Ele não disse "sim" ou "não". Ele disse "pensem".
A Sagrada Comunhão é remédio para os doentes. Não é uma recompensa para os perfeitos.
Mas, de acordo com a doutrina da Igreja Católica, seja qual for o seu pecado, é preciso estar em um estado de graça, a fim de receber a Santa Eucaristia (CCC 1415).
Eu tenho que admitir que, ao longo dos séculos, nós fizemos uma linha muito dura nesse contexto. Eu conheci um pastor protestante uma vez. Tivemos uma grande discussão. Ele disse que, em Mateus 16, Jesus deu o poder das chaves para Pedro, dizendo: "Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus".
De acordo com esse meu amigo pastor protestante, por causa disso, em algumas das Igrejas protestantes, eles acreditam que Cristo deu-lhes o poder de desvincular aqueles que se comprometeram em alguns casamentos que são irregulares, que são difíceis, que são contraproducentes, e permitir-lhes ir adiante em outro contexto.
Então, veja, é uma interpretação. Segundo a nossa interpretação, sim, a Igreja tem o poder das chaves, mas não nesse contexto particular dos casamentos. Portanto, o casamento deve passar por todo o processo e ser anulado antes de o casal estar autorizado a ir mais além. Eu acho que nós vamos olhar para o que "o poder das chaves" pode significar nesse contexto.
Como isso pode ser conciliado com as palavras do Senhor: "O que Deus uniu, o homem não separe"?
Isso é verdade. O que Deus uniu... Na verdade, não é "o homem não separe", mas "o que Deus uniu, o homem não pode separar". Nenhum homem pode separar o que Deus uniu, e isso é verdade. Mas, em seguida, o mesmo Jesus diz: "Tudo o que ligares na terra será ligado no céu, tudo o que desligares na terra é desligado no céu." Então, o que ele quis dizer com isso? São duas afirmações que se contradizem?
Bem, Vossa Excelência, elas não podem se contradizer, porque foi o Senhor que disse, e Ele é a Verdade.
Elas não podem se contradizer, por isso vamos ter que descobrir por meio da oração o que fazer. Eu acredito que cada instituição, como a Igreja, deve ter regras e regulamentos. Mas as regras e regulamentos são ideais, pontos de chegada. Eles são a perfeição a que aspiramos. No entanto, estamos caminhando e, quando caímos, deveríamos ser capazes de levantar e de seguir em frente. E é por isso que o papa nos pede: como podemos ajudar as pessoas, cujos casamentos estão em ruínas, sem possibilidade de reparo, a tomar o remédio de que necessitam e a continuar a andar?
Vamos mantê-las perpetuamente se sentindo culpadas por si mesmas e pelas crianças que tiveram a partir daí, e assim por diante? Vamos ajudá-las dessa maneira? Deus não é todo misericórdia? É somente em Deus que a justiça e misericórdia se encontram e se abraçam. Nós somos apenas seus instrumentos, então eu acredito fortemente que devemos ser capazes de dizer: "Senhor, esta é a situação, mas nós a elevamos a ti em sua grande misericórdia". Vai ser difícil, mas vamos ter que fazer isso.

É ousado dizer o que estou dizendo.

09 março, 2015

VIII Encuentro Nacional de Comunidades Eclesiales de Base Tegucigalpa, Honduras, 26-28 de febrero de 2015

Presentes 70 miembros animadores las Comunidades Eclesiales de Base en representación de las diócesis de Trujillo, La Ceiba, San Pedro Sula, Juticalpa, Yoro, Comayagua, Choluteca y la Arquidiócesis de Tegucigalpa hemos celebrado nuestro VIII Encuentro Nacional de Comunidades Eclesiales de Base (CEB´s) en la Casa de Retiro Montaña Clara María.

A la luz de la Sagrada Escritura, las orientaciones pastorales del Documento de Aparecida, la enseñanza del Papa Francisco y la memoria de nuestros mártires hemos analizado, orado y reflexionado a profundidad el tema “JUSTICIA, PAZ Y DEFENSA DE LOS BIENES DE LA CREACION”, con el lema “Con María, las Comunidades Eclesiales de Base nos comprometemos con la Justicia y construimos la Paz”.

Siguiendo la metodología del Ver, Juzgar y Actuar hemos iniciado escuchando, con dolor, el flagelo de las diferentes diócesis. Problemáticas que amenazan a todo el país. Hemos detectado los siguientes conflictos comunes que también están “clamando al cielo” (cf. Ex 3,7) por liberación:

1.    Las grandes Concesiones de Extracción Minera cedidas por el gobierno a empresas nacionales y transnacionales.
2.    Concesión de nuestros ríos y montañas para construcción de proyectos hidroeléctricos.
3.    Desmedida deforestación y tala inmoderada de los bosques.
4.    Injustas leyes que entregan nuestras playas a transnacionales.
5.    Irracional monocultivo de palma africana.
6.    Concesión de territorios para construcción de las Ciudades Modelo, denominadas Zonas de Empleo y Desarrollo Económico (ZEDES).
  
Este análisis de la realidad, elaborado con la ayuda de personas expertas en la materia y con el testimonio de comunidades afectadas por estos conflictos, nos lleva a asegurar que de continuar estos perversos proyectos generaran terrible destrucción de la vida, como de hecho hemos constatado: enfermedades, epidemias, expropiación y acaparamiento de tierras, invasión y destrucción de comunidades enteras, amenazas y muertes de líderes campesinos e indígenas, daños irreparables al medio ambiente y empobrecimiento que generará mayores problemas sociales (Cf. Jn 10, 10.12-13). Como “profetas de la vida” (DA 471) manifestamos nuestra indignación ante la facilidad con la que nuestros gobernantes están entregando nuestro territorio sin consultar a la ciudadanía y emitiendo leyes que no favorecen al bien común sino intereses egoístas y foráneos (Cf. Mc 10, 42).

Movidas por el amor de Cristo, y los valores del evangelio proclamados y sufridos por él, las CEB´s nos sentimos comprometidas a integrarnos en las organizaciones de la sociedad civil para ser partícipes de las luchas en defensa de los territorios (Cf. DA 472), siendo solidarias con nuestro pueblo oprimido (Cf. Is 1, 17) que ya está sufriendo los embates del gobierno y empresarios inescrupulosos (Cf. DA 473).

Por tal motivo, hemos acordado fortalecer y promover un proceso de sensibilización que nos lleve a tomar conciencia de nuestra responsabilidad cristiana con la justicia y el cuidado de la creación a través de temas, oraciones, cantos, resonancias, talleres, retiros y otras iniciativas para conseguir transformaciones en favor de la paz y el bien común en nuestro país (Cf. DA 474).

Dado en Casa de Retiro Montaña Clara María de la ciudad de Tegucigalpa, MCD a los 28 días del mes de febrero del año dos mil quince para que sea ampliamente conocido y divulgado

Mãe terá mesmo direito do pai de registrar o nascimento do filho em cartório

A mãe poderá registrar em cartório o nascimento do filho, em igualdade de condições com o pai, conforme prevê o projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (5) pelo plenário do Senado, que altera a lei atual, pela qual o homem é o responsável pelo registro do filho e apenas quando se omite ou está impedido de fazê-lo a mulher tem esse direito.
O Projeto de Lei nº 16/13 da Câmara dos Deputados altera os itens 1º e 2º do artigo 52 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e sua aprovação foi uma homenagem do Senado ao mês das mulheres pelo Dia Internacional a elas dedicado, no domingo (8).
Além dessa proposta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pôs em votação outra matéria também comemorada pela bancada feminina na Casa. O Projeto de Lei da Câmara nº 2/11 estende a proibição de revista íntima às funcionárias de órgãos, autarquias, fundações e empresas públicas e de clientes do sexo feminino.
O texto, que precisa voltar à Câmara dos Deputados por causa das alterações sofridas no Senado, garante ainda à vítima de eventuais abusos indenização por danos morais e materiais e multa em caso de descumprimento da determinação, equivalente a 30 salários mínimos, que será cobrada em dobro em caso de reincidência. A revista íntima em empresas privadas já é proibida.
Sessões deliberativas no plenário do Senado às quintas-feiras não são comuns, mas o presidente da Casa, Renan Calheiros, disse que pretende marcá-las para as 11h da manhã, de modo a garantir sua realização.
Antes de começar a Ordem do Dia, Renan falou, mais uma vez, sobre a decisão de devolver ao Executivo a Medida Provisória 669/15. “Minha decisão de devolver a medida provisória não é contra ninguém. É a favor da democracia do Brasil”, afirmou. A MP reduzia o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento de 56 segmentos da economia, em vigor desde 2011.
O presidente do Senado informou que, na próxima terça-feira (9), colocará em pauta propostas sobre a reforma política, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 40/11, que permite coligações eleitorais somente nas eleições para presidente da República, governador e prefeito, mas proíbe esse tipo de aliança entre as legendas nas disputas de deputado federal e estadual e vereador.
Texto: Karine Melo (Agência Brasil)
Fonte: Rede Brasil Atual

Lei Maria da Penha diminui 10% a taxa de homicídio doméstico, diz Ipea

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a efetividade da Lei Maria da Penha (LMP) mostra que a iniciativa, criada em 2006, fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídio contra as mulheres dentro das residências.
Apesar de a LMP não ter como foco o homicídio de mulheres, a pesquisa partiu do pressuposto de que a violência doméstica ocorre em ciclos, onde muitas vezes há um acirramento no grau de agressividade envolvida, que, eventualmente, redunda (muitas vezes de forma inesperada) na morte do cônjuge.
Segundo o estudo divulgado nesta quarta-feira (4), seria razoável imaginar que a lei, ao fazer cessar ciclos de agressões intrafamiliares, gere também um efeito de segunda ordem para fazer diminuir os homicídios ocasionados por questões domésticas e de gênero.
O Instituto, no entanto, ressalta que a efetividade não se deu de maneira uniforme no País, por causa dos diferentes graus de institucionalização dos serviços protetivos às vítimas de violência doméstica.
Dados
Os dados utilizados para a análise dizem respeito às agressões letais no Brasil e foram obtidos por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Os registros do SIM são contabilizados com base nas informações das declarações de óbitos fornecidas pelos Institutos Médicos Legais (IMLs). Além da “causa básica do óbito”, foram utilizadas as variáveis referentes ao sexo do indivíduo e à data do registro, bem como o município de ocorrência.
Metodologia
Por meio de um método conhecido como modelo de diferenças em diferenças – “em que os números de homicídios contra as mulheres dentro dos lares foram confrontados com aqueles que acometeram os homens“– os pesquisadores do Ipea utilizaram dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para estimar a existência ou não de efeitos da LMP na redução ou contenção do crescimento dos índices de homicídios cometidos contra as mulheres

Por exemplo, se o número de homicídios de homens e mulheres crescerem no período analisado pela pesquisa, mas o aumento para os homens tiver sido maior, descontando outros fatores de influência, a efetividade da lei pode ser verificada, pois, se não houvesse a LMP, o aumento da taxa de homicídio de mulheres seria ainda maior do que a observada nos dados.
Análise
A ideia central para a identificação do modelo é que existem fatores associados à violência generalizada na sociedade e, em particular, à violência urbana, que afetam de forma regular os homicídios de homens e mulheres.
Todavia, existem outros fatores ligados à questão de gênero que afetam apenas os homicídios de mulheres. Foram estimados vários modelos que explicam os homicídios e os homicídios dentro das residências, os quais consideraram efeitos fixos locais e temporais, além de variáveis de controle para a prevalência de armas de fogo e para o consumo de bebidas alcoólicas nas microrregiões brasileiras.
Os resultados mostraram unanimemente que a introdução da LMP gerou efeitos estatisticamente significativos para fazer diminuir os homicídios de mulheres associados à questão de gênero.
Evolução dos homicídios
A evolução da taxa de homicídios em residência para o Brasil no período entre 2000 e 2011 é apresentada no gráfico 1.

A análise dos homicídios dentro das residências é importante, pois, segundo as evidências internacionais e nacionais, em mais de 90% dos casos, os responsáveis são conhecidos familiares da vítima, configurando situações tendem a se aproximar mais dos eventos associados às questões de gênero.
Para avaliar se um experimento ou uma lei é efetiva ou não, não basta ver se a variável de interesse (no caso, homicídios nas residências) aumentou ou diminuiu. É preciso construir um cenário contrafactual. Ou seja, se não houvesse a lei, as homicídios teriam crescido mais do que o que foi observado? A resposta é positiva, então, a lei foi efetiva.
O aumento no número de homicídios em residência pode ter sido influenciado por outros fatores socioeconômicos. O modelo de diferenças em diferenças mede o supracitado cenário contrafactual ao comparar a evolução da taxa de homicídios entre homens e mulheres e, além disso, levar em conta especificidades locais (no nível das microrregiões), que podem afetar diferentemente a violência contra homens e mulheres, e tendências temporais, que podem ser resultado de mudanças estruturais e/ou políticas passíveis de afetar as trajetórias de homicídios. Ademais, o modelo considera a evolução da prevalência de armas de fogo e de ingestão de bebidas alcoólicas, que poderia interferir na regularidade dos homicídios de homens e mulheres.
Fonte: Portal Forum

08 março, 2015

Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pelo Dia Internacional da Mulher

No texto é lembrado o contributo feminino na sociedade e na Igreja, mas também as dificuldades enfrentadas por causa da invisibilidade social que sofrem.

Leia o texto na íntegra:
Mensagem pelo Dia Internacional da Mulher
“Eu quero a vida de meu povo” (Ester, 5,3)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda com alegria e gratidão todas as mulheres, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Apraz-nos, neste dia, afirmar com o Papa Francisco que “a Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens” (EG 103).
A atuação transformadora das mulheres na Sociedade e na Igreja é responsável pela construção de relações mais humanas e humanizadoras, buscando o fim da discriminação e da desigualdade, especialmente na relação mulher-homem. Recorda-nos o Papa Francisco que esta relação “deveria reconhecer que ambos são necessários, porque possuem uma natureza idêntica, mas com modalidades próprias. Uma é necessária à outra, e vice-versa, para que se cumpra verdadeiramente a plenitude da pessoa” (Discurso ao Pontifício Conselho para a Cultura).
Entristece-nos, no entanto, o cenário de invisibilidade em que se encontra a maioria das mulheres, bem como o impedimento de sua presença em importantes espaços de decisões. Some-se a isso o desafio da pobreza, da exploração do trabalho e tráfico humano, das violações das culturas e suas crenças, que evidencia as graves violações dos direitos das mulheres. Renova nossa esperança a iniciativa do Poder Judiciário que propôs a “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, sugerindo ações, em todo o Brasil, voltadas para a paz nos lares e o fim da violência contra as mulheres. O compromisso com a manutenção de um sadio ambiente familiar é também do homem, pois é dentro da comunhão - comunidade conjugal e familiar - que o homem é chamado a viver o seu dom e dever de esposo e pai (FC, 25).
Os avanços e conquistas das mulheres, garantidos por lei e/ou por políticas públicas, não escondem as deficiências de muitas ações voltadas ao cumprimento e efetivação dos direitos da mulher. A todos, também à Igreja, cabe o dever de assumir a luta das mulheres negras, pescadoras, domésticas, ciganas, catadoras, camponesas, quilombolas, operárias, marisqueiras, prostituídas, ribeirinhas, encarceradas, indígenas, migrantes, donas de casa e de tantas outras que vivem a dolorosa experiência da invisibilidade social.
Este contexto é um apelo a que todos, especialmente os cristãos e cristãs, vençam a tentação da indiferença e se unam na luta em favor da justiça e da equidade, protagonizada pelas mulheres do Brasil. Inspire-nos, nesse propósito, o lema Campanha da Fraternidade 2015 – Eu vim para servir – que nos estimula a construir a fraternidade e a igualdade, no amor e no serviço.
Ao saudá-las, neste dia, renovamos nosso reconhecimento a cada uma das mulheres, por sua insubstituível presença e participação nas comunidades eclesiais espalhadas por todo o Brasil e por seu protagonismo na construção de uma nova sociedade, e rogamos a Deus fortalecê-las na luta de cada dia e abençoá-las em todos os seus caminhos.
Maria, Mãe do Filho de Deus, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, proteja as mulheres de nosso país.
Brasília, 08 de março de 2015
Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Que o nosso Deus abençoe todas nós Mulheres


03 março, 2015

Padre Israel Zago passa a ser o novo Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá


Com a nomeação do monsenhor Luiz Knupp como bispo de Três Lagoas (MS), padre Israel Zago passa a ser o novo Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá, tendo como assessores, padre Pedro Jorge Delgado e padre Neri Squisati.

Arcebispo de Maringá anuncia novas transferências de padres

Ontem, o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, anunciou novas transferências de padres nas paróquias da Arquidiocese de Maringá. As posses dos padres transferidos serão oficializadas no fim de semana dos dias 14 e 15 de março. 

Padre Sidney Fabril deixa a paróquia São José em Maringá para assumir como pároco da paróquia Bom Pastor em Mandaguari. Padre Francisco Gecivam Vieira Garcia será vigário na mesma paróquia. A posse será sábado (14) às 19h30 em Mandaguari.

Padre Renato Quezini deixa Floraí para assumir como pároco da paróquia São José Operário em Maringá. Padre Emerson Cícero de Carvalho continua como vigário na São José. A posse do padre Renato será domingo (15) às 19h.

Padre Claudemir Ricardo da Silva deixa a paróquia Bom Pastor em Mandaguari para ser pároco da paróquia Imaculada Conceição em Floraí. A posse do padre Claudemir será domingo (15) às 9h.

Padre Darcy Maximino de Oliveira, atual vigário na paróquia São Miguel Arcanjo, será vigário da paróquia São Mateus Apóstolo em Maringá.

Padre Nelson Molina assume como pároco da paróquia do Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá, após a ordenação episcopal do monsenhor Luiz Knupp, marcada para o dia 24 de abril. 

27 fevereiro, 2015

A revolução do Papa Francisco

Ressurge o sonho das primeiras horas de seu pontificado: "Como eu queria uma Igreja pobre para os pobres"


Zenit.org

Tem despertado certo estupor a inauguração dos chuveiros e da barbearia para os desabrigados, na Praça de São Pedro. Os chuveiros foram instalados próximo aos correios do Vaticano, à direita da colunata de Bernini. A iniciativa foi pessoalmente solicitada pelo Papa Francisco. Nenhum Papa jamais havia feito isso.

A este respeito, devemos lembrar o que disse Jorge Mario Bergoglio no dia 16 de março de 2013, poucos dias depois da sua eleição à Cátedra de Pedro, quando ele se encontrou com cerca de 6.000 jornalistas. Depois de ler as primeiras linhas de seu discurso previamente preparado, ele decidiu abandoná-lo e falou espontaneamente sobre o Conclave, como ele havia sido eleito e por que ele escolheu o nome de Francisco.
Quando sua eleição tornou-se conhecida, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, sentado ao lado dele disse: "Não se esqueça dos pobres". Então, o Cardeal Bergoglio imediatamente pensou em Francisco de Assis. Depois, ele pensou da guerra, o que foi uma confirmação: Francisco, um homem de paz. Por isso ele escolheu este nome, e tornou-se o primeiro Papa Francisco na longa história da Igreja.
Ainda durante essa audiência, ele indicou o programa de seu pontificado; o Papa Francisco parou, olhou para nós intensamente e muito sério, disse: "Desejo uma Igreja pobre e para os pobres".
Descrentes muitos colegas comentaram no dialeto romano: “ma questo Papa c’è o ci fà?” (‘Esse Papa está fazendo tipo?’). Estavam céticos até mesmo alguns padres que trabalhavam na Cúria, "vamos ver daqui há alguns meses...”. Já se passaram quase dois anos desde aquele dia, e Papa Francisco demonstrou que o seu programa de ajuda e atenção aos pobres e marginalizados, o seu compromisso com a paz, não se trata de uma retórica.
No consistório de 14 de fevereiro, o Papa Francisco conferirá o solidéu cardinalício a 15 novos cardeais, de todos os continentes. Com exceção da nomeação de Dom Dominique Mamberti - cujo cargo de prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica prevê a nomeação como cardeal - para nenhum dos outros bispos era esperado a púrpura.
O Papa nomeou cardeais de países pequenos e pobres, na periferia do mundo, como a ilha de Tonga, na Polinésia e o arquipélago de Cabo Verde, ao largo da costa do Senegal. Ou cardeais de países onde a Igreja Católica tem sido discriminada e perseguida como Hanói (Vietnã) e Yangon (Myanmar). Da Itália provenientes de dioceses ‘não cardinalícias’ como Ancona e Agrigento. Compromissos que representam uma verdadeira revolução e que respondem ao sonho de uma Igreja pobre para os pobres.
A liberdade absoluta e a determinação com que Francisco age é apreciado por todos, mesmo aqueles de outras religiões e nações não católicas. Sua radicalidade e coerência evangélica fazem dele o personagem mais apreciado e amado do mundo. No ano passado mais de seis milhões de pessoas vieram a Roma para assistir o Angelus no domingo e participar da Audiência Geral. Mais de um milhão de cartas chegaram ao Vaticano. Cerca de dezessete milhões de pessoas no Twitter seguem a conta @pontifex. Em sua última viagem a Manila, nas Filipinas, sete milhões de pessoas participaram da celebração da missa de encerramento.
Não há nenhum encontro em que o Papa argentino não reze ou faça rezar. Em todos os encontros públicos e privados encontra tempo para ouvir, observar, abraçar, consolar, encorajar, os doentes, os deficientes, os que sofrem, os marginalizados, os representantes de outras religiões.
Entre as muitas iniciativas que promove, pela paz e desenvolvimento, é impressionante o que ele conseguiu fazer contra as velhas e novas formas de escravidão. Os signatários do Acordo que ele propôs são representantes de religiões que contabilizam mais de dois bilhões e meio de fiéis.
Graças a Bergoglio se reuniram em Roma a Hindu Mata Amritanandamayi (Amma), considerada um guru e um Mahatma, também conhecido como "a santa do abraço", dois líderes budistas, dois rabinos, o Patriarca ecumênico ortodoxo, um imã, dois Aiatolás, um xeique e o arcebispo anglicano de Canterbury. Todos muito disponíveis a assinar e apresentar ao mundo uma declaração que tem o objetivo de erradicar, no período de cinco anos, o horror das novas formas de escravidão. Da prostituição ao trabalho infantil, da exploração econômica e sexual aos exércitos que usam crianças para lutar. Assim, o Papa Francisco conseguiu montar uma espécie de ONU das religiões para combater a barbárie e extinguir definitivamente a escravidão.

Câmara concederá passagens para mulheres e maridos de parlamentares

Inaceitável – não vamos deixar
Um "reajuste com base na inflação" aprovado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) vai custar R$150 milhões aos cofres públicos. Recursos que poderiam ir pra saúde e educação, vão engordar ainda mais o orçamento dos gabinetes -- mas o reajuste ainda não entrou em vigor. Assine a petição antes que isto aconteça.

Assine a petição aqui

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), acabou de fazer um reajuste na cota de gastos dos gabinetes, aumentando seu orçamento e autorizando o pagamento de passagens aéreas para as esposas e esposos de parlamentares -- isso vai custar R$150 milhões aos cofres públicos!!! 

A compra de passagens aéreas para parentes já havia sido proibida, mas Cunha quer mudar as regras novamente - isto é, no mínimo, um abuso. Os salários dos deputados já são altos o suficiente para que eles possam pagar por casa, viagens e manter uma vida de luxo que muitos brasileiros não têm. 

Se agirmos rápido e fizermos barulho contra esta medida, podemos envergonhar os deputados e fazê-los reverter a decisão, garantindo que nosso dinheiro vá para hospitais ou escolas. Alguns deputados já se pronunciaram contra o aumento - isso significa que podemos vencer! 

Assine a petição e passe adiante - ao juntar meio milhão de assinaturas, a Avaaz colocará painéis de destaque com os nomes dos deputados que aceitaram o aumento da verba.

É absurdo, em pleno ano de 2015, que os deputados continuem a legislar em benefício próprio. Esse aumento acontece ao mesmo tempo em que o próprio Congresso quer votar mudanças nas leis trabalhistas e cortes de benefícios para o trabalhador. 

O aumento total da verba de gabinetes deve ter um impacto anual de R$ 150 milhões, recurso que poderia ser investido em educação, saúde e combate à corrupção. Mas, ao invés disso, vai pagar ainda mais regalias aos barões do Congresso.

Eduardo Cunha diz que não vai haver impacto real e que o aumento da verba dos parlamentares virá de cortes no orçamento geral da Câmara, como na área de informática e contratos externos. Nem todos os deputados ficaram felizes, e dizem que os valores atuais são mais que suficientes para o cumprimento do mandato. O reajuste entra em vigor já no mês de abril -- ainda dá tempo de nos mobilizarmos e reverter a situação.

Nossos deputados parecem verdadeiros barões, legislando para si mesmos, aumentando seus próprios salários e beneficiando uma elite política que está fazendo mal para o Brasil. Em tempos de austeridade, precisamos economizar, não pagar regalias para deputados e seus cônjuges. No passado já conseguimos barrar o aumento de seus salários e vencer muitas lutas em Brasília. Vamos vencer novamente desta vez. 

Com esperança e determinação, 

Diego, Joseph, Carol, Oliver, e toda a equipe da Avaaz 

25 fevereiro, 2015

Papa Francisco nomeia padre Luiz Gonçalves Knupp bispo de Três Lagoas-MS

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira (25) padre Luiz Gonçalves Knupp bispo da diocese de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Atualmente o presbítero é pároco da paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá. Padre Knupp, como é conhecido, é o terceiro padre da arquidiocese de Maringá, nomeado bispo.

Os outros dois foram dom Vicente Costa, hoje bispo da diocese de Jundiaí-SP, e dom Edmar Peron, hoje bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo-SP.

Coletiva de imprensa:
Por ocasião da nomeação do padre Luiz Gonçalves Knupp como bispo da diocese de Três Lagoas-MS, haverá coletiva à imprensa nesta quarta-feira (25) às 10h na Cúria Metropolitana.

A Cúria Metropolitana fica na Avenida Tiradentes nº 740, esquina com a Avenida Duque de Caxias.

Missa de ação de graças
Nesta quarta-feira (25) haverá missa de ação de graças pela nomeação do padre Luiz Gonçalves Knupp como bispo de Três Lagoas-MS. Será às 19h na paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá.

Biografia do monsenhor Luiz Gonçalves Knupp
Com a nomeação, padre Luiz passa a ser chamado de monsenhor até a sagração episcopal.

Monsenhor Luiz Gonçalves Knupp nasceu em 29 de novembro de 1967, em Mandaguari-PR. É o nono filho de Antônio Knupp e Conceição Gonçalves Knupp.

Bacharel em Filosofia pelo Instituto Filosófico Arquidiocesano de Maringá; bacharel em Teologia pelo Centro Interdiocesano de Teologia de Cascavel – PR (CINTEC); pós-graduação lato sensu em formação de educadores pela Faculdade Jesuíta de Filosofia de Teologia.

Monsenhor Luiz Knupp foi ordenado diácono em 26 de dezembro de 1998 na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá; ordenado presbítero em 24 de abril de 1999 na  Paróquia Bom Pastor em Mandaguari. Atualmente é pároco da paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá; desde 2013, é membro da coordenação da Ação Evangelizadora da arquidiocese de Maringá (responsável pela dimensão pastoral da Igreja Católica na arquidiocese), e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese.

De 2007 a 2013, no regional Sul 2 da CNBB, que compreende a Igreja Católica no Paraná, monsenhor Luiz Knupp integrou a equipe de coordenação da Animação Bíblico Catequética.

Também foi diretor Espiritual do Seminário de Teologia Santíssima Trindade em Londrina de 2007-2013; diretor Espiritual da Comunidade Emaús – Residência dos estudantes de teologia da Arquidiocese de Maringá em Londrina de 2003-2004; assessor dos diáconos permanentes e organizador e coordenador da escola diaconal São Francisco de Assis da arquidiocese de Maringá de 2000 a 2007; assessor arquidiocesano da Pastoral da Juventude de 1999 a 2001; pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima de Marialva-PR de 2008 a 2014; pároco da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe de Maringá de 2002 a 2006;  vigário da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e administrador da paróquia Santa Rita de Cássia em Maringá de 1999 a 2001.

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

19 fevereiro, 2015

Chuva, Chuvisco, Chuvarada - Cocoricó

Como o arcebispo ''morto no altar'' por um esquadrão da morte em El Salvador começou sua estrada para o martírio

As três cruzes ficam entre uma estrada de chão e campos de milho no município de Paisnal, localidade que uma vez foi uma fortaleza da guerrilha de esquerda nos redutos rurais de El Salvador. É fácil passar sem perceber o pequeno santuário, mas ele marca o local de uma atrocidade acontecida em 1977 que ajudou a transformar Oscar Romero, arcebispo do país, em uma das figuras mais polêmicas e controversas da história moderna do catolicismo romano.


Leia  aqui a  reportagem é de Philip Sherwell, publicada no sítio do jornal britânico The Telegraph, 17-02-2015. A tradução é deClaudia Sbardelotto.