Hoje está difícil que muitos comprrendam que quando o direito de alguém é sistemáticamente desrespeitado se escancara uma porta para desrespeitar TODOS e TODAS. (Celso Pinto Carias)
10 dezembro, 2019
06 dezembro, 2019
05 dezembro, 2019
"A nossa vida pode ser assim, quando o meu fundamento não é forte"
Para Papa Francisco “a nossa vida
pode ser assim, quando o meu fundamento não é forte. Vem a tempestade – e todos
nós temos tempestades na vida, todos, do Papa até o último, todos – e não somos
capazes de resistir. E muitas pessoas dizem: “Não, eu mudarei de vida” e pensam
que mudar de vida é maquiar-se, mas mudar de vida é mudar os fundamentos, isto
é, colocar a rocha ali, que é Jesus. “Eu queria refazer esta construção, este
prédio, porque é muito feio, muito feio, e gostaria de embelezá-lo um pouco,
mas se recorro à maquiagem e enfeito um pouco, a casa não vai avante; cairá.
Com as aparências, a vida cristã desmorona.”
04 dezembro, 2019
Ela veio e sua missão tem sido nos acalmar e alegrar!
Ela veio e sua missão tem sido nos acalmar e alegrar!
Eu e minha sobrinha Eduarda
Pequenina, e o nosso Deus através dela nos alegra e nos
preenche de ternura nesse momento de luto pela minha santa mãezinha.
Uma criança, dom de Deus
“Deixem as crianças vir a mim. Não lhes proíbam, porque o
Reino de Deus pertence a elas.(...). Então Jesus abraçou as crianças e
abençoou-as, pondo a mão sobre elas.”
(Mc 10, 14-15)
Papa Francisco lança Carta Apostólica “Admirabile Signum” sobre origem e sentido do presépio
O Papa Francisco lançou no dia primeiro de dezembro, em
Greccio, lugar onde São Francisco fez o primeiro presépio, a Carta Apostólica
“Admirabile signum” que retoma a origem, os símbolos e significados presentes
no presépio. Greccio, uma pequena cidade italiana com pouco mais de 1.500
habitantes, fica na região do Lazio, na província de Rieti, e a cerca de 60 Km
de Roma.
Segue a íntegra da Carta Apostólica “Admirabile signum”
CARTA APOSTÓLICA
ADMIRABILE SIGNUM
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO
1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo
cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento
da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o
mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um
Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo
que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos
espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim
de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu
a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.
Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas
famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o
costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos
estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício
de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir,
em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a
mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma
rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais,
espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir
e revitalizar.
2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada,
a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O
evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria
dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa
manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é
colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa
palavra presépio.
Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde
os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há
de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo6, 51). Uma simbologia,
que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando
escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1]Na realidade, o
Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer
familiares à nossa vida diária.
Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o
entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São
Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório
III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois
da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem
de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado
encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a
natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga
tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura.
As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que
aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um
homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo:
«Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os
olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a
um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e
o burro».[2]Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar
designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de
dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também
homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar
aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o
boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas
manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois
o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando
também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a
Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi
formado e vivido pelos que estavam presentes.[3]
Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e
repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se
realiza e as pessoas que participam no mistério.
O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano,
lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o
dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o
próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para
suas casas cheios de inefável alegria»[4].
3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou
uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos
cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor,
com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou
o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um
refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo
silêncio.
Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove?
Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do
universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para
nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte
e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem
procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel,
que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do
pecado.
Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a
história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte,
que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua
representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos,
convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele
evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e
culturais.
De modo particular, desde a sua origem franciscana, o
Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si
mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um
apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento,
que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a
encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados
(cf. Mt 25, 31-46).
4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio
para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos
o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para
ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui.
Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo
em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar
resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou
eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que
hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez
homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos
atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1, 79).
Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte
do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios
antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação
da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do
dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã
segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma
Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de
tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que
Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir,
para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.
5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao
colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois
assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa
na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que
também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o
Senhor.
«Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a
conhecer» (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos
lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da
descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os
pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação
que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o
acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus,
os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor
e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos,
graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular,
que transparece de modo particular no Presépio.
6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras
simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra
abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do
Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las
dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam
absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes,
aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós.
No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se
faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua
proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), nasceu pobre,
levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial.
Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela
riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo,
aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no
Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá
esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor,
a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à
partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde
ninguém seja excluído e marginalizado.
Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de
acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação
com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que,
neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e
para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das
mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso
representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo
extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua
vida divina.
7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde
encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu
Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande
mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração
imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria
responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do
Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) – são, para todos
nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com
aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças
a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda
o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a
ponham em prática (cf. Jo 2, 5).
Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua
mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes,
também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na
vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua
família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em
viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo,
reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na
sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que
envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à
vontade de Deus e pô-la em prática.
8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos
lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num
menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e
fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível,
mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a
grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas
para quem quer que seja.
O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque
nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos
jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos
de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na
sua vida.
«De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo 1, 2): assim o
apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos
tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e
a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de
Cristo.
O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece
impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que
surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao
peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera
perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas.
Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo,
desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos
seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.
9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no
Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles
sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para
conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes
presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus;
o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará
a morte e a sepultura.
Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir
sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de
nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a
alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de
misericórdia.
Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para
chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito,
que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2,
1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam
escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e
adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana
sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando
os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu
país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem
do Evangelho entre os gentios.
10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos
tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para
começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre
de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo
tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência
aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser
sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por
todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se
fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano,
independentemente da condição em que este se encontre.
Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e
exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada
idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós,
sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e
irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para
sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o
coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde:
o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos
deixar sozinhos.
Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro
de 2019, sétimo do meu pontificado.
Franciscus
[1] Santo Agostinho, Sermão 189, 4.
[2] Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas,
468.
[3] Cf.
ibid., 85: o. c., 469.
[4] Ibid.,
86: o. c., 470.
03 dezembro, 2019
Aposentadoria militar, sem idade mínima, é aprovada
No funcionalismo, os militares são os que custam mais para a
Previdência, proporcionalmente.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do
Senado aprovou nesta terça-feira (3), em votação simbólica, o relatório da
reforma da Previdência dos militares.
A proposta tem vantagens em relação a trabalhadores da
iniciativa privada e servidores públicos.
O texto segue agora para o plenário Senado. Se aprovado sem
alterações, segue para sanção presidencial.
Os militares receberão salário integral ao se aposentar, não
terão idade mínima obrigatória e vão pagar contribuição de 10,5% (iniciativa
privada paga de 7,5% a 11,68% ao INSS).
Leia a íntegra da matéria aqui
Claudette Colvin, a pouco lembrada menina de 15 anos que ousou enfrentar a segregação racial nos EUA
A americana Rosa Parks ficou conhecida como a mulher que desafiou as leis segregacionistas dos anos 1950 ao recusar-se a ceder seu assento de ônibus a uma pessoa branca. Mas ela não foi a primeira a se rebelar.
Nove meses antes, em março de 1955, uma menina de 15 anos chamada Claudette Colvin fez exatamente o mesmo, na mesma cidade - Montgomery, Alabama.
Colvin, hoje com 78 anos, não costuma contar sua história, mas decidiu se abrir à BBC.
"Havia segregação em todos os lugares - as igrejas, os ônibus, as escolas estavam divididas (entre negros e brancos). Sequer podíamos ir aos mesmos restaurantes", diz ela.
"Lembro que, em uma Páscoa, tinha que comprar um sapato de couro preto, mas só era possível comprá-lo nas lojas de pessoas brancas, então a minha mãe desenhou a forma do meu pé em um papel marrom para ter o tamanho aproximado, porque não estávamos autorizados a entrar na loja para provar os modelos."
Ir a uma escola segregada tinha uma vantagem, ela descobriu: os professores davam aulas bastante aprofundadas em história negra.
"Aprendíamos sobre rituais negros e recitávamos poemas, mas eram os professores de estudos sociais os que ensinavam em mais detalhes. Havia aulas sobre (as ícones abolicionistas) Harriet Tubman e Sojourner Truth e sobre uma cantora de ópera chamada Marian Anderson, que era impedida de cantar na (sala de concertos de Washington) Constitutional Hall por ser negra, então ela cantava no Memorial Lincoln."
Em 2 de março de 1955, Colvin e suas amigas foram liberadas da escola um pouco mais cedo. Caminharam até avistarem o ônibus na rua e decidirem subir.
"As pessoas brancas sempre se sentavam nos assentos da frente, e os negros, atrás. O motorista do ônibus tinha autoridade para designar quem sentava onde, e quando mais brancos entravam no ônibus, ele pedia os assentos (dos negros)."
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Oração
Oração:
"Senhor, Deus de Abraão, de Isaac Deus e de Jacob, Deus
de Jesus Cristo e nosso Deus, prometeste a Judá um reino eterno e uma realeza
sobre todos os povos. Toda a história humana, por meio do povo eleito e,
depois, por meio da Igreja, é herdeira das bênçãos de Israel, e está orientada
para Cristo, esperado das nações. Que cada um de nós se torne instrumento
válido para levar até Ele todo o irmão e irmã que encontrar na vida. Faz que os
homens, de todas as raças e cores, saibam ultrapassar as divisões e reencontrar-se
unidos por uma renovada esperança na vinda do Salvador e por uma forte
confiança de que a sua mensagem de salvação e de vida é válida para todos, sem
qualquer distinção.
Senhor da história e dos povos, enche-nos do teu poder e faz
que vivamos vigilantes reconhecendo os sinais dos tempos e a tua passagem
silenciosa pelas aventuras quotidianas da nossa história. Que, sobretudo,
reconheçamos no teu Filho Jesus, descendente de uma estirpe humana, o Messias
esperado. Amém."
Fonte: Dehonianos
02 dezembro, 2019
01 dezembro, 2019
Missa de um mês da páscoa de minha santa mãezinha!
Missa de um mês da páscoa de minha santa mãezinha!
“Em Jesus brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. Para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada.”
Honestidade, bondade, dedicação, generosidade, humildade, suavidade, ternura, serenidade, entrega, amor e fé, esses ensinamentos nos deixou.
Minha mãezinha, continua via em nosso coração. Nosso eterno amor.
Ivete Isabel Veloso Bueno
15/03/1993 01/11/2019
Missa foi hoje, dia primeiro de dezembro, ás 19 horas na Paróquia São Mateus Apóstolo, presidida pelo nosso querido Pe. Genivaldo Ubinge.
“Em Jesus brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. Para os que creem, a vida não é tirada, mas transformada.”
Honestidade, bondade, dedicação, generosidade, humildade, suavidade, ternura, serenidade, entrega, amor e fé, esses ensinamentos nos deixou.
Minha mãezinha, continua via em nosso coração. Nosso eterno amor.
Ivete Isabel Veloso Bueno
15/03/1993 01/11/2019
Missa foi hoje, dia primeiro de dezembro, ás 19 horas na Paróquia São Mateus Apóstolo, presidida pelo nosso querido Pe. Genivaldo Ubinge.
Que o laço de amor e amizade seja forte!
Que o laço de amor e amizade seja forte!
Confraternização da Assessoria e Coordenação das Comunidades
Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.
Em nome do Pai de todos os povos.
Em nome do Filho, que a todas as mulheres e a todos os
homens nos faz ser irmãs e irmãos.
No sangue mesclado com todos os sangues.
Em nome da Aliança da Libertação.
Em nome da luz de toda cultura.
Em nome do amor que está em todo amor.
Em nome da terra-sem-males, perdida na luta, ganhada na dor,
em nome da morte vencidas em nome da vida, cantamos, Senhor!
Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar!
- Venham, adoremos ao nosso Senhor.
Ele é nossa alegria, Deus libertador?
- Vejam como é boa a nossa união.
Vejam como é bonito, ó irmãs e irmãos!
- Quando as mãos se juntam multiplica o pão.
Vem ó Deus, abençoe a nossa confraternização.
- Glória ao Pai, e ao Filho e ao Santo Espirito.
Glória a Trindade Santa, Glória ao Deus bendito!
Que Maria, mãe de Jesus, fiel discípula missionária, nos
ajude a construir, na justiça e na paz, as CEBs que sonhamos.
Para que também, com as CEBs, as pessoas possam fazer lindas
experiências com o nosso Deus, que é todo Pai e Mãe, todo amor e ternura,
presença amiga e comprometido com a justiça e a paz.
Que o nosso Deus nos abençoe, fortaleça em nossa missão com
as CEBs e entre nós, respeito e companheirismo, amor e amizade.
Que o laço de amor e amizade seja forte, para estarmos
juntos, principalmente quando um de nós mais precisar.
29 novembro, 2019
“A morte é o abraço do Senhor a ser vivido com esperança” Papa Francisco
A vulnerabilidade
humana
Em
sua homilia, o Papa reiterou que "tudo acabará”, mas “Ele ficará”, e estas
palavras o inspiraram para convidar cada um a refletir sobre o momento do fim,
isto é, da morte. Nenhum de nós sabe exatamente quando acontecerá, ou melhor,
com frequência temos a tendência a adiar o pensamento, acreditando-nos eternos,
mas não é assim:
Todos
nós temos esta fraqueza de vida, esta vulnerabilidade. Ontem eu meditava sobre
isto, sobre um belo artigo que saiu agora na (revista, ndr) ‘Civiltà
cattolica’, que dizia que o que une todos nós é a vulnerabilidade: somos iguais
na vulnerabilidade. Todos somos vulneráveis e a um certo ponto esta
vulnerabilidade nos leva à morte. Por isso vamos ao médico para ver como vai a
minha vulnerabilidade física, outros vão para curar alguma vulnerabilidade
psíquica no psicólogo.
A ilusão de ser
eternos e a esperança no Senhor
A
vulnerabilidade, portanto, nos une e nenhuma ilusão nos abriga. Na minha terra,
recordou o Papa, havia a moda de pagar antecipadamente o funeral com a ilusão
de economizar dinheiro para a família. Quando veio à luz o golpe aplicado por
essas empresas fúnebres, a moda passou. "Quantas vezes a ilusão nos
engana", comentou o Pontífice, como a ilusão de “sermos eternos".
A
certeza da morte, ao invés, está escrita na Bíblia e no Evangelho, mas o Senhor
nos apresenta como um "encontro com Ele" e está acompanhada pela
palavra "esperança":
O
Senhor nos fala para estarmos preparados para o encontro, mas a morte é um
encontro: é Ele quem vem nos encontrar, é Ele quem vem nos pegar pela mão e nos
levar até Ele. Eu não gostaria que essa simples pregação fosse um aviso
fúnebre! É simplesmente Evangelho, é simplesmente vida, é simplesmente dizer um
ao outro: somos todos vulneráveis e todos temos uma porta à qual o Senhor um
dia baterá.
É
necessário, portanto, preparar-se bem para o momento em que a campainha tocará,
o momento em que o Senhor baterá à nossa porta: rezemos um pelo outro - é o
convite do Papa também aos fiéis presentes na Missa - para estar prontos, para
abrir a porta com confiança ao Senhor que vem:
Todas
as coisas que juntamos, que poupamos, licitamente boas, mas não levaremos nada
... Mas, sim, levaremos o abraço do Senhor. Pensar na própria morte: eu vou
morrer, quando? Não está determinado no calendário, mas o Senhor sabe. E rezar ao Senhor:
"Senhor, prepara meu coração para morrer bem, para morrer em paz, para
morrer com esperança". É esta a palavra que deve sempre acompanhar a nossa
vida, a esperança de viver com o Senhor aqui e depois viver com o Senhor do
outro lado. Rezemos uns pelos outros sobre isso.
Fonte
do texto Vatican News
25 novembro, 2019
Casa de Nazaré recebe Prêmio Dorcelina Folador
A Casa de Nazaré, que acolhe dependentes de substancias
psicoativas do sexo feminino a partir dos 16 anos, inclusive gestantes, recebeu
hoje o Prêmio Dorcelina Folador, instituído pela Lei nº 6.203/2003, que
reconhece mulheres e/ou entidades com destaque em ações de combate à
discriminação social, sexual ou racial no município de Maringá.
A premiação compõe as ações intensificam enfrentamento à
violência contra a mulher pela Prefeitura de Maringá. Reforça esse compromisso
com a ação ′16 dias de ativismo′. Campanha iniciou hoje, dia 25 de novembro
(Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher) e segue até 10 de
dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com atividades como
capacitações, aulas de defesa pessoal, palestras e blitze educativas. Abertura
do evento foi às 19h30, no Auditório Hélio Moreira, com a entrega do Prêmio
Dorcelina Folador a Casa de Nazaré.
Segue algumas informações sobre a Casa de Nazaré
Atendimento Espiritual
Padre Genivaldo Ubinge
PÚBLICO ALVO
Dependentes de substancias psicoativas do sexo feminino a
partir dos 16 anos, inclusive gestantes.
FINALIDADE
Proporcionar um tratamento qualificado para mulheres
usuárias de substancias psicoativos do Município de Maringá e Região,
garantindo a permanência até o final do tratamento (período de nove meses).
OBJETIVO GERAL
A Casa de Nazaré tem por objetivo apoiar mulheres que fazem
uso indevido de substancias psicoativo, visando à reintegração dos mesmos ao
convívio social e familiar.
OBJETIVOS ESPECIFICOS
Elevar a auto-estima e a participação na vida social
promovendo, a partir das palestras e oficinas, a autonomia de cada residente;
Proporcionar o desenvolvimento pessoal através da arte,
cultura e atividades que possam despertar aptidão empreendedora;
Encaminhar as famílias das residentes para grupos de apoio
(AMOR EXIGENTE).
Proporcionar palestras informativas (grupo de convivência) e
espirituais, promovendo a prevenção de uso e abuso de substancias psicoativas.
Desenvolver trabalho com equipe interdisciplinar com vistas
ao reconhecimento do atendido como um ser integral, estabelecendo espaço de
interlocução e de intervenção com profissionais de diferentes áreas.
METODOLOGIA:
A entidade busca uma prática que não produz modelos de
Instituições de confinamento, e sim um equipamento social dotado de recursos
humanos e materiais que propiciam acolhimento, convivência, atividades
pedagógica, ocupacionais, recreativas, atendimento psicológico, odontológicos,
médico e espiritual, visando o desenvolvimento humano, integral e social e dos
direitos de cidadania das residentes e de suas famílias que se encontram em
situação de vulnerabilidade, exclusão e risco social.
O processo de tratamento é respaldado a partir da terapia,
orientado pelo tripé ORAÇÃO-TRABALHO-DISCIPLINA e estudo dos 12 passos. A
ORAÇÂO é à base do programa, por meio dela buscam-se levar a presença de Deus a
todas as internas, em um ambiente de muita paz, fé e confiança na nova vida que
está por vir. O TRABALHO apóia e impulsiona o êxito do processo de recuperação
das internas, todos os serviços da Casa de Nazaré são realizados pelas internas
e supervisionados pela equipe responsável, consistindo em uma terapia ocupacional.
A disciplina norteia todas as atividades, com o intuito de atingir grandes
resultados, é necessário seguir normas e princípios que possam sustentar a
terapia. Na busca pela paz, as internas também recebem, semanalmente,
atendimento psicossocial, evangelização e aprendem a fazer trabalhos manuais.
24 novembro, 2019
8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020
8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020
CEBs do Nordeste: uma igreja em saída na busca do bem viver
Juazeiro do Norte – 22 de novembro de 2019.
COMUNICADO – Comissão de Comunicação.
Em preparação ao VIII NORDESTÃO DE CEBs foi construído diversas equipes de trabalhos para o bom êxito do encontro entre elas a Comissão/equipe de Comunicação.
Para coletivamente formular e promover a execução do plano ampliado de comunicação para o VIII NORDESTÃO DE CEBs 2020, convocamos para nos dias 29 e 30 de novembro um ENCONTRO DA COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO - CEBs DO NORDESTE, em Fortaleza / Regional Nordeste I – CE.
Terá início às 8hs do dia 29, encerrando às 12hs do dia 30 com almoço. Local: Rua Ubajara n 2222, próximo a subestação em CAUCAIA – Grande Fortaleza, próximo da Rodoviária Antônio Bezerra.
Sendo acolhida feita pela família Redentorista na pessoa de Pe. Júlio Ferreira – o qual será assessor/moderador.
Participam do Encontro os comunicadores indicados pela Coordenação de CEBs de cada Regional do Nordeste e os membros da Equipe de Comunicadores Populares das CEBs – Nordeste, membros da Coordenação Executiva para o VIII Nordestão (comunicação - indicados) Diocese de Iguatu e o coordenador da PASCOM Regional Nordeste – I / CNBB – CE.
Para os membros dos Regionais de CEBs que pela distância e custo de viagem, será facultativa a participação presencial, porém solicita-se que esteja na sintonia em tempo real via on-line através das mídias sociais. Como também a participação efetiva por teleconferência a partir das 15hs do dia 29, pelos canais/aplicativos: WhatsApp e ou Skype.
Desde já um agradecimento geral a todos pela contribuição, participa e Ação.
José Batista da Silva – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste.
INFORMAÇÕES ADICICONAIS COM:
• José BATISTA: 88 - 9 99269330 – J. do Norte
• Aurélio: 85 8404-9225 – Fortaleza
• Felix Sousa - 88 8116-4943 – Iguatu
• Pe. Júlia Ferreira - 85 9906-7039 – Caucaia / Fortaleza
LEMA: Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra.
OBJETIVO GERAL: Contribuir para o fortalecimento das CEBs no compromisso do Bem Viver
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Celebrar a memória da caminhada trazendo presente nossos mártires e profetas
- Construir pistas de ação das CEBs do Nordeste na busca da vida plena;
- Qualificar a atuação das lideranças através de estudos temáticos
- Favorecer trocas de experiências do Bem Viver das comunidades da grande região Nordeste;
- Fortalecer a caminhada ecumênica/interreligiosa a partir do cuidado com a casa comum;
COMVOCAÇÃO:
Regional Nordeste I – Ceará
• Aurélio Araújo - Fotografia
• Marcos Moreira - Rádio
• Félix Souza – Equipe executiva / Iguatu
• - Equipe executiva / Iguatu
• José Batista – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste
• Alex Ferreira – PASCOM Regional CNBB
• Pe. Júlio Ferreira – Jornalista – assessoria
• Rozelia Costa – Fotografia
Regional Nordeste II – RN, PB, PE, AL
• Fernanda Melo – Articuladora Regional / Comunicação.
• Chico Malta – Jornal das Comunidades.
Regional Nordeste III
• Moura – Articuladora Regional / Comunicação
Regional Nordeste IV – Piauí
• Biel / Emanuel Ramos – Jornalista
• Eliane Carneiro – comunicadora (a confirmar)
Regional Nordeste V
• César Soeiro – Rádio
• Neguim / Antônio Alves – Rádio
OBS: a medida que forem confirmado participação de outros colaboradores indicados e/ou convidados, serão acrescentados na lista.
22 novembro, 2019
Dia Nacional dos Cristãos Leigas e Leigos – 24/11/2019
Amados irmãos, amadas irmãs,
Cristãos, leigos e leigas, espalhados Brasil,
graça e paz!
No próximo domingo vamos celebrar a solenidade
de Cristo Rei do Universo. Neste dia também a Igreja no Brasil celebra o Dia
Nacional dos Cristãos Leigas e Leigas. Como presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para o Laicato da CNBB quero cumprimentar a todos pelo protagonismo na
evangelização. Isto acontece por meio do testemunho de fé, no cotidiano da
vida. Também na vida profissional, na participação nos espaços eclesiais, como
a animação de comunidades eclesiais, nas pastorais sociais, nos movimentos eclesiais
e associações laicais, nas comunidades novas e nas ações coletivas organizadas
na sociedade.
Neste ano, a Igreja no Brasil refletiu na sua
Campanha da Fraternidade o tema das Políticas Públicas. Merece destaque o forte
chamado da presença cristã e, de modo especial dos cristãos leigos, nos
aerópagos modernos: na família, no mundo do trabalho, na política, na economia,
no meio ambiente, na cultura, na educação, na comunicação e em muitos outros
lugares desafiadores. Acompanhar esta presença dos cristãos leigos na Igreja e
na sociedade, ser presença de comunhão, oferecer formação junto a esses homens
e mulheres de fé, em seus espaços de missão, é a missão da Igreja, é a missão
da CNBB é a minha missão como presidente da Comissão do Laicato.
Quero agradecer a todos e todas pelo
testemunho e pela alegria com que vocês vivem a vocação batismal e o testemunho
de serem sujeitos eclesiais na Igreja e também na sociedade. Quero desejar a
todos uma frutuosa celebração no Dia Nacional dos Cristãos Leigos.
Um grande abraço e minha bênção a todos!
Dom Giovane Pereira de Melo
Bispo de Tocantinópolis (TO)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para
o Laicato
21 novembro, 2019
Dom Anuar Battisti - Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá
Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá
Maringá, 20 de novembro de 2019
Depois de 15 anos como Arcebispo desta Arquidiocese de
Maringá, o Santo Padre, o Papa Francisco, aceitou o meu pedido de renúncia, por
motivos de saúde.
Aos 10 anos de idade entrei para o seminário e minha vida
sempre foi dedicada à Igreja. Sou muito feliz em ter feito esta escolha. Nunca
me queixei do cansaço que as atividades inerentes ao episcopado provocam.
Sempre procurei fazer o melhor, mesmo em meio às
adversidades. Além de pastorear por seis anos a Igreja de Toledo e 15 em
Maringá, servi por oito anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na
Comissão de Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, como também por oito anos,
não consecutivos, servi a Igreja na América latina, através do Departamento de
Ministérios e Vocações do Conselho Episcopal latino-americano, com sede em
Bogotá.
Como Arcebispo de Maringá tive a graça de ordenar 45
diáconos permanentes, 37 padres e três bispos do clero de Maringá. Tudo isso
fruto de uma Igreja organizada que herdei dos meus antecessores, Dom Jaime Luiz
Coelho, Dom Murilo Krieger e Dom João Braz de Aviz.
Pela primeira vez na história desta Igreja, neste ano e no
próximo serão ordenados oito novos padres. Um número expressivo que mostra a
força da oração pelas vocações na nossa Igreja.
Esta Igreja particular tem características especiais. O
Censo de 2010, divulgado em 2011, nos revelou que Maringá teve um aumento de
14% no número de católicos.
Tenho inúmeros motivos para dizer que a Arquidiocese de
Maringá é especial. As nossas pastorais, movimentos e organismos são de uma
organização exemplar.
Trabalhamos muito.
Nestes 15 anos crismei mais de cinquenta e duas mil pessoas.
Criamos sete paróquias:
Paróquia Nossa Senhora do Rosário; paróquia Santo Expedito;
paróquia Imaculada Conceição em Uniflor; paróquia Santa Paulina; paróquia Santa
Teresa de Jesus, em Marialva; paróquia Santa Clara e paróquia Santa Terezinha
do Menino Jesus, em Mandaguaçu.
Diversas obras foram feitas, como a reforma do centro de
Formação Bom Pastor; reforma do auditório São João Paulo II; reforma da capela
do Seminário Arquidiocesano; criação da casa do padre idoso, que tem acolhido
os nossos queridos sacerdotes. Retomamos a administração do Albergue Santa
Luiza de Marillac. Enfim, muitas obras físicas e espirituais, todas feitas sob
a ação e força do Espírito de Deus.
Chiara Lubich disse certa vez que “a caneta não sabe o que
deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o
que deverá esculpir. Quando Deus toma em suas mãos uma criatura, para fazer
surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida não sabe o que deverá fazer.
É um instrumento”.
Foi isso que Deus fez comigo. Eu não tinha capacidade
nenhuma de ser padre, bispo. Mas Deus quis. Foi Ele que me fez o que eu sou. Só
tenho gratidão por tanta coisa realizada.
Olhando para o passado, pergunto: Como fiz tudo isso? Só
tenho resposta se eu projetar o meu olhar para Jesus.
Diante desta bela história, reconheço que chegou o momento
de deixar o governo da Arquidiocese de Maringá. Nos últimos meses meu corpo
físico já tem dado sinais de esgotamento, e a orientação médica é para diminuir
o ritmo de vida, por isso pedi ao Santo Padre a renúncia ao governo da
Arquidiocese, passando a ser Arcebispo Emérito. Deixo o lugar para outro com
mais disposição, capaz de governar esta Igreja particular com o vigor
necessário.
Talvez poucas pessoas saibam, mas antes de eu vir para
Maringá, ainda em Toledo, em 2002, sofri um derrame cerebral. As sequelas foram
quase que imperceptíveis. Consegui me recuperar do processo cirúrgico, mas a
recomendação médica era que eu deveria evitar sobrecarga de trabalho e
estresse. O que não aconteceu, porque em 2004 fui nomeado Arcebispo nessa bela
e querida Maringá.
No ano passado, fui submetido a uma angioplastia e também à
retirada da vesícula. Nas últimas semanas, comecei a ter vários apagões,
momentos em que chego a perder a consciência em alguns compromissos, inclusive
nas celebrações.
Não foi fácil tomar essa decisão, mas é o melhor para mim e
para a Igreja.
Lembro aqui o Papa Bento XVI que, ao renunciar o ministério
de Bispo de Roma, disse: “verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o
amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço
perdão por todos os meus defeitos”.
A partir de hoje, não respondo mais pelo governo desta
Arquidiocese. Tudo agora passa a ser de responsabilidade do Administrador
Apostólico, meu irmão no episcopado, Dom João Mamede, Bispo de Umuarama,
pertencente a nossa Província Eclesiástica. De agora em diante Maringá é “sede
vacante”, até que o Santo Padre nomeie o novo Arcebispo de Maringá.
Estarei sempre em oração para que este período de transição
seja iluminado pela força renovadora do Espírito Santo de Deus.
Nesta vida ninguém perde nada. Ou se ganha ou aprende.
Aprendi que o poder e o governo da Igreja não é tudo, pois a essência do
episcopado é amar e servir. Isso vai continuar sendo o meu único programa de
vida.
Continuarei servindo a Igreja, ministrando os sacramentos,
sendo presença de pai que ama, vive, sente e caminha com o Povo de Deus.
Ninguém pode impedir de amar.
Fica aqui meu carinho, amor, respeito, gratidão a todos
vocês.
Lembrem-se: Deus é misericórdia, Deus é amor. Somos chamados
a celebrar a misericórdia. Sem misericórdia não se constrói nada.
Como diz o Papa Francisco “não podemos esquecer que cada um
traz consigo a riqueza e o peso da sua própria história, que nos distingue de
qualquer outra pessoa. A nossa vida, com as suas alegrias e os seus
sofrimentos, é algo único e irrepetível que se desenrola sob o olhar
misericordioso de Deus” (Misericórdia et misera, 14).
Rezem por mim. Eu sempre rezarei por vocês.
Por intercessão de Nossa Senhora da Glória, padroeira da
Arquidiocese de Maringá, Deus Pai vos abençoe sempre!
Dom Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá.
20 novembro, 2019
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