15 março, 2020

15 de março data em que se deu o início!


15 de março data em que se deu o início!

Quinze de março se deu o início que se deu após alguns bons anos outro início.

Passado o período de nove meses de gestação no útero de Esmeraldina Fonte Veloso, nascia um lindo bebê, uma menina, que recebeu o nome de Ivete Isabel.

O tempo foi passando e esse bebê cresceu, tornou-se mulher, uniu-se ao um homem, juntos na pobreza e dificuldades, erros e acertos, dores, tristezas, alegrias e na fé construíram uma família, na qual, eu a última a ser gerada, iniciei a minha vida, graça a mulher que no dia quinze de março nasceu com a graça de Deus.

Hoje celebramos o nascimento de minha santa mãezinha, que no dia primeiro de novembro de 2019 o nosso Deus a levou para junto com Ele ficar.

Quinze de março, data em que tudo começou.


Bendito Poco





Canto: Bendito Poço 

Bendito poço, na beira da estrada. Que aproxima quem está cansado e quem busca água. Bendita hora do meio dia. Hora na vida daquela mulher da Samaria. Bendito moço, que pede água. Embora ela tente um jeito de desconversar. Passo a passo, momento a momento, oferta da água que jorra de dentro e se faz fonte a transbordar. (bis)


Quando se desce às águas profundas do coração. Falham sistemas, rompem-se esquemas, discriminação. E acontece a beleza suprema da comunhão. Fonte de vida eterna, alegria da salvação. (bis)

Bendito balde, ficou na saudade, pois a mulher agora encontrou a sua verdade. Bendito Mestre, ternura e perdão. Cria, renova e devolve alegria ao coração. Bendito anúncio, venham pra ver. Disse-me tudo que eu fiz com tanto amor. Foram e viram e acreditaram. Fica conosco, ficou confirmaram: Ele é mesmo o Salvador. (bis)

13 março, 2020

Agora a pouco a páscoa de minha amada Tia Conceição.


Para os braços amoroso de nosso Deus ela foi.
A dor da separação é muito forte.
Nosso Deus nos dá força. Jesus nos acalma com sua Palavra: “Eu o ressuscitarei no último dia”.
Com o nosso Deus ela está.

Cumpre-se o pior temor do Papa: o coronavírus chega a Lesbos e ameaça milhares de refugiados

O alarme disparou no último domingo, 08-03, quando se confirmou o primeiro caso de contágio de coronavírus na ilha grega de Lesbos, onde se aglomeram dezenas de milhares de refugiados, tanto no acampamento de Moria quanto nos arredores.
A reportagem é publicada por Vida Nueva, 12-03-2020.
Trata-se de um cidadão grego que voltava de uma viagem a Israel, porém se desatou o pânico em todas as entidades sociais comprometidas com os refugiados, em sua maioria sírios que fogem da guerra, entre os quais há inúmeras crianças sem nenhum tipo de acompanhamento familiar.


Estrutura mínima

Muitas ONGs tiveram que suspender suas atividades, e outras, como a Médicos sem Fronteiras, veem-se obrigadas a manter a estrutura básica. “Temos menos atividade e menos assistentes. Desde a semana passada, estivemos aplicando os protocolos de segurança que utilizam em países em guerra”, confirmou um dos porta-vozes do MSF, Maurizio Debanne, em declarações à Agencia Sir.
Como se fosse pouco, essa crise se solapa com a qual se desatou depois da decisão da Turquia de abrir suas portas para pressionar a União Europeia com uma chegada maior de refugiados a seus estados-membros, o que teve sua primeira grande resposta em sua fronteira com a Grécia que, ao mesmo tempo, suspende durante um mês o direito dessas pessoas a solicitar asilo. Algo que foi tachado de ataque aos direitos humanos por parte das entidades sociais presentes na zona.

Consequências desastrosas

É o caso do Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) da Europa, que mandou uma carta aos principais dirigentes europeus na qual lamentam que “este jogo, jogado pelos poderosos, está pondo em risco vidas humanas inocentes. Deve deter-se agora. A essa mistura já volátil se acrescenta um pânico crescente sobre o coronavírus. Com a falta de atenção médica nos acampamentos críticos, as ONGs temem que um surto tenha consequências desastrosas”.
papa Francisco, em suas últimas intervenções públicas, levantou a voz diante a esse drama, pedindo para se centralizar as atenções aos refugiados, que fogem da guerra, da perseguição e “das doenças”.
Fonte: IHU

11 março, 2020

Pedir a Deus a graça de ter sempre sede de justiça


Audiência: pedir a Deus a graça de ter sempre sede de justiça

"Que o Senhor nos dê esta graça, de ter esta sede de justiça, que é a vontade de encontrar, de ver Deus e de fazer o bem aos outros", disse o Papa ao realizar a Audiência Geral na Biblioteca do Palácio Apostólico.
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Da Biblioteca do Palácio Apostólico, o Papa Francisco realizou a Audiência Geral nesta quarta-feira (11/03). Sem fiéis, sem peregrinos, sem abraços e afagos nas crianças e com os telões na Praça São Pedro desligados, já que a mesma está fechada.

Transmitida ao vivo pelo portal do Vatican News e pelas redes sociais, a Audiência se realizou como de costume: com os locutores em várias línguas lendo o salmo inicial e o resumo da catequese ao final.

As injustiças ferem a humanidade
O Pontífice deu continuidade ao ciclo sobre as bem-aventuranças e hoje meditou sobre a quarta delas: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”

Fome e sede são necessidades primárias, dizem respeito à sobrevivência. Mas fome e sede de justiça falam de outra exigência vital e não se trata de vingança.

“Certamente, as injustiças ferem a humanidade; a sociedade humana tem urgência de equidade, de verdade e de justiça social; recordam que o mal sofrido pelas mulheres e pelos homens do mundo chega até o coração do Pai. Qual pai não sofreria pela dor dos seus filhos?”

Mas a fome e a sede de justiça de que fala o Senhor, prosseguiu o Papa, é ainda mais profunda do que a legítima necessidade de justiça humana que todo homem carrega em seu coração.

No próprio “sermão da montanha”, Jesus fala de uma justiça maior do que o direito humano, dizendo: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5,20). É a justiça que vem de Deus (cfr 1 Cor 1,30).

Em todo coração, há sede de verdade
Nas Escrituras, há uma sede ainda mais profunda do que aquela física. Como diz o Salmo 63, a nossa alma tem sede de Deus, como terra deserta, árida, sem água. Santo Agostinho expressou o que significa esse desejo, quando afirmou que o nosso coração permanece inquieto até repousar em Deus.

“Em todo coração, até mesmo na pessoa mais corrupta e distante do bem, está escondido um anseio rumo à luz, mesmo se sob os escombros de enganos e erros, há sempre a sede de verdade e de bem, que é a sede de Deus. É o Espírito Santo que suscita esta sede.”

Por isso a Igreja é enviada a anunciar a todos a Palavra de Deus, porque o Evangelho de Jesus Cristo é a maior justiça que se possa oferecer ao coração da humanidade, que é uma sua necessidade vital, mesmo que não perceba.

Abrir mão do que é secundário
Cada pessoa é chamada a redescobrir o que conta realmente, daquilo que realmente necessita, o que faz viver bem e, ao mesmo tempo, o que é secundário e aquilo que, tranquilamente, podemos abrir mão.

Nesta bem-aventurança, Jesus anuncia que há uma sede que não será desiludida, porque corresponde ao coração próprio de Deus e à semente que o Espírito Santo semeou em nossos corações. Francisco concluiu:

"Que o Senhor nos dê esta graça, de ter esta sede de justiça, que é a vontade de encontrar, de ver Deus e de fazer o bem aos outros."

Fonte: Vatican News

10 março, 2020

Vaticano. Triplicou o número de mulheres em altos cargos


Francisco também declarou sua abertura a uma mulher como Prefeita da Secretaria de Economia, ainda que ao final tenha escolhido um padre – o jesuíta Juan Antonio Guerrero Alves – para suceder o cardeal George Pell.
Atualmente, quatro mulheres possuem altos cargos na Cúria vaticana.
Mulheres à frente de dicastérios: o próximo desafio de Francisco que aterroriza a Cúria.
A reportagem é de Gudrun Sailer, publicada por Vatican News, 07-03-2020.
Nos últimos dez anos, tanto o número absoluto quanto a porcentagem de mulheres no total de funcionários que servem ao Papa e à Santa Sé cresceram. Em 2010, sob o Pontificado de Bento XVI, 4.053 pessoas estavam empregadas, incluindo 697 mulheres, cerca de 17%. Em 2019, no entanto, a Santa Sé e a Cidade do Vaticano empregavam 4.618 funcionários, dos quais 22% (1.016) eram mulheres.
O que particularmente chama a atenção nesta década é o aumento do número de mulheres que trabalham na Santa Sé, ou seja, na Cúria Romana com todas as suas entidades que ajudam o Papa na administração da Igreja universal.
Em 2010, 385 mulheres trabalhavam na Santa Sé, em 2019 já havia 649. Sua participação no total de funcionários da Santa Sé aumentou de 17,6 para mais de 24% na última década.
Por outro lado, no Estado da Cidade do Vaticano, o aumento da presença feminina nos últimos dez anos foi mais discreto e diz respeito principalmente a posições menos qualificadas, como a equipe de vendas em museus. Com uma exceção notável: em 2016, o Papa Francisco nomeou a historiadora de arte italiana Barbara Jatta diretora dos Museus Vaticanos. A decisão também causou sensação no mundo da arte internacional, já que nenhum outro museu dessas dimensões e importância tem uma mulher à frente. As coleções de arte dos Papas estão entre os cinco museus mais visitados do mundo.

Quatro mulheres no topo

Mas, sobretudo na Santa Sé, o Papa Francisco colocou mais mulheres em posições de destaque. O nível mais alto que as mulheres da Cúria alcançaram até agora é o de subsecretária, uma figura que pertence à equipe de gestão de um dicastério, geralmente composta por três a quatro membros. Francisco dobrou o número de subsecretárias, passando de duas para quatro. Em janeiro de 2020, a última nomeação neste quesito, precisamente a italiana Francesca Di Giovanni como subsecretária na Seção para as Relações com os Estados, um cargo de recente criação.
Em 2017, Francisco nomeou duas subsecretárias simultaneamente no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Gabriella Gambino e Linda Ghisoni. Ambas são mães de famílias com filhos, uma novidade para o Vaticano nesses níveis de responsabilidade.
A religiosa espanhola Carmen Ros Nortes trabalha como subsecretária na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, a terceira mulher a exercer essa função. Enrica Rosanna, que a antecedeu, foi nomeada pelo Papa João Paulo II em 2004, uma surpresa para muitos observadores: até então os subsecretários eram sempre sacerdotes.

Mulheres em posição de liderança na Cúria triplicaram em dez anos

Também no Dicastério das Comunicações do Vaticano, onde o número de leigos é alto em comparação com outros setores da Santa Sé, duas mulheres ocupam posições de liderança. A eslovena Natasa Govekar é chefe do Departamento Teológico-Pastoral, e a brasileira Cristiane Murray é vice-diretora da Sala de Imprensa do Vaticano.
No final de 2019, um total de oito mulheres, e agora nove com Francesca Di Giovanni, ocupam posições de particular responsabilidade na Santa Sé, acima do décimo nível de remuneração no Vaticano. Dez anos atrás, havia apenas três. Em outras palavras, o número de mulheres em cargos de chefia na Cúria Romana triplicou em dez anos.

Nem todos os prefeitos devem ser sacerdotes

No total, cinco dos 22 escritórios mais importantes da Cúria (Secretaria de Estado, Secretaria de Economia, três Dicastérios, nove Congregações, cinco Conselhos, três Tribunais) têm agora mulheres na equipe administrativa.
Nenhum Pontífice nomeou uma liderança feminina para o topo de um dicastério. Necessariamente o prefeito não deve ser sacerdote, como demonstrado pelo Papa Francisco em 2018 quando nomeou o leigo Paolo Ruffini como prefeito do Dicastério para a Comunicação. Ou seja, pode ser um leigo, ou quem sabe uma mulher.
Francisco também havia declarado sua abertura a uma mulher como prefeito da Secretaria para a Economia, embora no final tenha escolhido um sacerdote - o jesuíta Juan Antonio Guerrero Alves - para suceder o cardeal George Pell.
Papa Francisco, que chegará aos sete anos de Pontificado em poucos dias, disse repetidamente que a Igreja Católica precisa de mais mulheres em posições de liderança. Em seu território, no Vaticano e na Cúria Romana, está gradualmente preparando o terreno para isso. No entanto, Francisco sempre enfatiza que as nomeações por si só não são suficientes: as mulheres são mais, "misticamente mais" do que uma posição, mesmo que importante, na Igreja Católica. Sobre isso se deveria refletir de forma ainda mais aprofundada, diz o Papa Francisco.

Nota

Nesta panorâmica, estão incluídas as equipes das Pontifícias Obras Missionárias. Em vez disso, não estão concluídos os dados da Congregação para a Evangelização dos Povos. Ambas as unidades pertencem à Santa Sé, mas cada uma tem sua própria administração. Da Congregação para a Evangelização dos Povos, no entanto, foi possível determinar os dados referentes a 2019: lá trabalham 55 mulheres, o que corresponde a 20,4% das mulheres.
Fonte: IHU

Para refletir


“Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.”



Em 2022, XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco para o mês de outubro de 2022  será sobre Igreja e sinodalidade

“Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.”

Papa Francisco por ocasião dos 50 anos da instituição do Sínodo dos bispos, em 17 de outubro de 2015, pronunciou essas palavras:

 “Aquilo que o Senhor nos pede, de certo modo está já tudo contido na palavra Sínodo. Caminhar juntos – leigos, pastores, Bispo de Roma – é um conceito fácil de exprimir em palavras, mas não é assim fácil pô-lo em prática”.

“O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milénio. (Papa Francisco, 17 de outubro de 2015)”

Uma pirâmide invertida

A sinodalidade destacou ainda em 2015 o Papa, oferece “o quadro interpretativo mais apropriado para compreender o próprio ministério hierárquico”.

“Se compreendermos que, como diz São João Crisóstomo, Igreja e Sínodo são sinônimos, entenderemos também que dentro dela ninguém pode ser elevado acima dos outros”. “Pelo contrário – explicou o Santo Padre –, na Igreja, é necessário que alguém se abaixe pondo-se ao serviço dos irmãos ao longo do caminho.”

Jesus constituiu a Igreja, colocando no seu vértice o Colégio Apostólico, no qual o apóstolo Pedro é a rocha.  Mas nesta Igreja, como numa pirâmide invertida, o vértice encontra-se abaixo da base. Por isso, observou Francisco, quem exerce a autoridade chama-se ministro, porque, segundo o significado original da palavra, são os menores no meio de todos.

Níveis de sinodalidade

O primeiro nível de exercício da sinodalidade se realiza nas Igrejas particulares. O segundo nível é o das Províncias, das Regiões Eclesiásticas e das Conferências Episcopais. O último nível é o da Igreja universal. “Aqui o Sínodo dos Bispos, representando o episcopado católico –, recordou o Papa – torna-se expressão da colegialidade episcopal dentro duma Igreja toda sinodal.”

Sínodo e sinodalidade

Inspirando-se nas palavras do Papa por ocasião dos 50 anos da instituição do Sínodo dos bispos, a Comissão Teológica Internacional conduziu, em 2018, um estudo sobre a sinodalidade na vida e na missão da Igreja. Sínodo – lê-se no documento – é uma palavra antiga na tradição da Igreja. É composta pela preposição σύν (com) e do substantivo ὁδός (caminho). Indica o caminho feito com o Povo de Deus. Desde os primeiros séculos, são designadas com a palavra “sínodo” as assembleias eclesiais convocadas em vários níveis para discernir, à luz da Palavra de Deus, questões doutrinais, litúrgicas, canônicas e pastorais. O termo sinodalidade indica “o específico modus vivendi et operandi da Igreja Povo de Deus, que manifesta e realiza concretamente o seu ser comunhão no caminhar juntos, em reunir-se em assembleia e na participação ativa de todos os seus membros na sua missão evangelizadora”.

Com informação do Vatican News

09 março, 2020

Uma tarde gostosa e dinâmica – 8º Intereclesial das CEBs do Paraná



Uma tarde gostosa e dinâmica

Somos em 46 representantes da Arquidiocese de Maringá no 8º Intereclesial das CEBs do Paraná, nos encontramos e juntos fizemos à tarde do domingo oito de março de dois mil e vinte ser diferente. Foi gostosa e dinâmica, fortalecendo laços fraternos e encaminhamentos e orientações.

Papa Francisco tem nos ensinado que as/os cristãos são um tesouro pessoal para Deus que cuida, protege e a quem se junta em uma relação muito forte de amor e, portanto, nunca foi indiferente ao seu sofrimento.

Francisco nos provoca ao ensinar que precisamos sair de nós mesmos para irmos “as periferias, não somente as geográficas, mas aquelas existenciais - do mistério do pecado, da dor da injustiça, da ignorância, da falta de fé, do pensamento, de todas as formas de miséria.”

Provocadas e provocados por papa Francisco e toda mística que envolve o oitavo intereclesial das CEBs, através de uma dinâmica impulsionada pela canção “Eu só peço a Deus”, cantada por Mercedes Sosa partilhamos e suplicamos ao nosso Deus, para que não fiquemos indiferentes a dor, sofrimento, sonhos e alegrias das juventudes, das mulheres e do povo oprimido e marginalizados, descartadas e descartados da sociedade.

O encontro foi em um dial especial, marcado por dores, angústias, inquietações, lutas, conquistas e sonhos, oito de março Dia Internacional da Mulher, encerramos o momento com uma confraternização e a presença amiga de nossa Mãe Mulher com a Ave Maria.

Oitavo Intereclesial das CEBs do Regional Sul II, o Paraná
18 a 21 de abril de 2020 em Apucarana
Tema: CEBs: Igreja em saída na defesa da vida das Juventudes.
Lema: O meu desejo é a Vida do meu povo. (Ester7, 3)

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

Mulheres Sem Terra ocupam Ministério da Agricultura



A ação visa denunciar as políticas nefastas do governo Bolsonaro em relação à economia, terra e agricultura.
Durante a ação, as trabalhadoras denunciam a realização de uma distribuição de titularidades individuais dos lotes de terra para os assentados de reforma agrária, a chamada titularização das terras, que visa a privatização das áreas; os cortes nos investimentos públicos; e a liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro.

Leia a matéria completa no site do MST


O protesto faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, realizado desde domingo (8) no Distrito Federal. Até a publicação desta reportagem, o G1 aguardava o posicionamento do governo federal sobre a ocupação do prédio.

Leia a matéria completa no G1

08 março, 2020

Casos de feminicídios no Brasil aumentam em 7,3%, quando comparados com 2018


O Dia Internacional da Mulher ocorre neste domingo, dia 8 de março. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1975, com a finalidade de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas. Em reflexão à necessidade desse dia, o Monitor da Violência, parceria do site de notícias G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que, em 2019 houve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídios no Brasil, quando comparado com 2018. 

Segundo o levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal, foram 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – média de uma a cada 7 horas. Este é o maior número já registrado desde que a Lei do Feminicídio entrou em vigor, em 2015. Os estados com a maior taxa de feminicídios são Acre e Alagoas: 2,5 a cada 100 mil. 


Entenda a Lei do Feminicídio

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a mudança na penalização dos assassinatos femininos para homicídio qualificado determinou penalidades mais duras e inafiançáveis aos casos que envolverem violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.

A Lei n. 13.104/2015 (Lei do Feminicídio) incluiu o assassinato de mulheres na lista de crimes hediondos (Lei n 8.072/1990), como já ocorre em casos de genocídio e latrocínio, cujas penas previstas pelo Código Penal são de 12 a 30 anos de reclusão. No Brasil, o crime de homicídio (assassinato) prevê pena de seis a 20 anos de reclusão. No entanto, quando for caracterizado feminicídio, a punição parte de 12 anos de reclusão.

A Lei prevê também que se o crime for praticado durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto, a pena deve ser aumentada de um terço até a metade. O aumento da penalidade incidirá ainda se for cometido contra menor de 14 anos de idade, maior de 60 anos de idade, portadoras de deficiência ou na presença de descendente ou ascendente da vítima. Sendo crime hediondo, o regime inicial de cumprimento da pena é o fechado e somente pode haver progressão para um regime menos rigoroso quando for cumprido no mínimo 2/5 da pena, se o criminoso for primário, e de 3/5 se for reincidente.

Brasil é o 5º país em mortes violentas de mulheres no mundo

O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres. Em comparação com países desenvolvidos, aqui se mata 48 vezes mais mulheres que o Reino Unido, 24 vezes mais que a Dinamarca e 16 vezes mais que o Japão ou Escócia. 

Maiores vítimas são negras 

De acordo com os dados do Mapa da Violência 2015, a taxa de assassinato de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864 (em 2003) para 2.875 (2013). O número de crimes contra mulheres brancas, em compensação, caiu 10% no mesmo período, de 1.747 para 1.576.

Fonte: CNBB (Foto de capa: Getty Images/iStockphoto)

07 março, 2020

Fio lilás, máquinas, ritmos, dons, ano 1857.

Seu último labor, tecer o fio lilás, o fio da morte.




Fio lilás, máquinas, ritmos, dons, ano 1857.

Incansáveis, mulheres teciam fios para o seu sustento. Opacas janelas, portas fechadas, ambiente insalubre, úmido. São oprimidas; ir ao banheiro, beber água, não podiam. Luz apagada, agonia, tristeza, dor. Insensíveis às reivindicações, os patrões, lacraram as portas da fábrica, atearam fogo; asfixiadas, morrem carbonizadas. Só queriam viver dignamente, estar com seus filhos e maridos, poder respirar e amar. Seu último labor, tecer o fio lilás, o fio da morte.

(Janira Carneiro Silva, IM em Vila Floresta, 3ª RE)  

Hoje para relaxar uma tarde, com colegas jogando capoeira.


Capoeira “... arte cheia de nuanças que sobreviveu à perseguição dos poderosos, mesclando-se de quantas formas fossem necessárias para sua preservação (...) comparando-se, a um camaleão, que muda de cor conforme a situação”. (Areias, 1984).


06 março, 2020

“Certas realidades da vida só se veem com os olhos limpos pelas lágrimas”


Minha mãe

Minha mãe
Tem hora que bate uma saudade..


MUDADORES 2020 - Maringá/Pr - 10 palestras com histórias incríveis para inspirar sua vida!















MUDADORES 2020 - Maringá/Pr - 10 palestras com histórias incríveis para inspirar sua vida!


Histórias incríveis.
Um dia pra sorrir, abraçar, aprender e viver.


DESCRIÇÃO DO EVENTO
Conferência MUDADORES 2020

Dando voz para anônimos que tem mudado as dores dos outros com amor.

Av. Itororó, 111 - Maringá, PR
14 de março de 2020, 08h30 às17h

Programação:

8h30 - Oração
8h40 - Abertura Cultural

8h50 - Marcia Renata Tessarollo (palestrante) - Testemunho - Desacelere! Viver x Câncer de mama- Campinas/SP

9h15 - Dr Luís Renato Manfredini Hapner (médico e colaborador) - Atendimento multidisciplinar a crianças e adolescentes - APMIF São Rafael - Maringá/PR

9h40 - Ana Cláudia Tofalini (coordenadora)- Apoio ao Fissurado  Lábio Palatal - AFIM - Maringá/PR

10h05 - Intervalo/Café

10h20 - Julio César Borges (especialista em dependência química) - Prevenção ao uso de drogas nas escolas - Projeto Escolhas - Campinas/SP

11h20 - Erick Alexander Ortunõ (fundador e presidente) - Migrantes Internacionais - Instituto Sendas - Maringá/PR

12h00 - Almoço

14h00 - Marco Aurélio Ghislandi (diretor geral) - Educação - Marista Escola Social Anita Cordeiro - Paiçandu/PR

14h30 - Maurício e Rafael Carvalho (pai e filho) - Inclusão Síndrome de Down - Maravilha Máxxima - Campinas/SP

15h30 - Intervalo/Café

15h45 - Lidyane Roncolatto (educadora física) - Crianças em situação de vulnerabilidade -  Pescadores de Vidas - Sarandi/PR

16h10 - Arielly Malheiros Caruzzo (coordenadora) -  Atividade física adaptada - PROAFA (UEM) - Maringá/PR

16h35 - Shayene Vailant Mariano (psicóloga) - Apoio e acolhimento de gestantes - Lar Preservação da Vida - Maringá/PR

17h00 - Agradecimentos e Surpresa final

Mensagem do Santo Padre Francisco Para a XXXV Jornada Mundial da Juventude

Mensagem do Santo Padre Francisco Para a XXXV Jornada Mundial da Juventude
(Domingo de Ramos, 5 de abril de 2020)

 «Jovem, Eu te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14)»

Queridos jovens,

No mês de outubro de 2018, através do Sínodo dos Bispos dedicado ao tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, a Igreja lançou um processo de reflexão sobre a vossa condição no mundo atual, a vossa busca de um sentido e um projeto na vida, a vossa relação com Deus. Depois, em janeiro de 2019, encontrei centenas de milhares de coetâneos vossos de todo o mundo, reunidos no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude. Acontecimentos como estes – Sínodo e JMJ – manifestam uma dimensão essencial da Igreja: o «caminhar juntos».

Nesta caminhada, sempre que alcançamos um marco importante, somos desafiados por Deus e pela própria vida a pôr-nos novamente em marcha. Vós, jovens, sois especialistas nisto! Gostais de viajar, cruzar-vos com lugares e rostos nunca vistos antes, viver novas experiências. Por isso, como destino da vossa próxima peregrinação intercontinental em 2022, escolhi a cidade de Lisboa, capital de Portugal. De lá, nos séculos XV e XVI, inúmeros jovens, incluindo muitos missionários, partiram para terras desconhecidas a fim de partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações. O tema da JMJ de Lisboa será: «Maria levantou-Se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39). Nos dois anos que precedem o Encontro, pensei em refletir juntamente convosco sobre outros dois textos bíblicos: «Jovem, Eu te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14)», em 2020, e «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste! (cf. At 26, 16)», em 2021.

Como podeis ver, o verbo comum aos três temas é levantar-se. Esta palavra possui também o significado de ressuscitar, despertar para a vida. É um verbo frequente na Exortação Christus vivit (Cristo vive), que vos dediquei depois do Sínodo de 2018 e que, juntamente com o Documento Final, a Igreja vos oferece como um farol para iluminar as sendas da vossa existência. Espero de todo o coração que o caminho que nos levará a Lisboa coincida em toda a Igreja com um forte empenho na concretização destes dois documentos, orientando a missão dos animadores da pastoral juvenil.

Passemos agora ao nosso tema deste ano: Jovem, Eu te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14). Já citei este versículo do Evangelho na Exortação Christus vivit: «Se perdeste o vigor interior, os sonhos, o entusiasmo, a esperança e a generosidade, diante de ti está Jesus, como parou diante do filho morto da viúva, e o Senhor, com todo o seu poder de Ressuscitado, exorta-te: “Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!”» (n. 20).

Neste texto, vemos que Jesus, ao entrar na cidade de Naim, na Galileia, se depara com um cortejo fúnebre acompanhando à sepultura um jovem, filho único duma mãe viúva. Tocado pelo sofrimento angustiado daquela mulher, Jesus faz o milagre de lhe ressuscitar o filho. Entretanto o milagre tem lugar depois duma série de atitudes e gestos: «Vendo-a, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: “Não chores”. Aproximando-Se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam» (Lc 7, 13-14). Detenhamo-nos a meditar sobre alguns destes gestos e palavras do Senhor.

Ver o sofrimento e a morte

Jesus pousa um olhar atento, não distraído, sobre aquele cortejo fúnebre. No meio da multidão, avista o rosto duma mulher marcado por extremo sofrimento. O seu olhar gera o encontro, fonte de vida nova. Não há necessidade de muitas palavras.

Como é o meu olhar? Vejo com olhos atentos ou como faço ao repassar rapidamente as milhares de fotografias no meu telemóvel ou os perfis sociais? Quantas vezes nos acontece, hoje, ser testemunhas oculares de inúmeros acontecimentos, sem nunca os vivermos ao vivo! Às vezes, a nossa primeira reação é filmar a cena com o telemóvel, talvez esquecendo-nos de fixar nos olhos as pessoas envolvidas.

Ao nosso redor e às vezes mesmo dentro de nós, deparamo-nos com realidades de morte: física, espiritual, emocional, social. Damo-nos conta disso ou limitamo-nos a sofrer as consequências? Haverá algo que possamos fazer para restabelecer a vida?

Penso em tantas situações negativas vividas pelos vossos coetâneos. Por exemplo, há quem arrisque tudo no momento presente com experiências extremas, colocando em perigo a própria vida. Mas há outros jovens que estão «mortos», porque perderam a esperança. Ouvi uma moça dizer: «Vejo que, entre os meus amigos, se perdeu o ímpeto para se comprometer, a coragem de se levantar». Infelizmente, entre os jovens, alastra também a depressão, que pode, em alguns casos, levar à tentação de destruir a própria vida. Há tantas situações onde reina a apatia e o indivíduo se perde num abismo de angústias e remorsos. Inúmeros jovens choram, sem que ninguém ouça o grito da sua alma. Muitas vezes, ao seu redor, o que há são olhares distraídos, indiferentes talvez mesmo de quem esteja a gozar os seus momentos felizes mantendo-se à larga.

Há quem deixe correr os dias na superficialidade, considerando-se vivo quando dentro, na realidade, está morto (cf. Ap 3, 1). É possível encontrar-se aos vinte anos a arrastar uma vida decadente, não à altura da própria dignidade. Tudo se reduz a um «deixar correr», contentando-se com qualquer gratificação: um pouco de diversão, algumas migalhas de atenção e carinho dos outros, etc. Há também um generalizado narcisismo digital, que influencia tanto jovens como adultos. Muitos vivem assim! Alguns deles talvez tenham respirado ao seu redor o materialismo de quem pensa apenas em ganhar dinheiro e estabelecer-se na vida, como se fossem os únicos objetivos da mesma. A longo prazo, irá inevitavelmente aparecer um surdo mal-estar, uma apatia, um tédio de viver, cada vez mais angustiante.

Os comportamentos negativos podem ser provocados também por fracassos pessoais, quando algo que tínhamos a peito e por que nos tínhamos esforçado deixa de progredir ou não produz os resultados esperados. Pode acontecer no campo escolar, ou com pretensões desportivas e artísticas, etc. O fim dum «sonho» pode levar a sentir-se morto. Mas os fracassos fazem parte da vida de todo o ser humano, podendo às vezes revelar-se até uma graça. Com frequência algo que pensávamos nos iria dar felicidade revela-se uma ilusão, um ídolo. Os ídolos pretendem tudo de nós, escravizando-nos; mas nada dão em troca. E no fim desabam, deixando apenas pó e fumo. Neste sentido os fracassos, se fizerem cair os ídolos, são bons, ainda que nos façam sofrer.

Poder-se-ia continuar com outras situações de morte física ou moral em que é possível encontrar-se um jovem, tais como os vícios, o crime, a miséria, uma doença grave, etc. Mas deixo-o para vós refletirdes pessoalmente e tomardes consciência do que causou «morte» em vós ou em alguém próximo de vós, no presente ou no passado. Ao mesmo tempo, lembrai-vos de que aquele jovem do Evangelho – estava realmente morto – voltou à vida, porque foi visto por Alguém que queria que ele vivesse. Isto pode acontecer ainda hoje e todos os dias.

Ter compaixão

Muitas vezes, a Sagrada Escritura refere o estado de ânimo de quem se deixa comover «até às entranhas» pela dor alheia. A comoção de Jesus torna-O participante da realidade do outro. Toma sobre Si a miséria do outro. A dor daquela mãe torna-se a sua dor. A morte daquele filho torna-se a sua morte.

Em muitas ocasiões, vós, jovens, demonstrais que vos sabeis com-padecer. Basta ver como tantos de vós se doam generosamente, quando as circunstâncias o exigem. Não há desastre, terremoto, inundação que não veja grupos de jovens voluntários mostrarem-se disponíveis para socorrer. Também a grande mobilização de jovens que querem defender a criação dá testemunho da vossa capacidade de ouvir o clamor da terra.

Queridos jovens, não deixeis que vos roubem esta sensibilidade. Oxalá ouçais sempre o gemido de quem sofre; oxalá vos deixeis comover por aqueles que choram e morrem no mundo atual. «Certas realidades da vida só se veem com os olhos limpos pelas lágrimas» (Christus vivit, 76). Se souberdes chorar com quem chora, sereis verdadeiramente felizes. Há tantos coetâneos vossos que se veem privados de oportunidades, sofrem violências, perseguições. Que as suas feridas se tornem as vossas, e sereis portadores de esperança neste mundo. Podereis dizer ao irmão, à irmã «levanta-te, não estás sozinho, não estás sozinha», fazendo-lhe experimentar que Deus Pai nos ama e Jesus é a sua mão estendida para nos erguer.

Aproximar-se e «tocar»

Jesus para o cortejo fúnebre. Avizinha-Se, faz-Se próximo. A proximidade impele a ir mais além, cumprindo um gesto corajoso para que o outro viva. Gesto profético é o toque de Jesus, o Vivente, que comunica a vida. Um toque que infunde o Espírito Santo no corpo morto do jovem e reacende as suas funções vitais.

Aquele toque penetra numa realidade de desolação e desespero. É o toque do Divino, que passa também através do amor humano autêntico e abre espaços inimagináveis de liberdade, dignidade, esperança, vida nova e plena. A eficácia deste gesto de Jesus é incalculável: lembra-nos que um sinal de proximidade, mesmo simples mas concreto, pode suscitar forças de ressurreição.

Sim! Também vós, jovens, podeis aproximar-vos das realidades de sofrimento e morte que encontrais, podeis tocá-las e gerar vida como Jesus. Isso é possível, graças ao Espírito Santo, se primeiro fordes tocados vós pelo seu amor, se o vosso coração se deixar enternecer pela experiência da sua bondade para convosco. Ora, se sentirdes dentro de vós esta ternura apaixonada de Deus por cada criatura viva, especialmente pelo irmão faminto, sedento, enfermo, nu, encarcerado, então podereis aproximar-vos como Ele, tocar como Ele e transmitir a sua vida aos vossos amigos que estão mortos por dentro, que sofrem ou perderam a fé e a esperança.

«Jovem, Eu te digo, levanta-te!»

O Evangelho não refere o nome daquele jovem ressuscitado por Jesus em Naim. Isto é um convite ao leitor, para se identificar com ele. Jesus fala a ti, a mim, a cada um de nós e diz: «Levanta-te!». Bem sabemos que também nós, cristãos, caímos e sempre nos devemos levantar. Só quem não caminha é que não cai; mas também não avança para diante. Por isso, é preciso acolher a intervenção de Cristo e fazer um ato de fé em Deus. O primeiro passo é aceitar levantar-se. A nova vida que Ele nos der, será boa e digna de ser vivida, porque será sustentada por Alguém que nos acompanhará também no futuro sem nunca nos deixar, ajudando-nos a gastar de forma digna e fecunda esta nossa existência

É verdadeiramente uma nova criação, um novo nascimento; e não mera persuasão psicológica. Provavelmente, nos momentos de dificuldade, muitos de vós ouviram repetir-lhe certas frases «mágicas» que estão de moda hoje e deveriam resolver tudo: «deves acreditar em ti próprio», «deves encontrar os recursos dentro de ti», «deves tomar consciência da tua energia positiva», etc. Mas todas elas não passam de meras palavras e, para quem estiver verdadeiramente morto dentro, não funcionam. A palavra de Cristo tem outra espessura: é infinitamente superior; é uma palavra divina e criadora, a única que pode restabelecer a vida onde esta se apagou.

A nova vida «de ressuscitados»

Diz o Evangelho que o jovem «começou a falar» (Lc 7, 15). A primeira reação duma pessoa que foi tocada e restituída à vida por Cristo é expressar-se, manifestar sem medo nem complexos o que tem dentro: a sua personalidade, os seus desejos, as suas necessidades, os seus sonhos. Talvez nunca o tivesse feito antes; estava convencida que ninguém a poderia compreender.

Falar significa também entrar em relação com os outros. Quando se está «morto», o indivíduo fecha-se em si mesmo: interrompem-se as relações ou tornam-se superficiais, falsas, hipócritas. Quando Jesus nos devolve a vida, «restitui-nos» aos outros (cf. Lc 7, 15).

Hoje muitas vezes há «conexão», mas não comunicação. Se o uso dos aparelhos eletrónicos não for equilibrado, pode levar-nos a ficar sempre colados a um visor. Com esta mensagem, queridos jovens, gostaria também de lançar juntamente convosco o desafio duma viragem cultural, a partir deste «levanta-te» de Jesus. Numa cultura que quer os jovens isolados e debruçados sobre mundos virtuais, façamos circular esta palavra de Jesus: «Levanta-te». É um convite a abrir-se para uma realidade que vai muito além do virtual. Isto não significa desprezar a tecnologia, mas usá-la como um meio e não como fim. «Levanta-te» significa também «sonha», «arrisca», «esforça-te por mudar o mundo», reacende os teus desejos, contempla o céu, as estrelas, o mundo ao teu redor. «Levanta-te e torna-te aquilo que és». Graças a esta mensagem, muitos rostos apagados de jovens ao nosso redor animar-se-ão tornando-se muito mais belos do que qualquer realidade virtual.

Porque se tu dás a vida, alguém a acolhe. Uma jovem disse: «Levantas-te do sofá, quando vês uma coisa estupenda e decides fazê-la também tu». O que é belo, apaixona. E se um jovem se apaixona por qualquer coisa, ou melhor, por Alguém, por fim levanta-se e começa a fazer grandes coisas; e, de morto que estava, pode tornar-se testemunha de Cristo e dar a vida por Ele.

Queridos jovens, quais são as vossas paixões e os vossos sonhos? Fazei-os sobressair e, através deles, proponde ao mundo, à Igreja, a outros jovens, algo de belo no campo espiritual, artístico e social. Deixai que vo-lo repita na minha língua materna: «hagan lìo – fazei-vos ouvir!» Ouvi dizer a outro jovem: «Se Jesus tivesse sido alguém preocupado apenas com as suas coisas, o filho da viúva não teria ressuscitado».

A ressurreição do jovem reuniu-o à sua mãe. Nesta mãe, podemos ver Maria, nossa Mãe, a Quem confiamos todos os jovens do mundo. Nela podemos reconhecer também a Igreja, que quer acolher com ternura os jovens todos, sem excluir nenhum. Assim rezemos a Maria pela Igreja, para que seja sempre mãe dos seus filhos que se encontram na morte, chorando e pedindo o seu renascimento. Por cada filho seu que morre, morre também a Igreja; e por cada filho que ressuscita, também ela ressuscita.

Abençoo a vossa caminhada. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim.

Roma, na Basílica de São João de Laterão, 11 de fevereiro –Memória de Nossa Senhora de Lurdes – de 2020.

 FRANCISCO