24 junho, 2017

Um lindo momento - 14° Intereclesial das CEBs Nacional


Hoje levamos os ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional a Diocese de Apucarana.

A acolhida se deu na cidade de São João do Ivaí, Paróquia São João Batista, que em festa celebrando seu padroeiro.

Fomos acolhidos na entrada da cidade, onde o pároco da paroquia, leigas e leigos e o assessor das CEBs do Paraná, Pe. Geraldino Rodrigues Proença lá estavam e por eles fomos acolhidos e em carreata fomos até a Paróquia São João Batista, onde houve a celebração da missa, com o acolhimento dos ícones.

Precisamos crer para anunciar Jesus, mesmo sabendo que haverá muitas oposições, críticas e perseguições, mas não podemos desistir, temos que testemunhar e afirmar o nosso modo de viver e crer em Jesus Cristo, para que todas e todos possam experimentar a ternura de nosso Deus, desafios para nossas Comunidades Eclesiais de Base.





















Nesse momento a caminho de São João do Ivaí!

Nesse momento a caminho de São João do Ivaí, levando os Ícones do 14º Intereclesial das CEBs Nacional para peregrinação na Diocese de Apucarana.

23 junho, 2017

Arquidiocese de Maringá experimentou um tempo especial da graça de nosso Deus - ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional



 Arquidiocese de Maringá experimentou um tempo especial da graça de nosso Deus!

A peregrinação dos ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional levou a Arquidiocese de Maringá a viver um tempo especial da graça de nosso Deus, tendo oportunidade de aproximar-se e viver a mística das CEBs em cada uma de suas regiões pastorais, celebrando os desafios e os sonhos das cidades, do mundo urbanizado.

Nossa Senhora do Rocio veio até nós por meio de sua Imagem Peregrina como Mulher de Serviço, e sua presença de Mãe nos levou a sentir a Ternura de nosso Deus e de Seu Sinal de Amor simbolizado pela Cruz.

Em cada momento da peregrinação dos ícones, aproximar-se de Jesus experimentando a certeza que o nosso Deus faz presente na história de seu povo, na nossa história.

Ao trazer presente, os desafios do mundo urbano, os vimos como sendo dificuldades, más também na certeza que nosso Deus nos envia a cidade, para sermos sua presença amiga e fazermos a diferença, nos desafia, isso é lindo, é maravilhoso.

A peregrinação dos ícones motivou e reafirmou que estamos no momento de reestruturar e fortalecer dessa opção de CEBs, momento de esperança e de alegria em que nosso Deus esta apontando o caminho, e que quer nos confirmar no caminho que Ele nos deus e que cada uma e cada um de nós podemos acolher esse caminho.  

Amém, Awere, Axé, Aleluia.

“Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio dos lobos; sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).


“Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio dos lobos; sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10,16).

A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, sacerdote jesuíta, comentando o evangelho do 12º Domingo do Tempo Comum (17/06/2017) que corresponde a Mateus 10,16-33.

Os conflitos são constantes no caminho da fidelidade ao Evangelho: conflitos externos que surgem a partir da presença inspiradora e provocativa dos(as) seguidores(as) de Jesus; conflitos internos que afloram quando a mensagem evangélica ressoa na interioridade de cada um, des-velando seus contraditórios impulsos, tendências, dinamismos, forças...

O ser humano vive tencionado entre dois polos: entre luz e escuridão, céu e terra, fragmentação e unidade, espírito e instinto, solidão e vida comum, medo e desejo, amor e ódio, razão e sentimento, sagrado e profano..., enfim, entre animalidade e humanidade.

Não se trata de alimentar uma luta entre esses dois impulsos, como um combate entre o bem e o mal; tampouco se trata de uma leitura moralista diante da presença das chamadas “tentações”.

O combate dualístico desemboca no puritanismo, no farisaísmo, no legalismo, no perfeccionismo, no voluntarismo..., esvaziando a pessoa de toda densidade humana.

A questão de fundo é saber qual dos dois dinamismos nós alimentamos; é aqui que entra a liberdade (ordenada) para deixar-nos conduzir pelo Espírito. O centro é o Espírito.

Só quando dizemos sim a esta tensão básica de nossa vida é que conseguimos superar a divisão interna.

Viver uma “vida segundo o Espírito” significa, antes de tudo, chegar à compreensão e integração das polarizações internas, dos dinamismos opostos, dos movimentos contraditórios... que nos mantêm “despertos” e que dão calor e sabor à nossa existência.

É próprio do Espírito, reunir, integrar, conciliar, pacificar, conduzir-nos a um “lugar interior”, a um centro de calma, onde tudo tem seu lugar, onde tudo encontra seu espaço.

Sua discreta presença nos move a acolher em nós nosso potencial de ternura, de cuidado e de resistência diante de todas aquelas situações e forças que desintegram a vida.

A atitude fundamental é a de sermos dóceis para nos deixar conduzir pelos impulsos do Espírito, por onde muitas vezes não entendemos e não sabemos.

À luz do evangelho deste domingo, vamos considerar os “conflitos internos”. E a questão primeira que surge é esta: como integrar, pacificar, harmonizar... os “animais interiores”, para que o seguimento de Jesus Cristo não termine num combate espiritual que desgasta, tornando pesada a vivência cristã e levando ao sentimento de impotência e desânimo?

Sob o impulso do Espírito, somos chamados a conhecer, reconhecer, nomear e integrar os animais que nos habitam. E caminhar fraternalmente com eles.

Cada um deles representa os instintos, impulsos, paixões, fragilidades, sensualidade, sentimentos... que, quando não pacificados e integrados, criam uma desarmonia interior.

Somos como a “arca de Noé”, no grande Oceano da vida, carregando em nosso interior todos os ani-mais, com seus instintos selvagens e primitivos; e o maior desafio é, justamente, a harmonia e a convivência, onde cada um deles tem sua importância, seu papel sagrado e revelador da nossa identidade humana. São eles que nos facilitarão o acesso às nossas riquezas interiores.

Algumas vezes agimos como uma cobra, ficamos ariscos e escondidos como uma onça, rugimos como um leão ou atacamos como um cão feroz. Outras vezes, até agimos igual a animais ruminantes que mastigam continuamente os rancores e mágoas do passado.

Eles não cessam de ladrar enquanto não lhes damos atenção.

É preciso, antes de tudo, pacificar nossos animais interiores. Trata-se de conhecê-los, aprender a língua-gem deles, fazer amizade com eles para que eles não nos destruam por dentro.

Faz parte da maturidade e crescimento pessoal encontrar e entender, em cada um de nós, a mensagem e o desafio de animais interiores como a pomba, o cachorro, o corvo, a serpente, a raposa, a perdiz, o lagarto, o falcão, o lobo, o leão... Cada animal deve ser verbalizado, integrado harmoniosamente no tempo certo e no lugar adequado. Ao fazer isso, descobriremos as diferentes dimensões da ecologia espiritual, paradisíaca e harmônica, para bem viver a maravilha da vida plena e em abundância.

Quando todas as energias animais são ordenadas, elas colaboram para o conhecimento pessoal, o refinamento da identidade e a busca da autenticidade, elas são fonte interior de sabedoria e de desfrute espiritual. Então, os animais pacificados irão nos conduzir ao mais profundo e nos mostrar onde o tesouro está escondido, e ajudam-nos a desenterrá-lo. Aqui está o lado “humanizante” da vida.

Fomos forçados, durante nossa formação cristã, a viver uma espiritualidade que nos ensinou a reprimir e a manter presos todos os animais na gruta interior e a levantar junto dela um edifício de “grandes ideais”. Lutar contra os animais interiores é permanecer na superfície de si mesmo e não ter acesso às reservas de riqueza do próprio coração.

Tal vigilância e suspeita nos levaram a viver constantemente com medo de que os animais pudessem fugir e nos devorar. Fomos obrigados a fugir de nós mesmos, ficamos com medo de olhar para dentro de nós, pois poderíamos correr o risco de nos deparar com os eles. Quanto mais os amarramos, tanto mais perigosos eles se tornam; eles nos atacam por dentro, tirando a disposição, o ânimo de viver.

Com isso nos excluímos do prazer de viver, porque tudo é reprimido e nossa animalidade é violentada.

E onde está o nosso medo pode estar também o nosso tesouro enterrado.

“Não tenhais medo deles. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido” (Mt 10,26).

Sem a superação cotidiana desse medo, nossa missão estará comprometida; perderá sua força inovadora, garantida pela novidade do Projeto de Deus.

Sabemos que tudo quanto nós reprimimos nos faz falta à nossa vida. Os “animais selvagens” tem muita força. Quando os prendemos, gera um desgaste muito grande e fica nos faltando a sua força de que temos necessidade para o nosso caminho para Deus, para nós mesmos e para os outros.

Nosso compromisso deveria ser a de travar um diálogo amoroso com os animais dentro de nós. Então tornar-se-á realidade o que o profeta Isaías prometeu: “O cordeiro e o leão andarão juntos, e a pantera se deitará com o cabrito...” (Is. 11,6ss).

O compromisso com o Reino requer de todos uma forte dose de coragem e uma alma ágil, animada e vivificada pelo sabor da aventura e da novidade.

Vencido o medo, nós nos tornaremos autênticos, criativos e audazes seguidores de Jesus.

Para meditar na oração

Na vivência cristã, o que importa é ter a coragem de entrar na “arca interior” e dialogar amigavelmente com todos os animais. Então eles indicarão o caminho do tesouro escondido. Este tesouro pode ser “uma nova vitalidade e autenticidade, um sonho ousado, uma intuição, um dom especial, o encontro com o verdadeiro eu, a imagem que Deus faz de cada um de nós...”

“Entrar na arca” significa “buscar e encontrar a Deus” exatamente em nossas paixões, em nossos traumas, em nossas feridas, em nossos instintos, em nossa impotência e fragilidade...

Viver uma nova espiritualidade significa, então, não buscar “ideais de perfeição”, mas dialogar com nossas paixões, nossas fragilidades, nossas carências...

Poderíamos nos interrogar o que é que Deus deseja nos revelar por meio delas, e como justamente através delas Ele deseja nos conduzir ao tesouro escondido no interior de nossa vida.


Fonte: IHU

22 junho, 2017

Peregrinação do Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional - Região Pastoral Paranacity

Na terça-feira, dia 20 foi à vez da Região Pastoral Paranacity acolher os ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional.

Como foram nas outras regiões pastorais, momento lindo.

“Eu vi..., eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7) é assim que constrói a fé do povo de Israel.

A fé nos ensina que Deus vive na cidade, em meio a suas alegrias, desejos e esperanças, como também em meio a suas dores e sofrimentos, Doc. Aparecida, 514.


A história dos 71 imigrantes asfixiados em caminhão na Hungria!

Caminhão onde os imigrantes foram encontrados: morte foi, segundo autópsia, agonizante



'Se morrerem, largue-os na floresta': a história dos 71 imigrantes asfixiados em caminhão na Hungria

"Continue a dirigir. E, se eles morrerem, largue-os na floresta." Essa foi a ordem recebida pelo motorista do caminhão frigorífico onde 71 imigrantes morreram asfixiados enquanto eram transportados ilegalmente - e sem ventilação - por uma rodovia entre a Hungria e a Áustria.

A reportagem é publicada por BBC Brasil, 21-06-2017.

Os mortos eram 59 homens, oito mulheres e quatro crianças vindos de Iraque, Síria e Afeganistão. Haviam embarcado no caminhão na fronteira entre Sérvia e Hungria. Pouco depois de partirem, rumo à Alemanha, começaram a gritar que estavam ficando sem ar.

O motorista então ligou para seu chefe, o traficante humano identificado como Samsoor L., que o orientou a seguir dirigindo, não abrir a porta do caminhão sob nenhuma circunstância e - o que causou mais comoção - a abandonar eventuais mortos em uma área florestal alemã.

Transcrições dessas conversas telefônicas foram reveladas pela imprensa alemã no momento em que o afegão Samsoor L. e outras 11 pessoas de nacionalidades búlgara e libanesa começaram a ser julgados, nesta quarta-feira, acusados de homicídio, tráfico humano e tortura.

Se condenados, podem pegar a prisão perpétua.

Os 71 imigrantes já estavam mortos quando o caminhão frigorífico foi encontrado abandonado à beira da estrada na Áustria, em 27 de agosto de 2015.

Autópsias determinaram que as pessoas lá dentro morreram "asfixiadas em condições horríveis".

Tráfico humano

A quadrilha de traficantes humanos é acusada de ter transportado mais de 1,1 mil pessoas pelo Leste Europeu durante o pico da crise migratória, dois anos atrás.

Acredita-se que Samsoor L., de 30 anos, cobrasse até 1,5 mil euros (R$ 5,5 mil) de cada migrante desesperado para entrar na Europa, fugindo de países em guerra.

Segundo os documentos apresentados pelos promotores do caso na Justiça húngara obtidos pela agência de notícias AFP, sua rede muitas vezes carregava os migrantes em caminhões "escuros, fechados e não ventilados" que, apesar de suas "condições torturantes", despertavam menos atenção das autoridades.

A Promotoria também compilou 59 mil páginas de evidências em que detalha o descobrimento do caminhão abandonado na rodovia austríaca A4, perto da fronteira com a Hungria.

Policiais notaram que um líquido vazava de dentro do veículo - eram fluidos dos corpos, que já estavam em decomposição.

Lá dentro, as autoridades encontraram dezenas de pessoas amontoadas - inclusive um bebê de menos de um ano - em um espaço de 14 metros quadrados.

Acredita-se que já estavam mortas havia dois dias, quando o caminhão ainda estava em território húngaro (motivo pelo qual os acusados estão sendo julgados ali).

Com exceção de uma pessoa, os 71 imigrantes asfixiados foram identificados. A maioria dos corpos foi repatriada a seus países de origem; uma dezena deles acabou sendo enterrada em um cemitério muçulmano em Viena.

Política europeia

A comoção gerada pelo caso repercutiu na política europeia: em agosto de 2015, as fronteiras entre países do Leste Europeu foram abertas para permitir a passagem das dezenas de milhares de imigrantes que tentavam ir da Hungria para a Alemanha, fugindo da guerra e da pobreza em países do Oriente Médio e norte da África.

Mas essa rota acabou sendo fechada pelas autoridades europeias no ano seguinte, à medida que a causa perdeu apoio de parte da opinião pública.

Atualmente, muitos migrantes continuam a correr riscos nas mãos de traficantes na Europa Oriental ou nas perigosas travessias pelo mar Mediterrâneo.

No dia seguinte à descoberta dos 71 corpos no caminhão, acredita-se que a mesma quadrilha de Samsoor L. tivesse lotado outro veículo refrigerado com mais 67 imigrantes, também em rodovias austríacas.

O desfecho só foi diferente porque os passageiros conseguiram abrir a porta do caminhão à força, evitando a morte por asfixia.




UNESCO adverte para o risco de aumento dos refugiados ambientais devido às mudanças climáticas e à desertificação.



Em mensagem para o Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca, lembrado em 17 de junho, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou que é cada vez mais claro o papel da mudança climática na migração e no deslocamento de populações em todo o mundo.

A reportagem é publicada por ONU Brasil, 21-06-2017.

“Na atualidade, quantidades enormes de ‘refugiados ambientais’ são normalmente apresentadas como uma das mais dramáticas consequências possíveis da mudança climática e da desertificação”, disse. “E isso só deve aumentar”, completou.

O Secretariado da Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação adverte que, até 2030, 135 milhões de pessoas estarão em risco de deslocamento por causa da desertificação, com a perspectiva de que 60 milhões migrem da África Subsaariana para o Norte da África e para a Europa.

As previsões mostram que as regiões áridas e semiáridas seriam as mais afetadas pela desertificação e pelos movimentos populacionais. Populações rurais, que dependem de meios de subsistência pastoris, da agricultura e de recursos naturais, estarão altamente expostas devido às vulnerabilidades existentes, incluindo pobreza, baixos níveis de educação, falta de investimentos, longas distâncias e isolamento.

“Devemos enfrentar essas tendências, o que significa atuar em dois âmbitos”, disse Bokova. “Em primeiro lugar, devemos administrar a terra corretamente, porque isso é essencial para prevenir sua desertificação e para manter sua produtividade”, disse.

A Reserva da Biosfera da UNESCO de Las Bardenas Reales, na Espanha, mostra que uma gestão consciente de terras áridas, com base na alternância de seu uso entre pastagens, lavouras, permite não apenas a interrupção da desertificação, mas também a possibilidade de se reverter o processo e restaurar terras anteriormente degradadas, lembrou a diretora-geral da UNESCO.

Ela citou o Programa Hidrológico Internacional (PHI) da UNESCO, comprometido com o desenvolvimento de habilidades e com o oferecimento de orientação e ferramentas políticas para combater desafios relacionados às secas e à desertificação, em particular os relativos à gestão dos recursos hídricos, por meio da Rede Mundial de Informação sobre os Recursos Hídricos e o Desenvolvimento nas Zonas Áridas (G-WADI).

“Em segundo lugar, devemos reforçar a resiliência das populações vulneráveis, apoiando meios de subsistência alternativos, para quebrar o círculo vicioso da desertificação e suas consequências socioeconômicas, as quais frequentemente ocasionam a migração”, declarou.

Ao procurar fomentar a educação e o desenvolvimento de habilidades nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia, tanto para meninas como para meninos que vivem em países vulneráveis, o Programa Internacional de Ciências Fundamentais (PICF) da UNESCO trabalha para criar novas oportunidades de emprego para os jovens, para reduzir a dependência em fontes de renda condicionadas pelo clima e para oferecer às pessoas um futuro resiliente em seus próprios lares.

“Neste dia, nós devemos reconhecer que a desertificação é um fenômeno mundial e uma ameaça para todas as pessoas. Da mesma forma, devemos começar a agir globalmente para construir um futuro sustentável e estável para todos”, concluiu.

Fonte: IHU

21 junho, 2017

Peregrinação do Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional - Região Pastoral Santa Cruz.

Na segunda feira, dia 19, os Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional foram acolhidos pela Região Pastoral Santa Cruz.

CEBs e os desafios do mundo urbano!

Diante dos desafios, nós experimentamos as cidades como lugar de desigualdade; lugar de opressão; lugar de descarte de pessoas, nas quais as pessoas se tornam invisível a muitos olhos; lugar de violência nas quais muitas vezes nos sentimos até ameaçados.

Más sabemos também, que às cidades é espaço de convivência, de aproximação, pela diversidade e pluralidade das idéias. De vida na cidade nós nos enriquecemos se conseguirmos vivermos uma cultura de encontros. Assim nós temos idéias e sentimentos bons sobre a cidade.
















A complexa relação entre os rios e as aves na Amazônia

Pesquisadores descobriram que a relação entre espécies endêmicas de aves e a presença dos rios talvez seja uma teoria simplista demais
A reportagem é de Isaac Guerreiro e publicada por Portal Amazônia, 20-06-2017.


Durante décadas cientistas acreditavam que algumas espécies, principalmente de aves, eram limitadas pelos rios na Amazônia. Pesquisadores brasileiros descobriram que provavelmente essa relação é muito mais complexa do que se imaginava até então. A hipótese feita pelo cientista Alfred Russel Wallace, em 1852, era de que os rios da Amazônia funcionavam como barreiras para espécies amazônicas, o que foi chamado posteriormente de áreas de endemismo.

Na prática, segundo a hipótese das áreas de endemismo, a distribuição de espécies de pássaros é confinada pelos rios. Alfred Russel Wallace foi um dos primeiros cientistas a identificar uma relação entre espécies de macacos na região e quatro "distritos geográficos" delimitados pelo rio.

Segundo a pesquisa, na época de Russel Wallace a quantidade de dados era relativamente limitada em relação ao banco de dados de espécies disponibilizadas hoje. Com a quantidade de dados hoje disponíveis, os três pesquisadores que assinaram o artigo, puderam verificar se a hipótese das áreas de endemismo pode ser provado através dos dados coletados por pesquisadores de passáros.

O resultado é que os dados que mostravam a localização de milhares de exemplares de espécies de pássaros na Amazônia não apresentavam o padrão das áreas de endemismo. "Nossas análises mostraram pouca sustentação para o interfluve AoEs. No entanto, nossos resultados apoiam o papel de alguns rios amazônicos importantes como quebras na composição das espécies", afirma o artigo.

A pesquisa mostrou que diferente do que os pesquisadores tinham desenhado, a forma como as espécies de aves se relacionam com os rios é bem mais complexa. Segundo a análise dos dados, as  espécies de pássaros respondem diferentemente de cada rio. Algumas espécies não atravessam alguns rios, enquanto outras fazem isso normalmente e se misturam naturalmente a outras espécies.

Os rios Solimões e o Madeira, por exemplo, demonstram ser barreiras biogeográficas potencialmente importantes. Entretanto outros rios, como os Tapajós e Xingu, não parecem representar barreiras ao longo de todo o seu comprimento, segundo o resultado da pesquisa. "Os resultados deste estudo sugerem que outros fatores físicos, como variação na estrutura da vegetação e altitude, podem ser mais importantes do que a hidrografia na regionalização da biota amazônica", finaliza o artigo.

19 junho, 2017

Para Refletir

“Para falar de esperança a quem está desesperado, é preciso compartilhar o seu desespero; para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu. Só assim podem as nossas palavras ser realmente capazes de dar um pouco de esperança”.
Papa Francisco

18 junho, 2017

Comunicação nas CEBs: Falar mais das comunidades e menos dos Intereclesiais.



Comunicação nas CEBs: Falar mais das comunidades e menos dos Intereclesiais.
Roberto Malvezzi (Gogó)

Pessoal da comunicação das CEBs me pediu um texto falando exatamente do tema comunicação de nossas comunidades. Então, quero fazer algo muito na linha do que se vive aqui pelos sertões em termos de nossas CEBs.

Tempos atrás, quando falávamos de CEBs, era de pessoas simples, lideranças populares, das comunidades com seus nomes, suas vidas, suas celebrações e, muito, mas muito mesmo, de suas lutas por dignidade, justiça, terra, água, direitos, assim por diante.

Hoje, vendo o que circula numa rede zap das CEBs, muitas vezes fico me perguntando porque as lutas reais das comunidades, suas celebrações, seus problemas, suas lideranças com seus nomes, quase não aparecem mais. Muitas vezes aparecem mais os assessores, os bispos, os padres e as viagens que se faz para determinados eventos.

Ainda mais, pouco se fala das comunidades reais e concretas e muito se fala dos Intereclesiais. Parece que passamos alguns anos preparando esses momentos, que agora temos um movimento chamado CEBs. Não que eles não sejam importantes, mas o que interessa em primeiro é a multidão de comunidades que está espalhada por esse Brasil e que hoje, diante de uma religião midiática que prioriza o espetáculo, parecem sequer existir.

Gostaria de ver em nossas comunicações exatamente nosso povo do chão, com seus rostos, seus nomes, suas lutas, suas esperanças e alegrias. Ainda mais, inseridas no século XXI, na Igreja em saída como quer Francisco, nas lutas socioambientais de nosso povo pelos nossos biomas com toda sua biodiversidade, suas águas e com os povos que ali habitam.

Gostaria de ver mais ali a condição, lutas e conquistas dos povos indígenas, quilombolas, de todas as periferias, no dizer do Papa Francisco. Afinal, as CEBs também têm que ser missionárias.

Nesse sentido, quando falamos das CEBs urbanas, mando meu abraço solidário à comunidade de Antônio Guilhermino, aqui em Juazeiro da Bahia, que há anos criou um grupo para acompanhar o saneamento básico na cidade e que agora se ampliou para um Movimento de Cidadania. Monitora a elaboração e implantação do Plano Municipal de Saneamento. A verdade é que, com as lutas populares, o saneamento avançou muito na cidade. Porém, a comunidade que iniciou essa luta, continua sem saneamento. Por isso, a lutas de nossas CEBs urbanas na cidade continua com essa bandeira.

15 junho, 2017

Peregrinação do Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional - Região Pastoral Jandaia do Sul.

Peregrinação do Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional  - Região Pastoral Jandaia do Sul.
Ontem, dia 14, os Ícones do 14° Intereclesial das CEBs Nacional foram acolhidos pela Região Pastoral Jandaia do Sul.
As  CEBs são ou devem ser,  espaço onde acontece a sociedade do “bem viver. Uma vivência comunitária sem diferença de poder, coletiva, integra, universal e aberta.

 E reconstruir duas alianças:

- A aliança que Deus fez com Noé
- A aliança que Deus fez com Abraão

Reconstruir a aliança que Deus fez com Noé, uma aliança de cuidado ecológico, cuidado para com toda a criação. Para superar o dilúvio, Noé vive a plena comunhão. E reconstruir a aliança de fé que Deus fez com Abraão.

As CEBs é o caminho certo, tem resposta para o mundo urbanizado. Para uma evangelização no mundo urbanizado.













Corpus Christi


Corpus Christi

Jesus disse às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

Precisamos deste pão para crescer no amor para reconhecer o rosto de Cristo no rosto da irmãs e irmãos.

A celebração de Corpus Christi nos revela a face acolhedora de Cristo, que acolhe a todas e a todos sem excluir ninguém, saciando a “fome”, resgatando a vida, a esperança, a dignidade humana.

A festa de Corpus Christi

A festa de Corpus Christi é celebrada com missa, seguida de procissão. A procissão nos faz recordar a caminhada do povo de Deus, que liberto da escravidão egípcia, vai ao encontro da terra prometida.