04 maio, 2018

Como o ser humano precisa de um olhar carinhoso!

Estive pensando ontem depois de minhas visitas no hospital: 
Como o ser humano precisa de um olhar, de um elogio, de uma abraço, de um carinho, de palavras amigas, de companhias agradáveis! 
Não somos máquinas. 
Sem o equilíbrio afetivo, a carência se instala e se propaga. A troca de afetos poderia ser levada mais a sério. 
A maior parte das pessoas se limita a providenciar as coisas materiais. 
Tem muitos pais que não deixam faltar nada, mas não entregam um olhar, um abraço, um elogio, um carinho. 
Por mais que a tecnologia aproxime as pessoas, o toque sempre será único e insubstituível. 
Há idosos aguardando um pouco de tempo, um ouvido atento, um sorriso transbordante.
Ninguém deveria viver como estranho com aqueles que a vida se encarregou de aproximar. 
Ainda bem que tem abraços inesquecíveis, palavras eloquentes e gestos insubstituíveis. 
Abraço acochado. (Pe. Francisco Gecivam Vieira Garcia)

Entidade social presta apoio aos imigrantes em Maringá

Pela entidade passaram profissionais que vieram de outros países com formação, mas por conta de problemas na documentação e burocracias tiveram que se sujeitar a ganhar salário mínimo. A entidade procura é dar dignidade para os imigrantes que escolhem o Brasil para morar e trabalhar.

 

02 maio, 2018

Bem isso mesmo...



Ética



 Um pai decidiu levar seus filhos ao circo. Ao chegar à bilheteria, pergunta:
 - Olá, quanto custa a entrada?

 O vendedor responde:
 - R$ 30,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças de 7 a 14 anos. Crianças até 6 anos não pagam. Quantos anos eles têm?

 E o pai responde:
- O menor tem 3 anos e o maior 7 anos.

 Com um sorriso, o rapaz da bilheteria diz:
- Se o senhor tivesse falado que o mais velho tinha 6 anos eu não perceberia, e você economizaria R$ 20,00.

 E o pai responde:
- É verdade, pode ser que você não percebesse, mas meus filhos saberiam que eu menti para obter uma vantagem e jamais se lembrariam desta tarde como uma tarde especial. E finaliza:

 - A verdade não tem preço. Hoje deixo de economizar R$ 20,00, que não me pertenceriam por direito, mas ganho a certeza de que meus filhos saberão a importância de sempre dizer a verdade.

O atendente permaneceu mudo. 

Também ele teria uma tarde especial para se lembrar. 

Essa história ilustra uma cena em que os filhos presenciam uma atitude correta do pai. A história nos permite perceber que: 

- *Nada deve substituir a verdade*. 
- *Educar é dar o exemplo*.
- *Jamais devemos fazer pequenas concessões à mentira, o preço é alto demais*.
- *As palavras convencem, mas o exemplo arrasta*.
- *O exemplo é tudo*.

A corrupção começa nos pequenos gestos e são passados às novas gerações como algo comum, que não tem problema. Pense nisso e mude de atitude.

(Desconheço a real autoria deste texto)

Bazar Beneficente em prol da Promoção Humana e da Casa de Nazaré


01 maio, 2018

Olha essa foto de Cuba

É a imprensa nada.
Triste é saber tem quem a fonte de informação que acreditam são as que essas imprensas  levam para dentro de tantos lares.
É de Cuba, não sei o ano, estava nas redes sociais. Todo primeiro de maio, Cuba reúne fenômenos de massa similar.


População expulsa Presidente Temer do local do desabamento de um prédio ...

Primeiro de Maio Histórico em Curitiba!

Fonte da foto redes sociais

A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros



A dignidade do trabalhador no mundo do desemprego. Marcelo Barros

Nesse 1o de maio, a classe trabalhadora comemorará o seu dia em um mundo cada vez mais dominado pelo desemprego e pela precarização do trabalho. No Brasil atual, conforme o IBGE, a taxa de desemprego está em 12, 6%. Isso significa que o número de desempregados subiu desde o ano passado. Ao mesmo tempo, a chamada reforma trabalhista, implementada pelo atual desgoverno abriu todas as portas e janelas para a terceirização de todas as atividades empresariais e a precarização do trabalho. O objetivo da reforma foi desmontar os direitos trabalhistas e diminuir as garantias que os trabalhadores tinham na lei. A finalidade disso é a redução de preços de produção e assim aumentar o lucro das empresas. Para esse fim, a automação do trabalho faz com que, dentro de cinco anos, desaparecerão do mundo quinze milhões de emprego. Trabalhos que até agora são realizados por trabalhadores serão totalmente cumpridos por robôs ou mesmo nem existirem. Em todas as categorias de produção, isso gera desemprego em massa. Antigamente, o trabalhador que perdia, hoje, o seu emprego, tinha esperança de, em breve tempo, conseguir outro trabalho. Atualmente, a perda do emprego tem um caráter trágico porque é o próprio trabalho que, ao ser automatizado pode desaparecer.

O mundo atual é dominado pelo que, com muita propriedade, Lasdilau Dowbor chama de “capital improdutivo”. Os bancos e empresas financeiras que, antes, estavam a serviço do sistema produtivo, atualmente, dominam o mercado e vivem de rendas. Em plena recessão e em um mundo do desemprego, os bancos registram lucros bilionários e absurdos. Isso gerou um mundo no qual oito famílias têm mais riquezas do que a metade da população mundial. E os meios de comunicação chamam isso de desenvolvimento e pregam que é inevitável. Fazem de conta que denunciam a corrupção dos políticos e nunca contam como essas grandes somas de dinheiro se movimentam de um país a outro. Ninguém alude ao papel dos grandes bancos em meio a tudo isso. O sistema financeiro nunca pode ser colocado em questão.

No Brasil e no mundo inteiro, a sociedade civil organizada e os movimentos sociais se levantam contra esse sistema. Rompem o dogma do “não tem outro jeito”. Inventam alternativas criativas e revolucionárias. Em todo o mundo se espalham experiências de economia solidária e de produção em cooperativas livres e não dominadas pelo sistema capitalista neoliberal. No Brasil, movimentos sociais como o dos trabalhadores sem-Terra (MST) e dos pequenos agricultores (MPA) nos dão exemplos na Agricultura Ecológica e na produção de alimentos para a mesa do nosso povo. Atualmente, em muitas cidades, os movimentos sociais não somente festejam o 1º de maio. Fazem uma Semana da Classe Trabalhadora. Promovem encontros e reflexões sobre precarização do mundo do trabalho, as péssimas condições de segurança em muitos trabalhos e as ameaças de privatização dos hospitais públicos e das cadeias. Defendem o sistema de saúde dos trabalhadores, assim como outros desafios que o povo empobrecido enfrenta no Brasil. Na Argentina e em outros países do continente, nos últimos anos, dezenas de indústrias falidas e que iriam fechar foram tomadas pelos trabalhadores que começaram a administrá-las gerando novos empregos. Todas essas empresas puderam se reestruturar. A produção é garantida e os trabalhadores provam que é possível uma administração mais justa do trabalho e das condições de vida humana.

Nos seus encontros com os movimentos sociais, o papa Francisco tem insistido que esse sistema econômico é iníquo. O papa acredita que os pobres e trabalhadores podem ser construtores de uma nova sociedade mais justa e mais humana. Na sua carta mais recente, ele chama os cristãos e cristãs de todo o mundo a viver o espírito das bem-aventuranças de Jesus e, como os profetas e profetizas da justiça e da paz, nunca se conformarem com um sistema injusto e excludente. Lembra que o evangelho chama Jesus de carpinteiro ou artesão, termo usado na época para qualquer trabalhador braçal. Assim, os homens e mulheres que hoje assumem a missão de participar da caminhada coletiva do mundo do trabalho sabem que ao lutar pacificamente para transformar esse mundo estão sendo testemunhas de que o reinado divino está vindo e Deus está presente na luta do povo pela justiça e pela paz.

Por Marcelo Barros

Fonte: Site CEBs do Brasil

Acompanhe as mobilizações em todo o país deste 1º de maio!

Atos em defesa da democracia, pela liberdade de Lula e por direitos marcam o Dia de Luta da Trabalhadora e do Trabalhador.

Acompanhe pelo site Basil de Fato.

https://www.brasildefato.com.br/


Lula o maior líder operário católico da história do Brasil!

No primeiro de Maio, os católicos celebram a memória de São José Operário. 
A foto da procissão de São José Operário em São Bernardo do Campo, cidade que adotou o pernambucano Lula.
É...
Em Curitiba Lula esta preso, o maior líder operário católico da história do Brasil, o presidente que mais marcou a história dos pobres do país, ao lado de Getúlio Vargas. Com a diferença que Lula se fez um líder mundial.

Fonte da foto redes sociais

“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)



“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)

Uma dimensão da existência humana é o trabalho e é fundamental para a dignidade humana da pessoa.

Pelo trabalho participamos da obra da criação e contribuímos para a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Pelo trabalho tornamos semelhante ao nosso Deus que sempre esta trabalhando.

Não podemos deixar que o trabalho se torne uma  mercadoria, é um direito que deve ter uma remuneração justa para que todas as trabalhadoras e trabalhadores tenham vida digna.

De lutas das trabalhadoras e trabalhadores por conquistas de direitos é marcada nossa história.

Os direitos conquistados estão sendo atacados e retirados, precarizando as condições digna de vida, enfraquecendo o Estado, tudo em busca de lucro injusto e egoísta.

Tudo isso é muito triste...muito triste...não podemos aceitar. A luta não pode parar.

Papa Francisco em 2014 escreveu em sua rede social: “Peço aos que têm responsabilidades políticas que não se esqueçam de duas coisas: a dignidade humana e o bem comum” .


Nesse dia primeiro de maio, por interseção de São José, que o nosso Deus abençoe todas as trabalhadoras e trabalhadores.

30 abril, 2018

Dia da trabalhadora e do Trabalhador



Convite

1º de Maio
Dia da trabalhadora e do Trabalhador
Caminhada - Benção da Carteira de Trabalho e Missa
Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá - Paraná

A paróquia São Mateus Apóstolo - Arquidiocese de Maringá, convida para celebrar o dia da trabalhadora e do trabalhador.

Estamos com carinho esperando por vocês para esse lindo momento.

Local: Paróquia São Mateus Apóstolo
Inicio: 07h30
Concentração para caminhada: Rua Rio Seridó esquina com a Rua Rio São Francisco

História:

Padroeiro das trabalhadoras e trabalhadores, São José foi o pai adotivo de Jesus Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. Ele era considerado modelo ideal de trabalhador, pois sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos e cumpriu sempre seus deveres com a comunidade.

Em 1955, papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário no dia primeiro de maio, em sincronia com o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador.


28 abril, 2018

A vocês visitantes do blog

Um abençoado e alegre final de semana a todas e a todos!

Sonhar dizem que até que é bom, mais ficar só na imaginação é ruim - lute pelos seus sonhos, alguns irão realizar outros não assim e a vida.

Carlos Drummond de Andrade

27 abril, 2018

Acreditar

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo João 15,1-8, Leia a reflexão do teólogo espanhol José Antonio Pagola sobre a leitura de domingo.



Acreditar 
  
A fé não é uma impressão ou emoção do coração. Sem dúvida, o crente sente a sua fé, experimenta-a e desfruta-a, mas seria um erro reduzi-la a “sentimentalismo”. A fé não é algo que dependa dos sentimentos: “Já não sinto nada; devo estar a perder a fé”. Ser crentes é uma atitude responsável e razoável.
A fé não é tampouco uma opinião pessoal. O crente compromete-se pessoalmente a acreditar em Deus, mas a fé não pode ser reduzida a “subjetivismo”: “Eu tenho as minhas ideias e acredito naquilo que me parece”. A realidade de Deus não depende de mim nem a fé cristã é elaboração própria. Brota da ação de Deus em nós.

A fé não é tampouco um costume ou tradição recebida dos padres. É bom nascer numa família crente e receber desde criança uma orientação cristã da vida, mas seria muito pobre reduzir a fé a “hábitos religiosos”: “Na minha família sempre temos sido muito de Igreja”. A fé é uma decisão pessoal de cada um.

A fé não é tampouco uma receita moral. Acreditar em Deus tem as suas exigências, mas seria um equívoco reduzir tudo a “moralismo”: “Eu respeito a todos e não faço mal a ninguém”. A fé é, além disso, amor a Deus, compromisso por um mundo mais humano, esperança de vida eterna, ação de graças, celebração.

A fé não é tampouco um “tranquilizante”. Acreditar em Deus é, sem dúvida, fonte de paz, consolo e serenidade, mas a fé não é só uma “boia de salvação” para os momentos críticos: “Eu, quando me encontro em apuros, recorro à Virgem”. Acreditar é o melhor estímulo para lutar, trabalhar e viver de forma digna e responsável.

A fé cristã começa a despertar-se em nós quando nos encontramos com Jesus. O cristão é uma pessoa que se encontra com Cristo, e Nele vai descobrindo um Deus Amor que a cada dia o atrai mais. Diz muito bem João:

“Nós conhecemos o amor que Deus tem por nós e temos acreditado Nele. Deus é Amor” (1 João 4,16).

Esta fé cresce e dá frutos só quando permanecemos dia a dia unidos a Cristo, quer dizer, motivados e sustentados pelo Seu Espírito e a Sua Palavra: “O que permanece unido a mim, como eu estou unido a ele, produz muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada”.

Fonte: IHU

Benefícios da alimentação orgânica, artigo de Roberto Naime

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde.


O artigo é de Roberto Naime, publicado por EcoDebate. 26/04/2018

A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e melhorar a saúde

Alimentos orgânicos são produzidos através de técnicas específicas, buscando otimizar recursos naturais e socioeconômicos, respeitar a cultura das comunidades rurais, objetivando a sustentabilidade econômica e ecológica e a minimização do uso de energias não-renováveis. Sem nunca empregar materiais sintéticos, organismos modificados geneticamente ou radiações ionizantes.

Nas últimas décadas houve um crescimento muito grande com relação à preocupação com a saúde e por isto as pessoas começaram a se mobilizar em busca de dietas alimentares mais saudáveis. Esta mudança de comportamento fez crescer o número de produtores de alimentos orgânicos.

Ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas, que respeitam o meio ambiente durante todo o seu processo de produção e objetivam maximizar os resultados obtidos com as interações sinérgicas dos elementos bióticos e abióticos constituintes dos ecossistemas utilizados.

São alimentos obtidos de maneira mais natural, e por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos. Além das frutas, verduras, legumes, grãos e ovos, vem sofrendo incremento também o mercado de carnes orgânicas.

Na produção de ovos e carnes, o cuidado com o rebanho ou a granja é grande, já que os animais não sofrem maus-tratos e não passam por estresse. A alimentação deles é feita com grãos, cereais, sementes, verduras e legumes orgânicos e os animais são criados sem a aplicação de hormônios, anabolizantes e antibióticos. Assim, os ovos e as carnes orgânicas são mais saudáveis.

Nos grandes centros urbanos, por exemplo, os alimentos orgânicos são encontrados à venda em “Feiras Orgânicas” ou “Feiras Verdes”, que vendem exclusivamente produtos orgânicos. Já nas “feiras livres”, as barracas de orgânicos ainda são em menor número.

Vale ressaltar que apesar de serem alimentos orgânicos, o cuidado com a higiene deve ser o mesmo que os alimentos convencionais. Os alimentos orgânicos crus, também devem ser bem lavados e em água corrente, pois da mesma forma, há o risco de contaminação por bactérias, fungos e coliformes fecais.

No Brasil, existe produção orgânica ou natural de cana-de-açúcar e açúcar; e de grãos como soja, cacau, arroz, café e gengibre, e frutas como guaraná, manga, morango, uva, pêssego, banana, frutas cítricas. São produzidos ainda rapadura orgânica e hortifrutigranjeiros como tomate orgânico e legumes. Também néctares e sucos de frutas, geleias e cosméticos.

Os orgânicos evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e investigações tem demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.

Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo. Alimentos orgânicos também são mais saborosos. Seu sabor e aroma são mais intensos e em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam produzir alterações e modificações.

Protege as presentes e futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais.

A agricultura orgânica evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem e outras, os solos se mantém férteis e permanecem produtivos de forma permanente.

A agricultura e a pecuária orgânicos, protegem a qualidade da água. Os agrotóxicos, ou hormônios, antibióticos e anabolizantes utilizados nas plantações e criações, não contaminam os solos e os recursos hídricos, não poluindo rios e lagos.

A agricultura e a criação orgânicos, restauram a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis dos quais sinergicamente também se beneficia. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.

Em sua maior parte, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.

O cultivo orgânico economiza energia, dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.

Por fim, o produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização.

O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico. São com gestos pequenos, concretos e persistentes que se determinam mudanças de paradigmas realmente relevantes.

Referência:

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

26 abril, 2018

Aos 87 anos, Dona Luísa Concluiu Sua Faculdade Com Um TCC Feito à Mão

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.


Publicado por inspiradornews, 25/04/2018

Talvez seja por vergonha ou pelo medo de fracassar que uma boa parte das pessoas que estão na segunda metade da vida utiliza a frase “meu tempo já passou” para justificar sua inação.

Afortunadamente, existem exemplos que provam que nunca é tarde para aprender. O ser humano sempre pode superar a si mesmo e enfrentar seus medos.

Imagine uma senhora que já havia ultrapassado a casa dos oitenta anos. A irmã e o marido já haviam falecido e ela, com todos os motivos para, segundo a própria, “ficar em casa dormindo” resolveu sair para ocupar sua cabeça.

Filha de imigrantes italianos, Luísa Valencic Ficara veio para a América do Sul ainda no período da segunda grande guerra. E aos oitenta e tantos anos resolveu travar uma batalha contra ela mesma: , se formou em nutrição na faculdade Jundiaí.



Quando ela entrou na sala de aula pela primeira vez, não pôde deixar de notar as expressões de surpresa nas faces de colegas e mestras. Entretanto, a surpresa maior foi quando ela, após ter completado seus 87 anos, recebeu o tão sonhado diploma.

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.

No fim, com a ajuda de todas as pessoas que contribuíram para a vitória alcançada, dona Luísa pôde, enfim, comemorar sua vitória. E todos aqueles que presenciaram a senhora de cabelos grisalhos levantando seu “canudo” puderam ovacionar este exemplo de perseverança.

1°Mutirão de Comunicação da Arquidiocese de Maringá


A Arquidiocese de Maringá/Pr, através da Pastoral da Comunicação/PasCom, realizará o 1º Mutirão Arquidiocesano de Comunicação (MUTICOM), no dia 27 de maio de 2018. 

Com o tema “Comunicação e Evangelização”, o evento tem como objetivo ajudar na compreensão da comunicação como instrumento de evangelização e desenvolvimento humano, assim como ajudar na compreensão e uso dos meios de comunicação disponíveis na Arquidiocese e paróquias.

O tema coloca em destaque a missão/objetivo da Pastoral da Comunicação, junto aos agentes e lideranças em geral auxiliando na compreensão e consciência do potencial da comunicação como instrumento de evangelização.

O evento também comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo Papa Paulo VI, em maio de 1967, pós-Concílio Vaticano II, quando a Igreja sentiu a necessidade de chamar a atenção dos fiéis para o vasto e complexo fenômeno dos modernos meios de comunicação. Neste ano, o Dia Mundial das Comunicações será em 13 de Maio, Domingo da Ascensão do Senhor, contudo todo o mês de maio é dedicado à comunicação. 

[PasCom/Arquidiocese de Maringá / pascommaringa@gmail.com]

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

A Pastoral Social realiza dos dias 4 a 6 de maio o 9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2. 

O tema será a Encíclica do Papa Francisco Alegrai-vos e Exultai-vos (leia aqui). Devem participar do encontro coordenadores e participantes das pastorais sociais de todas as dioceses do Paraná.

Serviço

9º Encontro Anual das Pastorais Sociais do Regional Sul 2.

Quando: dias 4 a 6 de Maio de 2018.

Onde: Casa de Encontro dos Freis Carmelitas, Rua General Teodorico Guimarães, 48 – Fanny, Curitiba. [Também pode chegar pela Linha Verde, 13.512].

Inscrições: Clique Aqui.

Prazo das inscrições encerram em 30 de abril.

Custos: R$ 130,00 (hospedagem e alimentação)

Contato: jardel.lopes.puc@gmail.com ou celular 41 9843 2459 (Tim/WhatsAapp).

25 abril, 2018

No Brasil, mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação de pobreza


O número representa 17,3 milhões de jovens, aponta estudo da Abrinq.

Mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação domiciliar de pobreza no Brasil, o que representa 17,3 milhões de jovens. Em relação àqueles em extrema pobreza, o número chega a 5,8 milhões de jovens, ou seja, 13,5%. O que caracteriza a população como pobres e extremamente pobres é rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo, respectivamente.

A reportagem é de Camila Boehm, publicada por Agência Brasil, 24-04-2018.

Os dados são da publicação “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, que será divulgado amanhã (24) pela Fundação Abrinq. O estudo relaciona indicadores sociais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global para a promoção de metas de desenvolvimento até 2030, do qual o Brasil é signatário junto a outros 192 países.

“Algumas metas [dos ODS] certamente o Brasil não vai conseguir cumprir, a menos que invista mais em políticas públicas voltadas para populações mais vulneráveis. Sem investimento, fica muito difícil cumprir esse acordo”, avaliou Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. “Se não houver um investimento maciço em políticas sociais básicas voltadas à infância, ficamos muito distantes de cumprir o acordo”.

Um dos exemplos de metas difíceis de serem cumpridas está relacionada à educação, mais especificamente ao acesso à creche. “Você tem uma meta, que entra no Plano Nacional de Educação [PNE], de oferecer vagas para 50% da população de 0 a 3 anos [até 2024]. Se você não aumentar o investimento e a oferta de vagas em creches – hoje estamos com 27% de cobertura –, não chegaremos em 50% para atender o PNE. Essa é também uma meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]”, explica Heloisa.

Outra meta distante do cumprimento é sobre a erradicação do trabalho infantil. “O acordo [com a ONU] prevê que, até 2025, os países erradiquem todo tipo de trabalho escravo e trabalho infantil. Nós [Brasil] ainda temos 2,5 milhões crianças em situação de trabalho. Se não houver investimento na erradicação do trabalho infantil, essa meta certamente não vai ser alcançada”, avaliou.

Jovens vulneráveis

Segundo Heloisa, o relatório ressalta o quanto os jovens são vulneráveis à pobreza. Ela compara que, enquanto as crianças e adolescentes representam cerca de 33% da população brasileira, entre os mais pobre esse patamar é maior. “Se você fizer um recorte pela pobreza cruzado com a idade, você vai perceber que entre a população mais pobre tem um contingente ainda maior de crianças e adolescentes [40,2%]. Esse é um ponto importante que ressalta o quanto as crianças são vulneráveis à pobreza”, diz.

A representante destaca ainda a importância de analisar os indicadores do ponto de vista regional, uma vez que a média nacional não reflete o que se passa nas regiões mais pobres. Em relação à renda, o Nordeste e o Norte continuam apresentando os piores cenários, com 60% e 54% das crianças, respectivamente, vivendo na condição de pobreza, enquanto a média nacional é de 40,2%.

“Quando olhamos para uma média nacional, tendemos a achar que a realidade está um pouco melhor do que de fato ela está. O Brasil é um país muito grande, muito desigual, então se você olhar os dados regionais, vai ver que as regiões mais pobres concentram os piores indicadores de educação, de acesso à água e saneamento, de acesso a creches, por exemplo”.

Violência

O relatório mostra que 18,4% dos homicídios cometidos no Brasil em 2016 vitimaram menores de 19 anos de idade, um total de 10.676. A maioria desses jovens (80,7%) foi assassinada por armas de fogo. O Nordeste concentra a maior proporção de homicídios de crianças e jovens por armas de fogo (85%) e supera a proporção nacional, com 19,8% de jovens vítimas de homicídios sobre o total de ocorrências na região.

A violência é a consequência da falta do investimento nas outras políticas sociais básicas, segundo Heloisa. “Os outros índices influenciam diretamente a estatística da violência. Se você investir na manutenção das crianças e adolescentes na escola até completar a educação básica – que está prevista na lei brasileira, que seria até 17 anos –, se investir na proteção das famílias, na disponibilização de atividades e espaços esportivos para crianças e adolescentes, você vai ter um número muito menor de jovens envolvidos com a violência”, conclui

Heloisa destaca que há uma relação direta dos altos índices de violência com as estatísticas de pobreza. “A prova de que isso é uma relação direta é que, entre esses 10,6 mil crianças e adolescentes assassinados [em 2016], a maioria deles, mais de 70%, são jovens negros, pobres e que vivem em periferia. Portanto, são adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, poderia ser evitado com investimento em enfrentamento da pobreza, melhorando a qualidade de moradia, educação e saúde”, acrescenta.

Para reduzir a violência e os homicídios nessa faixa etária, Heloisa alerta que não basta investir em segurança pública. “O melhor indicador da segurança pública é a evasão escolar zero”, diz. Ela cita um estudo, realizado pelo sociólogo Marcos Rolim, do Rio Grande do Sul, com jovens que ficaram na escola e outros que saíram precocemente. “O resultado que ele encontrou é que os jovens que permanecem na escola não se envolvem com violência, portanto, há uma relação direta e o melhor investimento para segurança pública é a escolarização, é a manutenção dessas crianças na escola”.

Os indicadores selecionados para o Cenário da Infância e da Adolescência podem ser encontrados no portal criado pela Fundação Abrinq Observatório da Criança e do Adolescente.