"Quando o policial que me foi buscar me levou para fora e a porta se fechou atrás de mim, me deu a sensação profunda de algo diferente. Senti como se eu tivesse saído de um espaço de liberdade espiritual e tivesse entrando na cela engradeada do mundo que queremos transformar".
Monge Marcelo Barros, em visita ao Lula no dia 14, segunda-feira.
15 maio, 2018
O testemunho cristão acolhe e também incomoda!
Ser cristã, cristão, é dar testemunho, responder com a própria vida aos apelos do Reino e contestar profeticamente à iniquidade. É ser coerente com o anúncio e a prática, é ser testemunha de Cristo.
A ressurreição de Cristo para aquelas e aqueles que com Ele caminhavam os encheram de alegria, embora havia medo e dúvidas, a ressurreição é o fundamento da liberdade de testemunhar e com a descida do Espírito Santos sobre elas e eles o medo e dúvidas foram eliminados, o Espírito Santos os deu entendimento e coragem.
O que levou o mundo a aproximar da Igreja, foi o modo como as pessoas viviam de acordo com o que acreditavam e pregavam, isso é o Testemunho Cristão.
O texto de Atos 2,42 inicia dizendo: “Eram perseverantes...". Esse “Eram” indica que os quase três mil convertidos (At 2,41) que acabara de receber o batismo, acolhidos na Igreja, já estavam atuantes nas atividades descrita neste texto e testemunhava o Cristo ressuscitado. Novos na fé e perseverantes no caminho junto de Jesus e sua Igreja. Havia neles ousadia e serviço fazendo diferença em sua cidade, sua comunidade com o testemunho.
O relato dos Atos dos Apóstolos apresenta uma comunidade que vai se formando a partir do testemunho de se colocar em comum, além de bens econômicos, os carismas e dons de cada um (At 2,44-45), e do testemunho de uma evangelização aberta ao outro, ao acolhimento (At 11, 1-18), uma abertura ao diálogo com pessoas de diferentes religiões e culturas (At 17:22-28), e o testemunho profético (At 5,27-33).
O testemunho cristão acolhe e incomoda.
A ressurreição de Cristo para aquelas e aqueles que com Ele caminhavam os encheram de alegria, embora havia medo e dúvidas, a ressurreição é o fundamento da liberdade de testemunhar e com a descida do Espírito Santos sobre elas e eles o medo e dúvidas foram eliminados, o Espírito Santos os deu entendimento e coragem.
O que levou o mundo a aproximar da Igreja, foi o modo como as pessoas viviam de acordo com o que acreditavam e pregavam, isso é o Testemunho Cristão.
O texto de Atos 2,42 inicia dizendo: “Eram perseverantes...". Esse “Eram” indica que os quase três mil convertidos (At 2,41) que acabara de receber o batismo, acolhidos na Igreja, já estavam atuantes nas atividades descrita neste texto e testemunhava o Cristo ressuscitado. Novos na fé e perseverantes no caminho junto de Jesus e sua Igreja. Havia neles ousadia e serviço fazendo diferença em sua cidade, sua comunidade com o testemunho.
O relato dos Atos dos Apóstolos apresenta uma comunidade que vai se formando a partir do testemunho de se colocar em comum, além de bens econômicos, os carismas e dons de cada um (At 2,44-45), e do testemunho de uma evangelização aberta ao outro, ao acolhimento (At 11, 1-18), uma abertura ao diálogo com pessoas de diferentes religiões e culturas (At 17:22-28), e o testemunho profético (At 5,27-33).
O testemunho cristão acolhe e incomoda.
Unir saberes populares e acadêmicos para fomentar conhecimento e aprendizado!
Segue o texto que escrevi para ajudar a compreender a "Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs"
Unir saberes populares e acadêmicos para fomentar conhecimento e aprendizado!
Fomentar conhecimento e aprendizado para um povo que em comunidade seja fermento de transformação em nossa Igreja Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, unir os saberes popular e os saberes acadêmicos, unir quem tem a sabedoria popular e quem tem conhecimento acadêmico.
Na pedagogia é através das palavras de Paulo Freire “paixão de conhecer”, é o saber que vai direcionando qual a melhor atitude a adotar nos diferentes contextos que a vida nos apresenta a partir do conhecimento próprio e rotineiro do povo e que permite discernir qual o melhor caminho a seguir.
A sabedoria popular é proveniente da relação com a natureza, com o meio ambiente e com a comunidade na qual se está inserido. E vejam, são tantos exemplos de sábias e sábios populares e são muitas pessoas reconhecidas como profetisas e profetas, o conhecimento popular, mistérios não compreendidos por uns e compreendidos e acolhidos por muitos.
A formação na mística das CEBs precisa ser uma mistura dos saberes populares e acadêmicos, reconhecer e valorizar esses saberes e as e os que possuem esses saberes.
Preocupar-se com a formação de nossas lideranças e do povo que formam a base da Igreja, hoje temos como espaço de formação em nossas CEBs os Grupos de Reflexão, a Catequese e as Pastorais e queremos oferecer a nossa Arquidiocese de Maringá (Paróquias e CEBs) e as Dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama, formadores e articuladores através da Escola de Formadores e Articuladores para as CEBs, na mística da caminhada tão longa e frutuosa de nossas Comunidades Eclesiais de Base.
Valorizando e unindo, nossas lideranças que tem o conhecimento popular, ou seja, através da experiência adquirida no dia a dia e os que possuem experiência adquirida também acadêmica. Misturar essas lideranças para fomentar nosso povo capacitando-os.
É preciso pensar as CEBs missionariamente a partir do compromisso com os pobres, marginalizados e afastados. Animados pela voz profética presente em Êxodo, 3:7 – “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”. Uma Igreja ousada e samaritana presente nas periferias geográficas e “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano.
A cidade e também o campo são hoje um grande desafio, principalmente com o Papa Francisco insistindo na ideia de uma “Igreja em saída”, que “rompe com a crosta do egoísmo” (D. Hélder Câmara), uma Igreja capaz de encarar os desafios de frente, que saiba dialogar com aquelas discípulas e aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de uma igreja ainda fechada e estacionada.
Coordenar uma CEB, ser agente de pastoral, animar um grupo de reflexão nunca foi fácil. Para Francisco “Evangelizar é uma alegria”, é preciso pedir a graça de não cair num anúncio “aborrecido e triste”. A igreja tem o compromisso de ajudar na formação e na articulação de seus membros para estarem preparados para lidar com os problemas atuais e, acima de tudo, pensar e refletir as soluções para enfrentar essas dificuldades.
Nessa perspectiva nasce a “Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs”, que terá sua primeira etapa no dia trinta de junho desse ano de 2018.
Maria e José que souberam com a sabedoria popular educar Jesus intercedam por nós e com a benção de nosso Deus a escola possa ser instrumento para capacitar formadores e articuladores para ir a base e ajudar a formar o povo que são a base de nossa Igreja.
A Doutrina Social da Igreja é uma construção histórico-teológica que se atualiza sempre
Por ocasião da celebração dos 127 anos da publicação da Rerum Novarum, lançada em 15 de maio de 1891, pelo papa Leão XIII, o bispo de Jales (SP) e referencial da Pastoral Operária Nacional, dom Reginaldo Andrietta fala sobre a encíclica que deu início à sistematização do pensamento social da Igreja. Para ele a doutrina social da Igreja está integrada intimamente à sua missão evangelizadora, o que determina desdobramentos importantes em suas práticas, principalmente nos países mais pobres. Na entrevista, além de falar sobre o moderno pensamento social da Igreja, o religioso afirma que é desafio, hoje, para a instituição mostrar de modo mais claro que o ser humano é essencialmente relacional, portanto, social. “Em cada uma de suas relações essenciais (com Deus, com o outro, com o mundo, com a criação e consigo mesmo), Jesus Cristo revela ao homem o caminho da amorização, como caminho de salvação”, disse. Acompanhe a íntegra da entrevista.
Confira a entrevista:
No próximo dia 15 de maio, completam-se 127 anos de publicação da Rerum Novarum, Encíclica que, muitos consideram, deu início à sistematização do pensamento social católico, conhecido mais tarde como Doutrina Social da Igreja. O que dessa Encíclica, podemos afirmar que continua válido para os dias atuais?
A Igreja, no contexto que o Papa Leão XIII escreveu a Encíclica Rerum Novarum, havia começado, timidamente, um diálogo com a modernidade, reconhecendo a importância de analisar questões econômicas, políticas, sociais e culturais, e posicionar-se diante delas de modo mais lúcido e eficiente.
Graças a essa abertura, ela passou a analisar questões societárias de modo sempre mais sistemático, posicionando-se oficialmente frente a questões diversificadas que foram emergindo conforme os diferentes contextos históricos. Ela conservou, no entanto, seu foco em duas questões principais, assinaladas pela Rerum Novarum: a relação entre capital e trabalho e a relação entre bem particular e bem comum.
Essas duas questões entrelaçadas se tornaram marcos referenciais no desenvolvimento da Doutrina Social da Igreja, explicitamente presentes ou subjacentes nos muitos documentos pontifícios que continuaram a tratar questões sociais, vários deles comemorando aniversários da Rerum Novarum.
Quais outros documentos que integram a moderna Doutrina Social da Igreja o senhor considera importantes?
A Doutrina Social da Igreja, entendida como conjunto de escritos, mensagens, cartas, encíclicas, exortações, pronunciamentos e declarações que compõem o pensamento do magistério católico a respeito da chamada “questão social”, é muito importante no seu todo.
A Igreja, desde suas origens, sempre esteve confrontada a essa questão. Embora sua doutrina tenha se convencionado como social somente a partir da Encíclica Rerum Novarum, não se pode dizer que os problemas sociais estivessem ausentes de seus posicionamentos anteriores, muito menos da sua prática. Aliás, a Doutrina Social da Igreja tem como fonte as Sagradas Escrituras.
Referências à situação dos pobres, sob a ótica da libertação e da justiça social no Antigo e Novo Testamentos, bem como nos primeiros séculos do cristianismo e em toda a tradição católica, são abundantes. O confronto entre justiça humana e justiça divina é um dos eixos fundamentais da tradição judaico-cristã. A fonte inspiradora é a própria identidade de Deus, como Trindade, ou seja comunidade perfeita. O ser humano é, por natureza, relacional, vocacionado a ser sua imagem e semelhança.
Daí o questionamento feito nas Sagradas Escrituras, em particular no livro do Gênesis, à autossuficiência humana. A existência humana é, na realidade, coexistência. A qualidade de relações entre os seres humanos e destes com a criação e com Deus, é central na tradição judaico-cristã. A própria contemplação da Trindade, diz Santo Agostinho, obtém-se pela caridade, ou seja, pela dimensão de comunhão e solidariedade entre seres humanos.
A Doutrina Social da Igreja, convencionada como tal a partir da Rerum Novarum, é fruto dessa construção histórico-teológica que se atualiza sempre. Muitos documentos pontifícios deram sequência ao tratamento de questões sociais, tais como: Encíclica Quadragésimo Anno de Pio XI (1931); Mensagens de Rádio de Pio XII (1941 e 1951); Encíclicas Mater et Magistra (1961) e Pacem in Terris (1963), de João XXIII; Encíclica Populorum Progressio (1967) e da Carta Apostólica Octogesima Adveniens (1971), de Paulo VI; Encíclicas Laborem Exercens (1981), Sollicitudo Rei Socialis (1987) e Centesimus Annus (1991), de João Paulo II; Encíclica Caritas in Veritate (2009), de Bento XVI; Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (2014) e Encíclica Laudato Si (2015), do Papa Francisco.
O Sínodo dos Bispos de 1971 sobre a Justiça no mundo e os numerosíssimos pronunciamentos de Conferências Episcopais nacionais e continentais, tratando problemas sociais específicos de cada país e continente, se tornaram também referências importantes do pensamento social católico.
Em síntese, a Igreja Católica considera que sua Doutrina Social está integrada intimamente à sua missão evangelizadora, o que determina desdobramentos importantes em suas práticas, principalmente nos países mais pobres. Foi a partir das preocupações sociais da Igreja que se desenvolveram, por exemplo, as várias Teologias da Libertação contextualizadas, assim como as Comunidades Eclesiais de Base e muitos movimentos, pastorais e entidades da Igreja, de cunho social.
A tradução de Rerum Novarum, do latim ao português, significa “das Coisas Novas”. O que é preciso ser renovado hoje quando falamos de pensamento social da Igreja?
O modelo preponderante de sociedade e de desenvolvimento promovido nos tempos atuais é economicista. A Igreja necessita tratar essa questão com mais cientificidade, assegurando um olhar teológico atualizado. Paulo VI já alertava em sua Encíclica Populorum Progressio: “O desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico. Para ser autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os seres humanos e o ser humano no seu todo”.
Essa visão tem como base a antropologia cristã fundada na premissa de que o ser humano só se realiza plenamente enquanto relacional, abrindo-se a todas as dimensões que lhe constituem como pessoa e à sua transcendência. Chamada a realizar-se, a pessoa só alcança esse objetivo, transcendendo-se na relação com Deus, com o outro e com o mundo. À medida que o ser humano se fecha a qualquer uma das suas relações, caminha na direção contrária do seu devir, tornando-se autossuficiente, portanto, contraditoriamente, menos humano.
O individualismo, na sua forma pós-moderna, nega a relacionalidade. Nos tempos atuais, o individualismo é vivido ao extremo, sob as “regras” do mercado neoliberal e sob a influência sempre maior da razão tecnocientífica. Nesse contexto de hiperindividualismo narcísico, o ser humano se encontra desorientado, correndo atrás de uma felicidade paradoxal, alcançando, no mais das vezes, a própria decepção.
Em consonância com a Populorum Progressio, somente na perspectiva integrada de sua personalidade, ou seja, integrando todas as suas dimensões constitutivas, é que o ser humano pode alcançar a sua plena realização. Apesar dessa clareza, a busca de realização plena do ser humano permanecerá um mistério. A esse respeito, a Constituição Pastoral Gaudium et Spes diz que o mistério do ser humano só se esclarece verdadeiramente em Jesus Cristo, pois Cristo revela o ser humano a si mesmo e lhe desvela sua vocação sublime de viver dignamente irmanado no amor divino.
Em suma, o pensamento social da Igreja tem como desafio, hoje, mostrar de modo mais claro que o ser humano é essencialmente relacional, portanto, social. Em cada uma de suas relações essenciais, com Deus, com o outro, com o mundo, com a criação e consigo mesmo, Jesus Cristo revela-lhe o caminho da amorização, como caminho de salvação.
Fonte: Site CNBB
14 maio, 2018
130 anos de uma abolição inacabada
Fonte: Brasil de Fato
https://www.brasildefato.com.br/2018/05/13/130-anos-de-uma-abolicao-inacabada/
Muito além da princesa Isabel, 6 brasileiros que lutaram pelo fim da escravidão no Brasil
O fim da escravidão no Brasil completa 130 anos em 13 de maio deste ano. Em 1888, a princesa Isabel, filha do imperador do Brasil Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, decretando a abolição - sem nenhuma medida de compensação ou apoio aos ex-escravos.
A decisão veio após mais de três séculos de escravidão, que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no caminho.
- Especial 130 anos da abolição: A luta esquecida dos negros pelo fim da escravidão
- Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador
Mas a abolição no Brasil está longe de ter sido uma benevolência da monarquia. Na verdade, foi resultado de diversos fatores, entre eles, o crescimento do movimento abolicionista na década de 1880, cuja força não podia mais ser contida.
Entre as formas de resistência, estavam grandes embates parlamentares, manifestações artísticas, até revoltas e fugas massivas de escravos, que a polícia e o Exército não conseguiam - e, a partir de certo ponto, não queriam - reprimir. Em 1884, quatro anos antes do Brasil, os Estados do Ceará e do Amazonas acabaram com a escravidão, dando ainda mais força para o movimento.
A disputa continuou no pós-libertação, para que novas políticas fossem criadas destinando terras e indenizações aos ex-escravos - o que nunca ocorreu.
Conheça as histórias de seis brasileiros protagonistas na luta pelo fim da escravidão. CLIQUE AQUI
- Especial 130 anos da abolição: A luta esquecida dos negros pelo fim da escravidão
- Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador
Mas a abolição no Brasil está longe de ter sido uma benevolência da monarquia. Na verdade, foi resultado de diversos fatores, entre eles, o crescimento do movimento abolicionista na década de 1880, cuja força não podia mais ser contida.
Entre as formas de resistência, estavam grandes embates parlamentares, manifestações artísticas, até revoltas e fugas massivas de escravos, que a polícia e o Exército não conseguiam - e, a partir de certo ponto, não queriam - reprimir. Em 1884, quatro anos antes do Brasil, os Estados do Ceará e do Amazonas acabaram com a escravidão, dando ainda mais força para o movimento.
A disputa continuou no pós-libertação, para que novas políticas fossem criadas destinando terras e indenizações aos ex-escravos - o que nunca ocorreu.
Conheça as histórias de seis brasileiros protagonistas na luta pelo fim da escravidão. CLIQUE AQUI
Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!
"Toda ofensa, ferida ou violência ao corpo do nosso próximo é um ultraje a Deus Criador e Pai." (Papa Francisco)
Escravidão moderna
Escravidão moderna
De acordo com estatísticas recentes, atualmente existem mais de 40 milhões de pessoas, homens, mas principalmente mulheres e crianças, em situação de escravidão.
O artigo é de Silvonei José , publicado por Vatican News. 12/05/2018.
No início desta semana o Papa Francisco voltou a tocar a tecla da escravidão moderna, e o fez através de uma mensagem vídeo enviada ao 2º Fórum Internacional sobre as formas modernas de escravidão intitulado “Velhos problemas no novo mundo”. O encontro foi organizado em Buenos Aires, pela arquidiocese ortodoxa local e pelo Instituto Ortodoxo “Patriarca Atenágoras” de Berkley, EUA. O fórum se concluiu na terça-feira, dia 08 de maio.
Compromisso comum
Contra as formas modernas de escravidão, devemos “rasgar o véu da indiferença que cobre o destino” das vítimas, criar para elas, através de “uma educação de qualidade, novas oportunidades de crescimento através do trabalho”. E as igrejas – disse o Papa -, são chamadas a um compromisso comum neste desafio, “para a construção de uma sociedade renovada”.
Já no início de sua mensagem, em espanhol, Bergoglio recorda que a escravidão não é algo de outros tempos, mas tem profundas raízes e se manifesta ainda hoje de várias formas: “tráfico de seres humanos, exploração do trabalho por meio de dívidas, exploração de crianças, exploração sexual e trabalho doméstico forçado são algumas das muitas formas”. Cada uma delas – volta a reafirmar Francisco -, “é mais grave e desumana que a outra”.
Crime contra a humanidade
De acordo com estatísticas recentes, atualmente existem mais de 40 milhões de pessoas, homens, mas principalmente mulheres e crianças, em situação de escravidão e para o Papa a primeira grande tarefa, é conhecer o tema, pois “ninguém pode ficar indiferente e, de modo algum, ser cúmplice desse crime contra a humanidade”.
Nas suas palavras Francisco evidencia que muitas pessoas que estão envolvidas com organizações criminosas, não desejam que se fale sobre o assunto, simplesmente pelo fato de que ganham muito dinheiro graças “às novas formas de escravidão”. Mas também, e essa é a outra constatação do Santo Padre, há aqueles que, apesar de conhecerem o problema, não querem falar porque estão no fim da “rede de consumo”, como consumidores dos “serviços”; serviços oferecidos por homens, mulheres e crianças que se tornaram escravos.
Não podemos nos distrair
Somos todos chamados a deixar as formas de hipocrisia. Não podemos nos distrair - afirma o Papa -, devemos enfrentar a realidade pois o problema não está nas calçadas diante de nós: o problema nos envolve. “Não podemos olhar para outro lado e declarar a nossa ignorância ou nossa inocência”.
Mas Francisco não para por aqui, vai mais longe. Pede para agir em favor dos que se tornaram escravos. É preciso defender seus direitos, impedir que os corruptos e os criminosos escapem da justiça e mantenham o controle sobre as pessoas escravizadas. Não são suficientes políticas de Governos e Organismos Internacionais para o combate da exploração de seres humanos, se as causas não forem enfrentadas, ou seja, “as raízes mais profundas do problema”.
Quando os países vivem a pobreza extrema, a violência e a corrupção, nem a economia, nem o quadro legislativo e nem as infraestruturas de base são eficazes. Assim não conseguem garantir a segurança, os bens e os direitos essenciais. Deste modo, é mais fácil que os autores desses crimes continuem agindo na mais total impunidade.
O crime organizado e o tráfico ilegal de seres humanos escolhem as vítimas entre as pessoas que hoje possuem meios escassos de subsistência e menos esperança de futuro. Elas estão “entre os mais pobres, marginalizados e descartados”. A resposta, diz Francisco é criar oportunidades para um desenvolvimento humano integral, iniciando pela educação de qualidade: este é o ponto chave, “educação e trabalho”.
Liberdade, justiça e paz
É necessário então um grande trabalho, um esforço comum e global por parte de toda a sociedade. E a Igreja – enfatiza o Papa – “deve se comprometer nessa tarefa. Devemos construir juntos uma sociedade renovada e orientada à liberdade, à justiça e à paz.
Enquanto indivíduos e grupos especulam vergonhosamente sobre a escravidão de pessoas, nós cristãos, todos juntos, somos chamados a desenvolver sempre mais uma maior colaboração para superar todo tipo de desigualdade, todo tipo de discriminação, que são precisamente o que torna possível o fato de um homem se tornar escravo de outro homem.
É um exército de deserdados do qual o Papa Francisco é rosto e voz.
Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador
Vale a pena ler a entrevista
"130 anos é pouco tempo, só cerca de quatro gerações. Mesmo assim, parece muito distante. Por que temos a impressão de que a escravidão é um passado tão longínquo"
Em entrevista para a BBC Brasil, o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores especialistas em escravidão, afirma ainda que a violência contra o escravo contamina a sociedade até hoje.
Leia a entrevista AQUI
11 maio, 2018
Hoje, 11 de maio Terço na Praça em Maringá
Realizado pelo Conselho Missionário da Arquidiocese de Maringá (COMIDI), o Terço é promovido por ocasião do Dia de Nossa Senhora de Fátima, celebrado em 13 de maio. Como este ano 13 de maio cai no domingo, o COMIDI preferiu antecipar o evento público para sexta-feira (11).
Em 1917, em Portugal, a Mãe de Jesus apareceu para três pastorinhos. Para a Igreja Católica “Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”.
Nesta sexta-feira, às 18 horas, Praça Raposo Tavares de Maringá.
Em 1917, em Portugal, a Mãe de Jesus apareceu para três pastorinhos. Para a Igreja Católica “Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”.
Nesta sexta-feira, às 18 horas, Praça Raposo Tavares de Maringá.
Dia Mundial das Comunicações Sociais-2018: ‘Fake news e jornalismo de paz’
Este 13 de maio de 2018 terá coincidências notáveis dentro do ambiente católico.
Além da recordação e comemoração do 13 de maio de 1917, quando houve a primeira das aparições de Nossa Senhora de Fátima, será também o dia da solenidade da Ascenção do Senhor, nos quarenta dias depois da Páscoa.
Outras coincidências para este dia: em muitos países se comemora o Dia das Mães e no mundo todo será realizado o 52.º Dia Mundial das Comunicações Sociais que o Papa Francisco determinou que, em 2018, se desenvolvesse dentro do tema:
"‘A verdade vos tornará livres' (Jo 8, 32). Fake news e jornalismo de paz", Francisco propõe um "distanciamento crítico" para evitar a difusão de notícias falsas.
52º Dia Mundial das Comunicações Sociais
A propósito deste dia, em Portugal, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS), órgão da Conferência Episcopal Portuguesa, dirigido pelo Padre Américo Aguiar, da diocese do Porto, recorda sinteticamente a Mensagem pontifícia:
- Prevenir a difusão de notícias falsas pelo distanciamento crítico e metódico em relação a todas as mensagens e pela procura de informação em mais do que um órgão de comunicação;
- Redescobrir o valor da profissão do jornalista, que num contexto de proliferação irregular de mensagens exige uma mediação cada vez mais assertiva do jornalismo; esta é uma profissão que nunca pode distanciar-se das tradições que definem a classe, nomeadamente a importância decisiva das fontes, para a procura do contraditório (quantas vezes, antes de se tirarem conclusões, é necessário ouvir ainda uma terceira voz...);
- Comprometer cada pessoa na comunicação da verdade como um exercício do quotidiano naquilo que cada um transmite, por um lado, e, por outro, no que todos recebem, nunca negando a possibilidade de rejeitar ou ignorar uma notícia ou um órgão de comunicação social, quando possa estar em causa a verdade.
Dia Mundial das Comunicações
O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração do gênero estabelecida pelo Concílio Vaticano II, através do decreto ‘Inter Mirifica', de 1963. Neste ano estará sendo realizada a sua 52ª Comemoração. (JSG)
Fonte: gaudiumpress.org
09 maio, 2018
A comunicação e a pós-verdade [Marcelo Barros]
Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?
Por Marcelo Barros
Todos sabemos o que é comunicação e queremos vivê-la como direito de todos. Pós-verdade é um neologismo que não existe. No entanto, é como em alguns meios de comunicação chamam informações que não chegam a ser notícias falsas (fake news), mas assumem um fato verdadeiro e, propositalmente, o distorcem para outras finalidades.
Tomemos um exemplo ocorrido fora do Brasil. No dia 04 de outubro de 2016, Iván Cuellos, goleiro do Sporting de Gijón na Espanha, saía do ônibus para jogar no estádio. Um grupo da torcida do Coruna se pôs do outro lado da estrada e começou a vaiar o goleiro. Esse continuou seu caminho sem reagir. De repente ouve um barulho. Era uma pessoa que havia caído por terra, sob um ataque epiléptico. O jogador parou e fixou os olhos para o local, procurando ver se a pessoa estava sendo socorrida. A câmara dos jornalistas o mostrou parado e com o olhar fixo em um ponto. A seguir, mostrou as pessoas que o vaiavam. A reportagem apresentou as fotografias nessa ordem. A interpretação comum foi que o jogador teria parado e provocado a torcida contrária e essa reagiu com vaias. No caso, as imagens apresentadas na TV eram corretas, mas a omissão do verdadeiro motivo pelo qual o jogador parou (o ataque epiléptico de alguém) provocou a interpretação de que Iván teria sido o agente provocador do incidente. Isso é o que se pode chamar de pós-verdade (Cf. El País, 28/ 08/ 2017). Nos Estados Unidos, segundo o jornal New York Times, entre dezembro de 2016 e o final de janeiro de 2017, o presidente Donald Trump teria anunciado 112 notícias que a imprensa considerou fake-news, ou seja notícias falsas. O governo as considerou pós-verdades.
Por que chamar de pós-verdade o que para a Ética normal seria simplesmente uma mentira? Talvez porque os meios de comunicação são muito poderosos. Muitos dos comunicadores são tão conscientes da sua importância social que sua visão ou opinião passa a ser a única verdade aceita. E essa não é isenta de interesses. Para a sociedade que considera o lucro como absoluto, a publicidade é bem aceita, mesmo se para vender uma marca, precisar prometer algo além da verdade. No plano político, sem apoio dos meios de comunicação, certas mentiras oficiais não surtiriam efeito. Na Inglaterra de 2016, o partido conservador publicou que se a Inglaterra não se ligasse à União Europeia, os serviços de saúde pública melhorariam.
Nenhum argumento para provar isso. A imprensa sabia que não era verdade. No entanto, todos os maiores jornais e meios de comunicação divulgaram a falsa notícia. Os intelectuais e movimentos sociais contestaram. O povo das ruas votou como os conservadores queriam. Quando se deu conta de que foi enganado, não tinha mais como voltar atrás.
Do mesmo modo, podemos pensar: como muitos brasileiros reagirão quando descobrirem que, nesses anos recentes, têm sido constantemente manipulados pelos grandes meios de comunicação?
Nos Estados Unidos da década de 60, o líder negro Malcolm X afirmava: “Se você não tiver cuidado, os jornais e as emissoras de TV farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar quem está oprimindo”. No Brasil, parece que isso está ocorrendo literalmente. Se, um dia, a máscara cair e a verdade aparecer na sua crueza, essa falsa cruzada inquisitorial que se diz contra a corrupção já terá conseguido disfarçar suficientemente a entrega do Brasil ao capital internacional e aos interesses norte-americanos. Grande parte da opinião pública internacional reconhece que, hoje, o presidente Lula é um dos mais importantes presos políticos do mundo. Aumenta a cada dia a lista de pessoas e entidades a propor o seu nome como prêmio Nobel da Paz.
No Brasil, vai ser difícil as redes de televisão e de rádio reconhecerem isso, porque elas todas pertencem a setores da sociedade que têm interesses contrários à liberdade de Lula. A elite precisa dele preso para que não posa ser candidato e nem mesmo influenciar nas possíveis eleições de outubro.
No Brasil, de acordo com o IBGE, a televisão chega a quase 100% dos lares brasileiros. Três conglomerados nacionais e cinco grupos regionais dominam a comunicação em todo o território brasileiro. Somente a Globo atinge 98, 56% de todos os municípios do país. Esse grupo possui 123 emissoras, das quais 118 são afiliadas. A Globo internacional chega a 114 países. A Record, comprada em 1989 pela Igreja Universal do Reino de Deus, possui mais de 70 emissoras de TV e cobre quase todo o país com o objetivo de divulgar a Igreja e defender os seus interesses na opinião pública e nos organismos de poder.
A ONU consagra o 3 de maio como o dia mundial da liberdade da imprensa. Quando essa data foi estabelecida, muitos governos ditatoriais perseguiam jornalistas e censuravam a saída de qualquer matéria que lhes parecesse desfavorável a seus interesses. Atualmente, a sociedade civil comemora esse dia para propor a democratização dos meios de comunicação. Não se trata apenas da liberdade dos jornais em relação a governos. A questão central é o direito de todos a uma informação honesta e à democratização dos meios de comunicação.
Para quem tem fé cristã, é bom recordar que Evangelho significa boa notícia, isso é comunicação verdadeira e transformadora da realidade. Por isso, faz parte do anúncio da fé o compromisso com uma informação de qualidade ética e que nos faça pensar corretamente. Mais do que nunca, é verdade o que Jesus afirmou: “A verdade vos libertará” (Jo 8, 33).
Fonte: CEBI
08 maio, 2018
Pais de LGBT: conflitos e perspectivas
Ter filhos LGBT remete a família à complexa realidade da diversidade sexual.
O artigo é de Luís Corrêa Lima, publicado por Dom total. 07/05/2018
A situação de pais e mães de LGBT é muito peculiar e delicada. A grande maioria deles sonhou com filhos cisgêneros (identificados com o sexo que lhes é atribuído ao nascer) e heterossexuais, que se casariam com pessoas do sexo oposto e assim lhes dariam netos. Quando esta expectativa não se concretiza, muitas vezes ficam consternados. É algo semelhante ao luto. O filho ou a filha que eles sonharam não existe mais. Conviver com esta dura realidade exige paciência e abertura. É preciso exortá-los que os filhos, quaisquer que sejam, são sempre um presente de Deus criador aos pais e à humanidade, assim como a vida de qualquer ser humano. E os pais são para eles um instrumento da Providência divina para que tenham vida, afeto, educação e valores.
Ter filhos LGBT os remete à complexa realidade da diversidade sexual e de gênero. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos. A sociedade e as famílias estão em busca da maneira mais razoável de se lidar com isto; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Nenhum ser humano é um mero LGBT, mas é antes de tudo criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna.
Há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Há vinte e um anos, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais, com um título profético: Sempre Nossos Filhos (Always our children). Eles asseveram que Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E, dependendo da situação dos filhos, o apoio da família é ainda mais necessário. Tudo isto vale também para pais de bissexuais, travestis e transexuais.
Filmes e vídeos também podem ajudar pais e mães de LGBT. Um deles é bem emblemático e muito recomendável: Orações Para Bobby, lançado na TV norte-americana em 2009. O filme narra a história real de Mary Griffith (interpretada pela atriz Sigourney Weaver), uma mãe presbiteriana arrependida de tentar curar o filho homossexual que se matou depois de não aguentar tamanho assédio moral. A história se passa nos anos 1980 em Walnut Creek, Califórnia, próxima a São Francisco. Em 27 de agosto de 1983, Bobby Griffith tirou sua vida ao pular de um viaduto sobre uma autoestrada, aos 20 anos de idade, em Portland, Oregon, para onde se mudara.
Por quase quatro anos, ele sofreu uma dura pressão de sua família para deixar sua homossexualidade. Sua mãe, religiosa fervorosa, não admitia a homossexualidade do filho, que considerava doença e abominação, e contra a qual usava a Bíblia para respaldar suas convicções. Bobby tinha um diário, registrando questionamentos a Deus e frases de auto-rejeição baseados nos ensinamentos que recebeu. Estes revelam claramente como sua religiosidade, em uma igreja que o condenava ao inferno, e a falta de apoio da família foram cruciais em sua decisão de acabar com a própria vida.
A mãe só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu
Em entrevista posterior, a mãe de Bobby afirmou que o irmão só lhe contou que Bobby era gay depois que ele tentou se matar, e que este irmão já sabia do fato há mais de 2 anos. Ela só percebeu que o filho não escolheu ser gay quando ele morreu, e depois de pesquisar sobre homossexualidade, algo que lamenta não ter feito antes. Mary tornou-se militante em uma associação de familiares e amigos de gays e lésbicas. Aos pais, ela dá um recado: “Eu falei com muitos pais nesses anos. E eu acho que eu só poderia lhes dizer que ouçam seus filhos e não tentem fazer prevalecer suas opiniões sobre as deles” .
Os pais de Bobby ainda vivem em Walnut Creek. Oito meses após a morte do filho, Mary deu um depoimento na reunião do conselho municipal, onde se votava a instituição de um dia para celebrar a liberdade gay. Este depoimento foi transformado em um dos momentos mais comoventes do filme:
“Homossexualidade é um pecado. Homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo, se eles ao menos tentassem e tentassem de novo em caso de falha”. Isso foi o que eu disse ao meu filho Bobby, quando descobri que ele era gay.
Quando ele me disse que era homossexual, meu mundo caiu. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho pulou de uma ponte e se matou. Eu me arrependo amargamente de minha falta de conhecimento sobre gays e lésbicas. Percebo que tudo o que me ensinaram e me disseram era odioso e desumano. Se eu tivesse pesquisado além do que me disseram, se eu tivesse simplesmente ouvido meu filho quando ele abriu o coração para mim, eu não estaria aqui hoje, com vocês, plenamente arrependida.
Eu acredito que Deus foi presenteado com o espírito gentil e amável do Bobby. Perante Deus, gentileza e amor é tudo. Eu não sabia que, cada vez que eu repetia a condenação eterna aos gays, cada vez que eu me referia a Bobby como doente, pervertido e perigoso às nossas crianças, sua autoestima e seu valor próprio estavam sendo destruídos. E finalmente seu espírito se arruinou além de qualquer conserto. Não era desejo de Deus que Bobby se debruçasse sobre o corrimão de um viaduto, e pulasse bem em frente a um caminhão de dezoito rodas que o matou instantaneamente. A morte de Bobby foi resultado direto da ignorância e do medo de seus pais quanto à palavra “gay”.
Ele queria ser escritor. Suas esperanças e seus sonhos não deveriam ser arrancados dele, mas foram. Há crianças como Bobby presentes em suas reuniões. Sem que vocês saibam, elas estarão ouvindo quando vocês dizem “amém”. E isso logo silenciará as preces delas. Preces para Deus por entendimento, aceitação e pelo amor de vocês. Mas o seu ódio, medo e ignorância sobre a palavra “gay” silenciarão essas preces. Então, antes de dizer “amém” em sua casa e lugar de adoração, pensem. Pensem e lembrem-se: uma criança está ouvindo.
Certa vez, o papa deu um conselho precioso: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem” . E não são só sacerdotes rígidos que causam dano a tantas pessoas, mas também movimentos religiosos e fiéis rigoristas. É preciso que os LGBT sejam protegidos de discursos tóxicos e práticas nocivas, como exorcismos ou orações de “cura e libertação”. Famílias, colégios, paróquias, movimentos, pastorais e obras sociais devem ser ambientes acolhedores e não hostis.
A Palavra de Deus, tirada de contexto e lida em perspectiva rigorista, torna-se palavra de morte, um instrumento diabólico. Daí vêm as “balas bíblicas” disparadas impiedosamente contra homossexuais e transgêneros. O mesmo acontece com o ensinamento da Igreja. A Campanha da Fraternidade de 2018, visando superar a violência, é uma chance extraordinária de se fazer o bem, revendo-se também conceitos e práticas a respeito de homossexuais e transgêneros. Ao considerar todas as pessoas que nós conhecemos, sobretudo as mais vulneráveis, não deve haver dúvida: as nossas palavras podem salvar vidas. Ou podem arruiná-las. Oxalá elas salvem. Amém.
*Luis Corrêa é sacerdote jesuíta e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Trabalha com pesquisa sobre diversidade sexual e de gênero, e no acompanhamento espiritual de pessoas LGBT.
O Papel da Leiga e do Leigo!
O Papel da Leiga e do Leigo!
Criatividade e Testemunho
O Santo Padre afirma em sua mensagem em vídeo à necessidade de os leigos colocarem sua criatividade a serviço dos desafios do mundo e afirma também a necessidade de que os leigos deem exemplo de sua fé através da solidariedade e do compromisso com a sociedade.
Diz o Papa: "Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos cumpram sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual".
Francisco ainda disse sobre os leigos que "Precisamos do seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade".
Papel dos leigos na Igreja
O Papa Francisco recordou que, após o final do Concílio Vaticano II, foi realizado um esforço para que ficasse mais claro o papel dos leigos.
Procurou-se mostrar que, desde os primeiros séculos, os leigos exercem um papel fundamental dentro da Igreja.
Francisco recordou que a função dos membros da Igreja que não integram o clero é ajudar nas quatro dimensiones tradicionais da Igreja: a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.
O Papa enfatiza em seu vídeo que "os leigos se encontram na linha mais avançada da vida da Igreja" e que por isso é necessário que "demos graças pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que oferecem razões de esperança" a todos.
Rede Mundial de Oração do Papa
Ainda a este propósito, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil, o jesuíta Pe. Frédéric Fornos sublinhou que, "Muitas vezes, pensamos que os sacerdotes são os responsáveis por impulsionar a missão da Igreja. No entanto, são os leigos que estão no coração do mundo e os que têm um papel chave para transformar a sociedade".
Para Padre Fredéric, "É nas famílias, nas salas de aula, nos escritórios, nas fábricas, no campo, na vida cotidiana onde encontramos a oportunidade de ser sal e luz do Reino de Deus, sabor do Evangelho". (JSG)
Fonte: Gaudium Press
O Vídeo do Papa 05-2018 - A Missão dos Leigos - Maio de 2018
Os leigos são parte fundamental da Igreja.
Seu compromisso, seu testemunho e seu serviço, especialmente nas situações mais difíceis, ajudam a espalhar a verdade do Evangelho.
“Os leigos estão na linha de frente da vida da Igreja. Necessitamos de seu testemunho sobre a verdade do Evangelho e de seu exemplo ao expressar sua fé com a prática da solidariedade. Agradeçamos pelos leigos que arriscam, que não têm medo e que dão motivos de esperança aos mais pobres, excluídos e marginalizados. Peçamos juntos neste mês para que os fiéis leigos realizem a sua missão específica, a missão que receberam no batismo, colocando sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual.”
07 maio, 2018
O amor se vê nas obras e não nas palavras!
“Cada um de nós pode se perguntar:
permaneço no amor do Senhor ou vou buscar outros caminhos, outras condutas de vida?
Permanecer no amor significa servir aos outros, estar a serviço dos outros.
Não é como ver um filme de amor. O amor é outra coisa.
O amor é cuidar dos outros. O amor não é soar um violino. Tudo romântico!
O amor é trabalho.
Vocês que são mães lembram de seus filhos pequenos e sabem que foi um trabalho, limpar, passar, amamentar.
O amor se vê nas obras e não nas palavras.
O amor é concreto.”
Papa Francisco
04 maio, 2018
Como o ser humano precisa de um olhar carinhoso!
Estive pensando ontem depois de minhas visitas no hospital:
Como o ser humano precisa de um olhar, de um elogio, de uma abraço, de um carinho, de palavras amigas, de companhias agradáveis!
Não somos máquinas.
Sem o equilíbrio afetivo, a carência se instala e se propaga. A troca de afetos poderia ser levada mais a sério.
A maior parte das pessoas se limita a providenciar as coisas materiais.
Tem muitos pais que não deixam faltar nada, mas não entregam um olhar, um abraço, um elogio, um carinho.
Por mais que a tecnologia aproxime as pessoas, o toque sempre será único e insubstituível.
Há idosos aguardando um pouco de tempo, um ouvido atento, um sorriso transbordante.
Ninguém deveria viver como estranho com aqueles que a vida se encarregou de aproximar.
Ainda bem que tem abraços inesquecíveis, palavras eloquentes e gestos insubstituíveis.
Abraço acochado. (Pe. Francisco Gecivam Vieira Garcia)
Entidade social presta apoio aos imigrantes em Maringá
Pela entidade passaram profissionais que vieram de outros países com formação, mas por conta de problemas na documentação e burocracias tiveram que se sujeitar a ganhar salário mínimo. A entidade procura é dar dignidade para os imigrantes que escolhem o Brasil para morar e trabalhar.
02 maio, 2018
Ética
Um pai decidiu levar seus filhos ao circo. Ao chegar à bilheteria, pergunta:
- Olá, quanto custa a entrada?
- Olá, quanto custa a entrada?
O vendedor responde:
- R$ 30,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças de 7 a 14 anos. Crianças até 6 anos não pagam. Quantos anos eles têm?
E o pai responde:
- O menor tem 3 anos e o maior 7 anos.
Com um sorriso, o rapaz da bilheteria diz:
- Se o senhor tivesse falado que o mais velho tinha 6 anos eu não perceberia, e você economizaria R$ 20,00.
E o pai responde:
- É verdade, pode ser que você não percebesse, mas meus filhos saberiam que eu menti para obter uma vantagem e jamais se lembrariam desta tarde como uma tarde especial. E finaliza:
- A verdade não tem preço. Hoje deixo de economizar R$ 20,00, que não me pertenceriam por direito, mas ganho a certeza de que meus filhos saberão a importância de sempre dizer a verdade.
O atendente permaneceu mudo.
Também ele teria uma tarde especial para se lembrar.
Essa história ilustra uma cena em que os filhos presenciam uma atitude correta do pai. A história nos permite perceber que:
- *Nada deve substituir a verdade*.
- *Educar é dar o exemplo*.
- *Jamais devemos fazer pequenas concessões à mentira, o preço é alto demais*.
- *As palavras convencem, mas o exemplo arrasta*.
- *O exemplo é tudo*.
A corrupção começa nos pequenos gestos e são passados às novas gerações como algo comum, que não tem problema. Pense nisso e mude de atitude.
(Desconheço a real autoria deste texto)
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