12 março, 2013

Estudo mostra que a Terra está em um dos períodos mais quentes em 11 mil anos


Geleira localizada na Ilha Ellesmere, porção do Ártico no Canadá, em imagem divulgada pela Nasa; temperatura hoje está mais alta do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos (Foto: Nasa/METI/Reuters)
Um estudo publicado na revista Science nesta semana aponta que a temperatura média da atmosfera em todo o planeta está mais alta hoje do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos.

A reportagem é do sítio Globo Natureza, 11-03-2013.

Os cientistas combinaram dados coletados em 73 regiões cobertas de gelo e de sedimentos em todo o mundo para reconstituir como era a temperatura neste período, conhecido como Holoceno, que corresponde ao fim da Era do Gelo.
Eles chegaram à conclusão de que o clima da Terra atualmente está mais quente do que entre 70% e 80% do tempo nos últimos 11,3 mil anos. A pesquisa recua mais no tempo do que outros levantamentos feitos até hoje, que até então previram as temperaturas de no máximo 2 mil anos atrás.

A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Harvard e da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos. "Nós sabíamos que, em uma escala global, a Terra é mais quente hoje do que era há 2 mil anos", disse o pesquisador Shaun Marcott, um dos autores da análise. "Agora sabemos que as temperaturas são mais altas do que na maior parte dos últimos 11,3 mil anos."

O último século teve o registro mais anômalo de temperaturas desde o fim da última Era do Gelo, ressaltou Candace Major, diretora de programa da Fundação Nacional de Ciência dos EUA.

As temperaturas têm subido de forma mais permanente nos últimos 200 anos, dizem os cientistas. Eles demonstram "preocupação" com o aquecimento que a Terra pode atingir até 2100.

11 março, 2013

V Café Mulher e Política


A ONG Maria do Ingá – Direitos da Mulher, convida para o “V Café, Mulheres e Política”.
Dia: 16/03/2013 – Sábado
Tema geral: Mulher na atualidade
Com os subtemas:
Lesbofobia  e Transfobia: * Patrícia Lessa, professora da UEM, coordenadora do Grupo de

Pesquisa em Estudos do Corpo e da Sexualidade (GEPECOS) que tem como foco

os Estudos Feministas.
Mulheres Negras: * Eva Coelho, professora da rede estadual, faz parte do 
Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques e do Conselho Municipal
da Mulher de Maringá.
Mulher e Política: * Tania Tait, professora da UEM, escritora, coordenadora
da ONG Maria do Ingá-Direitos da Mulher e membro do Conselho Municipal da
Mulher como representante da UEM.

PROGRAMAÇÃO:
Dia: 16/03/2013 – Sábado
15h00min * Abertura
15h10min * Mesa Redonda
16h00min as 16h15min *Café
16h18 min as 17h00min * Debate         
17h00min * Encerramento   

Local: CEPA – Centro de Pastoral Arquidiocesano                                     
Rua Vereador Joaquim Pereira de Castro, 267 Vila Santo Antonio

08 março, 2013

Em pronunciamento, Dilma anuncia corte de impostos federais para produto da cesta básica

Clique no link abaixo para assistir o vídeo 



Para refletir


Sugestão de Leitura

Apresento seis texto para quem gosta de ler. Uma boa leitura

Falta ainda muito, más depois de seis anos a Lei Maria da Penha começa a dar resultados

Ligue 180 é um serviço gratuito para orientação das mulheres vítimas de abusos e seu encaminhamento para órgãos da polícia, da Justiça e demais serviços de enfrentamento da violência contra a mulher, como centros especializados e casas abrigo.
Segundo dados da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o serviço de atendimento telefônico fechou o ano de 2012 com 88.685 relatos de agressão – contra 12.664 há seis anos.
Em primeiro lugar no ranking das agressões relatadas ao serviço em 2012 está a violência física contra a mulher, com 50.236 casos – o que representa elevação de 433% em relação ao ano de 2006. Logo abaixo no ranking vêm a violência psicológica (24.477 casos) e a violência moral (10.372). Os abusos sexuais representam, por sua vez, 2% dos casos, com 1.686 relatos.

O Cooperativismo e o Desenvolvimento Econômico é tema de debate na PUCPR

Evento, gratuito e aberto à comunidade, será nesta quarta-feira (13), às 18h30

A Escola de Negócios da PUCPR promove, nesta quarta-feira (13), às 18h30, debate com o tema  “O Cooperativismo e o Desenvolvimento Econômico” no Câmpus Maringá. Esse é o 20° encontro do PUCPR Pensa Economia e Negócios na cidade, evento gratuito e aberto à comunidade, que promove, quinzenalmente, debates sobre temas atuais da economia no cenário nacional e internacional.
O debate será conduzido pelo presidente do Conselho de Administração do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita. Ele abordará a importância das cooperativas para o desenvolvimento econômico dos Estados. 
Serviço:
20º PUCPR Pensa Economia e Negócios - O Cooperativismo e o Desenvolvimento Econômico
Data: 13 de março (quarta-feira)
Local: Auditório Dom Murilo Krieger
Horário: 18h30

07 março, 2013

Campanha da SPM valoriza conquistas das mulheres para o desenvolvimento do Brasil

Clique aqui para assistir ao filme da campanha “Cada vez mais as mulheres conquistam seu espaço. Cada vez mais o Brasil também é feito por mulheres”


Construção civil, ciências, pequenas e grandes empresas, campo e cidade. Dentro e fora de casa, as mulheres estão por toda parte e constroem um novo Brasil: forte, inclusivo e competitivo. Esse é o conceito da campanha da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), que começa a ser veiculada, neste domingo (03/03), em tevês, rádios, internet, revistas, outdoors, busdoors, entre outras mídias. O slogan é “Cada vez mais as mulheres conquistam seu espaço. Cada vez mais o Brasil também é feito por mulheres”.
Inaugurando o Março Mulher, a iniciativa retrata as principais conquistas na vida das brasileiras nos últimos dez anos, quando a igualdade de gênero foi incorporada nas políticas públicas a partir da criação da SPM. Para a ministra Eleonora Menicucci, são o trabalho e a determinação de negras, indígenas, brancas, jovens, idosas e mulheres com deficiência que tornam, todos os dias, o país mais desenvolvido. 
  
“As mulheres estão transformando o mundo. Há dez anos, o governo federal percebeu que o país teria melhores condições para se desenvolver, se as pessoas fossem incluídas como cidadãs. Hoje, vemos os resultados positivos das políticas públicas. O Brasil está mais forte porque investiu na redução das desigualdades sociais, econômicas, de gênero e de raça – e isso abriu novas oportunidades para as mulheres”, explica a ministra Eleonora Menicucci, da SPM.
Brasileiras em números  - As mulheres representam 51,5% da população. São chefes de família de 24,099 milhões de famílias, das 64,358 milhões que vivem em domicílio particular. Em média, dedicam 7,5 anos aos estudos, contra 7,1 anos dos homens. A média de vida das mulheres é 77,7 anos em contrapartida  à dos homens, que é de 70,6.
Segundo a Pnad 2011, o trabalho doméstico deixou de ser a atividade que mais emprega mulheres: em 2009, 17,1% das mulheres economicamente ativas eram trabalhadoras domésticas. Em 2011, esse percentual diminuiu para 15,6%. A atividade que mais emprega mulheres é o comércio, sendo responsável pelo emprego de 17,6% delas  e, em segundo lugar, estão as atividades de educação, saúde e serviços sociais com 16,8%. 
Políticas públicas - A partir do Programa Pró-equidade de Gênero e Raça, 80 empresas passaram a incorporar práticas de igualdade de oportunidades e de tratamento para homens e mulheres.
As trabalhadoras domésticas conquistaram direitos como as férias de 30 dias e a estabilidade durante o período de gravidez. Também foi estimulada a formalização dos empregos  por meio da Lei 11.324/2006.  
As brasileiras representam mais de 50% daqueles que se beneficiaram do Programa Nacional de Qualificação e avançam em áreas antes restritas aos homens, como a construção civil. Mais mulheres têm buscado implantar e gerir seus próprios negócios, e o Programa Trabalho e Empreendedorismo da Mulher (parceria com o SEBRAE) é uma ferramenta importante para isso. Entre 2003 e 2008, foram emprestados R$ 247 milhões a mulheres por meio de cerca de 35 mil contratos no Programa Nacional de Agricultura Familiar. A partir da obrigatoriedade da titulação conjunta da terra na reforma agrária, o índice de mulheres titulares de lotes de terra avançou de 24% para 55%.
Por meio do Expresso Cidadã (documentação da trabalhadora rural), foram emitidos mais de um milhão de documentos e 450 mil mulheres foram beneficiadas. Os direitos sexuais e reprodutivos também foram contemplados com a implementação do Plano Nacional de Enfrentamento à Feminização da Aids e outras DSTs.
Foi criado o Programa Mulher e Ciência, no âmbito do qual acontecem ações como Gênero e Diversidade na Escola e o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Em 2010, tivemos 2.050 cursistas do Gênero e Diversidade na Escola - GDE e 5.545 cursistas do Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça - GPP GeR, totalizando 15.595 profissionais formados. Em 2009, foram 13.340 profissionais de educação da rede pública nas temáticas de gênero, relações étnicorraciais e orientação sexual.
A ampliação da participação das mulheres na política foi garantida na minirreforma eleitoral com a inclusão da obrigatoriedade de preenchimento de 30% das vagas nos partidos ou coligações para candidaturas femininas, no mínimo 5% dos recursos do fundo partidário destinado à capacitação de mulheres para a política bem como 10% do tempo de propaganda eleitoral destinado às mulheres. 
Violência de gênero - O Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher conta com a adesão de 26 estados e o Distrito Federal. Sendo que o Distrito Federal, Paraíba, Amazonas e Espírito Santos já repactuaram. Atualmente, está em articulação a repactuação de todos os outros estados. Um dos seus objetivos é a implementação da Lei Maria da Penha e a ampliação da rede de atendimento à mulher.
A implementação da Lei Maria da Penha, em vigor desde agosto de 2006, é uma resposta do Estado brasileiro à violência doméstica e intrafamiliar contra a mulher. Com ela, há mais punição para os agressores e mais proteção para as mulheres. 
A rede de atendimento às mulheres em situação de violência está em constante ampliação. Hoje são 220 Centros Especializados de Atendimento a Mulher; 72 Casas Abrigo; 92 Juizados/Varas Especializadas de Violência Doméstica; 29 Núcleos Especializados do Ministério Público; 59 Núcleos Especializados da Defensoria Pública; e 501 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e Núcleos.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 orienta, acolhe e encaminha para os serviços da rede especializada, mulheres vítima de violência, além de receber denúncias. Só no período de janeiro a junho de 2012, foram registrados 388.953 atendimentos – em comparação com os seis primeiros meses de 2011, verifica-se um aumento de mais de 13% no total de registros. Do total das ligações do primeiro semestre de 2012, 47.555 registros foram feitos com relatos de violência. Entre os relatos dos primeiros meses de 2012, em 70,19% dos casos da violência doméstica contra a mulher, o agressor é o companheiro ou cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos (ex-marido, namorado e ex-namorado), esse dado sobe para 89,17% dos casos de violência contra a mulher.
Fonte: http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2013/03/03-03-2013-campanha-da-spm-valoriza-conquistas-das-mulheres-para-o-desenvolvimento-do-brasil

Somos Mulheres. Simplesmente Mulher!

Este texto escrevi em março de 2010, para celebrar o dia Internacional de "nós" Mulheres. Em 31 outubro do mesmo ano alterei o texto incluindo *Presidenta do Brasil, quando Dilma Rousseff tornou a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do Brasil.

Somos Mulheres. Simplesmente Mulher!

Somos mulheres criadas a imagem e semelhança de Deus; somos negras, brancas, índias; somos de tanta raça e tanta cor. Gostamos de banho perfumado, de receber flores e ouvir palavras de amor e receber carinho; de cantar, dançar e tocar. Deixamos com muita facilidade as lágrimas banhar nossos rostos. Somos geradoras de vidas, amor e esperança; tornamos o ambiente mais alegre e bonito. Somos sempre lindas.

Somos mulheres frágil e forte, uma mistura que da certo. Somos capazes de superar os preconceitos da sociedade e os preconceitos eclesiais que aos poucos já não encontram mais suporte. Sabemos de nossa missão, que somos enviadas e estamos por todos os lugares semeando fraternidade, justiça, paz e amor. Somos presença amiga de Deus no meio de seu povo.

Somos esposas, mulheres da aliança. Somos mãe, fonte de vida e de amor, revelamos a face materna de Deus, ele que é fonte de vida e de amor sem limites, tal como as estranhas da mãe. Somos porta voz de Deus proclamamos sua mensagem de vida e ressurreição. Somos filhas e amigas, presença incansável, cremos na vida, num novo amanhecer; queremos um mundo construindo paz.

Somos profetas e não nos calamos, mesmo quando estamos silenciosas. Somos solidárias com cada irmã e cada irmão que luta. Nesse chão tantas mulheres plantadas pela vida, justiça, amor e paz; sofrem caladas, perdem a vida e enfrentam a dor. Somos a força feminina presente construindo uma nova história. Maldita toda a violência que devora a vida pela exclusão e pela repressão.

Somos dona de casa, estudante, evangelizadora, lavradora, contadora, operária, catadora de reciclável, vendedora, medica, * presidenta do Brasil; somo de tudo um pouco. Somos lutadoras, fazemos história mesmo quando não reconhecem nosso valor. Somos incansáveis. Temos o dia oito de março como nosso dia, mas com muita ousadia fazemos de cada dia o nosso dia. Somos Mulheres. Simplesmente Mulher.

05 março, 2013

PUCPR - Núcleo de Práticas Jurídicas na Feira do Consumidor

Alunos de Direito do Câmpus Maringá dão orientação jurídica na Feira do Consumidor
Evento será neste sábado (9), das 9 às 15h, na praça Raposo Tavares

O Câmpus Maringá da PUCPR participa neste sábado (9), das 9 às 15h, da Feira do Consumidor. Os estudantes irão participar do estande da OAB Maringá, oferecendo orientação jurídica à população. Também irão realizar pré-triagem para atendimento no Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da universidade. 

A feira do consumidor é um evento tradicional na cidade de Maringá, organizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Maringá (SIVAMAR) e ocorre em homenagem ao dia do consumidor. Neste ano, a Feira será na praça Raposo Tavares.

O objetivo da feira é bem amplo, são ofertados diversos serviços aos consumidores, dentre eles, a orientação jurídica realizada pelos advogados da OAB Maringa, mobilizados por meio das Comissões do Consumidor e Voluntariado.

A participação dos acadêmicos no evento contribui para o ensino, na medida em que a experiência jurídica se concretiza fora dos muros da Universidade. No aspecto social, contribui com a promoção do acesso à Justiça àqueles mais necessitados, por meio das atividades do Núcleo de Prática Jurídica.

Manifesto enviado por teólogos da libertação ao pré-conclave

Por Dermi Azevedo - Carta Maior

Documento assinado por teólogos como Leonardo Boff e o bispo d. Pedro Casaldáliga começou a ser elaborado em outubro do ano passado, simultaneamente na Europa, América Latina, EUA e Canadá. Texto diz que “Cúria Romana necessita de uma reforma mais radical baseada nas instruções e na visão do Vaticano II”. Por Dermi Azevedo


Já chegam a duas mil as adesões de teólogos católicos de todo o mundo ao documento publicado por ocasião dos 50 anos do Concílio Vaticano II e cuja redação final está sendo encaminhada aos 115 cardeais que, a partir de segunda-feira (4), começam a escolher o sucessor do papa Bento XVI. 


O manifesto começou a ser elaborado em outubro do ano passado, simultaneamente, na Europa, na América Latina, nos Estados Unidos e no Canadá. Entre os seus autores, estão incluídos Leonardo Boff e o bispo d. Pedro Casaldáliga. 

O contexto de sua publicação (concebida em meio a uma grave crise na Igreja, poucos meses antes da renúncia de Bento XVI) reforçou a decisão dos teólogos de enviá-lo aos cardeais eleitores. Esta é a íntegra do documento:

"Muitos ensinamentos do Concílio Vaticano II não foram concretizados ou apenas parcialmente traduzidos na prática. Isto é devido à resistência de alguns ambientes, mas também sobretudo, em certa medida, à não resolvida ambiguidade de alguns documentos conciliares. Uma das principais causas da estagnação moderna depende do não entendimento e dos abusos no exercício da autoridade na nossa Igreja. De modo concreto os seguintes temas exigem uma urgente reformulação.

O papel do Papado necessita de uma clara redefinição baseada nas intenções de Cristo. Como supremo pastor, como elemento unificador e principal testemunha da fé, o Papa contribui de modo essencial para o bem da Igreja Universal. Mas a sua autoridade não deveria obscurecer, diminuir nem suprimir a autentica autoridade que Cristo deu diretamente a todos os membros do Povo de Deus.

Os bispos são vigários de Cristo e não vigários do Papa. Eles possuem a responsabilidade direta sobre o povo de suas dioceses e uma responsabilidade compartilhada com os outros bispos e com o Papa, do âmbito da comunidade universal da fé.

O Sínodo central dos bispos deveria assumir um papel mais decisivo no planejamento, na orientação e no crescimento da fé em nosso mundo tão complexo.

Concilio Vaticano recomendou a colegialidade e a corresponsabilidade em todos os níveis. Isto não foi transformado em ação. Os vários organismos presbiterais e conselhos pastorais previstos pelo Concilio, deveriam envolver os fiéis de modo mais direto nas decisões relativas à doutrina ao exercício do ministério pastoral e à evangelização no âmbito da sociedade secular.

O abuso de preencher os postos de guias da Igreja apenas com candidatos com uma determinada mentalidade é algo que deveria ser eliminado. Em vez disto, deveriam ser formuladas e monitoradas novas normas assegurando que as eleições para estas tarefas sejam conduzidas de modo correto, transparente e o mais democrático possível. 

A Cúria Romana necessita de uma reforma mais radical baseada nas instruções e na visão do Vaticano II. A Cúria deveria limitar-se aos seus úteis papéis administrativos e executivos.

A Congregação para a Doutrina da fé deveria ser ajudada por comissões internacionais de peritos escolhidos independentemente em função de sua competência profissional. Essas não são todas as mudanças necessárias. Devemos considerar ainda que a implementação dessas revisões estruturais exigem uma elaboração detalhada e relacionada com as possibilidades e com as limitações das circunstancias presentes e futuras. Destacamos porém que as reformas sintetizadas a cima são urgentes e a sua concretização deveria iniciar-se imediatamente.

O exercício da autoridade na nossa Igreja deveria seguir o padrão de abertura, responsabilidade e democracia encontrados na sociedade moderna. A liderança deveria ser correta e confiável, inspirada na humildade e no serviço, com uma transparente solicitude para com o povo, em vez de se preocupar com as normas e a disciplina; anunciar Jesus Cristo que liberta; ouvir o espirito de Cristo que fala e age por meio de todos e de cada um".


Semana da Mulher, violência e Flor Duarte

Por: Margot Jung

Uma vida sem violência é um direito das mulheres. É um direito de TODAS as pessoas!
Esta semana, no dia 08 de março, como sempre e há mais de 100 anos, comemora-se o Dia Internacional da Mulher.
Infelizmente, abrimos a semana com uma servidora da UEM sendo vítima de violência pelo ex-companheiro. Ela tomou um tiro e hoje faleceu!
Lágrimas me vêem aos olhos ao pensar nos filhos que ficarão sem a mãe.
Ao pensar que um grandessíssimo safado, não aceitando a condição de “ex”, pôs cabo à vida de mais uma vítima do machismo.
E nossa digníssima Secretária da Mulher de Maringá, Flor Duarte, vai ao jornal dizer que tem muitos projetos para as mulheres de nossa cidade. A Secretaria oferecerá cursos de corte e costura, bordado, crochê, tricô e outras coisinhas mais.
Nas mãos de quem nós mulheres estamos entregues? O que tem na cabeça essa secretária? Quando o nome dela foi anunciado na secretaria, eu falei que essa nomeação se explicava apenas pelo fato de ela ser mulher, pois nunca militou em movimentos de mulheres. A constatação veio antes do se esperava.
Considero muito válido aprendermos artes manuais. Eu mesma sou uma praticante fervorosa do crochê.
Mas nós mulheres precisamos de muito mais. Precisamos ir além dos cursos que nos tornam donas de casa exemplares, destinadas ao forno e fogão!
Precisamos de políticas públicas que nos contemplem! Precisamos de salários iguais aos dos homens em trabalhos iguais. Precisamos da descriminalização do aborto para que mulheres deixem de morrer todos os dias ao fazerem abortos clandestinos. Precisamos de licença maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras, independente de incentivos fiscais. Precisamos de direitos iguais.
E, acima de tudo, precisamos que acabe a violência contra a mulher!
Precisamos que os homens entendam que somos donas e senhoras de nossos corpos e que se não queremos mais compartilhá-lo, temos esse direito.
Não queremos ver mulheres morrerem, serem estupradas, seviciadas por seus companheiros ou ex-companheiros. Aliás, aquele que agride não pode ser considerado companheiro...
Não queremos mais viver num mundo no qual meninas são abusadas sexualmente e familiares se calam, com medo ou por descrédito nas leis que deveriam punir exemplarmente os bandidos.
Precisamos urgentemente de um código penal que realmente puna esses homens. Precisamos que a Lei Maria da Penha seja de fato aplicada no Brasil e que nossa política e nosso governo ofereçam proteção efetiva para as mulheres e as meninas que vivem em situação de risco!
Não podemos mais viver essa barbárie em pleno século XXI!
Mas essa possibilidade se torna cada vez mais longínqua, enquanto tivermos, no poder, mulheres que pensam como a dona Flor!
Diana Ferreira Tenório não pode virar mais um número na triste estatística da violência contra a mulher!

03 março, 2013

Reunião Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Reigonal Sul II (Paraná)

Foto da Reunião Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Reigonal Sul II (Paraná) realizado sexta e sábado (1 e 2 de março), na cidade de Toledo.



28 fevereiro, 2013

TORNA NULA A PROVA DE CONHECIMENTOS APLICADA AOS CANDIDATOS INSCRITOS AO CARGO DE BOMBEIRO MILITAR NA 2º REGIÃO MILITAR (LONDRINA E REGIÃO), 3º REGIÃO MILITAR (MARINGÁ E REGIÃO) E 5º REGIÃO MILITAR (CASCAVEL E REGIÃO) E CONVOCA ESTES CANDIDATOS PARA REAPLICAÇÃO DA PROVA DE CONHECIMENTOS

O PRESIDENTE DO CONCURSO, no uso de suas atribuições, diante das informações prestadas pela Fundação de Apoio à FAFIPA de que alguns candidatos inscritos para o cargo de BOMBEIRO MILITAR na 2º (Londrina e região), 3º (Maringá e região) e 5º (Cascavel e região) Regiões Militares, que fizeram a prova de conhecimentos nas cidades de Francisco Beltrão, Ivaiporã e Foz do Iguaçu, realizaram a prova de conhecimentos referente ao cargo de POLICIAL MILITAR, resolve:

Tornar nula, para a preservação do princípio da isonomia, a prova de conhecimentos aplicada ao cargo de BOMBEIRO MILITAR para os candidatos inscritos às vagas da 2º Região Militar (Londrina e região), 3º Região Militar (Maringá e região) e 5º Região Militar(Cascavel e região),  regiões militares.

Diante da regionalização do concurso, a nulidade restringe-se apenas ao cargo de Bombeiro Militar nas Regiões Militares em que se detectou o equívoco (2º, 3º e 5º Regiões Militares), permanecendo válida a prova para a 1º e 4º Regiões Militares, sendo que para estas a etapa do certame atinente à prova de conhecimentos será processada regularmente até a divulgação final dos aprovados, portanto, os candidatos destas Regiões devem permanecer atentos aos futuros Editais;

Para o cargo Policial Militar a prova de conhecimentos aplicada permanece válida para todas as Regiões Militares, portanto, a etapa do certame será processada regularmente até a divulgação final dos aprovados, devendo os candidatos permanecerem atentos aos futuros Editais;

Aos referidos candidatos, a orientação da organizadora é para que fiquem atentos às atualizações no site www.fafipa.org/concurso, pois, em breve, será divulgada a data de reaplicação, a qual será realizada na cidade escolhida pelo candidato no ato da inscrição. 

26 fevereiro, 2013

17 de abril: Dia Internacional das Lutas Camponesas

Vía Campesina
Movimento internacional de camponeses e camponesas, pequenos e médios produtores, mulheres rurais, indígenas, gente sem terra, jovens rurais e trabalhadores agrícolas
Tradução: Adital

Resistência contra a mercantilização da natureza – Paremos os monopólios de terras!
Chamado à mobilização
A dramática crise meio ambiental, econômica e social que estamos presenciando, surpreendentemente, não tem feito com que as elites nacionais e internacionais adotem nenhuma estratégia de mudança radical. Ao contrário, as superpotências econômicas têm intensificado suas ofensivas em seu afã por monopolizar todos os recursos disponíveis, com o fim de lucro. A terra converteu-se em uma mercadoria valiosa que entrou no mercado da especulação e, com ela, a água, as sementes etc. Essa hipermercantilização dos recursos leva à expropriação massiva dos povos que levam vidas simples no campo. Isso tem afetado especialmente às mulheres e homens camponeses.
Ao mesmo tempo, a resistência está emergindo em todas as partes. Em todo o mundo as comunidades urbanas e rurais que têm sido afetadas pela mesma onda de privatização e destruição da vida estão resistindo contra as empresas transnacionais que têm colocado a lei do benefício às necessidades e aos direitos dos povos.
A resistência dos povos contra os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) tem sido testemunhas de recentes vitórias; têm acontecido iniciativas de agricultura sustentável nas cidades e nas zonas rurais para alimentar a população local; milhares de pessoas manifestam-se contra os absurdos "projetos de desenvolvimento”, como minas destrutivas, aeroportos, centros comerciais ou plantações industriais. O campesinado e a sociedade civil têm se oposto com firmeza aos monopólios globais em todas as partes.
Há 20 anos, o movimento internacional de camponeses La Vía Campesina defende e estende as práticas e políticas da soberania alimentar por todo o mundo. Com o fim de inaugurar outros 20 anos de luta, fazemos um chamado à mobilização massiva no dia 17 de abril, Dia Internacional das Lutas Camponesas, para reclamar nosso sistema alimentar que está sendo ocupado, cada vez mais, pelo capital transnacional.
Convidamos todo o mundo a organizar atividades, protestos, exposições, ações diretas, debates, projeção de filmes, mercados verdes etc., em sua cidade, escola, escritório, bairro, organização, comunidade...
Onde estejamos, vamos participar dessa celebração coletiva do 17 de abril.
- Envia informações sobre tuas atividades para viacampesina@viacampesina.org
- Se queres, inclui teu nome na lista especial de correio eletrônico, enviando um e-mail em branco paravia.17april-subscribe@viacampesina.net
- Envia-nos informações, fotos, vídeos de tuas atividades. Serão publicados na nova Vía Campesina TV
- Publicaremos o mapa de ações que estarão acontecendo em todo o mundo emwww.viacampesina.org
- Une-te ao nosso evento através do Facebook.


Origem do Dia de Ação: No dia 17 de abril de 1996, no Estado amazônico do Pará, em Eldorado dos Carajás, a polícia militar massacrou aos camponeses que havia se organizado no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), assassinando 19 pessoas. Naquele dia, 1.500 mulheres e homens organizados no MST ocuparam e bloquearam uma estrada, com a intenção de pressionar o Estado e o governo federal pela Reforma Agrária. Às 16:00 horas, 155 policiais militares de duas brigadas rodearam o MST na estrada, atacando as pessoas com gás lacrimogêneo, balas e metralhadoras. Além das 19 pessoas do MST que foram assassinadas durante o massacre, três pessoas morreram depois e 69 foram feridas. As autoridades estatais, a polícia, o exército e os latifundiários locais mais poderosos participaram na organização e na execução do massacre. Mais de 15 anos depois, nenhum dos responsáveis dos responsáveis pelo massacre preso ou castigado.

Crianças da ocupação Atenas II estão fora das creches

Segundo o coordenador do Movimento Trabalhadores por Moradia uma moradora da ocupação Atenas II teve negada uma vaga em uma creche municipal após se identificar como moradora da ocupação. Segundo ela...continue lendo...

Seminário Regional de Politicas Públicas de Juventude