03 fevereiro, 2016

“O zika vírus se tornará endêmico, como a dengue”

O biólogo Luciano Pamplona diz que o 'Aedes aegypti' não poderá ser erradicado
O biólogo Luciano Pamplona Cavalcanti, especialista em epidemiologia, contraiu no ano passado a doença que é foco do seu estudo: o zika vírus. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Dengue e ArbovirosesCavalcanti observa que a doença que assombra o mundo veio para ficar e pode ser controlada, mas nunca erradicada, e a conscientização das pessoas é fundamental para isso. Na semana passada, o Governo anunciou que 220.000 militares irão às ruas em uma espécie de Dia D contra o mosquito, para mobilizar a população a combater os focos do Aedes aegypti.
A entrevista é de Talita Bedinelli, publicado por El País, em 01-02-2016.
Eis a entrevista.
Por que ainda temos epidemias recorrentes de dengue no país?
Aedes aegypti está no nosso ambiente há bastante tempo, desde o século passado, e vem nos últimos anos se adaptando de forma muito eficiente aos hábitos domiciliares. Quando a gente pega textos escritos sobre o mosquito há 50 anos, o Aedes aegypti é chamado de mosquito urbano. Hoje ele é considerado um mosquito doméstico. Ele está completamente adaptado a nossas condições urbanas. Isso torna o controle muito mais difícil, porque depende de medidas que sejam desenvolvidas diariamente. Isso, junto ao aumento das viagens e a uma maior circulação de pessoas, faz com que a gente tenha uma maior diversidade de vírus e tenha as epidemias.
Por que ele se transformou em um mosquito doméstico? Como se adaptou desta forma?
Ele é um mosquito que se reproduz em água parada. O fato de as pessoas terem que acumular água, que é um hábito no Brasil [por causa das épocas de seca], trouxe esse mosquito para próximo de casa. Para ele é muito mais seguro estar dentro de casa do que estar na rua, por causa do vento e da chuva. Se dentro da casa da gente ele tem depósito com água para colocar seus ovos e o sangue das pessoas para se alimentar, ele não sai de dentro de casa. Por isso hoje o controle é muito mais difícil. Porque é preciso visitar casa a casa. No século passado, os agentes passavam nas ruas com o fumacê [fumegando as ruas], focavam em terrenos baldios.
É possível ver essa adaptação claramente. O mosquito se alimenta de sangue e de néctar. Tem um exame que a gente faz no estômago dele e hoje, em qualquer lugar do mundo que você investiga, só acha sangue humano. Ou seja, ele não está nem mais se alimentando de néctar, só de sangue. Isso porque está dentro de casa.
Quais são os hábitos do mosquito?
Ele tem predomínio por atividades no início da manhã e no final da tarde, tem preferência de picar entre 4h e 6h da manhã e entre 16h e 19h da noite. São as horas em que há menos atividade de sol e menos calor. Mas isso é um predomínio. Você imagine que as famílias hoje costumam sair de manhã e voltar de noite. Então o mosquito fica trancado dentro da casa e vai ficar com fome. Quando a pessoa chega, ele não vai dizer: ‘não, eu prefiro de manhã, então não vou picar’.
O Brasil convive com epidemias há muito tempo. Não está falhando no combate ao mosquito?
Existem duas abordagens diferentes quanto a isso. A do Governo e a da população. O programa de controle de dengue do Brasil é um dos mais modernos do mundo. O protocolo do Ministério da Saúde é copiado por vários países. O problema é que entre o que se escreve e o que é possível fazer no sistema de saúde tem uma distância. Nenhum programa do mundo vai conseguir controlar o Aedes aegypti sozinho, sem um apoio forte da população. Além disso, os mosquitos ficaram mais resistentes aos larvicidas e já se esgotou a maior parte deles. Os que existem hoje duram menos tempo funcionando eficientemente.
Em algum momento o mosquito poderá ser totalmente exterminado?
Ele é um mosquito que está adaptado às condições domésticas. E, considerando que a gente não tem uma forma de mudar os hábitos das pessoas do dia para a noite, é muito pouco provável que a gente consiga isso. Tanto é que o objetivo do Ministério da Saúde é controlar a infestação a um nível menor de 1%. Porque os estudos mostram que se eu tenho um mosquito para cada cem casas, eu não tenho epidemia das doenças. Os casos continuarão, mas não haverá epidemia. O objetivo é controlar a infestação. Em erradicar não se fala.
O zika vírus se tornará endêmico, ou seja, se tornará uma realidade permanentemente do país?
Eu acredito que sim, apesar de a gente saber muito pouco em relação ao vírus, de ter muito pouca informação. O vírus se tornará endêmico, como a dengue, porque tem o mesmo transmissor.
E ele poderá se alastrar por todo o mundo? Qual o risco, por exemplo, de a Espanha ter uma epidemia?
Não se tem no mundo uma barreira para vírus, para mosquito. As pessoas vão e vem de um país para o outro. Estamos numa fase em que as doenças vão atravessar os continentes em qualquer período. Eu amanheço em Fortaleza e anoiteço no Japão. As pessoas se deslocam de forma muito mais rápida, o que faz com que se leve a doença de um continente para outro numa velocidade maior.
Mas em outros países, especialmente do hemisfério norte, não há menos condições de o mosquito se desenvolver?
Sim, principalmente em algumas regiões da Europa por conta do frio. O controle mais eficiente para o Aedes aegypti é a temperatura. Nessas regiões onde a temperatura é muito baixa o mosquito não tem condições de sobrevivência. Baixou de 18 °C já fica muito ruim para ele. Não é à toa que São Paulo não tem muitos casos de dengue o ano inteiro porque na época fria diminui. Nas regiões frias do país, como o Rio Grande do Sul, há muito menos dengue do que noNordeste.
Mas o consolo que a gente tem que ter é que o zika é uma doença que não vai trazer grandes problemas, que é muito menos perigoso do que a dengue. E 80% das pessoas não têm nenhum sintoma. A doença em si, em um adulto ou em uma criança, não causa grandes problemas. Eu tive zika no ano passado. Você sente uma dor articular grande, febre baixa e pronto.
Neste momento, o zika vírus parece ser mais arriscado para gestantes. Mas existem quantos mil partos no país [pouco mais de 600.000 entre outubro e dezembro] e houve pouco mais de 3.000 casos de crianças com suspeita de microcefalia. A prevalência ainda é muito pequena. Eu não indicaria, por exemplo, deixar de viajar.
Mesmo as grávidas?
Temos mecanismos de proteção individual que resolvem. É possível usar repelente, roupas compridas no final do dia. Vários hotéis têm telas nos dormitórios. É perfeitamente possível vir ao Brasil. Agora, claro, se ela não precisar vir, pode repensar a necessidade. Dizer a uma pessoa que não viaje a um país por medo de pegar uma doença é muito sério. Neste momento, há muito receio, mas, de fato, não é nada que seja tão apavorante que se recomende não viajar. Existem doenças transmissíveis aqui, como existem no mundo todo.
A gente vai conseguir evitar que esse boom de microcefalia se repita no Brasil no final de 2016?
Eu acho que neste momento as grávidas estão muito mais atentas no sentido de proteção individual, há a recomendação de usar repelente e roupas longas no início da manhã e no final da tarde. E, naturalmente, a mobilização do ministério para o verão de 2016 vai ser muito mais forte e isso vai ajudar [a reduzir os casos de zika]. Agora, tudo indica que vamos ter um novo ciclo porque agora vamos começar a ter novos casos de zika. Temos que torcer para termos logo um diagnóstico eficiente e um tratamento adequado para a gestante para que se consiga minimizar o impacto da microcefalia. E o fato de a situação se tornar um alerta mundial também pode ajudar. Tem o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos) que tem um know-how muito grande em produção de kits de diagnóstico. Esse apoio laboratorial será muito rico para o Brasil.

Lições para viver o Ano da Misericórdia em família

Como ajudar os filhos a serem misericordiosos?

A pergunta acima pode passar pela cabeça de vários pais que querem aproveitar ao máximo esse tempo de graças proclamado pelo Papa Francisco, afinal, o Ano Santo da Misericórdia é um convite para todos os cristãos, de todas as idades. À procura de algumas respostas para essa questão, conversamos com um casal experiente, que tem muita riqueza para compartilhar sobre o tema.
Edson e Rosângela Pieralise são de Londrina/PR, são do Instituto de Famílias de Schoenstatt e pais do Gabriel (19), do Rafael (17) e da Beatriz (14). Por meio de exemplos bem práticos do seu dia a dia, eles dão várias ideias que ajudam a inserir os filhos na corrente de misericórdia que inspira e inquieta a Igreja.
Para viver bem, em família, este Ano Santo, o casal indica três pontos chave para reflexão, repletos de exemplos simples que podem ser adotados por muitos lares. Acompanhe:
1º Peregrinar, em família, às Portas Santas
Peregrinar, cruzar a Porta Santa da Misericórdia nada mais é do que o colocar-se no coração de Jesus, do Bom Deus. Podemos dizer que é encontrar-se com o olhar misericordioso de Deus que nos espera. É muito forte isso. Eu me deixo abraçar por Deus, deixo-me olhar por ele.
Certa vez eu (Edson) estava no Santuário rezando. Chegaram então várias crianças e a Irmã (de Maria) que as acompanhava começou a falar: “Aqui dentro chove, chove muito”. As crianças olharam para todos os lados, procurando onde estavam os buracos. “Mas, como Irmã?”. Ela respondeu: “Aqui chovem muitas graças e muitas bênçãos. Cada vez que vocês vêm ao Santuário, saem empapados, encharcados de graças”. Com essa história podemos dizer que cada vez que cruzamos a Porta Santa, ficamos empapados, encharcados com a misericórdia de Deus.
Algo que devemos notar é que há uma diferença muito grande entre um peregrino e um turista. A gente PEREGRINA à Porta Santa. Isso é muito bonito para mostrar aos nossos filhos que somos todos peregrinos, pois viver é peregrinar e peregrinar é viver. Para o peregrino, o percurso é importante, ele se deixa tocar, se deixa transformar, ele vivencia a jornada e não somente exteriormente, mas permite que ela lhe toque o coração.
É também importante perceber que ao atravessar a Porta Santa vamos aprendendo a sair de nós mesmos, pois rezamos pelo Papa, pelas intenções da Santa Igreja. Há ainda um incentivo para os sacramentos da Confissão e da Eucaristia, já que para receber a indulgência plenária é necessário passar por eles. Precisamos vivenciar tudo isso em família, não ele ou ela mais que o outro, mas todos juntos, incluindo os filhos.
2º O meu Santuário Lar e o meu Santuário Coração se tornem um oásis de misericórdia
Isso envolve se deixar tocar e transformar por Deus. Para ser misericordioso é preciso ter uma experiência de misericórdia.
Uma vez nós fizemos uma vivência de lava-pés em casa, algo que aprendemos com nossos irmãos de Curso. Foi celebrada uma Missa de Perdão entre nós, pai e filhos, no nosso Santuário Lar. Um sentava na cadeira e os outros lavavam seus pés, pedindo perdão por tudo que tinha feito, pelas coisas que o magoaram, muitas vezes sem perceber. Era bonito porque quem lavava os pés pedia perdão e quem sentava na cadeira perdoava, depois trocávamos de lugar. Outra coisa que fazemos juntos é perdoar um ao outro em toda Missa que participamos. No ato penitencial a gente pede perdão a Deus, mas também entre nós, seja pelo olhar ou por um toque de mão, sempre sabemos que ali vivenciamos o perdão.
Por que contamos tudo isso? Qual a importância do perdão no contexto da misericórdia? É que o perdão garante a manutenção da vida familiar, faz a nossa casa ficar sempre nova. Então para que o meu Santuário Lar e o meu Santuário Coração sejam um oásis de misericórdia é preciso passar pela experiência do perdão.
É importante ainda se atentar para as obras de misericórdia que o Papa nos fala. Por exemplo, o dar de comer. Nós moramos num prédio, então algumas vezes que fazemos nossas refeições, levamos um prato de comida para o porteiro. São os nossos filhos que levam e eles já sabem, não estão levando a comida somente para o porteiro, mas para Jesus. Sempre que eles ganham roupa nova, doam as mais velhas, eles mesmos doam. Os três também vão visitar a avó doente, cantam e rezam com ela; as obras de misericórdia estão muito perto, não é preciso buscar atitudes distantes. Uma vez nós estávamos passeando e passou uma ambulância perto de nós, aí meu filho, pequeno, falou: “Vamos rezar por essa pessoa”. Agora, toda vez que vemos uma ambulância, um motoqueiro caído ou um acidente, nós rezamos por essa pessoa. Isso foi se incorporando e nem nos demos conta de que são obras de misericórdia. Em casa nós temos uma caderneta de oração para as pessoas que pedem para rezarmos, ela fica no Santuário Lar e nós anotamos o nome do todos. É interessante que muitos atos de misericórdia são coisas que todos já fazemos, o que muda é que agora tomamos mais consciência e damos um sentido maior a isso.
Uma dica é aproveitar as coisas que temos no dia-a-dia para transformar nosso Santuário Lar e nosso Santuário Coração num oásis de misericórdia. Por exemplo, a música. Tem uma canção lindíssima que fala: “Todo o teu pecado, em toda a tua vida, é uma pequena gota que se derramou no mar da misericórdia infinita de Deus” (Misericórdia Infinita, Walmir Alencar). O filme e o musical ‘Os Miseráveis’ são muito bonitos também, porque mostram como a misericórdia é decisiva para o personagem principal, como transforma a vida dele. A gente pode também descobrir a misericórdia por meio de leituras, várias vezes partilhamos trechos da Bula do Ano Santo, Misericordiae Vultus, do Papa Francisco, e como ela há vários outros livros. É um incentivo para ler com os filhos, em família.
3º Ser imagem do Pai de Misericórdia para os filhos
Os pais são o primeiro rosto de Deus para os filhos. Este é um ano para nós nos questionarmos, como pais, se nossos filhos estão levando uma imagem boa de Deus Pai misericordioso. Nesse ano especial é tempo de pedir graças para curar as feridas do nosso coração para que eu possa ser um pai melhor, pois quanto mais filho eu for diante de Deus, melhor pai eu serei para os meus filhos.
Podemos dizer que é um ano de cura, para que o meu coração seja mais parecido com o Sagrado Coração de Jesus, um ano especial de graças para que a gente possa ver esse Deus da vida presente em nossa história, nos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da nossa vida. Que nesse ano nossos filhos possam ver em nós o rosto de Deus e que também levemos o desafio de olhar para trás, para nossa história e encontrar Deus nela, para assim curar nossas feridas e tentarmos ser pais e mães melhores.
(Texto enviado à ZENIT por Karen Bueno)

22 janeiro, 2016

Sermos sinais do Amor de nosso Deus onde estivermos

Oração
Abençoados pelo nosso Deus, digamos sim ao chamado e por Ele sermos capacitados para transmitir o Amor Verdadeiro.
É possível sermos sinais do Amor de nosso Deus onde estivermos, nos pequenos gestos do dia-a-dia.

21 janeiro, 2016

Brasil registra mais de 300 espécies da flora por ano

O Brasil tem, atualmente, 46.097 espécies de plantas, fungos e algas conhecidos. De acordo com a atualização da Lista de Espécies da Flora do Brasil, publicada em dezembro do ano passado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o país registra, em média, 334 novas espécies da flora a cada ano.

A reportagem é de Alana Gandra, publicada por Agência Brasil - EBC

“A atualização é constante, diária porque, como é online, os cientistas entram e atualizam os dados e, automaticamente, disponibilizam para o público”, disse a botânica e pesquisadora Rafaela Campostrini Forzza, coordenadora da Lista de Espécies da Flora do Brasil. São quase 600 cientistas brasileiros e estrangeiros trabalhando em rede para atualizar os dados com novas descobertas de espécies ou mudança de nomes de plantas.

As orquídeas são a família de plantas com maior número de espécies, distribuídas por quatro dos seis biomas brasileiros. “Dependendo do bioma, uma família ganha da outra devido às características de cada família de planta”, explicou a coordenadora.

Lista virtual

A primeira edição online da Lista de Espécies da Flora do Brasil foi publicada em 2010, como meta da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário. Em 2015, a lista foi atualizada. A lista serve para consulta de pesquisadores, que analisam os dados e contribuem com artigo ou livro sobre o tema. Foram convidados especialistas em diferentes famílias de plantas para integrarem o grupo de cientistas responsável por atualizar a lista da flora brasileira, sob a coordenação do Jardim Botânico. “Na verdade, é um grande trabalho de equipe. Jamais uma instituição sozinha conseguiria fazer isso”, disse.

A lista é a base do projeto Flora do Brasil Online (FBO 2020) que integra o World Flora Online (WFO ou Flora do Mundo Online, em tradução livre), publicação virtual que reunirá informações sobre todas as plantas conhecidas do mundo até 2020. Segundo Rafaela Forzza, os pesquisadores esperam terminar em 2019 as contribuições à lista, e fazer os ajustes finais de editoração no ano seguinte. O trabalho será lançado simultaneamente em todos os jardins botânicos do mundo que participam da rede.

Até o momento, o Brasil aparece como o país com o maior número de espécies da flora. Em seguida, estão China, África do Sul e Estados Unidos. A Mata Atlântica é o bioma com maior diversidade no Brasil.

A presidenta do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo, destacou que, em média, são registrados 1 milhão de acessos mensais na base de dados do projeto. “Pode estar em qualquer lugar do mundo. Sendo estudante ou pesquisador, basta se logar e se identificar e pode acessar”.

Outro projeto é o repatriamento de plantas brasileiras levadas por naturalistas nos séculos 18 e 19. “E elas vêm em forma virtual, em 3D, imagens de alta resolução, que podem ser consultadas por qualquer pesquisador, em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil”. Até o final de 2015, o acervo tinha 1,250 milhão de exsicatas (amostra de planta seca e prensada numa estufa) digitalizadas de alta resolução.

Amazônia

Segundo Rafaela Forzza, conhecer a flora da Amazônia ainda é um grande desafio e necessita de “um projeto de nação”. “A flora é muito mal conhecida, historicamente, e a gente não vence esse problema. Esse desbalanço de conhecimento em relação aos outros biomas é muito evidente. A gente tem que acreditar que a Amazônia ainda é um buraco de conhecimento. Ainda está no século 19 de conhecimento, enquanto o resto do país já avançou muito”, lembrando que a Amazônia Legal corresponde a 50% do território nacional.

O tamanho da floresta e a dificuldade de acesso reforçam a dificuldade. “Não é meia dúzia de cientistas que vai conseguir vencer isso. É preciso um projeto de governo, de país, para conseguir melhorar esse conhecimento”.

Crise econômica

Ao divulgar balanço de 2015, apesar da crise econômica, a presidenta do Jardim Botânico destaca a conclusão do projeto de identificação de novas plantas da Amazônia, a atualização da lista de espécies ameaçadas e lançamento dos planos territoriais de recuperação de espécies. “Mais de 300 espécies podem ser recuperadas. Em termos da ciência, não tivemos nenhum prejuízo”. No ano passado, também foram recuperadas esculturas do Mestre Valentim, considerado o Aleijadinho do Rio de Janeiro.

Segundo Samyra Crespo, para reduzir o impacto dos cortes, a instituição buscou parcerias privadas e otimizou custos, como a adoção do sistema de aspersão para regar os canteiros, o que significou em 30% de economia com água e adesão ao sistema de compras públicas. No entanto, a presidenta reconhece que alguns impactos da crise serão conhecidos somente no final deste ano ou em 2017.

O orçamento para 2016, que era de R$ 20 milhões, foi cortado no início do ano para R$ 18 milhões, mesmo patamar de 2013. “Temos menos para pagar mais”, disse a presidenta, em referência à repactuação de salários dos servidores.

Projetos

A presidenta aposta nos Jogos Olímpicos, que deverão aumentar o fluxo de visitantes, atualmente em 1 milhão por ano. Pensando no evento esportivo, o Jardim Botânico vai investir em acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos, grávidas e pessoas com dificuldade de locomoção. Será revitalizado um dos canteiros mais antigos do jardim, que é o Canteiro Amazônico.

A ação será feita em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) e tem conclusão prevista para junho, além do projeto de enterramento de fios elétricos dos postes, em conjunto com a distribuidora Light. A presidenta disse que o projeto faz parte do reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) do Jardim Botânico como parte da paisagem cultural do Rio de Janeiro. “Esses são os dois carros-chefe em 2016”, disse Samyra Crespo.

Na área da ciência, os projetos são a conservação de formações coralíneas, com o monitoramento da região de Abrolhos (BA) e outros recifes de corais, com financiamento da empresa Brasoil; e o inventário florestal do estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro.

Em 2016, o jardim deve lançar o primeiro programa de geração de renda para mulheres de baixa renda, chamadoRecicla Biju.

19 janeiro, 2016

Em sessão extraordinária Vereadores pedem "fatura zero"

A Câmara de Maringá vai realizar sessão extraordinária nesta terça-feira (19), às 17h, para aprovar requerimentos referentes a falta de abastecimento de água na cidade, que afeta a população há uma semana. Tendo em vista os transtornos causados, os vereadores querem que a empresa que explora o serviço deixe de cobrar dos usuários qualquer valor referente a fatura do mês de janeiro. 

A decisão foi tomada em reunião realizada na tarde de ontem com a participação de vereadores e assessores. “Eu conversei com o presidente da Câmara e pedi essa reunião para que o Legislativo possa se manifestar e cobrar da Sanepar e da Prefeitura providências que resolvam o problema e evitem que ele volte a acontecer”, explica o vereador Humberto. 

Outro requerimento vai cobrar que a Agência Maringaense de Regulação (AMR) cumpra sua função de fiscalizar o contrato. Humberto relata que em 2014 a Câmara encaminhou recomendação para a Sanepar e também para o prefeito sobre a necessidade de outros pontos de capitação de água para atender a cidade. A AMR deveria ter fiscalizado essa situação e evitado o caos que a população está vivendo, comenta. 

Fonte: Site do Vereador Humberto Henrique

16 janeiro, 2016

Felicidade é como uma borboleta

Um lindo e abençoado final semana! 

“Felicidade é como uma borboleta: 
Quanto mais você tenta apanhá-la, mais ela se afasta de você.
Mas se você dirigir sua atenção para outras coisas, 
ela virá e pousará suavemente no seu ombro.” 
Henry Thoreau

13 janeiro, 2016

Prefeitura disponibiliza poços artesianos para a população

* Água não é própria para consumo


Um pai se opõe à eutanásia do filho e é condenado a 1 ano de prisão

Aconteceu com um homem no Texas, libertado após 11 meses de cadeia. Mas, graças a ele, o filho está hoje curado. 

Abraçado ao filho deitado num leito de hospital, de olhos fechados e ligado a tubos de oxigênio: esta é a imagem que corre a internet mostrando George Pickering, 59 anos, saído da prisão antes do Natal e depois de passar onze meses atrás das grades. 

Para ele, que sempre teve uma conduta íntegra, os problemas com a lei começaram há exatamente um ano. "Precisamos de ajuda urgente. Há um familiar de um paciente com uma arma". Estas foram as palavras que um membro do Tomball Regional Medical Center, hospital de Pinehurst, no Texas, disse ao telefone depois de discar o número da polícia.

Pouco antes, Pickering tinha puxado a pistola e se barricado num quarto do hospital ao lado do leito do filho, em coma depois de sofrer um acidente vascular cerebral. O ato extremo veio depois da notícia de que o jovem seria desligado das máquinas que o mantinham vivo, por causa da morte cerebral.

A decisão dos médicos foi aceita pela mãe e pelo irmão mais velho do jovem de 27 anos. Mas não pelo pai, George, convencido de que, mesmo cerebralmente morto, o filho ainda podia ser salvo. “Os médicos disseram que o meu filho estava com o cérebro morto, que ele era um vegetal”, disse George à emissora local KPRC. “Tudo era uma pressa só, o hospital, os enfermeiros, os médicos. Eu sabia que, se pudesse ficar sozinho com ele durante umas três ou quatro horas, ia saber se ele estava morto ou não”.

Mas as razões do pai desesperado foram rejeitadas pelo muro dos protocolos. De acordo com a KPRC, já haviam começado os procedimentos para a doação dos órgãos. Foi quando George sacou a arma que portava e ordenou que todos na sala saíssem imediatamente.

Sozinho à cabeceira do filho, o pai começou a interagir com ele. Em pouco tempo, verificou que o jovem não estava com morte cerebral. Quando os médicos conseguiram voltar para a sala de terapia intensiva, não puderam fazer nada além de constatar, com surpresa, que o rapaz tinha começado a fazer contato visual e a obedecer às suas ordens.

George, como explica o seu advogado, tinha pressionado várias vezes a mão do filho durante o tempo (algumas horas) em que os dois permaneceram a sós. Foi graças a isso que os médicos, em vez de remover os aparelhos, começaram os procedimentos de reanimação do paciente.

Enquanto isso, George se entregou às autoridades, acusado de agressão agravada por uso de arma letal. Julgado sumariamente, foi condenado a um ano de prisão. Um ano de purgatório, suportado apenas com o objetivo de voltar a abraçar o seu filho. Desta vez, não mais numa cama de hospital, mas em casa.

O objetivo foi atingido. O jovem, aos poucos, está retomando a saúde. "A lei foi quebrada, mas foi quebrada por uma boa razão", diz o jovem, que acrescenta, apontando para o pai sentado ao lado: "Tudo de bom que foi feito por mim foi realizado por este homem que está aqui sentado ao meu lado".

Fonte: Zenit

E nós, como agimos diante de tantas situações?

Uma pequena reflexão que deu vontade e escrevi 

E nós, como agimos diante de tantas situações?

No evangelho de hoje, Marcos 1,29-39, a sogra de Simão estava de cama, com febre, e Jesus ao saber vai onde ela estava, e olha que coisa linda, Jesus segurou sua mão e ajudou-a a se levantar. Então a febre deixou a mulher.

Maravilhoso a comunicação de Jesus com essa mulher doente. Lindo seu agir, e seus gestos.

Naquela época, os doentes formavam outro grande grupo de marginalizados. Além de excluídos do dom da saúde, também o eram do acesso a ela. Considerados impuros e pecadores pelos agentes religiosos, os sacerdotes e doutores da lei, muitos doentes recebiam como explicação teológica de sua doença ou a possessão por um espírito maligno ou o castigo de Deus por algum pecado pessoal ou dos antepassados (Jo 9, 1-2). Não podiam entrar no Templo, eram excluídos do encontro com o próprio Deus.

Jesus é aquele que, em qualquer lugar, a qualquer hora, liberta as pessoas de qualquer alienação e de tudo o que as impede de ter vida plena.

Jesus, uma pessoa que escuta, vá ao encontro, toca, se comunica, coloca toda sua atenção na comunicação de vida.

E nós, como agimos diante de tantas situações?

12 janeiro, 2016

Um só motivo para amar

Há vários motivos
 para não amar uma pessoa,
e um só para amá-la;
este prevalece". 
(Carlos Drummond de Andrade)

Jesus nos convida a sermos geradores de vida

Jesus nos convida a ser junto com Ele pessoas que gerem vida, 
sem permitir que os diferentes tipos de escravidão 
continuem oprimindo as pessoas que caminham ao nosso lado.

07 janeiro, 2016

Só o amor constrói!

Abaixo, uma pequena história e uma breve reflexão que escrevi e partilho com vocês.

Só o amor constrói!

Havia em uma comunidade dois personagens:
Personagem “A”
Personagem “B”

O personagem “A” foi convidado para realizar um trabalho em outra comunidade chamada “só o amor constrói”, o convite foi todo amoroso, não tinha como dizer não, embora sentindo um friozinho na barriga, aceitou o convite.

Ciente do compromisso assumido, no dia a dia meditava como executar o trabalho para que todos ficassem satisfeitos e gerar lindos frutos.

Passado alguns dias, em uma bela noite, por volta das 22 horas, iniciou sua preparação, foi buscar conhecimento e lembrou-se de um trabalho que realizou em sua comunidade.
Como em sua comunidade o trabalho obteve boa aceitação, pensou, vou fazê-lo na comunidade só o amor constrói.

Embora parecesse decidido, surgiu insegurança e veio a pergunta: será que vai ao encontro do objetivo daquela comunidade?

Então, lembrou-se de uma pessoa que participou do trabalho que realizou na comunidade – o personagem “B”, e resolveu saber sua opinião.

Naquele momento sentiu-se um alívio.

Então enviou mensagem ao personagem "B":

Fui convidado para desenvolver um trabalho na comunidade só o amor constrói, o objetivo é o que enviei acima, quero sua opinião, lembra do trabalho que realizei ano passado, estou pensando em desenvolver ele, o que tu achas?

Esperançoso ficou aguardando a opinião, que tanto almejava.

Passado alguns minutos, chegava à mensagem do personagem “B”, chegava à opinião tão almejada.

Olá, você precisa mudar, tudo que você faz é tudo muito repetitivo..., me desculpe à sinceridade...

Sem entender o personagem “A” respondeu:

Como assim tudo repetitivo, você só esteve presente em um dos meus trabalhos?

O personagem “B” retornou dizendo:
Repetitivo é seu estilo, aparentemente a forma diferente, más o pessoal falam que são iguais..., espero que ajude na sua reflexão.

O personagem “A” não pediu ao personagem ”B” uma avaliação de sua pessoa, de seu estilo.

O personagem “A” apensas pediu opinião do personagem “B” se aquele trabalho desenvolvido em sua comunidade se aplicaria ou não na comunidade só o amor constrói.

O personagem “B” apenas participou de um dos trabalhos realizados pelo personagem “A”.

A resposta do personagem “B” foi fundamentada no que ouviu, não sabemos de quantas pessoas, quem são essas pessoas e por que falam.

Para saber o que sentiu o personagem “A” com a resposta do personagem “B”, só nos colocarmos no lugar do personagem “A”.

Uma breve reflexão

Muitas vezes, deixamo-nos guiar por outras pessoas, pelas mesmas pessoas, e na correria do dia a dia acabamos não conseguindo ouvir e enxergar tantas coisas que deveríamos ouvir e enxergar.

Isso é perigoso, porque não ouvimos mais com nossos ouvidos, não enxergamos com nossos olhos e não mais sentimos e amamos com o nosso coração.

Trago presente o nome da comunidade que solicitou o trabalho - “só o amor constrói”.

Só o amor constrói, que bom que no dia a dia plantássemos uma flor em nossos corações que fizesse renascer o amor, o respeito, a ternura e a capacidade para ouvir, enxergar e amar.

O amor verdadeiro

"Só quem ama de verdade é capaz de chegar 
até ao perdão, esquecendo a
 ofensa recebida". 
(Papa Francisco)

Governo vai lançar programa para estimular venda de veículos em 2016

Medida pode gerar um acréscimo de até 500 mil veículos novos vendidos por ano e ajudar na recuperação do setor.
A reportagem é publicada  no  portal do jornal O Estado de S.Paulo.
Em pauta desde os anos 1990, o programa de renovação da frota de veículos finalmente será implementado. O projeto, que está sendo elaborado por 19 entidades entre órgãos do governo e empresas ligadas ao mercado de veículos, deve ser aprovado ainda no mês de janeiro.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) pela Fenabrave, federação que reúne as distribuidoras de veículos no Brasil.
De acordo com Alarico Assumpção, presidente da entidade, a medida pode gerar um acréscimo de até 500 mil veículos novos vendidos por ano e ajudar na recuperação do setor, que teve queda de 26,6% nos emplacamentos em 2015.
O foco é retirar de circulação, de forma gradativa, caminhões com mais de 30 anos de fabricação e veículos leves com mais de 15 anos. Os proprietários poderão repassá-los para as empresas participantes, que farão a reciclagem dos automóveis. Em troca, o cliente receberá uma carta de crédito para abater no valor de compra de veículos novos ou usados (com menos de 15 anos).
De acordo com dados preliminares divulgados pela Fenabrave, está sendo criado um fundo, sem recursos do governo, para garantir o crédito destinado à renovação da frota.
O programa está sendo desenvolvido junto ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior e deve ser finalizado até o fim deste mês.
Caso seja implementado, o plano buscará atenuar a esperada queda nas vendas de veículos em 2016. A Fenabrave calcula que, sem a renovação da frota, as vendas deverão cair 5,9% no segmento de carros leves na comparação com 2015.
Lojas fechadas
As discussões sobre o programa ocorrem em meio à terceira retração anual seguida das vendas de veículos novos. Em 2015, foram 2,569 milhões de unidades vendidas, recuo de 26,5% em relação ao volume de 2014 (3,497 milhões), o maior tombo desde 1987.
Em 2014, houve recuo de 7,15% em relação ao ano anterior. Em 2013, a queda havia sido de 0,9%, a primeira baixa em dez anos.
A queda nas vendas refletiu no varejo. Ao todo, 1.047 concessionárias foram fechadas em 2015. Outras 420 foram abertas, a maior parte ligada às novas montadoras que se instalaram no Brasil nos últimos dois anos.
Esse desequilíbrio, por fim, resultou em demissões. De acordo com a Fenabrave, 32 mil postos de trabalho foram encerrados nas lojas.
A estimativa da entidade é que outras 500 unidades possam fechar caso o cenário econômico não se altere no primeiro trimestre, fato que pode levar a 18 mil novas demissões.
O setor automotivo teve seu auge em 2012, quando vendeu 3,8 milhões de unidades. À época, o mercado ainda contava com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida que tornou os veículos mais baratos e estimulou o consumo.

A doença do século: o fenômeno do esgotamento pessoal

As relações humanas são muito mais necessárias do que as relações materiais. São elas a dimensão humanizadora da nossa vida.

Uma reflexão à luz do novo livro do filósofo Pascal Chabot


Somos uma geração nascida no berço da utópica sociedade do entretenimento e do “Übermensch” tecnocrata. Estamos identificados com esta "última versão do paraíso terrestre, que, em vez de um jardim, prometia praias ensolaradas e velozes automóveis". E não podia ter sido diferente: o clima de otimismo trabalhado por vários fatores prometia um desenvolvimento tal em que as máquinas nos libertariam do trabalho e nos deixariam entregues ao tão cobiçado “ócio”. Esta sociedade utópica, no entanto, era um verdadeiro cavalo de Troia. Em vez das promessas de despreocupada liberdade, ela nos levou a uma escravidão nova e sem precedentes. Sobre ela, o filósofo Pascal Chabot escreve em seu livro “Global Burnout”.

Autômatos autônomos

Chabot analisa a situação de conformismo do homem moderno a um ritmo de vida projetado para torná-lo feliz, mas que, na realidade, o esgota e oprime. As pessoas de hoje são descritas assim pelo autor: "Formadas, qualificadas, trabalhadoras entusiastas: elas são zelosas partidárias dos modelos contemporâneos de vida; e é graças ao seu apego ao trabalho, com mais de 40 horas semanais, que o sistema se mantém de pé. Mas é precisamente por essa mesma razão que elas entram em colapso". Elas sofrem da "doença do século".

Impulsionados pelo desejo de ser autônomos, fomos gradualmente nos tornando autômatos. Criamos o computador para nos auxiliar na busca da felicidade, mas nos tornamos seus infelizes dependentes. É neste contexto que surge o "esgotamento profissional": somos abatidos "pela exigência do sistema de produção, pela aceleração dos prazos finais, pelo aumento dos níveis de estresse, pela generalização dos instrumentos de controle, pelas restrições cada vez mais apertadas".

É a doença do excesso, que, em vez de aumentar os recursos, os extingue. É um cansaço que surge "entre vontade e tensões, um tédio que derruba o desejo de superação, de trabalhar com ardor pela realização pessoal". Em vez de nos ouvirmos, ficamos cada vez mais surdos às nossas reais necessidades, imersos numa surdez lancinante que nos despersonaliza. "O indivíduo sente um vazio dentro de si mesmo, que se propaga como um incêndio, transformando o vazio em terra queimada".

Cansados de Deus

A genialidade do livro enquadra este fenômeno atual numa categoria do antigo monaquismo: o fenômeno de estar "cansados de Deus", conhecido pela teologia espiritual como "acídia": "O esforço físico, o sono, a fome, as tentações mais frequentes e mais violentas, em ausência prolongada de consolações dos sentidos, um desânimo derivado de fracassos reais ou aparentes na luta contra o mal ou de advertências mais ou menos motivadas, a simples monotonia dos exercícios regulares e a necessidade natural de mudança podem estar na origem de uma crise".

A acídia é, para a vida espiritual, o que o esgotamento é para a vida cotidiana atual. A acídia é preguiça e insensibilidade perante a realidade de Deus. Ela não afeta a alma morna, mas a alma zelosa: "Sente-se dentro de si um pesado desgosto: deve-se mudar a si mesmo; as graças interiores que se desfrutavam com tanta alegria já não têm qualquer suavidade; a doçura de ontem já se transformou em grande amargor". Assim como "a im-percepção" de Deus na acídia, assim há no esgotamento "um constante questionar os valores dominantes, dando vida aos novos ‘ateus’ do tecnocapitalismo".

Reforma

Todos estes fenômenos exigem uma mudança de curso, uma reavaliação e uma transformação do estilo de vida. Temos que entender que "adaptar-se a este mundo significa ser capaz de adaptar o mundo aos nossos projetos" (Joseph Nuttin). O contrário é o cúmulo do vazio e da frustração: ser obrigados a mudar continuamente sem nunca conseguir realizar-nos.

Uma segunda característica da reação é começar a chamar as coisas pelo nome. A sobrecarga de trabalho não será superada enquanto for chamada hipocritamente de "estresse positivo". Curvar-se a medidas numéricas é chamado de "avaliação". Responder a uma infinidade de mensagens é chamado de "conectividade". Manter o telefone ligado 24 horas por dia é chamado de "acessibilidade". Obedecer a qualquer ordem é chamado de "reatividade". Arruinar os olhos passando mais de doze horas por dia em frente à tela do computador é chamado de "disponibilidade". Todas essas palavras estranhas pregam as pessoas nas suas cadeiras.

Percebemos que é urgente reformar esse estilo de vida quando hábitos desumanos se transformam em elogios: "Fulano trabalha como um trem de carga". Precisamos trabalhar como seres humanos, não como trens de carga! Precisamos reformar a nossa relação com as coisas a partir da cotação da moeda do tempo: o tempo da nossa vida é o nosso recurso mais precioso.

As relações humanas são muito mais necessárias do que as relações materiais. São elas a dimensão humanizadora da nossa vida.

Fonte: Zenit


A presença da família ajuda os pacientes de Alzheimer

Estudo da Associação Inglesa Alzheimer´s Society mostra que a afeição familiar tem um impacto "poderoso e positivo" no doente

A Alzheimer´s Society, uma instituição de caridade do Reino Unido que presta assistência a pessoas afetadas por este tipo de doença degenerativa, enfatiza a importância da família. Na sequência de um estudo, concluiu-se que passar o tempo com os entes queridos com demência é "ainda mais importante" quando eles já não reconhecem os amigos e familiares.
A associação britânica desmente que 42% de entrevistados em determinada pesquisa, considera desnecessário manter contato com aqueles que atingiram um estágio avançado de demência. Na verdade, receber visitas de familiares estimula os sentimentos de felicidade, confiança e segurança. Mesmo quando a doença progride, afirma a Alzheimer´s Society, as pessoas com demência podem ainda ter a chamada "memória emocional". Isso significa que o doente pode continuar a sentir-se feliz e sereno após receber visitas de entes queridos, mesmo não se lembrando do encontro.
64% dos pacientes de Alzheimer, de acordo com outro estudo Inglês, sente que foi abandonado depois de conhecido seu diagnóstico. Jeremy Hughes, diretor executivo da Alzheimer´s Society, disse a este respeito: "Depois de passar um tempo com amigos e familiares durante as férias, a chegada do novo ano pode ser um momento de grande solidão para as pessoas que sofrem de demência. É muito importante estar sempre presente, para que eles possam sentir-se ainda parte do mundo".
Hughes destacou o impacto "potente e positivo" nos doentes que passaram um tempo com seus entes queridos. "Nosso objetivo é incentivar os familiares das pessoas que sofrem de Alzheimer a entrar em contato conosco, para ajudá-los a entender como estar presente junto aqueles que estão doentes", acrescenta.
Fonte: Zinit

05 janeiro, 2016

Jesus multiplica os pães

Que tenhamos um lindo dia abençoado!
No evangelho de hoje, Jesus multiplica os pães, tem compaixão de um povo que se encontrava sem perspectiva, desanimados, era como ovelhas sem pastor, estavam sem esperança.
Em nosso dia a dia, onde buscar pães suficientes para saciar tantas irmãs e irmãos?
Que o nosso Deus nos mostre onde buscar e como saciar aquelas e aqueles que mais precisam.
Amém!

31 dezembro, 2015

30 dezembro, 2015

Que sejamos testemunho da presença maravilhosa e amorosa de nosso deus no mundo

A profetisa Ana recebeu do Senhor a grande bênção de ver o próprio Deus, o Menino Jesus. 
No evangelho de hoje vemos que Ana pôs-se a falar do Menino a todas e a todos que esperavam a libertação de Jerusalém. 
Que cada um de nós, guiados pela luz do Menino Jesus possamos dar testemunho dessa presença maravilhosa e amorosa de nosso Deus no mundo.
Amém!

28 dezembro, 2015

Que sejamos luz diante das injustiças

Oração
Assim nos o diz João Paulo II: “Em efeito, são muitas, em nosso tempo, as necessidades que interpelam à sensibilidade cristã. É hora de uma nova imaginação da caridade, que se desdobre não só na eficácia da ajuda emprestada, mas também na capacidade de nos fazer próximos e solidários com o que sofre”.
Em Maria e José vemos a predisposição aceitando a vontade de nosso Deus. Deus faz se nos próximo no Menino Jesus.
As injustiças que encontramos em nossas vidas, morte martirial das crianças inocentes. Estas crianças mártires, também hoje, têm nomes concretos em crianças, jovens, casais, pessoas idosas, imigrantes, doentes... . Tudo isso pede-nos uma atitude e uma resposta pessoal e social, pedem a resposta de nossa caridade.
Que a luz do natal, do Deus feito Menino, nos conduza para que sejamos luz diante das injustiças.
Amém!

24 dezembro, 2015

Feliz Natal!!!


Nosso Deus manifestou-Se… como menino

Oração

Nosso Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz.
Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, rezemos por cada um de nós e principalmente por todas aquelas e todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, para que manifeste a bondade de nosso Deus, que nos toque a todos, a eles e a nós, o amor, a ternura e a humildade que nosso Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo.
 Amém!

22 dezembro, 2015

O nosso Deus é puro amor

Oração
O nosso Deus é puro amor, a todo momento ele nos concede maravilhas em nossas vidas.
Maria reconhece, no canto da magnificat, que o nosso Deus realizou maravilhas não só em sua vida, mas na vida da humanidade.
Que envolvidos pelo amor de nosso Deus e guiados por Ele, em nosso dia a dia, levemos as maravilhas Dele a todas e a todos, de forma carinhosa principalmente para quem mais precisa.
Amém!