Prezados Senhores,Quero manifestar o meu apreço e admiração pelos Meios de Comunicação Social que sempre tem cumprido a missão pela qual foram criados. Por ocasião do Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social – 04.05, envio a minha saudação pessoal, recordando um trecho da mensagem que o Papa Bento XVI enviou. Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá. Leia Aqui
05 maio, 2008
Nasce uma CEB quando compreende que o Amor não vê a quem e sim a necessidade!
Nasce uma CEB quando compreende que o Amor não vê a quem e sim a necessidade!
O verdadeiro amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social. A paz e a fraternidade são frutos do amor. A prática do amor não tem limites. É a necessidade do outro que diz o que deve ser feito e até que ponto se deve amar. Amor trazido por Cristo.
No Evangelho de Lucas, na passagem da parábola do Samaritano (10,30-39) ele não pergunta se o homem ferido era judeu ou não. O amor não vê a quem e sim a necessidade. O próximo é qualquer pessoa que encontramos. Radicalmente o Evangelho esta do lado do Samaritano.
O próximo é quem se aproxima da pessoa para lhe dar uma resposta às necessidades de fé; do encontro com Jesus Cristo; de vivência comunitária; de laços fraternos e solidários; de auto estima; de autorrealização; de segurança e sociais.
No Evangelho de Lucas, na passagem da parábola do Samaritano (10,30-39) ele não pergunta se o homem ferido era judeu ou não. O amor não vê a quem e sim a necessidade. O próximo é qualquer pessoa que encontramos. Radicalmente o Evangelho esta do lado do Samaritano.
O próximo é quem se aproxima da pessoa para lhe dar uma resposta às necessidades de fé; do encontro com Jesus Cristo; de vivência comunitária; de laços fraternos e solidários; de auto estima; de autorrealização; de segurança e sociais.
Nasce uma Comunidade Eclesial de Base quando a paroquia torna-se próxima geograficamente do povo e de tudo que os envolve para saciar as necessidades ali no conjunto de ruas, conjunto de quadras, naquele condomínio, naquele prédio que constitui-se uma CEB. É a base daquela comunidade se mexendo, articulando para cuidar da base, que é seu povo e tudo que os envolve.
Por isso a importância de uma CEB geograficamente "não ser grande" e sim pequena, formada aproximadamente por exemplo em um conjunto de quadras com mais ou menos trezentas a quatrocentos casas, onde se pode saciar as necessidades ao aproximar, conhecer, ouvir, acolher e integrar a vivencia comunitária que deve ser uma vivencia de uma família que saber viver os valores cristãos do seguimento de Jesus Cristo.
O Samaritano conseguiu atingir várias dimensões da partilha. Ele aproximou, fez curativo, colocou o homem em seu próprio animal, o levou a uma pensão, onde cuidou dele e pagou com moedas de prata os gastos para o dono da pensão.
O Samaritano partilhou amor, cuidados, fraternidade, atenção, tempo e bem material.
O mundo esta vazio de amor e paz. O individualismo, a ganância do ter, o capitalismo selvagem estão a cada dia ferindo vidas.
Há muitas pessoas caídas pelo caminho que esta no espaço geográfico de nossas Arq/Dioceses, nas ruas de uma CEB, pessoas em que a injustiça e a exclusão social arrancaram suas esperanças e a espancaram. À sociedade as discriminam, elas enfrentam diversas dificuldades.
O mundo esta sedento de Samaritanas e Samaritanos que saibam partilhar amor, fraternidade, carinho, cuidado, atenção, tempo e bem material. Partilhar esperanças e certeza que um novo mundo é possível, só depende de nós.
A Igreja fortale-se como samaritana quando assumem em ser uma Igreja de Comunidade Eclesiais de Base.
Pequenos gestos como um pão e um agasalho partilhado, um sorrio, um aperto de mão, um abraço, um olhar com ternura pode fazer renascer a esperança, dar vida a uma criança, adolescente, jovem, adulto e idoso.
O Projeto de Deus é construído com pequenos gestos, pequenas ações, gestos esse no dia a dia no anonimato realizado na CEB. Que sejamos tijolinhos em sua construção.
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Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Sem Crédito (do blog do Rigon)
Tanto a administração cidadã do PP quanto o principal jornal de Maringá noticiam a inauguração da Farmácia Popular, na manhã desta segunda-feira, sem dar o devido crédito ao vereador Humberto Henrique (PT).
Realmente não é fácil fazer oposição em Maringá, nem quando de seu trabalho resultam louros para o governante de plantão.PS - A lei, iniciativa do Vereador Humberto Henrique, é de junho de 2006.
BALADA PARA OUTRAS ISABELAS
Olá! Eu vim lhe contar um pouco da minha história...
Peço atenção, seu "dotô", um instante, não demora...
Engraçado é que ninguém, faz passeata por mim
a imprensa não divulga, o "figurão" não se importa,
a classe média não grita, os ricaços dão de ombros...
Que hipocrisia é essa, de chorar por uma só?
São tantas as Isabelas violentadas sem dó...
Vejam Agui
Peço atenção, seu "dotô", um instante, não demora...
Engraçado é que ninguém, faz passeata por mim
a imprensa não divulga, o "figurão" não se importa,
a classe média não grita, os ricaços dão de ombros...
Que hipocrisia é essa, de chorar por uma só?
São tantas as Isabelas violentadas sem dó...
Vejam Agui
02 maio, 2008
Romaria foi marcada pelo desejo da realizacao da PAZ

Aproximadamente éramos quatro mil e quinhentas pessoas, com o tema “Felicidade (Feliz Cidade) é escolher a vida” refletimos à luz das “Bem Aventuranças” a realidade do povo carente, principalmente do bairro Santa Felicidade.
Uns dos momentos marcantes foi o testemunho da Sra. Neide, da Igreja Assembléia de Deus, presidente da Cooperativa dos Coletores de Recicláveis dos bairros João de Bairro e Santa Felicidade que funciona no modelo de economia solidária. Ela pediu ajuda e reivindicou melhores condições de trabalho para os catadores, que desde 2005 não tem local digno de trabalho, o salão onde funciona a cooperativa não tem cobertura e eles trabalham no sol e na chuva. Denunciou dizendo que desde que a atual administração pública assumiu houve um corte drástico na ajuda. A prefeitura deixou de pagar o aluguel além das despesas com água e luz. Segundo ela vinte e duas famílias dependem da cooperativa que precisa de sede própria. E fez um apelo: “Precisamos que nos vejam com olhar diferente. Queremos que nos visitem para ver as condições precárias que trabalhamos. Acreditamos num mundo mais justo e melhor”.
Ao ar livre, sobre um gramado, um vento frio, uma chuva serena e gelada se deu á abertura da romaria com o sinal da cruz, sinal da nossa fé. D. Anuar Battisti arcebispo da Arquidiocese de Maringá acolheu as romeiras e romeiros dizendo que a romaria é uma caminhada de fé, de coragem, de alegria e entusiasmo para celebrar o trabalho. Juntos, renovamos a fé com a oração do creio e renovamos nosso batismo através da aspersão da água. A vida de São José e Santa Felicidade foram resgatadas pelo Pe Sidney Fabril coordenador da romaria.
Saímos em caminhada, á frente uma enorme cruz carregada pelos romeiros e romeiras e a imagem de Nossa Senhora que foi com amor e carinho por nós acolhida com o comentário: “vamos receber uma pessoa especial, uma mulher trabalhadora e simples, que foi escolhida por Deus para trazer o seu filho, que apareceu com a cor negra no tempo da escravidão, que veio para mostrar que para Deus não há discriminação”.
A chuva aumentava o vento mais forte e mais gelado, uns com sombrinha, outros com guarda-chuva, outros com capa e muitos sem nada, mas havia algo em comum, a certeza da presença de Deus caminhando junto, visível em nós, nas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, que com fé, esperança e coragem caminhavam sobre as ruas do Conjunto Santa Felicidade.
Um só povo. O povo de Deus. Caminhávamos juntos, o arcebispo D. Anuar, os padres, religiosas, religiosos, diáconos, lideranças, seminaristas, leigas e leigos.
As paradas trouxeram presente:
- o sofrimento de tantas pessoas na fila por atendimento médico e de remédio não encontrado na rede pública. A preocupação com a dengue e a certeza que queremos atendimento digno de saúde para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
- a questão da terra. Roubaram nossa terra, estão maltratando nossa terra, esqueceram que a terra é obra de Deus e que somos filhas e filhos dela.
- a dor de tantas mães que tiveram seus filhos e filhas assassinados ainda na infância e adolescência, principalmente fatos ocorrido no conjunto Santa Felicidade.
- a exclusão social faz sua vitima no mundo inteiro. O conjunto Santa Felicidade é a face dessa realidade desumana.
- a misericórdia é o amor de Deus. Ser misericordioso é colocar o amor no coração. É enxergar o carente que não tem recurso para sair da miséria, estender a mão a ele. A sociedade os discrimina, ele enfrenta diversas dificuldades.
- a criança é pura de coração, precisamos aprender com elas e cuidar delas. Você tem criança em casa? Como você a educa? Você a educa com amor, limite, disciplina, diálogo ou espancando?
Você diz que a ama?
- o testemunho dos mártires, de ontem e de hoje. Pessoas que foram chamadas e deram suas vidas combatendo as estruturas injustas. Uma Igreja autentica, incomodada assume a fé e vida. São tantos os mártires que estão esquecidos e muitos não reconhecidos. Os jovens e adolescentes do conjunto Santa Felicidade.
A Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá foi marcada pelo desejo da realização da Paz que leva a verdadeira felicidade, para tanto é preciso escolher a vida e combater: a injustiça, a mentira, as falsas promessas e a hipocrisia.
Se em nome do desenvolvimento se fere a paz e a justiça, então vivemos em estado de guerra. Em nossas cidades, em nossos bairros, em nosso país quantas coisas são feitas em nome da paz...mas que paz!!! Que paz é esta que destrói, que exclui, que empobrece... .
A paz é antes de qualquer coisa obra da justiça. Onde existem injustiças, desigualdade entre as pessoas, atenta-se contra a paz.
A paz é fruto do amor. É expressão de uma real fraternidade e amor entre as pessoas. Fraternidade e amor trazidos por Cristo.
Alguns compromissos apresentado:
- aos pastores da Igreja, bispos e padres, cumpre educar as consciências, inspirar, estimular e ajudar a orientar todas as iniciativas que contribuam para a formação da pessoa humana. Cumpre também denunciar todos aqueles que, ao irem contra a justiça, destroem a paz;
- a todo o povo de Deus, cumpre defender segundo o mandato evangélico o direito dos pobres e oprimidos, urgindo nossos governos e dirigentes que eliminem tudo quanto destroem a paz social;
- convidar as diversas confissões e comunidades cristãs e não-cristãs num grande mutirão pela paz a colaborar nesta fundamental tarefa de nossos tempos.
- encorajar e favorecer todos os esforços do povo para criar e desenvolver suas próprias organizações de base, para reivindicação e consolidação de seus direitos na busca de uma verdadeira justiça.
- alentar e aplaudir as iniciativas e trabalhos de todos aqueles que nos diversos setores da ação contribui para a criação de uma nova ordem que assegure a paz no seio de nossa cidade.
Com relação à situação do conjunto Santa Felicidade (PAC) que aconteça para o bem das famílias e que fique claro para o povo, que haja diálogo com democracia.
Dom Anuar Battisti colocou que a Arquidiocese de Maringá assume a campanha de apoio ao abaixo assinado para a redução da carga horária de trabalho de 44 para 40 horas - informações no http://www.40horas.com.br/ e também o apoio à campanha de assinatura de uma nova lei de iniciativa popular onde os candidatos políticos que estão respondendo a processo judicial não podem ser candidatos (saiba mais aqui).
Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:
Uns dos momentos marcantes foi o testemunho da Sra. Neide, da Igreja Assembléia de Deus, presidente da Cooperativa dos Coletores de Recicláveis dos bairros João de Bairro e Santa Felicidade que funciona no modelo de economia solidária. Ela pediu ajuda e reivindicou melhores condições de trabalho para os catadores, que desde 2005 não tem local digno de trabalho, o salão onde funciona a cooperativa não tem cobertura e eles trabalham no sol e na chuva. Denunciou dizendo que desde que a atual administração pública assumiu houve um corte drástico na ajuda. A prefeitura deixou de pagar o aluguel além das despesas com água e luz. Segundo ela vinte e duas famílias dependem da cooperativa que precisa de sede própria. E fez um apelo: “Precisamos que nos vejam com olhar diferente. Queremos que nos visitem para ver as condições precárias que trabalhamos. Acreditamos num mundo mais justo e melhor”.
Ao ar livre, sobre um gramado, um vento frio, uma chuva serena e gelada se deu á abertura da romaria com o sinal da cruz, sinal da nossa fé. D. Anuar Battisti arcebispo da Arquidiocese de Maringá acolheu as romeiras e romeiros dizendo que a romaria é uma caminhada de fé, de coragem, de alegria e entusiasmo para celebrar o trabalho. Juntos, renovamos a fé com a oração do creio e renovamos nosso batismo através da aspersão da água. A vida de São José e Santa Felicidade foram resgatadas pelo Pe Sidney Fabril coordenador da romaria.
Saímos em caminhada, á frente uma enorme cruz carregada pelos romeiros e romeiras e a imagem de Nossa Senhora que foi com amor e carinho por nós acolhida com o comentário: “vamos receber uma pessoa especial, uma mulher trabalhadora e simples, que foi escolhida por Deus para trazer o seu filho, que apareceu com a cor negra no tempo da escravidão, que veio para mostrar que para Deus não há discriminação”.
A chuva aumentava o vento mais forte e mais gelado, uns com sombrinha, outros com guarda-chuva, outros com capa e muitos sem nada, mas havia algo em comum, a certeza da presença de Deus caminhando junto, visível em nós, nas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, que com fé, esperança e coragem caminhavam sobre as ruas do Conjunto Santa Felicidade.
Um só povo. O povo de Deus. Caminhávamos juntos, o arcebispo D. Anuar, os padres, religiosas, religiosos, diáconos, lideranças, seminaristas, leigas e leigos.
As paradas trouxeram presente:
- o sofrimento de tantas pessoas na fila por atendimento médico e de remédio não encontrado na rede pública. A preocupação com a dengue e a certeza que queremos atendimento digno de saúde para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
- a questão da terra. Roubaram nossa terra, estão maltratando nossa terra, esqueceram que a terra é obra de Deus e que somos filhas e filhos dela.
- a dor de tantas mães que tiveram seus filhos e filhas assassinados ainda na infância e adolescência, principalmente fatos ocorrido no conjunto Santa Felicidade.
- a exclusão social faz sua vitima no mundo inteiro. O conjunto Santa Felicidade é a face dessa realidade desumana.
- a misericórdia é o amor de Deus. Ser misericordioso é colocar o amor no coração. É enxergar o carente que não tem recurso para sair da miséria, estender a mão a ele. A sociedade os discrimina, ele enfrenta diversas dificuldades.
- a criança é pura de coração, precisamos aprender com elas e cuidar delas. Você tem criança em casa? Como você a educa? Você a educa com amor, limite, disciplina, diálogo ou espancando?
Você diz que a ama?
- o testemunho dos mártires, de ontem e de hoje. Pessoas que foram chamadas e deram suas vidas combatendo as estruturas injustas. Uma Igreja autentica, incomodada assume a fé e vida. São tantos os mártires que estão esquecidos e muitos não reconhecidos. Os jovens e adolescentes do conjunto Santa Felicidade.
A Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá foi marcada pelo desejo da realização da Paz que leva a verdadeira felicidade, para tanto é preciso escolher a vida e combater: a injustiça, a mentira, as falsas promessas e a hipocrisia.
Se em nome do desenvolvimento se fere a paz e a justiça, então vivemos em estado de guerra. Em nossas cidades, em nossos bairros, em nosso país quantas coisas são feitas em nome da paz...mas que paz!!! Que paz é esta que destrói, que exclui, que empobrece... .
A paz é antes de qualquer coisa obra da justiça. Onde existem injustiças, desigualdade entre as pessoas, atenta-se contra a paz.
A paz é fruto do amor. É expressão de uma real fraternidade e amor entre as pessoas. Fraternidade e amor trazidos por Cristo.
Alguns compromissos apresentado:
- aos pastores da Igreja, bispos e padres, cumpre educar as consciências, inspirar, estimular e ajudar a orientar todas as iniciativas que contribuam para a formação da pessoa humana. Cumpre também denunciar todos aqueles que, ao irem contra a justiça, destroem a paz;
- a todo o povo de Deus, cumpre defender segundo o mandato evangélico o direito dos pobres e oprimidos, urgindo nossos governos e dirigentes que eliminem tudo quanto destroem a paz social;
- convidar as diversas confissões e comunidades cristãs e não-cristãs num grande mutirão pela paz a colaborar nesta fundamental tarefa de nossos tempos.
- encorajar e favorecer todos os esforços do povo para criar e desenvolver suas próprias organizações de base, para reivindicação e consolidação de seus direitos na busca de uma verdadeira justiça.
- alentar e aplaudir as iniciativas e trabalhos de todos aqueles que nos diversos setores da ação contribui para a criação de uma nova ordem que assegure a paz no seio de nossa cidade.
Com relação à situação do conjunto Santa Felicidade (PAC) que aconteça para o bem das famílias e que fique claro para o povo, que haja diálogo com democracia.
Dom Anuar Battisti colocou que a Arquidiocese de Maringá assume a campanha de apoio ao abaixo assinado para a redução da carga horária de trabalho de 44 para 40 horas - informações no http://www.40horas.com.br/ e também o apoio à campanha de assinatura de uma nova lei de iniciativa popular onde os candidatos políticos que estão respondendo a processo judicial não podem ser candidatos (saiba mais aqui).
Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:
A Romaria significa estar a caminho, em busca de algo novo porque não aceita a
situação atual. Trilhar novos caminhos. Reavivar a vida, a auto estima, pedir e
agradecer a Deus.
Como e bom ver a nossa Arquidiocese fazendo acontecer.
Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...(Lc 10, 33-34)
Que a nossa fé em Cristo nos fortaleça nestes propósitos, e que Santa Felicidade e a Senhora da Glória intercedam por nós.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...(Lc 10, 33-34)
Que a nossa fé em Cristo nos fortaleça nestes propósitos, e que Santa Felicidade e a Senhora da Glória intercedam por nós.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Aborto é tema de pesquisa no Brasil
Quatro milhões de mulheres fizeram aborto, no Brasil, nos últimos vinte anos.
Um relatório feito pelas universidades de Brasília e do estado do Rio de Janeiro concluiu que mais da metade delas é católica.
O relatório é fruto da analise de todos os estudos científicos publicados sobre o assunto, no país, nos últimos vinte anos. De acordo com os pesquisadores, o perfil das brasileiras que fizeram aborto surpreendeu. Leia Aqui
Um relatório feito pelas universidades de Brasília e do estado do Rio de Janeiro concluiu que mais da metade delas é católica.
O relatório é fruto da analise de todos os estudos científicos publicados sobre o assunto, no país, nos últimos vinte anos. De acordo com os pesquisadores, o perfil das brasileiras que fizeram aborto surpreendeu. Leia Aqui
Na romaria pré-candidatos oportunistas se fizeram presentes


A 19º. Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá vai ficar na história. Aproximadamente quatro mil e quinhentos participantes. Mesmo com todo empenho da administração pública em atrapalhar a divulgação. Que pena que eles não sabem respeitar as diferenças.
Infelizmente presenciei atitudes oportunistas de alguns pré-candidatos. Com sorriso e esperteza teve quem ficou próximo à entrada do local da romaria, encenando que estava saindo para fazer alguma coisa, só para ficar dando tapinha na costa de quem iam chegando. Outros, não perderam tempo, ficaram próximos do carro do som (palco), com sorriso cumprimentando os padres e as romeiras e romeiros. Procuraram ficar em local de destaque. Vejam só teve pré-candidato que deixou bem claro que foi na romaria só para aparecer, tanto que ao começar a caminhada teve quem caminhou mais ou menos uma quadra, parou num ponto estratégico aonde todos que iam passando o percebesse e após todos passarem, ele começou a caminhar para outra direção, a do seu carro, e foi embora, com certeza bater ponto em um outro local, quem sabe no show. Nenhuma consciência, companheirismo e compromisso para com a romaria.
Assim que chequei em casa, liguei a televisão na rede globo e assistindo o jornal local vi a manchete: romaria do trabalhador em Maringá reuniu três mil pessoas. Que pena que a apresentadora cometeu um erro, em vez de falar aproximadamente quatro mil e quinhentas pessoas ela disse três mil pessoas. Pastoralmente falando ela esta perdoada, mas, profissionalmente um erro imperdoável.
Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:
Ao ar livre, um vento frio, uma chuva serena e gelada. Uns com sobrinha, outros com guarda- chuva, outros com capa e muitos sem nada. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Dom Anuar, padres, religiosas, religiosos. Assim se deu a caminhada. Em breve estarei disponibilizando o vídeo/fotos da romaria e um comentário da riqueza que foi esse evento organizado pela Igreja católica.
Salve, salve a caminhada! Salve, salve a romaria! Em busca da nova aurora de um novo dia. (Zé Vicente)
Infelizmente presenciei atitudes oportunistas de alguns pré-candidatos. Com sorriso e esperteza teve quem ficou próximo à entrada do local da romaria, encenando que estava saindo para fazer alguma coisa, só para ficar dando tapinha na costa de quem iam chegando. Outros, não perderam tempo, ficaram próximos do carro do som (palco), com sorriso cumprimentando os padres e as romeiras e romeiros. Procuraram ficar em local de destaque. Vejam só teve pré-candidato que deixou bem claro que foi na romaria só para aparecer, tanto que ao começar a caminhada teve quem caminhou mais ou menos uma quadra, parou num ponto estratégico aonde todos que iam passando o percebesse e após todos passarem, ele começou a caminhar para outra direção, a do seu carro, e foi embora, com certeza bater ponto em um outro local, quem sabe no show. Nenhuma consciência, companheirismo e compromisso para com a romaria.
Assim que chequei em casa, liguei a televisão na rede globo e assistindo o jornal local vi a manchete: romaria do trabalhador em Maringá reuniu três mil pessoas. Que pena que a apresentadora cometeu um erro, em vez de falar aproximadamente quatro mil e quinhentas pessoas ela disse três mil pessoas. Pastoralmente falando ela esta perdoada, mas, profissionalmente um erro imperdoável.
Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:
A Romaria significa estar a caminho, em busca de algo novo porque não aceita a
situação atual. Trilhar novos caminhos. Reavivar a vida, a auto estima, pedir e
agradecer a Deus.
Ao ar livre, um vento frio, uma chuva serena e gelada. Uns com sobrinha, outros com guarda- chuva, outros com capa e muitos sem nada. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Dom Anuar, padres, religiosas, religiosos. Assim se deu a caminhada. Em breve estarei disponibilizando o vídeo/fotos da romaria e um comentário da riqueza que foi esse evento organizado pela Igreja católica.
Salve, salve a caminhada! Salve, salve a romaria! Em busca da nova aurora de um novo dia. (Zé Vicente)
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
30 abril, 2008
Amanhã 19º Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora

19º Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Aquidiocese de Maringá
Povo de Deus venham participar
Povo de Deus venham participar
“Felicidade (Feliz-cidade) é escolher a vida”
Data: 1º de Maio
Chegada: apartir das 13h30m
Início: 14 horas - no Cefet - Perto do Hospital Municipal
Término: 17 horas : Quadra de Esporte - Santa Felicidade - Missa de Dom Anuar Battisti.
OBS: Levar a carteira de trabalho ou instrumentos de trabalho para que sejam abençoados.
Pesquisa inédita revela como vive população de rua
De cada cem pessoas que moram na rua, 71 trabalham e 52 têm pelo menos um parente na cidade onde vivem. A atividade mais freqüente é a coleta de material reciclável e uma significativa parcela considera boa a relação com seus familiares. O trabalho e o vínculo familiar são aspectos que compõem a primeira Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (29/04), em Brasília. LEIA AQUI
Farmacia Popular em Maringá
Quem bom, com a colaboração do Vereador Humberto Henrique (PT), o povo da cidade de Maringá, a partir da próxima segunda-feira (5 de maio), contará com o atendimento da Farmácia Popular do Brasil. O programa, criado pelo Governo Federal, oferece mais de 100 medicamentos com preço até 90% mais barato que o valor de mercado. Para conseguir essa conquista o Vereador acima citado no ano de 2006 esteve pessoalmente no Ministério da Saúde, em Brasília, para conhecer o programa e trazer a novidade para Maringá. Leia mais Aqui
Maringá tem mais moradores de rua que Londrina
De acordo com a pesquisa divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a população de rua em Maringá é superior à média nacional. Foram pesquisadas 71 cidades (48 municípios com mais de 300 mil habitantes e 23 capitais), apresentando-se uma média nacional de 0,061% de moradores de rua. Leia Mais Aqui
29 abril, 2008
Estado brasileiro tem dívida com juventude, diz Lula
“Eu diria que o Estado brasileiro tem uma dívida com a nossa juventude. Ela precisa ser motivada a esperanças e a oportunidades,” afirmou o presidente, ao dar ênfase à Conferência Nacional da Juventude, que começou neste domingo em Brasília e segue até o próximo dia 30. Leia mais Aqui
Centros de Detenção de jovens não apresentam condições de reintegração social
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), após visitas - desde novembro do ano passado - a todos os Centros Penitenciários do país, revelou que os adolescentes que vivem nesses centros são vítimas de abusos, violências, risco eminente de suicídio, pessoal despreparado e precária infra-estrutura. Leia mais Aqui
PAC Santa Felicidade - a todo o vapor
Governo Lula já liberou, segundo o deputado Ricardo Barros (PP), mais de 10% dos recursos do PAC e a prefeitura já conseguiu a imissão de posse para construir 350 casas do PAC Santa Felicidade - que, no caso, não atenderão a pessoas moradoras no bairro e sim servirão como discurso de campanha do irmão, Silvio II. Leia Mais
28 abril, 2008
Síntese do V Intereclesial das CEBs do Parana
Atendendo a solicitações, segue a síntese do V Intereclesial das CEBs do Paraná.
Agui
Agui
Um prefeito em contramão
O dia primeiro de maio acredito eu ser um dia que nenhuma trabalhadora e nenhum trabalhador deveria trabalhar. É um dia de ir para praça pública, sede de sindicatos, romaria. Firmar seu protesto contra o crime da burguesia.
Mas vejam, querem mudar esta história. Não podemos deixar isso acontecer.
O prefeito da cidade de Maringá, Silvio Barros II e as pessoas ligado a ele, acredito eu diante de tantos fatos absurdos já ocorridos, procuram desviar o sentido desse dia. Seu alvo prejudicar a participação do povo na 19º. Romaria do Trabalhador e da Tralhadora da Arquidiocese de Maringá, que tratará sobre o lema “Felicidade (Feliz-cidade) é escolher a vida”. A Romaria vai abordar problemas vividos pela comunidade da Paróquia São Bonifácio que contempla bairros como o Santa Felicidade, Ipanema, João de Barro. Serão discutidos diversos problemas enfrentados como a violência, pobreza, saúde e educação. A reflexão vai usar como textos base a passagem bíblica dos "Bem-aventurados" e os textos da Campanha da Fraternidade de 2008, além da história da Santa Felicidade.
A estratégia usada pelo prefeito a fim de prejudicar a romaria é a transferência do dia doze para o dia primeiro o show da dupla Hugo Pena e Gabriel, com um quilo de alimento valendo como entrada.
Que vergonha prefeito, transformar esse dia em um show, como se as trabalhadoras e trabalhadores, roubados, enganados, explorados e mal pagos deva transformar esse dia em festança.
A verdade é que o prefeito e as pessoas ligados a ele estão inconformados. Acostumados com seu bom papo e suas estratégias levar a melhor em tudo, esta difícil engolir que não conseguiu manipular a Igreja Católica, após tentativa ao explicar o PAC Santa Felicidade para o clero. (O PAC Santa Felicidade é um recurso que a administração pública da cidade de Maringá conseguiu do governo federal usando de mentiras, como já de conhecimento).
Como é bom ver que a pratica profética de nossa igreja vem incomodando.
Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...” (Lc 10,33-34)
O dia mundial do trabalho foi criado em 1889 porque aconteceu uma greve geral em primeiro de maio de 1986, em Chicago. Milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada do trabalho de 13 para 8 horas. Esse movimento não foi pacifico. Num comício de protesto contra a violência da autoridade, a polícia reagiu, redobrou a violência e 10 pessoas foram mortas, mesmo assim a classe dominante não ficou satisfeita, então, pregaram um processo contra aqueles que mais se destacaram no movimento. Três foram condenados a trabalhos forçados e cinco à pena de morte. Um deles suicidou-se. Os outros quatro foram executados na manhã do dia 11/11/1887 (mais tarde, revendo o processo eles foram considerados inocentes).
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Mas vejam, querem mudar esta história. Não podemos deixar isso acontecer.
O prefeito da cidade de Maringá, Silvio Barros II e as pessoas ligado a ele, acredito eu diante de tantos fatos absurdos já ocorridos, procuram desviar o sentido desse dia. Seu alvo prejudicar a participação do povo na 19º. Romaria do Trabalhador e da Tralhadora da Arquidiocese de Maringá, que tratará sobre o lema “Felicidade (Feliz-cidade) é escolher a vida”. A Romaria vai abordar problemas vividos pela comunidade da Paróquia São Bonifácio que contempla bairros como o Santa Felicidade, Ipanema, João de Barro. Serão discutidos diversos problemas enfrentados como a violência, pobreza, saúde e educação. A reflexão vai usar como textos base a passagem bíblica dos "Bem-aventurados" e os textos da Campanha da Fraternidade de 2008, além da história da Santa Felicidade.
A estratégia usada pelo prefeito a fim de prejudicar a romaria é a transferência do dia doze para o dia primeiro o show da dupla Hugo Pena e Gabriel, com um quilo de alimento valendo como entrada.
Que vergonha prefeito, transformar esse dia em um show, como se as trabalhadoras e trabalhadores, roubados, enganados, explorados e mal pagos deva transformar esse dia em festança.
A verdade é que o prefeito e as pessoas ligados a ele estão inconformados. Acostumados com seu bom papo e suas estratégias levar a melhor em tudo, esta difícil engolir que não conseguiu manipular a Igreja Católica, após tentativa ao explicar o PAC Santa Felicidade para o clero. (O PAC Santa Felicidade é um recurso que a administração pública da cidade de Maringá conseguiu do governo federal usando de mentiras, como já de conhecimento).
Como é bom ver que a pratica profética de nossa igreja vem incomodando.
Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...” (Lc 10,33-34)
O dia mundial do trabalho foi criado em 1889 porque aconteceu uma greve geral em primeiro de maio de 1986, em Chicago. Milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada do trabalho de 13 para 8 horas. Esse movimento não foi pacifico. Num comício de protesto contra a violência da autoridade, a polícia reagiu, redobrou a violência e 10 pessoas foram mortas, mesmo assim a classe dominante não ficou satisfeita, então, pregaram um processo contra aqueles que mais se destacaram no movimento. Três foram condenados a trabalhos forçados e cinco à pena de morte. Um deles suicidou-se. Os outros quatro foram executados na manhã do dia 11/11/1887 (mais tarde, revendo o processo eles foram considerados inocentes).
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Leonardo Boff e Dalai Lama
Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.
Leonardo Boff explica:
'No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- 'Santidade, qual é a melhor religião?'
Esperava que ele dissesse:
'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.'
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:
'A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.'
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- 'O que me faz melhor?'
Respondeu ele:
- 'Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário,
mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...'
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irefutável.
Leonardo Boff explica:
'No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- 'Santidade, qual é a melhor religião?'
Esperava que ele dissesse:
'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.'
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:
'A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.'
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- 'O que me faz melhor?'
Respondeu ele:
- 'Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário,
mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...'
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irefutável.
Entrevista com José Bové
Recebi via e-mail vejam:
Entrevista com José Bové ‘Sem a destruição de campos transgênicos, hoje estariam sendo impostos à força pelas multinacionais’
Calmo e cansado. Esse é um José Bové fora do comum que nós encontramos em sua nova casa – toda de madeira e aquecida com energias renováveis – em Montredon, um lugarejo perdido no planalto de Larzac. Depois de uma greve de fome de dez dias que o fez perder seis quilos e voltar a ganhar os favores de uma opinião pública que não lhe foi muito favorável nesses últimos tempos, a julgar pelo fiasco político (1,32% dos votos na eleição presidencial), pela destruição contestada de campos de órgãos geneticamente modificados (OGMs) e pela superexposição midiática. Aos 54 anos, o ex-líder da Confederação de Agricultores aceitou ser entrevistado pela revista La Vie e falar, entre outras coisas, sobre os fundamentos de sua vida militante: a não-violência.
Segue a íntegra da entrevista que José Bové concedeu a Olivier Nouaillas e que está publicada na revista La Vie, de 7 a 13-04-2008, p. 8-11. A tradução é do Cepat.
Sua recente greve de fome para pedir uma moratória dos OGMs foi, pelo que parece, compreendida melhor pela opinião pública do que outras ações como a destruição de plantações. Isso não o leva a se perguntar sobre as formas de ação?
Um dos meus antigos cúmplices, Jean-Baptiste Libouban, verdadeiro pai dos destruidores voluntários de plantações transgênicas, é um dos pilares da comunidade de Arche, que foi fundada aqui no planalto de Larzac no começo dos anos 1970, por Lanza del Vasto [filósofo e seguidor de Gandhi]. Ele tinha o costume de dizer que a não-violência é ao mesmo tempo feminina (a mediação) e masculina (a luta) e que se necessita dos dois. Se as ações de destruição de plantações – a primeira aconteceu em junho de 1997 – não tivessem acontecido, hoje não estaríamos debatendo os OGMs na França. Eles seriam impostos à força pelas produtoras de sementes e as multinacionais sem nenhum debate público.
Mas, às vezes, as ações de destruição das plantações foram vistas como atos de violência.
Tudo depende de como se olha para esse tipo de ação. Não são atos de vandalismo, porque nós reivindicamos sua autoria e nós os assumimos. Por exemplo, Jean-Marie Muller, o fundador do Man (Movimento por uma alternativa não-violenta) veio muitas vezes testemunhar a meu favor. Podemos efetivamente dizer que a destruição é um ataque à propriedade privada. Mas nosso argumento sempre foi o de dizer: “Em nome da propriedade privada tu tens o direito de poluir as plantações de teu vizinho?”, que é o caso de uma plantação de milho OGM vizinha de uma plantação de milho convencional ou de uma cultura biológica. Na Grã-Bretanha, todos os processos movidos contra os que destruíram plantações terminaram com um relaxamento em nome deste interesse geral superior ao direito de propriedade.
Com o recuo, como você justifica a destruição do arroz transgênico nas estufas do Cirad, um órgão de pesquisa?
Contrariamente ao que se escreveu, no Cirad nós não destruímos um instrumento de pesquisa, mas destruímos canteiros de arroz cultivados na estufa para serem em seguida transplantados em Camargue. E foi o próprio sindicato dos rizicultores de Camargue que nos alertou para o fato, porque eles não queriam os OGMs na sua região. Grande parte dos pesquisadores do Cirad nem mesmo estava a par da finalidade desses trabalhos. E, quando em 2003 eu fui preso, agrônomos do Cirad tiveram a iniciativa de fazer uma petição para, ao mesmo tempo, me apoiar e propor um debate sobre a finalidade da pesquisa.
Será que a tua imagem de não-violento de Larzac não foi confundida com a de um ativista?
Eu não sou um ativista de coração. Eu não sou, em todo o caso, do tipo que se lança e diz: “vamos refletir sobre isso depois”. Eu sempre tenho dúvidas antes de realizar uma ação: é o momento propício? É coerente? Ela faz sentido? Eu creio também que há uma imagem de Épinal de não-violência que com o tempo se edulcora. Em Larzac, nos anos 1970, havia ações “duras” contra o projeto de expandir o campo militar: destruição de escrituras de venda, bloqueio de comboios militares. Mas, ao mesmo tempo, havia assembléias, marchas, a recusa a pagar impostos e cumprir o serviço militar. Sempre o feminino/masculino.
Recentemente, reli livros sobre Gandhi. Quando ele lançou o boicote dos tecidos ingleses, uma imagem correu mundo na qual o vemos fiar seu algodão. Mas, ao mesmo tempo, seus partidários quebraram todos os depósitos de tecidos detidos pelos ingleses. Porque Gandhi queria bloquear a máquina econômica britânica, ele queria fazer a Grã-Bretanha perder dinheiro para instaurar uma verdadeira relação de força. A mesma coisa aconteceu com os depósitos de sal; houve inclusive - e esse fato é pouco conhecido mas verdadeiro - descarrilamentos de trens de mercadorias.
Qual é, para você, a linha vermelha que não deve ser ultrapassada?
Primeiro, a integridade da pessoa em questão. Segundo, que haja sempre uma porta de negociação possível. Para não se meter numa situação em que haverá um perdedor e um vencedor absoluto. Podes ser muito radical em relação a um objetivo preciso, mas sem colocar o outro num impasse. Eu vejo, por outro lado, que a sociedade francesa tem cada vez mais uma relação paradoxal com o confronto social. Por um lado, os grandes meios de comunicação comparam uma greve dos transportes a “uma tomada de reféns”. E, por outro lado, quando beijo a Nathalie Kosciusko-Morizet, a secretária de Estado para a Ecologia, todo o UMP cai em cima dizendo que não se abraça um adversário político! Contudo, é verdade: nós nos estimamos, nos abraçamos e nos tratamos por tu.
Não há o risco, nalgum dia, de que o debate tão apaixonado sobre os OGM na França caia num enfrentamento violento entre “prós” e “contras”?
Sim, é um risco para o qual é preciso estar atento. Nós temos adversários poderosos: os produtores de sementes, a FNSEA (Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores), o maior sindicato agrícola, e a AGPM, a Associação Geral dos Produtores de Milho. Mas é nossa responsabilidade evitar uma situação onde isso se cristalize, como o que aconteceu neste verão em Verdun-sur-Garonne, quando os policiais estavam lá para separar os dois lados. Não é preciso se negar que estamos comprometidos com uma luta econômica em que estão em jogo interesses financeiros colossais. A relação de força é inevitável, mas não é necessário que degenere.
O que seria uma boa lei sobre os transgênicos?
Seria uma lei não ao estilo de Pôncio Pilatos que coloca frente a frente e no mesmo nível aqueles que querem se preservar dos OGMs e aqueles que querem o seu plantio. Uma boa lei, ao contrário, deve proteger o espaço público – o consumo, a agricultura biológica, os territórios – dos OGMs. Esses são os compromissos que foram tomados em Grenelle sobre o meio ambiente e que nós apoiamos.
Você faz uma distinção entre a cultura dos OGMs na lavoura e a pesquisa sobre OGM?
Exatamente. É uma questão sobre a qual nós avançamos. A transgenia é um instrumento técnico para a pesquisa, como o martelo é para o pedreiro. Ninguém hoje diz que é preciso proibir esta pesquisa em laboratórios. O que nós questionamos é que este instrumento – a transgenia – se torna um fim, especialmente pelo lado das patentes, que é o caso dos Estados Unidos. A pesquisa em meio restrito não é um problema para mim, mas é quando se transforma o campo do agricultor em mesas de laboratório que eu me insurjo.
Seu pai, pesquisador no Inra [Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica], disse em 2001 que “as plantas transgênicas não são o mal absoluto e que elas não devem ser condenadas como tal em bloco”. É este debate familiar que você fez evoluir?
Com meu pai, os meios de comunicação construíram muitos fantasmas. Esquecem de assinalar que ele sempre veio me apoiar em meus processos. A verdade é que nós sempre trabalhamos em conjunto, mesmo com pontos de vista diferentes, sobre o tipo de agricultura a promover. E mesmo que já esteja aposentado há muito tempo, ele continua trabalhando sobre as doenças das árvores frutíferas e dos cítricos. Assim, depois da ceia do último Natal, ele me informou que acabava de descobrir que não havia doenças de vírus no Vietnã porque as laranjeiras eram plantadas junto com outras espécies de árvores. E ele quer importar este método num projeto de plantações de laranjeiras com ONGs no Nepal! Você vê que temos cada vez mais convergências entre nós.
O que você responde àqueles que o acusam de ser “contra o progresso”?
Isso me remete às minhas leituras da adolescência e de estudante, quando lia Jacques Ellul, um teólogo protestante. No centro de todas as suas reflexões havia esta pergunta: como o homem pode guardar sua liberdade diante da ação das técnicas? E penso, como ele, que é preciso se perguntar pelo que se chama de progresso, esse positivismo obrigatório. Será que estamos melhor quando sabemos que o planeta está à beira de uma explosão? A tomada de consciência ecológica nos fez ver que se todo o mundo vivesse e consumisse como os europeus, ou, pior, como os americanos, seriam precisos quatro planetas! O crescimento indefinido num mundo finito, em que se esgotam os recursos naturais, não é mais possível. E o debate sobre os OGMs é uma ilustração: não é porque é possível fazê-lo que se deve realmente fazer.
Entrevista com José Bové ‘Sem a destruição de campos transgênicos, hoje estariam sendo impostos à força pelas multinacionais’
Calmo e cansado. Esse é um José Bové fora do comum que nós encontramos em sua nova casa – toda de madeira e aquecida com energias renováveis – em Montredon, um lugarejo perdido no planalto de Larzac. Depois de uma greve de fome de dez dias que o fez perder seis quilos e voltar a ganhar os favores de uma opinião pública que não lhe foi muito favorável nesses últimos tempos, a julgar pelo fiasco político (1,32% dos votos na eleição presidencial), pela destruição contestada de campos de órgãos geneticamente modificados (OGMs) e pela superexposição midiática. Aos 54 anos, o ex-líder da Confederação de Agricultores aceitou ser entrevistado pela revista La Vie e falar, entre outras coisas, sobre os fundamentos de sua vida militante: a não-violência.
Segue a íntegra da entrevista que José Bové concedeu a Olivier Nouaillas e que está publicada na revista La Vie, de 7 a 13-04-2008, p. 8-11. A tradução é do Cepat.
Sua recente greve de fome para pedir uma moratória dos OGMs foi, pelo que parece, compreendida melhor pela opinião pública do que outras ações como a destruição de plantações. Isso não o leva a se perguntar sobre as formas de ação?
Um dos meus antigos cúmplices, Jean-Baptiste Libouban, verdadeiro pai dos destruidores voluntários de plantações transgênicas, é um dos pilares da comunidade de Arche, que foi fundada aqui no planalto de Larzac no começo dos anos 1970, por Lanza del Vasto [filósofo e seguidor de Gandhi]. Ele tinha o costume de dizer que a não-violência é ao mesmo tempo feminina (a mediação) e masculina (a luta) e que se necessita dos dois. Se as ações de destruição de plantações – a primeira aconteceu em junho de 1997 – não tivessem acontecido, hoje não estaríamos debatendo os OGMs na França. Eles seriam impostos à força pelas produtoras de sementes e as multinacionais sem nenhum debate público.
Mas, às vezes, as ações de destruição das plantações foram vistas como atos de violência.
Tudo depende de como se olha para esse tipo de ação. Não são atos de vandalismo, porque nós reivindicamos sua autoria e nós os assumimos. Por exemplo, Jean-Marie Muller, o fundador do Man (Movimento por uma alternativa não-violenta) veio muitas vezes testemunhar a meu favor. Podemos efetivamente dizer que a destruição é um ataque à propriedade privada. Mas nosso argumento sempre foi o de dizer: “Em nome da propriedade privada tu tens o direito de poluir as plantações de teu vizinho?”, que é o caso de uma plantação de milho OGM vizinha de uma plantação de milho convencional ou de uma cultura biológica. Na Grã-Bretanha, todos os processos movidos contra os que destruíram plantações terminaram com um relaxamento em nome deste interesse geral superior ao direito de propriedade.
Com o recuo, como você justifica a destruição do arroz transgênico nas estufas do Cirad, um órgão de pesquisa?
Contrariamente ao que se escreveu, no Cirad nós não destruímos um instrumento de pesquisa, mas destruímos canteiros de arroz cultivados na estufa para serem em seguida transplantados em Camargue. E foi o próprio sindicato dos rizicultores de Camargue que nos alertou para o fato, porque eles não queriam os OGMs na sua região. Grande parte dos pesquisadores do Cirad nem mesmo estava a par da finalidade desses trabalhos. E, quando em 2003 eu fui preso, agrônomos do Cirad tiveram a iniciativa de fazer uma petição para, ao mesmo tempo, me apoiar e propor um debate sobre a finalidade da pesquisa.
Será que a tua imagem de não-violento de Larzac não foi confundida com a de um ativista?
Eu não sou um ativista de coração. Eu não sou, em todo o caso, do tipo que se lança e diz: “vamos refletir sobre isso depois”. Eu sempre tenho dúvidas antes de realizar uma ação: é o momento propício? É coerente? Ela faz sentido? Eu creio também que há uma imagem de Épinal de não-violência que com o tempo se edulcora. Em Larzac, nos anos 1970, havia ações “duras” contra o projeto de expandir o campo militar: destruição de escrituras de venda, bloqueio de comboios militares. Mas, ao mesmo tempo, havia assembléias, marchas, a recusa a pagar impostos e cumprir o serviço militar. Sempre o feminino/masculino.
Recentemente, reli livros sobre Gandhi. Quando ele lançou o boicote dos tecidos ingleses, uma imagem correu mundo na qual o vemos fiar seu algodão. Mas, ao mesmo tempo, seus partidários quebraram todos os depósitos de tecidos detidos pelos ingleses. Porque Gandhi queria bloquear a máquina econômica britânica, ele queria fazer a Grã-Bretanha perder dinheiro para instaurar uma verdadeira relação de força. A mesma coisa aconteceu com os depósitos de sal; houve inclusive - e esse fato é pouco conhecido mas verdadeiro - descarrilamentos de trens de mercadorias.
Qual é, para você, a linha vermelha que não deve ser ultrapassada?
Primeiro, a integridade da pessoa em questão. Segundo, que haja sempre uma porta de negociação possível. Para não se meter numa situação em que haverá um perdedor e um vencedor absoluto. Podes ser muito radical em relação a um objetivo preciso, mas sem colocar o outro num impasse. Eu vejo, por outro lado, que a sociedade francesa tem cada vez mais uma relação paradoxal com o confronto social. Por um lado, os grandes meios de comunicação comparam uma greve dos transportes a “uma tomada de reféns”. E, por outro lado, quando beijo a Nathalie Kosciusko-Morizet, a secretária de Estado para a Ecologia, todo o UMP cai em cima dizendo que não se abraça um adversário político! Contudo, é verdade: nós nos estimamos, nos abraçamos e nos tratamos por tu.
Não há o risco, nalgum dia, de que o debate tão apaixonado sobre os OGM na França caia num enfrentamento violento entre “prós” e “contras”?
Sim, é um risco para o qual é preciso estar atento. Nós temos adversários poderosos: os produtores de sementes, a FNSEA (Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores), o maior sindicato agrícola, e a AGPM, a Associação Geral dos Produtores de Milho. Mas é nossa responsabilidade evitar uma situação onde isso se cristalize, como o que aconteceu neste verão em Verdun-sur-Garonne, quando os policiais estavam lá para separar os dois lados. Não é preciso se negar que estamos comprometidos com uma luta econômica em que estão em jogo interesses financeiros colossais. A relação de força é inevitável, mas não é necessário que degenere.
O que seria uma boa lei sobre os transgênicos?
Seria uma lei não ao estilo de Pôncio Pilatos que coloca frente a frente e no mesmo nível aqueles que querem se preservar dos OGMs e aqueles que querem o seu plantio. Uma boa lei, ao contrário, deve proteger o espaço público – o consumo, a agricultura biológica, os territórios – dos OGMs. Esses são os compromissos que foram tomados em Grenelle sobre o meio ambiente e que nós apoiamos.
Você faz uma distinção entre a cultura dos OGMs na lavoura e a pesquisa sobre OGM?
Exatamente. É uma questão sobre a qual nós avançamos. A transgenia é um instrumento técnico para a pesquisa, como o martelo é para o pedreiro. Ninguém hoje diz que é preciso proibir esta pesquisa em laboratórios. O que nós questionamos é que este instrumento – a transgenia – se torna um fim, especialmente pelo lado das patentes, que é o caso dos Estados Unidos. A pesquisa em meio restrito não é um problema para mim, mas é quando se transforma o campo do agricultor em mesas de laboratório que eu me insurjo.
Seu pai, pesquisador no Inra [Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica], disse em 2001 que “as plantas transgênicas não são o mal absoluto e que elas não devem ser condenadas como tal em bloco”. É este debate familiar que você fez evoluir?
Com meu pai, os meios de comunicação construíram muitos fantasmas. Esquecem de assinalar que ele sempre veio me apoiar em meus processos. A verdade é que nós sempre trabalhamos em conjunto, mesmo com pontos de vista diferentes, sobre o tipo de agricultura a promover. E mesmo que já esteja aposentado há muito tempo, ele continua trabalhando sobre as doenças das árvores frutíferas e dos cítricos. Assim, depois da ceia do último Natal, ele me informou que acabava de descobrir que não havia doenças de vírus no Vietnã porque as laranjeiras eram plantadas junto com outras espécies de árvores. E ele quer importar este método num projeto de plantações de laranjeiras com ONGs no Nepal! Você vê que temos cada vez mais convergências entre nós.
O que você responde àqueles que o acusam de ser “contra o progresso”?
Isso me remete às minhas leituras da adolescência e de estudante, quando lia Jacques Ellul, um teólogo protestante. No centro de todas as suas reflexões havia esta pergunta: como o homem pode guardar sua liberdade diante da ação das técnicas? E penso, como ele, que é preciso se perguntar pelo que se chama de progresso, esse positivismo obrigatório. Será que estamos melhor quando sabemos que o planeta está à beira de uma explosão? A tomada de consciência ecológica nos fez ver que se todo o mundo vivesse e consumisse como os europeus, ou, pior, como os americanos, seriam precisos quatro planetas! O crescimento indefinido num mundo finito, em que se esgotam os recursos naturais, não é mais possível. E o debate sobre os OGMs é uma ilustração: não é porque é possível fazê-lo que se deve realmente fazer.
NOTA PÚBLICA REFERENTE ÀS MULTAS APLICADAS AO SISMMAR
Tendo em vista a decisão judicial expedida pela juíza da 3ª Vara Cível, Carmem Ramajo, que imputa ao SISMMAR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá) o pagamento de R$ 200 mil reais em multa por supostos abusos durante a greve de 2006, a diretoria desta entidade, diante do abusos do poder se manifesta. Veja Agui.
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