03 dezembro, 2021

Intenção de oração para o mês de dezembro, do Papa Francisco, é dedicada aos catequistas


Intenção de oração para o mês de dezembro, do Papa Francisco, é dedicada aos catequistas

Os catequistas têm uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé.

O ministério laical do catequista é uma vocação, é uma missão. Ser catequista significa que a pessoa "é catequista", não que "trabalha como catequista". É todo um modo de ser, e são necessários bons catequistas, que sejam ao mesmo tempo companheiros e pedagogos.

Precisamos de pessoas criativas que anunciem o Evangelho, mas que o anunciem, não com timidez ou com barulho, mas sim com a sua vida, com mansidão, com uma linguagem nova e abrindo novos caminhos.

E em tantas dioceses, em tantos continentes, a evangelização está fundamentalmente nas mãos de um catequista.

Agradeçamos aos catequistas e às catequistas pelo entusiasmo interior com que vivem esta missão ao serviço da Igreja.

Rezemos juntos pelos catequistas, chamados a anunciar a Palavra de Deus, para que a testemunhem com coragem, com criatividade, com a força do Espírito Santo, com alegria e com muita paz.

30 novembro, 2021

Migrantes, o Papa: a falta de respeito das fronteiras minimiza a nossa humanidade

"Mercadorias", "pedras no tabuleiro de xadrez", "vítimas de rivalidades políticas". É "deplorável o tratamento reservado a milhares de migrantes no mundo hoje. A falta de respeito humano das fronteiras nos minimiza a todos em nossa humanidade".


A Mensagem de Francisco foi lida pelo cardeal Parolin pelos 70 anos da Organização Internacional para as Migrações: “É deplorável usar os migrantes como mercadoria e vítimas de rivalidades políticas”.

Salvatore Cernuzio/Mariangela Jaguraba – Vatican News

"Mercadorias", "pedras no tabuleiro de xadrez", "vítimas de rivalidades políticas". É "deplorável o tratamento reservado a milhares de migrantes no mundo hoje. A falta de respeito humano das fronteiras nos minimiza a todos em nossa humanidade". É o que afirma o Papa Francisco na mensagem de vídeo, lida pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, nesta segunda-feira (29/11), por ocasião dos 70 anos da Organização Internacional para as Migrações, principal organização intergovernamental no campo da migração, com sede em Genebra, na Suíça. Há dez anos, a Santa Sé é membro da Organização.


Histórias de desigualdades e desespero

Francisco exorta a uma mudança de perspectiva sobre o fenômeno da migração: "Não é apenas uma história de migrantes, mas de desigualdades, desespero, degradação ambiental, mudanças climáticas, mas também de sonhos, coragem, estudo no exterior, reunificação familiar, novas oportunidades, segurança e trabalho pesado, mas digno".

Além dos aspectos políticos e jurídicos das situações irregulares, nunca devemos perder de vista o rosto humano da migração e o fato de que, além das divisões de fronteiras geográficas, fazemos parte de uma única família humana.

"O debate sobre a migração não diz respeito realmente aos migrantes", enfatiza o Papa. "Não se trata apenas de migrantes: trata-se de todos nós, do passado, do presente e do futuro de nossas sociedades. Não devemos nos surpreender com o número de migrantes, mas vê-los todos como pessoas, olhando seus rostos e ouvindo suas histórias, tentando responder da melhor forma possível às suas situações pessoais e familiares únicas. Esta resposta requer muita sensibilidade humana, justiça e fraternidade".

A "tentação comum" de hoje de "descartar tudo o que incomoda" deve ser evitada. É um sintoma dessa "cultura do descarte" que se que opõe ao ensinamento da maioria das grandes tradições religiosas. Devemos "tratar os outros como desejamos ser tratados e amar o nosso próximo como a nós mesmos", não transcurando a hospitalidade ao estrangeiro. "Certamente", diz o Papa, "estes valores universalmente reconhecidos devem orientar o nosso tratamento dos migrantes na comunidade local e nacional".

Os migrantes enriquecem as comunidades que os hospedam

Devemos olhar não apenas para o que os Estados fazem para acolher os migrantes, mas também para "os benefícios que os migrantes trazem para suas comunidades que os hospedam e como as enriquecem", exorta o Papa.

Por um lado, nos mercados dos países de renda média-alta, a mão-de-obra migrante é muito procurada e bem-vinda como uma forma de compensar a escassez de mão-de-obra. Por outro lado, os migrantes são muitas vezes rejeitados e submetidos a comportamentos de ressentimento por muitas de suas comunidades anfitriãs.

Infelizmente, observa o Pontífice, "este padrão duplo decorre da predominância dos interesses econômicos sobre as necessidades e a dignidade da pessoa humana". Uma tendência exacerbada durante o "confinamento" por causa da Covid-19, "quando muitos trabalhadores 'essenciais' eram migrantes, mas não obtiveram os benefícios dos programas de assistência financeira da Covid ou acesso aos cuidados básicos de saúde ou às vacinas contra a Covid".

Saídas legais para situações irregulares

À luz desses dramas cotidianos, o Papa ressalta "a necessidade urgente de encontrar formas dignas de sair de situações irregulares".

O desespero e a esperança sempre prevalecem sobre as políticas restritivas. Quanto mais rotas legais houver, é menos provável que os migrantes sejam atraídos para as redes criminosas de traficantes de pessoas ou que sejam explorados e abusados no decorrer de sua migração.

Benefícios negados

Neste sentido, a questão da integração é "fundamental", o que "implica um processo bidirecional, baseado no conhecimento recíproco, abertura mútua, respeito das leis e da cultura dos países anfitriões num verdadeiro espírito de encontro e enriquecimento recíproco".

A família migrante é um componente crucial das comunidades em nosso mundo globalizado, mas em muitos países aos trabalhadores migrantes são negados os benefícios e a estabilidade da vida familiar por causa de impedimentos legais.

"O vazio humano deixado quando um genitor emigra sozinho é um forte apelo ao dilema paralisante de ser obrigado a escolher entre emigrar apenas para alimentar sua família ou desfrutar do direito fundamental de permanecer em seu país de origem com dignidade", ressalta Francisco.

Uma escolha consciente, não uma necessidade desesperada

Daí o convite à Comunidade internacional para "enfrentar urgentemente as condições que dão origem à migração irregular, tornando a migração uma escolha consciente e não uma necessidade desesperada".

A maioria das pessoas que podem viver decentemente em seus países de origem não se sentiria obrigada a migrar irregularmente. São necessários esforços urgentes para criar melhores condições econômicas e sociais para que a migração não seja a única opção para quem busca paz, justiça, segurança e pleno respeito pela dignidade humana.

Uso excessivo das redes sociais pode levar a uma realidade ficcional

Segundo a professora Henriette Tognetti Penha Morato, nas redes as pessoas buscam alterar virtualmente o que não consideram satisfatório na vida real


O Instagram é uma das maiores plataformas de mídias sociais do mundo. Os jovens são os que mais utilizam. Segundo dados da Pew Research Center, 64% das pessoas entre 18 e 29 anos possuem um perfil na rede. São mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês. Apesar da popularidade, o Instagram foi eleita a rede social mais tóxica para a saúde mental de seus usuários. É o que diz o estudo realizado em 2017 pela entidade de saúde pública do Reino Unido. Entre os principais problemas relatados no estudo pelos usuários estão ansiedade, depressão, solidão, baixa qualidade de sono, autoestima e dificuldade de relacionamento fora das redes.

A professora Henriette Tognetti Penha Morato, do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP, informa que o uso intenso das redes sociais suga os usuários e leva a uma elaboração ficcional da realidade. Nas redes, as pessoas buscam alterar virtualmente o que não consideram satisfatório na vida real: “Cada um tenta dizer as coisas da maneira como vê e às vezes provoca para ver como é que vão reagir. É uma distorção criada para modificar a própria realidade com a qual não se está satisfeito ou criada para provocar alguma coisa”.

O psiquiatra Cristiano Nabuco, coordenador do grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, informa que, quanto mais se busca a perfeição nas redes sociais e se negligencia a vida real, mais infeliz o usuário pode se sentir. “Oitenta e cinco por cento de todas as fotografias que são postadas são editadas. Isso é um problema, porque se desenvolve uma autoestima virtual e não pessoal, e quanto mais o indivíduo busca se equiparar a essa vida paralela, mais infeliz ele vai se sentir na vida real.”

Conforme Henriette, para manter a saúde mental, é importante não se restringir ao mundo on-line e observar as possibilidades que existem na vida real. “Há outras possibilidades para se explorar e estamos nos restringindo ao virtual, ao ficcional, às redes, às séries. Estamos quase nos tornando robôs de nós mesmos, estamos perdendo a possibilidade de descobrir o mundo à nossa volta com olhares mais contemplativos e não tão pretensiosos de se dar a ver, de desempenho, de produtividade, de ser chamado ou visto”, finaliza.

15 novembro, 2021

Proclamação da República


Não é uma festa porque vivemos em uma república que ainda não pratica valores republicanos.

Em uma verdadeira republica precisa existir os princípios de igualdade.

Neste dia de Proclamação da República do Brasil reafirmamos a necessidade de governos republicanos que colocam ênfase no interesse comum e da comunidade em oposição aos interesses privados e particulares.

Ano de 1889, dia 15 de novembro, um grupo de militares liderados pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca destituiu o imperador Pedro II e instalou um governo provisório republicano.

Embora a historiografia tradicional ainda dê conta de que Deodoro da Fonseca foi o líder desse movimento, sabe-se que, de fato, a República é proclamada na Câmara-Geral do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e que esse teria sido apenas o ponto alto de um longo movimento republicano.

Existe correntes que defendem que o processo republicano brasileiro inicia em 1817, quando a Revolução Pernambucana explode como uma revolta contra os exageros para manter a Família Real vinda de Portugal, em 1808.

Que o nosso Deus nos ajude a construir um Estado Social de Direito democrático e participativo.

Jornada Mundial dos Pobres 2021 - Mensagem de Dom Frei Severino Clasen

13 novembro, 2021

Ney Matogrosso - Rosa de Hiroshima | 28º Prêmio da Música Brasileira (2017)

 

A ROSA DE HIROXIMA

Pensem nas crianças Mudas telepáticas 
Pensem nas meninas Cegas inexatas 
Pensem nas mulheres Rotas alteradas 
Pensem nas feridas Como rosas cálidas 
Mas oh não se esqueçam 
Da rosa da rosa 
Da rosa de Hiroxima 
A rosa hereditária 
A rosa radioativa 
Estúpida e inválida 
A rosa com cirrose 
A antirrosa atômica 
Sem cor sem perfume 
Sem rosa sem nada. 

 Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro: ‘Antologia Poética’ – 1954)

12 novembro, 2021

"Esperança e resistência partilhadas"

Segue uma provocação

Eis a missão de nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, conforme nos ensina o nosso querido e amado profeta Papa Francisco:

"Esperança e resistência partilhadas"

“É precisamente isto que considero um grande tesouro, porque não há nada, mas o que temos nos foi dado pela Providência (...) Este é o ensinamento que São Francisco nos dá: saber contentar-se com o pouco que temos e partilhá-lo com os outros (...)”.

São Francisco “(...) nunca teria pensado que o Senhor lhe pedisse para dar a sua vida para renovar não a igreja feita de pedras, mas a de pessoas, de homens e mulheres que são as pedras vivas da Igreja (...)”.

As nossas CEBs, são pedras vivas da Igreja
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam pedras vivas da Igreja?

São Francisco “(...)“recolhia-se (...) em silêncio e escutava o Senhor, o que Deus queria dele. Também nós (...)queremos pedir ao Senhor que ouça o nosso grito e venha em nosso auxílio. Não esqueçamos que a primeira marginalização de que os pobres sofrem é espiritual. ”

Acolher para amar, cuidar e caminhar junto
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam Acolhedora, uma samaritana a serviço da vida?

“Acolher significa abrir a porta, a porta da casa e a porta do coração, e permitir (àquelas) àqueles que batem à porta de entrar. E que podem sentir-se à vontade, sem medo. Onde existe um verdadeiro sentido de fraternidade, existe também a experiência sincera de acolhimento”

Ir ao encontro
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam peregrina indo ao encontro?

“Encontrar-se é a primeira coisa, ou seja, ir ao encontro uns dos outros com o coração aberto e a mão estendida. Sabemos que cada um de nós precisa do outro, e mesmo a fraqueza, se experimentada em conjunto, pode tornar-se uma força que melhora o mundo”.

Vencer a hipocrisia e os que ela sustenta e gera dor, sofrimento e exclusão
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam profetas da transformação das injustiças?

“Hipocrisia dos que querem se enriquecer para além das medidas, se coloca a culpa sobre os ombros dos mais fracos. É tempo que seja restituída a palavra aos pobres, porque durante demasiado tempo os seus pedidos não foram ouvidos. É tempo que se abram os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É tempo de arregaçar as mangas para restituir dignidade através da criação de empregos. É tempo que se volte a se escandalizar diante da realidade de crianças famintas, escravizadas, tiradas das águas quando naufragam, vítimas inocentes de todo o tipo de violência. É tempo que cessem as violências contra as mulheres e as mulheres sejam respeitadas e não tratadas como mercadoria. É tempo que se rompa o círculo da indiferença para retornar a descobrir a beleza do encontro e do diálogo”.

Testemunho que transforma
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam corajosas, sinceras, exemplo, testemunho que encanta, cativa e transforme?

As pessoas simples, pobres, marginalizadas são testemunhas vivas de coragem e sinceridade

“Coragem, porque quiseram partilhar com todos nós, mesmo que façam parte da sua vida pessoal; sinceridade, porque se mostraram como são e abriram o seu coração com o desejo de serem compreendidos. (...) “Percebi um grande sentido de esperança. A marginalização, o sofrimento da doença e da solidão, a falta de muitos meios necessários não os impediu de olharem com os olhos cheios de gratidão para as pequenas coisas que lhes permitiram de resistir (...)”. Resistir além da esperança: “ (...) deriva da esperança. O que significa resistir? Ter a força para continuar apesar de tudo. A resistir não é uma ação passiva, pelo contrário, requer coragem para empreender um novo caminho sabendo que dará frutos”.


Rezemos juntos, "Senhor (...) nos ajude sempre a encontrar a serenidade e a alegria. (...) São Francisco ensina-nos a alegria que vem de olhar para quem está próximo como a um companheiro de viagem que nos compreende e nos apoia, tal como nós somos para ele ou ela”.

Um beijo carinhoso no seu coração.

04 novembro, 2021

As pessoas que sofrem de depressão - O Vídeo do Papa - Novembro de 2021

A sobrecarga de trabalho e o estresse laboral fazem com que muitas pessoas experimentem uma exaustão extrema, um esgotamento mental emocional, afetivo e físico.

A tristeza, a apatia, o cansaço espiritual acabam dominando a vida das pessoas que estão sobrecarregadas com o ritmo de vida atual. Procuremos estar perto (daquelas) daqueles que estão esgotados, daqueles que estão desesperados, sem esperança muitas vezes simplesmente escutando em silêncio porque não podemos chegar e dizer a uma pessoa, "não, a vida não é assim. Escuta-me vou te dar a receita". Não existe receita.

 E, além disso, não esqueçamos que, junto com o imprescindível acompanhamento psicológico útil e eficaz, as palavras de Jesus também ajudam. 

Vem-me à mente e ao coração: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos darei descanso". 

Rezemos para que as pessoas que sofrem de depressão ou de esgotamento extremo recebam o apoio de (todas) todos e recebam uma luz que as abram à vida.


 

02 novembro, 2021

“Catequese Permanente” – Sínodo para Sinodalidade

A convite das CEBs da Arquidiocese de Maringá, uma catequese com o tema "Sínodo para Sinodalidade" 

Com Celso Pinto Carias 

Doutor em Teologia pela PUC-Rio. Assessor da Ampliada Nacional das CEBs e do Setor CEBs da Comissão Pastoral Episcopal para o Laicato da CNBB.


 

01 novembro, 2021

Papa: as Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade

“As Bem-aventuranças, portanto, são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros; ser mansos, em vez de tentar impor-se; praticar a misericórdia, em vez de pensar somente em si mesmo; comprometer-se com a justiça e a paz, em vez de alimentar, mesmo com a conivência, injustiças e desigualdades”



No Angelus da Festa de Todos os Santos o Papa Francisco falou sobre dois aspectos que levam ao Reino de Deus e à felicidade seguindo as Bem-Aventuranças: a alegria e a profecia. “As Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros”.


No Angelus desta segunda-feira, 1° de novembro celebração de Todos os Santos, o Papa Francisco falou sobre a mensagem de Jesus no capítulo 5 do Evangelho de Marcos sobre as Bem-Aventuranças. Explicando que elas nos mostram “o caminho que leva ao Reino de Deus e à felicidade”. E se concentrou em dois aspectos: a alegria e a profecia.


Alegria


Ao falar sobre a alegria o Papa recordou que Jesus começa com a palavra "Bem-aventurados" (Mt 5,3). Explicando em seguida porque somos bem-aventurados aos encontrar Jesus:


“É o anúncio principal, de uma felicidade sem precedentes. As bem-aventuranças, a santidade, não é um programa de vida feito apenas de esforço e renúncia, mas é sobretudo a alegre descoberta de ser filhos amados por Deus. Não é uma conquista humana, é um dom que recebemos: somos santos porque Deus, que é o Santo, vem habitar em nossas vidas. Por isso, somos bem-aventurados!”


Recordando em seguida que: “Sem alegria, a fé torna-se um exercício rigoroso e opressivo, e corre o risco de adoecer de tristeza”. E concluiu este aspecto com uma sugestão:


“Perguntemo-nos o seguinte: somos cristãos alegres? Espalhamos a alegria ou somos pessoas maçantes e tristes, com uma expressão fúnebre? Lembremo-nos: não há santidade sem alegria!”


Profecia


Em seguida o Papa falou sobre o outro aspecto, ou seja, a profecia afirmando:


"As Bem-aventuranças são dirigidas aos pobres, aos aflitos, aos famintos por justiça. É uma mensagem contracorrente”, explica porque enquanto o mundo diz que “para ter felicidade é preciso ser rico, poderoso, sempre jovem e forte”. “Jesus derruba estes critérios e faz um anúncio profético":


“A verdadeira plenitude de vida é alcançada seguindo-O, e praticando a Sua Palavra. E isto significa ser pobre por dentro, esvaziando-se para dar lugar a Deus”


Depois de afirmar que os ricos por se considerarem autossuficientes se fecham a Deus, os pobres “permanecem abertos a Deus e ao próximo”. Assim, afirmou, o pobre encontra a alegria.


“As Bem-aventuranças, portanto, são a profecia de uma nova humanidade, de uma nova maneira de viver: fazer-se pequeno e confiar-se a Deus, em vez de emergir sobre os outros; ser mansos, em vez de tentar impor-se; praticar a misericórdia, em vez de pensar somente em si mesmo; comprometer-se com a justiça e a paz, em vez de alimentar, mesmo com a conivência, injustiças e desigualdades”


“A santidade está em aceitar e colocar em prática, com a ajuda de Deus, esta profecia que revoluciona o mundo”.


Também neste aspecto o Santo Padre concluiu seu pensamento fazendo com que nos interroguemos:


“Sou testemunha da profecia de Jesus? Eu expresso o espírito profético que recebi no Batismo? Ou eu me conformo com o conforto da vida e com minha própria preguiça, pensando que tudo está bem se estiver bem comigo? Levo ao mundo a alegre novidade da profecia de Jesus ou as habituais queixas sobre o que está errado?


Francisco conclui o Angelus desejando “que a Santíssima Virgem nos dê algo de sua alma, aquela alma abençoada que alegremente engrandeceu o Senhor, que ‘derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes’.”


Fonte: Vatican News - Jane Nogara

O tempo passa!

Há dois anos, primeiro de novembro de dois mil e dezenove, em uma noite bonita, dia das santas e santos de Deus minha Santa mãezinha foi levada por Ele para com Ele viver a eternidade.

Ao levar minha mãezinha para juntar-se as suas santas e santos deixou-me as lembrança, o amor e a saudade.

Papa Francisco nos ensina que a ternura de Deus é tanto que, "Parece que o nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar. O nosso Deus é capaz disso."

A ternura de Deus é a força que não nos deixa abater pela dor da saudade.

As santas e santos encontraram no Senhor força para levantar-se sempre e prosseguir no caminho!


 
Dia de toas as Santas e Santos

As santas e santos são amigos de Jesus e porque o amam de todo o coração, aceitaram viver seus ensinamentos, ocupando-se mais particularmente daquelas e daqueles que sofrem ou que são diferentes. É por isso que as santas e santos são, muitas vezes, amigos dos pobres e marginalizados.

Santas e santos que vivem com o nosso Deus na eternidade as bem-aventuranças no discurso de Jesus da Montanha, conforme Evangelho de Mateus (5,1-12).

“Os Santos e as Santas de todos os tempos, que hoje celebramos todos juntos, não são simplesmente símbolos, seres humanos distantes, inalcançáveis. Ao contrário, são pessoas que viveram com os pés na terra; experimentaram o cansaço cotidiano da existência com os seus sucessos e fracassos, encontrando no Senhor a força para se levantar sempre e prosseguir no caminho” (Papa Francisco)

29 outubro, 2021

Segue um relato e uma provocação

Olá povo amado de nosso Deus que é um morador de rua e nos convoca a ir ao encontro e sentir como são humanos.

Segue um relato e uma provocação.


Hoje na calçada em frente à minha casa amanheceu um homem morador de rua deitado. Cabelos e barba que há um bom tempo sem corte e percebi também há tempo sem banho e troca de roupa.

Tem havido com frequência moradores de rua no bairro.

Caminhando, deitado sobre o chão das CEBs da Arquidiocese de Maringá. Caminhando, deitado sobre o chão em uma das CEBs de nossa paróquia, em uma das CEBs que pertencemos.

Sentimento de incapacidade diante do homem que amanheceu deitado em frente à minha casa.

Lembrei das vezes que eu e o padre Genivaldo conversávamos sobre os moradores de rua, na conversa havia preocupação, desejo de aproximar e cuidar, sonho de projeto em nossas conversas. Outros rumos foram tomados, o que aconteceu com o preocupar-se...

Uma provocação

Como deve ser vista e assumida a situação das e dos moradores de rua?

Papa Francisco na mensagem para o II Dia Mundial dos Pobres celebrado em 2018 escreveu “Pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho”.

Essa beleza do evangelho vejo como uma convocação para as lideranças ordenadas e leigas a não resumir a dimensão da fé ficando dentro de sacristias, dentro apenas de Igrejas, no conforto de nossas casas, a não ficar só em redes sociais.

No dia de Finados não haverá Missa nos cemitérios de Maringá.


No dia de Finados não haverá Missa nos cemitérios de Maringá. Celebrações serão nas paróquias.

Todas as paróquias da cidade de Maringá e dos outros municípios pertencentes à Arquidiocese de Maringá terão celebrações no Dia de Finados, próxima terça-feira, 02 de novembro.

Na cidade de Maringá, não haverá Santa Missa nos cemitérios Municipal e Parque, para que se evite aglomeração.

Como as paróquias já estão ambientadas com as normas sanitárias, o Arcebispo Metropolitano, Dom Frei Severino Clasen, optou em priorizar as celebrações nas igrejas, sendo que nos cemitérios é mais difícil controlar o fluxo de pessoas.

Nos municípios menores, ficará a critério de cada pároco decidir sobre os locais das celebrações.

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

28 outubro, 2021

Lágrimas!

Uma das coisas mais bela da vida é o lutar contra as lágrimas!

Não há vagas

Movimento Contra a Carestia Curitiba


"Recentemente, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que não adianta todo mundo ir para a universidade porque não tem mais emprego para quem se forma. 

Na opinião do ministro, o jovem brasileiro das camadas mais pobres deveria se contentar com cursos técnicos e com empregos mais modestos e deixar a universidade para os poucos que podem se bancar nelas. 

O ministro está errado. Ou melhor, o ministro defende o ponto de vista das classes dominantes deste país que não querem investimentos em educação superior. O problema não é que temos universidades demais. Ao contrário, deveríamos ter muito mais universidades públicas para todo jovem que quisesse estudar. O problema, de verdade, é que temos cada vez menos empregos onde a força de trabalho qualificada possa ser utilizada.

Para o Brasil ser um país rico, com um povo alimentado, morando bem, com saúde e educação para todos, é preciso mudar radicalmente a economia brasileira. Como fazer isso? 

Em primeiro lugar, os trabalhadores brasileiros precisam compreender que seus interesses e suas necessidades são diferentes dos interesses e necessidades dos grandes capitalistas.

O trabalhador brasileiro precisa ter clareza que sua classe social não é só diferente da classe dos grandes capitalistas, como, também, que estas classes estarão sempre em luta.

No Brasil, os muitos ricos querem deixar tudo do jeito que está: o país sendo vendido a preço de banana e o povo passando fome. Para o trabalhador, de nada adianta termos uma safra recorde de grãos, se a comida não chega na sua mesa. 

E a comida não chega na sua mesa, exatamente, porque o objetivo sempre será uma safra recorde para vender para o estrangeiro. 

O Brasil precisa passar por uma ruptura com o mercado mundial capitalista.

Precisa deixar de ser um produtor de commodities para exportação e passar a produzir para o mercado interno. Precisa acabar com a fome do trabalhador, precisa desenvolver um conhecimento próprio de nossas riquezas e explorá-las a serviço de todo o povo e não mais de meia dúzia de bilionários nacionais e estrangeiros."

22 outubro, 2021

Meu pai, 89 anos hoje

Pelo sorriso ele gostou.
Que o nosso Deus o abençoe.


20 outubro, 2021

Comunicado: Dom Frei Severino publica transferências dos padres para 2022

O Arcebispo de Maringá, Dom Frei Severino Clasen, publicou nesta quarta-feira, 20 de outubro, decreto comunicando as transferências de padres a partir de janeiro de 2022. Esta é a maior transferência já ocorrida na Arquidiocese de Maringá. Ao todo, são 41 nomeações. Veja o decreto:


TRANSFERÊNCIAS DO CLERO DA ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ

Caros padres, queridos diocesanos, saudações de Paz e Bem!

A transferência de padres é sempre uma missão exigente: requer oração, reflexão, ponderações, caridade pastoral e muita compreensão e disponibilidade dos padres e das comunidades. As transferências é tarefa do Conselho Presbiteral sob a presidência do Bispo e sempre são oportunidade de renovação para os sacerdotes e para as comunidades paroquiais, exigindo por vezes um espírito de sacrifício e obediência.

Desta forma, depois de um longo caminho, trilhado com paciência, certos de termos sido assistidos pelo Espírito Santo, concluímos serem necessárias as seguintes mudanças a partir de janeiro de 2022:


Pe. Alécio Carini, atual pároco da paróquia São Silvestre, em Maringá, será pároco da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Maringá.

Pe. Anderson Dias Gumieri, atual vigário da paróquia São Bonifácio, em Maringá, será vigário na paróquia Jesus Bom Pastor, em Paiçandu.

Pe. César Hipólito, atual pároco da paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu, em Maringá, será pároco da paróquia São José Operário, em Maringá.

Pe. Claudinei Martins Romão, atual pároco da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Nova Esperança, será pároco da paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu, em Maringá.

Pe. Delvair Batista Lemonie, atual pároco da paróquia Cristo Ressuscitado, em Maringá, será vigário da paróquia Catedral Nossa Senhora da Glória.

Pe. Diego Wesley Norberto, atual pároco da paróquia São Benedito, em Kaloré, irá para missão na Diocese de Guajará-Mirim, em Rondônia.

Pe. Edinei José Rigolin, atual pároco da paróquia São Judas Tadeu, em Cruzeiro do Sul, e Imaculada Conceição, em Uniflor, será pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Maringá.

Pe. Geovani José da Silva, atual pároco da paróquia Nossa Senhora Divina Pastora, em Ourizona, será pároco da paróquia Santa Clara, em Maringá.

Pe. Gerson Bris Siqueira, atual vigário da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva, será vigário da paróquia Nossa Senhora das Graças, em Sarandi.

Pe. Gustavo Constantin Florêncio, atual vigário da paróquia São José Operário, em Maringá, será pároco da paróquia Nossa Senhora Divina Pastora, em Ourizona.

Pe. Hiago Igor Santos Araujo da Silva, atual pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva, será pároco da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Nova Esperança.

Pe. Ivaldir Camaroti dos Reis, atual pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças, em Sarandi, será pároco da paróquia Jesus Bom Pastor, em Paiçandu.

Monsenhor Júlio Antônio da Silva, atual pároco da paróquia Divino Espírito Santo, em Maringá, será pároco da paróquia Santa Joaquina de Vedruna, em Maringá.

Pe. Janilson Canuto, atual pároco da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, em Maringá, será pároco da paróquia Santo Antônio de Pádua, em Maringá.

Pe. João Caruana, atual vigário da paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Sarandi, será vigário na paróquia São Silvestre, em Maringá.

Pe. José Antonio Nogueira Pontes, atual vigário da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Nova Esperança, será administrador paroquial da paróquia São Judas Tadeu, em Cruzeiro do Sul, e Imaculada Conceição, em Uniflor.

Pe. José Aparecido de Miranda, atual pároco da paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Sarandi, será pároco da paróquia São Silvestre, em Maringá.

Pe. José Mello, atual pároco da paróquia Santa Paulina, em Maringá, será pároco da paróquia Nossa Senhora da Liberdade, em Maringá.

Pe. Joseir Sversutti, atual vigário da paróquia Bom Pastor, em Mandaguari, será vigário na paróquia São Pedro Apóstolo, em Inajá.

Pe. Leomar Antônio Montagna, atual vigário da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva, será pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças, em Sarandi.

Pe. Luiz Antônio Bento, atual pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Maringá, será vigário da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Maringá.

Pe. Luiz Carlos de Azevedo, atual pároco da paróquia São Francisco de Assis, em Maringá, será pároco da paróquia Nossa Senhora Rainha, em Atalaia.

Pe. Marcos Andeluci, atual pároco da paróquia Nossa Senhora da Liberdade, em Maringá, será pároco da paróquia Santo Expedito, em Maringá.

Pe. Marcos André Oliveira, atual vigário da paróquia São Sebastião, em Mandaguaçu, será vigário da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Nova Esperança, e permanece Reitor do Seminário Santo Cura d’Ars, em Mandaguaçu.

Pe. Marcos Roberto Almeida Santos, atual vigário da paróquia São Bonifácio, em Maringá, será pároco da paróquia São Francisco de Assis, em Maringá.

Pe. Nailson Bacon, atual pároco da paróquia Jesus Bom Pastor, em Paiçandu, será pároco da paróquia Cristo Ressuscitado em Maringá.

Pe. Nelson Molina, atual vigário da paróquia Nossa Senhora das Graças, em Sarandi, será vigário da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Marialva.

Pe. Neri Dione Squisati, atual pároco da paróquia Santo Antônio de Pádua em Maringá, será pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marialva.

Pe. Obelino Silva de Almeida, retorna da missão na Diocese de Guajará-Mirim, em Rondônia, e será pároco da paróquia Bom Pastor, em Mandaguari.

Pe. Paulo Felipe dos Santos, atual pároco da paróquia Santa Clara, em Maringá, será vigário da paróquia São Sebastião, em Mandaguaçu.

Pe. Pedro Jorge Delgado Bento, atual vigário da paróquia Jesus Bom Pastor, em Paiçandu, será vigário da paróquia São Bonifácio, em Maringá.

Pe. Renato Quezini, atual pároco da paróquia São José Operário, em Maringá, se dedicará aos estudos do Mestrado na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Horizonte.

Pe. Rinaldo de Peder Rosa, atual pároco da paróquia Bom Pastor, em Mandaguari, será pároco da paróquia Santa Paulina, em Maringá.

Pe. Rodrigo Gutierrez Stabel, atual vigário da paróquia Santa Maria Goretti, em Maringá, será vigário da paróquia Santa Teresa de Jesus, em Marialva.

Pe. Sandro Ferreira, atual vigário da paróquia São João Batista, em Jandaia do Sul, será vigário da paróquia São José Operário, em Maringá.

Pe. Sidney Fabril, atual vigário da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Maringá, será pároco da paróquia São Benedito, em Kaloré, e permanece reitor do Seminário de Teologia, etapa da configuração, em Londrina.

Pe. Vanilson dos Santos Rigon, atual pároco da paróquia Santo Expedito, em Maringá, será pároco da paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Sarandi.

Pe. Virgílio Cabral dos Santos, atual vigário da paróquia Catedral Nossa Senhora da Glória, será pároco da paróquia Divino Espírito Santo, em Maringá.

Monsenhor Wilson Galiani, atual pároco da paróquia Santa Joaquina de Vedruna, em Maringá, irá residir no Seminário Maior Nossa Senhora da Glória e será colaborador da paróquia Catedral Nossa Senhora da Glória.


Seminarista Daniel Fabrício Zampieri, após receber a ordenação diaconal será colaborador na paróquia São João Batista, em Jandaia do Sul.

Seminarista João Paulo da Silva Piller, após receber a ordenação diaconal será colaborador na paróquia Bom Pastor, em Mandaguari.


Aproveito a ocasião para recomendar a todos que exerçam o seu serviço com disponibilidade de “Bom Pastor” e que jamais lhes falte a intercessão de Maria nossa Mãe e Padroeira, a Senhora da Glória.

Determinamos o mês de janeiro em diante para que os clérigos transferidos tomem posse nas suas novas atribuições. As datas das referidas posses serão divulgadas oportunamente.

Dado e passado nesta episcopal cidade de Maringá, no dia 20 de outubro de 2021.

Dom Frei Severino Clasen, ofm

Arcebispo Metropolitano de Maringá.


O Sínodo e as mulheres



Na sociedade é garantido o direito de voto às mulheres. E na Igreja? As antigas exclusões prevalecerão? O Sínodo será capaz de superar esse atraso?

Leia o artigo. Clique AQUI


237 LGBT+ morreram vítimas da homotransfobia no Brasil em 2020, revela relatório


Em 2020, 237 LGBT+ (1ésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%). É o que mostra o Relatório: Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil.

Diferentemente do que se repete desde que o Grupo Gay da Bahia iniciou tal pesquisa, em 1980, pela primeira vez, as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O relatório mostra ainda que, comparativamente aos anos anteriores, observou-se em 2020 surpreendente redução das mortes violentas de LGBT+: de 329 para 237, diminuição de 28%. O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019.

Não é a primeira vez que nessa série histórica há redução do número de mortes de um ano para outro, sem previsão nem explicação sociológica indiscutíveis. Em 1991, por exemplo, registrou-se uma queda de 153 para 83 em relação ao ano anterior (45%), oscilação sem nenhuma causa detectável.

Essa tendência de redução de mortes violentas foi observada em 2019 na população brasileira em geral, assim como entre transexuais e homossexuais, porém, em 2020, segundo dados oficiais dos 26 estados e distrito federal, houve no Brasil um aumento de 5% nos assassinatos em comparação com 2019. Um índice confirmado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais que registrou um aumento de 41% de mortes entre travestis e mulheres trans.

Contexto político

Segundo o prof. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes de seus seguidores nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população.”

O comportamento preventivo também é observado devido à pandemia do Coronavirus, em que sobretudo os gays vem desenvolvendo novas e específicas estratégias de sobrevivência. A cada 36 horas um LGBT brasileiro é vítima de homicídio ou suicídio, o que confirma o Brasil como campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais, informação corroborada e ainda mais agravada pelos estudos do próprio Ministério dos Direitos Humanos, em relatório engavetado pelo atual Governo Federal, concluiu-se que em no país, entre 1963-2018, a cada 16 horas um LGBT foi assassinado.

Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África onde persiste a pena de morte contra tal segmento. Mais da metade dos LGBTs assassinados no mundo ocorrem no Brasil.

Apesar dessa redução da violência letal observada nos dois últimos anos, o Grupo Gay da Bahia pontua que tais mortes cresceram incontrolavelmente nas duas últimas décadas: de 130 homicídios em média em 2000, saltou para 260 em 2010, subindo para 357 nos últimos quatro anos.

Durante os governos de Fernando Henrique Cardoso mataram-se em média 127 LGBT por ano; na presidência de Lula 163 e no governo Dilma 296, sendo que nos dois anos e 4 meses de Temer, foram documentadas uma média de 407 mortes anuais, caindo para 283 a média nos dois primeiros anos do governo Bolsonaro.

Enquanto nos Estados Unidos, com 331 milhões de habitantes, mataram-se no ano passado 38 transexuais, no Brasil, com 212 milhões, foram assassinadas 118 trans. Incrível a inexistência de estatísticas globais sobre os homicídios e suicídios de LGBT: esse nosso levantamento, além do mais antigo é único divulgado nacional e internacionalmente.

Perfil das vítimas de homofobia

Os relatórios sempre insistiram que as pessoas trans representam a categoria sexológica mais vulnerável a mortes violentas. Esse total de 161 mortes, se referidas a 1 milhão de travestis e transexuais que se estima existir em nosso país, sinalizam que o risco de uma pessoa trans ser assassinada é aproximadamente 17 vezes maior do que um gay.

Já que o IBGE não inclui no censo nacional, apesar da insistente demanda do movimento social, com base em indicadores diversos produzidos pela Academia, instâncias governamentais e pelo movimento LGBT, que existam no Brasil por volta de 21 milhões de gays (10% da população), 12 milhões de lésbicas (6%) e 1 milhão de trans (0,05%).

Quanto à idade das vítimas, cinco eram menores de idade, a mais jovem, uma travesti de 15 anos, moradora em Fortaleza, na Granja Lisboa, foi encontrada agonizante num terreno baldio após levar diversos tiros. 33% das vítimas estavam na flor da idade, entre 15-30 anos e 8% com mais de 46 anos. O mais idoso, com 80 anos, era um gay branco morador em Recife, cego e abandonado pela família, suicidou-se jogando-se do quarto andar de seu prédio. 8,2% dos LGBT+ mortos tinham mais de 46 anos.

O quesito cor é variável bastante descuidada nas matérias jornalísticas, sendo desconhecida para 43% das vítimas. Encontramos 74 pardos e pretos (54%) e 62 brancos (46%), refletindo aproximadamente a mesma tendência demográfica do conjunto da população nacional.

Confirma-se a mesma tendência notada ao longo dessas quatro décadas de pesquisa: os LGBT+ mortos pertenciam a praticamente todos os estratos sociais, predominando 44,6% de profissionais do sexo, 10,6% cabeleireiros/as, 8,7% de professores/as. Constam ainda entre os morto LGBT+: empresário, estudante, mãe de santo, maquiador, pizzaiolo, representante comercial, advogado, agente de trânsito, agente socioeducativo, aposentado, arquiteto, atriz, dançarino, designer, digital influencer, empregada doméstica, fisioterapeuta, guarda municipal, médico, modelo, auxiliar de serviços gerais, bancário, oficial de justiça, pai de santo, pedreiro, terapeuta holística, vigilante, voluntário.

No tocante à tipologia das mortes violentas de LGBT ocorridas em 2020, registramos 15 homicídios (90,7%), seguido de 13 suicídios (5,4%) e 9 latrocínios (3,7%).

Quanto à causa, repete-se a mesma tendência observada regularmente nessas quatro décadas de pesquisa: predomínio de mortes violentas com arma de fogo (42,3%), seguido de armas brancas (23%) e espancamento (9,1%).

Registrou-se também uma dezena de diferentes formas desses crimes homotransfóbicos, muitos dos quais sendo precedidos por tortura e mais crueldades frequentes nos crimes de ódio: estrangulamento, pauladas, atropelamento, queima do corpo, descarga elétrica.

Também quanto ao local dessas mortes, confirma-se a mesma tendência observada desde o início da pesquisa: gays e lésbicas são assassinados dentro de suas residências com objetos domésticos (fios elétricos, almofadas, facas de cozinha) enquanto travestis e transexuais, notadamente as profissionais do sexo, são atingidas por disparos de revólver na pista: 60,8% de tais sinistros ocorreram em espaços públicos (praças, ruas, vias, vielas, terrenos abandonados), seguido da residência da vítima com 23,5% e, por fim, 15,6% em espaços privados (motéis, casas e comércios de terceiros).

Três quartos destes homicídios homotransfóbicos ocorreram a noite – evidenciando práticas espaciotemporais típicas de minorias sexuais urbanas que, devido ao estigma, encontram na noite a melhor ocasião para encontros íntimos via de regra clandestinos ou para a prática do lazer na chamada “cena lgbt.” 17% das mortes ocorreram no período matutino e 10% a tarde.

A violência materializada contra corpos de LGBTI+ é, principalmente, uma violência de gênero, atingindo diferenciadamente e a partir de múltiplas intensidades alguns segmentos, sobretudo, travestis e mulheres trans vitimadas em diferentes contextos e realidades socioespaciais. Das 113 travestis assassinadas, 72 (63%) foram executadas em espaços públicos, sobretudo, em ruas e vias, evidenciando um contexto marcado pela “prostituição de pista”: 90% das “meninas da noite” ainda vivem desse metier.

Suicídios de LGBT+ são de dificílima localização nos registros policiais e nas mídias sociais, pois sua subnotificação é ainda superior aos homicídios, sendo agravada por três estigmas: homossexualidade+gênero diverso+morte intencional. Pesquisas internacionais apontam que o índice de suicídios entre jovens LGBT+ é cinco vezes superior ao de heterossexuais. (Suicídios jovens LGBT, 2019). Em 2020 localizamos 13 suicidas, sendo 7 travestis e mulheres trans, 3 homens trans, 2 gays 1 sem identificação de gênero.

Dados por região

Em termos absolutos, o Nordeste ocupa o primeiro lugar em número de morte com 113 casos, seguido do Sudeste com 66, Norte e Sul com 20 mortes cada e o Centro Oeste, 18 mortes.

Em termos relativos, isto é, número de mortes por um milhão de habitantes, a média nacional foi 1,28 mortes. O maior índice de violência foi registrado na Região Nordeste, 2,12; Centro Oeste, 1,28; Norte, 1,26; Sudeste, 0,82 e Sul, 0,78. Nos últimos anos, Nordeste e Norte se revezam nessa sangrenta precedência. O risco de um LGBT+ ser assassinado no Nordeste é quase três vezes maior do que no Sul.

Fortaleza, inexplicavelmente, foi a capital mais homotransfóbica no ano passado: 20 LGBT+ mortos, o dobro de São Paulo (10), que é cinco vezes mais populosa. Os índices de criminalidade em Natal são igualmente preocupantes, pois teve o mesmo número de mortes de Salvador (5) que possui dois milhões a mais de habitantes. Pior ainda é a situação de alguns municípios interioranos que tiveram a mesma incidência de crimes letais de outras sete capitais mais populosas: em Alagoas, Rio Largo e São José da Laje e em São Paulo, São Bernardo do Campo.

Alagoas desponta como o estado mais violento do Nordeste e do Brasil, acumulando 4,8 mortes para cada um milhão de habitantes, seguido por Roraima no Norte, com 4,4; no Centro Oeste, Mato Grosso, com 1,97; Minas Gerais no Sudeste, com 0,96 e no Sul, o líder dos assassinatos foi Santa Catarina com 0,8 mortes. O risco de uma LGBT+ ser assassinada em Alagoas é 6 vezes maior do que em Santa Catarina.

Segundo o mestrando Alexandre Bogas, coordenador do Acontece LGBTI+, “2020 foi marcado pela maior e pior pandemia da história recente. No início de maio de 2021, há um ano do primeiro caso registrado no país, o Brasil se aproxima de meio milhão de óbitos, com perspectivas desanimadoras, potencializadas pela incapacidade, ineficiência e indisposição governamental. O negacismo do governo federal na condução da pandemia no Brasil chocou o mundo, resultado inclusive em denúncias aos órgãos internacionais.”

“Quantos LGBTI+ morreram nesta pandemia? Quantas dessas mortes seriam evitáveis, se medidas corretas tivessem sido adotadas pelas autoridades? Quatro vips da tribo LGBT+ morreram de Covid 19: o cantor Agnaldo Timóteo, a esteticista Rudy, o bailarino Ismael Ivo e o ator Paulo Gustavo. Quantos ainda morrerão? Quantos LGBT+ tiveram graves conflitos familiares devido ao confinamento social, sendo desalojados, agredidos física e moralmente, passando dificuldades, impedidos de encontrar seus parceiros? Quantas travestis de pista estão passando enormes privações materiais e stress devido às restrições de circulação urbana?”

Talvez uma das explicações para o aumento em 41% do número de trans e travestis assassinadas durante esse primeiro ano de pandemia se deve ao fato de que gays e rapazes de programa receosos da Covid 19 deixaram de frequentar os locais de “pegação” e seus clientes e parceiros procuraram mais então, alternativamente, às trans profissionais do sexo, surgindo desentendimentos e atritos de relacionamento, que redundaram no crescimento da violência letal contra o segmento mais vulnerável. A redução do policiamento ostensivo nas ruas, sobretudo à noite, como protocolo preventivo da epidemia, certamente facilitou as agressões e mortes contra as “damas da noite”.

Medidas a serem tomadas

O Grupo Gay enfaztiza a urgência de ações governamentais com vistas a reverter o quadro atual de violência e discriminação contra homossexuais, bissexuais e transexuais no Brasil.

• Educação sexual e de gênero em todos os níveis escolares para ensinar jovens e população em geral o respeito aos direitos humanos e cidadania da população LGBT;

• Cumprimento rigoroso das leis aprovadas garantindo a cidadania plena da população LGBT, sobretudo no reconhecimento do casamento homoafetivo e a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo;

• Políticas públicas na área da saúde, direitos humanos, educação, que contribuam para erradicar as mortes violentas e proporcionem igualdade cidadã à comunidade LGBT;

• Exigir que a Polícia investigue diligentemente e a Justiça puna com toda severidade os crimes homotransfóbicos.

• E um apelo aos LGBT+ para que evitem situações de risco de sua própria segurança vital e quando vítimas de qualquer ameaça ou violência, reajam e denunciem.

“Monitorar as mortes violentas de LGBT+ no Brasil é parte de um esforço de quatro décadas do Grupo Gay da Bahia e da persistência e luta do professor, antropólogo e decano do movimento homossexual brasileiro Luiz Mott. O resultado desse esforço é apresentado nos relatórios anuais, enquanto estratégia de mobilização da sociedade e do Estado em prol da cidadania de um dos segmentos mais vulneráveis a violência, pelo simples fato de amar alguém do mesmo sexo. O século XXI precisa também chegar para os homossexuais com mais políticas públicas, não apenas na área da segurança, mas na relação direta com a possibilidade de assegurar a todos nós oportunidades de inserção social, pois as vulnerabilidades sociais somadas à homofobia têm levado a morte, muito de nossos irmãos e irmãs LGBT+.”

Para acessar o relatório completo:

https://observatoriomortesviolentaslgbtibrasil.org/




18 outubro, 2021

Para essa semana, a provocação a nós e é do nosso amado profeta papa Francisco.

Um rosto humano aos nossos modelos socioeconômicos - Construamos pontes de amor!

“Devemos dar aos nossos modelos socioeconômicos um rosto humano, porque muitos modelos o perderam. Pensando nestas situações, quero pedir em nome de Deus:

Aos grandes laboratórios, que quebrem as patentes. Realizem um gesto de humanidade e permitam que todo ser humano tenha acesso à vacina.

Aos grupos financeiros e aos organismos internacionais de crédito, que permitam aos países pobres garantir as necessidades de seu povo e perdoar aquelas dívidas que muitas vezes contraíram contra os interesses daqueles mesmos povos.

Às grandes empresas de mineração, petrolíferas, florestais, imobiliárias, agroalimentares, que deixem de destruir a natureza, de poluir, de intoxicar os povos e os alimentos.

Às grandes empresas de alimentos, que deixem de impor estruturas de monopólio de produção e distribuição que inflacionam os preços e acabam por impedir o pão ao faminto.

Aos fabricantes e traficantes de armas, que cessem totalmente suas atividades que fomentam a violência e a guerra, muitas vezes no tabuleiro de jogos geopolíticos, cujo custo são milhões de vidas e deslocamentos.

Aos gigantes da tecnologia, que parem de explorar a fragilidade humana, as vulnerabilidades das pessoas, para obter lucros.

Aos gigantes das telecomunicações, que liberem o acesso a conteúdos educacionais e o intercâmbio com os professores através da internet, para que as crianças pobres possam receber uma educação em contextos de quarentena.

Aos meios de comunicação, que acabem com a lógica da pós-verdade, com a desinformação, a difamação, a calúnia e com aquela atração doentia pelo escândalo e o túrbido; que busquem contribuir à fraternidade humana.

Aos países poderosos, que parem com as agressões, os bloqueios e as sanções unilaterais contra qualquer país em qualquer parte da terra. Os conflitos devem ser resolvidos em instâncias multilaterais, como as Nações Unidas.

Aos governos e a todos os políticos, que trabalhem pelo bem comum. Não ouçam somente as elites econômicas e estejam a serviço dos povos que pedem terra, casa, trabalho e uma vida digna em harmonia com toda a humanidade e com a criação.

A todos nós, líderes religiosos, que jamais usemos o nome de Deus para fomentar guerras. Estejamos ao lado dos povos, dos trabalhadores, dos humildes e lutemos juntos para que o desenvolvimento humano integral seja uma realidade. Construamos pontes de amor."

CNBB SAI EM DEFESA DO PAPA FRANCISCO, DO ARCEBISPO DE APARECIDA (SP) DOM ORLANDO BRANDES E DO EPISCOPADO BRASILEIRO

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, comenta a fala agressiva de deputado da ALESP.





CNBB sai em defesa do Papa Francisco, do Arcebispo de Aparecida (SP) Dom Orlando Brandes e do Episcopado Brasileiro

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na manhã deste domingo, 17 de outubro, uma Carta Aberta dirigida ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), o deputado estadual Carlão Pignatari. No documento, a CNBB rejeita “fortemente as abomináveis agressões” proferidas da Tribuna da ALESP pelo deputado estadual Frederico D’Avila no último dia 14 de outubro, dia de seu aniversário de 69 anos de presença e serviços ao Brasil.

No vídeo (acima), o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, manifesta sua indignação e presta apoio ao Papa Francisco e ao arcebispo de Aparecida.

O político, diz a carta, agiu com ódio descontrolado e desferiu ataques ao Santo Padre o Papa Francisco, à própria CNBB e ao arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes. A CNBB defende que, com esta atitude, o deputado “feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes” e vai buscar uma reparação jurídica a ser corrigida “pelo bem da democracia brasileira”.

Na Carta Aberta, a CNBB afirma se ancorar, profeticamente, sem medo de perseguições, no princípio contido na Gaudium et Spes (“Alegria e Esperança” em latim) sobre o papel da Igreja no mundo contemporâneo, a única constituição pastoral e a 4ª das constituições do Concílio Vaticano II:
a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76)

A CNBB busca agora, por meio da presidência de seu regional Sul 1, um agenda para entregar pessoalmente o documento ao presidente da ALESP, deputado Carlão Pignatari. Confira, abaixo, a íntegra do documento em versão word e aqui em versão PDF.
CARTA ABERTA

P – Nº. 0325/21

Exmo. Sr.
Deputado Estadual Carlão Pignatari
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Cidadãos e cidadãs brasileiros

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nesta casa legislativa e diante do Povo Brasileiro, rejeita fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D’Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com ódio descontrolado, o parlamentar atacou o Santo Padre o Papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes.

Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar. Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz.

A CNBB se ancora, profeticamente, sem medo de perseguições, no seguinte princípio: a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76).

Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade – sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada.

A CNBB, prontamente, comprometida com a verdade e o bem do povo de Deus, a quem serve, tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis. As ofensas e acusações, proferidas pelo parlamentar – protagonista desse lastimável espetáculo – serão objeto de sua interpelação para que sejam esclarecidas e provadas nas instâncias que salvaguardam a verdade e o bem – de modo exigente nos termos da Lei.

Nesta oportunidade, registramos e reafirmamos o nosso incondicional respeito e o nosso afeto ao Santo Padre, o Papa Francisco, bem como a solidariedade a todos os bispos do Brasil. A CNBB aguarda uma resposta rápida de Vossa Excelência – postura exemplar e inspiradora para todas as casas legislativas, instâncias judiciárias e demais segmentos para que a sociedade brasileira não seja sacrificada e nem prisioneira de mentes medíocres.
Em Cristo Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, fraternalmente,

Brasília-DF, 16 de outubro de 2021

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ


Secretário-Geral

15 outubro, 2021

Um país que tem uma educação de qualidade faz toda a diferença!

Recordamos hoje o Dia das Professoras e dos Professores, nosso carinho e respeito a quem nos prepara para o futuro. Um país que tem uma educação de qualidade faz toda a diferença.

A Constituição Federal de 1988 determina a aplicação de importantes políticas para a categoria profissional, mas até o presente momento, mesmo fortalecidas com leis complementares, estas políticas não estão sendo implementadas.

O apoio de toda população para avançar na aplicação das políticas já conquistadas nas leis nacionais e locais faz necessário.