O CPC é o órgão representativo e de coordenação da comunidade. É sinal de comunhão, diálogo, planejamento, avaliação e articulação das forças vivas da comunidade, em sintonia com a paróquia e a arquidiocese ou diocese.
O CPC é formado por pessoas que suscitam, coordenam e dinamizam a ação pastoral da comunidade. Seu papel é servir, e não mandar. É uma instância fundamental para fortalecer a comunhão, a corresponsabilidade e a participação.
O CPC ajuda a integrar pastorais, movimentos, serviços e grupos de reflexão, despertando o sentido de pertença à comunidade. Também deve cuidar das lideranças, promovendo espiritualidade, formação, convivência fraterna e renovação da mística missionária.
Inspirado em Jesus, o CPC é chamado a viver uma pastoral de proximidade, escuta e compaixão.
Planejamento pastoral
O CPC deve reunir-se regularmente, pelo menos três vezes ao ano, para refletir sobre a realidade da comunidade: território, número de famílias, presença dos grupos e pastorais, participação nas celebrações, desafios e oportunidades.
Planejar significa organizar ações concretas que levem a comunidade a viver os ensinamentos de Jesus: visitar famílias, fortalecer os grupos de reflexão, acompanhar pessoas doentes e empobrecidas, acolher quem está afastado, promover a catequese, a formação e a participação comunitária.
A comunidade não pode ficar parada. Como Jesus, é chamada a estar em movimento, indo ao encontro das pessoas, especialmente das que mais precisam. O Evangelho mostra que seguir Jesus é ir onde ele deseja estar, mesmo quando isso exige sair da zona de conforto e enfrentar incompreensões (cf. Mt 9,11-17).
#O desafio dos novos bairros
Quando ouvimos falar dos novos bairros, prédios e condomínios, temos a impressão de que estão muito distantes. No entanto, muitas vezes estão do outro lado da rua de uma CEB, de uma paróquia ou entre duas paróquias.
É preciso ver, aproximar-se, ouvir, acolher e conhecer esse povo. A comunidade deve ir ao encontro das famílias, estejam elas nas casas, nos prédios ou nos condomínios, como Maria foi ao encontro de Isabel, levando a presença de Jesus, a esperança e a alegria.
Uma proposta simples é realizar missões, visitas, celebrações da Palavra, momentos de espiritualidade e, quando possível, celebrações da missa nos novos bairros, prédios e condomínios. É importante convidar as famílias, deixar informações sobre a paróquia e criar vínculos de proximidade.
O objetivo é que essas pessoas se sintam parte da comunidade e que, no futuro, possam surgir novas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), fortalecendo a missão evangelizadora da Igreja.
O CPC, portanto, é chamado a ser uma equipe de discípulas e discípulos missionários que, unidos pelo Espírito Santo, cuidam da comunidade, promovem a comunhão e conduzem a Igreja ao encontro do povo, para que o Evangelho alcance todas as pessoas.
“Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).
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Eu, Lucimar Moreira Bueno
Assessora das CEBs