16 fevereiro, 2017

A gramática neoliberal, o bandido bom e o bandido morto


Não é exagerado afirmar que a expressão carrega certos marcadores sociais, e por trás dela se escondem dois problemas estruturais do Brasil: a desigualdade e o racismo
No último mês o País assistiu à explosão de uma vultuosa crise carcerária, não faltaram cenas dantescas de violência e barbárie, de crueldade e terror, promovidas tanto pelo Estado quanto pelas facções criminosas dentro dos presídios. Nesse cenário, uma vez mais veio à tona uma velha frase que dá o que pensar.
A expressão “bandido bom é bandido morto” tornou-se uma espécie de síntese do pensamento autoritário brasileiro, criando no imaginário social algo como uma demarcação política entre aqueles que a enunciam e por isso se opõem aos direitos de cidadania e aqueles que a rechaçam e, portanto, se credenciam como defensores dos direitos humanos.
Para além dos meios militantes e acadêmicos, entretanto, convém observar com mais cuidado tal dicotomia, pois nem sempre aquilo que se fala é o que se quer dizer. Por trás da suposta cisão entre o conservadorismo dos que apoiam a frase e do progressismo dos que a recusam, há uma série de matizes que precisam ser tratados com mais atenção. Afinal, é nas dicotomias e simplificações que se escondem as maiores armadilhas.
Quando se trata de observar a cultura política brasileira, uma certa concepção genérica insinua que a maioria da população do País sofre de uma espécie de conservadorismo atávico e permanente. Disso se deduz automaticamente que somos um povo que adere majoritariamente ao justiçamento, ao encarceramento em massa, à pena de morte e a toda sorte de arbítrios.
Se, por um lado, é inegável que a violência é parte constitutiva da nossa sociabilidade, por vezes assumindo a forma de sadismo, de cinismo e de naturalização da tortura e da intolerância, por outro lado, essa mesma violência é observada com ressalvas quando perpetrada pelo Estado, sobretudo entre os grupos mais pobres e as camadas mais vulneráveis das grandes cidades.
Caminhando na contramão daquele senso comum previamente estabelecido, algumas pesquisas mais recentes sobre cultura política têm demonstrado como, principalmente, nas periferias não há uma maioria nem tampouco uma adesão inconteste a tal ideia de que “bandido bom é bandido morto”.
Aliás, o que ocorre é exatamente o contrário. Afrontada pela violência institucional sistemática, pela política de segurança ostensiva e pela polícia militarizada repressiva, essa parcela da população sabe que, via de regra, quando o Estado brasileiro diz “bandido” ele endereça sua ação, principalmente, contra jovens, pobres e negros das periferias, daí a ampla recusa contra a velha expressão autoritária aqui em tela.
Portanto, a negação da expressão se dá menos pela adesão abstrata a valores progressistas e mais pela necessidade concreta de autopreservação da própria vida.
Em suma, a ideia de que “bandido bom é bandido morto” não é um bom termômetro nem para medir o conservadorismo nem para mensurar o progressismo da população. O que se passa por trás dela, entretanto, pode ser algo ainda mais interessante e revelador.
Para parte dos moradores da periferia, ao contrário das interpretações tradicionais, negar que “bandido bom é bandido morto” não é um sinal de progressismo, pois, se o bandido é “bom” ele não morre, ele se safa das perseguições do Estado para continuar em plena atividade, ainda que ela seja ilícita.
De forma análoga, afirmar que “bandido bom é bandido morto” não pode ser tratado imediatamente como um indício de conservadorismo, pois, dessa vez, se o bandido é muito “bondoso” ele deve morrer, mas não por exercer uma atividade ilícita e sim por não dominar as “expertises” da sua função, dentre elas a dureza, a maldade e a capacidade de fuga.
O equívoco das análises convencionais está em pressupor que todos compartilham de um mesmo esquema valorativo em que a ideia de bandido sempre estará associada àquilo que é mau ou ruim. Ora, tal ideia é muito mais um fruto da escala valorativa das classes médias tradicionais e das elites do que propriamente uma ideia universal assimilada pelas classes populares.
Afinal, aqueles a quem o Estado tem tratado sistematicamente, e indevidamente, como bandidos sabem por sua própria experiência que o nome, bandido, nem sempre pode ser associado à coisa, um crime ou um ilícito.
Não é exagerado afirmar que a expressão carrega consigo certos marcadores sociais, e por trás dela se escondem dois problemas estruturais do Brasil: a desigualdade e o racismo. Por definição, bandido é aquele que age fora da lei. Entretanto, quando políticos e empresários cometem crimes, como os de corrupção, o habitual é que se demande a prisão e não a morte.
Para recorrer a um exemplo próximo, muito se ouviu recentemente a palavra de ordem “Cunha na cadeia”, mas soaria estranho se o mote fosse “Cunha morto”. Mesmo se tratando de um notório corrupto, a frase soa agressiva. Essa estranheza e essa agressividade decorrem do fato de que a frase “bandido bom é bandido morto” não traduz uma vontade de justiça, mas sim um desejo de segregação e extermínio que se direciona a certo grupo social de bandidos: aquele composto por pobres, negros e negras.
Enquanto os teóricos atentam para o sujeito da frase, as pessoas comuns observam os adjetivos a ele atribuído: bom e morto. Mais ainda, ao observarem atentamente tais qualificações – de bondade e mortandade –, o que se explicita é uma escala de valores marcada não pelas noções políticas de conservadorismo e de progressismo, mas sim pelas noções econômicas de mérito e eficiência.
O bandido bom é aquele que sobrevive porque, em certa medida, foi capaz de vencer uma competição e teve sucesso em sua atuação; o bandido mau é aquele que sucumbe porque, de certo modo, foi derrotado pela concorrência e não foi capaz de lograr êxito em sua função.
Estamos, portanto, diante de outra gramática social, em que o “ser bom” não é compreendido como princípio ético-moral, mas sim como princípio econômico-mercantil; aqui, o bom não é sinônimo de um ser bondoso, afável e cortês, mas sim de eficiência, eficácia e efetividade.
Uma sociedade que, nos últimos anos, ampliou os mercados de trabalho e consumo sem disputar os sentidos e significados da inclusão e da ascensão social acabou produzindo como efeito colateral um léxico em que a própria palavra valor tem perdido seu efeito civilizatório de valor moral para se reduzir à concepção bárbara de valor mercantil.
Sendo assim, no momento em que essa sociedade experimenta o encolhimento do mercado por conta da crise econômica, é entendível, ainda que não seja aceitável, que ela desnude também todo seu ímpeto de utilitarismo e de darwinismo social.
Pela lógica estritamente liberal, a propósito, a ilegalidade do bandido pouco importa. Afinal, nessa perspectiva, o que é o mercado senão o reino da autorregulação, da mão invisível, da ausência da lei? O dramático, entretanto, é perceber como a conversão da ideologia de mercado em gramática de socialização pode criar uma sociedade perversa, onde, por exemplo, o encarceramento em massa é tratado como problema individual e o assassinato de presos é visto como seleção natural.
É fundamental que se compreenda essa nova gramática social, pois, escondida por trás das tensões entre conservadorismo e progressismo, a lógica da sociabilidade neoliberal avança e se enraíza de forma cada vez mais assustadora, fazendo com que nos pareçamos menos com uma sociedade civil e mais com a barbárie do estado de natureza hobessiano onde o homem é o lobo do homem.
*Willian Nozaki é cientista político, economista e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Fonte: Brasileiros, brasileiros.com.br, 14/02/2017

A reação do Papa ao ser interrompido por um coral infantil

15 fevereiro, 2017

Nas paróquias poderia ser diferente!

Obs.: desconsidere os erros gramaticais, não preocupei com eles neste texto.


Nas paróquias poderia ser diferente!

Partilho uma opinião, um pensamento,..., enfim, o que tenho dificuldade de aceitar.

Diante do que o papa nos ensina e vejo acontecer na sociedade, fica difícil perceber que dentro da igreja, em nossas paróquias muitas dessas coisas que somos contra ao analisar a sociedade e a política pode acontecer ou acontecem.

Escrevo com base em experiências vivida e relatos de pessoas por onde eu ando, em minha arquidiocese e nas arqui/dioceses do Paraná.

Com relação ao Conselho Pastoral Paroquial (CPP).

Em “minha” paróquia e também em outras conforme relatos, a diretoria do CPP não é eleita pelos membros do CPP.

Não vejo como certo.

A diretoria de um conselho tem que ser eleita em uma reunião/assembléia do conselho, entre os membros do conselho, escolhido pelos membros do conselho. Mas na prática não é isso que acontece em muitas das paróquias.

Importante observar que quem já faz parte da diretoria de um conselho não deve assumir a diretoria de outro conselho, principalmente como primeiro e segundo vice-coordenador do CPP.

Conheço paróquia que a pessoa que coordena o Conselho Missionário Paroquial (comipa) é a mesma pessoa que é o primeiro vice-coordenador do CPP.

Uma mesma pessoa à frente de dois conselhos.

Se isso ocorrer na sociedade ou quando acontece chamamos de politicagem.

Nas Arqui/Dioceses que tem atuação profética acompanhando a sociedade e atuando, se o prefeito da cidade, indicar uma mesma pessoa para estar á frente de dois conselhos, o bispo encaminhará as paróquias abaixo assinado pelo FIM DESSA POLITICAGEM.

Entende?

Outro ponto que precisa ser diferente em muitas das paróquias é o papel da diretoria do CPP.

Meu entendimento, a diretoria está ligada à reunião do CPP, ajudar o padre a pensar e montar uma pauta.

A diretoria e o padre não decidem as coisas, quem decide é o CPP.

Por isso importante ao convocar CPP comunicar a pauta. Não tem como ter conhecimento da pauta na hora e já decidir, sendo que, é o CPP quem partilha e decide, assim acredito que deva ser.

Ocorreu experiência da solicitação da pauta do CPP com antecedência e foi rejeitada e criticada pela diretoria do CPP, como se a pauta precisa ser segredo, só pode saber na hora da reunião.

Importante também, CONFORME O ASSUNTO após a partilha no CPP não aprovar nesse dia, levar para a base, ouvir a base para depois reunir o CPP, levando o pensar da base e ai sim, decidir e aprovar.

Conforme o assunto discutido no CPP, se precisar de encaminhamentos, por exemplo, um estudo, um contato com outros órgãos para os procedimentos, formar comissão para o assunto, não centralizar na diretoria e sim formar comissão.

Vejo como importante,

O Padre precisa confiar e dialogar com a pessoa da/o coordenadora/or de cada CEBs (comunidades, setores, capelas) e também das pastorais e movimentos.

É negativo, desmotiva e não correto quando o padre se fecha só com diretoria de conselhos. Só com esse grupo que discute e partilha como "só eles" são confiáveis.
Isso gera centralização e dominação.

Para pensar as CEBs (comunidades, setores, capelas), é preciso o padre sentar e conversar com a coordenação das CEBs que é formada pela pessoa da/o coord. e vices de cada CEBs e a pessoa da/o coordenadora/or e vice das CEBs paroquial.

Para pensar as pastorais e movimentos é preciso o padre sentar e conversar com as coordenações.

Nessas conversas saíra pauta para o CPP que o padre poderá estar levando quando sentar com a diretoria do CPP para montar a pauta do CPP.

O Padre é membro do CPC da CEB, sua presença nos CPCs é bem vinda, não podendo participar, confiar à pessoa da/do coordenadora/or de cada CEBs e depois para interagir com a caminhada pode ser via conversa com a coordenadora/or da CEB que realizou o CPC. 

Não delegar a diretoria do CPP para ser o intermediador, isso gera dominação e centralização na diretoria e desvaloriza e impede o crescimento da/o coord. das CEBs, pastorais e movimentos e gera uma dependência.

As CEBs precisam de liberdade, autonomia para evangelizar, partilhar e dinamizar a caminhada.

Lembrando, que a pessoa de cada coordenadora/or de cada CEBs é membro do CPP.

Não é aceitável a justificativa que o padre precisa confiar em alguém, então centraliza na diretoria do CPP por que confia nela.
Isso gera dominação e centralização.
É errado.
Isso é o que acontece na sociedade e tanto o papa critica e infelizmente como isso acontece dentro da igreja.

O padre precisa confiar nas lideranças, ouvir, partilhar e não centralizar e dar poder que não deve existir somente a diretoria.

Assim penso.


Esclarecimento:

No decorrer do texto, o CPP foi apresentado como aquele que aprova.


Conforme o Código de Direito Canônico o CPP tem apenas voto consultivo.

Na prática nas paróquias não é bem assim, graças ao nosso Deus.

 É preciso discutir e avaliar a interpretação de "consultivo", apresentado pelo Código. Natureza teológica, habilitação dos fiéis em razão dos sacramentos do batismo e da confirmação.

A Palavra de Deus tem que ser levada com coragem, humildade e oração!

“A Palavra de Deus não pode ser levada como uma proposta – “bom, se você gostar...” – ou como uma ideia filosófica ou moral, boa – “você pode viver assim …” … Não. É outra coisa. Precisa ser proposta com esta franqueza, com aquela força, para que a Palavra penetre, como diz o próprio Paulo, até os ossos. A Palavra de Deus deve ser anunciada com esta franqueza, com esta força … com coragem. A pessoa que não tem coragem – coragem espiritual, coragem no coração, que não está apaixonada por Jesus, e dali vem a coragem! – não, dirá, sim, algo de interessante, algo moral, algo que fará bem, um bem filantrópico, mas não tem a Palavra de Deus. E esta palavra é incapaz de formar o povo de Deus. Somente a Palavra de Deus proclamada com esta franqueza, com esta coragem, é capaz de formar o povo de Deus”.

“A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração também, sempre. Sem oração, se pode fazer uma bela conferência, uma bela palestra: boa, boa; mas não é a Palavra de Deus. Somente de um coração em oração pode sair a Palavra de Deus. A oração, para que o Senhor acompanhe este ‘semear’ a Palavra, para que o Senhor regue a semente e ela brote, a Palavra. A Palavra de Deus deve ser proclamada com oração: a oração daquilo que anuncia a palavra de Deus”.

“O verdadeiro pregador é o que sabe ser fraco, sabe que não se pode defender sozinho. ‘Tu vais como cordeiro em meio aos lobos’. ‘Mas, Senhor, para que eles me comam?’. ‘Tu, vais, é este o caminho’. E creio que o Crisóstomo faz uma reflexão muito profunda quando diz: “Se tu não for como cordeiro, mas como lobo entre os lobos, o Senhor não te protegerá: defende-te sozinho”. Quando o pregador se acha muito inteligente ou quando quem tem responsabilidade de levar adiante a Palavra de Deus e quer dar uma de esperto... ‘Ah, eu sei me sair com esta gente!’, ele termina mal. Negociará com a Palavra de Deus: aos poderosos, aos soberbos...”.

“Esta é a missionariedade da Igreja; e os grandes arautos, “que semearam e ajudaram a crescer as Igrejas no mundo, foram homens corajosos, de oração e humildes”.


Papa Francisco

As CEBs tem respostas para o mundo urbanizado!

 As CEBs tem respostas para o mundo urbanizado!

As CEBs é o caminho certo, tem resposta para o mundo urbanizado. Para uma evangelização no mundo urbanizado.

Qual é a reposta?

Sei que as CEBs é o caminho certo e tem  a resposta, o que precisa é descobrir a resposta.

Um dos desafios para obter a resposta esta na pergunta:

Queremos acolher a resposta que as CEBs tem para o mundo urbanizado?

Caminhos as CEBs já nos fez e faz conhecer.

Um dos caminhos é fazer-se próximo.

Fazer-se próximo para inserir na realidade da outra e do outro, para acolher, abrir os olhos, ouvir, envolver, achar caminhos e respostas, amar, anunciando Jesus e assim fazer caminhos proféticos para uma igreja em missão, para chegar até às estruturas que precisam ser transformadas e/ou derrubadas.

Obstáculos:
Existem muitos.
Mas todos os obstáculos podem ser superados.

Um dos grandes obstáculos é que nossas paróquias dizem estarem descentralizadas porque geograficamente organizaram-se em CEBs (setores, comunidades, capelas), mas na verdade não é bem assim.

Muitas das CEBs em nossas paróquias “vivem em função” de manter (trabalhar) para a manutenção da paróquia.

Penso que deveria ser o inverso, a paróquia “viver em função de suas CEBs”, aí sim acontecerá descentralização.

Para entender:

O mundo em que vivemos é uma casa comum, mas vamos pensar cada CEB da paróquia como uma casa comum.

A responsabilidade da paróquia é cuidar da casa comum, sendo as CEBs a casa comum a paróquia que precisa “viver em função” das CEBs.

Porque que a CEBs são a casa comum, porque é nelas que encontram toda a Criação Divina.

Como a CEB “A” é uma casa comum, ela deve estar a serviço dela, de cuidados com a casa comum.

A prioridade da CEB “A” é ela mesma. Evangelizar e cuidar de toda Criação Divina que a ela pertence.

Essa CEB “A” deve fazer acontecer sociedade do “bem viver. Uma vivência comunitária sem diferença de poder, coletiva, integra, universal e aberta.

E reconstruir duas alianças:
- A aliança que Deus fez com Noé
- A aliança que Deus fez com Abraão

Reconstruir a aliança que Deus fez com Noé, uma aliança de cuidado ecológico, cuidado para com toda a criação. Para superar o dilúvio, Noé vive a plena comunhão. E reconstruir a aliança de fé que Deus fez com Abraão.

As CEBs é o caminho certo, tem resposta para o mundo urbanizado. Para uma evangelização no mundo urbanizado.


ENCONTRO DE COORDENAÇÃO DE CEBs - REGIONAL NORDESTE I - CE

ENCONTRO DE COORDENAÇÃO DE CEBs
REGIONAL NORDESTE I - CE

FEVEREIRO 2017 PAUTA E HORÁRIO

Pauta sugestiva que antecede o encontro – sujeito a alteração

DIA 17 – SEXTA FEIRA:

Durante dia chegada – Carro aguardando às 16H na rodoviária grande (Eng. João Thomé) Resp. Bete.
Na rodoviária de Messejana – custo de táxi: +- 10,00R$ - no endereço apresentado.
18:00h. Jantar
19:00h. Acolhida, celebração de abertura – Arq. Fortaleza
19:30h. Apresentação dos participantes, apresentação da Pauta, divisão das tarefas e leitura da Carta de Princípios das CEBs Regional – Batista de Crato
·         Indicação secretaria do encontro
·         Indicação para composição da carta do encontro
·         Fotos e comunicação
·         Mensagem do bispo referencial Dom Gilberto Pastana


21:30h. Encerramento da noite

DIA18 – SÁBADO

07:00h.  Oração / quem?
07:30h.  Café da manhã;
08:00h. REPASSE DA AMPLIADA NACIONAL DE CEBs – LONDRINA / JANEIRO 2017
Material e fichas
(cartaz, oração, jornais, cartilha? Dia “D” 14 de cada mês, ficha, outros).

08:40. JUVENTUDES – (ouvindo)
09:10. Thiago Valentim – (assessoria sobre sustentabilidade)
10:00h. Lanche
10:20h. Ouvindo as dioceses (missão e sustentabilidade) – ver tempo por diocese e continuidade na parte da tarde.
12:00h. Almoço
13:30h. Animação

14:00h. Encontro por blocos. Nos blocos pautar e encaminhar os seguintes assuntos:
1.      Como estão os encaminhados para os seminários em bloco?
2.      Juventude (sugestão para o encontro)
3.      Assembleia de setembro (como melhor prepara-la / eleição da coordenação e assessores.
4.      Semana das Comunidades – CF 2017 e outros...

15:30h. Lanche
15:45h. PLENÁRIA
17:00h. Prestação de Contas Regional – Batista
17:30h. Intervalo – banho
18:00h. Jantar
19:30h. Noite cultural
22:30h. Repouso

DIA 19 – DOMINGO

06:30h. Missa? Oração? Quem?
07:30h. Café
8:00h. DEFINIÇÃO DOS ENCAMINHAMENTOS DO ENCONTRO PARA 2017
Organizar a viagem para Londrina em 2018 – definição e datas estabelecidas.
09:00h.- Comunicações
              - Avaliação do encontro
             - Celebração de encerramento
12:00h. Almoço e despedida

1.      Encontro de assessores Iser.
2.      Encontro de comunicadores das CEBs – Nordestão.
3.      Encontro da Juventude?
4.      Semana das comunidades?
5.      ENCAMINHAMENTO PARA O INTERECLESIAL – PASSAGENS

6.      Ficha de inscrição – já disponível

14 fevereiro, 2017

Para refletir!

"Que o senhor nos ajude a repetir esta sua palavra: ‘Onde está o teu irmão?’, nos ajude a pensar naqueles que “destruímos com a língua” e “a todos os que no mundo são tratados como coisas e não como irmãos, porque é mais importante um pedaço de terra do que o elo da fraternidade”.

Papa Francisco

"Texto Base CF/2017 em fotos"
































10 fevereiro, 2017

Mensagem do Papa para a Quaresma pede que fiéis abram as portas do coração aos mais pobres

A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor, destaca o texto
Com o título "A Palavra é um dom. O outro é um dom", foi publicada a mensagem do papa Francisco para a Quaresma de 2017. O Pontífice pede no documento que os fieis abram as portas do coração aos mais pobres e que se deixem inspirar por esta página tão significativa, que dá a chave para compreender como se deve agir para alcançar a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando a uma sincera conversão. O texto destaca também que a Quaresma é o momento favorável para intensificação da vida espiritual através dos meios santos que a Igreja propõe: o jejum, a oração e a esmola. 
Confira na íntegra a mensagem do papa para a Quaresma

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2017
Terça-feira, 7 de fevereiro de 2017


A Palavra é um dom. O outro é um dom
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.
1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.
A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.
2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).
O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.
Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).
O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).
3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.
Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.
Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).
Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.
Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.
Francisco
Com informações da rádio Vaticano 

09 fevereiro, 2017

Como a reforma do governo pode aumentar a sua carga horária de trabalho

A reforma trabalhista do governo Temer pode elevar de modo significativo a jornada de trabalho dos brasileiros, além de gerar outras mudanças importantes na vida dos trabalhadores. Essa é a primeira de uma série de matérias em que a Repórter Brasil explica as principais mudanças propostas pelo governo, e como elas podem impactar o cotidiano dos trabalhadores.
O assunto é tratado como urgente. Os deputados retornam das férias e esse deve ser um dos primeiros pontos da pauta. Enviada ao Congresso dois dias antes do Natal, a votação da reforma pode ocorrer dias ou semanas depois do recesso. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é o maior defensor de que a proposta seja apreciada em regime de urgência.
Além da carga horária, outras mudanças em vista são a forma de remuneração, o parcelamento das férias e o trabalho em home office. Esses aspectos poderão ser negociados diretamente entre sindicatos e empresas, de acordo com o projeto de lei 6.787/2016, que contém os principais pontos da reforma. Além disso, a proposta facilita a criação vagas temporárias e em tempo parcial, que dão menos direitos aos funcionários e podem tomar o lugar dos empregos tradicionais.
Muitas dúvidas ainda pairam sobre a reforma. Juristas e advogados questionam a legalidade de medidas contidas na proposta, potencialmente contrárias a princípios básicos da Constituição. Como por exemplo a jornada máxima de 44 horas semanais e a garantia do salário mínimo.
O Ministério Público do Trabalho afirma que o projeto é inconstitucional e defende a sua rejeição por completo. Se aprovadas, a previsão do órgão é que as medidas gerem insegurança jurídica e muita confusão nos Tribunais.

Jornada de Trabalho

Se já estivesse valendo em janeiro de 2017, o projeto do governo Temer abriria uma brecha para 28 horas de serviço acima da jornada normal do mês. Seria o equivalente a sete horas extras por semana, nas quatro semanas cheias do mês.
Em outros meses, com mais feriados e menos dias úteis, o estrago poderia ser ainda maior. A jornada normal máxima em abril de 2017, de acordo com as regras atuais, é de 164 horas. Já para cumprir a jornada máxima prevista por Temer sem ter que que trabalhar nos feriados, seriam necessárias 11h36 por dia, de segunda à sexta, durante as quatro semanas daquele mês.
Ainda há muitas incertezas sobre essas mudanças, devido às contradições entre o texto constitucional e o da nova lei. Além disso, a Constituição fala em horas trabalhadas por dias e semanas, enquanto o da nova lei trata de horas por mês. Por isso, por enquanto, só é possível fazer estimativas.
A Constituição limita a duração da jornada a oito horas diárias e 44 semanais – o que significa, no máximo, 2.296 horas anuais. São permitidas, além disso, até duas horas extras por dia, desde que em caráter eventual.
Com a reforma, acordos entre sindicatos e empregadores passam a ter força de lei para negociar jornadas de até 220 horas mensais – o que significa 2.640 horas por ano. Isso significa até 344 horas a mais de horas trabalhadas por ano.
O projeto de lei também relativiza o limite máximo de 10 horas de trabalho por dia: as oito horas normais acrescidas de duas horas extras. Acordos coletivos estabelecendo jornadas de até 24 horas ininterruptas, que foram invalidados pela Justiça do Trabalho no passado, tenderiam a ganhar respaldo jurídico.
Além disso, não está claro se há margem para jornadas que superam o limite de 220 horas mensais, com as horas excedentes sendo computadas como horas extras. “O projeto de lei permite esse entendimento”, avalia Guilherme Feliciano, vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). Seria uma situação semelhante à do Japão, onde as horas extras podem ser estendidas sem limites e o excesso de trabalho gera números alarmantes de suicídios e mortes por exaustão.
Por fim, o controle das horas trabalhadas é outro aspecto que tende a ser impactado, pois a forma como ele é feito passaria a ser objeto de negociação entre empregadores e sindicatos [atualmente, os critérios para o registro eletrônico de ponto são regulados por uma portaria do Ministério do Trabalho]. Segundo Feliciano, isso contribuirá para a adoção de sistemas não confiáveis de registro.
Mesmo sem a autonomia que o projeto lhes confere, diversos acordos entre patrões e sindicatos já são questionados nos Tribunais por prejudicarem os trabalhadores. Até mesmo denúncias de corrupção pairam sobre eles. “A realidade sindical brasileira é marcada pela presença, lado a lado, de sindicatos sérios, combativos e dotados de grande representatividade e de sindicatos com pouca ou nenhuma legitimidade”, avalia o procurador geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, em nota técnica sobre a reforma trabalhista. “São geridos por um pequeno grupo de pessoas que os exploram como se a entidade fosse seu patrimônio pessoal”.
*Por André Campos, publicado por Repórter Brasil, 07-02-2017.

Medida Provisória extingue Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e Igualdade Racial

Publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (3), Medida Provisória nº 768/2017 transforma as Secretarias Especiais de Políticas para as Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial em Secretarias Nacionais.
Redução de status foi considerada preocupante pela ONU Mulheres que, em nota pública, pediu que ambos os organismos sejam dotados de orçamento adequado para atender aos desafios das mulheres e negros brasileiros. Agência das Nações Unidas considera fundamental que as Secretarias sejam posicionadas a um nível estratégico no Poder Executivo.
A ONU Mulheres publicou nesta segunda-feira (5) nota pública em que expressa preocupação com a recente transformação das Secretarias Especiais de Políticas para as Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial em Secretarias Nacionais. A redução do status dos organismos foi estabelecida pela Medida Provisória nº 768/2017, publicada na última sexta-feira (3) no Diário Oficial da União.
Em comunicado, a agência das Nações Unidas considera fundamental que as duas secretarias tenham um papel estratégico no Poder Executivo. A ONU Mulheres diz ainda que os organismos precisam ser dotados de um corpo funcional adequado, de uma alta capacidade de tomada de decisão e de um orçamento que seja capaz de atender aos desafios das mulheres e negros e negras brasileiros.
A representação do organismo internacional no Brasil lembra também o histórico de progresso promovido pelas duas secretarias e cita, como exemplo, a Lei do Feminicídio, a Lei Maria da Penha, o Ligue 180, o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e outros programas de combate ao racismo e à lesbofobia.
Leia abaixo o comunicado na íntegra:
É com preocupação que a ONU Mulheres Brasil avalia a transformação das Secretarias Especiais de Políticas para as Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial em Secretarias Nacionais pela Medida Provisória n. 768/2017, publicada em 3 de fevereiro de 2017, no Diário Oficial da União. Nos últimos dois anos, os órgãos passaram por duas fortes alterações nas suas competências, incidindo de maneira prejudicial na gestão, no orçamento e na estrutura organizacional.
São amplamente conhecidas as causas das desigualdades de gênero no Brasil, as quais têm impedido as mulheres de viver uma vida sem violência, com igualdade salarial, sem racismo e outras formas de discriminação seja pela orientação sexual, faixa etária ou território. No que se refere ao racismo, a discriminação racial tem ação sistemática no assassinato de jovens negros e negras, nas barreiras de acesso ao mercado de trabalho e nas vulnerabilidades de saúde, educação, moradia, entre outras.
Nesse sentido, é fundamental que as Secretarias de Políticas para as Mulheres e de Promoção da Igualdade Racial estejam posicionadas no nível estratégico do Poder Executivo e dotadas de alta capacidade de tomada de decisão, corpo funcional adequado e orçamento capaz de atender aos desafios de gestão de políticas públicas inovadoras e eficazes para os 51,5% da população brasileira formada por mulheres e de 52% composta por negras e negros. Até então, a Secretaria de Políticas para as Mulheres correspondia ao desenho institucional recomendado pela Plataforma de Ação de Pequim, assim como a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial era instância institucional em conformidade com o Plano de Ação de Durban.
Por fim, a ONU Mulheres Brasil registra o êxito da trajetória dos órgãos como expressão do comprometimento político com os direitos das mulheres e para o enfrentamento ao racismo, reconhecida como exemplar na América Latina e Caribe. Que o histórico de progresso promovido pelas Secretarias de Políticas para as Mulheres e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – a exemplo do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Ligue 180, Lei Maria da Penha, Lei do Feminicídio, programas de autonomia econômica, educação, saúde, enfrentamento ao racismo e lesbofobia, comunidades tradicionais, ações afirmativas e juventude -, seja iluminador para a consecução das suas atribuições, tendo em vista a alta demanda de direitos a serem realizados para as mulheres e a população negra no Brasil em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 dos Estados-membros da ONU e os desafios firmados para enfrentar o racismo na Década Internacional de Afrodescendentes.
Fonte: nacoesunidas.org, 06/02/2017

Esperança é fonte de conforto recíproco!

“Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível. A esperança, para se alimentar, precisa de um corpo, em que os vários membros se apoiam e se animam reciprocamente. Isto significa que esperamos, porque muitos irmãos e irmãs nos ensinaram a esperar e mantiveram viva a nossa esperança. Dentre eles se destacam os pequenos, os pobres, os simples e os marginalizados. Não conhece a esperança quem se fecha no próprio bem-estar. Espera somente em seu bem-estar e isso não é esperança. É segurança relativa”.

Papa Francisco

08 fevereiro, 2017

O terceiro e último dom contido no Gênesis: o amor.

O terceiro e último dom contido no Gênesis: o amor.

“Homem e mulher Ele os criou. Não é bom que o homem viva sozinho. E fez a companheira”: diálogo de amor. preservar a Criação e não destruí-la, levá-la adiante com o trabalho cuja ausência priva o homem de dignidade e, por fim, faz crescer o amor que tem início entre homem e mulher”.

“Agradeçamos ao Senhor por esses três presentes que nos deu: a identidade, o dom-tarefa e o amor. E peçamos a graça de proteger esta identidade de filhos, de trabalhar o dom que nos deu e levar avante com o nosso trabalho este dom, e a graça de aprender todos os dias a amar mais”.


Papa Francisco