18 abril, 2025

Sexta-feira Santa!

"Tudo está consumado", Jesus sofre a Paixão por amor a nós.

A traição e condenação que levou Jesus a morte representa todas as injustiças e violências que acontece no mundo. Judas traiu Jesus e o entregou aos sumo-sacerdotes - o poder religioso e esses o entregaram a Pilatos – o poder político que O entregou aos soldados – a violência e aí aconteceu Sua morte.

Na cruz, mesmo Jesus sofrendo a dor da traição, da injustiça, da violência e da condenação não deixou de amar, viveu em Si o amor de Deus pela humanidade.

Sexta-feira da Paixão, com Jesus na Cruz vamos colocar todas e todos os que sofrem por conta da guerra, da violência, da ganância, da discrição e da prepotência que passa por cima das pessoas. O tempo de Jesus foi marcado por essas dores. A paixão de Jesus, nos remete aos fatos históricos que o levaram à morte. A cruz, e Jesus Crucificado não nos deixa esquecer de que ninguém neste mundo tem o direito de causar dor e sofrimento.

Nos dias atuais, onde há excesso de informações que chegam até nós, entre essas os sofrimentos e dores presente no mundo, talvez como uma forma de proteção, são muitos os que se fecha, se isola e torna-se insensível para com as e os que sofrem.

Jesus enfrentou a traição e o sofrimento da cruz, amou-nos até o fim, que ten

Junto a Cristo, o servo sofredor, profetizado por Isaías, Maria, Sua mãe, na vida humilde da fé e da confiança em Deus.

No silêncio deste dia, podemos refletir:

O que diz a Paixão de Cristo para nós hoje?
O que deveríamos ver na cruz e que não estamos enxergando?



17 abril, 2025

Tríduo Pascoal - Dom Severino Clasen

 


Quinta-feira Santa!

Dia em que comemoramos o mais solene e memorável da nossa vida, a instituição da Santíssima Eucaristia e o gesto lava-pés. Com esta celebração em memória da última Ceia de Jesus, iniciamos a festa da páscoa, a memória da morte, sepultura e ressurreição do Senhor.


Trazemos presente a travessia quando Deus tirou nossas mães e pais da terra da escravidão para a terra da liberdade e, recordamos de modo especial a travessia de Jesus, quando ele passou da morte à vida e o sentido que ele deu a esta passagem em sua última ceia.

Ao lavar os pés de suas discípulas e discípulos e dar-nos o mandato de fazer o mesmo, Jesus aponta para novo modo de ser e de viver. Deu-nos o resumo de sua missão libertadora. Podemos dizer que o lava-pés é outra versão da Eucaristia.

Jesus fez muitas ceias com suas seguidoras e seguidores, esteve nas casas das pessoas e juntos na mesa partilharam e com a multidão faminta lhes deu o pão. Na mesa onde se faz refeição, na partilha do pão se dá o encontro e a inclusão.

"Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim."

Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória". Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: "Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória".

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de fazer sua passagem deste mundo para o Pai e tendo amado até o fim os seus que estavam no mundo, Jesus “começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido”, e disse Jesus: “Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

Diante do exemplo de Jesus, podemos refletir:
Nós nos colocamos a serviço para ir ao encontro das pessoas e lavar os seus pés, conscientes de que, muitos dos pés poderão estar sujos e cansados?

16 abril, 2025

Por uma Celebração do Perdão

Por uma Celebração do Perdão
Por Leu Cruz*

Fui numa semana na Celebração Penitencial em preparação para a Páscoa (Quaresma). Depois de terminada a liturgia, fiquei me perguntando se o melhor seria chamar essa celebração de Celebração do Perdão ao invés de penitencial.

O perdão é maior do que qualquer penitência e, segundo a teologia, base de nossa fé, o perdão chega até nós e é uma realidade. Em Jesus, já fomos perdoados, e o que precisamos para nos libertar e libertar o outro é perdoar. Pensando assim, acredito que precisaríamos dar lugar privilegiado a essa força de amor que é o perdão, começando por chamar a Celebração Penitencial de Celebração do Perdão.

Imaginem as pessoas indo para Igreja dizendo: “Vou hoje à Celebração do Perdão”. Com que disposição essas pessoas estariam saindo de casa para receber o perdão de Deus, se perdoar e perdoar o outro! Que bonito! Que abertura poderia criar no coração com a decisão: vou à Celebração do Perdão!

Como viver a dor sem a luz do perdão e a confiança de que já fomos perdoados? Tem sido tão difícil perdoar, ao mesmo tempo que, sem o perdão, caminhar será sempre uma precisão, nunca um desejo da alma.

Vocês poderiam me dizer: mas a Celebração Penitencial já tem essa conotação. Amigos e amigas, as palavras nos edificam e também nos traem, elas têm alma e são vivas. A penitência é algo pesado, mesmo que tenha um pote de ouro no final do arco-íris. A liturgia pode dizer o contrário, mas o que parece ser dito é: a dor e o sofrimento são necessários, como uma condição para alcançarmos o perdão ou a libertação.

O que acredito ser necessário, todos os dias, reafirmar e viver, é que o amor e sua extensão – o perdão – são a condição para sermos verdadeiramente livres.

Penitencial também reforça a culpa. E quem tem culpa está impossibilitado de amar e de se sentir amado. A culpa é uma força que nos aprisiona, joga-nos na penitenciária, para recordarmos todos os dias a nossa falha e erro e nos torna prisioneiros deles, sem nem a perspectiva do aprendizado resultante do ato de errar.

Só a luz do perdão pode transformar toda culpa em responsabilidade. Pois, quando errei, feri a minha essência, não queria fazê-lo. Tenho responsabilidade pelo ato e por suas consequências, mas não tenho culpa. A culpa paralisa enquanto o perdão movimenta e tudo que se movimenta tem vida, renova e transforma – “vai minha filha seus pecados estão perdoados” ou “levanta, pega sua maca e vai para casa”.

O Espírito guarda em nós a memória do amor inicial, quando Ele soprou em nós a vida, chamou-nos pelo nome e disse que nos amava. Isso é a nossa essência. Em todo o nosso caminho queremos fazê-lo à luz dessa memória. Quando nos reunimos para celebrar o enorme desejo de sermos perdoados e de perdoarmos, estamos abrindo caminho para que essa memória com o frescor de seu sopro nos conceda sua leveza e simplicidade.

Chamar a Celebração de Reconciliação já é um passo, mas só com perdão há reconciliação, pois o mesmo antecede o reconciliar. Por tudo isso, acredito que podíamos, na Quaresma ou Advento, chamar nossa celebração de Celebração do Perdão.

Sei que já existe essa tendência e alguns já deram muitos passos nesse sentido. O que faz com que meus escritos não possuam muito de original. Todavia, busco somar com essas forças que tentam nos ajudar a estar mais inteiros e amorosos nessa vida.

Aceitem essa partilha com o carinho com que a mesma foi construída.

Abraços, Leu.

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*Leu Cruz é participante da Rede Celebra, animadora Litúrgica da Comunidade Batismo do Senhor – Duque de Caxias / RJ, e mestre em educação pela Uerj.

11 abril, 2025

Domingos de Ramos!

“se eles se calarem, as pedras gritarão"

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa.

Este Domingo celebra dois mistérios:

A Entrada solene do Senhor Jesus em Jerusalém para viver sua Passagem do mundo para o Pai e o Mistério de sua Paixão, Morte e Sepultura. Daí o título deste dia, Domingo de Ramos e da Paixão. A procissão é de ramos; a missa é da paixão.

Jesus faz a sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num jumentinho. Com carinho é acolhido pela multidão das discípulas e discípulos, “aos gritos e cheia de alegria” aí os fariseus tentaram calar a manifestação da fé do povo, más Jesus assim disse: "Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras Gritarão".

Desde cedo, Jesus entendeu que o Pai o chamava a uma missão: anunciar um mundo de justiça, de paz e de amor para toda a humanidade. Para realizar este projeto, Jesus caminhou “fazendo o bem” e anunciando que Deus era amor e que não excluía ninguém. Sua vida ensinou que os pobres, enfermos e sofredores não deviam ser excluídos, pois não eram amaldiçoados por Deus. Na cruz, Jesus que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todas e todos.

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, Ano C

Leituras:
Is 50,4-7
Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)
Fl 2,6-11 ou mais breve 23,1-49
Lc 22,14-23,56



Contribua com a Coleta Nacional da Solidariedade neste Domingo de Ramos

27 março, 2025

Série da NetfAdolescência!

 


Adolescência!

No ônibus, nos shoppings, nas igrejas, nas famílias, o assunto é um só: adolescência! A série da Netflix que, no momento em que escrevo, já deve estar próximo das cem milhões de horas de exibição. Um recorde justificado. Tecnicamente está muitíssimo bem feita, capaz de “tirar o fôlego” do início ao fim. Muitos, como eu, devem tê-la assistido numa tarde de domingo! De uma tacada só! Aliás, esse é um motivo porque evito assistir séries! Nos empolgamos e quando olhamos o relógio, lá se foram quatro horas de Tv! Porém, o que mais atrai é o assunto abordado. Aparentemente existem poucas novidades relacionadas com o “mundo” que envolve os adolescentes. Eles são rebeldes, bagunçam na escola e não são de “muito papo”! Até aqui nenhuma novidade! Eu já fui assim e sobrevivi!

Contudo, a série desce ao sub mundo familiar e relacional que precisamos enfrentar com seriedade. A família está literalmente perdendo os seus filhos, surrupiados pela internet e seus aplicativos. Fechados num quarto, ignorados, ao ponto de ninguém saber a que horas o “guri” de treze anos chega em casa, os adolescentes no processo de construção da sua personalidade, são o alvo perfeito de bullyings e todo tipo de sedução e agressão, que chegam atrás das mídias sociais e dos vários aplicativos de relacionamento. Que eles sejam vulneráveis já o sabemos. Mas eles estão ficando sós. Abandonados.

Um amigo me chamou a atenção para o quarto episódio da série. De fato, nele é retratada uma família com os seus “perrengues”, não muito distante da normalidade; mas uma coisa chama a atenção nas palavras dele: “vida que segue Manuel! Vida que segue”! E foi isso que observei. Uma família que até então estava alheia à vida do filho ao ponto de ficar estarrecida com o crime, mas que agora, perante a sua confissão, toca a sua vida procurando incutir nela o máximo de banalidade.

A série expõe a mão do Estado que procura agir com certa civilidade perante um adolescente que pratica um crime horrendo; a Escola que, como muitas outras, apenas evidencia famílias desestruturadas e crianças revoltadas incapazes de aprender; mostra a sagacidade e a precocidade (alarmante) de uma (quase) criança argumentando com a psicóloga – e essa cena é de fato assustadora – e finalmente nos confronta com uma família, que eu temo ser paradigmática! Estado, Escola, Família! Três entes impotentes perante a epidemia que está matando nossos adolescentes!

Há vinte anos atrás escutei Bill Gates dizendo que controlava o computador e a internet de sua filha adolescente. No quarto, ela não tinha como se conectar! Gates não é um pai qualquer! É o fundador da Microsoft! Tenho dito ao longo dos anos que só conheço duas armas para enfrentar esse inimigo silencioso, geralmente noturno e que vem devorando nossas crianças e adolescentes: o diálogo aberto e constante entre pais e filhos e o controle necessário e urgente sobre horários e conteúdo da net. Os filhos não têm o direito adquirido de uso total e irrestrito de aplicativos e os pais não têm o direito de um laissez-faire fatal! Pesa sobre os adultos a responsabilidade de acompanhar, zelar e educar. As escolas cumprirão melhor o seu papel se em casa a tarefa for cumprida!

Finalmente, a série da Netflix escancara um vasto sub mundo cibernético, de deep web (e muitas vezes beirando o crime da dark web) raramente testemunhado pela maioria de nós. Precisamos urgentemente aplicar a vacina e criar imunidade em nossas crianças e adolescentes. Elas estão totalmente vulneráveis e o pior: sozinhas! Quando o máximo que um “amigo” faz é ajudar com a arma do crime, foi cruzado o rubicão de qualquer moralidade. E quando nossos filhos optam por esses amigos em detrimento dos pais é urgente parar tudo e rever a engrenagem familiar. Pais não são psicólogos profissionais e o se o forem, não usarão essas prerrogativas com os filhos. Porém, pais têm a obrigação de conhecer os filhos mais do que ninguém! A convivência familiar é a melhor terapia preventiva para esta epidemia!


Padre Manuel Joaquim R. dos Santos
Arquidiocese Londrina

24 março, 2025

Primeiro Encontro Arquidiocesano com as e os coordenadoras/es das Comunidades!

Primeiro Encontro Arquidiocesano com as e os coordenadoras/es das Comunidades!
23/03/2025





















19 março, 2025

Pronunciamento da CNBB sobre a Lei da Ficha Limpa

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Conselho Permanente, reunido em Brasília, divulgou nesta terça-feira, 18/3, uma nota na qual demonstra perplexidade e indignação diante das propostas de mudanças da Lei da Ficha Limpa no Congresso Nacional. 

O Senado pode votar, nesta terça-feira, o projeto de lei que altera a Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa. A proposta, que muda regras da lei de iniciativa popular, já foi aprovada por deputados federais.


09 março, 2025

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo!

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo, ele apoiou a luta do seu povo, apoiou a luta dos que estavam enfraquecidos, sem voz e sem vez!


Santo Óscar Romero, foi nomeado arcebispo de San Salvador no dia 3 de fevereiro de 1977. Ele foi nomeado bispo por ser considerado um conservador.

O país vivia uma repressão muito forte, violência do Estado e uma exploração imposta ao povo pela aliança entre os setores político-militares e económicos, apoiada pelos EUA, bem como a violência da guerrilha revolucionária.

Vários grupos de pobres oprimidos começaram a se organizar para denunciar a miséria em que viviam.

Nesse senário, Romero é nomeado arcebispo porque ele não representava ameaça a classe dominante opressora responsável pela violência e miséria do povo.

E como era esperado, assim foi seu ministério inicial, conservador, com relações próximas com aqueles que estavam massacrando e matando o povo salvadorenho.

Oscar Romero se converteu. Como que a conversão culmina em um novo nascimento, num renascimento, de Deus. Romero se converteu, renasceu um novo homem.

Em El Salvador, as pessoas desapareciam, padres e agentes de pastorais, que queriam ajudar os pobres eram torturados ou mortos.

Dom Romero tinha um grande amigo, Padre Rutilio Grande, ele era uns dos que arriscava a vida ajudando os empobrecidos, ele envolveu na luta dos agricultores, nos momentos que tinha oportunidade de estar com Romero, ele falava da miséria e violência em que o povo salvadorenha vinha sofrendo. Contava a ele de padres e agentes de pastorais torturados e mortos.

Padre Grande, o amigo de Dom Romero foi assassinado junto com um camponês idoso e um menino, seus corpos foram expostos na catedral.

Este foi o momento da conversão, de Romero, um novo homem renasceu, deixou-se de existir o bispo conservador. O processo de conversão foi consciente, o arcebispo de San Salvador se converteu sabendo que ele também perderia sua vida, que poderia sim, ser torturado e morto.

Romero deixou-se tocar pela luta do seu povo, ele apoiou a luta do seu povo, apoiou a luta dos que estavam enfraquecidos, sem voz e sem vez.

No Evangelho, o Arcebispo encontra uma coragem maior que a humana e passa então a denunciar o governo de direita e a guerrilha de esquerda, inclusive o governo dos Estados Unidos, que fornecia armas, que matavam seu povo. Em suas homilias, Dom Romero apresentava listas semanais de pessoas desaparecidas, torturadas ou assassinadas.

Ele ficou conhecido por sua defesa fervorosa dos direitos humanos e sua solidariedade às vítimas da violência política no país.

Dom Romero, sabia que os soldados que torturavam e matavam seu povo, em sua grande maioria eram cristãos, por isso em 23 de março de 1980, fez uma pregação, pelo rádio, dirigindo-se diretamente a eles: "Nenhum soldado é obrigado a obedecer a uma ordem contrária à lei de Deus... Chegou a hora de tomar consciência... Pois isso, em nome de Deus e deste povo, que sofre há muito tempo, cujo grito sobe cada vez mais alto aos céus, eu lhes imploro, lhes rogo, em nome de Deus, para cessar a repressão"!

No dia 24 de março de 1980, Dom Romero participou de um retiro espiritual para sacerdotes. Na Missa vespertina, que celebrou, disse: “Aqueles que se dedicam ao serviço dos pobres, por amor de Cristo, vivem como o grão de trigo que morre…”. Ao término da sua homilia, ao voltar ao altar, um homem armado entrou na igreja e o baleou tirando sua vida.

Em 14 de outubro de 2018, Papa Francisco declarou Dom Oscar Romero mártir, Santo da Igreja.

Santo Oscar Romero, Santo da Nossa América, tornou-se aquele grão de trigo, por ter apoiado e lutado com seu povo.

Santo Oscar Romero, vive!

06 março, 2025

6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero”

Venham Povo de Deus, celebrar conosco a “6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero”.



Ajude-nos com a companha em prol a “Associação Beneficente Casa de Nazaré”

Ação social em prol a Associação Beneficente Casa de Nazaré, gesto concreto da 6ª Celebração Arquidiocesana dos Mártires em Honra a São Oscar Romero.

A campanha tem como objetivo arrecadar: shampoo/condicionador - papel higiênico - sabão em pó - saco grande de lixo – detergente - agua sanitária.

As doações poderão ser dos itens da companha ou via Pix.

Quem optar pela doação via Pix , solicitamos que faça identificação, via a opção mensagem, escrevendo: Celebração dos Mártires .

Chave Pix - 04.119.501/0001-42
Associação Beneficente Casa de Nazaré


18 fevereiro, 2025

Rezemos juntos pelo papa Francisco

Senhor, conceda ao nosso amado papa Francisco recuperação da saúde e o ilumine e o fortaleça sua missão apostólica.

O papa Francisco encontra-se internado para tratamento de bronquite e infecção respiratória polimicrobiana. Segundo o Vaticano, situação é “complexa”.




Documentário Elizabeth (Dir.: A. Castilho, L. Indriunas, V. Nicolav, 2023)



O curta documental "Elizabeth" é um retrato de Elizabeth Teixeira e das mulheres que dão prosseguimento à sua luta. Líder das Ligas Camponesas, na Paraíba, ela protagonizou o clássico "Cabra Marcado para Morrer" (dir.: Eduardo Coutinho, 1984) e gravou seu nome na história da luta pela reforma agrária no Brasil.

O documentário é uma produção do De Olho nos Ruralistas, filmado em julho de 2023, em João Pessoa e Sapé, quando Elizabeth Teixeira havia completado 98 anos.

Em 13 de fevereiro de 2025, a "mulher marcada para viver" completa o centenário. Nessa data, o observatório disponibiliza o filme ao público, ajudando a gravar na memória coletiva o nome de Elizabeth Teixeira.

12 fevereiro, 2025

"6ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero"

Data 15/03/2025

Promovida em comunhão:
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
Juventude Missionária (JM)
Pastoral da Juventude (PJ)



"6ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero"


Data 15/03/2025


Idealizada e promovida pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), a Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero, a partir desse ano de 2025, passa a ser promovida em comunhão com a Juventude Missionária (JM) e a Pastoral da Juventude (PJ).

Aberta a todo o Povo de Deus , a Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero , um momento de mística para esperançar uma missão de amor, de esperança, de resistência, de um mundo novo. Esperançar horizontes de possibilidades cultivando a utopia e assim a exemplo de São Oscar Romero não deixar adormecer o profetismo do Reino de Deus.

Entrevista com a Irmã Regina da Costa Pedro - Diretora das POM

Na terça-feira, 11 de fevereiro, a Assembleia dos Bispos do Paraná, em Arapongas (PR), abordou o tema da missão na Igreja

Para enriquecer a reflexão, a Irmã Regina da Costa Pedro, diretora das Pontifícias Obras Missionárias (POM), esteve presente e trouxe uma proposta especial ao episcopado. 

Confira a entrevista e saiba mais sobre sua participação e as perspectivas missionárias para a Igreja no Paraná e no Brasil!

07 fevereiro, 2025

Virtudes teologais: fé, esperança e caridade


Virtudes teologais: fé, esperança e caridade
Escrito por Pe. Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.


Fé, esperança e caridade. O progresso e a maturidade espiritual cristã se assentam nessas três virtudes. No plano delas, se inicia e se leva a termo nossa transformação radical de pecadores a filhos de Deus. Pela fé, cremos em Deus e em tudo o que a Igreja proclama como revelado por Ele.

Pela esperança, apostamos nossa felicidade no reino dos céus e na vida eterna, confiantes nas promessas de Jesus Cristo e sustentados com a graça do Espírito Santo. Com o novo mandamento da caridade (Lava-pés), amamos a Deus sobre todas as coisas e, nesse amor, amamos ao próximo como a nós mesmos.

As três virtudes teologais são inseparáveis. Sua prática nos faz conhecer, amar a Deus e esperar sua glória, solidários uns com os outros, na construção de seu Reino entre nós.

São dons sobrenaturais que Deus nos dá. Se os cultivarmos, ratificaremos a união com Ele nos sentimentos, nas opções e nas atitudes, solidários uns com os outros em seu amor e na fraternidade. Tais virtudes sustentam em nós a graça do batismo em Cristo, que nos mergulhou no mistério da Trindade. Adquirimos consciência de nossa origem e fim absoluto!

Santo Agostinho escreveu que Deus é mais íntimo de nós que nós mesmos! Ele nos ama no mais profundo de nosso ser. É famosa a leitura do santo sobre a história: dois amores construíram duas cidades!

A dos homens e a de Deus. O amor dos homens a si mesmos, exacerbado até ao desprezo a Deus, construiu a cidade terrena visível, enganosa e perecível, a sociedade sem fé, iludida, inquieta, angustiada e frustrada. Já o amor de Deus por nós, levado ao extremo do autoaniquilamento, edifica entre nós a cidade celeste eterna e invisível.

A cidade terrena se organiza cultivando prestígio, riqueza, busca de poderes e competição sem freios. Predomina todo tipo de intolerância na disputa por espaço, direitos e respeito. A engrenagem política acentua o desamor com a divisão odiosa do “nós e eles”, sacralizando ideologias de esquerda ou direita.

Vivendo as três virtudes teologais, o cristão espera partilhar a cidadania digna, diminuir a pobreza sem lideranças populistas e construir um Brasil-ético; uma nação que seja o retrato da “cidade de Deus”! O Brasil da justiça, da fraternidade, da promoção e da defesa da vida, da concepção ao fim natural. Nem as ambições mais poderosas vão destruir a cidade do amor, já vitoriosa no céu. Seus pilares têm a glória do Senhor. Ela é a “Jerusalém do alto” (Apocalipse 21,11). Seu alicerce na terra é a fé.

Movidos pela esperança, nós, os seguidores do Cordeiro no amor, aqui habitamos a caminho do novo céu e da nova terra. (Apocalipse 21,1). Caminhamos para a cidade eterna, fazendo da passagem terrena um serviço total de caridade fraterna, em busca da justiça, da paz e do respeito à vida em todos.

05 fevereiro, 2025

Dez Mandamentos da Ecologia

Dez Mandamentos da Ecologia

1. Ama a Deus, todas as coisas e a natureza como a ti mesmo.
2. Não defenderá a natureza em vão com palavras, mas através de seus atos.
3. Guardarás as Florestas virgens, pois tua vida depende dela.
4. Honrarás a flora, a fauna, todas as formas de vida e não apenas a humana.
5. Não matarás.
6. Não pecarás contra a pureza do ar, deixando que a indústria suje o que a criança respira.
7. Não furtarás da terra sua camada de húmus, raspando-a com o trator, condenando o solo à esterilidade.
8. Não levantarás falso testemunho dizendo que o lucro é o progresso justificam teus crimes.
9. Não cobiçarás objetos e adornos para cuja fabricação é preciso destruir a paisagem. 1
10. A terra também pertence aos que ainda estão por nascer.

Dialogar!


17 janeiro, 2025

Campanha da Fraternidade 2025

Campanha da Fraternidade 2025
Tema: Fraternidade e Ecologia Integral
Lema: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).


Síntese do Texto Base
Explicação do Cartz
Oração


Capítulo I
VER/OUVIR

“Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31) Trata da atual crise socioambiental e dos desafios para superá-la; da importância de uma Ecologia Integral; e da necessidade da conversão ecológica.

- Somos chamados a acolher tudo como dom, a reconhecer com gratidão a generosidade de Deus para conosco, a louvar o Criador e cuidar da criação;

- Em nossa realidade brasileira, temos a graça de contar com a fertilidade da terra, a abundância das águas, a diversidade da fauna e da flora e a pluralidade de povos e culturas;

- Vivemos uma crise que envolve tanto a vida social como o meio ambiente. Ela tem raízes históricas. As comunidades tradicionais são as que mais sofrem com essa crise, mas também são as que mais têm a nos ensinar;

- Há que se lembrar que existem importantes acordos internacionais que precisam ser cumpridos. O mesmo acontece com a legislação nacional e com as políticas públicas que podem e devem avançar ainda mais;

- Eventos e mudanças climáticas são uma realidade a ser enfrentada com seriedade. Uma autêntica educação ambiental precisa ser incentivada a fim de fomentar novos hábitos e assegurar o cuidado com a Casa Comum e seus habitantes;

- Entretanto, existem pessoas que insistem em negar a existência dessa crise, dificultando, assim, a sua superação. Devemos acreditar na força transformadora das pequenas ações cotidianas;

- Diante do visível aumento da proliferação de doenças e da exploração que gera escassez de recursos, o modelo econômico-social que valoriza apenas a técnica e o lucro se revela cruel e excludente;

- A Ecologia Integral nos convida a olhar de forma nova para o meio ambiente, para o ser humano e para Deus Criador e a viver relações justas com o outro, conosco mesmos e com Ele;

- Também nesse campo, a Igreja possui uma postura profética. Recorda-nos que o ambiente não é um simples recurso, mas sim a nossa Casa Comum. De modo que não há como separar as questões ambientais, sociais e antropológicas da fé que professamos;

- Por isso, o Papa Francisco nos alerta quanto ao risco de cairmos no pecado ecológico, que são ações ou omissões contra Deus, contra o próximo e contra o meio ambiente. Pecado que fere a vida;

- A CF, vivida nesse tempo quaresmal, nos chama à conversão nesse aspecto. Uma conversão ecológica que leve à mudança do nosso modo de ser, pensar e agir, como pessoas e comunidades de fé;

- Neste Jubileu, somos convidados a nos colocar no caminho de conversão, como "Peregrinos da Esperança", na confiança de que somos capazes de, seguindo a Jesus Cristo, transformar a realidade e reproduzir gestos fraternos e solidários em defesa da Casa Comum.


Capítulo II
ILUMINAR/DISCERNIR: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e toda a carne sobre a terra”(Gn 9,17)


Focaliza a Palavra de Deus como luz para o nosso caminho; a presença e a ação do Espírito de Deus na criação; a conversão integral e ecológica e a Ecologia Integral na Tradição, na Doutrina Social da Igreja e nos Padres da Igreja; e a Ecologia Integral à luz das ciências e da sabedoria dos povos.

- As narrativas da criação, no livro do Gênesis, nos levam a compreender que a bênção e a Aliança não são apenas para o ser humano, mas para toda criatura. Todos os seres criados gozam de uma dignidade inegável por causa de sua origem divina;

- Deus dá ao ser humano uma tarefa especial: "cultivar e guardar" a Terra, para que ela seja sempre um jardim, e tudo o que nela habita. Não se trata de exercer poder sem limites sobre os demais seres, pois não faria sentido destruir o que Deus, repetidamente, avaliou como "bom";

- O Livro Sagrado também nos alerta para os riscos da maldade do ser humano que resultam no pecado. Mas mantém viva a esperança na Aliança que Deus estabeleceu com seu povo;

- Aprendemos da Escritura a existência de políticas opressivas, violentas e contraditórias, que resultam em catástrofes ambientais, como na relação de escravidão do povo hebreu nas mãos do faraó do Egito. Porém, na travessia libertadora pelo deserto, a natureza favorece a sobrevivência do ser humano: a água, o maná, as codornizes obras de Deus Criador;

- No Pentateuco, a partir do Decálogo, encontramos "leis ambientais", recomendações que unem a fé ao cuidado com a fauna e a flora. Um destaque, pode ser dado ao descanso sabático, previsto não apenas para o ser humano, mas também para os animais;

- O ano sabático e o ano jubilar, presentes na Bíblia, preveem o repouso também da terra, para que assim ela continue a ser generosa, o perdão das dívidas e a libertação dos escravos. É um "não" dito à exploração sem limites. O Jubileu de 2025 é uma oportunidade para vivermos essa experiência;

- Em Jesus e em sua forma de anunciar, a Boa-Nova do Reino de Deus traz consigo várias conotações socioambientais. Isso se expressa nas parábolas, com sementes, árvores e seus frutos, como imagem do Reino;

- Os pães ázimos da Última Ceia, frutos da terra e do trabalho humano, expressão ao mesmo tempo do uso moderado dos bens da terra e da opressão e miséria sofrida por aqueles que são escravizados, são tomados por Jesus, consagrados ao Pai e entregues aos seus discípulos. Assim, somos convidados a deixar de lado todo fermento, ou seja, tudo o que é excesso, e abraçar a simplicidade do necessário;

- Ao longo das Escrituras Sagradas, vemos que a ação do Espírito é sopro que dá vida a toda criatura. É Deus que cria, dá a vida e a renova constantemente, recordando-nos de que sua força tudo abraça e transforma;

- A Igreja, a cada Quaresma, reafirma o convite à única conversão ao Evangelho vivo, que é Jesus Cristo. Essa mudança de vida deve se desenvolver em diversos setores da nossa vida pessoal e eclesial, abarcando o cuidado com a Casa Comum em que habitamos;

- Os Padres da Igreja, vivendo as necessidades de seu tempo, tomam a natureza, o cosmos, com seus ciclos e sua organização, como uma referência para o ser humano olhar para si e rever suas relações sociais. Utilizando exemplos das relações entre os seres vivos, eles nos apresentam as lições do equilíbrio e do limite. É o que se pode chamar de função pedagógica do cosmos;

- O Magistério dos Papas, que formam o tesouro que é a Doutrina Social da Igreja, tem nos ensinado muito sobre o tema. Desde Leão XIII, passando por São João XXIII, São Paulo VI, São João Paulo II e Bento XVI, tal Magistério nos chama a atenção para o princípio da destinação universal dos bens da terra, o desenvolvimento dos povos, os perigos da exploração e da crescente ruptura entre sociedade e natureza, princípios da ética ambiental, a urgência de se educar para a responsabilidade ecológica, a interligação entre o zelo pelo ser humano e pela natureza. Tudo isso como expressão de uma ampla tarefa eclesial que decorre da fé;

- No pontificado do Papa Francisco, recebemos a Carta Encíclica Laudato Si', primeiro documento do Magistério da Igreja plenamente dedicado ao tema socioambiental. Seu ponto de partida é a "convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo"(LS, n. 16). Nós e nosso planeta existimos em comunhão;

- O pecado mais perigoso de nosso tempo talvez seja a ruptura que estabelecemos entre humanidade e natureza, como se fôssemos superiores às demais criaturas, com os e, cada uma delas, não tivesse valor intrínseco e não fosse capaz por si mesma de louvar a Deus!;

- Não podemos nos deixar levar pelas falsas promessas do paradigma tecnocrático, pois nem sempre o que parece progresso representa as melhores condições de vida para todos. Por isso, a atuação social e política dos cristãos é essencial;

- As ciências da Terra têm muito a nos ensinar sobre o que está acontecendo ao nosso planeta. Estudos apontam, desde o final dos anos 1980, que nosso planeta vem se aquecendo cada vez mais, como resultado do nosso modo de vida. A Terra passa por uma mudança e os seus efeitos afetam todas as formas de vida de maneira imprevisível;

- A sabedoria ancestral dos povos originários também tem muito a nos ensinar: "Ensinai a [seus filhos] o que ensinamos aos nossos: que a terra é a nossa mãe. (...) tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio" (Cacique Seattle, Estados Unidos, 1855);

- Não podemos ficar paralisados! E isso nos compromete no seguimento de Jesus de Nazaré, neste tempo quaresmal, a aprofundar o percurso de penitência e conversão integral.


Capítulo III
AGIR/PROPOR: “Para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15)

Apresenta algumas alternativas de superação da crise socioambiental; proposta de ações no âmbito pessoal, comunitário e social; a promoção da CF 2025 e da Ecologia Integral na arte, cultura e mídia; e o convite a participar em eventos e Tempos de Mobilização global.

- O agir é consequência do ver e ouvir a realidade e de processos de discernimento espiritual, debate coletivo, planejamento comunitário e decisões conjuntas que fazem parte de instâncias maiores de participação e transformação social;

- É preciso alimentar um olhar otimista e realista, convicto de que ainda podemos evitar os piores impactos das mudanças climáticas. A Esperança nos move a unir os esforços das ciências ao profetismo da fé, para superar a crise que vivemos;

- Olhando a realidade, vemos que a alternativa mais econômica e eficaz consiste em reduzir em curto prazo as emissões de gases poluentes, fazendo a transição energética e apoiando formas limpas de energia;

- Como Igreja, "perita em humanidade" (PP, n. 13), não podemos deixar de propor que "chegou a hora de aceitar um certo decréscimo do consumo" (LS, n. 193). É preciso redescobrir a dimensão transcendente da vida, a capacidade humana de contemplação;

- É preciso reafirmar a dimensão profunda do repouso considerando formas menos produtivistas de organização do trabalho e do seu tempo, com uma remuneração digna e justa e condições de trabalho e previdenciárias cada vez mais humanizadas;

- É importante conhecer as várias iniciativas de cuidado com a Casa Comum na Igreja no Brasil e buscar nelas inspiração para transformar nossas realidades locais. Unidos em nossa fé e comprometidos com a missão de cuidar da nossa Casa Comum, somos chamados a reconhecer a urgência da grave crise socioambiental que assola nosso país e o mundo;

- O tempo de agir é agora. Como filhos e filhas de Deus, somos responsáveis por proteger e preservar a obra de suas mãos. Este é o nosso chamado, este é o nosso dever como discípulos de Cristo;

- Cada um pode colaborar. As pequenas, mas consistentes, ações de cada pessoa têm uma grande importância e força de desencadear processos transformadores em níveis maiores, "que agem a partir do nível profundo da sociedade" (LD, n. 71);

- Mas não basta que cada um faça sua parte. É preciso também agir coletivamente, em comunidade, orientados pelo Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja. Um apelo especial é feito às comunidades religiosas e instituições educativas católicas para despertar a sensibilidade e formar hábitos sustentáveis nas futuras gerações;

- Atitudes e iniciativas sociais e no âmbito da boa política também precisam ser desenvolvidas. "O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor" (LS, n. 231);

- O universo da arte, da cultura e da mídia alcança as pessoas no seu cotidiano e é chamado colaborar efetivamente na promoção e animação da CF, no louvor a Deus pela criação e na vivência da Ecologia Integral;

- Existem tempos especiais de mobilização que são iniciativas mundiais e que podem ser incluídos nos calendários de nossas comunidades, pastorais e movimentos, paróquias, Dioceses e regionais. A promoção de ocasiões de reflexão, vigílias de oração, preces nas celebrações Eucarísticas, publicações nas redes sociais e cobertura nos meios de comunicação será uma valiosa contribuição.


Fonte: scribd




Os elementos da identidade visual
Fonte: site da CNBB

A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2025 é de autoria do Paulo Augusto Cruz, da Assessoria de Comunicação da CNBB. Nela estão representados os seguintes elementos:


Cartaz

São Francisco de Assis
Em destaque no cartaz, São Francisco de Assis representa o homem novo que viveu uma experiência com o amor de Deus, em Jesus crucificado, e reconciliou–se com Deus, com os irmãos e irmãs e com toda a criação. Esta reconciliação universal ganha sua maior expressão no Cântico das Criaturas, composto por São Francisco há precisos 800 anos. O recorte é da obra do período barroco “Êxtase de São Francisco de Assis”, de Jusepe De Ribera. 

A cruz
No centro, a Cruz é um elemento importante na espiritualidade quaresmal e franciscana. No cartaz, ela recorda a experiência do Irmão de Assis com o crucifixo da Igreja de São Damião, em Assis, na Itália, onde Francisco ouviu o próprio Cristo que falava com ele e o enviava para reconstruir a sua Igreja. No início, Francisco entendeu que era a pequena Igreja de São Damião. Mais tarde, compreendeu que se tratava de algo bem maior, a Igreja mesma de Deus. A Quaresma é este tempo de reconstrução de cada cristão, cada comunidade, a sociedade e toda a Criação, porque somos chamados à conversão. 

A natureza
A araucária, o ipê amarelo, o igarapé, o mandacaru, a onça pintada e as araras canindés, representam a fauna e a flora brasileiras em toda a sua exuberância, que ao invés de serem exploradas de forma predatória, precisam ser cuidadas e integradas pelo ser humano, chamado por Deus a ser o guarda e o cuidador de toda a Criação. 

As cidades
Os prédios e as favelas refletem o Brasil a cada dia mais urbano, onde se aglomeram verdadeiras multidões num estilo de vida distante da natureza e altamente prejudicial à vida. Cada um de nós, seres humanos, o campo, a cidade, os animais, a vegetação e as águas fomos criados para ser, com a nossa vida, um verdadeiro “louvor das criaturas” ao bom Deus. 

A colagem
O uso do estilo de colagem é uma escolha artística e simbólica. A técnica possibilita a união de elementos diferentes em uma única composição, refletindo a diversidade e a interligação entre tudo o que existe, entre toda a Criação. A escolha do estilo também faz referência à Ecologia Integral, onde todos os aspectos da vida – espiritual, social, ambiental e cultural – são considerados e valorizados. Cada pedaço na colagem, apesar de único, contribui para a totalidade da imagem, assim como cada pessoa e cada parte do meio ambiente tem um papel crucial na criação de um mundo sustentável e harmonioso. 




Oração:



Ó Deus, nosso Pai, ao contemplar o trabalho de tuas mãos, viste que tudo era muito bom! O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra, e hoje experimentamos suas consequências.

Por Jesus, teu Filho e nosso irmão, humildemente te pedimos: dá-nos, nesta Quaresma, a graça do sincero arrependimento e da conversão de nossas atitudes.

Que o teu Espírito Santo reacenda em nós a consciência da missão que de ti recebemos: cultivar e guardar a Criação, no cuidado e no respeito à vida.

Faz de nós, ó Deus, promotores da solidariedade e da justiça. Enquanto peregrinos, habitamos e construímos nossa Casa Comum, na esperança de um dia sermos acolhidos na Casa que preparaste para nós no Céu. Amém!


14 janeiro, 2025

Pessoas que cresceram com animais de estimação costumam apresentar esses 5 comportamentos

“Embora a convivência entre animais domésticos ofereça uma série de benefícios ao desenvolvimento infantil, os pais devem ficar atentos a alguns cuidados específicos.”


Não há nada mais satisfatório que chegar em casa depois de um longo período fora e encontrar o bichinho de estimação superanimado com o nosso retorno, não é mesmo? É neste momento que o estresse e cansaço do dia corrido tende a ser substituído por uma explosão de felicidade e bem-estar.

Ao MinhaVida, Isabella Machado, psicóloga do grupo Mantevida, explica que a convivência com animais domésticos não só proporciona benefícios momentâneos, como também influencia positivamente no desenvolvimento emocional, especialmente o das crianças.

“A convivência com pets na infância tem impacto significativo no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, com efeitos que se estendem à vida adulta. Os animais de estimação oferecem acolhimento, favorecendo o vínculo emocional e a empatia. A interação com eles contribui para a regulação emocional, redução da ansiedade e do estresse, além de ajudar no enfrentamento de desafios diários. Além disso, cuidar de um pet também ensina responsabilidade, comprometimento e rotinas, influenciando positivamente a organização e a gestão de tarefas ao longo da vida”.

Os comportamentos comuns de pessoas que cresceram com animais de estimação:

Segundo a especialista, pessoas que cresceram com animais de estimação frequentemente desenvolvem características como:

1 - Empatia e sensibilidade

“Conviver com animais desde cedo estimula a empatia. O cuidado diário com suas necessidades ensina a interpretar sinais não verbais, habilidade que pode se transferir para interações humanas, facilitando a capacidade de "ler" sinais corporais e comportamentais nas outras pessoas”.

2 – Responsabilidade

“Cuidar de um animal, como alimentar, limpar ou passear, promove o senso de responsabilidade. Isso ajuda no desenvolvimento de disciplina e habilidades de organização desde a infância”.

3 - Tendência a falar com animais ou objetos

“Crianças que conversam com animais muitas vezes mantêm esse hábito, falando sozinhas ou com objetos inanimados. Essa prática pode funcionar como um mecanismo de autorregulação emocional”.

4 - Interação física

“O hábito de acariciar ou abraçar animais pode favorecer o conforto em interações físicas, como abraços e toques de apoio emocional”.

5 - Atenção à higiene

“Crescer com animais ensina a importância da limpeza para evitar odores, pelos espalhados ou sujeiras. Isso muitas vezes se reflete em hábitos como limpar sapatos antes de entrar em casa e manter o ambiente limpo e organizado”.

Cuidados que os pais de crianças pequenas devem ter ao adotar um pet

Embora a convivência entre animais domésticos ofereça uma série de benefícios ao desenvolvimento infantil, os pais devem ficar atentos a alguns cuidados específicos. A psicóloga lista:

- Preparação psicológica: é importante que a criança seja informada sobre o fato de o animal ser um ser vivo com necessidades específicas, como comer, dormir e descansar;

- Responsabilidade proporcional: é preciso atribuir tarefas simples, como encher o pote de água sob supervisão;

- Respeito e empatia: é necessário ensinar a criança a reconhecer sinais do animal, como se afastar quando ele está desconfortável ou evitar interrompê-lo durante o descanso;

- Supervisão: a presença de um adulto durante as primeiras interações entre a criança e o animal é essencial para garantir a segurança de ambos

“As crianças tendem a reproduzir os comportamentos observados nos adultos. Pais que demonstram calma, paciência e cuidado nas interações com o animal promovem um ambiente de aprendizado positivo. Resolver pequenos conflitos de forma gentil, como corrigir o pet com delicadeza, reforça a importância da comunicação positiva e do respeito mútuo”, finaliza Isabella.

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Fonte: Minha Vida