CEBs Batizados e enviados, a Igreja de Cristo em missão no mundo. "A quem eu te enviar, irás" (Jr 1,7)
Cada CEB é uma casa comum, ela deve estar a serviço dela, de cuidados com a casa comum. A prioridade da CEB é ela mesma. Evangelizar e cuidar de toda Criação Divina que a ela pertence. Deve fazer acontecer sociedade do bem viver. Uma vivência comunitária sem diferença de poder, coletiva, integra, universal e aberta.
E reconstruir duas alianças:
- A aliança que Deus fez com Noé
- A aliança que Deus fez com Abraão
Reconstruir a aliança que Deus fez com Noé, uma aliança de cuidado ecológico, cuidado para com toda a criação. Para superar o dilúvio, Noé vive a plena comunhão. E reconstruir a aliança de fé que Deus fez com Abraão.
#As CEBs na Arquidiocese de Maringá
Desde sua chegada a Maringá, em 1957, Dom Jaime Luiz Coelho, primeiro bispo e posteriormente primeiro arcebispo da Arquidiocese de Maringá, mostrou-se inquieto diante da realidade que encontrou: uma cidade em rápida expansão, com apenas duas paróquias, enquanto os bairros cresciam e se povoavam continuamente. A grande questão era como fazer a Igreja chegar aos lares, às praças, às ruas e às vilas. Esse contexto histórico é apresentado por Orivaldo Robles em sua obra A História da Igreja Católica em Maringá – A Igreja que brotou da mata (ROBLES, 2007).
A partir de 1971, Dom Jaime confiou a responsabilidade da Pastoral dos Bairros ao recém-ordenado padre Valério Odorizzi, com a colaboração das comunidades religiosas e de lideranças leigas.
Esse trabalho tinha como objetivo apoiar os párocos na implantação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em suas paróquias. A Pastoral dos Bairros tornou-se um instrumento concreto para favorecer esse processo. Com a elaboração do 1º Plano de Pastoral Orgânica dos Bairros da Cidade de Maringá, em 1974, a implantação das CEBs foi se consolidando. Como afirma Orivaldo Robles, “a Igreja de Maringá caminhou, desde o início dos anos 70 até 1996, pela senda das CEBs como forma de viver a fé, incorporando as novas situações que a realidade ia suscitando” (ROBLES, 2007, p. 247-248).
A partir de 2005, os registros e relatos da assessoria e da coordenação arquidiocesana das CEBs permitem acompanhar a continuidade dessa caminhada, marcada por iniciativas de retomada, formação, articulação e fortalecimento das comunidades.
Em 2005, iniciou-se um processo de retomada da caminhada das CEBs, marcado pela realização do 1º Encontrão Arquidiocesano das CEBs, no mês de outubro, com o tema “Com firmeza e com carinho, para retomar o caminho”. O encontro foi encerrado com um show do cantor e compositor Zé Vicente.
Em 2008, as CEBs foram assumidas como primeira prioridade no 22º Plano de Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá.
O subsídio arquidiocesano Marco Referencial: Caminhos para uma Igreja em Saída, em consonância com o projeto “Igreja em saída – Comunidades em estado permanente de missão”, do 24º Plano de Ação Evangelizadora, propõe que a coordenadora ou o coordenador de cada CEB, ou outra pessoa por ela ou ele indicada e confirmada pelo pároco, seja membro efetivo do COMIPA. O objetivo é que a ação missionária tenha como ponto de partida as CEBs, compreendidas como comunidades vivas, dinâmicas e permanentes.
Ao longo dos anos, a assessoria e a coordenação arquidiocesana das CEBs têm promovido diversas iniciativas, entre elas a formação anual nas oito regiões pastorais. Na data em que se celebra o martírio de São Oscar Romero, as CEBs realizam a Celebração dos Mártires da Caminhada, em memória de Dom Romero. Em 2018, foi criada a Escola de Formadores e Articuladores das CEBs, fortalecendo a formação de lideranças. Além disso, os Encontrões Arquidiocesanos continuam sendo importantes espaços de comunhão, formação e animação missionária.
Relação dos Encontrões Arquidiocesanos das CEBs
1º Encontrão – 22/10/2005
Tema: “Com firmeza e com carinho, para retomar o caminho”
2º Encontrão – 23/09/2007
Tema: “Celebrando a vida com carinho e ternura”
3º Encontrão – 12/09/2010
Tema: “CEBs: redes de relações fraternas”
4º Encontrão – 15/09/2013
Tema: “Fé, vida e missão neste chão”
5º Encontrão – 23/08/2015
Tema: “CEBs: o rosto humano de Deus”
6º Encontrão – 01/10/2017
Tema: “CEBs e os desafios do mundo urbano”
7º Encontrão – 29/09/2019
Tema: “CEBs: batizados e enviados – A Igreja de Cristo em missão no mundo”
Nota sobre as fontes
A fundamentação histórica dos primeiros anos da caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na Arquidiocese de Maringá tem como principal referência a obra de Orivaldo Robles, A História da Igreja Católica em Maringá – A Igreja que brotou da mata (2007). Os acontecimentos e iniciativas posteriores, especialmente a partir de 2005, foram registrados e organizados a partir de registros e relatos da assessoria e da coordenação arquidiocesana das CEBs, que acompanham e animam essa caminhada.
O Trem - Símbolo dos Intereclesiais Nacional das CEBs
Em 1975 acontece o primeiro intereclesial, em vitória, do Espírito Santo. Vitória e Belo Horizonte tem o maior trem de passageiros do Brasil, que liga as duas capitais. Essas duas capitais são simbolizadas pelo trem de passageiros, único meio de transporte barato, simples e popular que o povo tinha.
A imagem do trem tem a ver também com essa idéia de coisa do povo, coisa simples, coisa dos pobres, onde todo mundo pode entrar, levando sua carga, levando sua bagagem, levando seus mantimentos, porque o trem sempre foi isso, um meio de transporte barato do povo
E a CEBs simbolizam isso, lugar dos pobres que podem entrar com sua bagagem, sua cultura, sua história, com tudo aquilo que é, quer ser e precisa ser e pode ser para de fato ser Igreja dos Pobres.
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Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
