08 dezembro, 2023

O Papa à Imaculada: trazemos sob o vosso olhar tantas mães que estão sofrendo

(...) Em sua oração, feita aos pés do monumento dedicado a Nossa Senhora após ser depositado um cesto de rosas brancas, o Papa se dirigiu à Virgem dizendo: "Nós nos 
dirigimos a vós com nossos corações divididos entre a esperança e a angústia".



Pelos povos oprimidos pela guerra

Francisco pediu a Maria pelos povos oprimidos pela guerra, pela injustiça e pela pobreza:

Mãe, voltai vossos olhos de misericórdia para todos os povos oprimidos pela injustiça e pela pobreza, provados pela guerra; olhai para o atormentado povo ucraniano, para o povo palestino e para o povo israelense, mergulhados novamente na espiral da violência.


Pelas mães que sofrem por seus filhos

O Santo Padre pediu pelas mães que, por diferentes motivos, em tantas partes do mundo, sofrem por seus filhos:

Mãe Santíssima, trazemos aqui, sob vosso olhar tantas mães que, como vos ocorreu, estão sofrendo. Mães que choram seus filhos mortos pela guerra e pelo terrorismo. As mães que os veem partir para viagens de desesperada esperança. E também as mães que tentam libertá-los das amarras do vício, e aquelas que os assistem em uma doença longa e difícil.


Pelas mulheres vítimas da violência

O olhar do Santo Padre voltou-se também para a situação de violência de que muitas mulheres são vítimas, confiando-as a Maria, como mulher:

Hoje, Maria, precisamos de vós como mulher para confiar-vos todas as mulheres que sofreram violência e aquelas que ainda são vítimas dela, nesta cidade, na Itália e em todas as partes do mundo. Vós as conheceis uma a uma, conheceis seus rostos. Enxugai, vos pedimos, suas lágrimas e as de seus entes queridos. E ajudai-nos a trilhar um caminho de educação e purificação, reconhecendo e combatendo a violência que se esconde em nossos corações e em nossas mentes e pedindo a Deus que nos livre dela.


Conversão do coração

Francisco concluiu sua oração pedindo a nossa Mãe Santíssima que nos mostre o caminho da conversão do coração:

Mostrai-nos novamente, ó Mãe, o caminho da conversão, pois não há paz sem perdão e não há perdão sem arrependimento. O mundo muda se os corações mudarem; e cada um deve dizer: começando pelo meu. Mas somente Deus pode mudar o coração humano com sua graça: a graça na qual vós, Maria, estais imersa desde o primeiro momento.

Antes de deixar a Praça de Espanha, o Santo Padre deteve-se ainda por alguns instantes a saudar alguns fiéis, peregrinos e turistas presentes, agentes das forças da ordem, voltando em seguida para o Vaticano.

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Thulio Fonseca/Raimundo de Lima - Vatican News


01 dezembro, 2023

Arte ajudando as comunidades na recepção da nova edição do Missal Romano

Artes que vão ajudar nossas comunidades a compreender melhor as mudanças da nova edição do Missal Romano.

"Não se mudou o rito da Missa, mas apenas os textos contidos no Missal, a fim de atender a uma maior fidelidade ao original latino e à maior fidelidade ao original latino e à dimensão poética dos textos, garantindo uma sóbria elegância característica do rito romano." (Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Maringá)











29 novembro, 2023

ONU marca Dia de Solidariedade Palestina em meio à crise humanitária em Gaza

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destaca situação, reforça apelo por cessar-fogo, apoio à Unrwa e solução de dois Estados para conflito; eventos incluem exposição na sede em Nova Iorque sobre história do povo palestino.


O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino é marcado pela “catástrofe humanitária” em Gaza, segundo o secretário-geral da ONU. António Guterres lembra que a data assinalada neste 29 de novembro ocorre “durante um dos capítulos mais sombrios na história do povo palestino”.

O dia é celebrado desde 1977, lembrando a Resolução 181 sobre a Partilha da Palestina, adotada pela Assembleia Geral da ONU em 1947.

Não há lugar seguro em Gaza

Este ano, o chefe da ONU lembra dos quase 1,7 milhão de pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas, mas são incapazes de encontrar lugares seguros.

Guterres também cita a situação na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, que “corre o risco de explodir”.

Ele voltou a expressar suas condolências às milhares de famílias que estão de luto, incluindo os membros das Nações Unidas mortos em Gaza, representando a maior perda de pessoal na história da organização.

O secretário-geral condenou novamente os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro. Ele adiciona que também deixou claro que os atos não podem justificar o “castigo coletivo do povo palestino”.

Cessar-fogo de longo prazo

Guterres avalia que, em toda a região, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina é um recurso indispensável, fornecendo apoio vital a milhões de refugiados palestinos.

Por isso, ele afirma que é “mais importante do que nunca” que a comunidade internacional apoie a Unrwa como fonte de apoio para o povo palestino.

Para o chefe da ONU, a data deve reafirmar a solidariedade internacional com o povo palestino e seu direito de viver em paz e dignidade, exigindo o fim da ocupação e do bloqueio de Gaza.

Assim, ele afirma que isso deve começar com um cessar-fogo humanitário de longo prazo, acesso irrestrito à ajuda, libertação de todos os reféns, proteção de civis e o fim das violações do direito humanitário internacional.

Solução de dois Estados

O secretário-geral da ONU destaca que “já passou da hora de avançar de forma determinada e irreversível para uma solução de dois Estados”.

Guterres afirma que o acordo deve ter como base as resoluções das Nações Unidas e o direito internacional, tendo Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz e segurança, com Jerusalém como capital de ambos os Estados.

Ele concluiu sua mensagem para a data reafirmando o compromisso das Nações Unidas com o povo palestino “para alcançar seus direitos inalienáveis e construir um futuro de paz, justiça, segurança e dignidade para todos”.

Celebrações

Este ano, a comemoração do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino ocorre nos complexos da ONU em Nova Iorque, Genebra, Nairóbi e Viena.

O Comitê das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino será responsável pela cerimônia na sede da ONU em Nova Iorque com o apoio da Divisão de Direitos Palestinos no Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz.

Além disso, uma exposição será lançada nesta quarta-feira. "Palestina: Uma Terra com um Povo" relata a sobre Nakba, epicentro da crise. Em 1948, mais da metade do povo palestino se tornou refugiado, dezenas de milhares foram mortos e 500 aldeias e comunidades foram destruídas.

Este ano marca o 75º ano do episódio. Pela primeira vez na história das Nações Unidas, a data foi comemorada com base em um mandato da Assembleia Geral.

Esta exposição conta a história palestina antes, durante e depois da Nakba. De acordo com a ONU, a mostra retrata experiências de deslocamento e desapropriação, esperança de alcançar justiça e aspirações de vida em liberdade, estabilidade, dignidade e paz em sua terra natal.

Fonte: ONU NEWS

22 novembro, 2023

O Papa garante que a invasão de Gaza “já não é uma guerra, é terrorismo”

Hoje, quarta-feira, após a Audiência Geral, o Papa Francisco disse:



"Esta manhã recebi duas delegações, uma de israelenses que têm familiares com reféns em Gaza e outra de palestinos que têm familiares mantidos em cativeiro em Israel. Eles sofrem muito. E senti como os dois sofrem. As guerras fazem isso, mas aqui fomos além das guerras. Isto não é guerra, é terrorismo. Por favor, vamos em frente pela paz, rezemos muito pela paz. Que o Senhor ponha aí a mão, que o Senhor nos ajude a resolver os problemas e a não continuar com as paixões que acabam por matar a todos. Rezemos pelo povo palestino e israelense, para que a paz chegue."

A informação é de Il Sismografo e Religión Digital, 22-11-2023.

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Fonte: IHU

20 novembro, 2023

Dia da Consciência negra

Consciência Negra não é somente as negras e negros, ela precisa ser acolhida e assumida por todo a humanidade, independentemente da cor e classe social.



18 novembro, 2023

33º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Reflexão: - Domingo,19 de novembro de 2023

33º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Leituras:

Pr 31,10-13.19-20.30-31
Sl 127(128),1-2.3.4-5ab (R. cf. 1a)
1Ts 5,1-6 ou mais breve 25,14-15.19-21
Mt 25,14-30


Celebrando o 33º Domingo do Tempo Comum, a liturgia convida a trabalhar em favor do Reino do Céus, desenvolvendo os dons e talentos dado por Deus, para o bem, para o serviço do Reino dos Céus.

Penúltimo domingo do ano litúrgico, novamente o Evangelho apresenta-nos um trecho do “discurso escatológico”, as narrativas são das passagens que encerram a vida pública de Jesus, de revelação sobre o destino final, sobre o que é chamada a humanidade, a viver com a sua vida a plenitude da vida. O juízo pode ser pessoal individual, cada um vive esse juízo com a morte com o encontro com o Senhor, mas também o destino universal de toda a humanidade chamada a se realizar em Deus.

Os Evangelhos propostos, tem ensinado sobre o chamado que Deus faz a cada pessoa, fala-se da volta do Senhor e voltando Ele estabelece o julgamento, também a Carta de São Paulo aos Tessalonicenses traz essa mensagem.

Domingo passado a liturgia falava da vigilância, parábola das dez jovens que iam ao encontro do noivo, as previdentes que se preparam para essa espera, tendo conhecimento que poderia ser longa e demorada a caminhada ao encontro do noivo, e as imprevidentes, que não se prepararam, não assumiram a sua responsabilidade na caminhada ao encontro do noivo, a mensagem é a vigilância, se preparar e nessa preparação estar sempre alimentando o dom que o Senhor concede para essa espera.

A liturgia desse domingo, fala um pouco mais de como deve ser essa espera, Jesus conta a parábola onde o Senhor entrega talentos as suas trabalhadoras e aos seus trabalhadores, nessa parábola a espera não é uma espera passiva, onde a pessoa fica parada, é uma espera na qual cada mulher e cada homem deve trabalhar.

Jesus contou esta parábola “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão”. O homem que ia viajar é o Senhor e seus empregados, é cada mulher e cada homem é a humanidade, os talentos são os dons que Deus dá a cada pessoa, e o Senhor dá a cada pessoa de acordo com a sua capacidade; com sua dinâmica; com seu ritmo. A narrativa do Evangelho continua “Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados”

O que havia recebido cinco talentos, entregou-lhe mais cinco e o que havia recebido dois talentos além dos dois recebido entregou mais dois e o patrão disse a cada um deles “Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!”. O empregado que tinha recebido um talento disse - “Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence” e o “patrão lhe respondeu: Servo mal e preguiçoso!”.

A vida cristã, o talento, os dons que Deus confia e dá a cada uma e a cada um, que Ele dá a humanidade, só cresce e só se desenvolve, trabalhando, sentindo-se trabalhadoras e trabalhadores da messe do senhor. É pelo trabalho que cada pessoa se desenvolve como pessoa, não é parada, e é tralhando pelo Reino de Deus que cada pessoa desenvolve a vida cristã, não apenas esperando.

Precisa deixar-se provocar por essa parábola, o que Deus espera receber de cada mulher e de cada homem, será apenas o que Ele deu a cada uma e a cada um? ou Ele espera receber de volta o que ele deu ao confiar a vida, a vida em Jesus Cristo. O Evangelho, diz que Deus quer os talentos, os dons, que deu a cada uma e a cada um, desenvolvido.

A primeira leitura tirada do Livro dos Provérbios, o elogio da mulher perfeita aos olhos de Deus, é a de ser uma trabalhadora “Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. (...) Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira”.

O que faz com que ela cresça e desenvolva não é sua aparência física, sua beleza, mas sim a sua dedicação ao trabalho. O trabalho realizado pela mulher conforme descreve o texto do livro dos Provérbios, na época, era trabalho próprio do homem e não da mulher e o texto deixa claro, ela era responsável pelo sustento da casa, da família e é pelo trabalho que a mulher vai aperfeiçoando sua família diante de Deus. Na cultura dessa época a mulher só tinha cidadania se recebida do homem e o homem que era responsável de prover e proteger a família, e o texto cheio de ousadia, diz que é a mulher, honesta, dedicada e trabalhadora que garante o sustento, crescimento e a ordem na família e ela torna-se generosa - “Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre”.

Ler esse texto, é convite, a um ver, agir e julgar pessoal, como orientação dada pelos provérbios, é pelo trabalho realizado de forma digna e dedicado, que a pessoa, não só tira o sustento para sua vida, sua família, mas ela se desenvolve a si mesma, chegando à perfeição que Deus quer que cada mulher e cada homem alcance.

O salmo, na pessoa do homem nos leva a mesma reflexão “Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor”.

A mulher e o homem, dedicando ao trabalho com honestidade, supera as dificuldades, cresce e se desenvolve diante das pessoas e cresce e se desenvolve diante de Deus, e chega a perfeição da vida, da própria vida que Deus lhe confiou, porque desenvolveu os talentos, os dons recebidos do Senhor e é o que o Evangelho fala, quando o Senhor volta, não se sabe o tempo, más Ele, conforme a capacidade, conforme o tempo de cada pessoa confia talentos e dons, confia a vida cristã, e quando o Senhor voltar, ele vai reconhecer o que cada uma e cada um fez com o que recebeu.

Com a parábola, diz Jesus que ao receber os talentos saíram logo e foi trabalhar, os que receberam cinco e dois multiplicou os talentos porque dedicaram ao trabalho, esses recebem a recompensa, que não foi dinheiro, e sim participar da alegria do senhor. Mas teve um que foi tomado pelo medo que o levou ao desanimo, medo de Deus “Senhor, sei que és um homem severo”, para ele o Senhor é severo e injusto “pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste”.

A imagem do Senhor não é de uma pessoa justa, que distribui talentos, dons conforme a capacidade e o tempo de cada pessoa, mas imagem de um Senhor severo e injusto que gera medo e o medo paralisa as pessoas de tal forma que não há mais alternativa para a vida, e enterra o talento, apenas conserva o que de Deus recebeu, importa-se apenas em não perder o que recebe. O que leva a não trabalhar para o próprio crescimento, a não trabalhar pelo Reino dos Céus, incapaz de viver a comunhão é o medo, porque a pessoa se sente amarrado, possuído pelo ressentimento e pelo ódio.

Muitos são, hoje, os que tem medo porque para essas pessoas Deus é severo e injusto, e são muitos hoje os que levam a outras pessoas uma imagem desfigurada do Senhor. Essa imagem de um Deus que mete medo é tirada da sociedade, da forma como a sociedade está organizada, onde se tem desigualdades; tem descartados; tem poderosos injustos e cruéis que exploram para apropriar do que não as pertencem e usam de violência e de guerra e isso leva ao medo que paralisa, impede as pessoas de desenvolver os talentos e os dons recebido de Deus e não conseguem desenvolver e conquistar aquilo que Deus deseja que desenvolvam e conquistem, e tem medo de Deus, porque da imagem dessa sociedade injusta, desses poderosos que projeta a imagem em Deus.

Ficar vigilante enquanto espera pela vinda do Senhor, mas é preciso ficar atento, a espera, conforme a parábola desse domingo, não é uma espera passiva, onde a pessoa fica parada, é uma espera na qual cada mulher e cada homem, a humanidade deve trabalhar os talentos, os dons recebidos do Senhor, trabalhar para o Reino do Céus e no Reino não existe: inveja; falar e querer mal a ninguém; auto suficiência; perseguições; hipocrisia; corrupção; crueldade; injustiça, e, portanto, não há medo. Trabalhar os talentos, os dons recebidos de Deus é não se deixar vencer pelo comodismo, deixar na gaveta os talentos, os dons de Deus, aceitar passivamente que o mundo se construa de acordo com valores que não são os de Jesus. A mulher e o homem não podem esperar o Senhor indiferente com os problemas do mundo, é preciso esperar o Senhor envolvido e empenhado no mundo, cooperando para que as pessoas trabalhem os talentos, os dons recebidos do Senhor, trabalhando em favor do Reino de Deus para que o Reino aconteça na vida da humanidade.

O testemunho, a pregação de cada cristã e cada cristão, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), das paroquias, das igrejas, motiva as pessoas a trabalharem os talentos, os dons que Deus lhe deu, em favor do Reino ou está ajudando as pessoas a ficar e ou continuar com medo de Deus, paralisadas, sem criatividade, sem ousadia para trabalhar em favor do Reino de Deus?

Qual imagem de Deus Jesus apresenta, qual o rosto de Deus revelado em cada gesto e palavra de Jesus? E qual é a imagem de Deus, qual rosto de Deus que cada cristã e cada cristão, que as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), as paroquias, e as igrejas, revelam?

Deixar-se provocar pelo Evangelho é necessário.

10 novembro, 2023

32º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Reflexão: Domingo, 12 de Novembro de 2023

32º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Leituras:

Sb 6,12-16
Sl 62(63),2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b) ou mais breve 4,13-14
1Ts 4,13-18
Mt 25,1-13




Celebrando o 32º Domingo do Tempo Comum, caminha-se para o final do ano litúrgico, as leituras dizem vigiai. Através de parábolas, Jesus continua a falar do Reino de Deus e a liturgia orienta para preparar-se para a segunda vinda do Senhor. Como preparar-se?

A primeira leitura, tirada do livro da Sabedoria.
O caminho que assegura um lugar junto a Deus é o da sabedoria. O livro da sabedoria é o ponto mais alto de toda a sabedoria em Israel, é livro da justiça, do bem comum, da teologia política. A sabedoria é a atitude que faz a pessoa justa para fazer a justiça; para fazer acontecer o bem comum; para lutar; para tirar as causas da pobreza; para tirar as causas das periferias existenciais e geográficas, a partir da realidade presente. A verdadeira sabedoria não se conquista pelo esforço humano, mas vem de Deus e produz a justiça. A sabedoria é “justiça é imortal” (Sb 1,15). A sabedoria é um dom que Deus concede gratuitamente aos que se abrem ao seu amor. É graça de Deus, que acontece quando a pessoa se abre para Ele, pois é dele que vem a graça da vida plena. Quem busca a Deus recebe a sabedoria que capacita para buscar, discernir e praticar o que é justo. A maior expressão da justiça é a sabedoria de Deus, porque o seu projeto visa à realização da vida para todas e todos.

Quem se deixa guiar pelo saber da injustiça, gera pobreza; gera as periferias existenciais e geográficas; gera violência; gera armas; gera guerra; gera desigualdade, gera exclusões, gera a injustiça.

Quem se deixa guiar pela sabedoria de Deus que é justiça, torna-se coerente com Seu projeto, é capaz de analisar a realidade atual e de colocar-se contra as causas que geram as injustiças, e faz justiça para que o projeto de Deus, de vida para todas e todos aconteçam. “A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa. Ela é facilmente contemplada por (aquelas e) aqueles que a amam, e é encontrada por (aquelas e) aqueles que a procuram. Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela em breve há de viver despreocupado. Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.”.

O Evangelho, Jesus continua apresentando o que é o Reino dos Céus, conta a parábola das cinco jovens prudentes e da cinco imprudentes, “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo”. O noivo, Jesus que virá no fim da história. No contexto em que foi escrito o Evangelho, quando começava a escurecer eram acesas lâmpadas e as mulheres que faziam essa tarefa, tinham com elas as lamparinas a óleo, e era também costume entre os judeus, quando a chegada do noivo era anunciada, as jovens que estava cuidando da noiva, saíam com lâmpadas para iluminar o caminho até a casa para a festa.

As jovens prudentes levaram as lâmpadas e o óleo, as jovens imprudentes não levaram o óleo, e no “meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!' Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas”. As jovens que não levaram o óleo, como estava acabando, foram comprar, enquanto isso, o noivo chegou e as jovens que havia levado o óleo, estavam preparadas mediante a prática da justiça, com o noivo entrou para a festa de casamento e diz o texto “E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: 'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!' Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora".

Ficar vigilante para viver melhor o tempo presente, tempo esse oferecido por Deus, para se abrir ao seu amor, indo ao seu encontro, deixando-se envolver com Ele e fazer com Ele uma linda experiência pessoal e comunitária que transforma a vida, que leva a receber a graça da sabedoria que torna a pessoa justa para fazer a justiça, capaz de amar ao próximo como a si mesmo; capaz de reconhecer Deus na pessoa do pobre, dos pequenos, marginalizado e excluído; nas pessoas que sofrem pelos atos injustos de quem se julga justo e mais conhecedor da verdade e com poder para humilhar, afastar, descartar. E assim, quando o Senhor chegar, poderá com Ele entrar no Reino dos Céus, a vida eterna. São Paulo em sua primeira carta aos Tessalonicenses garante que Jesus virá para concluir a história humana e levar para o encontro com o Senhor para permanecer com Ele para sempre, aquelas e aqueles que a Ele aderiram e com Ele se identificaram.

É preciso ficar vigilante e acolher os conselhos da primeira leitura que indica que a sabedoria, que é o próprio Deus, se deixa encontrar porque quem a ama, por quem a procura e aos que a desejam.

Com o salmista rezemos “a minh'alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor”.

07 novembro, 2023

Aberta inscrições para curso de Teologia

A Escola de Teologia para Cristãos Leigas e Leigos, com mais de 20 anos atuando na Arquidiocese de Maringá, está com as inscrições abertas para o ano letivo de 2024.

O curso de Teologia tem duração de três anos, aulas semanais – todas as quintas-feiras –, totalizando 480 h/a, e conta com um excelente quadro de professores formado por padres, diáconos, leitas e leigos.

As inscrições podem ser feitas no site www.teologiamaringa.ong.br


06 novembro, 2023

Pelas crianças que sofrem - O Vídeo do Papa 11 - Novembro de 2022

Pelas crianças que sofrem
Papa Francisco, em seu vídeo de novembro, nos convida a rezar pelas crianças.

"Há ainda milhões de crianças que sofrem e vivem em condições muito semelhantes à escravidão. Não são números: são seres humanos com um nome, com um rosto, com uma identidade dada por Deus. Muitas vezes esquecemos a nossa responsabilidade e fechamos os olhos à exploração destas crianças que não têm direito de brincar, nem de estudar, nem de sonhar. Elas nem sequer têm o calor de uma família. Cada criança marginalizada, abandonada por sua família, sem escolaridade, sem cuidados médicos, é um grito! Um grito que se eleva a Deus e acusa o sistema que nós, adultos, construímos. Uma criança abandonada é culpa nossa. Não podemos continuar a permitir que se sintam sozinhas e abandonadas; elas precisam receber uma educação e sentir o amor de uma família para saberem que Deus não as esquece. Rezemos para que as crianças que sofrem, as crianças que vivem nas ruas, as vítimas da guerra e os órfãos, possam ter acesso à educação e possam redescobrir o afeto de uma família".


03 novembro, 2023

31º Domingo do Tempo Comum, Ano A – Solenidade de todos os Santos

Reflexão: - Domingo, 05 de novembro de 2023

31º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Leituras:

Ap 7,2-4.9-14
Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)
1Jo 3,1-3
Mt 5,1-12a (Bem-aventuranças)


Festa de todas as Santas e de todos os Santos!

“À luz desta festa, detenhamo-nos um pouco a pensar sobre a santidade, em particular nas características da verdadeira santidade: é um dom - é um presente, não se pode comprar e, ao mesmo tempo, é um caminho. ” (Papa Francisco)

A festa de todas as Santas e de todos os Santos é convite a alegrar com a multidão de mulheres e homens acolhidos por Deus, o Livro do Apocalipse insiste em números simbólicos para nos fazer compreender que “uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar”. A Primeira Carta de São “vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhas e filhos de Deus! E nós o somos! ”. O salmista “É assim a geração dos que procuram o Senhor! ”.

O Evangelho, as bem-aventuranças, “vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los”.

Bem-aventurados são as e os: - pobres em espírito; aflitos; mansos; quem tem fome e sede de justiça; misericordiosos; puros de coração; quem promovem a paz; quem são perseguidos por causa da justiça e quem recebe perseguição e maldade por causa do senhor.

E Jesus diz porque são bem-aventurados: - porque delas e deles é o Reino dos Céus; porque serão consolados; porque possuirão a terra; porque serão saciados; porque alcançarão misericórdia; porque verão a Deus; porque serão chamados filhas e filhos de Deus; porque delas e deles é o Reino dos Céus; porque será grande a vossa recompensa nos céus.

As bem-aventuranças é o ressoar de Jesus que resgata para aquele tempo e para todos os tempos, o Deus amoroso e misericordioso que houve o clamor do povo oprimido e intervém para libertá-lo, inaugurando no aqui e agora o Reino de Deus. Em Jesus a revelação do amor imenso de Deus para com os pobres. As bem-aventuranças convoca, mulheres e homens, as paróquias, as Comunidades Eclesiais e Base (CEBs) e demais comunidades, a cultivar o seguimento de Jesus no que refere ao amor solidário, misericordioso e compassivo para com as e os empobrecidos e no compromisso de restabelecer a justiça, porque sem justiça não acontece o Reino.

Em face do Reino de Deus, são chamados de felizes justamente os que, segundo os critérios desse mundo, são chamados de infelizes, podemos compreender as bem-aventuranças como um protesto contra todo tipo de atitudes e meios de exclusão deste mundo.

Os pobres, os que tem fome e sede de justiça e os demais a quem Jesus menciona e os que Jesus continua a mencionar hoje, são as pessoas que não possuem o necessário para viver; tem fome e sede de pão e justiça; não tem moradia; não tem esperança; e incluí entre esses, viúvas e órfãos, e também, doentes crônicos e portadores de deficiência, como cegos, paralíticos, leprosos e muitas outras e outros que podemos incluir, enfim, que se encontram em situação vital marcada pela fome e lágrima.

Também o pobre de espírito, que sofre tanto quanto o pobre de material, a pobreza do espírito leva a uma profunda crise existencial que pode ter várias causas, como insucessos, frustações e fracasso na vida, tanto na sociedade, na Igreja e na família, entre os pobres de espírito encontram também as pessoas que em sua busca de Deus sentem distante de Deus e as pessoas que não percebe Deus e nem que necessita de Deus.

As bem-aventuranças convoca a enfrentar esse problema, como diz Papa Francisco, em meio à “globalização da indiferença”, enfrentar principalmente pelas pessoas que professam a fé cristã, pelas CEBs, pelas Igrejas. Como enfrentar é no seguimento de Jesus.

Por que são bem-aventurados?

- São bem-aventurados, porque acolhem com alegria a boa notícia do Reino dos Céus que se instaura neste mundo, trazida por Jesus.

- São bem-aventurados porque acreditam no Reino dos Céus, por meio de Jesus.

- São bem-aventurados, porque veem a coerência entre o que Jesus ensina e o que Jesus faz.

Deixar provocar pelas bem-aventuranças, é assumir o batismo. Deixar provocar pelas bem-aventuranças, é comprometer no seguimento de Jesus.

O caminho a Santidade é o seguimento de Jesus “A santidade é um dom de Deus que recebemos no Batismo, «se o deixarmos crescer, pode mudar completamente nossa vida» (cf. Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, 15) a ponto alcançar a plenitude da vida cristã. O santos não são heróis inalcançáveis ou distantes, mas são pessoas como nós". (Papa Francisco).

02 novembro, 2023

Uma bem-aventurança muito atual: «Bem-aventurados os pacificadores»



Uma bem-aventurança muito atual: «Bem-aventurados os pacificadores»

Vejamos, por exemplo, uma bem-aventurança muito atual: «Bem-aventurados os pacificadores». A paz de Jesus é muito diferente do que imaginamos. Todos desejamos paz, mas muitas vezes o que queremos não é precisamente a paz, é estar em paz, ser deixados em paz, não ter problemas, mas tranquilidade. Por outro lado, Jesus não chama bem-aventurados os tranquilos, aqueles que estão em paz, mas aqueles que fazem a paz e lutam para fazer a paz, os construtores, os pacificadores. De facto, a paz tem de ser construída, e como qualquer construção requer empenho, colaboração, paciência.

Gostaríamos que a paz chovesse do alto, mas a Bíblia fala da «semente da paz» (Zc 8, 12), porque germina do terreno da vida, da semente do nosso coração; cresce no silêncio, dia após dia, através de obras de justiça e misericórdia(...). Somos levados a acreditar que a paz vem pela força e pelo poder: para Jesus é o oposto. A sua vida e a dos santos dizem-nos que a semente da paz, para crescer e dar fruto, deve primeiro morrer. A paz não é alcançada conquistando ou derrotando alguém, nunca é violenta, nunca está armada.

Como nos tornamos então pacificadores? Antes de mais, é necessário desarmar o coração. Sim, porque estamos todos equipados com pensamentos agressivos, uns contra os outros, com palavras afiadas, e pensamos estar a defender-nos com o arame farpado da queixa e os muros de cimento da indiferença; e entre queixa e indiferença defendemo-nos, mas isto não é paz, isto é guerra. A semente da paz pede-nos que desmilitarizemos o campo do coração. Como está o teu coração? Está desmilitarizado ou cheio destes sentimentos, com queixas e indiferença, com agressão? E como se desmilitariza o coração? Abrindo-nos a Jesus, que é «a nossa paz» (Ef 2, 14); permanecendo diante da sua Cruz, que é a cátedra da paz; recebendo d’Ele, na Confissão, «o perdão e a paz». Por aqui se começa, pois ser pacificadores, ser santos, não é capacidade nossa, é dom seu, é graça.

Irmãos e irmãs, olhemos para dentro de nós e perguntemo-nos: somos pacificadores? Onde vivemos, estudamos e trabalhamos, levamos tensão, palavras que magoam, tagarelices que envenenam, polémicas que dividem? Ou será que abrimos o caminho para a paz: perdoamos aqueles que nos ofendem, cuidamos dos que estão à margem, curamos alguma injustiça ajudando aqueles que têm menos? A isto chama-se construir a paz.

No entanto, pode surgir uma última questão, que se aplica a qualquer bem-aventurança: vale a pena viver desta forma? Não é de perdedor? É Jesus que nos dá a resposta: os pacificadores «serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9): no mundo parecem fora de lugar, porque não cedem à lógica do poder e do prevalecer, no Céu serão os mais próximos de Deus, os mais semelhantes a Ele. Mas, na realidade, também aqui aqueles que prevaricam permanecem de mãos vazias, enquanto aqueles que amam todos e não magoam ninguém vencem: como diz o Salmo, «o homem de paz terá uma descendência» (cf. Sl 37, 37).

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Papa Francesco
Angelus
1° novembro de 2022

01 novembro, 2023

Pe. Ciotti: emoção e gratidão ao Papa por receber mulheres que abandonaram a máfia

Hoje, para padre Ciotti, "graças a essas mulheres, um fermento subterrâneo está crescendo. Está crescendo uma consciência racional de que um mecanismo irrefreável foi colocado em movimento. Não há apenas o desejo de mudar o campo, há acima de tudo a necessidade de recuperar o que as máfias 'roubaram' delas: liberdade, vida, dignidade. É uma ruptura com o mal, uma ruptura cultural antes de tudo, e dessa forma elas 'enfraquecem' o poder da máfia por dentro"


Publicado no site da Vatican News


"Grande emoção e gratidão ao Papa Francisco, que esta segunda-feira, 30 de outubro, quis receber no Vaticano uma significativa representação de mulheres que decidiram romper códigos milenares baseados em violência e ameaças. Elas pedem uma mão, pedem para serem acompanhadas para sair do contexto mafioso. Mulheres que, depois de se tornarem mães, olham para seus filhos, meninos e meninas, e não aceitam a ideia de que um dia essas vidas serão peças em um jogo de poder, de violências e de prisão".

É o que diz padre Luigi Ciotti, presidente de Livre e do Grupo Abel, após a audiência concedida pelo Papa Francisco a um grupo de mulheres que se rebelaram contra a máfia. O padre continua:
"As máfias 'confiscaram' suas vidas. Mulheres que se rebelam contra a 'lei' do clã e buscam uma saída. É uma rebelião de corações e consciências. Mulheres que, apesar dos códigos culturais estabelecidos, dizem: 'Basta'! 'Basta' desse absurdo respeito sagrado pelo papel subordinado da mulher. Conscientes de que a violação foi frequentemente paga com a morte".

A liberdade é filha da justiça e da solidariedade

Hoje, para padre Ciotti, "graças a essas mulheres, um fermento subterrâneo está crescendo. Está crescendo uma consciência racional de que um mecanismo irrefreável foi colocado em movimento. Não há apenas o desejo de mudar o campo, há acima de tudo a necessidade de recuperar o que as máfias 'roubaram' delas: liberdade, vida, dignidade. É uma ruptura com o mal, uma ruptura cultural antes de tudo, e dessa forma elas 'enfraquecem' o poder da máfia por dentro".

"Mães que decidem se afastar e pedir ajuda. É necessário que muitas delas mudem seus nomes, suas generalidades. Um novo nome significa assumir a responsabilidade por uma renovação real de sua existência. É poder reconstruir laços de amizade, afetivos e profissionais sem o medo de ser reconhecidas e, portanto, rastreadas por aqueles que as procuram para fazê-las pagar".

O presidente de Livre e do Grupo Abel observa: "Elas pedem para ser livres. E a liberdade é filha da justiça que saberemos cada vez mais conquistar e da solidariedade que saberemos desenvolver".

(com Sir)



27 outubro, 2023

30º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Reflexão: - Domingo, 29 de outubro de 2023

30º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Leituras:

Ex 22,20-26
Sl 17(18),2-3a.3bc-4.47.51ab (R. 2)
1Ts 1,5c-10
Mt 22,34-40



A liturgia apresenta o resumo de toda a lei do Antigo Testamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Que a luz da Palavra de Deus do 30º Domingo do Tempo Comum, ilumine as leis que regem o capitalismo, a economia de mercado do tempo atual.

A primeira leitura deixa claro que não se pode tolerar as situações que roubam a vida e a dignidade das pessoas. “Assim diz o Senhor” não oprimas, não maltrates, não faça mal e sejam misericordiosos. A leitura do Êxodo refere-se a algumas exigências sócias que resultam da Aliança, apresenta indicações concretas de como lidar com as realidades de carência; de necessidade e de debilidade das pessoas estrangeiras; órfãs; viúvas e pobres, essas pessoas não podem defender-se, devem ser protegidas pelo direito.

Os hebreus haviam saído do Egito, da casa da escravidão, e estavam acampados, após a Aliança com Deus no Sinai, leis, mandamentos foram elaborados numa tentativa de organização da vida e convivência de acordo com o projeto de Deus, são leis de liberdade que garantem a vida para todas e todos, especialmente para os mais desprotegidos.

O estrangeiro, o migrante obrigado a deixar sua terra, deixar as relações familiares, enfrentam um ambiente cultural e social adverso, e onde as leis locais nem sempre protegem os seus direitos e a sua dignidade, frequentemente a situação de debilidade dessas mulheres e homens é aproveitada por pessoas sem escrúpulos que os exploram, que os escravizam e que contra eles cometem injustiças. A viúva e o órfão, vítimas dos abusos dos poderosos, desprotegidos e ignorados, sem defesa diante das arbitrariedades dos mais fortes, vítimas de todos os tipos de injustiças, é no Senhor que encontram força e defesa. O pobre, na maioria, camponês carregados de impostos, passando dificuldades pelas más colheitas, que tem que pedir para pagar as dívidas e sustentar a família e são explorados sem escrúpulos. O Deus de Israel ouve o clamor do seu povo oprimido, não aceita a opressão, defende pobres e indefesos.

Deixar provocar pelo texto de Êxodo, necessário. As leis existentes hoje no mundo que regem o capitalismo, a economia de mercado ouve o clamor do povo oprimido ou está a serviço do capital e do lucro, que se alimenta com o sofrimento das trabalhadoras e trabalhadores, das desempregadas e desempregados, das viúvas, dos órfãos, dos pobres, dos migrantes, das marginalizadas e marginalizados?

Como as Dioceses, Paróquias, as Comunidades Eclesiais de Base ouvem, acolhem e cuidam dos que sofrem com toda essa situação?

Como cada mulher e cada homem ouve, acolhe e cuida dessas pessoas?

Conforme Êxodo, Deus ouve o clamor “Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-lo” (Ex 3:7).

O Evangelho, em Jerusalém, últimos dias de Jesus, a pouco de sua entrada na cidade, momento em que foi aclamado como filho de Davi, e como no Evangelho dos domingos anteriores, continua as controvérsias entre Jesus e os saduceus, os fariseus e os herodianos, grupos religiosos, sociais e políticos daquele tempo, que já fizeram as suas escolhas, rejeitam a proposta de Jesus, para eles a proposta de Jesus não vem de Deus e deve ser rejeitada e Jesus deve ser denunciado, julgado e condenado e para conseguir procuram argumentos de acusação contra Jesus e novamente arma uma cilada, a elite injusta da época forma um complô político-religioso para eliminá-lo. Uma elite corrupta que usa o nome de Deus para condenar e matar o próprio Filho de Deus. Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os doutores da lei procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar as Leis do Pentateuco e que, portanto, não é digno de crédito. Diz a narrativa do Evangelho “Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" Jesus respondeu: "'Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!' Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: 'Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'”. Jesus simplifica e concentra toda a Lei no amor a Deus e ao próximo, resume a essência e o espírito da vida humana no ato de amar a Deus com entrega total de si mesmo, e amar ao próximo como a si mesmo. Jesus conclui, seguindo a narrativa “Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos", para Jesus, o Antigo Testamento só tem sentido se entendido à luz do amor a Deus e ao próximo.

Os grupos religiosos, sociais e políticos daquele tempo, rejeitam a proposta de Jesus, e na segunda leitura, Paulo manifesta sua alegria pela comunidade que, ainda jovem, segue o caminho de Jesus, mesmo com a hostilidade provocada pela oposição dos judeus e pela tensão entre as e os cristãos e as autoridades da cidade. Faz parte da dinâmica do Evangelho a alegria e o sofrimento. Essa comunidade que vive na alegria e na dor, percorre o caminho do amor e do dom da vida e o exemplo da vivência comunitária geraram frutos em outras comunidades do mundo. O Evangelho quando acolhido na alegria, apesar do sofrimento e da perseguição tona-se um dinamismo concreto de vida e de salvação. Paulo, dá exemplo, ele reconhece que a evangelização da comunidade é graça do Espirito Santo, não mérito dele e assim proclama que Deus é o Senhor da história e quem evangeliza é um instrumento da ação de Deus. Deixar provocar por esta comunidade, por São Paulo pelo Evangelho, é preciso.

Em Jesus Cristo o amor a Deus e o amor ao povo se tornam seu modo de viver; Jesus ouve e ensina a vontade do Pai cumprindo-a com fidelidade e amor filial. “Amar a Deus” é, na perspectiva de Jesus, estar atento, ouvir e concretizar na vida, o projeto de Deus, que é misericórdia com as pessoas que sofrem. Jesus faz da vida uma entrega de amor a todas irmãs e irmãos, até ao dom total de si mesmo. Trata-se de um amor sem limites, sem medidas e que não faz distinção entre bons e maus, amiga/os e inimiga/os.

Deixar provocar, é preciso. Conforme o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor a Deus passa pela escuta da sua Palavra, pelo acolhimento das suas propostas e pela obediência total aos seus projetos: para cada pessoa, para a Igreja, para as Comunidades Eclesiais de Base e demais comunidades e para o mundo. Jesus era peregrino e deixou o testemunho que o amor as irmãs e aos irmãos passa por prestar atenção a cada mulher, a cada homem com quem cruza pelos caminhos no dia a dia da vida, seja pobre ou rico, branco ou negro, do mesmos pais ou estrangeiro. O amor as irmãs e aos irmãos, como ensina o Papa Francisco é partilhar das “alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes,01). Nos dias atuais, o mundo está a gritar: que precisa de redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida.

Dia de Oração pela Paz!

O Papa Francisco convocou o mundo todo a um Dia de Oração pela Paz. O dia 27 de outubro foi escolhido pelo Pontífice para unir os povos, católicos, cristãos de todas as denominações e todas as mulheres e homens de boa vontade, em oração implorando que cessem as guerras e a violência.

Senhor Deus,
Pedimos para que cessem as guerras e a violência que gera sofrimento; medo; morte e destruição. Que as crianças; idosos; jovens; mulheres e homens feridos pela guerra e pela violência sintam sua presença, e a elas e em seus países chegue ajuda humanitária. Que todos os povos e nações estendam a mão em solidariedade e oração a irmãs e irmãos que sofrem. Que os líderes mundiais promovam a paz e a justiça e o fim da guerra e da violência e que toda a humanidade anda em Teus caminhos, e acolhe Senhor os que morreram. Amém.

O Papa: com que paciência o povo de Deus suporta os maus-tratos do clericalismo

A lista de preços dos sacramentos

"quando os ministros "excedem em seu serviço e maltratam o povo de Deus, desfiguram o rosto da Igreja, arruínam-na com atitudes machistas e ditatoriais"

"É doloroso encontrar em alguns escritórios paroquiais a 'lista de preços' dos serviços sacramentais como em um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus em caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de vários serviços, e quando os agentes pastorais tomam esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes simples funcionários de uma multinacional".


Clericalismo "chicote" e "flagelo

Esse é o "grande fracasso" ao qual o clericalismo leva. Igual amargura, ou melhor, “dor”, o Papa expressa por aqueles "jovens sacerdotes" que se veem nas lojas de alfaiataria eclesiástica "experimentando batinas e chapéus ou vestidos com rendas". "Chega", diz ele, "isso é realmente um escândalo.

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, uma forma de mundanismo que suja e danifica a face da esposa do Senhor, escraviza o santo povo fiel de Deus".

Leia a íntegra AQUI

24 outubro, 2023

O Anjo Exterminador (1962), de Luis Buñuel

"Filme de Luis Buñuel que se chama O anjo exterminador. Nele, vemos um grupo de burgueses que vai para uma espécie de salão de recepção e simplesmente não consegue mais sair. Não há nenhum impedimento físico, nenhuma restrição, a não ser aquela vinda de suas próprias vontades. Quando tentam sair eles subitamente param, perdem a força de vontade e permanecem paralisados. A impotência vai até o desespero, cenas de violência e degradação aparecem, até que, da mesma forma como foi natural entrarem no salão, eles saem."


 

O suicídio de uma nação e o extermínio de um povo. Artigo de Vladimir Safatle

"O Hamas não será destruído porque ele tem um sócio que precisa dele para sobreviver, e esse sócio é Benjamin Netanyahu", escreve Vladimir Safatle.

Existe um sintoma fundamental na ordem geopolítica mundial. Trata-se do conflito palestino. Ele é como o filme de Buñuel: diante dele todos param e preferem nada fazer, até que explode algo terrível, como os ataques perpetrados pelo Hamas semana passada, e seguem-se ações que têm, no fundo, um só objetivo, a saber, continuar a não fazer nada de real, continuar a não procurar abrir caminho algum para resolver o conflito. A reação consiste apenas em mobilizar porta-aviões, exército, discursos de força, catástrofes humanitárias para esconder o dado elementar: a comunidade internacional não está disposta a resolver problema algum na Palestina.

Leiam a íntegra, clique AQUI

20 outubro, 2023

29º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Reflexão: - Domingo, 22 de outubro de 2023

29º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Leituras:

Is 45,1.4-6
Sl 95(96),1.2a.3.4-5.7-8.9-10a.c (R. 7ab)
1Ts 1,1-5b
Mt 22,15-21


A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum, Jesus é confrontado pelos poderes religiosos na figura dos fariseus e pelos poderes políticos na figura dos herodianos. A liturgia leva a refletir a relação entre as realidades de Deus e as realidades do mundo e de perceber, a ação de Deus na história, Deus é único Senhor da história e da vida de cada pessoa.

A primeira leitura, mostra o profeta Isaías no final do tempo do exílio quando o rei Ciro autoriza a volta das e dos exilados. Sobre o comando do rei Ciro, no ano de 539 a.C., o Império Persa derrota o Império opressor babilônico e logo a vitória, é promulgado o decreto - édito de Ciro, que concede aos judeus exilados o retorno à Jerusalém. O texto inicia assim “Isto diz o Senhor sobre Ciro seu Ungido”, portanto Deus escolheu Ciro, derramou sobre ele o seu Espírito e concedeu-lhe poder, para que ele, desempenhando a sua missão real, se tornasse seu instrumento de libertação. Deus age na história, para realizar o seu projeto, serve da história dos povos, chegando a tomar um rei pagão para revesti-lo com a função de messias (ungido), própria dos reis de Israel. O Senhor age na história e na vida de seu povo, e eles leem no gesto de Ciro um gesto de Deus, que abre as portas e não deixa fechar os portões, para que todas e todos saibam de sua pertença a Deus, a origem de tudo é Deus, ninguém é propriedade de ninguém, a humanidade é filha de Deus.

É preciso compreender, mesmo diante dos acontecimentos do nosso tempo; mesmo quando parece que Deus mantem-se em silêncio; mesmo sem saber para onde é que a história conduz; mesmo diante da crueldade dos que destrói a natureza; inventam esquemas de destruição e de morte; produz a guerra; produz à miséria, a exploração e a injustiça, é preciso compreender que Deus continua intervindo na história, não de forma mágica, Deus atua no mundo com simplicidade e discrição, através de pessoas, muitas vezes pessoas limitadas, simples, pecadoras, a quem Ele chama e a quem Ele confia uma missão. Quem recebe o chamado precisa estar disponível, para acolher esse chamamento e para aceitar ser instrumento de Deus na história, na construção de um mundo novo.

Na segunda leitura, Paulo vai dizer aos Tessalonicenses "sois do número dos escolhidos”. Quem eram os Tessalonicenses, para quem Paulo escreve, eram os mais pobres de Tessalônica e Paulo vai diz a eles "sois do número dos escolhidos" por força do Espírito Santo. O exemplo da comunidade cristã de Tessalônica, com a catequese iniciando, leva ao questionamento, apesar de um ambiente hostil, abraçou com entusiasmo o Evangelho e concretizou a proposta de Jesus na vida do dia a dia, através da fé, do amor e da esperança.

O Evangelho, Jesus em Jerusalém, onde acontece confronto direto com as autoridades religiosas e políticas. Os dirigentes judeus nas suas certezas e preconceitos, recusam a acolher a proposta do Reino e Jesus procura levar os dirigentes a consciência de que, ao recusar o Reino, estão a recusar a oferta de salvação que Deus lhes faz. Nos últimos três domingos as parábolas contadas por Jesus relatam esse confronto. A primeira parábola dos dois filhos, o que disse sim, mas que não foi trabalhar no campo e o que disse não e foi (cf. Mt 21,28-32); na segunda, a dos vinhateiros maus que foram capazes de matar o filho (cf. Mt 21,33-46); na terceira, os convidados para o banquete que rejeitaram o convite (cf. Mt 22,1-14). No Evangelho desse 29º Domingo do Tempo Comum, Jesus é confrontado pelos poderes religiosos na figura dos fariseus e pelos poderes políticos na figura dos herodianos, eles armam cilada para Jesus com intuito de acusa-lo publicamente. Os conflitos porque eles tinham uma imagem de um Deus vingador, e Jesus vem e revela um Deus terno, compassivo e misericordioso, que se coloca junto aos pobres, marginalizados, os fracos, acolhendo a todas e a todos e libertando. Jesus nunca praticou maldade e nunca quis poder.

O texto de Mateus diz que "Os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus", quem eram os fariseus, eram um grupo de líderes religiosos do povo judeus, conhecedor da lei, eram pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra e eles fazem um plano, movido pela maldade, como hoje, quantos planos de maldade acontecendo.

Os fariseus não aceitavam a dominação romana, embora não se manifestavam para sobreviver e os herodianos apoiavam Herodes, o império romano, a dominação e fizeram uma aliança, um acordo para pegar Jesus e foram até Jesus e disseram "Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências", assim se dá o agir da traição, elogiam Jesus, um elogiar cheio de ironia, uma armadilha.

Eles perguntam a Jesus "É lícito ou não pagar imposto a César?" Esse imposto já era um sinal da dominação, os judeus tinham que pagar esse imposto a César, que com o valor do imposto, mantem sua segurança, seu luxo, seus caprichos, e o povo passava necessidade, tinha que pagar o imposto, não havia saída, quem não pagava o imposto, o exército romano prendia. Perguntam a Jesus se é lícito ou não pagar a César o imposto. Se a resposta de Jesus fosse não, o exército viria e o prendia, se Jesus respondesse sim, o povo não iria compreender e até acharia que Jesus fosse igual aos outros, más "Jesus percebeu a maldade deles e disse: "Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha?

No templo não podia entrar a moeda do imposto porque era uma moeda romana, havia na moeda a face do César, imperador de Roma, não diferente de hoje, se acha, domina e até fala em nome de Deus, e Jesus vai dizer "Mostrai-me a moeda do imposto!", levaram a Jesus uma moeda e Jesus pergunta "De quem é a figura e a inscrição desta moeda? Eles responderam: "De César". Jesus então lhes disse: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Jesus não cai na armadilha, manda devolver a César o que é de César, devolver sua exploração; sua dominação; sua arrogância; sua autossuficiência; sua injustiça, e para os dias de hoje podemos incluir Fake News. E Jesus diz, devolver a Deus o que é de Deus, a vida. Não se tira a vida de nenhuma pessoa, porque a vida de cada pessoa é de Deus, portanto não se tira a dignidade, não tira a alegria, a esperança. A vida de ninguém não pode ser maltratada e tirada.

Havia na moeda de Roma a imagem de César, que seja dada a César. A humanidade tem a imagem de Deus, conforme livro de Gênesis, Deus criou à sua imagem a mulher e o homem, portanto, a humanidade pertence somente a Deus e deve reconhece-lo como o seu único Senhor. A preocupação de Jesus é a de deixar claro que a mulher e o homem só pertencem a Deus e deve entregar toda a sua vida nas mãos de Deus.

É preciso compreender, que entregar a vida nas mãos de Deus, não é omissão diante das injustiças. Deus chama e conta com a mulher e o homem na construção de seu projeto; na construção de um mundo justo e fraterno. São muitas as vidas ceifadas; são muitas as vidas maltratadas; são muitas as vidas exploradas; são muitas as vidas diminuídas na sua dignidade, cada mulher e cada homem devem sentir o grito que vem da terra; o grito que vem da natureza; o grito das crianças; o grito das mulheres; o grito dos homens; o grito dos idosos; o grito das juventudes; o grito da violência doméstica; o grito que vem da guerra e da violência com armas; o grito das e dos excluídos e marginalizados, gritos esses presentes no mundo. Deus chama as mulheres e os homens de todas as idades a lutar contra todos os sistemas que, na Igreja ou na sociedade, atentem contra a vida e a dignidade de qualquer pessoa e de toda criação.

Oração pela Paz!

Oração pela Paz!


“Senhor Deus da Paz, escuta a nossa súplica!

Dá-nos a paz, ensina-nos a paz, guia-nos para a paz.

Abre os nossos olhos e os nossos corações

e dá-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra!».

Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos

para construir a paz.

Senhor, Deus Amor que nos criaste

e nos chamas a viver como irmãos,

dá-nos a força para sermos cada dia artesãos da paz;

dá-nos a capacidade de olhar com benevolência

todos os irmãos que encontramos no nosso caminho.

Mantém acesa em nós a chama da esperança

para efetuar, com paciente perseverança,

opções de diálogo e de reconciliação,

para que vença finalmente a paz.

Senhor, desarma a língua e as mãos,

renova os corações e as mentes,

para que a palavra que nos faz encontrar

seja sempre «irmão», e o estilo da nossa vida

se torne: shalom, paz, salam! Amém.



Papa Francisco
(Invocação pela Paz, Jardins do Vaticano, 8 de Junho de 2014)

19 outubro, 2023

Dia Nacional da Juventude - Arquidiocese de Maringá

Dia Nacional da Juventude
29 de outubro na Arquidiocese de Maringá
A Paróquia Bom Pastor, na cidade de Mandaguari, acolherá o DNJ


Programação:
13h30 - início na igreja matriz com acolhida e animação.
14h30 - caminhada em direção ao ginásio do colégio Sagrada Família, onde haverá a Santa Missa presidida por Dom Frei Severino Clasen, e posteriormente, apresentações musicais.

Previsão de término às 19h.
Levar lanche para a partilha.

As inscrições gratuitas, clique aqui