20 novembro, 2019
Homem mata a tiros moradora de rua após ela pedir esmola!
"Talvez um cachorro produzisse mais indignação. APOROFOBIA (ódio ao pobre cresce). Este sujeito representa milhões que gostariam de fazer a mesma coisa. Ele serve aos bilionários que não querem dividir sua riqueza (1% da população planetária). É um mundo que faz o ser humano se tornar escravo de si mesmo."
(esse comentário feito pelo Celso Pinto Carias, em seu perfil no Facebook, ao publicar a matéria)
Veja a íntegra da matéria e o vídeo AQUI
Homem mata a tiros
moradora de rua após ela pedir esmola no Centro de Niterói
Vítima tinha 31 anos e era conhecida como Néia. Homem
identificado pela polícia como autor dos disparos está preso e disse para sua
advogada que reagiu a um assalto.
Por Carlos Brito, Felipe Freire e Fernanda Rouvenat, G1 Rio
e Bom Dia Rio
20/11/2019
Um homem matou a tiros uma moradora de rua depois que ela
pediu R$ 1 a ele no Centro de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, no fim
da madrugada de sábado (16). Imagens de câmeras de segurança registraram o
momento em que Zilda Henrique dos Santos Leandro, de 31 anos, conhecida como
Néia, foi baleada.
Nas imagens, ela aparece falando e gesticulando, até que vai
em direção a um homem que passa pelo local. Ele tenta desviar, mas Néia o
acompanha.
Em seguida, o homem saca a arma e dispara, pelo menos, duas
vezes em direção à mulher. Depois disso, ele sai andando com a arma na mão
enquanto a vítima fica caída no meio da rua.
O homem foi identificado como Aderbal Ramos de Castro e está
preso na Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele disse para a sua advogada de
defesa que reagiu a uma tentativa de assalto.
“Ele é dono de uma lanchonete que fica ali perto e estava a
caminho do trabalho quando o fato aconteceu.Já foi assaltado outras vezes
naquela região e por isso reagiu”, explicou a advogada Daniela Lopes,
responsável pela defesa do preso. Segundo ela, Aderbal tem porte de arma e essa
documentação já estaria em posse da polícia.
Uma testemunha que viu o crime tenta socorrer a vítima e
acena para um carro que passa, mas ninguém para. O crime aconteceu na Rua Barão
de Amazonas, no Centro do município.
Arquidiocese de Maringá papa nomeia como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho
Nossa...
A Vatican News publicou que o papa com a renúncia de Dom Anuar Battisti, nomeou como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho, O.F.M.Conv., Bispo de Umuarama.
A Vatican News publicou que o papa com a renúncia de Dom Anuar Battisti, nomeou como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho, O.F.M.Conv., Bispo de Umuarama.
Administrador Apostólico
É um Bispo que administra interinamente uma Arqui/Diocese.
Toma a designação de Administrador Apostólico sede vacante. Permanece como Administrador
Apostólico até que o Papa nomeia o novo Bispo e ou Arcebispo.
Papa Francisco aceita renúncia de dom Anuar Battisti
O Papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira, 20 de novembro, o pedido de renúncia apresentado por dom Anuar Battisti ao governo pastoral da arquidiocese de Maringá (PR). Dom Anuar está na arquidiocese desde novembro de 2004. A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou agradecimento a dom Anuar.
Biografia
Nascido em Lajeado (RS), em 19 de fevereiro de 1953, dom Anuar Battisti ingressou no seminário em 1963, em Toledo (PR), onde cursou o ensino fundamental. Concluiu o ensino básico nos seminários de Cascavel (PR) e de Curitiba (PR). Na Pontifícia Universidade Católica da capital paranaense, cursou Filosofia. Estudou Teologia em Roma, no então Studium Theologicum, agora Universidade Lateranense, e na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.
A ordenação sacerdotal de dom Anuar foi em 8 de dezembro de 1980, na diocese de Toledo. De 1986 a 1989, presidiu a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (Osib) e, de 1987 a 1990, a Organização dos Seminários Latino-Americanos (Oslam). O agora arcebispo emérito de Maringá participou, no ano de 1990, do Sínodo dos Bispos sobre a formação presbiteral. De 1991 a 1995, foi secretário executivo do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam).
Em 1996, após a transferência do então bispo de Toledo, dom Lúcio Baumgartner, foi eleito pelo Colégio de Consultores administrador diocesano. Após mais de dois anos no cargo, foi nomeado bispo diocesano pelo Papa João Paulo II. A posse na diocese de Toledo foi em 20 de junho daquele ano.
Dom Anuar presidiu, na CNBB, entre 2003 e 2007, a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Neste período, em setembro de 2004, foi nomeado arcebispo de Maringá. A posse foi em 24 de novembro de 2004.
Mais recentemente, dom Anuar colaborou na articulação da Pastoral do Turismo no Brasil. Em 2015, foi escolhido para integrar o Conselho Administrativo da Pastoral da Criança Internacional e eleito presidente Nacional do Conselho Diretor da Pastoral da Criança para um mandato de quatro anos. No mesmo ano, foi designado suplente de delegado da CNBB junto ao Celam, conselho que o elegeu presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do conselho para a gestão 2015 a 2019.
Agradecimento da CNBB a Dom Anuar Battisti
Estimado irmão, Dom Anuar Battisti,
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta agradecimento à dedicação de dom Anuar Battisti durante sua trajetória episcopal na diocese de Toledo e na arquidiocese de Maringá.
Devemos igualmente recordar e salientar sua caminhada na dimensão vocacional e dos ministérios, por onde transita desde os tempos de presbítero. A Igreja no Brasil e em toda a América Latina e Caribe foram mais enriquecidas com suas contribuições, respectivamente, na Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada desta Conferência e no Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino Americano, o CELAM.
Nosso agradecimento está unido também aos agentes das Pastorais da Criança e do Turismo, as quais contaram com seu zelo e dedicação sempre amorosos.
Neste novo tempo de seu ministério, desejamos que continue firme na missão, como nos ensina o Papa Francisco: “Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida é uma missão preciosa: não é um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos!” (Homilia do Papa Francisco na Santa Missa no Dia Missionário Mundial).
Confiantes à intercessão de Nossa Senhora da Glória, rogamos saúde e proteção ao nosso irmão e uma fecunda perseverança na fé aos fiéis de Maringá, que aguardam, a partir deste momento, o novo pastor.
Em Cristo,
Dom Walmor Oliveira Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB
Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
255 mil pessoas negras foram mortas em seis anos, revela estudo.
255 mil pessoas negras foram mortas em seis anos, revela
estudo.
Negros têm 2,7 mais chances de serem mortos do que brancos,
diz IBGE
A população negra tem 2,7 mais chances de ser vítima de
assassinato do que os brancos. É o que revela o informativo Desigualdades
Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado nesta quarta-feira 13 pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE Luanda
Botelho, enquanto a violência contra pessoas brancas se mantém estável, a taxa
de homicídio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas etárias.
“Na série de 2012 a 2017, que foi o período que a gente
analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homicídios por 100 mil
habitantes da população preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto
para a população branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno
de 16”, disse ela.
Para os jovens, a situação é mais crítica. Ainda na
comparação por 100 mil habitantes, a chances de morte beiram o triplo do que
pessoas brancas entre 15 e 29 anos.
De acordo com dados do Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, foram registradas 255 mil mortes de
pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados.
Estudantes
Segundo o levantamento, a violência vivenciada na escola
também atinge mais a população preta e parda do que a branca. O IBGE analisou
dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono
ano, e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de
ir à aula em algum dia por falta de segurança no trajeto entre a casa e a
escola.
Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam
em escolas localizadas em áreas de risco, enquanto entre os brancos a proporção
cai para 45,7%. A diferença cresce na comparação apenas entre escolas privadas,
com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos.
Segundo o IBGE, jovens expostos à violência têm mais
propensão a sofrer de doenças como depressão, vício de substâncias químicas e
problemas de aprendizagem, além de suicídio.
Fonte: Agência Brasil. A reportagem publicada em 13-11-2019.
União e resistência negra. Marcelo Barros.
União e resistência negra. Marcelo Barros.
No Brasil, essa semana é marcada pela memória do martírio do
Zumbi dos Palmares no 20 de novembro de 1697 e pela comemoração dessa data que,
em todo o país, se tornou “Dia da união e consciência negra”. A comemoração
anual da memória do Zumbi é importante em um Brasil que ainda mantém a herança
de forte desigualdade social.
Atualmente, o Brasil é o país com a segunda maior população
negra do mundo (Só perde para a Nigéria). No entanto, essa população continua a
ser majoritariamente pobre e explorada. No seu livro Escravidão, Laurentino
Gomes afirma: “Negros e pardos representam 54% da população brasileira, mas sua
participação entre os 10% mais pobres é muito maior de 78%.
Na educação, enquanto 22% da população branca tem 12 anos de
estudo ou mais, a taxa é de 9, 4% para a população negra. Em 2016, o índice de
analfabetismo entre os negros era de 9, 9%, mais que o dobro do índice entre os
brancos” . Isso mostra que, na realidade brasileira, ser negro é quase sinônimo
de ser pobre e ter menos acesso à escolaridade e ás condições sociais de outros
brasileiros.
O Brasil foi o último país da América Latina a abolir
oficialmente a escravidão. No entanto, organismos da ONU reconhecem que,
atualmente, existem no mundo milhões de pessoas em situação de escravidão. Em
nosso país, há latifúndios no campo e fábricas nas periferias urbanas que
exploram pessoas como se fossem escravas.
Para que, no decorrer da história, uma tragédia como a
escravidão tenha se mantido durante tanto tempo, não bastaria a força de armas.
A escravidão não se sustentaria se, além da estrutura econômica e da força das
armas que a impunham, não houvesse uma cultura racista e discriminatória que a
legitima. Infelizmente, até hoje, essa cultura ainda persiste em certos
ambientes. Por isso, é importante lutarmos pela igualdade social e dignidade de
todas as pessoas.
A unidade das raças e a igualdade entre os seres humanos
supõe que cada cultura e cada povo tenha consciência de sua dignidade. Chama-se
“consciência negra” o fato das pessoas afro-descendentes assumirem sua
identidade cultural, conscientes do imenso valor de sua cultura, para
contribuir com as outras na riqueza intercultural do Brasil.
Por isso, é preciso lutarmos para que, no Brasil, se
mantenham ou sejam retomados os programas que fomentam a igualdade de condições
e a integração social de negros e brancos.
Conforme a Constituição Brasileira, devem ser respeitadas e
valorizadas as comunidades remanescentes de Quilombos. São grupos que, desde os
tempos da escravidão, reúnem negros, seus aliados e descendentes, em uma
comunidade com cultura e valores próprios. Eles devem ter direito à terra
coletiva e merecem das autoridades públicas a proteção e o apoio necessários.
Estas comunidades estão organizadas em quase todos os estados e somam mais de
dois mil grupos e comunidades. Algumas delas mantêm elementos de idioma, de
danças e costumes ancestrais que são de uma riqueza incalculável para todo o
Brasil.
Uma das mais profundas riquezas das culturas
afro-descendentes é a espiritualidade viva e bela das comunidades negras. A Mãe
África permanece viva e atuante na memória religiosa dos seus filhos e filhas.
Para ser escravas nos diversos países da América, foram seqüestradas pessoas de
diferentes áreas do continente africano. Apesar de todas as dificuldades e
repressões, os afrodescendentes conseguiram manter as suas línguas, contar a
seus filhos as histórias dos seus antepassados, guardar as canções da
Mãe-África e reconstituir muitas expressões culturais e religiosas. Só podiam
cultuar à noite, enquanto os brancos dormiam.
Como objetos de culto, só possuíam seus corpos, suas vozes e
os terreiros das senzalas, seus templos. Foram obrigados a adaptar antigos
costumes da África às novas condições de clima, ao pouco tempo livre de que
dispunham e à sua extrema pobreza. Fundiram costumes religiosos, adaptaram
mitos e elaboraram oralmente uma explicação religiosa do mundo e da sua
história. Esta teologia narrativa deu origem a religiões novas como o
Candomblé, o Batuque, o Tambor de Minas, a Santeria cubana e o Vodu haitiano.
Durante séculos, de geração em geração, se transmitiram ritos, cânticos e
histórias ancestrais.
Infelizmente, por todo o Brasil, se espalham fenômenos de
ataques e violências contra templos e cultos das religiões afrodescendentes. E
o mais chocante é que essas expressões de ódio e intolerância são cometidas por
cristãos que afirmam agir em nome de Jesus Cristo. É preciso deixar claro: Uma
fé cristã e uma Igreja, testemunha de que Deus é amor e inclusão, não pode
deixar de respeitar e valorizar as outras religiões e tradições espirituais. Na
história, as religiões afrodescendentes foram responsáveis pela resistência dos
nossos irmãos e irmãs negras em meio a um sofrimento intenso e continuado. Por
isso, apoiá-las e se solidarizar com elas é questão de justiça.
A base da fé cristã é que a Palavra divina se fez carne e se
revelou no meio de nós através da pessoa de Jesus de Nazaré que assumiu toda a
condição humana e todas as culturas com seus valores para revelar em tudo o que
é humano a presença divina. Nós somos chamados a continuar este caminho de
reverência amorosa e delicadeza no diálogo e na colaboração com as outras
religiões e culturas.
18 novembro, 2019
Eu sinto um vazio no peito, Berimbau vem me ajudar, Vem, vem, vem, Berimbau vem me ajudar?
Depois de algum tempo parada, foi muito bom voltar estar com esse povo querido.
“Eu sinto um vazio no peito, Berimbau vem me ajudar, Vem, vem, vem, Berimbau vem me ajudar.
Pensamento invade o passado, Me deixa acordado para sempre lembrar, Do jogo da capoeira, Que acalma o meu corpo e me faz respirar.”
17 novembro, 2019
Dia Mundial dos Pobres
A menina ainda tão pequena, tem a frente um grande desafio,
ser alguém!
Olhem a foto abaixo, uma senhora, talvez com seus 70 anos ou mais, e uma criança com 8 anos ou mais.
Tirei essa foto hoje, mas pode ser que já passei por essa senhora e essa criança por uma, duas ou mais vezes.
Acredito que o lugar de invisibilidade e indiferença que o morador de rua ocupa socialmente seja sua maior solidão. Diante de uma violência real ou não, estamos sendo educados para termos medo, e justificado pelo medo e perigo, somos omissos, frios, ficamos a distância.
Essa senhora, quanta história e um presente com dificuldade. Futuro, que futuro?
A menina, a criança, um presente com esperança? O futuro? Essa menina, ainda tão pequena tem a frente um grande desafio, ser alguém.
Olhem a foto abaixo, uma senhora, talvez com seus 70 anos ou mais, e uma criança com 8 anos ou mais.
Tirei essa foto hoje, mas pode ser que já passei por essa senhora e essa criança por uma, duas ou mais vezes.
Acredito que o lugar de invisibilidade e indiferença que o morador de rua ocupa socialmente seja sua maior solidão. Diante de uma violência real ou não, estamos sendo educados para termos medo, e justificado pelo medo e perigo, somos omissos, frios, ficamos a distância.
Essa senhora, quanta história e um presente com dificuldade. Futuro, que futuro?
A menina, a criança, um presente com esperança? O futuro? Essa menina, ainda tão pequena tem a frente um grande desafio, ser alguém.
As fotos, são de uma atividade com os moradores de
rua e albergados de Maringá, organizado pelas diversas pastorais sociais,
entidades, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e pela Aras/Cáritas - entidade
articuladora das ações sociais na Arquidiocese de Maringá.
A concentração da terra, da riqueza e da renda nas mãos de
poucos. Poucos tem demais, e muitos sem nada ter. Por existir essa
desigualdade, Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres. Por convocação
do Papa, a Igreja Católica celebra no dia 17 de novembro de 2019, o III Dia
Mundial dos Pobres.
São muitos os que não tem acesso ao Direitos e Garantias
Fundamentais pela Constituição Federal de 1988. Esses direitos são referentes à
educação, saúde, trabalho, previdência social, lazer, segurança, proteção à
maternidade e à infância e assistência aos desamparados.
O que vemos, crescimento da população em situação de rua,
albergados, sem teto, sem terra, sem atendimento médico, sem o direito a
aposentadoria, sem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), sem
trabalho, sem acesso à educação. Aumento dos descartados da sociedade.
O dia do pobre é um chamado para que a sociedade enxergue
essa realidade, e tomar iniciativas.
É preciso criar mecanismo, meios e discussão sobre a
realidade da pobreza, porque se não, vamos ter uma sociedade onde haverá os
herdeiros dos poucos que tem demais. Esses herdeiros não precisaram trabalhar
para conquistar nada. Já serão os possuidores da riqueza. E para os herdeiros
do muitos que nada tem?
15 novembro, 2019
No link abaixo, slide trabalhado agora no 4º SULÃO DAS CEBs
No link abaixo, slide trabalhado agora no 4º SULÃO DAS CEBs.
Recebi da Leoni.
Partilho como documento adobe
IGREJA DA BASE na perspectiva do Papa Francisco
Partilho como documento adobe
IGREJA DA BASE na perspectiva do Papa Francisco
O Contar-me como ato
político de construção de
conhecimento.
O FALAR como ação política
profética.
Contar-me como ato
político profético
4° Sulão das CEBs
4º SULÃO DAS CEBs
Igreja da Base na perspectiva do Papa Francisco
15 a 17 de novembro
Canoas – Arquidiocese de Porto Alegre/ RS
A arquidiocese de Maringá está representada pelo Celso Claudemir Ninno, Luzia Fermino A. Nascimento, Gracínia da Silva Batista, Maria Lucia Martins Orlandelli e Lucineide Ribeiro Agreira Bonifácio.
O 4° Sulão das CEBs, que ser espaço para partilhar as nossas
lutas, buscas, alegrias e esperanças, mas também angústias e dúvidas,
animados/as pela certeza de que onde houver um/a cristão/ã consciente ou uma
mulher e um homem de boa vontade que se irmanam na solidariedade, na luta pela
justiça, e na criação de estruturas de fraternidade e comunhão, o tirano poder
não será nem absoluto e nem definitivo. E aí está o coração das CEBs, aí está
acontecendo o jeito de ser da Igreja comprometida com Jesus Cristo.
Canoas foi indicada diante do fato de que as CEBs no RS
tiveram aí seu berço inicial, fruto da ação do Espírito Santo, como fonte
geradora de uma Igreja encarnada na realidade do povo sofredor, entre eles, os
Índios e Afrodescendentes.
Através da inserção e ação evangelizadora do Irmão Antônio
Cechin, sua irmã Matilde e tantas outras lideranças leigas e religiosas, que
sempre nos animaram com os exemplos de fé de São Sepé.
Com nosso Irmão e Pastor Francisco, que nos preside na
caridade, queremos renovar essa fé no Deus Conosco, que continua caminhando ao
nosso lado, ouvindo os clamores de seu povo, acolhendo em seus braços e coração
misericordioso nossas incertezas e dores, mas ao mesmo tempo, nos animando para
que, como Moisés, sejamos também nós uma Igreja na base, profética e portadora
da esperança da terra onde jorra leite e mel, ou como dizem os sábios povos
nativos guaranis, uma Terra Sem Males.
O Sulão das CEBs, reúne representantes dos quatro Regionais
do sul do Brasil (Sul 1, Sul 2, Sul 3 e Sul 4).
O que é ''aporofobia''? Uma reflexão útil e atual
“Ninguém tem antipatia pelos turistas estrangeiros que invadem as nossas cidades artísticas, muito menos pelos empresários ou pelos financiadores estrangeiros que abrem ou adquirem empresas entre nós. O problema não é o estrangeiro, mas sim o pobre como tal e aquilo que ele representa.”
A opinião é do padre italiano Luciano Cantini, em artigo publicado em Il Sismografo, 10-07-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Adela Cortina é professora de Ética e Filosofia Política na Universidade de Valência (Espanha), diretora da Fundação Étnor para a Ética dos Negócios e das Organizações, membro da Academia das Ciências Morais e Políticas, tem oito doutorados “honoris causa” conferidos por diversas universidades no mundo. Ela é a autora da “palavra do ano de 2017”, de acordo com a Fundação Espanhola Urgente(a de 2014 foi “selfie”), que está entrando na reflexão de quem está atento à evolução do pensamento e dos comportamentos sociais no mundo ocidental.
A palavra é “aporofobia”, que Adela cunhou e usou em diversos artigos, livros, entrevistas; é uma palavra emprestada da língua grega e tenta identificar uma fobia, um medo, uma patologia social que se manifesta na aversão a alguém que é percebido como diferente, como a homofobia, a islamofobia, a xenofobia.
Em grego, a palavra á-poros significa “sem recursos”, portanto, o termo aporofobia significa “rejeição ou aversão aos pobres”.
De acordo com a filósofa espanhola, é importante chamar as coisas pelo seu verdadeiro nome. De fato, é por uma mera questão política ou pela falta de uma percepção plena, talvez por limites de linguagem, que a nossa sociedade, muitas vezes, define como “xenofobia” ou “racismo” a rejeição aos imigrantes ou aos refugiados, termo que, na maioria dos casos, é indesejado, mas também inadequado para expressar a realidade. De fato, essa percepção dos nossos dias não se deve ao status de estrangeiros, mas sim ao fato de que são pobres.
Dos políticos às pessoas comuns, existe a preocupação de rejeitar o fato de serem tachados de racistas xenófobos, enquanto se esforçam para encontrar as justificativasmais diversas para uma atitude de antipatia e de rejeição não claramente identificada.
A professora espanhola defende que o que assusta a nossa sociedade do bem-estar é a pobreza, mas não se tem a coragem de reconhecer isso, mesmo que seja recorrente se apresentarem situações de crise econômica. Identificando a pobreza com os estrangeiros imigrantes e refugiados e com os Rom, é menos constrangedor e mais fácil apresentar essas pessoas como uma ameaça à identidade nacional. Desse modo, construiu-se um discurso social repleto de ódio que não é totalmente identificável com a xenofobia.
Nos últimos anos, mudaram rapidamente as formas em que a pobreza se manifesta, assim como a sua percepção. O certo é que, na Itália, a pobreza avança – cada vez menos ricos são mais ricos, e aumenta o número dos pobres mais pobres –, além disso, a pobreza e o desconforto geram e incentivam formas de microcriminalidade. Isso torna as pessoas incertas e preocupadas, assustadas a ponto de se perderem no escuro em busca do “leproso”, em vez de buscarem as causas para remediar isso seriamente. É mais fácil deixar os pobres do lado de fora da porta de casa (ou no meio do mar).
Ninguém tem antipatia pelos turistas estrangeiros que invadem as nossas cidades artísticas, muito menos pelos empresários ou pelos financiadores estrangeiros que abrem ou adquirem empresas entre nós. O problema não é o estrangeiro, mas sim o pobrecomo tal e aquilo que ele representa.
A pobreza e a degradação que ela envolve nunca desapareceram, mas são diferentes a percepção e o modo de enfrentá-la na história recente: passou-se de uma situação de pobreza generalizada desde a Grande Guerra aos anos do boom econômico, em que também eram generalizados a solidariedade e os modos de convivialidade (vivia-se com a chave na fechadura de casa), em que assistimos ao fenômeno da emigração; entre os anos 1960 e 1980, produzimos sistemas de assistencialismo, mas também de marginalização, surgiram bairros e estruturas inteiros para se relegar a pobreza – exemplo disso são o “serpentone” de Roma ou as “vele” de Nápoles; em Livorno, foram os bairros a norte que tiveram essa prerrogativa, mas os “campos nômades” também surgiram por toda a parte –, áreas onde a pobreza e uma espécie de separação se reproduziram, aumentando o empobrecimento e a guetização social. A pobreza foi mantida longe dos olhos.
Com o bem-estar, pensou-se em uma requalificação das periferias, mas não dos centros históricos, cujas estruturas de moradia, não mais adequadas a um estilo de vida rico, foram pouco a pouco ocupadas pelos menos ricos, como os estrangeiros imigrantes. A urbanização da pobreza é um fenômeno tão novo que criou o alerta de invasão.
Saber que existe a aporofobia não muda a situação, e talvez não seremos capazes de eliminar a rejeição aos pobres dos nossos medos, mas pelo menos poderemos nos tornar conscientes do problema real e identificar algum caminho de correção, talvez até tirando algumas máscaras, libertando-nos de formas de “libertação das consciências” do assistencialismo, trabalhando sobre o próprio coração e sobre o próprio sentimento, antes ainda de fazer escolhas operativas.
“É urgente redescobrir a ideia de bem comum, para a felicidade da convivência; é urgente se exercer na ‘con-vivialidade’, na partilha do alimento, para redescobrir os laços sociais, a possibilidade de instaurar uma confiança recíproca, que se traduz em responsabilidade um pelo outro” (Enzo Bianchi, Jesus, julho de 2018).
Fonte: IHU
13 novembro, 2019
CNBB lança novas “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros na Igreja no Brasil”
Mudanças históricas e os desafios da
atualidade são pontos importantes que foram considerados na elaboração das
novas “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros na Igreja no Brasil”. A obra
é resultado do trabalho da 56ª Assembleia Geral dos Bispos da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 2018, que acaba de ser lançada pela
Edições CNBB.
O documento traz orientações para a formação
de novos presbíteros no Brasil e a necessidade de formação permanente. Segundo
o texto, esse novo presbítero precisa ter características como “coragem de
alcançar todas as periferias geográficas e existenciais que precisam da luz do
Evangelho, em uma atitude acolhedora e misericordiosa”, destaca o texto.
De acordo com o arcebispo de Porto Alegre e
primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, um dos responsáveis pela
elaboração do texto na época, a Igreja no Brasil deve buscar “Homens
verdadeiramente apaixonados pelo Evangelho do crucificado/ressuscitado, homens
entusiasmados pela proposta do Reino e por isso capazes de se lançar
generosamente no trabalho apostólico”, afirmou em uma entrevista ao portal da
CNBB.
O documento foi inspirado na Ratio
Fundamentalis – O dom da vocação presbiteral e suas quatro características que
precisam ser destacadas: a formação deve ser única, integral, comunitária e
missionária. Publicado no dia 8 de dezembro de 2016, atualiza as orientações de
1985.
As atuais Diretrizes para a Formação
Presbiteral foram aprovadas na 48ª Assembleia Geral da CNBB, em 2010, e já
visavam enriquecer a formação espiritual, humana, intelectual e pastoral dos
futuros sacerdotes “com novos impulsos vitais, consoantes com a índole peculiar
de nosso tempo”. As “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros na Igreja no
Brasil” passou a vigorar no Brasil em 12 de outubro de 2019, um mês depois de o
decreto ser aprovado pela Congregação para o Clero do Vaticano.
O subsídio as “Diretrizes para a Formação dos
Presbíteros na Igreja no Brasil” pode ser adquirido no site das Edições CNBB.
Organização
da Igreja no Brasil
De acordo com o Diretório da Liturgia e da
Organização da Igreja no Brasil da CNBB, atualmente, o Brasil conta com 278
circunscrições eclesiásticas: 45 arquidioceses, 217 dioceses, oito prelazias
territoriais, uma arquieparquia de rito oriental, três eparquias orientais, um
ordinariado militar, um exarcado, um ordinariato para fieis de rito oriental
sem ordinário próprio, uma Administração Apostólica pessoal.
Segundo os dados de 2018, divulgados pelo
professor doutor Fernando Altemeyer Junior, chefe do departamento de Ciência da
Religião da PUC-SP, a organização na Igreja Católica do Brasil acontece através
de 11.700 paróquias, 27.416 presbíteros, 3.849 diáconos permanentes, 2.073
membros de institutos seculares, 122.170 missionários leigos, 2.674 irmãos,
6.154 seminaristas maiores em 595 seminários de formação presbiteral e 29.868
religiosas consagradas.
Fonte: CNBB
Campanha da Fraternidade 2020 - VÍDEO OFICIAL - CNBB
Campanha da Fraternidade 2020: CNBB
disponibiliza vídeo para as comunidades
disponibiliza vídeo para as comunidades
O vídeo intercala experiências de cuidado com
a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande
inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é
vida santificada”.
a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande
inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é
vida santificada”.
Foi divulgado o vídeo oficial da Campanha da
Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o
lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A produção apresenta
experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil
afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática
proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Quaresma
de 2020.
Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e o
lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A produção apresenta
experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil
afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática
proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Quaresma
de 2020.
Segundo a editora Edições CNBB, que prepara os
materiais da Campanha da Fraternidade, o vídeo oferece um panorama completo,
com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos
desta edição da CF”. E, neste ano, não será colocado um DVD à venda, mas
oferecido diretamente às comunidades.
materiais da Campanha da Fraternidade, o vídeo oferece um panorama completo,
com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos
desta edição da CF”. E, neste ano, não será colocado um DVD à venda, mas
oferecido diretamente às comunidades.
“Além de uma abordagem fundamentada para cada
um dos pilares: ‘Viu, Sentiu e Cuidou’, o vídeo auxiliará nossas comunidades na
divulgação e aprofundamento do tema e do lema da Campanha, bem como na
assimilação da relevância do assunto para a nossa sociedade”, lê-se na
descrição do vídeo no Youtube. Os pilares citados nesta explicação referem-se à
parábola do Bom Samaritano, que inspira e ensina o compromisso de cuidar do dom
da vida.
um dos pilares: ‘Viu, Sentiu e Cuidou’, o vídeo auxiliará nossas comunidades na
divulgação e aprofundamento do tema e do lema da Campanha, bem como na
assimilação da relevância do assunto para a nossa sociedade”, lê-se na
descrição do vídeo no Youtube. Os pilares citados nesta explicação referem-se à
parábola do Bom Samaritano, que inspira e ensina o compromisso de cuidar do dom
da vida.
O secretário executivo de Campanhas da CNBB,
padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da
vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas
situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção
evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”.
padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da
vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas
situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção
evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”.
O vídeo intercala experiências de cuidado com
a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande
inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é
vida santificada”.
a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande
inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é
vida santificada”.
Fonte: CNBB
12 novembro, 2019
Círculos Bíblicos em preparação ao Dia dos Cristãos Leigos e Leigas 2019
Informamos ainda que o
referido material encontra-se disponível nas plataformas digitais e pode ser
baixado gratuitamente (https://www.cnlb.org.br/?wpfb_dl=63).
Círculos Bíblicos em
preparação ao Dia dos Cristãos Leigos e Leigas 2019
Conselho Nacional dos
Cristãos Leigos e Leigas Católicos Nordeste I - CNLB NE I
Ofício Circular Nº
006/19/CNLB NE I
Fortaleza-CE, 09 de novembro de 2019.
"O leigo deve ter a
consciência não somente de pertença à Igreja, mas de ser Igreja.”
(Pio XII, 1946)
Amados irmãos e irmãs em
Cristo,
Paz e Bem!
Estamos (disponibilizando) para você a apresentação que
consta no subsídio Círculos Bíblicos, material preparado com muito carinho pelo
CNLB Nacional para que todos nós cristãos Leigos e Leigas possamos realizar em
nossas paróquias e comunidades.
Informamos ainda que o referido material encontra-se
disponível nas plataformas digitais e pode ser baixado gratuitamente (https://www.cnlb.org.br/?wpfb_dl=63)
"O importante é fazer a
caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos
necessitados como missão escolhida por Deus"
Santa Dulce dos Pobres
Com alegria apresento aos
Conselhos e Organizações Filiadas ao Organismo, bem como a todo laicato
católico do país, os círculos bíblicos em preparação ao Dia dos Cristãos Leigos
e Leigas de 2019, celebrado na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo,
encerrando o ano litúrgico.
“A esperança dos pobres
jamais se frustrará” (Sal 9,19), nos recorda Francisco em sua Carta para o III
Dia Mundial dos Pobres, a qual foi nossa inspiração para os roteiros. A
conjuntura exige de nós, sujeitos eclesiais e corresponsáveis pela missão,
reafirmar de forma eloquente e inequívoca a opção pelos pobres e sua
libertação, traço marcante de nossa identidade, como indica nossa Carta de
Princípios.
Tenhamos coragem!
Peço a Santa Dulce dos Pobres
que nos ajude na árdua tarefa de articular o laicato brasileiro!
Sônia Gomes de Oliveira
Presidente
Desde já em oração para que
aconteça em cada comunidade uma linda Festa de Cristo Rei do Universo e já
antecipo os mais sinceros votos de um Feliz Dia do Leigo a todos na certeza de
que com a graça de Deus nos encontraremos em comunhão fraterna e espiritual
celebrando juntos este grande dia.
Abraço Fraterno,
Francineuda Aquino
Pela Presidência CNLB – NE 1
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