24 agosto, 2018

Oração


"Senhor, derrama sobre nós o teu Espírito, para que não permaneçamos ossos ressequidos, corpos sem vida na sociedade, na comunidade, na família. A superficialidade, a banalidade, o frenesim, que tantas vezes nos caracterizam, apenas escondem o vazio que nos preenche. Manda o teu Espírito, para que não desfaleçamos no tédio, na frieza, nas relações estéreis, entre as ruínas de ideologias desmoronadas, e entre os farrapos dos nossos sonhos desfeitos. Viestes para nos dar a vida, e dá-la em abundância. De Ti a esperamos! Amém."

Fonte: Dehonianos

23 agosto, 2018

"Com o luto eu aprendi a jamais me arrepender de amar "


As coisas que eu precisei aprender com o luto

"E eu notei que vai ter muita gente solidária ao nosso sofrimento, mas também vai existir uma quantidade surpreendente de pessoas de alma dura, que insistirão em julgar nosso sofrimento e tentar nos roubar o direito de viver o luto. Sim, o luto precisa ser vivido. Afinal, ele é também uma etapa da vida: nascemos, vivemos e morremos. Neste espaço do “vivemos”, enterramos quem amamos. Estar de luto significa que você está vivo."


O artigo é de Rândyna da Cunha, publicado no site Psicólogos do Brasil

As coisas que eu precisei aprender com o luto 

No dia em que você nos deixou, como em um cliché de filme, serenava. Porém, naquele dia, eu ainda não entendia que era o dia em que você me deixou. Serenava no tempo e, aos poucos, serenava também no meu coração. As pessoas iam saindo lentamente, em silêncio, enquanto eu me deixava ficar, esperando que em uma reviravolta louca você se levantasse dizendo que era uma brincadeira de mau gosto. Sim, é absurdo, mas eu aprendi que no luto o absurdo é o comum de quem ama.

Depois que todos se foram, ela veio juntamente com o silêncio e o frio: a dor pungente. Eu demorei a aceitar, mas a dor do luto é física. Ela rasga de dentro para fora, ela fere pelas entranhas, como se ela sempre tivesse estado ali e estivesse apenas esperando o momento certo para sair rasgando tudo, como um alien cuidadosamente alojado.

Nada que eu vivi até o momento daquela dor poderia se comparar àquele sofrimento, nada. Nem sei dizer se aquilo era sofrimento, eu acho até que aquilo ali nem nome tem. É um carrossel louco de sentimentos tão fortes que deixam a alma e o corpo abatidos de cansaço. Quando após três dias sem dormir, o corpo finalmente repousou numa cama, era como se eu tivesse travado uma luta numa arena romana. Dormimos sem querer dormir. Simplesmente, o corpo se desliga, porque sabe que se não fizer isso não suportará. Eu aprendi que o nosso corpo nos comanda no momento do luto.

Vivendo o luto, eu precisei aprender algumas coisas. Não porque eu quisesse, mas porque foi necessário, foi parte do processo natural de adaptação. Do luto mesmo eu não queria a menor aproximação e o mínimo sinal de conhecimento, porém, eu não pude escolher. A dona morte é uma ladra muito furtiva e ela roubou ao ponto de me deixar vazia.

De tudo que restou em mim, a coisa que mais se sobressaiu foi a dor. É verdade, o luto dói de tantas maneiras que eu não poderia jamais imaginar e que talvez eu jamais saiba descrever. O luto doeu psicologicamente, fisicamente e espiritualmente. Eu me sentia vazia e solitária, em todos estes aspectos. Então, eu aprendi que às vezes a gente deseja morrer, tão involuntariamente, que chega a ser inocente. É apenas o desespero para aliviar a dor gritando mais alto dentro de nós.

E eu notei que vai ter muita gente solidária ao nosso sofrimento, mas também vai existir uma quantidade surpreendente de pessoas de alma dura, que insistirão em julgar nosso sofrimento e tentar nos roubar o direito de viver o luto. Sim, o luto precisa ser vivido. Afinal, ele é também uma etapa da vida: nascemos, vivemos e morremos. Neste espaço do “vivemos”, enterramos quem amamos. Estar de luto significa que você está vivo.

Chega um tempo em que lutamos insistentemente por melhorar, queremos sair daquele poço fundo e parar de sofrer, algo dentro de nós teima em reagir. E, neste momento, fazemos de tudo, topamos qualquer parada. É a hora que os mais aventureiros fazem besteira, entram em alguma fria. A realidade é que tudo não é mais que uma busca incessante por uma forma de arrancar do peito a dor sufocante da ausência de quem amamos. Na ânsia de esquecer muitos de nós cometem as piores burrices de suas vidas. É preciso ter calma nestes momentos. É preciso ter constância. É imperativo buscar a paz.

Eu aprendi também que nem sempre os médicos estão certos e que para a psiquiatria o luto tem tempo. Como categorizou o psiquiatra: “Luto é por três meses, quando passa disso é depressão. Você está em luto há cinco meses, portanto, está em depressão.”. Saí do consultório com um misto de ressentimento e revolta, amassando uma receita de tarja preta nas mãos. Se enterrei alguém que amei por 15 anos, como eu poderia simplesmente esquecê-lo em três meses?

Jamais imaginei que o luto devesse ter data marcada para terminar. Para mim luto é enquanto a pessoa me fizer falta e, neste caso, é para sempre. Se existe um alívio melhor que chorar e deixar as lágrimas apenas escorrerem em silêncio, eu ainda não descobri qual é. Mas tenho certeza que, ao menos para mim, dopar meus sentimentos com medicamentos e fingir não sentir nada jamais solucionará meus problemas. Quando alguém disser: “Não chore!”. Teime e chore sim. O choro é necessário, a tristeza é saudável.

Aprendi também que as realizações pessoais a serem comemoradas se tornam alegrias com uma pontinha de tristeza e é preciso coragem para enfrentar isso. É preciso coragem para comemorar cada coisa que você desejou festejar ao lado daquela pessoa que não está mais ali, é preciso força para continuar e é preciso audácia para dar valor à sua própria vida e às suas conquistas, quando a pessoa com quem você sonhou em dividir não está mais ali. A vida após um luto consiste em um exercício diário.

Dia após dia, as nossas reações se modificam, nossos sentimentos se acalmam. O desejo de convulsionar em lágrimas dá lugar a uma saudade comprida e cheia de amor, recheada de lembranças que chegam de repente, no meio da tarde e nos arrancam um sorriso meio bobo. A passagem daquela pessoa em nossa vida passa a fazer todo o sentido. É trivial, mas era como tinha de ser. Se não fosse assim, não seria minha história ou a sua ou a dele.

Aos poucos entendemos que a vida não para em prol do nosso sofrimento, o mundo não deixa de girar para sofrermos, tudo permanece como está e segue o fluxo normal. Então, gradativamente conseguimos nos adaptar. Voltamos a viver. Eu aprendi que existe vida após o luto. E uma vida mais consciente de que o tempo é curto, que o verdadeiro amor é raro, que Deus existe, que amar exige compaixão, que as pessoas mais importantes de nossas vidas sempre estiveram ao nosso lado, que o destino nos leva a cumprir nossa jornada e que vale à pena esperar. Mas a maior de todas as coisas que eu aprendi é que se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu aceitaria enfrentar essa dor, apenas pelo prazer de todo o antes que vivi ao lado dele. Se ter a história que eu tive, exigia carregar esta dor, eu a carregaria mil vezes sem a menor dúvida. Com o luto eu aprendi a jamais me arrepender de amar.

Diário de dom Oscar Romero

Bom olhar nestes dias que se aproximam sua canonização.  

Um profeta do povo oprimido

Diário de dom Oscar Romero
De sexta-feira, 31 de março de 1978 a quinta-feira, 20 de março de 1980.

Um profeta do povo oprimido, incompreendido e caluniado por setores da Igreja, assassinado pelo exército salvadorenho durante a celebração da eucaristia. Beato e mártir da fé católica, em outubro será canonizado.

Acesse o diário de Dom Oscar Romero AQUI


22 agosto, 2018

O primeiro vídeo da campanha de Lula - "O Brasil vai ser feliz de novo", diz o primeiro vídeo da campanha presidencial de Lula, que lidera todas as pesquisas

Entrevista João Pedro Stedile, direção nacional do MST, fala sobre a situação dos militantes em greve de fome há mais de 20 dias, o motivo, possíveis desfechos e como a militância e os movimentos podem colaborar

Missa em celebração ao dia do Psicólogo


Oração


" Senhor, dá-nos um coração grande para amar. Dá-nos um coração capaz de ver a grandeza, encontrar a beleza e saborear a bondade de tudo quanto criastes. Dá-nos um coração capaz de se admirar, de louvar e de agradecer. Dá-nos um coração onde haja espaço para as alegrias e os sofrimentos dos irmãos. Dá-nos um coração capaz de abarcar a história, e de guardar na meditação os acontecimentos, como Maria. Dá-nos um coração, onde possas habitar, Tu, nosso Deus, imenso e cheio de generosidade. Amém."

Fonte: Dehonianos

Eis que conceberás e darás à luz um filho


Nossa Senhora Rainha . Memória

Eis que conceberás e darás à luz um filho.

Lucas 1,26-38

Naquele tempo:
26O anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27a uma virgem, prometida em casamento
a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da virgem era Maria
28O anjo entrou onde ela estava e disse:
'Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!'
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a
pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe:
'Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
31Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.
32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim'.
34Maria perguntou ao anjo:
'Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?'
35O anjo respondeu:
'O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altissimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.
36Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês
daquela que era considerada estéril,
37porque para Deus nada é impossível'.
38Maria, então, disse:
'Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!'
E o anjo retirou-se.

Palavra da Salvação

20 agosto, 2018

Acomodação. Não se tem "sabedoria" e sim informação "verdadeira ou não"!


Acomodação. Não se tem "sabedoria" e sim informação "verdadeira ou não"!

Que bom se as publicações e os comentários em publicações não fossem feitas baseada em achismo, más com sabedoria baseada em estudo e experiências verdadeiras, principalmente quando relacionada a política um bom aprofundamento de como funciona a sociedade, lutas de classes, economia e a política, o social e o ideológico é preciso. 

Há excesso de informação e um excesso na busca de informação e pelo saber, más não se tem “sabedoria” e sim informação “verdadeira ou não” o que distorce ou dificulta a possibilidade de se enxergar a realidade com clareza, diante de tantas informações. Isso é preocupante. É muito triste.

Hoje deparamos com pessoas com pouca experiência comunitária, pouca experiência em movimentos sociais e em outros organismos popular e até incapazes de experiência, mas cheios de informação e de opinião. A informação pode ser muitas coisas, mas não é experiência e não deixa espaço para a experiência.

Os discursos dos grupos dominantes ocupam os principais veículos de comunicação, definindo aquilo que deve ou não ser dito, pensado e realizado. Não restando meios para que discursos diferentes ocupem o mesmo espaço. 

Penso que uns do mal da atualidade é a acomodação. Muitos não estão preocupados em ler, pesquisar ou aprofundar o conhecimento. Para muitos, ler é uma perda de tempo.  

Aí vem a desculpa da correria do dia-a-dia. É mais rápido e mais cômodo acolher o que recebemos em nosso celular e aí fazer o "CTRL C" + "CTRL V" de uma página da internet e/ou sentar confortavelmente em uma poltrona em frente a uma televisão e o pior acreditar, agora estou bem informado.

Temos uma mídia enganadora e mentirosa para atingir o objetivo de que manter o povo desinformado é preciso. A Globo é hoje o principal partido ideológico da burguesia brasileira. Ela que exerce o papel de orientador político e de formação ideológica das massas, com as ideias da burguesia.  

Papa Francisco na Missa do Domingo de Ramos, 25 de março de 2018, liturgia que resgata as alegrias e sofrimentos de Jesus, aclamado pelo povo como rei, e mais tarde crucificado pelo mesmo povo falou sobre as contradições ainda presentes em mulheres e homens da atualidade -  “Capazes de amar muito… mas também de odiar (e muito!)”.

O grito “Crucifica-o” é atribuído pelo Papa a todas as mulheres e a todos os homens que, para defenderem sua posição, desacreditam especialmente quem não pode se defender. Grito produzido por intrigas da autossuficiencia, do orgulho e da soberba e assim silenciar-se a festa, a esperança, os sonhos, a alegria, o coração e a caridade do povo.

Na homilia da missa celebrada na quinta-feira, 17 de maio de 2018, o Papa Francisco comentou as condições obscuras com que se consegue perseguir e condenar certas pessoas, tal como aconteceu com Jesus Cristo e os apóstolos Paulo e Estevão, falando inclusive nos Golpes de Estado.

Disse o papa “Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa,  e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. 

E como exemplo Francisco citou “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. 

Francisco ainda comentou a instrumentalização do povo citando o caso de Jesus que no Domingo de Ramos foi recebido com festa em Jerusalém e poucos dias depois, a mesma multidão gritava pedindo a crucificação.

“Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.”

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)

17 agosto, 2018

Para refletir




"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira." 
Che Guevara.

Nota: ONU acata pedido de Lula para garantir direito de candidato

A ONU determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para permitir que Lula desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições.


Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [ Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre).

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

Por meio do Decreto Legislativo nº 311/2009 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.


Fonte: site do PT

Marcha pela vida em Maringá - Contra o aborto

19 de agosto: Marcha Pela Vida em Maringá 

Domingo, 19 de agosto, às 10h na praça da Catedral de Maringá, será realizada a Marcha pela Vida. 

A organização é coletiva e ecumênica e tem o apoio de várias entidades como a Arquidiocese de Maringá, Ordem dos Pastores Evangélicos de Maringá (OPEM), APAE, Lar Preservação da Vida, Associação Maringaense de Mulheres e Associação de Pais e Educadores. 

A Marcha Pela Vida Maringá tem o objetivo de informar sobre números falsos e retificar os equívocos sobre a descriminalização do aborto no Brasil. 

"Nós apoiamos este evento que clama pela vida humana e pelos direitos dos nascituros. Queremos convidar todos os fiéis cristãos a participarem”, diz o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti. 


Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

 

16 agosto, 2018

Para ficar para sempre, ficar na história! Se o povo soubesse a força que tem...ha se soubessem...


Para ficar para sempre, ficar na história! 
Se o povo soubesse a força que tem...ha se soubessem...

Sabemos que tudo é possível, os fatos nos leva a essa compreensão,  o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas, mas a oficialização da candidatura  de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República marca a história política do Brasil.

O registro de um cidadão que se encontra preso, mesmo com os discursos dos grupos dominantes que ocupam os principais veículos de comunicação negando que o Lula é um preso político. 

É ou não é para ficar na história? 

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira." Che Guevara.

Se o povo soubesse a força que tem...ha se soubessem... não houve até hoje no Brasil  registro de uma candidatura a uma disputa eleitoral com tanta mobilização popular, milhares de manifestantes e em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aproximadamente 50 mil pessoas.

Mesmo preso, Lula lidera as pesquisas de opinião para a eleição presidencial de outubro,  pela coligação “O Povo Feliz de Novo”, formada por PT, PCdoB e PROS.

Para mim,  Lula foi, com toda a certeza, o melhor presidente da história do nosso país.  

13 nomes para disputar o Palácio do Planalto

Os candidatos têm patrimônio que varia de zero a R$ 425 milhões. 

-  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – R$ 8 milhões 
- João Amoêdo (Novo)  -  R$ 425 milhões
-  Henrique Meirelles (MDB) -  R$ 377,5 milhões
-  João Goulart Filho (PPL) -  R$ 8,6 milhões
-  José Maria Eymael (DC) – R$ 6,1 milhões
-  Alvaro Dias (Pode) – R$ 2,9 milhões
-  Jair Bolsonaro (PSL) – R$ 2,3 milhões
-  Ciro Gomes (PDT) – R$ 1,7 milhão
-  Geraldo Alckmin (PSDB) - R$ 1,4 milhão
-  Marina Silva (Rede) – R$ 118,8 mil
-  Vera Lúcia (PSTU) – R$ 20 mil
-  Guilherme Boulos (PSOL) – R$ 15,4 mil
-  Cabo Daciolo (Patri) – não declarado

Pelo calendário eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas. Esse também é o prazo final para que os partidos substituam nomes nas chapas, exceto em caso de morte de candidato.

Conforme dados disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado dos candidatos a presidente chega a R$ 834 milhões.

O candidato do Patri, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens. 

João Amoêdo (Novo) é o candidato com maior patrimônio, 425 milhões de reais. São aplicações financeiras, imóveis, objetos colecionáveis (obras de arte e joias), embarcações, automóveis e quotas de empresas e ações. Só de aplicação de renda fixa ele diz ter R$ 217 milhões.

Já Amoêdo declarou casas, apartamentos, carros, joias, quadros, objetos de arte, título de clube, aplicações, embarcação, salas comerciais e depósito em conta corrente.

Henrique Meirelles (MDB) declarou R$ 377,5 milhões, incluindo depósito em conta no exterior, cotas de capital, título de clube, aplicações, apartamento e carros.

O terceiro candidato com maior patrimônio é João Vicente Goulart (PPL), totalizando R$ 8,6 milhões declarados. A relação de bens apresentada ao TSE inclui cotas de capital e imóveis.

Amor, Diálogos e a Superação da Intolerância Religiosa



Amor, Diálogos e a Superação da Intolerância Religiosa

Jesus ensinou que em vez de alimentar um discurso de ódio que gera divisão e exclusão, devemos amar sem preconceito.

A história da religiosidade brasileira tem sido fortemente marcada pelo preconceito e intolerância religiosa, o que explica muito sobre o presente. Desde o início foi assim. Tudo teve início com os portugueses que por meio de imposição, opressão, violência e morte, forçosamente se valeram do proselitismo-colonial para destruir a crença indígena. Condenaram toda a prática de culto religioso dos índios para implantar uma única religião dominante. Em suas caravelas, os portugueses desembarcam sem o Evangelho de Jesus. Trouxeram a bord
o uma religião colonizadora, opressora e imperialista. Da mesma forma fizeram com os negros, escravos que chegavam em navios negreiros. Demonizaram o culto africano submetendo-os ao jugo da obrigação de cultuar a religião cristã imposta pelo clero católico-romano. Nossa religiosidade já começa com uma violenta intolerância aos índios e negros que pela força do império, conseguiu destruir a crença de povos construída a séculos.

A intolerância religiosa no Brasil de nossos dias tem se manifestado de formas diversas. Nas pregações e escritos de líderes fundamentalistas, na destruição de imagens sacras ou objetos de culto, piadas, em depredações e incêndios a templos religiosos, nas agressões físicas e psicológicas, nas demonizações de objetos e oferendas e até mesmo assassinatos. Os dados das últimas pesquisas são preocupantes. A cada 15 horas é registrado uma denúncia de intolerância religiosa no Brasil. A Umbanda, Candomblé e Religiões de matrizes africanas juntas somam 66 casos em 2017, que neste caso são as que mais sofrem intolerância. Na mesma pesquisa, IURD, Assembleia de Deus, presbiteriana e igreja Adventista, juntas somam apenas 5 casos. (Fonte: https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-registra-uma-denuncia-de-intolerancia-religiosa-a-cada-15-horas,70002081286).

Em um contexto de racismo e intolerância religiosa, e com o alarmante crescimento dessa prática de desrespeito as religiões, é preciso falar sobre nós, sobre nosso posicionamento e como temos nos portado diante de uma realidade de exclusão, imposição e injustiça que tem definido as religiões de matrizes africanas como inferiores e sem valor religioso. Urge construir novos paradigmas que tenham em sua base o respeito as religiões e o diálogo amoroso que supera o ódio e a intolerância. Construir novos diálogos em uma perspectiva ecumênica e profética, que nos chame para conhecer o significado da religião do outro, ouvir suas histórias, conversar sobre sua fé, livre de todo preconceito, em um diálogo livre e aberto, com base no respeito às diferenças.

Jesus promoveu novos diálogos, superou preconceitos e o ódio dos religiosos fundamentalistas de seu tempo. Jesus ensinou que em vez de alimentar um discurso de ódio que gera divisão e exclusão, devemos amar sem preconceito. (Mt.5.43-44). O evangelho de João nos conta sobre o encontro de Jesus com a mulher Samaritana (Jo. 4.1-30). Esse texto tem muito a nos dizer sobre intolerância religiosa. A história entre judeus e samaritanos foi marcada pelo ódio. Por vários séculos criou-se barreiras geográfica, religiosa, sociais, culturais e econômicas, como informa esse pequeno trecho do estudo elaborado pelas mulheres do DMO do Egito:

“Essa inimizade tem suas raízes nos anos 720 a.C., quando o rei da Assíria derrotou Samaria, deportou os israelitas para a Assíria (II Reis 17.6) e trouxe pessoas da Babilônia e de outros países pagãos, estabelecendo-os nas cidades da Samaria, para desalojar os israelitas, de acordo com II Reis 17.24. O casamento entre esses estrangeiros e os israelitas que haviam escapado do exílio, contribuiu para as tensões entre samaritanos e israelitas.” (Fonte: https://www.cebi.org.br/2014/03/05/a-mulher-samaritana-jo-41-41).

Jesus derruba os muros da intolerância e do ódio. Não questiona a mulher de Samaria por ter entrado no espaço geográfico dos judeus para pegar água no poço, que por tradição bebeu ao Pai Judeu, Jacó. Em vez de excluir ou ofender a samaritana, como faria um judeu em seu lugar, Jesus dá início a um diálogo respeitoso e cheio de amor. Jesus gentilmente lhe pede água. Sua prática de iniciar um diálogo aberto com os samaritanos a partir da mulher é algo revolucionário e deixa seus discípulos perplexos. É um novo paradigma com base no perdão e no amor ao diferente. A pregação da intolerância e do ódio aos samaritanos fomentada pelos religiosos fundamentalistas do templo não tem força para vencer o amor ensinado e vivido pelo Jesus de Nazaré. O diálogo promovido por Jesus anima a mulher samaritana que logo deixa o cântaro no poço e leva a boa notícia de amor para seus amigos, amigas e moradores da cidade.

“Venham! Encontrei um homem no poço que falou sobre minha vida, que é o Messias, que não destila ódio nem preconceito, mas demonstra muito amor! ” (v.28-30).

É inegável que há um forte discurso de intolerância e ódio em alguns dos seguimentos cristãos travestidos de uma suposta “santidade”. Por várias décadas foi ensinado aos cristãos (católicos e evangélicos) que o candomblé, a umbanda e religiões de matrizes africanas são do diabo e que é preciso orar para Deus fechar ou destruir os terreiros. Também foi ensinado nos púlpitos e nas escolas bíblicas que é no terreiro que os demônios se manifestam por meio de rituais e danças e que os instrumentos musicais, a música e as comidas de oferendas são maldição. Não é difícil encontrar em igrejas campanhas de oração pedindo a Deus para fechar o terreiro que está na rua próximo à igreja. Uma mistura de ignorância e intolerância religiosa.

Tudo isso é resultado de uma impregnação do fundamentalismo religioso que insiste em não se abrir para o diálogo. Como já dissemos, construir novos diálogos com base no amor e no respeito para conhecer as religiões é o caminho para a superação do preconceito e do ódio. Para que isso aconteça de forma concreta, é preciso voz profética para denunciar. É no diálogo que se ouve o outro, que construímos juntos novos caminhos de libertação, que perdoamos as ofensas, que se aprende sobre amor e respeito. O diálogo sustenta bons relacionamentos. Jesus não construiu muros de intolerância para separar as pessoas e enraizar o ódio, mas pontes seguras para que todos e todas possam caminhar livremente, de um lado para o outro, em meio as diferenças, para que juntos possamos construir um mundo melhor. Jesus ensinou que o amor supera em muito o ódio, pois o amor sempre vence.


Sobre o Autor: Marcos Aurélio é Teólogo e Ativista Social. Publica textos no site do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos. Facilitador da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito em Natal, RN e coordenador do Espaço Comunitário Pé no Chão.

Fonte: CEBs do Brasil

14 agosto, 2018

Agora você explora a si mesmo e acredita que está se realizando

Muito bom..


O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, destacado dissector da sociedade do hiper-consumismo, explica em Barcelona sua crítica ao “inferno do igual”

Quatro ideias-chave sobre negatividade, poder, auto-exploração e amor na era digital.

As Torres Gêmeas, edifícios iguais entre si e que refletem um ao outro, um sistema fechado em si mesmo, impondo o mesmo e excluindo os diferentes e que foram alvo de um ataque que abriu uma lacuna no sistema global do mesmo. Ou pessoas continuamente visualizando apenas o que gostam: novamente, proliferando o mesmo, nunca o diferente ou o outro … São duas das poderosas imagens usadas pelo filósofo Byung-Chul Han (Seul, 1959), um dos mais reconhecidos dissecadores dos males que afligem a sociedade hiper-consumista e neoliberal após a queda do Muro de Berlim.
Livros como A Sociedade da Fadiga, Psicopolítica ou A Expulsão do Diferente resumem seu denso discurso intelectual, que se desenvolve sempre em rede: tudo se conecta.
“Na Orwelliana de 1984, a sociedade era ciente de que estava sendo dominada; hoje não temos essa consciência de dominação “, advertiu o professor formado e estabelecido na Alemanha, falando sobre a expulsão da diferença. E ele deu origem à sua visão de mundo particular, construída com base em sua tese de que os indivíduos hoje em dia se auto-exploram e temem o outro, o diferente. Viver, assim, no “deserto, ou inferno, do igual”.
Autenticidade. Para Han, as pessoas se vendem como autênticas porque “todo mundo quer ser diferente dos outros”, o que força “a produzir a si mesmo”. E é impossível ser autêntico hoje porque “nessa vontade de ser diferente, o igual acontece”. Resultado: o sistema permite apenas que ocorram “diferenças negociáveis”.
Auto-exploração. Aconteceu, na opinião do filósofo, “do dever de fazer” algo para “poder fazer”. “Você vive com a angústia de nem sempre fazer tudo o que pode”, e se você não tiver sucesso, a culpa é sua. “Agora você se explora imaginando que está se realizando; é a lógica pérfida do neoliberalismo que culmina na síndrome do trabalhador queimado “. E a conseqüência, pior: “Não há ninguém contra quem dirigir a revolta, não há outros de quem vem a repressão”. É “a alienação de si mesmo”, que em termos físicos se traduz em anorexia ou excesso de comida ou produtos de consumo ou lazer.
“Big data”. “Big data tornam o pensamento supérfluo porque se tudo é contável, tudo é o igual … Estamos em plena datação: o homem não é mais soberano de si mesmo, mas é o resultado de uma operação algorítmica que o domina sem que ele perceba isso; nós vemos isso na China com a concessão de vistos de acordo com os dados manipulados pelo Estado ou na técnica de reconhecimento facial “. A revolta iria parar de compartilhar dados ou estar nas redes sociais? “Não podemos nos recusar a facilitá-los: uma serra também pode cortar cabeças … Você tem que ajustar o sistema: o ebook é feito para eu ler, não para me ler através de algoritmos … Ou será que o algoritmo fará agora o homem? Nos EUA, vimos a influência do Facebook nas eleições … Precisamos de uma carta digital que recupere a dignidade humana e pense em uma renda básica para as profissões que devorarão novas tecnologias “.
Comunicação. “Sem a presença do outro, a comunicação degenera em troca de informações: os relacionamentos são substituídos por conexões e, portanto, apenas se ligam ao igual; apenas a comunicação digital é vista; estamos em uma fase enfraquecida da comunicação, como nunca antes: a comunicação dos likes apenas permite que todos sejam iguais no mesmo propósito.
Garden “Eu sou diferente; Estou rodeado de aparelhos analógicos: eu tinha dois pianos de 400 quilos e durante três anos cultivei um jardim secreto que me deu contato com a realidade: cores, cheiros, sensações … me permitiu perceber a alteridade da terra: o terra tinha peso, tudo era feito com as mãos; o digital não pesa, não cheira, não resiste, você passa um dedo e já é … É a abolição da realidade; meu próximo livro será o seguinte: Em louvor da terra. O jardim secreto. A terra é mais do que dígitos e números.
Narcisismo. Ele afirma que “ser observado hoje é um aspecto central de estar no mundo”. O problema está em que “o narcisista é cego quando se trata de ver o outro” e sem esse outro “não se pode produzir o sentimento de auto-estima”. O narcisismo teria chegado também ao que deveria ser uma panaceia, a arte: “Ele degenerou em narcisismo, está a serviço do consumo, paga burradas injustificadas por ele, já é vítima do sistema; se fosse alienígena, seria uma nova narrativa, mas não é. ”
Outros. É a chave para suas reflexões mais recentes. “Quanto mais iguais são as pessoas, mais a produção aumenta; essa é a lógica atual; o capital precisa que todos nós sejamos iguais, incluindo turistas; o neoliberalismo não funcionaria se as pessoas fossem diferentes”. Por esta razão, ele propõe “retornar ao animal original, que não consome ou comunica sem restrições; Eu não tenho soluções concretas, mas no final o sistema pode implodir sozinho … De qualquer forma, vivemos em um tempo de conformismo radical: a universidade tem clientes e apenas cria trabalhadores, não espiritualmente; o mundo está no limite de sua capacidade; Talvez seja assim que um curto-circuito chegue e nós recuperemos esse animal original “.
Refugiados. Han é muito claro: com o atual sistema neoliberal “não há temor, medo ou asco pelos refugiados, mas eles são vistos como um fardo, com ressentimento ou inveja”; a prova disso é que o mundo ocidental vai passar o verão nesses países.
Tempo. É necessária uma revolução no uso do tempo, diz o filósofo, professor em Berlim. “A aceleração atual diminui a capacidade de ficar: precisamos de um tempo nosso que o sistema produtivo não deixa; precisamos de um tempo de festa, o que significa ficar de pé, sem nada produtivo para fazer, mas isso não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é tempo para nós “.
 Fonte sugerida: El club de los libros perdidos

"Vidas que Falam - Promotores dos Direitos Humanos, da Justiça e da Paz"

Uma obra que reúne mais de 20 autores e que contam a história de vida de 30 pessoas que atuam ou atuaram no Estado do Amazonas na área dos direitos humanos.

Abaixo uma matéria publicada no site CEBs do Brasil


Vidas que falam: testemunhas da vida que inspiram nossa vida

“Que o testemunho de vocês ajude a aumentar as redes de lutadores/as pelos direitos humanos”

Márcia Dias

“Vidas que Falam” é um conjunto de histórias de pessoas que lutam ou lutaram pelos direitos humanos, pessoas que impressionam pela gratuidade, testemunhas de vida. As 15 mulheres e os 15 homens que aparecem no livro, apresentado nesta última quinta-feira, 9 de agosto, na Maromba de Manaus, são “pessoas que se doam no silêncio, com os pés e o corpo onde o povo está, onde os pobres estão”, como reconhecia, diante de um auditório lotado, a militante social Márcia Dias, que vê “uma obra que faz ecoar o testemunho de vida e que inspira nossa vida”.

O testemunho de vida dessas pessoas, religiosos e não religiosos, nascido no Brasil e no exterior, valoriza a palavra, numa “época em que a palavra está perdendo força, se fala como verdade aquilo que não é”, como dizia aos presentes Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo emérito de Manaus, e autor da apresentação da obra, afirmava que “estamos numa sociedade onde se vê o outro para explorar ou como inimigo”.

No livro aparecem pessoas engajadas nas lutas por políticas públicas, cuidado pelas crianças, moradia, luta LGBT, ensino, orçamento participativo, pessoas com deficiência, hanseníase, migrantes, tráfico humano e de drogas, violência sexual, idosos, saúde pública, doentes mentais, indígenas, pastoral operária, Terra, Cáritas, presos políticos, jovens, segurança pública, discriminação racial, alcoolismo e drogas… Muitas lutas em muitos campos, contadas pelos 31 colaboradores no livro, coordenado por Cristiane Silveira, jornalista e escritora, e o deputado estadual do Amazonas, José Ricardo Wendling.

Cristiane Silveira disse: “aprendi muito com esse livro; me ensinou a ter mais esperança, amor e solidariedade ao próximo, com gente que faz a diferença e histórias que inspiram e nos fazem não desistir e sim resistir”. A ideia do livro é, segundo José Ricardo, “mostrar um pouco o trabalho e o testemunho de várias pessoas que dedicaram sua vida, ou dedicam, na luta pelos direitos humanos, que algumas pessoas de forma deturpada dizem que é para defender bandidos, uma coisa totalmente equivocada”. Segundo o deputado estadual, “direitos humanos é lutar pela saúde, pelos idosos, pelos hansenianos, pelos indígenas, lutar por um planeta melhor, pelo povo, pelos pobres”.

O testemunho dos homenageados nos mostra, segundo José Ricardo, que “podemos fazer muita coisa, desde gestos pequenos até obras mais grandiosas, obras físicas, outras mais relacionadas com a formação das pessoas”. Numa sociedade brasileira onde estão sendo tirados muitos direitos, “o que está acontecendo na sociedade desestimula muita gente a se envolver nas questões públicas, a se manifestar. Por isso, mostrar o trabalho destas pessoas dá esperança, porque estão lutando até hoje. São sinais de vida e um estímulo para quem está precisando de referências para continuar lutando por melhorar nossa sociedade”, afirma o deputado.

“Eles são a força do Evangelho”, afirma Dom Sérgio Castriani, Arcebispo de Manaus. Por isso, “que o testemunho de vocês ajude a aumentar as redes de lutadores/as pelos direitos humanos”, lembrava Márcia Dias, que os definia como “gente que não gosta de aparecer, que não gosta de elogios, que lutando pelos direitos renuncia a muitas coisas e ganha inimigos”.

A irmã Santina Perin, uma das homenageadas, missionária no Haiti por 22 anos e que trabalha em Manaus desde janeiro de 2011, sobretudo na Pastoral do Migrante, acompanhando o povo haitiano, e no combate ao tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças e adolescentes na Rede um Grito pela Vida, reconhece que aparecer no livro Vidas que Falam “é mais uma oportunidade e um chamado que Deus e a vida estão me fazendo para eu continuar a ser mais solidária ainda, mais presente na vida do povo, porque na verdade tem outras pessoas que poderiam e deveriam estar no meu lugar. Mas como me colocaram, para mim foi um chamado de Deus e da vida para que enquanto Deus me deixar aqui nesta terra que eu continue sendo solidária e atenta aos problemas do povo”.

Por Luis Miguel Modino

Morre idoso que aguardou por resultado de exame em banco de concreto do Hospital Pedro II, na Zona Oeste


A jornada do cadeirante Jonas dos Reis Lima, de 68 anos, no Hospital municipal Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, acompanhada desde a última quinta-feira pelo EXTRA, chegou a um triste fim. O idoso aguardou durante cinco horas por exames em um banco de concreto, em frente à emergência da unidade, e nesta segunda-feira, morreu , após ter seu estado agravado em função de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido na última sexta-feira.
— Estou desnorteada. Acabei de receber a notícia do hospital. Estou indo pra lá, me reunir com a família — disse Larissa Abreu, neta de Jonas, muito emocionada...Continue lendo...