03 maio, 2019

Carta de meu amigo "mendigo de Deus" Celso Pinto Carias aos bispos reunidos na 57ª Assembleia Geral da CNBB

QUEM CONCORDAR PODE COMPARTILHAR E, SE POSSÍVEL, CHEGAR A ALGUM BISPO CATÓLICO CONHECIDO.Uso este caminho de comunicação por conta da rapidez e por não considerar que o texto tenha algo que não possa ser compartilhado com qualquer pessoa. Dom Esmeraldo Farias, Dom João Justino, Dom Luciano Bergamin, Dom Francesco Biasin, Dom Severino Clasen, Dom Zanoni Demettino CastroMarcus Barbosa Guimarães, Fernando Altemeyer Junior, Marilza Schuina, Sônia Oliveira.


Segua a baixo,  uma carta que meu amigo  "mendigo de Deus" Celso Pinto Carias, escreveu aos bispos reunidos na 57ª Assembleia Geral da CNBB.  

AOS MEUS IRMÃOS BISPOS DO BRASIL
Duque de Caxias, 03 de maio de 2019.


Festa de São Felipe e São Tiago.
Teologicamente, Cristo é a misericórdia de Deus.
Pastoralmente, a Igreja sem misericórdia não é a
Igreja de Jesus” (Frei Neylor José Tonin)

Com tremor e temor escrevo esta carta. Mas o batismo oferecido por meus pais ratificado no sacramento da Confirmação, e toda a minha trajetória na qual fui apresentado ao CAMINHO de Jesus Cristo, leva-me a dirigir estas palavras neste momento histórico do Brasil e do mundo.
Irmãos bispos. Permitam-me dirigir umas palavras aos senhores reunidos na 57ª Assembleia Geral da CNBB. Sou Celso Pinto Carias, 57, casado, dois filhos. Alguns bispos me conhecem. Embora tenha doutorado em teologia, costumo me apresentar como “mendigo de Deus”, expressão que encontrei em livro de Bruno Forte. Acredito que papel do teólogo/a é estar como um “pedinte” junto a Deus para ajudar a encontrar caminhos de fidelidade ao Reino de Deus. Sou da Baixada Fluminense, e trabalho no setor de Cultura Religiosa no Departamento de Teologia da PUC-Rio. Além disso, sou assessor da Ampliada Nacional das CEBs e do Setor CEBs da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB.

Mais do que os livros, embora eles sejam muito importantes, a vida tem me oferecido um aprendizado que às vezes me traz muita angústia. Como gostaria de ver a Igreja de Cristo respondendo aos desafios de encontrar as “sementes do verbo” onde muita gente imagina que lá elas não estejam, e como diz o Papa Francisco, sobretudo nas periferias. Por isso, escrevi uma carta ao Papa Francisco, sem usar intermediário, assim não sei se ele lerá, pedindo apenas um abraço virtual e dizendo para ele o quanto agradeço a Deus pelo seu papado. Pela sensibilidade teológica e pastoral que faz ele nos orientar na direção de um grande diálogo com o mundo de hoje, como fizeram muitos cristãos santos e santas do passado. E isto não desmerece em nada o ministério dos papas anteriores.

Vivemos, como ouvi de meu grande amigo bispo, Dom Mauro Morelli, há uns vinte anos, uma crise civilizatória. Hoje podemos afirmar que esta crise se aprofundou. Assim, somos vítimas de uma enorme confusão, de absurdos que estão elevando “o amor ao saber” a um conjunto de afirmações vazias e sem sentido. Como dá tristeza ver e ouvir cristãos fazendo coro as estes absurdos. Não posso me arrogar ao direito de ser um cristão exemplar, mas, por favor, meus irmãos, como acatar afirmações que aceitam uma compreensão de “Direitos Humanos” que desvaloriza a dignidade fundamental da pessoa humana, que sendo seguidores de um torturado defendem a tortura? Costumo dizer aos meus alunos que quem começou a história dos direitos humanos foi Jesus de Nazaré, ele disse ao homem: “Vem para o meio” (Mc 3,1-6), não foi Kant e nem a ONU.

Precisamos fazer ecoar o desejo de ser uma “Igreja em saída” que vá ao encontro dos seres humanos com compaixão, com misericórdia, acolhendo como fez o nosso mestre Jesus Cristo, que olhava com tristeza e indignação (Mc 3,5) o silêncio de lideranças religiosas que deveriam defender a vida daquele homem que a lei religiosa considerava impuro por ter uma “mão defeituosa”. Sei que não preciso lembrar isto aos meus irmãos bispos, mas quanta tristeza por ver cristãos e cristãs que não colocam o AMOR acima da lei. Que defendem a violência como caminho de paz, que estimulam o ódio aos que são diferentes, que não possuem fundamento para fazer críticas ao sistema político repedindo jargões ultrapassados, que distribuem mentiras pelas mídias sociais, que podem inclusive ser racista e achar normal, enfim, que não conseguem conversar sem humilhar e ofender o outro.

Perdoem-me meus irmãos bispos, mas está difícil ver canais de televisão de inspiração católica sendo completamente parcial, seja politicamente, seja pastoralmente. Sabemos que a Igreja Católica tem uma grande riqueza litúrgica, pastoral, espiritual, etc. E, muitas vezes, assistimos mensagens que encobrem tal riqueza, e pior, até podem fazer coro as mentiras. Como ultrapassar os desafios da cultura urbana, como será enfrentado na Assembleia, sem levar em consideração a complexidade desta cultura? As CEBs, por exemplo, ainda que fragilizadas, levantaram esta questão com profundidade, e continuamos ver setores rejeitando o que o magistério eclesial até o momento nunca rejeitou.

Por fim, sem saber se a esta altura este desabafo adiantará alguma coisa, se chegará aos meus irmãos, estaremos rezando para que neste momento histórico possamos ter diretrizes pastorais e uma nova presidência capaz de ir ao encontro dos “sinais dos tempos” como o nosso querido Francisco está nos mostrando. Um grande e fraterno abraço. Que a luz da PÁSCOA, cujo momento litúrgico nos estimula, possa continuar a guiar a Igreja de Cristo.

Celso Pinto Carias, “mendigo de Deus”.  

Quem tem medo da filosofia?

"Com uma frequência inusitada, os que detêm as rédeas do poder costumam temer o pensamento especulativo, pois ele tende a desvendar as artimanhas e maquinações que separam a minoria rica e poderosa de uma maioria à qual é negado o acesso ao conhecimento", escreve Alfredo J. Gonçalves, padre carlista e assessor das Pastorais Sociais.


Eis o artigo. 

Não é de agora que a filosofia (bem como a sociologia e a história, no conjunto das ciências sociais e humanas) incomoda “os donos do poder”, para usar o título da obra de Raymundo Faoro. Tomemos duas definições clássicas do conceito de filosofia. A primeira é atribuída ao filósofo grego Pitágoras (século VI a.C.): “amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância”. A segunda tem origem igualmente num filósofo grego, Platão (século IV a.C.), sendo transmitida por sua escola, o platonismo: “investigação da dimensão essencial e ontológica do mundo real, ultrapassando a opinião irrefletida do senso comum que se mantém cativa da realidade empírica e das aparências sensíveis”.
Convém sublinhar, entre outros, dois aspectos relevantes dessas definições primordiais. De acordo com Pitágoras, a filosofia pressupõe o reconhecimento “consciente de sua própria ignorância”. Em outros termos, no confronto com os segredos e mistérios do universo, da natureza e do ser humano, este último mantém-se aberto ao espanto e à novidade de uma contínua descoberta. Ciente de sua pequenez e suas limitações, coloca-se numa posição de permanente aprendizagem. Faz da vida e das relações com as pessoas e as coisas uma verdadeira escola. Já para o platonismo, a filosofia ultrapassa “a opinião irrefletida do senso comum”. De fato, nada é mais enganoso do que as aparências. A partir delas, o senso comum costumo julgar, aplaudindo ou condenando segundo aquilo que pode ver, tocar, medir, controlar, contabilizar, manipular. Agindo dessa forma, escapam-lhe as dimensões invisíveis, desconhecidas e incomensuráveis, as quais, em boa parte dos casos, são as que acabam por determinar atitudes e comportamentos.
Tanto no desconhecimento da “própria ignorância”, quanto na “opinião irrefletida do senso comum”, encontramos uma postura de arrogância, prepotência e auto-suficiência. Postura que está a um passo do autoritarismo e da tirania. Vê-se isso no julgamento e eliminação do filósofo Sócrates (século IV a.C.) e, mais tarde, nas hostilidades e condenação do filósofo italiano Galileu Galilei (também físico, matemático e astrônomo), que viveu entre os séculos XVI e XVII, o qual terá um papel relevante para a revolução da ciência moderna. Com uma frequência inusitada, os que detêm as rédeas do poder costumam temer o pensamento especulativo, pois ele tende a desvendar as artimanhas e maquinações que separam a minoria rica e poderosa de uma maioria à qual é negado o acesso ao conhecimento.
Saber é poder! Mas o é sobretudo na modernidade ou pós-modernidade, devido à revolução na área da ciência e tecnologia, das comunicações e da informática. Porém, saber é também um questionamento dinâmico e dialético ao uso do conhecimento e do poder. Os princípios e proposições da filosofia, da sociologia e da história, em particular, interpelam constantemente o status quo, mantido a todo custo pelo regime de plantão. Na era medieval, para se ter uma ideia, um conluio entre o poder político feudal e o poder religioso da Inquisição – aliança entre trono e altar ou entre cruz e espada – levaram muitas pessoas ao desterro, à prisão ou à fogueira. Daí a caça às bruxas, aos hereges e aos loucos! Em meio a estes últimos, não poucos eram justamente conhecedores profundos que legaram grandes descobertas à humanidade, sendo o caso mais emblemático a condenação à morte do também filósofo Giordano Bruno.
Privilegiar o conhecimento básico ou profissional, de resultados aparentemente imediatos, em detrimento de uma reflexão complexiva sobre a cultura, a sociedade e a história, equivale a adotar os princípios de um novo utilitarismo. Toma-se o caminho curto da preparação para a produção e o mercado, esquecendo que é precisamente o caminho longo da ciência, da pesquisa e da dúvida reflexiva que abre horizontes inovadores, não somente no campo da teoria, mas também no terreno da prática. O dia-a-dia da sociedade depende de um bom casamento entre teoria e prática. Uma complementa, ilumina, interpela e enriquece reciprocamente a outra.
Fonte: IHU

30 abril, 2019

"Trabalho significa dignidade, significa amar" (Papa Francisco)



"Trabalho significa dignidade, significa amar" (Papa Francisco)

No Dia do Trabalhador e de São José Operário, alguns pronunciamentos do Papa Francisco a respeito do trabalho e da trabalhadora e do trabalhador.

“Celebramos São José trabalhador, recordando-nos sempre que o trabalho é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana.”

Trabalho significa amar

“Trabalho quer dizer dignidade, trabalho significa trazer o pão para casa, trabalho quer dizer amar!” (visita pastoral a Cagliari, 22 de setembro de 2013).


Para Francisco, é urgente um novo pacto social humano, um novo pacto social para o trabalho, que diminua as horas de trabalho de quem está na última fase laboral, a fim de criar trabalho para os jovens que têm o direito-dever de trabalhar. “O do trabalho é o primeiro dom dos pais e das mães aos filhos e às filhas, é o primeiro patrimônio de uma sociedade. É o primeiro dote com o qual os ajudamos a levantar voo para a vida adulta.” (Discurso aos delegados da Confederação Italiana Sindical dos Trabalhadores, 28 de junho de 2017)

Mulher trabalhadora

O papa pede aos empresários um olhar carinhoso para a qualidade da vida laboral das funcionárias e dos funcionários, pois são o recurso mais precioso de uma empresa; em particular, para favorecer a harmonização entre trabalho e família.

“Penso sobretudo nas trabalhadoras: o desafio é tutelar, ao mesmo tempo, quer o seu direito a um trabalho plenamente reconhecido quer a sua vocação à maternidade e à presença na família. Quantas vezes, quantas vezes ouvimos que uma mulher foi ter com o chefe para lhe dizer: ‘Tenho que lhe comunicar que estou grávida’ — ‘A partir do fim de mês já não vais trabalhar’. A mulher deve ser preservada, ajudada neste duplo trabalho: o direito a trabalhar e o direito à maternidade.” (Discurso à União Cristã de Empresários Dirigentes, 31 de outubro de 2015)

Precariedade

“Sem trabalho não há dignidade”, recorda o Papa, mas “nem todos os trabalhos são trabalhos dignos. Há trabalhos que humilham a dignidade das pessoas, os que nutrem as guerras com a construção de armas, que vendem o corpo para a prostituição e que exploram os menores.”

Francisco denuncia de modo contundente também o trabalho precário: “É uma ferida aberta para muitos trabalhadores, que vivem no medo de perder o próprio trabalho. Precariedade total. Isso é imoral. Isso mata: mata a dignidade, mata a saúde, mata a família, mata a sociedade” (videomensagem para a Semana Social da Conferência Episcopal Italiana 26 de outubro de 2017).

Prioridade humana

 Por isso, reitera o Pontífice, mundo do trabalho é uma prioridade humana. “Por conseguinte, é uma prioridade cristã, nossa, e inclusive uma prioridade do Papa. Porque se origina daquele primeiro mandamento que Deus deu a Adão: «Vai, faz crescer a terra, trabalha a terra, domina-a». Sempre houve uma amizade entre a Igreja e o trabalho, a partir de Jesus trabalhador. Onde houver um trabalhador ali estarão o interesse e o olhar de amor do Senhor e da Igreja. Penso que isto é claro. (visita pastoral a Gênova, 27 de maio de 2017)

27 abril, 2019

Estruturar as paróquias em CEBs é nossa opção pastoral, nossa opção evangelizadora, assim que Jesus nos ensina.

Estruturar as paróquias em CEBs é nossa opção pastoral, nossa opção evangelizadora, assim que Jesus nos ensina.

"E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. Dai-lhes vós de comer. E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde. E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinqüenta em cinqüenta." 

Organizados a fome foi saciada e não desperdiçou a sobra.

"A messe é grande e os operários são poucos.'
Qual o tamanho da messe?
Quantos operários somos?
Com quem podemos contar?

Arquidiocese de Maringá
Formação oferecia pelas CEBs na Região Patoral Castelo Branco - 27/04/2019  


26 abril, 2019

A vida de Jesus fa à nossa vida pessoal


VII Encontro Nacional do Laicato

Segue link para inscrição



Projeto Efeito Borboleta - Atendimento Social

Llink para entrar diretamente no formulário para se inscrever ao atendimento social psicológico. É só preencher, e já estará na lista de espera.  



O projeto busca oportunizar o atendimento psicológico de acordo com as condições financeiras do paciente. Sendo assim, pedimos que faça um breve relato da sua atual situação por meio do qual faremos uma análise, visando aprovar o seu atendimento buscando vagas sociais com nossa rede de psicólogos.

Rosemberg Cariry: A triste noite


"Depois das lágrimas, os nossos olhos estavam mais límpidos e tudo ganhou uma insuportável transparência, nos adveio uma dolorosa lucidez. Sim, este é o País em que vivemos, em seu feitio mais brutal, violento, racista e autoritário. Sim, muitos colaboraram com a ascensão do fascismo, mas não todos. Como pode parte do povo brasileiro marchar de forma tão cega para o matadouro, arrastando consigo a outra parte? Como pode, de forma tão servil, renegar a liberdade?  Agora, em vez de diálogos, mais repressão. Em vez de livros, mais armas. Em vez de escolas e universidades, mais presídios. Em vez de florestas, mais risco de sua destruição. Em vez de justiça social, mais favorecimento dos ricos.  "  

Rosemberg Cariry*

Fonte da foto Googlo Imagem

Sim, choramos, porque os nossos olhos não acreditavam no que viam e os nossos corações não podiam aceitar sem dor tamanha tragédia. Cercado por um aparato militar, o líder racista, da extrema direita, violento e cheio de ódio, falava em nome de Deus, da família e da pátria, sob os aplausos dos fiéis seguidores.

Depois das lágrimas, os nossos olhos estavam mais límpidos e tudo ganhou uma insuportável transparência, nos adveio uma dolorosa lucidez. Sim, este é o País em que vivemos, em seu feitio mais brutal, violento, racista e autoritário. Sim, muitos colaboraram com a ascensão do fascismo, mas não todos. Como pode parte do povo brasileiro marchar de forma tão cega para o matadouro, arrastando consigo a outra parte? Como pode, de forma tão servil, renegar a liberdade? Agora, em vez de diálogos, mais repressão. Em vez de livros, mais armas. Em vez de escolas e universidades, mais presídios. Em vez de florestas, mais risco de sua destruição. Em vez de justiça social, mais favorecimento dos ricos. O grande capital está em festa, abertas foram as porteiras da grande colônia Brasil para o saque final. Aleluia, aleluia, gritam os neopentecostais, guiados por seus pastores em transe. Agora são livres para massacrar gays, atacar terreiros de umbanda, acabar com os índios hereges e tomar as suas terras. Em nome do Senhor, vão querer decretar o fim do livre pensar e do livre arbítrio. Tentarão impedir o nosso sonho, vigiando o nosso sono, mas o sono acabou.

Quando os homens maus falam em nome de Deus e das armas, a vida corre perigo. Sob o guarda-chuva da força e do arbítrio se abrigam os covardes. De tudo isso sabemos, mas também sabemos que, daqueles que resistem, virá a flor e a canção de liberdade.

Parafraseando Sartre, afirmo que, mais do que nunca, é preciso compreender que somos livres para escolher de qual lado estamos. Mais do que nunca se faz necessária a poesia e a arte. Entre ruínas e escombros, não nos deve faltar a coragem de lutar e recomeçar. Mas, por precaução, amigo, põe em dia o teu passaporte, consulta os mapas e refaz as trilhas.

(Para Chico Buarque - a canção que resiste).

*Rosemberg Cariry é cineasta e escritor.  


Fonte: Portal Vermelho  


25 abril, 2019

Nós e as desigualdades




No link acima, o resultado da pesquisa


O Brasil segue como um dos países mais desiguais do mundo.

A Oxfam Brasil traz os resultados de sua segunda pesquisa de opinião realizada em conjunto com o Instituto Datafolha. Trata-se de uma contribuição ao debate sobre a redução das desigualdades brasileiras a partir da percepção da população.

ÍNDICE


APRESENTAÇÃO 6
METODOLOGIA 7
SUMÁRIO DOS RESULTADOS 8
RESULTADOS DETALHADOS 10

1. PERCEPÇÕES SOBRE DESIGUALDADES E MOBILIDADE SOCIAL 11
1.1. Sem redução de desigualdades, não há progresso 11
1.2. A pobreza é mais em cima 12
1.3. Rico? Eu não. 14
1.4. Otimismo individual, ceticismo social 15
1.5. Mérito não resolve 18
1.6. Fé, educação e saúde para uma vida melhor 19

2. PERCEPÇÕES SOBRE GÊNERO E RAÇA 20
2.1. Para maioria crescente, gênero e raça impactam renda 20
2.2. A cor da pele define 22
2.3. Lugar de mulher 24

3. PERCEPÇÕES SOBRE TRIBUTAÇÃO E POLÍTICAS SOCIAIS 26
3.1. Maior apoio à tributação, geral e dos ricos 26
3.2. Estado presente e políticas universais 30

4. NÓS E AS DESIGUALDADES: CAMINHOS PARA A REDUÇÃO 32
REFERÊNCIAS

3° formação arquidiocesana Pastoral da Comunicação

A Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Maringá convida a todos os coordenadores e agentes da Pascom, pastorais, movimentos, serviços, organismos – Todos os comunicadores da Palavra de Deus para participar desta formação especial, onde a jornalista Marcela Miranda, da paróquia Bom Pastor de Mandaguari ministrará uma formação sobre como fazer um Planejamento de Comunicação.


Estamos na 3° formação arquidiocesana deste ano e a presença das lideranças e agentes da Pascom, secretárias/os paroquiais, assim como interessados no tema é muito importante para comunicarmos com mais eficácia a Ação Evangelizadora de nossa Igreja.

Gostaria de reafirmar a importância da participação dos coordenadores e agentes nesta formação que dá base para o bom andamento dos trabalhos da Pascom nas paróquias - Lembrando que todas as formações estão em sintonia com o 24° Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá.

Ter um Plano de comunicação é fundamental para o bom desenvolvimento da Pascom Paroquial e, consequentemente, para dar visibilidade à Ação Evangelizadora de nossa Igreja.

Reforçando: A formação será ministrada pela jornalista Marcela Miranda que é especialista no assunto e organizou, de forma satisfatória, o conteúdo que caberá em duas horas, considerado tempo suficiente para esta abordagem.

Data: 27 de abril
Horário: 14h às 16h
Local: Paróquia São Francisco de Assis - Praça Vicente Simino, s/n - Jardim Alvorada - Maringá
Inscrições:: https://forms.gle/y8Q7pEkV9JX8V6ue8
Investimento: R$ 10,00.
(O pagamento pode ser efetuado no dia da formação)

#Participe #compartilhe #convide #comunique-se

22 abril, 2019


Oração pela nossa terra


Deus Omnipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais connosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.



Oração cristã com a criação


Nós Vos louvamos, Pai,
com todas as vossas criaturas,
que saíram da vossa mão poderosa.
São vossas e estão repletas da vossa presença
e da vossa ternura.
Louvado sejais!


Filho de Deus, Jesus,
por Vós foram criadas todas as coisas.
Fostes formado no seio materno de Maria,
fizestes-Vos parte desta terra,
e contemplastes este mundo
com olhos humanos.
Hoje estais vivo em cada criatura
com a vossa glória de ressuscitado.
Louvado sejais!


Espírito Santo, que, com a vossa luz,
guiais este mundo para o amor do Pai
e acompanhais o gemido da criação,
Vós viveis também nos nossos corações
a fim de nos impelir para o bem.
Louvado sejais!


Senhor Deus, Uno e Trino,
comunidade estupenda de amor infinito,
ensinai-nos a contemplar-Vos
na beleza do universo,
onde tudo nos fala de Vós.
Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão
por cada ser que criastes.
Dai-nos a graça de nos sentirmos
intimamente unidos
a tudo o que existe.
Deus de amor,
mostrai-nos o nosso lugar neste mundo
como instrumentos do vosso carinho
por todos os seres desta terra,
porque nem um deles sequer
é esquecido por Vós.
Iluminai os donos do poder e do dinheiro
para que não caiam no pecado da indiferença,
amem o bem comum, promovam os fracos,
e cuidem deste mundo que habitamos.
Os pobres e a terra estão bradando:
Senhor, tomai-nos
sob o vosso poder e a vossa luz,
para proteger cada vida,
para preparar um futuro melhor,
para que venha o vosso Reino
de justiça, paz, amor e beleza.
Louvado sejais!

Amen.

Fonte: Carta Encíclica Laudato SI do Santo Padre Francisco sobre o Cuidado da Casa Comum.


Dia Mundial da Terra


19 abril, 2019

Missa da Ceia do Senhor

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá – Capela Santa Rita
Missa da Ceia do Senhor
Um mistério instigante. A Eucaristia exige fé, mas a fé exige o amor...


No gesto do lava-pés está explícito que Jesus supera as rupturas e divisões. Transforma as relações de domínio em relações de serviço, criando relações fraternas, invertendo o comportamento egoísta em atitude de fraternidade. Em todos os momentos, Jesus fez de sua vida um grande lava-pés. Amou e respeitou as pessoas, se fez servidor, entregou sua vida pela salvação do mundo.

O gesto do lava-pés para Papa Francisco é “Um gesto que nos ajuda a ser mais servidores uns dos outros, mais amigos, mais irmãos no serviço”.

No vídeo, gesto do lava-pés com o meu amigo Pe. Genivaldo Ubinge, nesta quinta-feira santa, 18 de abril de 2019.

Sexta-feira Santa


Gesto do lava-pés

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá – Capela Santa Rita

Missa da Ceia do Senhor
Um mistério instigante. A Eucaristia exige fé, mas a fé exige o amor...


No gesto do lava-pés está explícito que Jesus supera as rupturas e divisões. Transforma as relações de domínio em relações de serviço, criando relações fraternas, invertendo o comportamento egoísta em atitude de fraternidade. Em todos os momentos, Jesus fez de sua vida um grande lava-pés. Amou e respeitou as pessoas, se fez servidor, entregou sua vida pela salvação do mundo.

O gesto do lava-pés para Papa Francisco é “Um gesto que nos ajuda a ser mais servidores uns dos outros, mais amigos, mais irmãos no serviço”.

Na foto, gesto do lava-pés com o meu amigo Pe. Genivaldo Ubinge, nesta quinta-feira santa, 18 de abril de 2019.

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá – Capela Santa Rita

18 abril, 2019

A comunicação pública passa a ser o alvo da extrema direita no país



A comunicação pública passa a ser o alvo da extrema direita no país

Sucateamento, corte de verbas, censura, aparelhamento político. Essas são algumas das ações do governo

As piores previsões para a comunicação pública nos novos governos de extrema direita instalados no país vão se concretizando. Censura nas redações, ameaça aos trabalhadores e fechamento de veículos abrem o ano nos diversos veículos de caráter público em todo o país.

Em nível federal, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) sofreu mais um atentado em sua missão de informar e entreter com autonomia a sociedade. Uma mera portaria publicada pelo novo presidente da empresa, Alexandre Graziani, liquidou a missão legal da TV Brasil, transformando-a em uma mera reprodutora de propaganda governamental de Bolsonaro e dos militares.

Até então, ainda predominava na empresa uma separação entre os veículos públicos – regidos pela lei que criou a EBC – e os produtos estatais. Durante os mais de 10 anos de trajetória da EBC, os veículos públicos nacionais como a TV Brasil, Agência Brasil e Rádios Nacional e MEC buscavam seguir linha editorial própria, mesmo que desvirtuada pelo governo Temer, diferente dos veículos estatais. Nesses, a NBR e Voz do Brasil, quem sempre decidiu pela programação foi a secretária de comunicação da presidência da república.

Mas com a temerária e ilegal decisão da nova direção da EBC, simplesmente esta diferenciação deixou de existir. A partir desta quarta 10, conteúdos produzidos diretamente para atender ao governo serão prioridades na “nova” TV Brasil. Um jornal diário pela manhã trará as notícias do governo. Em hora e hora terá flashes com as ações do governo. No jornal da noite, quase um terço das matérias serão exclusivamente sobre o governo. Faixas especiais trarão entrevistas com membros do governo. No sábado, está previsto um grande resumo da semana do governo. E de bônus, a TV será invadida por programas da Marinha e do Exército brasileiro. Ou seja, a TV Brasil será simplesmente a TV do governo Bolsonaro.

Os jornalistas da emissora, que já vinham sendo censurados durante o governo Temer, passaram a sofrer uma nova onda de perseguições, como as proibições de citar a ditadura e o golpe militar no Brasil e de usar a palavra “fuzilamento” no assassinato de um músico no Rio com 80 tiros feitos por homens do Exército, e o veto de noticiar a renúncia do ex-deputado Jean Wyllys.

Essas mudanças afrontam diretamente a legislação que criou a EBC, que previu a sua autonomia frente ao governo federal. Confrontam a Constituição Federal que estabeleceu os sistemas privados, estatais e públicos de comunicação. Desprezam parâmetros internacionais desenvolvidos pela ONU.

Um exemplo ruim em Minas Gerais

Enquanto isso, em Minas Gerais, primeira experiência de gestão do partido Novo, o governador Romeu Zema resolveu simplesmente fechar a Rádio Inconfidência AM, uma das mais antigas do país, além de demitir dezenas de empregados concursados da emissora e cortar o seu orçamento. A situação reflete o desmonte da Empresa Mineira de Comunicação (EMC) criada em 2016, tendo a EBC como inspiradora, ainda não estruturada e responsável pela Rádio Inconfidência AM e FM e pela TV Minas.

Nos desmandos de Zema, a emissora histórica dos mineiros, a “Gigante do Ar”, deve ser fechada por ser deficitária e por ter obrigação de migrar do AM para o FM. Mas as informações utilizadas são falsas, já que a migração não é obrigatória para uma rádio de longo alcance, como a Inconfidência, sendo apenas para emissoras AM locais de baixa potência.

Com seu anseio neoliberal, o governador do Partido Novo insiste em uma missão de sucatear o Estado de Minas, cortando verbas para educação e cultura. Criou uma meta de que em até um ano a rádio Inconfidência FM tem que faturar 3 milhões ou então também será fechada. Ainda paira no ar quais medidas o governo tomará em relação a TV Minas.

Isso tudo ocorre um momento em que se buscava a consolidação da Empresa Mineira de Comunicação. Em 2017, os dois veículos executaram um orçamento de R$ 11,5 milhões. A verba custeou a mudança de endereço das emissoras, que agora funcionam conjuntamente. A nova empresa ainda não teve sequer seu estatuto social aprovado, que impede a implementação de seu Conselho Curador, o que possibilitaria impedir o uso político da emissora.

Os casos da EBC e da Rádio Inconfidência não são exceções pelo país. Em 2016, o governo de José Ivo Sartori no Rio Grande do Sul extinguiu a Fundação Piratini, responsável pela TVE gaúcha e pela Rádio Cultura, sucateando a emissora e vinculando-as diretamente a Secom do governo estadual.

Essas práticas só demonstram que o que temos em jogo é a luta pela liberdade de expressão e o direito à comunicação da população brasileira, bandeira fundamental para garantir as liberdades democráticas do país, e que sofre um grande baque com a dizimação da comunicação pública brasileira.


Fonte: Carta Capital

17 abril, 2019

Tríduo Pascal


A Semana Santa, de modo especial, o Tríduo Pascal, é o centro de toda a celebração litúrgica anual, momento lindo e forte em que se celebra a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

 O Tríduo Pascal compreende a Quinta-Feira Santa, a Sexta-Feira Santa e o Sábado Santo, preparando para a maior festa da Igreja, que é a Páscoa.


 Quinta-Feira Santa


A Quinta-Feira Santa, é marcada pela Instituição da Eucaristia , do serviço e um dos gestos significativos deste serviço é o lava-pés.

Jesus, que serviu com sua vida e seu amor à humanidade lava os pés dos seus. Nós, também no dia a dia, independente da missão de cada um, somos chamados a servir com humildade as irmãs e  irmãos a exemplo do Jesus.

Sexta-Feira Santa

A Sexta-Feira Santa, é o único dia do ano em que a Igreja Católica no mundo inteiro não celebra missas e comumente, nenhum sacramento.

Celebra a Paixão, Morte e Sepultamento do Senhor. Profeta Isaías nos lembra – é o Servo Sofredor, tudo se realiza na pessoa de Jesus Cristo.

Na cerimônia tem preces universais pela Igreja e momento forte e lindo pelo gesto de carinho na Cruz.

O amor de Jesus pela humanidade é lembrado também nas celebrações da Via Sacra, dentro de igrejas ou pelas ruas, trazendo presente todo o relato da Paixão e Morte de Jesus.

Sábado Santo

No Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia, celebra-se o grande momento da Ressurreição do Senhor.

A certeza que a vida vence a morte. A vida se renova, na alegria da ressurreição.

Nesta celebração, realizada na véspera do dia da Páscoa, acontece a Benção do Fogo Novo e da Água.

A luz que sai da rocha ilumina a escuridão, porque Jesus ressuscitou.

A Água nos lembra o Batismo, que purifica e nos torna filhas e filhos de Deus.

12 abril, 2019

Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor


Para o Papa Francisco,  a liturgia do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, tem um duplo sabor: doce e amargo, nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica da sua Paixão. Cruza histórias de alegria e sofrimento de Jesus – aclamado pelo povo como rei, e mais tarde crucificado pelo mesmo povo.

Nos leva numa medida mínima, sentir aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém.  

A Igreja leva o cristão a refletir, segundo o Papa, sobre sentimentos e contradições ainda presentes em mulheres e homens  da atualidade. “Capazes de amar muito… mas também de odiar (e muito!)”.