03 novembro, 2014

A prática evangelizadora de Jesus - Jesus convive com os marginalizados e os acolhe


Qual foi a prática que Jesus adotou para realizar sua missão evangelizadora? Qual foi o conteúdo? Qual a finalidade? Qual a fonte da Boa Nova do Reino? 

Jesus convive com os marginalizados e os acolhe
Nos três anos de sua vida itinerante, Jesus conviveu a maior parte do tempo com aqueles que não tinham um lugar dentro do sistema social e religioso da época. Ele passou a ser conhecido como “o amigo dos publicanos e dos pecadores” (Mt 11,19). Acolhia os que não eram acolhidos: os imorais (prostitutas e pecadores), os hereges (samaritanos e pagãos), os impuros (leprosos e possessos), os marginalizados (mulheres, crianças, doentes de todo tipo), os colaboradores (publicanos e soldados), os fracos (o povo da terra e os pobres sem poder). Jesus falava para todos. Não excluía ninguém. Mas falava a partir dos pobres e dos marginalizados.
O apelo que resulta desta atitude evangelizadora é muito claro: não era possível alguém ser amigo de Jesus e, ao mesmo tempo, continuar apoiando o sistema que marginalizava tanta gente em Nome de Deus. De fato, Nicodemos (Jo 7,52), José de Arimatéia (Mt 27,57-58) e Zaqueu (Lc 19,8) sentiram na carne o que quer dizer romper com o sistema em que estava, inseridos, e aderir a Jesus. O próprio Jesus, por causa dessa atitude que acolhia os marginalizados, entrou em conflito com os grupos de liderança da sociedade: os fariseus, os escribas, os saduceus, os herodianos, os romanos. Este conflito foi a causa da sua morte (Mc 3,6).

Fonte:
A prática evangelizadora de Jesus revelada nos Evangelhos
Carlos Mesters.


02 novembro, 2014

Grupo Muzenza - Batizado - 01/11/2014

Momento em que pequei a nova graduação.
A troca de graduação é realizada com o jogo entre os capoeiristas que irão pegar a mesma graduação e com os mestres, contramestres e professores presentes.

MAH06758Grupo Muzenza de Capoeira – cidade de Maringá

Grupo Muzenza de Capoeira – Maringá

Evento: Batizado e troca de corda (graduação) - 01/11/2014
Realizamos no sábado nosso evento e eu fui uma das capoeirista a trocar de corda (graduação).
 O evento ocorreu em dois momentos - na parte da manhã a tradicional roda de rua e à tarde o Batizado e troca de corda (graduação).
O Batizado na Capoeira: É uma roda de capoeira solene e festiva onde a criança ou o adulto entra pela primeira vez, oficialmente numa roda de capoeira, para sentir toda a magia do mundo da capoeiragem.
O Batizado de Capoeira é a forma mais bonita e eficiente de demonstrar os valores que traz a capoeira dentro de sua conjuntura sócio-cultural, com seus valores não só de toda história, mas princípios que vem se moldando com as mudanças do tempo.
Nessa roda solene e festiva acontece o Batizado e demais capoeiristas podem passar para graduações superiores.
O Batizado os alunos jogam com um mestre, contramestre ou professor e normalmente, o jogo termina com a queda do aluno, momento em que é considerado batizado.












A troca de graduação é realizada com o jogo entre os capoeiristas que irão pegar a mesma graduação e com os mestres, contramestres e professores presentes. 

31 outubro, 2014

Horários de missa no dia de Finados no Cemitério Municipal de Maringá e no Cemitério Parque

Que o Nosso Deus conceda a todos/as os falecidos o descanso, a luz e a paz
As velas acesas são símbolo da fé e das boas obras que nunca se apagam. Nossa vida não é tirada, mas, transformada. “Não morro, entro na vida” (Sta. Terezinha).

Que frase você gostaria de colocar na sua sepultura?
Como sugestão:
“Passei fazendo o bem”
“Passei amando e respeitanto”
“Passei semeando o amor e a paz”

Horários de missa no dia de Finados

Cemitério Parque
08h e às 16h

Cemitério Municipal de Maringá
09h, 10h, 11h, 12h, 14h, 15h, 16h e 17h


Dia de Finados


Neste dia 2 celebraremos a memória dos nossos falecidos, daquelas e daqueles que estiveram conosco e hoje estão contemplando a face e a ternura de nosso Deus, na graça da vida eterna.

Portanto, não estão mortos, estão vivos, sua vida não foi tirada, mas transformada.
Os pagãos chamavam o local onde colocavam os seus defuntos de necrópole, cidade dos mortos. Os cristãos inventaram outro nome, mais cheio de esperança, “cemitério”, lugar dos que dormem.

Assim nos aconselha São Paulo:
“Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos” (Gl 6, 10). 

Que o Nosso Deus conceda a todos/as os falecidos o descanso, a luz e a paz.

Dia das Bruxas - 31 de outubro


Dia do Saci-Pererê


30 outubro, 2014

As diversidades do povo brasileiro enriquecem a vida de cada um de nós

Vitória de todo o povo que luta pela construção de um Brasil mais justo, mais inclusivo, e que ofereça oportunidades de desenvolvimento em diversos campos, para que as distâncias dos saberes e das condições de vida sejam diminuídas, beneficiando um maior número de cidadãos, afirma Leno F. Silva, diretor do IBD – Instituto Brasileiro da Diversidade, em artigo publicado por Envolverde/IPS, 28-10-2014. 
Eis o artigo.
Mesmo antes do resultado que consagrou Dilma Rousseff no processo eleitoral deste ano, as manifestações pelas redes sociais trouxeram à tona os sentimentos submersos dos defensores de uma visão separatista de país: Sul e Sudeste de um lado; e Norte, Nordeste e Centro-Oeste de outro.
Muitas das declarações que no passado eram expostas em pequenas reuniões e sob a proteção de espaços privados, foram escancaradas nessas plataformas digitais que transformaram completamente a dinâmica do embate político.
De “patinho feio” dos protestos de 2013, a política partidária ganhou espaço de destaque nessa que foi uma das mais acirradas disputas desde que os brasileiros reconquistaram o direito de votar.
Nas últimas semanas o pleito ganhou temperatura de final de clássico de futebol, mas o que estava em jogo desde o início do processo eleitoral eram dois projetos de nação. Consagrou-se vencedora a mandatária atual, representante do PT, partido que decidiu, a partir da eleição de Lula, priorizar em suas políticas e investimentos as classes sociais e as regiões menos favorecidas.
Vitória de todo o povo que luta pela construção de um Brasil mais justo, mais inclusivo, e que ofereça oportunidades de desenvolvimento em diversos campos, para que as distâncias dos saberes e das condições de vida sejam diminuídas, beneficiando um maior número de cidadãos.
Passado o calor da decisão, convém refletirmos sobre os aprendizados que podemos extrair desse processo. A presidenta assumirá o segundo mandato mais forte para promover as mudanças já citadas no seu programa de governo, além de agregar outras tantas demandas que vieram à tona nessa caminhada.
Tenho a impressão de que parcela da sociedade está disposta a se articular, agir e a contribuir para que o Brasil avance nas direções certas. No sistema atual, a representatividade por meio dos partidos políticos, é um canal que precisa ser revigorado, estar mais próximo das pessoas, e criar mecanismos democráticos permanentes de diálogos, por meio dos quais os cidadãos participem e sejam, também, agentes das transformações. 
Os desafios são grandes, mas com equilíbrio, respeito, e espirito público; teremos condições de construir uma nação livre de preconceitos, do racismo e digna para todos nós. Viva o povo brasileiro, que com as suas diversidades, sotaques e jeitos distintos de ser, enriquece a vida de cada um de nós. Por aqui, fico. Até a próxima.


29 outubro, 2014

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O que é rede de cuidado e proteção?

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Vereador Humberto Henrique preside a Comissão de Finanças e Orçamento


A decisão da Justiça que alterou a composição da Câmara Municipal de Maringá também teve reflexo nas comissões permanentes do Legislativo. Desde o dia 7 de outubro o vereador Humberto Henrique (PT) preside a Comissão de Finanças e Orçamento (CFO). Ele assumiu a função no lugar de Adilson Cintra (PSB).

Compete a CFO manifestar-se sobre o mérito dos projetos de lei de ordem financeira, tributária e orçamentária, e outras que, de forma direta ou indireta, repercutam sobre a receita, a despesa ou o patrimônio do Município.

Após disputa judicial, o recálculo do quociente eleitoral resultou na mudança em que Cintra e Carlos Mariucci (PT) foram substituídos por João Batista da Silva, o Da Silva, e Luís Steinle de Araújo, o Luizinho Gari, ambos do PDT. Gari fez 3.428 votos e Da Silva, 1.715 nas eleições em 2012.

Gelinton Batista / Assesoria de Imprensa

A prática evangelizadora de Jesus

Qual foi a prática que Jesus adotou para realizar sua missão evangelizadora? Qual foi o conteúdo? Qual a finalidade? Qual a fonte da Boa Nova do Reino?

1. A prática evangelizadora de Jesus

 Os estudos históricos mostram e os Evangelhos e confirmam: Jesus vivia em uma época profundamente conflitiva, num país irremediavelmente dividido. Havia fome, pobreza e muita doença; havia gente explorada por um sistema injusto (Lc 22,25), com desemprego, empobrecimento e endividamento crescentes (Mt 6,12; 18,24. 28-34; 20,3.6; Lc 16,5); havia classes altas, comprometidas com os romanos na exploração do povo (Jo 11,47-48; Lc 20,47) e poderosos ricos que não se importavam com a pobreza dos irmãos (Lc 15,16; 16,20-21); e havia grupos de oposição aos romanos que se identificavam com as aspirações do povo (At 5,36-37); havia muitos conflitos e tensões sociais (Mc 15,6; Mt 24,23-24) com repressão sangrenta que matava sem piedade (Lc 13,1); havia a religião oficial. Ambígua e opressora, organizada em torno da sinagoga e do templo (Mt 23,4.23-32; Mt 21,13); e havia a piedade confusa e resistente dos pobres com suas devoções, romarias e práticas seculares (Mt 11,25; 21,8-9; Lc 2,41; 21,2). Numa palavra, havia conflitos nos vários níveis da vida da nação: econômico, social, político, ideológico, religioso. O povo estava sem condições de reencontrar a unidade.

Jesus não se manteve neutro. Em Nome de Deus, tomou posição. Assim. Através da sua atitude, a Boa Nova de Deus se fez presente na vida do povo. O anúncio da Boa Nova, é antes de tudo, uma nova prática, fruto da experiência que Jesus tinha do Pai e que o levava a tomar determinadas atitudes. Seria longo demais descrever todos os aspectos da prática evangelizadora de Jesus. Enumeramos apenas os mais importantes e os mis evidentes.

Fonte:
A prática evangelizadora de Jesus revelada nos Evangelhos
Carlos Mesters

27 outubro, 2014

Como pode?


CLNB disponibiliza material de reflexão para o dia das Leigas e dos Leigos

DIA NACIONAL DO CRISTÃO LEIGO E LEIGA
Na “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo”, celebramos, a cada ano, o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas.
Até a década de sessenta do século passado, nesta solenidade, a Ação Católica promovia a festa dos leigos com confraternizações, encontros, celebrações e, principalmente, renovação das promessas batismais.
O Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB, em sua X Assembleia Geral, em 1991, decidiu celebrar essa data comemorativa em continuidade com que fazia a Ação Católica, na perspectiva da participação dos leigos e leigas na construção do Reino.
Portanto, de 1991 para cá, a Igreja do Brasil vem celebrando esse dia e o CNLB oferece um subsídio para Círculos de Reflexão, celebrações e confraternização nos regionais, dioceses, paróquias, movimentos, associações laicais e novas comunidades.
Neste ano, este subsídio foi elaborado em conjunto pela presidência do CNLB e Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, tendo como referência o documento Estudos da CNBB, 107 – “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo”.
O material está disponível no site do CNLB:
http://www.cnlb.org.br/documentos/dia_do_leigo_FINAL.pdf

Menos ódio por favor!

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Antes mesmo de a apuração ser concluída e dar a vitória à candidata petista Dilma Rousseff, o discurso de ódio classista e regional voltou a se disseminar pelo Facebook. Ficou popular um gráfico em duas cores que mostra onde a presidente reeleita venceu e onde Aécio Neves obteve maioria, comparando com os estados mais assistidos pelo Bolsa Família.
Para fazer frente a esse discurso de ódio, o economista Thomas Conti desenvolveu um gráfico que mostra um Brasil mais uniforme (veja aqui em tamanho real). Ao invés de marcar com cores diferentes os estados onde um ou outro candidato venceu numericamente, Conti fez uma ponderação em relação à proporção de votos. O gráfico foi feito utilizando ferramentas do Excel 2013.
No Facebook, a imagem já conta com mais de 13 mil compartilhamentos.
“Devido ao enxame de declarações preconceituosas e vergonhosas que invadiu o Facebook depois de apurados os votos, acho bom as pessoas terem em mente que não apenas estão propagando um discurso de ódio tacanho e lastimável, como ainda estão com uma visão completamente equivocada da realidade deste país”, acredita. Conti antecipa que irá produzir mais um gráfico, desta vez com 3 escalas de cor, para computar os votos brancos e nulos e abstenções.
Fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/grafico-mostra-a-escala-real-do-desempenho-dos-candidatos-no-brasil/94259/

24 outubro, 2014

O desespero eleitoral da revista Veja

O desespero eleitoral da revista Veja 
É preciso discernimento
A revista Veja à muito tempo perdeu sua credibilidade.
É lamentável confiar na factoide da Veja.
Mais um dos golpes ofendendo o jornalismo honesto, com finalidade puramente eleitorais.
A grande Mídia brasileira tem uma disposição definida de desestabilizar os governos Lula e Dilma.
É preciso discernimento

Bolsa Família: 11 anos e 11 conquistas

Uma análise livre de preconceitos revela que o programa aumenta a frequência escolar e cria uma população mais saudável e uma sociedade mais igualitária

Fonte: Carta Capital
por Rosana Pinheiro-Machado e Luana Goveia — publicado 24/10/2014 09:51, última modificação 24/10/2014 10:05
No exterior, o reconhecimento do Programa Bolsa Família é notável: políticos do mundo todo e pesquisadores das mais prestigiosas universidades querem conhecer essa política social. Já no Brasil, o cenário é bastante diferente. Passada mais de uma década, uma grande parte da população ainda tem grande dificuldade de aceitar os benefícios alcançados pelo Bolsa Família. Poder-se-ia argumentar que o entusiasmo de fora é fruto do desconhecimento da realidade brasileira. Nós acreditamos que o que ocorre é exatamente o contrário: fora do Brasil, as pessoas olham abertamente para o Programa, desprovidas dos preconceitos que paralisam uma grande parte da população brasileira.
Com base nos relatórios de impacto do Bolsa Família, sintetizamos aqui algumas das conquistas alcançadas nos últimos 11 anos. Nosso objetivo é ajudar a desconstruir alguns mitos que prevalecem no senso comum, como a ideia de que o Bolsa Família está produzindo uma geração de “vagabundos”. Na verdade, devido à condicionalidade na área de educação e saúde, o Programa comprovadamente está produzindo exatamente o oposto: uma geração de estudantes com frequência escolar 10% maior do que a média nacional, uma população mais saudável e, finalmente, trabalhadores mais engajados – e consequentemente mais críticos e exigentes - no mercado de trabalho.
1. O Bolsa Família tem um custo muito baixo aos cofres públicos
Ao contrário do que é dito popularmente, em termos econômicos, o Bolsa Família é um programa barato, representando apenas 0,45% do Produto Interno Público (PIB) brasileiro.
2. Aquecimento da economia
O dinheiro pago ao Bolsa Família volta para os cofres públicos via impostos, já que ele é usado principalmente para a compra de produtos básicos para uso imediato, como comida e remédios, ou a médio prazo, como bens duráveis. Por ser um dinheiro dinâmico de alta circulação, ele também aquece a economia de baixo para cima, dinamizando, consequentemente, o setor de serviços do País. Como resultado, a cada real adicional gasto no Bolsa Família estimula-se um crescimento de 1,78 reais no PIB.
3. Superação da extrema pobreza e redução da desigualdade social
Bolsa Família ajudou a retirar 36 milhões de pessoas da situação de pobreza. A pobreza e a extrema pobreza somadas caíram de 23,9% para 9,6% da população. Houve uma redução inédita da redução da desigualdade de renda no Brasil nos últimos 10 anos, e o Bolsa Família foi responsável por 13% dessa redução.
4. Melhorias na saúde da população de baixa renda
Redução em 51% no déficit de estatura média das crianças beneficiárias. O déficit de estatura é um indicador de desnutrição crônica e está associado ao comprometimento intelectual das crianças. Os meninos beneficiários de cinco anos aumentaram 8 milímetros, em média, em quatro anos.
Entre 2005 e 2009, a cobertura de vacinação entre as famílias beneficiárias passou de 79% para 82%.   As mulheres grávidas beneficiárias têm 1.6 consulta a mais do que as mulheres não beneficiárias na mesma condição.
Houve também redução da mortalidade infantil entre zero e seis anos em 58% por causas relacionadas à desnutrição e diminuição das doenças infecciosas relacionadas à desnutrição e à diarreia, além do aumento da porcentagem de crianças de até seis meses alimentadas exclusivamente pela amamentação.
5. Melhorias na educação da população de baixa renda
Bolsa Família mantém 16 milhões de crianças e adolescentes na escola. Os estudantes beneficiários do programa têm menor taxa de abandono do que os não beneficiários.
No ensino médio, a taxa de abandono dos beneficiários do Bolsa Família é de 7,4% ante a dos não-beneficiários de 11,3%. No ensino fundamental, a taxa de abandono foi de 2,8% para os beneficiários do programa, enquanto a dos não-beneficiários era de 3,2%. Ou seja, o cumprimento da condicionalidade do Bolsa Família faz com que os beneficiários não apenas frequentem a escola, mas também apresentem melhores indicadores que crianças pobres e não beneficiárias do programa.
6. Redução do Trabalho Infantil
Bolsa Família ajudou a diminuir o número de horas do trabalho doméstico entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos – decréscimo de 4,5 horas no geral e de 5 horas para os meninos.  Houve o adiamento de 10 meses na entrada no mercado de trabalho de crianças e adolescentes do sexo masculino.
7. Empoderamento das Mulheres
O pagamento é feito diretamente à mulher responsável pela família, o que levou a um processo de empoderamento em seus lares. Com um poder sobre os gastos familiares, as beneficiárias decidem mais sobre as compras e têm mais controle sobre sua vida conjugal. Com a segurança monetária proporcionada, as mulheres se sentem menos dependentes dos seus maridos, muitos dos quais agressivos e têm mais poder em uma eventual separação.
As beneficiárias ampliaram o uso de métodos contraceptivos (9,8 pontos percentuais de alta), reforçando a autonomia e o exercício dos direitos reprodutivo entre as mulheres.
Para as mulheres não ocupadas, o Bolsa Família contribui para um aumento  de 5 pontos percentuais procura por trabalho, com destaque para a região Nordeste.
8. Superação de preconceitos contra o Bolsa Família (1): “O Bolsa Família incentiva os pobres a fazer filhos”
Diz-se que as pessoas oportunisticamente terão mais filhos para receberem mais benefícios. Na verdade, a tendência de declínio de fertilidade da população brasileira continua notável em todas as faixas de renda, sendo que a redução recente da taxa de fertilidade tem sido ainda maior entre as mais pobres.
9. Superação de preconceitos contra o Bolsa Família (2): “O dinheiro do Bolsa Família é gasto com roupas de ‘marca’”:
Beneficiárias não fariam uso adequados dos recursos monetários a elas transferidos. Na verdade, verificou-se que famílias pobres em situação de insegurança familiar são mais propícias a gastarem seus recursos em alimentação.
10. Superação de preconceitos (3): “Efeito-preguiça: o Bolsa Família acomoda e sustenta vagabundos”:
Em termos de ocupação, procura de emprego ou jornada de trabalho, os dados são iguais entre beneficiários e não beneficiários do programa. Ademais, a probabilidade de quem recebe o Bolsa Família estar trabalhando é maior – 1,7% a mais para homens, 2,5% para mulheres – do que entre pessoas da mesma faixa de renda que não participam do programa.
Há também estudos que mostram que o Bolsa Família também não incentiva a informalidade. O incentivo à acomodação ou à informalidade é praticamente nulo.
Sobre o número de pessoas que já deixaram o Bolsa Família voluntariamente, calcula-se que foram 1,7 milhão de famílias.
11. Superação de preconceitos (4): “Bolsa Família estimula corrupção local e clientelismo”
O pagamento é feito da Caixa Econômica Federal diretamente às famílias, via cartão bancário, sem passar pela interferência dos agentes do poder local. Agentes locais apenas coletam informações das famílias beneficiárias, informações estas que são enviadas ao MDS para análise da elegibilidade das famílias e finalmente o sorteio das que serão beneficiárias do programa.
Prestígio e Futuro
Por essas e muitas outras razões, como a melhoria nas moradias e no sentimento geral de bem estar das populações mais pobres, o Bolsa Família é um modelo no contexto internacional, sendo considerado o principal instrumento de transferência de renda do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). O Bolsa Família foi apontado, em 2013, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como uma das principais estratégias adotadas pelo país que resultaram na superação da fome, retirando, assim, o país do mapa da fome mundial. Adicionalmente, a Associação Internacional de Segurança Social (AISS) concedeu ao Brasil um prestigioso prêmio internacional devido ao caráter inovador de redução da pobreza trazido pelo Bolsa Família, considerado o mais importante do mundo dentro dos grupos de programas de transferência condicional de renda. A instituição espera, ainda, que o Bolsa Família sirva de exemplo para que mais países implementam programas similares em benefício de seus cidadãos.
A população brasileira precisa ter consciência de suas próprias conquistas para que possa reivindicar pela manutenção e aperfeiçoamento do Programa. Se, em uma década, o Bolsa Família trouxe resultados tão positivos que sequer eram previstos, é possível acreditar que, daqui a poucos anos, teremos uma geração de cidadãos que, por estar ainda mais nutrida, educada e empoderada, reivindicará por seus direitos fundamentais, exigirá mais respeito e encarará o Brasil de forma mais crítica, inclusive exigindo melhor qualidade – e não apenas o acesso - dos serviços de educação e saúde.
Se não está se formando uma geração de vagabundos, se traz tantos benefícios gastando apenas 0,5% do PIB, por que muitos ainda se opõem tão veemente ao Programa Bolsa Família?

Fontes: Campello, T.; Neri, M.  (2013) Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania. Brasília: IPEA; International Social Security Association (ISSA); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
Luana Goveia é mestre em Políticas Sociais pela London School of Economics (LSE) e doutoranda na Universidade de Oxford

Com total liberdade e consciência tornei publico o meu voto a Dilma Rousseff

Recebi alguns e-mails e comentários no Facebook (postado e retirados), criticando diretamente a minha pessoa por ter tornado publico que meu voto será para Dilma Rousseff, sendo eu uma liderança da Igreja e com tom de provocação.

Com relação a critica a minha pessoa digo que, seguindo a orientação da Igreja que esta bem clara no documento 40 da CNBB: “Igreja, Comunhão e Missão na evangelização dos povos, no mundo do trabalho, da política e da cultura” declarei que vou votar na Dilma usando da minha total liberdade sem ofender e desobedecer a minha Igreja.

Segundo o ensinamento da Igreja, para que as leigas e os leigos desempenhem sua tarefa é preciso que recebam uma formação adequada para a participação na política que permita a nós:

— Aprender a fazer análise da realidade.
— Conhecer propostas e práticas dos partidos e candidatos, aprendendo a respeitar a opção partidária dos outros.
— Adquirir consciência crítica frente à realidade política.
— Desenvolver a sua formação na fé e adquirir sólido conhecimento da doutrina social da Igreja para discernir e avaliar com critérios evangélicos a realidade e a ação política.

Tenho procurado seguir essas orientações e com base nelas com total liberdade e consciência tornei publico o meu voto. Para quem acha e estão jogando em minha cara que desrespeitei a Igreja oriento que procure conhecer e aprofundar os documentos da igreja e suas diretrizes.

22 outubro, 2014

Meu voto será para DILMA (13)

Meu voto será para DILMA (13)
Nem sempre optar pela mudança é a melhor escolha
 O governo do PSDB partido de Aécio representa o projeto neoliberal que coloca o capital à frente da trabalhadora e do trabalhador. Um governo marcado pelo alto nível de desemprego, juros altos, vendas de estatais, que foram entregues a preços irrisórios, em processos obscuros e fraudulentos, por exemplo, a Companhia Vale do Rio Doce.
 Votarei em Dilma, não podemos correr o risco de perder direitos conquistados, principalmente no campo social, nas políticas públicas que favorecem os mais pobres.
Enquanto nos países desenvolvidos o desemprego levou milhões de famílias ao desespero, o governo do PT através de um projeto com estratégias ousadas de enfrentamento da crise fortaleceu o mercado interno, ampliando o consumo de todos com centralidade no emprego e no salário.