07 agosto, 2019

Mateus 15,21-28


Naquele tempo:
Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.

Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região, pôs-se a gritar:

'Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim:

minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!'

Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma.

Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram:

'Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós.'

Jesus respondeu: 'Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel.'

Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar:

'Senhor, socorre-me!'

Jesus lhe disse: 'Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos.'

A mulher insistiu: 'É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem
as migalhas que caem da mesa de seus donos!'

Diante disso, Jesus lhe disse:

'Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!'

E desde aquele momento sua filha ficou curada.

Palavra da Salvação.

06 agosto, 2019

8º Turma do Curso Nacional de Fé e Política do CEFEP



Curso de Formação Política para cristãos   

Estão abertas as inscrições para a 8º Turma do Curso Nacional de Fé e Política do CEFEP

O curso tem duração de dois anos: 2020 e 2021, com duas etapas presenciais na segunda semana de janeiro em Brasília e aulas na modalidade EAD (à distância) durante o ano.

Destina-se à lideranças de Igreja que atuam em movimentos sociais, pastorais e organismos e pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais e pretendentes e ocupantes de cargos públicos.

Conheça melhor o curso 


Curso de Formação Política para cristãos  

Critérios de participação
- Identidade cristã de vivência e participação;
- Militância política: sindical, popular, partidária, conselhos municipais paritários e outras áreas;
- Compromisso de ser agente multiplicador para a entidade que o apresentou para o curso;
- Compromisso de participar das etapas previstas pelo curso e de realizar os trabalhos solicitados;
- Conclusão do ensino médio;
- Conhecimento de internet para o curso a distância;
- Carta de apresentação da entidade que envia.  

Destinatários
- Lideranças das comunidades eclesiais, pastorais sociais, movimentos e organismos;
- Pessoas com responsabilidades em organizações e movimentos sociais e pretendentes ou ocupantes de cargos em instâncias políticas.  

Inscrições para o Curso
Secretaria do CEFEP, ou pelo site
www.cefep.org.br      
Onde encontrará o link para a ficha de inscrição.  

Para as taxas de inscrição e do curso, e as possibilidades de conseguir bolsa de estudo, colher informações na secretaria e endereço eletrônico abaixo).

Centro Nacional de Fé e Política DOM HELDER CÂMARA - CEFEP Endereço: SGAN Quadra 905 Lote “C” 70.790-050 Fone: 61 3048 7910 / 61 98155 7198 E-mail: cefep@cnbb.org.br - Site: www.cefep.org.br
 
Programação

Primeira etapa 15 dias (90 horas)
Sempre na segunda quinzena de janeiro
- Leitura da relação Fé e Política na Bíblia e nos Padres da Igreja Primitiva;
- Ensino Social da Igreja: princípios básicos;
- História da Política e da Economia e as grandes etapas do capitalismo;
- História da formação social, econômica, política e cultural do Brasil;
- Comunicação e Política;
- A Legislação Eleitoral do Brasil;
- Noções de Bioética e sua atualização;
- Projetos para o Brasil: Os Projetos dos partidos políticos e dos movimentos sociais;
- Metodologia do trabalho científicado.

Segunda etapa 15 dias (90 horas)
Sempre na segunda quinzena de janeiro
- Cidadania e direitos humanos, nos últimos 50 anos, e a contribuição da Igreja neste processo;
- Leitura da relação Fé e Política: no Vaticano II, nos documentos da - - -  - Igreja na América Latina e no Brasil;
- Alternativas, protagonismo e experiências educativas:
- Orçamento participativo e controle social;
- Conselhos Municipais de Direitos ou paritários;
- O trabalho e a economia solidária;
- Agroecologia e a economia sustentável;
- Agricultura familiar;
- Cultura de paz contra a Violência.

Integra o Curso um Artigo Científico com orientações específicas

Parte presencial em Brasília-DF

• Duração:
360 horas em um ano e meio – 180h de curso presencial e 180h à distância, em parceria com a PUC-Rio.

Local da parte Presencial:
Centro Cultural Missionário (CCM) Brasília-DF

Vagas:
50 Participantes

Certificados
Especialização ou Extensão Universitária pela PUC-Rio

Educação a distância (180 horas) em parceria com a PUC-Rio
- Ética, Fé/Espiritualidade e Política;
- História das Instituições Políticas no Brasil;
- História da Formação Social, Econômica, Política e Cultural do Brasil;
- A Constituição de 1988 e os Direitos Humano;
- Bioética: implicações éticas, teológicas e políticas;
- Ensino Social da Igreja (as encíclicas sociais).

Encontros regionais dos participantes do curso nos meses de junho e julho


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  Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara”

 O Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" (CEFEP) é uma iniciativa da CNBB - um serviço à Formação  Política dos cristãos leigos e leigas, sob a presidência da Comissão Episcopal para o Laicato.

Possui três eixos:
- Curso Nacional de Formação Política,
- Rede de assessores,
- Articulação das Escolas Locais de Fé e Política.  

Objetivos

- Fomentar em nosso país um pensamento social cristão à luz do Ensino Social da Igreja e dos valores evangélicos.
 -  Contribuir com a formação de lideran-ças inseridas na política, em suas diferentes formas e níveis, a partir de uma reexão bíblica, teológica, das ciências sociais e da losoa – para a construção de uma sociedade justa, solidária, democrática, pluricultural e pluriétnica.
             

O sociólogo, o padre e ex-seminarista

O artigo que segue, uma contribuição do meu amigo Teólogo Celso Pinto Carias sobre a formação dos futuros presbíteros da Igreja Católica.


"Sabemos bem que houve um processo de renovação na formação seminarística no pós-concílio. Mas experiências interessantes foram interrompidas sem maiores reflexões. “Visitadores Apostólicos” impediram que pudéssemos vislumbrar um caminho mais condizente com a realidade atual. Nos últimos trinta anos, mesmo tentando manter uma eclesiologia a partir da Lumen Gentium, foram continuados processos em perspectiva centralizadora e autoritária na formação".
O comentário é de Celso Pinto Carias, doutor em Teologia pela PUC- Rio e assessor do setor CEBs da CNBB.

Eis o artigo. 

Seminaristas de várias dioceses e congregações religiosas se reuniram no mês de julho de 2019 para um encontro específico entre eles. Alguns dias depois o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, um católico que reconhecidamente vem prestando um grande serviço a Igreja no Brasil, fez uma breve reflexão a partir da carta que os mesmos seminaristas publicitaram após o encontro. O titulo dado por Pedro foi: “Seminaristas: batalha perdida?” No dia 31 de julho o padre Kauê Antonioli, de Porto Alegre, RS, publica uma resposta na qual procura contextualizar os seminaristas na perspectiva de uma juventude que, segundo ele, não está mais entre os extremos.
Ora, entro na conversa não para polemizar, mas para oferecer um olhar que considero fundamental se queremos, de fato, levar a sério o processo de formação dos presbíteros na Igreja Católica. É muito comum, em processos como este, “jogar a poeira para o fundo do tapete”, e não enfrentar os desafios de frente. Como a Igreja Católica é hegemônica e tem condições econômicas para manter formação de seminaristas, podem-se negligenciar questões chaves que irão repercutir negativamente no futuro, e futuro próximo.
Sou católico. Teólogo, casado, dois filhos, 57. Sou da diocese de Duque de Caxias, RJ. Fui seminarista por cinco anos. Fui colega de muitos seminaristas na graduação feita na PUC-Rio. Dei aula em seminário por doze anos e em um instituto teológico religioso por dez. Ainda hoje, de alguma forma, pela inserção pastoral, tenho contato com este universo.
Mas sem delongas, vamos ao ponto chave. Sabemos bem que houve um processo de renovação na formação seminarística no pós-concílio. Mas experiências interessantes foram interrompidas sem maiores reflexões. “Visitadores Apostólicos” impediram que pudéssemos vislumbrar um caminho mais condizente com a realidade atual. Nos últimos trinta anos, mesmo tentando manter uma eclesiologia a partir da Lumen Gentium, foram continuados processos em perspectiva centralizadora e autoritária na formação. Seminários fechados, seminaristas tratados com bajulação, critérios fracos na recepção de candidatos, pois a “necessidade” falava mais alto que a qualidade. Evidentemente com exceções. Porém, tal caminho acabou por reforçar, como o Papa Francisco tem insistido veementemente, o clericalismo.
Muitas vezes, seis ou sete anos de seminários não altera em nada, ou pouco, aquilo que está nas pretensões do candidato a presbítero. Os grandes formadores são os padres midiáticos. Encontrei formadores com excelente qualificação, mas se a Igreja como um todo não vive uma realidade de maior participação laical, se não aprofunda a eclesiologia de uma Igreja como Povo de Deus, se privilegia quase que exclusivamente o Código de Direito Canônico, o trabalho dos bons formadores vai pelo ralo. Sem falar no fato que hoje entram muitos seminaristas sem uma boa ou nenhuma iniciação cristã, que é uma questão fundamental. Naturalmente o seminário não dará conta disso.
Torna-se presbítero e na primeira reunião com o Conselho Pastoral, coloca o Código de Direito Canônico na mesa e diz: “eu mando aqui, este conselho é meramente consultivo”. Ou seja, tudo gira em torno de uma ESTRUTURA DE PODER. Assim, a batina, que não considero uma veste necessária para o nosso tempo, torna-se não um instrumento de desprendimento, serviço ao sagrado, mas sim um símbolo de vaidade e poder. Pelo poder sagrado pode se esconder uma série de situações.
Portanto, não se trata de generalizar ou culpar a juventude, mas de colocar, honestamente, as questões que estão em jogo no processo formativo. Questões de ordem psíquica, econômica, pastoral, enfim tudo que pode contribuir para ajudar no processo. E pelo amor de Deus, certas comparações são completamente fora de propósito. Comparar a qualidade teológica de Leonardo Boff com a do Pe. Paulo Ricardo, por exemplo. Os chavões de que não existe espiritualidade naqueles e naquelas que procuram refletir a teologia a partir da libertação, de que não existe santidade entre tais escolhas é um absurdo. Poderíamos listar aqui muitos exemplos de dedicação, desprendimento, pobreza a serviço do Reino de Deus, mas basta falar em martírio. Muitos deram a vida por causa do Evangelho.
Podemos dizer que existe até certo clericalismo na chamada “Igreja da Libertação”, pois quantos leigos e leigas estão em processo de canonização? Agora, já existem muitos, começando por Dom Oscar Romero, que entraram para a Ladainha. Nada contra Dom RomeroDom HelderIrmã Dulce, muito pelo contrário. Porém, por aí se pode perceber que existe uma crítica completamente superficial em torno da espiritualidade e santidade do caminho da libertação. Pode-se falar também do estilo de vida, como por exemplo, Dom Pedro Casaldáliga, doente e idoso vive na simplicidade da Prelazia de São Feliz do Araguaia/MT.
Assim sendo, o caminho é ter “cheiro de ovelha”, coragem de entrar na lama e correr risco de ficar enfermo com os que precisam (EG 49). É extremamente preocupante que a Evangelli Gaudim se torne um texto esquecido quando Francisco passar, como ficou esquecida a Evangelli Nuntiandi de São Paulo VI.
Não dá, não dá para depositar nas costas de candidatos jovens um poder sagrado que ele mal consegue elaborar na própria vida. Escrevi um artigo ainda em 2003, publicado na REB, no qual afirmo ser muito arriscado “impor as mãos” (gesto do rito de ordenação) na cabeça de alguém com menos de 30 anos. Hoje mudo para 35. Há exceções, sim há. Mas elas não fazem a regra, muito pelo contrário. Precisamos listar aqui os escândalos?
Enfim, nossa colocação se dá em vista de um novo contexto, de uma mudança de época, como afirma Aparecida, e que setores consideráveis não querem reconhecer. É preciso enfrentar com serenidade tudo que está em jogo. Celibato, participação das mulheres, uma igreja toda ela ministerial, maior transparência econômica, para citar outras situações. Se, como tanto deseja o Papa Francisco, estas questões não forem enfrentadas, aí sim será uma batalha perdida. É preciso uma profunda reformulação estrutural. Se nada for feito nesta direção, se estará “enxugando gelo”.
Fonte: IHU

Benefício menor e mais tempo de contribuição, as armadilhas da reforma

Só a idade mínima para a aposentadoria foi mantida pela reforma da Previdência. Saíram itens como a definição do tempo de contribuição e cálculo do valor do benefício tanto do RPPS quanto do RGPS.


A reportagem é de Rosley Rocha, publicada por Central Unica dos Trabalhadores - CUT, 05-08-2019.



A insegurança bate a porta dos trabalhadores e das trabalhadoras da iniciativa privada e do serviço público da União, mesmo depois da aprovação da reforma da Previdência, oficialmente chamada de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº006/2019.

No primeiro turno da votação, os deputados mantiveram na Constituição apenas a obrigatoriedade de idade mínima para concessão da aposentadoria. Como eles tiraram da Carta Magna os critérios que definem o cálculo do valor do benefício e o tempo mínimo de contribuição, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e os que vierem podem reduzir ainda mais os valores dos benefícios e aumentar o tempo de contribuição.

Se a reforma for aprovada no segundo turno na Câmara dos Deputados e em dois turnos no Senado, esses critérios serão definidos por leis complementares, mais fáceis de serem aprovadas rapidamente porque precisam apenas de maioria simples - 257 votos dos deputados federais, em dois turnos de votação; e 41 dos senadores em apenas um turno. Já uma PEC necessita de 308 votos - 3/5 do total dos 513 deputados, e de 41 votos dos 81 senadores, em dois turnos – para ser aprovada.

Assalto ao bolso do trabalhador

As leis complementares podem alterar os valores dos benefícios previdenciários e o tempo de contribuição dos trabalhadores do Regime Geral da Previdência Social(RGPS) e dos servidores da União, segurados pelo Regime Próprio da Previdência Social (RPPS).

Com isso, apesar da idade mínima ter sido mantida como regra Constitucional, o trabalhador poderá se aposentar com muito mais idade porque vai ter de contribuir por mais tempo, e para conseguir o valor integral, poderá ter de trabalhar por mais de 40 anos.

E mais, apesar dos deputados já terem definido nova regra de cálculo que reduz o valor da aposentadoria, uma lei complementar pode reduzir ainda mais. Hoje, o trabalhador se aposenta com 15 anos de contribuição e 85% dos seus maiores salários. Com a reforma, a média será de 60% sobre todos os salários e 2% a mais por cada ano trabalhado a partir do 16º ano para as mulheres e 21º para os homens. A lei complementar pode baixar a média para 50%, por exemplo.

Além disso, os governos poderão alterar regras de carência e até os valores da pensão por morte, sempre prejudicando os trabalhadores e as trabalhadoras pelo que estamos vendo até agora.

Para a técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção CUT), Adriana Marcolino, o que está ruim no texto da reforma até agora aprovada, pode ficar ainda pior.

Pelo texto da reforma, explica Adriana, uma mulher poderá se aposentar com idade mínima de 62 anos e 15 anos de contribuição, mas, se quiser, o governo poderá aumentar para 20 anos o tempo mínimo de contribuição. No caso dos homens, a reforma prevê que eles podem se aposentar com 65 anos de idade e 20 de contribuição. Isso também pode ser mudado e o tempo mínimo de pagamento à Previdência pode ser aumentado para 22 anos, 23 anos ou mais, alerta.

Desconstitucionalização

Essa desconstitucionalização dos parâmetros previdenciários cria incertezas para os segurados em relação aos benefícios que obterão futuramente.

“Você muda as regras dependendo do ‘humor’ do mercado financeiro, do governo e do Congresso. A decisão será política, de acordo com as correlações de forças”, avalia Marcolino.

Os pontos que foram retirados da Constituição que poderão ser alterados por lei complementar, de acordo com o Dieese são:

a) uma lei complementar definirá a maioria dos parâmetros de concessão de benefícios do RGPS, com destaque para o tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria (inclusive de aposentadorias especiais), a regra de cálculo do valor das aposentadorias e o conjunto de regras para a concessão da pensão por morte;

b) definição do tempo de contribuição e demais critérios de concessão da aposentadoria dos servidores da União, bem como das idades e outras condições especiais para as aposentadorias de servidores com deficiência, de policiais e de quem trabalha exposto a agentes nocivos;

c) idades mínimas, tempo de contribuição e demais critérios para a aposentadoria de servidores estaduais e municipais passam a ser definidos nas respectivas constituições, leis orgânicas, leis complementares e ordinárias

d) futura lei complementar federal estabelecerá normas gerais de organização e funcionamento dos RPPSs;

No caso dos servidores da União regidos pelo RPPSs, além dessa incerteza, cria-se a possibilidade de que as leis estaduais e municipais estabeleçam parâmetros diferenciados entre si, criando disparidades de condições entre servidores de mesmas carreiras, já que estados e municípios ficaram de fora da reforma da Previdência.

Oração


05 agosto, 2019

Nota de repúdio à reintegração de posse no Paraná - CNBB-Sul 2

“Opressão e violência estão aí na minha frente, acontecem demandas, surgem processos. Por isso a lei ficou fraca e o que é justiça jamais prevalece”. (Hab 1,3b-4)  

Em solidariedade com todas as pessoas feridas, em sua dignidade, os bispos do Paraná reafirmam seu compromisso evangélico em defesa da vida, sendo contrários a todo e qualquer ato de violência.  

A nota pede que sejam revistos todos os despejos nas terras paranaenses, “tendo em vista que essas famílias estão há muitos anos trabalhando, produzindo agricultura de subsistência, educando os filhos e construindo comunidade em áreas pertencentes a grandes devedores da União ou do Estado que eram tidas, anteriormente, como improdutivas”. Outras três reintegração de posse já ocorreram no estado este ano.  


Eis a nota.

Nota de repúdio à reintegração de posse no Paraná.

“Opressão e violência estão aí na minha frente, acontecem demandas, surgem processos. Por isso a lei ficou fraca e o que é justiça jamais prevalece”. (Hab 1,3b-4)

Os bispos do Regional Sul 2 da CNBB acompanharam, com preocupação, a notícia da reintegração de posse realizada pela Polícia Militar no dia 30 de julho, em Lerroville, distrito rural de Londrina (PR), que despejou 167 famílias. Esta já é a quarta reintegração de posse ocorrida no estado este ano e, tudo indica que ocorrerão outras, com consequências mais desastrosas.

O nosso compromisso é, incansavelmente, trabalhar para que a vida em plenitude, trazida por Jesus Cristo (cf. Jo 10,10), se concretize em cada pessoa, família e no hoje da nossa história. Imbuído dessa certeza, o papa Francisco pede que não haja “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho”. (cf. Discurso no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em 28 de outubro de 2014), pautado na Doutrina Social da Igreja, que afirma ser a reforma agrária uma necessidade política e, ao mesmo tempo, uma obrigação moral (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 300).

Diante disso, os bispos do Paraná vêm a público manifestar repúdio, quanto à forma como foram deflagradas as reintegrações de posse em Londrina; conscientes de que tal manifestação em defesa dos mais pobres se faz necessária, uma vez que seus diretos têm sido cada vez mais ignorados e violados em nossos dias, fomentando injustiças, violência e exclusão.

Assim sendo, esperamos que sejam revistos todos os despejos nas terras paranaenses, tendo em vista que essas famílias estão há muitos anos trabalhando, produzindo agricultura de subsistência, educando os filhos e construindo comunidade em áreas pertencentes a grandes devedores da União ou do Estado que eram tidas, anteriormente, como improdutivas.

Preocupa-nos o futuro dessas famílias, que de forma inesperada e agressiva, foram retiradas do seu espaço de convívio, trabalho e dignidade. Para isso é urgente que os órgãos responsáveis, especialmente o INCRA, possam promover a reforma agrária como meio de paz no campo e promoção da agricultura familiar de subsistência. Num momento de polarização e intolerância, é preciso que o diálogo até a exaustão, na busca de soluções pacíficas, seja condição irrenunciável.

Em solidariedade com todas as pessoas feridas, em sua dignidade, os bispos do Paraná reafirmam seu compromisso evangélico em defesa da vida, sendo contrários a todo e qualquer ato de violência.

"Dai-lhes vós mesmos de comer!"


2ª-feira da 18ª Semana Do Tempo Comum


2ª-feira da 18ª Semana Do Tempo Comum
5 de Agosto de 2019
Todos comeram e ficaram satisfeitos.
Mateus 14,13-21

Naquele tempo:
13Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu
e foi de barco para um lugar deserto e afastado.
Mas quando as multidões souberam disso,
saíram das cidades e o seguiram a pé.
14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão.
Encheu-se de compaixão por eles
e curou os que estavam doentes.
15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus
e disseram: 'Este lugar é deserto
e a hora já está adiantada.
Despede as multidões,
para que possam ir aos povoados comprar comida!'
16Jesus porém lhes disse:
'Eles não precisam ir embora.
Dai-lhes vós mesmos de comer!'
17Os discípulos responderam:
'Só temos aqui cinco pães e dois peixes.'
18Jesus disse: 'Trazei-os aqui.'
19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama.
Então pegou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção.
Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos.
Os discípulos os distribuiram às multidões.
20Todos comeram e ficaram satisfeitos,
e dos pedaços que sobraram,
recolheram ainda doze cestos cheios.
21E os que haviam comido
eram mais ou menos cinco mil homens,
sem contar mulheres e crianças.

Palavra da Salvação.

02 agosto, 2019

Se não fosse Jesus!



Se não fosse jesus e este sonho insistente que ele plantou.
Se não fosse jesus e o projeto exigente que nos deixou.
Se não fosse jesus e os santos e as santas que ele formou,
A esperança de um mundo melhor seria muito pequena,
A esperança de um mundo melhor, seria menor.

Se não fosse jesus e esta ânsia de eterno que ele plantou.
Se não fosse jesus e o projeto fraterno que nos deixou.
Se não fosse jesus e as muitas verdades que ele gritou,
A esperança de um mundo melhor seria muito pequena,
A esperança de um mundo melhor, seria menor.  


(Pe. Zezinho)

Bolsonaro é derrotado e STF mantém demarcação indígena na Funai



O presidente havia transferido ao Ministério da Agricultura a atribuição de realizar demarcações de terras indígenas

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 1, manter a liminar do ministro Luís Roberto Barroso que suspendeu, em junho, trecho da medida provisória que transferia ao Ministério da Agricultura a atribuição de realizar demarcações de terras indígenas.

A decisão do STF foi tomada para julgar a questão definitivamente. Antes do julgamento, a Câmara e o Senado também rejeitaram mudanças nas demarcações e mantiveram os atos com a Fundação Nacional do Índio (Funai), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A transferência das demarcações para a Agricultura estava prevista na reestruturação administrativa realizada pelo governo federal em janeiro. No entanto, em maio, a mudança não foi aprovada pelo Congresso, que devolveu a atribuição à Funai.

Em junho, uma nova medida foi editada pelo presidente Jair Bolsonaro para manter as demarcações na pasta da Agricultura. Em seguida, o ministro Barroso suspendeu a nova medida a pedido do PSB, PT e da Rede.

Ao analisar o caso, o ministro concordou com os argumentos apresentados pelos partidos e afirmou que a nova medida é inconstitucional. Segundo Barroso, o Artigo 62 da Constituição definiu que “é vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo”.

Fonte:   Carta Capital

Cardeal Burke é um símbolo vivo de uma versão fracassada da Igreja. Editorial do jornal National Catholic Reporter

“Onde Burke e seus semelhantes veem confusão, nós vemos uma abertura para novas formas de expressar a fé; onde ele afirma clareza e precisão, nós experimentamos a confusão de uma comunidade traída nos níveis mais profundos por aqueles que supostamente deveriam ser exemplos do amor altruísta de Cristo", constata e editorial do jornal National Catholic Reporter, 31-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.



Eis o texto.

O cardeal Burke personifica o tipo de “rigorista” legal ao qual Francisco resiste ardentemente - National Catholic Reporter

Os católicos, especialmente aqueles de tendência tradicional, gostam e entendem de símbolos. Alguém tão tradicionalista e conhecedor da mídia quanto Timothy Busch precisa entender que, seja o que for que tenha sido dito durante o amplo congresso no Instituto Napa no fim de julho, o símbolo mais visível foi o cardeal Raymond Burke, um dos críticos mais explícitos do Papa Francisco.

O congresso de cinco dias em Napa, Califórnia, no elegante Meritage Resort and Spa, uma das propriedades de Busch, foi claramente partidário (a senadora republicana Lindsey Graham, da Carolina do Sul, e o ex-governador republicano Scott Walker, de Wisconsin, eram os políticos à disposição) e inclinado, episcopal e teologicamente, para a extrema direita.

Tudo isso, é claro, não surpreende. Busch não guardou nenhum segredo das suas ambições ou de seus gastos destinados a influenciar a Igreja, suas instituições e a narrativa que é oferecida à cultura mais ampla. Mas os símbolos são importantes, e Burke é um símbolo vivo, tanto em pensamento (amplamente expressado em termos bastante arrogantes, mesmo quando sua crítica é dirigida contra o papa) quanto em aparência (muitas vezes amplamente adornada de parafernália real de eras imaginárias de um passado distante).

O cardeal Burke é a versão moderna daqueles líderes religiosos que atraíam algumas das mais severas condenações de Jesus, daqueles que colocavam fardos indevidos sobre os outros e se declaravam os portadores da verdade - National Catholic Reporter

Seu pensamento, nessa ocasião, sob o título “Proclamando as verdades da fé em tempos de crise”, foi uma repetição de uma “declaração” de oito páginas que ele assinou com outros quatro prelados – um cardeal aposentado da Letônia e três bispos do Cazaquistão – delineando 40 pontos do ensino da Igreja contemporâneo sobre os quais Burke e sua coorte acreditam que “há muito erro e confusão”.

Dos pontos que ele levantou em Napa, o primeiro a ser abordado foi a “confusão” sobre trazer judeus e muçulmanos para o cristianismo. Burke defende uma abordagem mais agressiva para converter as pessoas de outras religiões.

Ele poderia se familiarizar com a declaração Nostra Aetate, do Vaticano II, que fala com grande consideração sobre as outras religiões mundiais, especificamente, o budismo, o hinduísmo, o islamismo e, particularmente, o judaísmo. “A Igreja Católicanada rejeita daquilo que nessas religiões existe de verdadeiro e santo”, afirma o documento. “Ela olha com sincero respeito para esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia, refletem não raramente um raio daquela Verdade que ilumina todos os homens.”

Burke é o representante de uma certa versão da Igreja, que acreditamos que fracassou miseravelmente - National Catholic Reporter

Burke percebeu mais "confusão" na compreensão de alguns (incluindo, cada vez mais, os bispos dos EUA) de que a Igreja não permite que as autoridades civis exerçam a pena de morte. Essa é uma bofetada direta em Francisco, que levou em frente a crescente objeção à pena capital expressada nos dois últimos papados e que recentemente descreveu a pena de morte como “uma séria violação do direito à vida de toda pessoa”.

Na imaginação de Burke, a comunidade católica está simplesmente pontilhada de almas confusas, e há erro por toda parte. Ele afirma que um número significativo de católicos está em “apostasia aberta”.

O cardeal Burke construiu a sua reputação como um canonista que acha que o cristianismo católico é principalmente uma empresa transacional na qual a maior vocação é obedecer a cada detalhe de cada estatuto da Igreja - National Catholic Reporter

Ele deu outro golpe direto em Franciscoquando criticou o documento de trabalho do próximo Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que inclui uma discussão sobre a possível ordenação de homens casados amplamente respeitados para assegurar o acesso contínuo aos sacramentos.

“O celibato deriva do exemplo de Cristo”, disse o cardeal. Isso pode até ser verdade, mas não é o único exemplo fornecido, já que os Doze incluíam homens casados e a tradição do celibato tem apenas 1.000 anos, a metade da vida da Igreja. A tradição certamente tem sido mutável.

Intencionalmente ou não, o encontro de Napa nos forneceu um elenco completo de pessoas que criam tensões agudas na Igreja hoje. Ao colocar Burke como o principal conferencista, Busch e os organizadores enviaram um sinal claro: a liderança leiga que eles exemplificam nos levaria de volta a uma Igreja romantizada que nunca existiu. Ela reconstituiria o clericalismo que está no cerne do escândalo do acobertamento dos abusos sexuais que continua minando a autoridade da Igreja, e tentaria substituir o dinamismo do modelo de acompanhamento de Francisco por um retorno a uma instituição vinculada aos estatutos e estática no serviço a si mesma.

Burke é membro de uma cultura que, por instinto optou por proteger aqueles que violentamente abusaram dos mais vulneráveis da comunidade, ignorando as vítimas dos perpetradores - National Catholic Reporter

Burke personifica o tipo de “rigorista” legal ao qual Francisco resiste ardentemente. Ele é a versão moderna daqueles líderes religiosos que atraíam algumas das mais severas condenações de Jesus, daqueles que colocavam fardos indevidos sobre os outros e se declaravam os portadores indiscutíveis da verdade.

Em uma entrevista anterior com o NCR, Busch rejeitou a ideia de que ele se opõe a Francisco e rejeitou quaisquer objeções ao fato de Burke encabeçar o seu congresso, afirmando que ele é um “teólogo sério”. Alguns podem até considerar Burke um teólogo, mas ele construiu a sua reputação como um canonista que, por todas as indicações, acha que o cristianismo católico é principalmente uma empresa transacional na qual a maior vocação é obedecer a cada detalhe de cada estatuto da Igreja, conforme ele os interpreta.

Não é exagero dizer que Burke se apresenta como representante, talvez ao extremo, de uma certa versão da Igreja, que acreditamos que fracassou miseravelmente. Ele é membro de uma cultura que, por instinto (e, não insignificantemente, de acordo com os estatutos da Igreja daquela época), optou por proteger aqueles que violentamente abusaram dos mais vulneráveis da comunidade, ignorando as vítimas dos perpetradores.

Francisco nos convida a um abraço muito mais aventureiro da fé - National Catholic Reporter

Francisco nos convida a um abraço muito mais aventureiro da fé. Por exemplo, em seu discurso de abertura do Sínodo sobre os jovens, ele disse: “Este Sínodo tem a oportunidade, a tarefa e o dever de ser sinal de uma Igreja que realmente se põe à escuta, que se deixa interpelar pelas reivindicações daqueles que ela encontra, que nem sempre tem uma resposta pré-preparada já pronta. Uma Igreja que não escuta se mostra fechada à novidade, fechada às surpresas de Deus, e não poderá ser crível, em particular para os jovens, que inevitavelmente se afastarão, em vez de aproximar”.

Talvez a tensão entre as fronteiras rígidas e inflexíveis da lei e uma abordagem pastoral que convida ao diálogo, valoriza a escuta e encoraja as perguntas – características que perturbam o legalista – seja inevitável e perene.

Onde Burke e seus semelhantes veem confusão, nós vemos uma abertura para novas formas de expressar a fé; onde ele afirma clareza e precisão, nós experimentamos a confusão de uma comunidade traída - National Catholic Reporter

No entanto, onde Burke e seus semelhantes veem confusão, nós vemos uma abertura para novas formas de expressar a fé; onde ele afirma clareza e precisão, nós experimentamos a confusão de uma comunidade traída nos níveis mais profundos por aqueles que supostamente deveriam ser exemplos do amor altruísta de Cristo.

É hora de abrir espaço para novos símbolos: uma comunidade onde os pobres sejam convidados para o banquete; uma autoridade em que a misericórdia prevaleça sobre os preceitos; um acompanhamento baseado no amor e na aceitação, em que as dúvidas e as perguntas não sejam razões de escárnio e banimento.


Fonte: IHU

Oração

"Senhor, 
faz-nos compreender a importância do trabalho como meio 
para a nossa subsistência,
 mas também como meio de realização pessoal,
 e de participação na tua obra da criação. 
Mas faz-nos também compreender
 a importância do descanso e da festa,
 para nos encontrarmos mais intimamente Contigo 
e com os nossos irmãos. 
Que jamais nos deixemos escravizar pelo trabalho,
 mas sempre vivamos na liberdade e na alegria, 
para estarmos em comunhão Contigo 
e construirmos relações fraternas 
com todos os homens. Amém."

Fonte: Dehonianos

30 julho, 2019

O Trem - Símbolo dos Intereclesiais das CEBs se deve ao Frei Betto



O Trem - Símbolo dos Intereclesiais das CEBs se deve ao Frei Betto

Segundo Pe. Nelito Dornelas, Frei Betto é mineiro, ele morava em Vitória, em uma favela, quando acontecem os intereclesiais, o primeiro em Vitória, do Espírito Santo em 1975.

Vitória e Belo Horizonte tem o maior trem de passageiros do Brasil, que liga as duas capitais, mais ou menos 600 km de distância, essas duas capitais são simbolizadas pelo trem de passageiros. Então Frei Betto foi quem idealizou essa imagem para CEBs, a partir dessa experiência do maior trem de passageiros que liga essas capitais, explica Nelito.

Recorda Nelito, assim  foi consolidado e foi também no encontro que aconteceu no Espírito Santo, em que frei Carlos Mesters estava assessorando as comunidades de São Mateus, lá também foi confirmado à ideia do trem de passageiro como símbolo das CEBs.

Então essa ideia  explica Nelito, vai nascer do Frei Betto, que é mineiro morando em Vitória, onde acontece o primeiro intereclesial das CEBs e São Mateus, Espírito Santo, ali que vai nascer marcado pela experiência do trem de passageiros que o povo tinha como único meio de transporte barato, simples e popular.

A imagem tem a ver também com essa ideia de coisa do povo, coisa simples, coisa dos pobres, onde todo mundo pode entrar, levando sua carga, levando sua bagagem, levando seus mantimentos, porque o trem sempre foi isso, um meio de transporte barato do povo, assim conclui Nelito a explicação do trem como símbolo.

E a CEBs diz Nelito, simbolizam isso, lugar dos pobres que podem entrar com sua bagagem, sua cultura, sua história, com tudo aquilo que é, quer ser e precisa ser e pode ser para de fato ser Igreja dos Pobres.

Muito linda a história do nosso Trem das CEBs.

"...Mas houve quem não entendeu, E disse coisas que eu não fiz..."



Pra não ferir ninguém
Eu vim te procurar
Alguém me machucou e eu
Não pude nem chorar
Escuta meu Senhor
Escuta a minha história.

Por mil caminhos e a sorrir
Eu procurei compreender
Nenhum irmão eu quis ferir,
Eu só pensei em ajudar
Mas houve quem não entendeu
E destruiu o que eu ergui
E arrancou o que eu plantei,
Desafiando a minha paz.

De tanto ouvir falar em Ti
Eu quis fazer como aprendi
Eu quis amar sem distinção,
De todos eu me fiz irmão
Mas houve quem não entendeu,
E disse coisas que eu não fiz
Eu tenho medo de esquecer
De me esquecer que eu sou feliz.

Eu venho aqui pedir perdão,
Se por acaso eu mereci
Sofrer tamanha ingratidão
Quando eu busquei sempre ajudar
Mas quem não entendeu fui eu
Que se esqueceu quem foi Jesus
Que fez um bem maior que o meu
E mesmo assim morreu na cruz.  


(Pe. Zezinho)