27 setembro, 2019

As CEBs na Arquidiocese de Maringá

CEBs Batizados e enviados, a Igreja de Cristo em missão no mundo. "A quem eu te enviar, irás" (Jr 1,7)

Cada CEB é uma casa comum, ela deve estar a serviço dela, de cuidados com a casa comum.  A prioridade da CEB é ela mesma. Evangelizar e cuidar de toda Criação Divina que a ela pertence. Deve fazer acontecer sociedade do bem viver. Uma vivência comunitária sem diferença de poder, coletiva, integra, universal e aberta.

E reconstruir duas alianças:
- A aliança que Deus fez com Noé
- A aliança que Deus fez com Abraão

Reconstruir a aliança que Deus fez com Noé, uma aliança de cuidado ecológico, cuidado para com toda a criação. Para superar o dilúvio, Noé vive a plena comunhão. E reconstruir a aliança de fé que Deus fez com Abraão.



Desde a chegada à Maringá em 1957, Jaime Luiz Coelho, primeiro bispo e o primeiro arcebispo de Maringá mostrou-se inquieto ao encontrar a imensa cidade com apenas duas paróquias e os bairros crescendo e se povoando. Como chegar aos lares, às praças, ruas e vilas.

 A partir de 1971 confiou a responsabilidade da assistência a Pastoral dos Bairros ao recém-ordenado Padre Valério Odorizzi, com ajuda das comunidades religiosas e de lideranças leigas. O trabalho visava ajudar os párocos a implantar CEBs em suas paróquias. Através da Pastoral dos Bairros, uma ajuda prática para implantar as CEBs.

Com a elaboração do 1º Plano de Pastoral Orgânica dos Bairros da Cidade de Maringá, em 1974, vai se realizando a implantação das CEBs. “a Igreja de Maringá caminhou desde o início dos anos 70 até 1996, pela senda das CEBs como forma de viver a fé, incorporando as novas situações que a realidade ia suscitando”

No ano de 2005, inicio-se um trabalho para retomar a caminhada das CEBs, ano em que foi realizado o Primeiro Encontrão Arquidiocesano das CEBs, no mês de outubro.

No ano de 2008 as CEBs são assumidas como primeira prioridade no 22º Plano de Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Hoje quase que na totalidade, as paróquias se encontram organizada em CEBs.

As Comunidades Eclesiais de Base fazem parte da estrutura organizacional de uma paróquia, na Arquidiocese de Maringá, tendo como critério a territorialidade. Comunidade territorialmente definida, nesse bairro, nesse condomínio, nesse edifício, nessas quadras.

As CEBs realizam formação anual nas regiões pastoral. Na data em que celebra o martírio de São Oscar Romero as CEBs realizam Celebração dos Mártires da Caminhada. Em andamento com 36 integrantes da Arquidiocese a primeira Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs e de dois em dois anos o Encontrão Arquidiocesano das CEBs.

O subsídio da arquidiocese, Marco Referencial “Caminhos para uma Igreja em Saída”, concretizando o projeto “Igreja em saída” – Comunidades em estado permanente de missão, do 24º Plano da Ação Evangelizadora trás como proposta que a pessoa da/o coordenadora/or de cada CEB’s, ou outra pessoa indicada por ela e confirmada pelo pároco seja membro efetivo do COMIPA. O objetivo é que a atividade missionária aconteça a partir das CEB’s como algo vivo, dinâmico e permanente.


O Trem - Símbolo dos Intereclesiais Nacional das CEBs

Em 1975 acontece o primeiro intereclesial, em vitória, do Espírito Santo. Vitória e Belo Horizonte tem o maior trem de passageiros do Brasil, que liga as duas capitais. Essas duas capitais são simbolizadas pelo trem de passageiros, único meio de transporte barato, simples e popular que o povo tinha.

A imagem do trem tem a ver também com essa idéia de coisa do povo, coisa simples, coisa dos pobres, onde todo mundo pode entrar, levando sua carga, levando sua bagagem, levando seus mantimentos, porque o trem sempre foi isso, um meio de transporte barato do povo

E a CEBs simbolizam isso, lugar dos pobres que podem entrar com sua bagagem, sua cultura, sua história, com tudo aquilo que é, quer ser e precisa ser e pode ser para de fato ser Igreja dos Pobres.

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)

20 setembro, 2019

7° Encontrão Arquidiocesano das CEBs e Abertura Oficial do Mês Missionário Extraordinário


Sétimo Encontrão Arquidiocesano das CEBs e Abertura Oficial do Mês Missionário Extraordinário.

Aproxima-se o dia da alegria, da festa, do encontro e reencontro. COMIDI e as Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs convidam a todas e a todos para 7º Encontrão Arquidiocesano das CEBs e Abertura Oficial do Mês Missionário Extraordinário.

Jesus de Nazaré não trabalhou sozinho, havia o espírito de corresponsabilidade. São Lucas diz que “O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir.” (Lc 10,1).

Batizados e enviados, a Igreja de Cristo em missão no mundo, "A quem eu te enviar, irás" (Jr 1,7), compreensível a certeza de que, o nosso povo quer se expressar, e nas CEBs ninguém é mais importante e o povo faz e é sujeito, e isso é lindo!

A maioria das nossas paróquias já está organizada a partir das CEBs. Em junho de 2018, a Arquidiocese de Maringá lançou o subsídio Marco Referencial “Caminhos para uma Igreja em Saída”, concretizando o projeto “Igreja em saída” – Comunidades em estado permanente de missão, do 24º Plano da Ação Evangelizadora, que tem como uma das prioridades potencializar a Dimensão Missionária na Arquidiocese.

A proposta que o coordenador de cada CEB’s, ou outra pessoa indicada por ele e confirmada pelo pároco seja membro efetivo do COMIPA. O objetivo é que a atividade missionária aconteça a partir das CEB’s como algo vivo, dinâmico e permanente. A cultura do encontro, característica da missão, acontecerá em um movimento dinâmico de chegada (acolhida) e saída (anúncio).  

Pretende-se, portanto, que seja nas CEBs e através de seus agentes, animados pelo COMIPA, que se possa fazer sentir e ressoar ao irmão mais próximo e àquele que se afastou o anúncio da Palavra viva de Cristo, de tal forma que desperte o desejo de partir e anunciar esta Palavra para muito além das fronteiras paroquiais, tornando forte a missão Ad Gentes.

Dizem os bispos, as CEBs constituem em nosso país, uma realidade que expressa um dos traços mais dinâmicos da vida da Igreja. As CEBs são presença da igreja junto aos mais simples. As CEBs devem ser presença da igreja no rosto daqueles que sofrem.

As Comunidades Eclesiais de Base fazem parte da estrutura organizacional de uma paróquia, na Arquidiocese de Maringá, tendo como critério a territorialidade. Comunidade territorialmente definida, nesse bairro, nesse condomínio, nesse edifício, nessas quadras.

O Evangelho em Mt 9,35-38,  constitui um resumo das atividades de Jesus. Diz o texto que Jesus “percorria todas as cidades e aldeias”. No caminho, encontrava as “multidões cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. Diante delas, Jesus sentia “compaixão”.

Diz um provérbio chinês que perguntaram a determinada mulher a qual dos filhos ela mais amava. Ela, como mãe, respondeu: ao mais triste até que sorria, ao mais doente até que sare, ao mais distante até que volte, ao mais pequeno até que cresça.

Aqui está o espírito de toda a ação das CEBs.  O documento de Puebla enumera uma série de feições marcadas pelo sofrimento de séculos. São rostos anônimos, os quais, em função do trabalho pastoral missionário, vão recuperando o nome e a história na medida em que são assumidos com amor, pois o amor, diante de um ser humano à margem da vida, é capaz de fazer alguém capaz também de amar e viver.

A estrutura das CEBs é à estrutura de toda a ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Nas CEBs estão presentes as dimensões, comunitária e participativa; missionária; bíblico-catequética; litúrgica; ecumênica e de diálogo religioso; e sócio-transformadora. E as exigências: anúncio, denúncia, testemunho, diálogo e serviço.

A integração das pastorais, movimento, serviços e dos grupos de reflexões organizados em cada CEBs, que fazem parte da estrutura das CEBs, se da pelo companheirismo que revela a presença de Deus em nossa vida. “Vejam como eles se amam” – era assim que os de fora identificavam os primeiros cristãos. Quando conseguimos resolver os conflitos entre nós, a ação de Deus na história terá maior eficácia. Aqui está outro fundamento da ação das CEBs e outra fonte de nossa espiritualidade. Como a água do rio corre para o mar, como o amor dedica especial atenção aos frágeis e pequenos, assim também o companheirismo busca necessariamente os mais necessitados e os mais excluídos.

As CEBs são desafiadas a não esmorecer diante dos desafios impostos pelo contexto atual das mudanças que nós vivemos, mas não podemos abrir mãos daqueles que nos faz verdadeiros discípulos e discípulas. Somos o povo de Deus, e como povo de Deus somos desafiados a dizer nosso sim firme, fazer a nossa adesão à proposta de Deus em Jesus Cristo.

O Sétimo Encontrão Arquidiocesano das CEBs e Abertura Oficial do Mês Missionário Extraordinário será realizado dia 29 de setembro das 13h30 às 17h30 no Ginásio Chico Neto, em Maringá, com o  tema do Encontrão é “CEBs Batizados e enviados – ‘A Igreja de Cristo em missão no mundo’” e o lema “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7).

Nosso abraço fraterno e até o Encontrão.
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

Podemos sim representá-lo sacramentalmente!


6ª-feira da 24ª Semana Do Tempo Comum


6ª-feira da 24ª Semana Do Tempo Comum.

20 de Setembro de 2019

Andavam com êle várias mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

Lucas 8,1-3

Naquele tempo:
1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças:
Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

Palavra da Salvação.

17 setembro, 2019

Participe do concurso de escolha do cartaz para o 15º Intereclesial das CEBs  



Participe do concurso de escolha do cartaz para o 15º Intereclesial das CEBs  

 Todas e Todos estão conviad@s  a participar do concurso de escolha do cartaz para o 15º Intereclesial das CEBs. 


O encontro será em 2022, em Rondonópolis (MT), Regional Oeste 2, mas desde já começamos a organizar este importante momento de reflexão e festa para as comunidades.

A arte do cartaz vai acompanhar todos os materiais de divulgação do 15º Intereclesial e será uma importante ferramenta de diálogo com a sociedade.

Já esta aberto o edital do concurso, queremos que mais e mais pessoas participem, colocando suas ideias e inspirações. 

O tema do 15º Intereclesial é “CEBs – Igreja em saída na busca da vida plena para todos e todas”, 

O lema: “Vejam! Eu vou criar novo céu e uma nova terra” (Is 65,17ss).

Para saber como participar do concurso, clique no Edital do Cartaz do 15º Intereclesial das CEBs.

Você também pode baixar os anexos do edital em Word clicando aqui: Anexos Edital do Cartaz do 15º Intereclesial das CEBs

Mais informações pelo e-mail cebs15rondonopolis@gmail.com ou pelo telefone (66) 3426-6757. Falar com a Eliene.

Esse grito de esperança nos faz caminhar, irmanados no desejo de ser comunidade. De base. Missionária. Em saída!! É reafirmação do modelo de Igreja que o Concílio Vaticano II nos propôs e que, desde o início, as CEBs procuraram viver. CEBs não são apenas células da Igreja. CEBs somos nós! CEBs é IGREJA!!

16 setembro, 2019

Dom Sergio Castriani: “Sair da sacristia”



Dom Sergio Castriani: “Sair da sacristia”

A preparação do Sínodo da Amazônia tem dado muito o que falar. O fato da Igreja estar tocando em assuntos que aparentemente não são de sua alçada, tem levado empresários, generais e políticos a se posicionarem contra o fato das Conferências Episcopais estarem falando de mudanças climáticas, desmatamento, poluição das águas e do ar.

Um general chegou a sugerir que se os bispos quiserem os dados sob o meio ambiente deveriam procurar o governo, que tem instituições competentes para monitorar e implementar medidas eficazes na proteção de nossa biodiversidade e potencial hídrico. Ora, o Papa fez mais que isto ao escrever a Laudato Si, chamando os mais renomados cientistas para colaborar, no documento que é o carro chefe deste pontificado e o verdadeiro pai do Sínodo da Amazônia.

Sentindo-se incomodados pela fala dos que foram constituídos protagonistas do processo sinodal, os povos originários, que denunciaram a onda de destruição e morte que os atuais governantes estão impondo à região, apelaram para o velho chavão de que Igreja boa é aquela que fica na sacristia falando de temas espirituais, como se fé e vida não se tocassem. Religião trata de temas espirituais e morais individuais, mas quando o assunto é sério, sobretudo quando entra a razão do mercado, a religião não tem mais nada a dizer?

O cristianismo não é assim. A nossa fé diz que o Verbo de Deus se encarnou, se fez homem e habitou entre nós. Deus entrou na história humana e está comprometido com ela. Podemos dizer que Deus ao se submeter às leis da natureza em Jesus sofre junto com a humanidade a destruição do meio ambiente que afeta todas as criaturas. E, como Paulo, sabemos que os sofrimentos da humanidade completam os sofrimentos de Jesus. Esta é a razão profunda pela qual a Igreja se coloca como voz dos que não tem voz. Não é só a razão de mercado que tem razão. E a razão é que Deus amou tanto o Mundo que enviou seu Filho para salvá-lo. A encarnação tem a finalidade de recriar o mundo.

É impossível para a Igreja ficar calada diante das injustiças e da opressão a que foram submetidos os povos originários da Amazônia. Enquanto não houver um diálogo sincero e vital com estes povos a nossa história estará incompleta, porque ainda não estaremos vivendo a encarnação. A invasão do Continente Americano, a espoliação das suas riquezas, os massacres e os genocídios foram e são até hoje um grande mal-entendido.

Portanto, quando a Igreja se interessa pelas coisas do mundo e pelos apelos humanos que a realidade impõe como sofrimento e dor, sobretudo a dor dos inocentes, o faz por amor ao mundo que Deus criou e redimiu. A sacristia é um lugar de passagem para a liturgia. Uma Igreja de sacristia é sinônimo de uma Igreja voltada sobre si mesma, doente e necessitada de conversão. A liturgia, em função da qual está a sacristia, como celebração do mistério pascal, coloca o Povo de Deus no centro da história que foi o derramamento do sangue da Nova Aliança. E a memória deste sangue derramado não permite a indiferença e a omissão.

Por: Dom Sergio Eduardo Castriani – Arcebispo de Manaus

Publicado no Jornal: Amazonas em Tempo, 15.9.2019.

SÍNODO PARA A AMAZÔNIA

Este documentário expõe uma visão geral do Sínodo para Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, em 2017. O que se entende por um sínodo, o tema, o processo e as expectativas são alguns dos pontos qua aparecem neste vídeo.






Sair da sacristia - Por Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo De Manaus(AM)


13 setembro, 2019

7º Encontrão Arquidiocesano das CEBs


Filme - O Voo da Primavera

O Filme "O Voo da Primavera"

Ganhador do Prêmio "Margarida de Prata" 2019 de cinema brasileiro, sobre a luta pela terra e o trabalho de Dom Tomás Balduino, está disponível no youtube.  

Sinopse: 

A luta pela terra e pelo território representam um capítulo longo e violento da história brasileira. Essa história, que passa pelo avanço do capitalismo no campo, esteve permeada pela expropriação material e simbólica dos povos indígenas, das populações tradicionais e comunidades camponesas, além de ter resultado em milhares assassinatos durantes os conflitos no campo. Alguns setores da Igreja, a partir de grupos ligados à concepção da Teologia da Libertação, compuseram a raiz da luta a terra, pelo território, pelo povo do campo e da floresta. Dom Tomás Balduino, que atuou como Bispo na Cidade de Goiás entre 1967 e 1998, foi um personagem importante da resistência com o povo. O longa “O Voo da Primavera” representa um fragmento da luta pela terra e pelo território no país, revelando a resistência indígena, quilombola, camponesa e tendo como linha condutora o trabalho de Dom Tomás Balduino.

Direção e Roteiro: Dagmar Talga.

Direção de Fotografia: Dagmar Talga, Murilo Mendonça Oliveira de Souza, Janiel Divino de Souza.

Edição de Imagens e Projeto Gráfico: Deivid Eduardo Borges.

Montagem: Deivid Eduardo Borges, Dagmar Talga.

Edição de Som: Pácis Jr.

Imagens: Dagmar Talga, Murilo Mendonça Oliveira de Souza, Janiel Divino de Souza, Glória Patrícia Piedrahita Sarmiento, Gleida Gutielle Melo, Tobias Bueno, Rafaela Oliveira de Souza, Rebeca Talga Bessa, Jaqueline Vilas Boas Talga.

Direção de Produção: Dagmar Talga, Murilo Mendonça Oliveira de Souza, Frei José Fernandes Alves, OP., Janiel Divino de Souza.

Trilha Sonora: Dagmar Talga, Eduardo Paiva, Luiz Salgado, Tobias Bueno, Rebeca Talga Bessa.

Produção Executiva: Essá Filmes, Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, Gwatá/UEG, CPT, Diocese de Goiás, Família Dominicana, Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis/UEG.

Locução: Eduardo Tornaghi, César David Rodrigues Pulido.

Pintura da Capa: Maximino Cerezo Barredo.

Duração: 97 minutos.