10 abril, 2015

Panamá: começa a VII Cúpula das Américas

Cardeal Parolín leva mensagem do papa Francisco ao debate em que as relações EUA-Cuba e a crise venezuelana estarão no centro das atenções
A VII Cúpula das Américas, no Panamá, começou nesta sexta-feira, 10 de abril, e terminará amanhã, 11, com a participação de mais de 30 países americanos. Estará presente o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolín, ex-núncio na Venezuela. Parolín lerá uma mensagem do papa Francisco.
Será a primeira vez que um alto representante da Santa Sé participa deste encontro, assim como é a primeira vez que participa uma delegação cubana.
O tema central da VII Cúpula é “Prosperidade com Igualdade: O Desafio da Cooperação nas Américas”. Serão discutidos “vários subtemas, entre eles a segurança, a energia, a saúde, a educação, os fluxos migratórios, a governabilidade democrática e a participação cidadã, entre outros”, diz o site do país anfitrião.
Pela primeira vez no evento, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o de Cuba, Raul Castro, se encontrarão. Eles estão liderando a reaproximação entre Washington e Havana após 53 anos de afastamento. O encontro foi precedido pelo colóquio entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro de Assuntos Exteriores cubano, Bruno Rodríguez.
O início da reconciliação entre as duas nações foi divulgado em 17 de dezembro passado mediante um comunicado simultâneo de Washington e Havana, indicando a intenção de retomar as relações diplomáticas. Um mês depois, em 21 de janeiro, Obama pediu, em seu Discurso sobre o Estado da União, que o congresso levante ainda este ano o embargo a Cuba.
Às vésperas do evento, o Departamento de Estado norte-americano pediu que o presidente e o senado tirem Cuba da lista negra dos países que apoiam o terrorismo internacional. Outro acordo que marca o início de uma nova etapa é a liberação de um voo diário entre Havana e a Flórida.
Ao receber no Vaticano as cartas credenciais de diversos embaixadores perante a Santa Sé, o papa Francisco declarou logo após a divulgação das conversas entre Havana e Washington: “Hoje estamos todos contentes, porque vimos que dois povos que estavam afastados havia tantos anos deram ontem um passo para se aproximar. E isto foi realizado por embaixadores da diplomacia”.
Os próprios Obama e Castro afirmaram que a reconciliação foi favorecida pelo papel do papa Francisco e da diplomacia da Santa Sé.
Uma delegação de parlamentares democratas dos Estados Unidos se reuniu em fevereiro com o cardeal Jaime Ortega y Alamino, arcebispo de Havana, e com deputados da Assembleia Nacional de Cuba na última jornada de uma visita oficial de três dias à ilha. A delegação informou que o cardeal Ortega "expressou otimismo com as medidas adotadas para a normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba”.
Outros temas “quentes” da VII Cúpula das Américas são crise democrática na Venezuela e a carta de 22 ex-presidentes de 11 países da América Latina e da Espanha em favor da democracia e dos direitos humanos na região.
Fonte: Zenit.org

Pela primeira vez, negros são maioria dos empreendedores no Brasil

“Mais pessoas negras estão ascendendo à classe média e assumindo posições importantes no mercado de trabalho e no universo do consumo e do empreendedorismo”.

" Em dez anos, o tempo médio de estudo entre as pessoas negras cresceu 38%, passando de 4,7 para 6,5 anos. Já entre os brancos, esse crescimento foi de 21%, passando de 7,3 para 8,8 anos de estudo."

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, entre os anos de 2002 e 2012, o número de pessoas negras à frente de empresas no Brasil cresceu 27% e hoje, pela primeira vez, elas são maioria entre os empreendedores do país. Nesse mesmo período, a quantidade de pessoas brancas que possuem uma empresa teve uma redução de 2%.
O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (6), teve como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e revelou que, atualmente, 50% dos donos de negócio são negros, 49% são brancos e 1% pertence a outros grupos populacionais.
Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, a mudança mostra que as políticas sociais voltadas para essa parcela da população e a criação da figura jurídica do Microempreendedor Individual (MEI) estão contribuindo para a diminuição das desigualdades. “Mais pessoas negras estão ascendendo à classe média e assumindo posições importantes no mercado de trabalho e no universo do consumo e do empreendedorismo”, ressalta.
O estudo do Sebrae aponta ainda que os negros também tiveram um aumento em seu rendimento médio mensal e no nível de escolaridade superior ao dos brancos. Em dez anos, o tempo médio de estudo entre as pessoas negras cresceu 38%, passando de 4,7 para 6,5 anos. Já entre os brancos, esse crescimento foi de 21%, passando de 7,3 para 8,8 anos de estudo.
“Quando analisamos o incremento da remuneração no mesmo período, notamos que o rendimento médio real cresceu 45% entre os empreendedores negros, passando de R$ 786 para R$ 1.138 mensais, enquanto entre os brancos a expansão foi de 33%, variando de R$ 1.843 para R$ 2.460 por mês”, explica o presidente.
Desigualdades persistem
Mesmo integrando a maioria, os empreendedores negros ainda estão concentrados em pequenos negócios e em ramos de menor lucratividade, como pesca, construção, cabeleireiros e atividades agrícolas. Entre os brancos, a maior proporção atua em setores mais especializados, como advocacia, medicina e engenharia. Além disso, a renda média dos brancos continua 116% maior (em 2002, era de 134%).
* Com informações da Agência Sebrae
Fonte: Brasil de Fato

09 abril, 2015

Escola atende moradores de rua e alimenta sonhos de mudança pela educação

O sonho dos estudantes da Escola Meninos e Meninas do Parque, localizada no Parque da Cidade, no Distrito Federal, é o mesmo: sair das ruas. O colégio, que existe há mais de 20 anos, atende cem alunos que não têm onde morar. Além do aprendizado, jovens e adultos encontram no local carinho, paciência e motivação. A grade curricular é a mesma de outras instituições de ensino. A diferença, segundo a diretora Amelinha Araripe, é que o ritmo de aprendizado de cada um é respeitado.
Entre os alunos que já passaram pela escola está Meire Romão, 56. "Meu grande desejo é ser veterinária", conta. Ela já concluiu o ensino fundamental na Meninos e Meninas, mas vai diariamente até o local para ajudar na limpeza. Segundo Meire, apenas a educação pode mudar a vida de uma pessoa... Continue lendo...

Santa Maria de Cleófas

Maria de Cleófas esteve com Jesus aos pés da cruz e na ressurreição nos apontando um testemunho de fidelidade, perseverança e amor
“Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas e Maria Madalena” narra São João em seu Evangelho, citando o doloroso e silencioso momento do Calvário que foi seguido pelas piedosas mulheres em evidência.
Uma destas piedosas era Maria de Cléofas. No Evangelho é narrado que seu esposo é Cléofas Alfeu, irmão do carpinteiro José. Maria de Cléofas era, portanto, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago, o Menor Apóstolo e Bispo de Jerusalém e Simão que sucedeu Tiago no bispado de Jerusalém, também chamados de "irmãos do Senhor", que segundo a tradição é uma expressão utilizada para designar o parentesco de “primos”.
Seu esposo ainda é citado na sagrada tradição como um dos discípulos de Emaús que acompanharam Jesus logo após sua ressurreição. E também foi incluído no Martirológio Romano. Maria de Cleófas teve sua participação na história de Jesus de forma muito profunda, sendo uma das que tiveram a oportunidade e coragem de seguir Jesus em seu percurso de sofrimento e também em sua gloriosa ressurreição.
Maria de Cleófas esteve com Maria, Mãe de Jesus e Maria Madalena aos pés da cruz, e na tradição as conhecemos como as Três Marias. Se Maria teve a oportunidade de estar com Jesus em seu sofrimento, quis a providência divina que ela também estivesse no momento da gloriosa ressurreição de Jesus, como é narrado no Evangelho: "E passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo". O mensageiro divino anunciou às piedosas mulheres: "Por que procuram o vivo entre os mortos?".
Maria de Cleófas representa para nós um exemplo de perseverança, confiança e piedade. Ela manteve-se fiel na caminhada com Jesus em todos os seus momentos, nos revelando um testemunho de amor que, mantendo-se firme no sofrimento contempla também a alegria da vida nova e a comunica a todos.
Fonte: Zenit.org

Guia básico para não se perder no debate sobre a terceirização

O texto analisado no Congresso deve sofrer alterações porque pontos específicos do projeto, os chamados destaques, só começam a ser votados na semana que vem. Aqui algumas questões gerais sobre o tema, segundo o jornal El País, 09-04-2015.
Qual a legislação atual?
Como não há uma lei específica para a terceirização, o tema vem sendo regulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, através da súmula 331, de 2003. Segundo o dispositivo, a terceirização é possível apenas se não se tratar de uma atividade-fim, o objetivo principal da empresa, por exemplo: o ato de fabricar carros é a atividade-fim de uma montadora. Pela regra atual, só atividades-meio, como limpeza, manutenção e vigilância na montadora do exemplo, seriam passíveis de terceirização.
O que muda com o projeto de lei?
A principal mudança se refere à permissão das empresas para terceirizar quaisquer atividades. Isso significa que uma escola que antes poderia contratar só serviços terceirizados de limpeza, alimentação e contabilidade agora poderá também contratar professores.
O que dizem seus apoiadores?
Na visão dos que apoiam o projeto, a existência de uma lei sobre o assunto é fundamental para garantir segurança jurídica dos trabalhadores e empregadores. Também acreditam que, com a especialização do serviço, a produtividade aumentará. Eles argumentam que a nova norma ajudará na criação de vagas.
O que os críticos ao projeto dizem?
Grande parte dos sindicatos e movimentos sociais, os principais opositores, temem a precarização da relação trabalhista. "Todas as pessoas que, por exemplo, trabalham como terceirizados de uma montadora de veículos ficariam debaixo de um mesmo 'guarda-chuva', mas sem uma representação sindical", destaca o advogado Ericsson Crivelli. Eles argumentam que a nova legislação incentivará as empresas a demitirem trabalhadores que estão sob o regime CLT para contratar terceirizados, com remuneração menor.
Como ficam os direitos do trabalhador terceirizado?
O projeto prevê que os terceirizados tenham os mesmos direitos assegurados no local de trabalho aos funcionários da empresa contratante, como alimentação em refeitório e serviços de transporte. Por outro lado, o projeto de lei não garante a filiação dos terceirizados no sindicato da atividade da empresa, o que pode ser prejudicial. 
Os terceirizados podem passar a ser representados por diferentes categorias e perder benefícios conquistados pelo setor, como piso salarial maior, plano de saúde. Por exemplo, se um funcionário de um banco passa a ser terceirizado, ele pode mudar para outra categoria com menos poder de barganha que os bancários, por exemplo, e ver o piso salarial diminuir. "A empresa reduz o custo, pois deixa de pagar ao empregado as verbas devidas aquela categoria preponderante", explica a advogada trabalhista e professora da PUC-SP Fabíola Marques.
De quem é a responsabilidade sobre o empregado terceirizado?
A empresa terceirizada continua sendo responsável pela contratação, remuneração e direção do trabalho realizado por seus funcionários. O texto prevê que o contrato de terceirização deverá especificar o serviço a ser prestado, o local e prazo para realização da atividade. Caso o empregado não consiga receber o salário, ele poderá entrar com ação contra a tomadora do serviço.
Por que no debate também aparece a palavra “quarteirização”?
O projeto de lei permite que a empresa terceirizada subcontrate serviços de outras empresas, a chamada quarteirização, porém é necessário estar no contrato.

08 abril, 2015

A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada

Sexta- feira da Paixão no Complexo do Alemão
"A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada é reveladora do quanto é profundo o preconceito da sociedade carioca para com as favelas. Uma breve olhada nas cartas de leitores dos grandes jornais e um passeio pelas redes sociais, deixa claro porque o Estado pratica a pena de morte nas favelas e nada acontece, nem mesmo perdem votos: a vida na favela vale menos". O comentário é de Itamar Silva, jornalista, liderança comunitária da favela Santa Marta e diretor do Ibase em artigo publicado por Canal Ibase, 07-04-2015.
Eis o artigo.
Sempre, a última morte violenta ocorrida na favela parece ser a gota d’água e ponto de inflexão na perspectiva de mudanças desejadas, há décadas, pelos cidadãos e cidadãs que vivem nas favelas. Mas, após uma semana, nada muda. É impressionante como a desgraça reiterada turva e encobre o sofrimento do dia anterior. A chaga da vez foi aberta no peito e na vida de Terezinha Maria de Jesus. Um dia antes da morte e paixão de Cristo, quinta-feira,Terezinha viu seu menino perder a vida da maneira mais estúpida e covarde possível.
Sexta-feira Santa, Terezinha Maria de Jesus contempla seu filho, Eduardo de Jesus Ferreira, dez anos, baleado na cabeça com um tiro disparado pela polícia pacificadora que atua no Complexo do Alemão. O menino foi alvejado porque estava em lugar suspeito (próximo a sua casa, na favela) e portava uma perigosa arma na pequena mão: um celular.
Não há dúvida: tiro na cabeça é execução sumária.
Mas a polícia ‘pacificadora’ certamente argumentará que aquele menino, portando um celular na mão, naquele momento de tensão, naquele lugar suspeito, representava uma ameaça às suas vidas e, portanto, tiveram que se defender. Julgaram e sentenciaram, atiraram para matar.
Pena de morte: tiro na cabeça de uma criança de dez anos.
A mesma justificativa não pode ser dada para a morte da dona de casa Elisabeth Alves Moura Francisco, de 41 anos, atingida na boca, dentro de casa, também no Complexo do Alemão. Um “confronto entre policiais e suspeitos de tráfico” tira a vida desta dona de casa e ainda atinge sua filha de 16 anos, no braço. Elisabeth não teve a oportunidade de ver nem mesmo o vulto de seus algozes. Mas, talvez, os policiais podem ter visto algum instrumento perigoso em suas mãos: uma faca de cozinha. Um pente ou quem sabe o quê mais…
A morte por balas ditas perdidas e as justificativas desmedidas da polícia não são novidades para quem vive na favela.Tampouco a anuência da maioria da população, por omissão ou ação, e o discurso vazio dos responsáveis pela segurança pública no Estado.No entanto, os últimos acontecimentos no Complexo do Alemão têm superado a realidade já vivida e revelado a inconsistência e fragilidade da política de segurança pública do Estado, alardeada de pacificadora.
Agora o Estado fala em reocupar o Complexo do Alemão: o que significa isso? A volta do exército? A presença permanente do BOPE? O reconhecimento do fracasso da estratégia da UPP para aquele território? Se fracassou a polícia ‘pacificadora’, a alternativa é o reforço da lógica da guerra?
A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada é reveladora do quanto é profundo o preconceito da sociedade carioca para com as favelas. Uma breve olhada nas cartas de leitores dos grandes jornais e um passeio pelas redes sociais, deixa claro porque o Estado pratica a pena de morte nas favelas e nada acontece, nem mesmo perdem votos: a vida na favela vale menos.
No mesmo dia do assassinato do menino Eduardo, no Complexo do Alemão, os noticiários da televisão levavam a exaustão os detalhes e desdobramentos da morte do jovem de 31 anos, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A procura pelos culpados do acidente com o helicóptero importava muito e era motivo de auditorias, opinião de especialistas e muita comoção. A morte do jovem Thomaz Alckmin foi a pauta de dois dias seguidos nos telejornais. A morte do menino Eduardo ficou no limpo do discurso recorrente: a polícia está investigando….
Nesse ambiente, o protesto/revolta dos moradores do Complexo do Alemão é reprimido com truculência pela polícia: spray de pimenta foi asperjado com abundância e muito rapidamente a polícia associou o protesto a uma reação do tráfico. Como de praxe, a imediata desqualificação do direito de lutar por direitos e defesa da vida. Enquanto isso,o governador do Estado, responsável pela polícia que assassinou o menino, declara: “não vamos arredar o pé do combate ao crime” e mais adiante informa que o Estado se responsabilizará pelo translado do corpo do menino para o Piauí, para onde os pais estão voltando, em busca de um alento para suas vidas.
Ate quando? Também esta pergunta já virou um mantra, no entanto, é necessário que os favelados tomem as rédeas de um processo continuado de resistência e a luta. Não dá para esperar que essa iniciativa surja da classe média, essa é uma tarefa de quem vive cotidiana e historicamente um processos de rejeição e desrespeito.
Hoje é o Complexo do Alemão, amanhã quem será?

07 abril, 2015

Como a violência doméstica afeta a criança?


As crianças vivenciam a violência doméstica de diversas maneiras. Muitas vezes elas ouvem seus pais ameaçarem ou maltratarem um ao outro, ou vêem seu pai ou mãe sentir raiva ou medo. Algumas crianças vivem com medo de que algo possa acontecer novamente, ou podem elas próprias serem o alvo do abuso.

Violência doméstica é um padrão de comportamento que uma pessoa em um relacionamento usa para controlar a outra. O comportamento abusivo pode ser verbal, físico, financeiro ou sexual. O folheto a seguir procura ajudar pais e mães que vivam em um relacionamento abusivo, ou tenham saído de um, a encontrar caminhos para ajudar seus filhos a superar as adversidades e voltar a sentirem-se seguros e valorizados para desenvolver sua própria força.

05 abril, 2015

Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Missa da Vigília Pascal

QUEM É ESTA MULHER? - Zé Vicente

Por Zé Vicente

Quem é esta Mulher, que segue bem lá, na minha frente, andando a passos largos e firmes, enquanto a noite ainda cobre com seu manto escuro, salpicado de estrelas chorosas, a aurora dourada do amanhecer da esperança? 

Quem é essa Mulher?

Milênios nos separam. Os degraus do tempo, colados ao barro duro das histórias escritas de encomenda, ofuscam sua história. E o meu esforço para vislumbrar o seu rosto verdadeiro, não é suficiente e me custa tanto, tanto...

A Mulher caminha e não vai sozinha. Uma, duas ou mais companheiras e toda a parte fêmea da humanidade e, da Terra inteira, estão com ela, em silêncio. 

Enquanto caminha, alguns ramos das árvores na margem da estrada, vão tocando, como que saudando a Mulher e suas companheiras...

A brisa suave, também silenciosa, da madrugada, recolhe, carinhosamente, alguns salpicos de suas lágrimas e do perfume do seu corpo e, daquele que ela conduz, em segredo, para o ritual que o seu ilimitado amor está sinalizando. 

É esse inédito, singelo e marcante perfume que me conduz, que igualmente me seduz!

Um Anjo pequeno, daqueles que vivem pulando nas madrugadas e, vão por aí, bulindo, mexendo, beijando os botões de todas as flores, para se abram ao toque do primeiro raio de sol e possam se doarem a cada abelha, cada borboleta, cada beija-flor, que busca seu néctar.

Ele, o Anjo pequeno e brincalhão, sabe quem é a Mulher, que já foi e encontrou Aquele que tanto amou, que foi morto, sepultado nas entranhas da terra e agora, inteiramente livre, está VIVO!

Eis que Ela volta, cantando, dançando e pulando, com o Anjo e suas companheiras de caminho e busca. E ninguém, nunca, conseguiu descrever com letras escritas ou palavras faladas, a sua alegria!

Os passarinhos, em coro, repetem até hoje, a intraduzível música, que saltou dos lábios da Mulher para todos os corações ávidos de canções de amor e de vida, mundo à fora, pelas luas e séculos sem fim.

E o silêncio que habita sempre os campos celestes, não foi quebrado, pois é de sua própria natureza, acontecer nos atos mais sagrados e, em nossos dias mais profundos e fecundos.

E foi ele, o silêncio, que deixou escrito no rastro daquela Mulher, o seu nome original, como ela mesma ouviu e guardou, feito cântico de ternura, dos lábios do Amado livre, Jesus: 

MARIA!!! 

Sim, Maria, aquela de Magdala! Madalena, do túmulo feito jardim! Maria da caminho, que se faz a cada passo! Maria de lá! Maria de cá! Maria Madalena, de todo o lugar e de todos os tempos de Ressuscitar! 

Fortaleza-Ce, antes do domingo de pascoa de 2015.

A Madalena, criação artística é do nosso querido companheiro Anderson Augusto Pereira

Páscoa da Ressurreição: a Vida que vence a morte

Hoje é Domingo da Páscoa. È o dia em que nós, os cristãos, renovamos nossa fé na ressurreição de Jesus. Com toda a Igreja vamos proclamar: “Cristo Ressuscitou dos mortos”, “Deus ressuscitou a Jesus”, “Jesus está vivo”, Ele é nosso Deus”, Eu creio na ressurreição e na vida eterna”.

Eu o convido a refletir sobre a Páscoa a partir da narração do evangelho deste Domingo, João 20,1-9. O evangelho indicado para este domingo tem como protagonista três personagens muito próximos de Deus em humanidade: Maria Madalena, Simão Pedro e o discípulo amado, João.  Isso mostra que a fé na ressurreição é uma experiência profundamente humana. Quem faz esta experiência muda radicalmente sua vida e se abre para celebrar com Jesus a sua Páscoa. O evangelho de João descreve o jeito como cada personagem reage diante da ressurreição, da Páscoa. São atitudes muito diferentes destes três personagens, porém, todas movidas para o encontro com Jesus.

Maria Madalena reage de forma... Continue lendo aqui

02 abril, 2015

Comissão de Constituição e Justiça aprova redução da maioridade penal

A Comissão de Constituição e Justiça, aprovou a admissibilidade das propostas que visam a redução da maioridade penal para 16 anos. Foram 42 votos a favor e 17 votos contra. 
Foram contra a redução da maioridade os seguintes partidos: PT, PCdoB, PSOL, PPS e PSB.

01 abril, 2015

A TARDE MAIS TRISTE: COMPANHEIRO BAHIA ASSASSINADO.

Hoje, 31 de março de 2015, a tarde mais triste das ocupações da região da Isidora, em Belo Horizonte e Santa Luzia, MG. Morreu Manoel Ramos, o Bahia, coordenador da Ocupação Vitória e valoroso militante da luta das famílias sem-teto da capital de Minas Gerais e da Região Metropolitana de BH.

Por volta das 15:00h, o Bahia foi assassinado a golpes de machado e facão por oportunistas infiltrados na comunidade Vitória, indivíduos que pretendiam lucrar com a luta de milhares de famílias que lutam aguerridamente por moradia própria, digna e adequada. Bahia tombou no lugar onde sonhou viver, um sonho que não era só dele, mas compartilhado por milhares de famílias que desejam se libertarem do aluguel e da humilhação de sobreviver de favor; um sonho de outras tantas pessoas, dentro ou fora das ocupações, que assumem o compromisso de construir uma cidade onde caibam todos e todas.

Bahia foi morto por se opor à venda de espaços dentro da ocupação, por procurar garantir que aquela comunidade acolhesse apenas aqueles e aquelas que realmente necessitam de teto. Morreu por ser justo e por fazer do princípio da igualdade seu maior estandarte. Foi vítima da cobiça intolerável de poucos, da intransigência dos poderes públicos em construir uma solução justa, pacífica, negociada e rápida para o maior conflito social urbano do Brasil, hoje instalado na Região do Isidora. Foi a ausência de uma política efetiva de Reforma Urbana que fez do Bahia uma vítima, e nos privou a todos da presença deste gigante em coragem e generosidade.

Bahia era há meses vítima de ameaças, por seguir as determinações coletivas que impedem a venda de lotes em áreas ocupadas. Também foi sobrevivente de um atentado contra sua vida executado por PMs, fato que quase o levou à morte, isso por se opor às violações de direitos promovidas por policiais militares contra os moradores da Ocupação Vitória. Bahia nunca se intimidou. Seguiu lutando, denunciando e construindo o futuro de milhares. Um futuro que lhe pertence e que lhe foi negado.

Um pedaço de nós morreu com Bahia, porém aquilo que é vivo em nós se fortalece nesta dor. Não será inútil o sacrifício deste amigo e companheiro. Bahia morreu por defender a justa luta por dignidade, por uma cidade aberta, na qual todos/as e cada um/a possam conviver em plenitude. Diante de um gesto de tanta coragem, não temos o direito de desistir. Devemos levar às últimas consequências o exemplo deste extraordinário ser humano. Devemos lutar, resistir e vencer, coletivamente. 

Se tentaram, pelo medo, impor uma ordem injusta, será pela coragem de moradores/as, apoiadores/as e organizações que prevalecerá a igualdade e a Vitória. Seguiremos combatendo toda e qualquer tentativa de utilização indevida da luta de tantos e tantas.

Cabe aos governos evitar que esta situação se repita, e que de uma vez por todas garanta o direito de todas as famílias sem-teto das ocupações urbanas de Minas Gerais.

Não toleramos mais pagar com sangue a intransigência dos governantes, a insensibilidade do judiciário e os interesses dos empresários.

A tarde mais triste nos desola. Esta noite choramos sobre o corpo de um de nós. Amanhã nos daremos conta que estamos vivos, e que o tributo cobrado pelo que tombou, é a marcha firme dos que vivem. Nos manteremos sempre de pé.

Companheiro Bahia. PRESENTE!

Belo Horizonte, MG, Brasil, 31 de março de 2015.

Assinam essa Nota,
Brigadas Populares;
Comissão Pastoral da Terra (CPT);
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB);
Coordenação das Ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão
e Rede de Apoio.

Beato Oscar Romero, mártir da fé


Beato Oscar Romero, mártir da fé
Pe. Nelito Dornelas
A vida do arcebispo Dom Oscar Romero era pautada pelo Evangelho de Jesus Cristo, comprometida com o Reino de Deus. Por amar o seu povo, preocupou-se com a exclusão social, a discriminação e a violência. Era um homem de profunda oração e santidade, vivendo sua espiritualidade a partir da justiça, da liberdade e da paz. É certamente um modelo a imitar. A vida dele faz refletir profundamente sobre a radicalidade no seguimento a Jesus Cristo que molda todo nosso ser e nos torna testemunhas do Reino de Deus.
Ao presenciar o martírio do padre Rutilio Grande, dom Romero passou a defender com mais veemência os pobres, que eram constantemente atacados e agredidos pelo regime de El Salvador.

“Após dois anos como arcebispo de San Salvador, dom Oscar Romero contabilizou trinta padres a menos – mortos, expelidos ou forçados a fugir da morte”. Dom Vincenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho para a Família e postulador da causa para a beatificação de Romero, disse numa coletiva de imprensa no dia 4 de fevereiro no Vaticano: “Os esquadrões da morte mataram dezenas de catequistas das comunidades de base, e muitos fiéis desapareceram destas comunidades”.

Ao tomar conhecimento e presenciar tanta tragédia começou a fazer diferente, agindo com dedicação, comprometendo-se e com imenso amor, buscou construir a unidade e a paz, sem medo de agindo assim, perder a própria vida. E realmente incomodou.

"Fui frequentemente ameaçado de morte. Como cristão, não acredito na morte sem ressurreição: se me matarem, ressuscitarei no povo salvadorenho. Digo isso sem nenhuma ostentação, com a maior humildade. Como pastor, sou obrigado, por mandato divino, a dar a vida por aqueles que amo, que são todos os salvadorenhos, até por aqueles que me assassinarem. O martírio é uma graça de Deus, que não me sinto na situação de merecer, entretanto, se Deus aceitar o sacrifício de minha vida, que meu sangue seja semente de liberdade. Pode escrever: se chegarem a me matar, desde já eu perdoo e benzo aquele que o faça." (Dom Oscar Romero, ao Jornal Excelsior, do México, duas semanas antes de sua morte).
No dia 23 de março do corrente ano, a Igreja Católica celebrou na Catedral de San Salvador, em El Salvador, a cerimônia de beatificação do Arcebispo Oscar Arnufo Romero. Seu martírio já havia sido reconhecido oficialmente pela Igreja Anglicana na Inglaterra e pela Igreja Luterana na Alemanha. Dom Romero foi morto no dia 24 de março de 1980 por um franco-atirador do exército salvadorenho, enquanto celebrava uma missa no Hospital da Divina Providência, na capital, San Salvador. Às 6h da tarde, no momento da consagração, o arcebispo foi atingido no coração. O atirador estava escondido atrás da porta do fundo da capela. Dom Oscar morreu na hora.
“Foi certamente uma grandiosa testemunha da fé, um homem de grandes virtudes cristãs, que se comprometeu pela paz e contra a ditadura, e que foi assassinado durante a celebração da Missa. Portanto, uma morte verdadeiramente credível, de testemunho da fé”.
O processo de sua beatificação teve início por São João Paulo II em 1994. Em 2012 o Papa Bento XVI retomou a causa de sua canonização, e, agora, foi beatificado pelo Papa Francisco.
Desde o início, o processo contou com o apoio do Papa São João Paulo II, que, em 2000, manifestou o desejo de incluir dom Oscar Romero na celebração do Jubileu dos Mártires.
Quando visitou o Brasil, em 2007, o então Papa Bento XVI já havia afirmado crer no martírio de dom Oscar Romero.
Em 2010, o soldado responsável pela morte de dom Oscar Romero, capitão Álvaro Saravia, admitiu que o arcebispo foi assassinado “por ódio à fé”. O seu depoimento contribuiu para dar seguimento ao processo.
Por ter sido reconhecido como mártir, dom Oscar Romero não precisou da comprovação de um milagre para ser beatificado. Essa exigência só será necessária para que seja declarado santo. Os seus restos mortais estão na Catedral de San Salvador.
Beatificar dom Romero é atestar sua santidade, seu compromisso inquebrantável com o Deus de Jesus Cristo, com o evangelho anunciado aos pobres e com a Igreja dos pobres, que ele tanto amou e da qual foi um dos mais ilustres protagonistas.
"Romero é verdadeiramente um mártir da Igreja do Concílio Ecumênico Vaticano II, uma Igreja que é mãe de todos, particularmente dos mais pobres". Assim se referiu a dom Oscar Romero o cardeal dom Vincenzo Paglia.

SÃO ROMERO DE AMÉRICA PASTOR E MÁRTIR
O anjo do Senhor anunciou na véspera...
O coração de El Salvador marcava
24 de março e de agonia
Tu ofertavas o Pão, o Corpo Vivo
o triturado Corpo de teu Povo:
Seu derramado Sangue vitorioso
O sangue "campesino" de teu Povo em massacre
que há de tingir em vinhos e alegria a Aurora conjurada!
E soubeste beber o duplo cálice
do Altar e do Povo,
com uma só mão consagrada ao Serviço.
O anjo do Senhor anunciou na véspera
e o verbo se fez morte, outra vez, em tua morte.
Como se faz morte, cada dia, na carne desnuda de teu Povo.
E se fez vida Nova
Em nossa velha Igreja!
Estamos outra vez em pé de Testemunho,
São Romero de América, pastor e mártir nosso!
Romero de uma Paz quase impossível, nesta Terra em guerra.
Romero em roxa flor morada da Esperança incólume de todo Continente
Romero desta Páscoa latino-americana.
Pobre pastor glorioso,
assassinado a soldo, a dólar, a divisa.

Como Jesus, por ordem de Império.
Pobre pastor glorioso, abandonado
por teus próprios irmãos de Báculo e de Mesa.
(As Cúrias não podiam entender-te:
Nenhuma Sinagoga bem montada pode entender a Cristo)
(de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia MT).

31 março, 2015

‘Invisíveis’, moradores de rua ganham voz em projetos sociais que avançam nas redes sociais em todo o Brasil



“Moro na rua há um tempão. Eu tive uma casa por um tempo, mas aí veio a enchente e eu perdi tudo. Vim pra rua aos 12 anos. Virar adulto na rua é uma experiência terrível que você nunca mais vai querer lembrar. É difícil sair daqui. Eu perdi meus documentos, sem eles você fica de bola parada, fica encostado”.

Por Thiago de Araújo, do Brasil Post  

O relato acima pertence a André, um homem de 44 anos que você provavelmente nunca viu na sua vida, mas que compõe um cenário ignorado pela sociedade brasileira: o dos moradores de rua. A história dele e de tantos outros nascidos no País compõem a página Rio Invisívelprojeto criado para dar visibilidade a quem, diariamente, vive às margens do convívio social

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Como a tese de que “pobres fazem filhos para ter bolsa família” foi derrubada pelo IBGE

A tese defendida pelos eleitores conservadores de que o programa Bolsa Família estimularia o nascimento de filhos entre os mais pobres, em busca de recursos do governo, acaba de cair por terra. Levantamento realizado pelo IBGErevela que foi exatamente junto aos 20% mais pobres do país que se registrou a maior redução no número médio de nascimentos.
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.
Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.
“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.
Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.
A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.
Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.
“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.
Fonte: Portal Brasil

Abuso emocional na infância tem efeitos devastadores

O artigo a seguir traz os principais achados de uma pesquisa realizada no Brasil sobre os impactos do abuso emocional na infância. O estudo foi feito com base em um questionário respondido anonimamente por 10.800 pessoas de todo o país. O estudo foi publicado recentemente na revista científica Journal of Psychiatric Research

De acordo com o estudo, basta um pouco de abuso emocional em casa durante a infância (ofensas, humilhações) para que a pessoa deixe de se sentir saudável. As chances de tentativa de suicídio aumentam 17 vezes quando esse tipo de abuso ocorre em um nível grave, o que acontece em cerca de 15% da população. Além do abuso, a negligência emocional (falta de carinho, de amor, valorização) também pode ter efeitos devastadores.

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Pastoral da Saúde promove Campanha de doação de sangue

A Pastoral da Saúde preparara a campanha nacional “Abril Solidário” com o tema: “Pastoral da Saúde: solidariedade tá na veia”, de 1º a 30 de abril. A iniciativa busca incentivar e orientar a população sobre a doação de sangue. A Campanha quer ajudar os hemocentros que passam por dificuldades em manter os estoques de sangue para atendimentos de emergência.

Arcebispo de Maringá quer construir capela em cima de fossa onde Sacrário foi jogado


“Eu vou lutar pra isso”, disse o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, ao comunicar a intenção de construir uma capela no terreno em que está a fossa onde foi encontrado o Sacrário da igreja matriz de Marumbi-PR.

Na tarde de segunda-feira (30) dom Anuar foi à delegacia de Jandaia do Sul-PR visitar os três homens presos que roubaram o Sacrário. Pedro, Paulo e Marcos disseram ao arcebispo que pensavam que “aquele objeto” era um cofre.

O arrombamento à igreja foi realizado na madrugada de sábado para domingo (29). Durante a visita aos homens que cometeram o crime, dom Anuar ofereceu a estrutura da Igreja para que eles pudessem se recuperar nas comunidades terapêuticas ligadas à arquidiocese. Nenhum aceitou, mas disseram estar arrependidos do crime e demonstraram interesse em começar uma nova vida, longe da criminalidade.

A capela que dom Anuar pretende construir em Marumbi terá o nome de capela do Santíssimo Sacramento. “Será um lugar de oração para a comunidade”.

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

Abertas as inscrições para o 2º Encontro Arquidiocesano da Pastoral da Juventude

ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ


A Pastoral da Juventude realiza no dia 26 de abril o seu segundo encontro arquidiocesano. A atividade, que recebe o nome de Sintonize, tem o objetivo fortalecer a organização dos grupos de jovens nas comunidades.

A metodologia do encontro utiliza animação, dinâmicas e trabalhos em grupos específicos para os participantes dos grupos, os coordenadores paroquiais e os assessores, os adultos que acompanham os grupos de jovens.

Também podem participar do Sintonize grupos de jovens que ainda não definiram uma identidade e queiram conhecer a proposta de evangelização da Pastoral da Juventude. O mesmo se aplica às paróquias que ainda não possuem assessores para acompanhar a juventude. Adultos que tenham interesse de conhecer este serviço podem participar.

O Sintonize será realizado na paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Sarandi, das 8h às 16h. Outras informações e o formulário de inscrição estão disponíveis no site da pastoral, disponível em www.pjmaringa.com.br.

Neste ano o tema escolhido para o encontro é “Igreja, PJ e Sociedade”. “Vivemos para amar e servir” é o lema. Já a iluminação bíblica foi extraída de João 7, 37-38.

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá