22 maio, 2018

Oração

"Ó Jesus, na provação, Te tornaste sacerdote misericordioso. Ajuda-me a acolher as minhas próprias provações como momentos de educação salutar, e como motivos de alegria, porque me unem a Ti. Ajuda-me a acolher e a entender as palavras de Pedro: «exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações» (1 Pe 1, 6), bem como as de Paulo: «Estou cheio de consolação e transbordo de alegria no meio de todas as nossas tribulações» (2 Cor 7, 4). Que jamais me desoriente nas dificuldades e que, fixando o olhar em Ti, encontre, para elas, uma saída inspirada no teu amor por mim e no meu amor por Ti. Amém."

Fonte: Dehonianos

21 maio, 2018

Na alegria de ser sua madrinha lhe dou o livro “Alice no País das Maravilhas

Na foto a minha direita minha sobrinha e afilhada de Batismo Paula
 a esquerda a Karla sobrinha e afilhada da Crisma


Minha querida afilhada Karla Heloisa Costa Bueno

Na alegria de ter sido escolhida por você para ser sua madrinha do Sacramento da Crisma, lhe dei o livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll e a crônica “Para Maria das Graças” de Paulo Mendes Campos.

Por que lhe dei o livro “Alice no País das Maravilhas”, para usá-lo como um manual de sobrevivência para esse mundo lindo e maluco que vivemos.

A história é amalucada, mas nosso dia a dia muitas vezes também pode ser louco, não é mesmo?

Karla Heloisa, o segredo do bem viver está em encontrar um sentido para a vida, para não corrermos o risco de ficarmos malucas/os.

Paulo Mendes Campos lembra a Maria da Graça que haverá momentos em que nos sentimos tão pequenos que podemos tomar camundongos por rinocerontes, como fez Alice quando diminuiu de tamanho e ficou pequenina como um inseto.

Sabe minha querida Karla Heloisa, podemos passar por momentos nos sentindo tão diminuídos que exageramos os nossos problemas. Tu já deve ter ouvido “tempestade em copo d’água”. Mas pode acontecer.

Ao ler a crônica, tu verás que para o cronista, os instantes em que nos apequenamos e aumentamos o real tamanho das dificuldades, ocorrem quando nos sentimos tristes e deprimidos. Campos alerta que temos de ficar muito atentos se isso ocorrer. É quando podemos nos afogar em nossas próprias lágrimas – do mesmo modo que quase acontece com Alice, quando ela diminui de tamanho e tem de atravessar a nado o lago de lágrimas que a própria personagem havia chorado enquanto estava gigante.

Más é preciso nos vigiar sempre, tomo a liberdade de avançar na metáfora de Campos, para dizer que precisamos nos atentar aos momentos em que nos sentimos grandes, mais fortes que os outros, mais importantes, autossuficientes – como se tivéssemos comido o mesmo bolo que torna Alice uma gigante, isso não é bom, nada bom.

Lembre sempre como uma lição para sua vida, Alice, após cair na toca do coelho, teve de sorver a bebida que a torna nanica para passar pelo pequeno portão de entrada do País das Maravilhas. Nós, às vezes, também precisamos descer do pedestal que nos coloca acima das pessoas e sermos humildes para poder abrir a porta do mundo de nossos sonhos. Isso é lindo.

O livro “Alice no País das Maravilhas” vem como uma auto-ajuda talvez, aliviando a visão sobre o mundo, e os que nos cerca no entendimento sobre a vida vivida por um personagem.

Karla Heloisa, às vezes é preciso não levar a vida tão a sério. Alice no país das Maravilhas apresenta momentos mágicos, e no mundo real você Karla Heloisa pode encontrar formas também para escapar, ou resolver algo que lhe tire as dúvidas, que lhe mostre um caminho.

Veja só, a lição que nos da o ratinho quando conta sobre sua trajetória, de que todos nós temos problemas, que daria para escrever um livro, com tanta coisa que nos acontece, momentos tristes e alegres.

O texto mexe muito com relação o que apreendemos no dia a dia, coisas inexplicáveis, são sensações de momentos aprendidos, do que a vida é capaz de mostramos em simples gestos.

Parece loucura Karla Heloisa, somos como uma máquina complicada que produz durante a vida toda uma quantidade imensa de camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem-disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nosso domínio disfarçado de camundongo. Sabe qual é o grande desafio, minha afilhada, é nunca perder o bom humor.

Sabe minha afilhada, às vezes podemos nos abandonar de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que podemos ter medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um largo, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".

A verdade Karla Heloisa, é que somos camundongos pequenos e ao mesmo tempo grandes, conforme enxergamos a vida.

Espero que leia à crônica “Para Maria das Graças” de Paulo Mendes Campos, depois de ter lido a crônica leia o livro “Alice no País das Maravilhas”, que iluminado pelo Espírito Santo, lhe servirá como orientação para sua vida.

E não esqueça, não sou apenas sua tia e madrinha, sou sua amiga, talvez tu nem saiba, mas sua verdadeira amiga.
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A celebração do Sacramento foi no dia 18 de maio de 2018, na Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá.

Fotos do Sacramento da Crisma da Karla Heloisa Costa Bueno

Recebi a graça de ser por ela escolhida para ser sua madrinha.




Ser Madrinha
Ser Madrinha é ser mãe segundo nosso Deus.
Um acompanhar sincero. Estar sempre por perto. Um cuidar da sua relação com Jesus. Compartilhar alegrias e tristezas, erros e acertos, as não conquistas e as conquistas. Compartilhar a fé. 
Também né Karla passear juntas, ir as missas, curtir momentos juntas.
É...
Isso é ser Madrinha para mim, espero que para tu também, aí sim, vai ser muito bom.

Sacramento da Crisma 
É é o Sacramento da responsabilidade, pois recebemos o Espírito Santo, os dons: 
Sabedoria - Entendimento - Conselho - Fortaleza - Conhecimento - Piedade e Temor de Deus.

Gálatas, 5, 22-23, resume de forma desafiadora o fruto que o Espírito Santo produz em nossas vidas. Os frutos são:
Amor - Alegria - Paz - Paciência - Bondade – Benevolência - Fé - Mansidão e Domínio de Si.

Fotos do Sacramento da Crisma da Karla Heloisa Costa Bueno




















"Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai."

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá


18 maio, 2018

Repúdio ao ‘pacote do veneno’, que pode reduzir o controle sobre agrotóxicos

Nada menos do que 1.850 agrotóxicos estão registrados no país. E, contado apenas o período 2015-2017, foram importados para o Brasil 14 venenos agrícolas extremamente tóxicos e altamente perigosos ao meio ambiente.


por Nilto Tatto e Patrus Ananias*

Gigantescas multinacionais faturam 10 bilhões de dólares por ano vendendo agrotóxicos no Brasil. Em 15 anos o faturamento delas cresceu quase 400%

A associação dos interesses do agronegócio aos da indústria de agrotóxicos vem, há alguns anos, envenenando cada vez mais o Brasil. Às custas da saúde e, portanto, da vida de brasileiras e brasileiros, tem multiplicado a fortuna dos fabricantes de morte.

Gigantescas multinacionais faturam 10 bilhões de dólares por ano vendendo agrotóxicos no Brasil. Em menos de 15 anos, o faturamento delas aqui cresceu quase 400%, enquanto a quantidade de veneno vendida aumentou 188%.

Nada menos do que 1.850 agrotóxicos estão registrados no país. E, contado apenas o período 2015-2017, foram importados para o Brasil 14 venenos agrícolas extremamente tóxicos e altamente perigosos ao meio ambiente.

Esses dados ficam ainda longe de expor o cenário tenebroso em que se dão o comércio e o uso de agrotóxicos. Parte desse cenário aparece em auditoria da Secretaria de Controle Externo da Agricultura e do Meio Ambiente, do Tribunal de Contas da União. Ao avaliar as estruturas do governo federal para atender acordos firmados junto às Nações Unidas, a auditoria deparou-se com o que chamou de “desafios” relacionados à presença de agrotóxicos no país.

Os auditores identificaram contrabando e uso de agrotóxicos ilegais; importação de produtos não permitidos no país; aplicação do veneno em culturas para as quais o produto não foi registrado; intoxicação aguda e crônica da população; irregularidades na presença de resíduos de agrotóxicos em água para o consumo humano e nos alimentos; falta de informação ao consumidor sobre a presença de agrotóxicos nos alimentos; e imposição, aos trabalhadores agrícolas, da exigência de uso de agrotóxicos para obtenção de crédito rural.

O cenário já é muito grave. Mas, atenção: tudo isso vai piorar, caso a Câmara dos Deputados aprove as propostas que buscam afrouxar ainda mais o controle do Poder Público sobre o comércio e o uso de agrotóxicos.

A liberalização da produção, da comercialização e da distribuição de venenos agrícolas está sob exame de uma Comissão Especial que votará nos próximos dias, sob patrocínio da bancada do agronegócio – ou, neste caso, de uma bancada da morte -, um substitutivo do deputado Luiz Nishimori (PR/PR) a projeto de lei do senador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura. Já aprovado pelo Senado, o projeto de Maggi, assim como o substitutivo, vem despertando críticas rigorosas. E será votado sem que a comissão tenha ouvido nenhuma entidade, órgão ou instituição contrária às propostas.

O coordenador da 4ª Câmara do Ministério Público Federal, subprocurador-geral da República Nívio de Freitas Silva Filho, denuncia que o projeto 6.299/2002 viola seis artigos da Constituição e submete à política agrícola o direito à saúde, ao meio ambiente e a defesa do consumidor.

A presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Elisabetta Recine,
pediu à Comissão Especial que rejeite o projeto porque ele “viola diversos direitos, especialmente o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável”. Lembrou que o Consea defende a redução do uso dos agrotóxicos em função dos diversos impactos diretos e indiretos na saúde humana, tais como vários tipos de câncer, mutação genética, autismo e má formação fetal”.

A Fiocruz emitiu nota em que afirma que o “Pacote do Veneno” negligencia a promoção da saúde e a proteção da vida. “As alterações propostas representam um retrocesso que põe em risco a população, em especial grupos populacionais vulnerabilizados, como mulheres grávidas, crianças e trabalhadores envolvidos em atividades produtivas que dependem da produção ou uso de agrotóxicos.

O Ibama, também em nota, lembra que “o Brasil, desde 2008, é o maior mercado de agrotóxicos do mundo” e que as mudanças em debate na Câmara produzirão “importantes impactos negativos na saúde da população e no comércio agrícola, uma vez que introduzirão no país agrotóxicos hoje proibidos e até banidos em países importadores de alimentos do Brasil.”

A Anvisa e o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde, também já se manifestaram contra as propostas de liberalização do controle de agrotóxicos. De acordo com o departamento, elas apresentam fragilidades, incoerências e inconsistências, “negligenciando aspectos relacionados à segurança, saúde e bem-estar dos cidadãos e pela proteção ao meio ambiente.

A Secretaria Nacional de Meio Ambiente e a Secretaria Nacional Agrária do PT reafirmarão nesta segunda-feira, 14, no seminário sobre “Desenvolvimento Rural Sustentável” que realizarão em Brasília, seu repúdio e sua determinação de resistir às propostas em tramitação no Legislativo e a qualquer política pública que favoreça o envenenamento do povo brasileiro. Vamos debater e formular, para inserir no plano de governo do PT, propostas que favoreçam a vida.


Texto de Nilto Tatto (PT-SP), secretário Nacional de Meio Ambiente do partido; Patrus Ananias (PT-MG), secretário Nacional Agrário do partido. Publicado por Carta Capital, 11/05/2018.

Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

17 maio, 2018

Papa Francisco interpreta sabiamente o golpe que acontece no Brasil


A fofoca é uma atitude assassina - papa Francisco


 O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um ambiente de falsa unidade.
 
Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. 
E começam a falar mal daquele outro… 
E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam.
Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

A intriga foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo.


Papa: evitar a intriga para caminhar na verdadeira unidade


Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide

Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima

Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje

“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina

O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade

“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade.

Fonte: Vatican News

Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26



Naquele tempo, Jesus levantou os olhos ao céu e disse:
Pai Santo,
20eu não te rogo somente por eles,
mas também por aqueles
que vão crer em mim pela sua palavra,
21para que todos sejam um
como tu, Pai, estás em mim e eu em ti,
e para que eles estejam em nós,
a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22Eu dei-lhes glória que tu me deste,
para que eles sejam um, como nós somos um:
23eu neles e tu em mim,
para que assim eles cheguem à unidade perfeita
e o mundo reconheça que tu me enviaste
e os amaste, como me amaste a mim.
24Pai, aqueles que me deste,
quero que estejam comigo onde eu estiver,
para que eles contemplem a minha glória,
glória que tu me deste
porque me amaste antes da fundação do universo.
25Pai justo, o mundo não te conheceu,
mas eu te conheci,
e estes também conheceram que tu me enviaste.
26Eu lhes fiz conhecer o teu nome,
e o tornarei conhecido ainda mais,
para que o amor com que me amaste esteja neles,
e eu mesmo esteja neles'.
Palavra da Salvação.

16 maio, 2018

Coração de mãe


Mãe igual a amor! Mas o que é o amor? 

Dom da vida, pois há uma união entre a mãe e o filho, no claustro materno, que é quase impossível descrever. Talvez poderíamos trocar a palavra mãe por amor e teríamos aproximadamente o que significa esse dom.

Leia o texto de  Lucas Miguel Lihue, publicado por  Gaudium Press, 14/05/2018.


Coração de mãe

Mãe igual a amor! Mas o que é o amor? Exemplifico...

Era uma vez... Assim começavam as histórias antigas.

Dois jovens que se amavam muito. Ele sonhador e ela interesseira e má. Afim de provar o amor de seu amado, pô-lo a prova. Pediu que ele trouxesse o coração de sua mãe, para testar à sua fidelidade.

Asim o rapaz triste abatido, mas apaixonado, cometeu o horrível crime. Após matar sua própria mãe, embrulhou o coração dela num tecido e apressadamente levou-o à sua namorada, como prova que seu amor era maior do que tudo. No caminho como corria muito, caiu. E o coração rolou ao chão e de dentro saiu uma voz que dizia: meu filho! Você se machucou?

Temos representado nesse conto três amores: o amor egoísta do filho por sua amada, a da jovem que ama a si mesma a ponto de tornar-se uma assassina e fiinalmente  o sentimento puro da mãe, que tudo ama e tudo perdoa.

O amor de uma mãe foi sempre representado com essa pureza de intenção, abnegação, entrega. Um amor sem limites, profundo, que ultrapassa todas as barreiras humanas. Em uma só palavra o reflexo do amor de Deus.

Sim. Pois Deus é amor. O apóstolo do amor, São João, afirma que: Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4:8) Ora, então, como podemos explicar que o amor pode levar ao crime, como descrito acima?

Santo Agostinho quando trata sobre a caridade nos explica que o amor é sempre bom. Mas o objeto amado é que fica a sujeito ao erro. No caso acima o rapaz enamorado escolheu uma pessoa má para depositar sua paixão. Essa é uma razão pela qual devemos ter muito cuidado quanto à escolha do objeto amado, para dar o nosso amor.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.(João 15:12,13)

Amar todas as criaturas por amor de Deus é nessa medida que poderemos encontrar a verdadeira paz que o mundo atual tanto procura, pois segundo S. Bernardo: A medida de amar a Deus é ama-lo sem limites.

15 maio, 2018

Cristão se alimenta do Evangelho, não de autoajuda - Roberto Malvezzi (Gogó)

Roberto Malvezzi (Gogó) 
  
Não leio livrinhos de autoajuda, muito menos esses escritos por padres e pastores. Tenho um evangelho para ler, com sua boa-nova e suas cruzes. Assim é a vida, assim é o Deus dos vivos e não um Deus de mortos (Lucas 20,38). De resto, somente bons livros, tantas vezes difíceis, mas que ajudam a entender o mundo.

Na vida tudo acontece simultaneamente. Nesse momento, enquanto escrevo, outros estudam para aprender a escrever, outros permanecerão analfabetos. Enquanto alguns estão doentes, outros fazem festa. Enquanto alguns se alegram, outros se entristecem. Enquanto alguns comem, outros passam fome. Enquanto alguns viajam, outros estão presos. Enquanto alguns nascem, outros morrem.

Por isso, é preciso rir com quem ri e chorar com quem chora (Romanos 12,15). Não há vida só de risos, não é possível excluir as agruras e cruzes de nossas vidas. É possível que Deus nos ajude a carrega-las, afinal, aprendemos que sua cruz é leve e seu peso suave (Mateus 11,30). A cruz de Deus não é desumana e cruel como as do capitalismo, que impõe jornadas de trabalho acima da capacidade humana, a um salário indigno dos animais. Ainda mais, temos que ajudar as pessoas a carregar suas cruzes, até porque também precisamos que outros nos ajudem a   carregar as nossas (Gálatas 6,2).

Princípio moral é o evangélico, isto é, “a quem muito foi dado, muito será cobrado” (Lucas 12,48). Portanto, a quem pouco foi dado, pouco será cobrado. A quem nada foi dado, nada será cobrado. Deus se curva diante da situação de cada um, não há princípios gerais iguais para todos e todas como se não houvesse diferença entre a situação de um e de outro. Não é relativismo moral, é justiça.

Não passo correntes para frente, não aceito ameaças caso não passe, não pago boletos recebidos por correio caso não seja pedido, mesmo que seja em nome de santos, de causas nobres ou mesmo de Igrejas. Faço minhas contribuições conscientemente.

Não vou à missas de cura e libertação, a sessões de descarrego e exorcismos, a outras magias que inseriram no cardápio de missas e cultos. Toda missa é de libertação, ou não é missa.

Em tempos de manipulações religiosas, de gente que se enriquece em nome de Deus, de pressões sobre as consciências frágeis, é melhor nos atermos à essência do Evangelho: “amarás a teu Deus de todo teu coração, com todas as tuas forças e com toda tua alma. Amarás a teu próximo como ti mesmo” (Lucas 10,26-27). “Cultivar e guardar a criação” (Gênesis 2,15).

Nesse tripé bíblico escapamos dos mercenários, do cativeiro das magias e dos mágicos religiosos de nosso tempo.

Cela engradeada do mundo que queremos transformar!

"Quando o policial que me foi buscar me levou para fora e a porta se fechou atrás de mim, me deu a sensação profunda de algo diferente. Senti como se eu tivesse saído de um espaço de liberdade espiritual e tivesse entrando na cela engradeada do mundo que queremos transformar".

Monge Marcelo Barros, em visita ao Lula no dia 14, segunda-feira.

O testemunho cristão acolhe e também incomoda!

Ser cristã, cristão, é dar testemunho, responder com a própria vida aos apelos do Reino e contestar profeticamente à iniquidade. É ser coerente com o anúncio e a prática, é ser testemunha de Cristo.

A ressurreição de Cristo para aquelas e aqueles que com Ele caminhavam os encheram de alegria, embora havia medo e dúvidas, a ressurreição é o fundamento da liberdade de testemunhar e com a descida do Espírito Santos sobre elas e eles o medo e dúvidas foram eliminados, o Espírito Santos os deu entendimento e coragem.

O que levou o mundo a aproximar da Igreja, foi o modo como as pessoas viviam de acordo com o que acreditavam e pregavam, isso é o Testemunho Cristão.

O texto de Atos 2,42 inicia dizendo: “Eram perseverantes...". Esse “Eram” indica que os quase três mil convertidos (At 2,41) que acabara de receber o batismo, acolhidos na Igreja, já estavam atuantes nas atividades descrita neste texto e testemunhava o Cristo ressuscitado. Novos na fé e perseverantes no caminho junto de Jesus e sua Igreja. Havia neles ousadia e serviço fazendo diferença em sua cidade, sua comunidade com o testemunho.

O relato dos Atos dos Apóstolos apresenta uma comunidade que vai se formando a partir do testemunho de se colocar em comum, além de bens econômicos, os carismas e dons de cada um (At 2,44-45), e do testemunho de uma evangelização aberta ao outro, ao acolhimento (At 11, 1-18), uma abertura ao diálogo com pessoas de diferentes religiões e culturas (At 17:22-28), e o testemunho profético (At 5,27-33).

O testemunho cristão acolhe e incomoda.

Unir saberes populares e acadêmicos para fomentar conhecimento e aprendizado!

Segue o texto que escrevi para ajudar a compreender a "Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs"


Unir saberes populares e acadêmicos para fomentar conhecimento e aprendizado!

Fomentar conhecimento e aprendizado para um povo que em comunidade seja fermento de transformação em nossa Igreja Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, unir os saberes popular e os saberes acadêmicos, unir quem tem a sabedoria popular e quem tem conhecimento acadêmico.

Na pedagogia é através das palavras de Paulo Freire “paixão de conhecer”, é o saber que vai direcionando qual a melhor atitude a adotar nos diferentes contextos que a vida nos apresenta a partir do conhecimento próprio e rotineiro do povo e que permite discernir qual o melhor caminho a seguir.

A sabedoria popular é proveniente da relação com a natureza, com o meio ambiente e com a comunidade na qual se está inserido. E vejam, são tantos exemplos de sábias e sábios populares e são muitas pessoas reconhecidas como profetisas e profetas, o conhecimento popular, mistérios não compreendidos por uns e compreendidos e acolhidos por muitos.

A formação na mística das CEBs precisa ser uma mistura dos saberes populares e acadêmicos, reconhecer e valorizar esses saberes e as e os que possuem esses saberes.

Preocupar-se com a formação de nossas lideranças e do povo que formam a base da Igreja, hoje temos como espaço de formação em nossas CEBs os Grupos de Reflexão, a Catequese e as Pastorais e queremos oferecer a nossa Arquidiocese de Maringá (Paróquias e CEBs) e as Dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama, formadores e articuladores através da Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs, na mística da caminhada tão longa e frutuosa de nossas Comunidades Eclesiais de Base.

Valorizando e unindo, nossas lideranças que tem o conhecimento popular, ou seja, através da experiência adquirida no dia a dia e os que possuem experiência adquirida também acadêmica. Misturar essas lideranças para fomentar nosso povo capacitando-os.

É preciso pensar as CEBs missionariamente a partir do compromisso com os pobres, marginalizados e afastados. Animados pela voz profética presente em Êxodo, 3:7 – “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”. Uma Igreja ousada e samaritana presente nas periferias geográficas e “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano.

A cidade e também o campo são hoje um grande desafio, principalmente com o Papa Francisco insistindo na ideia de uma “Igreja em saída”, que “rompe com a crosta do egoísmo” (D. Hélder Câmara), uma Igreja capaz de encarar os desafios de frente, que saiba dialogar com aquelas discípulas e aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de uma igreja ainda fechada e estacionada.

Coordenar uma CEB, ser agente de pastoral, animar um grupo de reflexão nunca foi fácil. Para Francisco “Evangelizar é uma alegria”, é preciso pedir a graça de não cair num anúncio “aborrecido e triste”. A igreja tem o compromisso de ajudar na formação e na articulação de seus membros para estarem preparados para lidar com os problemas atuais e, acima de tudo, pensar e refletir as soluções para enfrentar essas dificuldades.

Nessa perspectiva nasce a “Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs”, que terá sua primeira etapa no dia trinta de junho desse ano de 2018.

Maria e José que souberam com a sabedoria popular educar Jesus intercedam por nós e com a benção de nosso Deus a escola possa ser instrumento para capacitar formadores e articuladores para ir a base e ajudar a formar o povo que são a base de nossa Igreja.

A Doutrina Social da Igreja é uma construção histórico-teológica que se atualiza sempre

Por ocasião da celebração dos 127 anos da publicação da Rerum Novarum, lançada em 15 de maio de 1891, pelo papa Leão XIII, o bispo de Jales (SP) e referencial da Pastoral Operária Nacional, dom Reginaldo Andrietta fala sobre a encíclica que deu início à sistematização do pensamento social da Igreja. Para ele a doutrina social da Igreja está integrada intimamente à sua missão evangelizadora, o que determina desdobramentos importantes em suas práticas, principalmente nos países mais pobres. Na entrevista, além de falar sobre o moderno pensamento social da Igreja, o religioso afirma que é desafio, hoje, para a instituição mostrar de modo mais claro que o ser humano é essencialmente relacional, portanto, social. “Em cada uma de suas relações essenciais (com Deus, com o outro, com o mundo, com a criação e consigo mesmo), Jesus Cristo revela ao homem o caminho da amorização, como caminho de salvação”, disse. Acompanhe a íntegra da entrevista.


Confira a entrevista:

No próximo dia 15 de maio, completam-se 127 anos de publicação da Rerum Novarum, Encíclica que, muitos consideram, deu início à sistematização do pensamento social católico, conhecido mais tarde como Doutrina Social da Igreja. O que dessa Encíclica, podemos afirmar que continua válido para os dias atuais?

A Igreja, no contexto que o Papa Leão XIII escreveu a Encíclica Rerum Novarum, havia começado, timidamente, um diálogo com a modernidade, reconhecendo a importância de analisar questões econômicas, políticas, sociais e culturais, e posicionar-se diante delas de modo mais lúcido e eficiente.

Graças a essa abertura, ela passou a analisar questões societárias de modo sempre mais sistemático, posicionando-se oficialmente frente a questões diversificadas que foram emergindo conforme os diferentes contextos históricos. Ela conservou, no entanto, seu foco em duas questões principais, assinaladas pela Rerum Novarum: a relação entre capital e trabalho e a relação entre bem particular e bem comum.

Essas duas questões entrelaçadas se tornaram marcos referenciais no desenvolvimento da Doutrina Social da Igreja, explicitamente presentes ou subjacentes nos muitos documentos pontifícios que continuaram a tratar questões sociais, vários deles comemorando aniversários da Rerum Novarum.

Quais outros documentos que integram a moderna Doutrina Social da Igreja o senhor considera importantes?

A Doutrina Social da Igreja, entendida como conjunto de escritos, mensagens, cartas, encíclicas, exortações, pronunciamentos e declarações que compõem o pensamento do magistério católico a respeito da chamada “questão social”, é muito importante no seu todo.

A Igreja, desde suas origens, sempre esteve confrontada a essa questão. Embora sua doutrina tenha se convencionado como social somente a partir da Encíclica Rerum Novarum, não se pode dizer que os problemas sociais estivessem ausentes de seus posicionamentos anteriores, muito menos da sua prática. Aliás, a Doutrina Social da Igreja tem como fonte as Sagradas Escrituras.

Referências à situação dos pobres, sob a ótica da libertação e da justiça social no Antigo e Novo Testamentos, bem como nos primeiros séculos do cristianismo e em toda a tradição católica, são abundantes. O confronto entre justiça humana e justiça divina é um dos eixos fundamentais da tradição judaico-cristã. A fonte inspiradora é a própria identidade de Deus, como Trindade, ou seja comunidade perfeita. O ser humano é, por natureza, relacional, vocacionado a ser sua imagem e semelhança.

Daí o questionamento feito nas Sagradas Escrituras, em particular no livro do Gênesis, à autossuficiência humana. A existência humana é, na realidade, coexistência. A qualidade de relações entre os seres humanos e destes com a criação e com Deus, é central na tradição judaico-cristã. A própria contemplação da Trindade, diz Santo Agostinho, obtém-se pela caridade, ou seja, pela dimensão de comunhão e solidariedade entre seres humanos.

A Doutrina Social da Igreja, convencionada como tal a partir da Rerum Novarum, é fruto dessa construção histórico-teológica que se atualiza sempre. Muitos documentos pontifícios deram sequência ao tratamento de questões sociais, tais como: Encíclica Quadragésimo Anno de Pio XI (1931); Mensagens de Rádio de Pio XII (1941 e 1951); Encíclicas Mater et Magistra (1961) e Pacem in Terris (1963), de João XXIII; Encíclica Populorum Progressio (1967) e da Carta Apostólica Octogesima Adveniens (1971), de Paulo VI; Encíclicas Laborem Exercens (1981), Sollicitudo Rei Socialis (1987) e Centesimus Annus (1991), de João Paulo II; Encíclica Caritas in Veritate (2009), de Bento XVI; Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (2014) e Encíclica Laudato Si (2015), do Papa Francisco.

O Sínodo dos Bispos de 1971 sobre a Justiça no mundo e os numerosíssimos pronunciamentos de Conferências Episcopais nacionais e continentais, tratando problemas sociais específicos de cada país e continente, se tornaram também referências importantes do pensamento social católico.

Em síntese, a Igreja Católica considera que sua Doutrina Social está integrada intimamente à sua missão evangelizadora, o que determina desdobramentos importantes em suas práticas, principalmente nos países mais pobres. Foi a partir das preocupações sociais da Igreja que se desenvolveram, por exemplo, as várias Teologias da Libertação contextualizadas, assim como as Comunidades Eclesiais de Base e muitos movimentos, pastorais e entidades da Igreja, de cunho social.

A tradução de Rerum Novarum, do latim ao português, significa “das Coisas Novas”. O que é preciso ser renovado hoje quando falamos de pensamento social da Igreja?

O modelo preponderante de sociedade e de desenvolvimento promovido nos tempos atuais é economicista. A Igreja necessita tratar essa questão com mais cientificidade, assegurando um olhar teológico atualizado. Paulo VI já alertava em sua Encíclica Populorum Progressio: “O desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico. Para ser autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os seres humanos e o ser humano no seu todo”.

Essa visão tem como base a antropologia cristã fundada na premissa de que o ser humano só se realiza plenamente enquanto relacional, abrindo-se a todas as dimensões que lhe constituem como pessoa e à sua transcendência. Chamada a realizar-se, a pessoa só alcança esse objetivo, transcendendo-se na relação com Deus, com o outro e com o mundo. À medida que o ser humano se fecha a qualquer uma das suas relações, caminha na direção contrária do seu devir, tornando-se autossuficiente, portanto, contraditoriamente, menos humano.

O individualismo, na sua forma pós-moderna, nega a relacionalidade. Nos tempos atuais, o individualismo é vivido ao extremo, sob as “regras” do mercado neoliberal e sob a influência sempre maior da razão tecnocientífica. Nesse contexto de hiperindividualismo narcísico, o ser humano se encontra desorientado, correndo atrás de uma felicidade paradoxal, alcançando, no mais das vezes, a própria decepção.

Em consonância com a Populorum Progressio, somente na perspectiva integrada de sua personalidade, ou seja, integrando todas as suas dimensões constitutivas, é que o ser humano pode alcançar a sua plena realização. Apesar dessa clareza, a busca de realização plena do ser humano permanecerá um mistério. A esse respeito, a Constituição Pastoral Gaudium et Spes diz que o mistério do ser humano só se esclarece verdadeiramente em Jesus Cristo, pois Cristo revela o ser humano a si mesmo e lhe desvela sua vocação sublime de viver dignamente irmanado no amor divino.

Em suma, o pensamento social da Igreja tem como desafio, hoje, mostrar de modo mais claro que o ser humano é essencialmente relacional, portanto, social. Em cada uma de suas relações essenciais, com Deus, com o outro, com o mundo, com a criação e consigo mesmo, Jesus Cristo revela-lhe o caminho da amorização, como caminho de salvação.

Fonte: Site CNBB

14 maio, 2018

130 anos de uma abolição inacabada

130 anos de uma abolição inacabada


Fonte: Brasil de Fato
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/13/130-anos-de-uma-abolicao-inacabada/