17 dezembro, 2025

IA não pode ocupar o lugar da participação!

 

IA não pode ocupar o lugar da participação!

Jesus andou com o povo, sentou-se à mesa, escutou as dores, partilhou o pão e chamou cada pessoa pelo nome, não enviou somente os doze, mas setenta e dois discípulas/os conforme o capítulo 10 do Evangelho de Lucas, quase a totalidade dos que o seguiam naquele tempo. Assim, nos ensinou que o conhecimento que liberta nasce da convivência, do serviço partilhado e da solidariedade.

Hoje a Inteligência artificial (IA), com apenas uma palavra, ela transforma essa palavra em texto para diversos objetivos, orações, reflexões, enfim, ela é realidade e deve ser usada como instrumento de apoio ao conhecimento, más não deve ser substituta daquilo que é essencialmente humano, daquilo que é a essencial dos primeiros cristãos, essência presente principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Ela pode organizar informações, ampliar o acesso ao saber e facilitar processos, mas não pode ocupar o lugar da participação, da partilha e do trabalho humano, que são espaços de encontro, escuta, criatividade e responsabilidade.

A tecnologia pode gerar isolamento, autossuficiência, dependência e até exclusão se deixar-se envolver e ficar no esquecimento que o conhecimento verdadeiro nasce do diálogo, da experiência vivida, do trabalho coletivo e do compromisso com a realidade, especialmente numa perspectiva comunitária e social, como a das CEBs, da educação popular ou da ação pastoral.

As lideranças, agentes de pastorais, cada pessoa precisa com consciência compreender que a IA só faz sentido quando: fortalece a participação, e não a passividade; estimula a partilha, e não o individualismo; valoriza o trabalho humano, e não o descarta; serve à vida e à justiça, e não ao lucro ou ao controle.

O Reino de Deus se constrói com gente, com presença, com mãos que se estendem e corações que partilham. A tecnologia deve estar a serviço do ser humano, e nunca o contrário. Por isso, somos chamados a usar a IA com consciência e responsabilidade, porque é na relação entre as pessoas que a vida acontece.

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Eu, Lucimar Moreira Bueno

16 dezembro, 2025

A Missão é uma só — e é de todo o povo de Deus!


A Missão é uma só — e é de todo o povo de Deus!

A missão nunca é improviso. Ela nasce do discernimento, cresce na organização e se realiza na comunhão. Organizar a missão é sinal de amor e cuidado: com quem vai, com quem fica e com aquelas e aqueles que serão alcançados.

Nas CEBs aprendemos que missão não começa longe, começa na comunidade. Começa quando a gente se reúne, escuta a Palavra, olha a realidade e pergunta: o que Deus espera de nós hoje? Por isso, a missão precisa de organização. Organizar é partilhar tarefas, valorizar os dons de cada pessoa e planejar juntos. Onde há organização comunitária, o povo caminha com mais força.

Quem vai em missão não vai por conta própria, vai em nome do povo de Deus. Vai levando as alegrias, as dores, as lutas e as esperanças da comunidade. Como nos primeiros cristãos, a comunidade reza, abençoa e confia, sabendo que o Espírito Santo precede os passos dos que se colocam em missão. Não levam respostas prontas, mas o Evangelho vivido em gestos simples: presença, escuta, cuidado e esperança. Quem vai descobre que também é evangelizado, pois a missão transforma tanto quem recebe quanto quem anuncia.

Mas missão não é só de quem vai, a missão também é sustentada pela solidariedade dos que ficam. Ficar é resistir, sustentar, cuidar. É manter viva a comunidade, rezar pelos missionários, partilhar o pouco que se tem, acompanhar as famílias, defender a vida ameaçada. Quem fica também fica em missão, sustenta o caminho, porque a missão é do povo de Deus em caminhada, lembrando que a missão é obra de todos, ainda que em tarefas diferentes.

Assim, a missão revela o rosto de uma Igreja em saída: organizada no amor, enviada com fé, sustentada na solidariedade e comprometida com a vida. Todos participam, cada um a seu modo, porque a missão é uma só — e é de todo o povo de Deus.

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

12 dezembro, 2025

Mulheres dependentes de álcool terão assistência especializada no SUS

O presidente Lula sancionou, segunda-feira (8), a lei 15.281/2025, que cria estratégias de assistência multiprofissional e interdisciplinar às mulheres usuárias e dependentes de álcool, em especial às gestantes e às puérperas no Sistema Único de Saúde. A nova norma altera a lei 11.343/2006, também chamada de Lei de Drogas.

Pesquisa apresenta aumento do consumo alcoólico entre mulheres
O tratamento específico se mostra importante porque as mulheres apresentam tendência a maiores riscos de desenvolver problemas de saúde relacionados ao álcool, como doenças hepáticas, câncer, doenças cardiovasculares e danos neurológicos. Além disso, as mulheres enfrentam estigmas e barreiras ao buscar tratamento, como o medo de julgamento social, a falta de serviços especializados na rede de assistência, além da sobrecarga de responsabilidades familiares.

De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2006-2023, do Ministério da Saúde, o aumento na ingestão de bebidas alcoólicas entre o público feminino passou de 7,7% em 2006 para 15,2% em 2023, com maior impacto entre as mulheres jovens e negras. A pesquisa foi realizada com adultos das 26 capitais dos estados e DF. A frequência de consumo abusivo de bebidas alcoólicas considera a ingestão de quatro ou mais doses, para mulheres, ou de cinco ou mais doses, para homens, em uma mesma ocasião, pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.

Segundo a Agência Senado, apenas uma em cada 18 mulheres com diagnóstico de uso de substâncias psicoativas está em tratamento, enquanto que entre os homens a relação é de um a cada sete, de acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

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Altera a Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para dispor sobre a criação de estratégia de saúde direcionada às mulheres alcoolistas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º O art. 23 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:

“Art. 23. .........................................................................................................

Parágrafo único. Será criada estratégia específica de assistência multiprofissional e interdisciplinar às mulheres usuárias e dependentes de álcool, em especial às gestantes e às puérperas, em consonância com os princípios da universalidade e da integralidade e com o disposto nos incisos I, II, III, IV, IX e X do caput do art. 22 desta Lei.” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 5 de dezembro de 2025; 204º da Independência e 137º da República.

09 dezembro, 2025

Novas regras para obtenção de CNH

A resolução, aprovado por unanimidade na semana passada, simplifica etapas, retira a obrigatoriedade de passar por autoescola para fazer a prova de direção, amplia formas de preparação do candidato e reduz em até 80% o custo total da carteira de motorista. Durante o evento, também foi lançada a nova versão do aplicativo da CNH.

O texto prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização de aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos departamentos de trânsito (Detrans). A abertura do processo pode ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Já o aplicativo vai viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, disponibilizando o material para que os pretendentes a condutor estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação enquanto 30 milhões têm idade para ter a CNH, mas não possuem o documento principalmente por não conseguirem arcar com os custos, que podem chegar a R$ 5 mil.

Veja as principais mudanças:

Abertura do processo

- Poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).
- Aulas teóricas
- O Ministério dos Transportes irá disponibilizar todo o conteúdo teórico online gratuitamente.
- Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Aulas práticas

- A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para duas horas.
- O candidato poderá escolher entre: autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou preparações personalizadas.
- Será permitido uso de carro próprio para as aulas práticas

Provas

- Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, o condutor ainda é obrigado a fazer as provas teórica e prática para obter a CNH.
- Outras etapas obrigatórias como coleta biométrica e exame médico devem ser feitas presencialmente no Detran.

Instrutores

- Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais, com critérios padronizados nacionalmente.
- A identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito.

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08 dezembro, 2025

Um triângulo nada amoroso

O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato" (05/12/2025)

Um triângulo nada amoroso


Olá, não convide o Planalto, o STF e o Congresso para a mesma festa de fim de ano.

.Instituições funcionando. Até poucos dias atrás, os senadores eram os adultos da casa que consertavam a lambança feita pelas crianças da Câmara. Mas, depois que Lula indicou Jorge Messias à vaga de ministro do Supremo, a situação mudou. Davi Alcolumbre aproveitou que o governo escanteou Rodrigo Pacheco para retaliar, retomando pautas-bomba no Senado que poderiam custar cerca de R$100 bilhões no orçamento. Mas o jogo nas relações entre Planalto, Senado e STF é mais complexo e vai além das desavenças pessoais. Parte da resistência à indicação de Messias, que era Advogado-Geral da União, se deve ao fato de que ele fazia dobradinha com Flávio Dino para fiscalizar com maior rigor as emendas parlamentares. Mas, curiosamente, apesar da resistência de membros do centrão e bolsonaristas no Congresso, quem apoia o indicado de Lula nos bastidores é parte da bancada evangélica, assim como os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques dentro do STF, enquanto Flávio Dino e Gilmar Mendes preferem manter neutralidade. Assim, na queda de braços entre Lula e Alcolumbre, a solução foi adiar a sabatina de Jorge Messias, contando que os ânimos se acalmem. O problema é que o próprio STF causou rebuliço com a decisão de Gilmar Mendes que pode blindar a Corte ao decidir que a única instituição competente para solicitar a destituição de um membro do Supremo é a PGR. Em resposta, o Senado protestou e a Câmara aproveitou para retomar projetos que limitam decisões monocráticas no Supremo. Se, por um lado, o novo embate tira o foco do conflito entre Planalto e Senado, por outro, dá de bandeja justamente os argumentos que a direita no Congresso precisava para reavivar o ranço contra o STF, o que pode respingar na sabatina de Jorge Messias. Já o governo, interpretou a nova crise como uma oportunidade de posicionar-se como mediador e reconstruir os laços com o Senado, o que explica que, ainda que tardiamente, a AGU tenha se manifestado contra a decisão de Gilmar, assim como o próprio Jorge Messias, num claro afago aos senadores. Mas é preciso acompanhar para ver qual será o desfecho dessa nova queda de braços entre STF e Congresso.

.Última rodada. No jogo de escaramuças entre o Congresso e o Planalto até aqui, os parlamentares venceram ao impor o PL da Devastação, mas também na aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. No primeiro caso, a derrota era esperada e, no segundo, obrigou o governo a falar o único idioma que os parlamentares entendem: liberar emendas. Mesmo com a reclamação de Lula, o acordo prevê que o governo pague 65% das emendas parlamentares antes do início do período eleitoral em julho do próximo ano, destravando a votação da LDO que estava engavetada há cinco meses. Até emendas dos foragidos Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem quase foram incluídas. O pior é que Lula já percebeu que vai ter que se envolver mais vezes nas articulações com o Congresso se quiser que a pauta do governo seja cumprida nos poucos dias que restam antes do fim do ano legislativo. A próxima prioridade, como o próprio presidente apontou, são os temas da segurança. Lula quer terminar o ano com a aprovação da PEC Segurança, ainda que o relator Mendonça Filho (União-PE) seja um conhecido adversário do Planalto. Já no Senado, mesmo com o PL Anti Facção em melhores mãos, com a relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), as previsões também não são otimistas, já que ele precisaria voltar para a Câmara e agora inclui a proposta de um tributo sobre casas de apostas, donas de um lobby poderoso no Congresso. O governo ainda espera aprovar o PL do Devedor Contumaz para encerrar a pauta econômica do ano e deixar para 2026 a disputa pela escala 6 x 1, cuja comissão especial para a PEC na Câmara propôs… deixar como está.

.Sem direção. Por trás do belicismo de Davi Alcolumbre há mais do que a contrariedade com a indicação de Jorge Messias. Ao liderar o descontentamento de parlamentares com o governo e o STF - e em ambos os casos, por causa das emendas - o presidente do Senado também quer ocupar um lugar que está vazio, o da direção do centrão e do bolsonarismo no Congresso. O escândalo do Banco Master atingiu diretamente os dois líderes formais da direita, Ciro Nogueira e Antônio Rueda que, obviamente, sumiram dos holofotes da política. Ao bater de frente com Lula, Alcolumbre sinaliza para os colegas que pode ser o presidente do grande Sindicato de Parlamentares que virou o Congresso, assumindo as pautas de interesse da categoria. E se assumir o posto, aumenta seu poder de barganha caso decida se reconciliar com o governo ali na frente. Os bolsonaristas podem ser atraídos por este movimento, porque também seguem sem direção no parlamento, incapazes de esboçar uma reação à prisão do chefe. No caso dos partidários do ex-capitão condenado, a crise ultrapassa o Congresso. O episódio em que Michelle Bolsonaro desfez a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará não apenas a colocou de fato na disputa pelo espólio com os enteados, como também escancarou outras divisões internas que o PL têm sofrido nos estados. A posição também ungiu Michelle como uma defensora do bolsonarismo raiz e a disputa foi vencida quando a sua posição foi validada pelo próprio Jair, credenciando-a como porta-voz de confiança do detento. O seu protagonismo pode ser uma solução para a chapa presidencial da extrema-direita, mesmo como vice e, por enquanto, sem o peso das trapalhadas dos filhos de Bolsonaro. Mas pode não ser suficiente para resolver a falta de direção e de unidade do próprio PL. A prova de que a crise pode ser mais profunda é o inferno astral pelo qual passa outra estrela da extrema-direita, Nikolas Ferreira, que amargou uma semana de derrotas políticas e, acostumado a atacar, se viu obrigado a usar suas redes para se defender.

.Saldo em conta. A verdade é que nem todos os problemas do governo são culpa do centrão. As próprias contradições internas explicam porque as vitórias e derrotas se sucedem, o que se reflete nas pesquisas de opinião: depois da euforia de outubro, com o aumento da popularidade e o tom nacionalista, veio a ressaca de novembro, com estagnação ou leve redução da popularidade. Parte das dificuldades vêm das relações internacionais. Uma nova conversa entre Lula e Trump reacendeu as esperanças do Planalto de que Washington atenue ainda mais o tarifaço sobre produtos brasileiros. O problema é que, ainda que não seja explícito, o preço da relação amigável é uma posição mais tímida do Brasil em relação à agressão norte-americana à Venezuela, que visa justamente estrangular os governos de centro-esquerda que ainda restam no continente. Enquanto isso, no Mercosul, Lula aproveita para reafirmar a liderança do Brasil e levar os méritos pela assinatura do acordo com a União Européia. Na economia interna, o governo não vai mal. A expectativa é que a economia brasileira cresça acima de 2% este ano. É um resultado singelo, ruim se comparado aos 3,4% do ano passado, mas bom perto do desempenho da última década. A notícia boa é que, mesmo acima da meta, a inflação está controlada e, em alguns setores está em redução, como no caso dos alimentos, o que afeta positivamente o bolso dos mais pobres. Pode-se ainda comemorar a redução da pobreza e da pobreza extrema, que deve continuar caindo com a ajuda da isenção do IR para as rendas mais baixas a partir de 2026. O problema é que a economia desacelerou no terceiro trimestre e, para o ano que vem, as projeções de crescimento do PIB caem para 1,6%. Ou seja, se a política de juros do Banco Central não mudar, a economia pode ser asfixiada.

.Ponto Final: nossas recomendações.

.O Brasil e o sistema-mundo. Em entrevista ao Phenomenal World, Fernando Haddad fala sobre os limites e possibilidades de enfrentamento ao neoliberalismo no Brasil.

.A facção 'evangélica' que emerge como terceira força do crime organizado do Brasil. Facção em ascensão no Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro (TCP) mobiliza a identidade religiosa. Na BBC.

.O comércio de minerais críticos: a rota ilegal que conecta a Amazônia à China. No InfoAmazônia, a rede de contrabando que inclui empresas, guerrilhas e governos da região.

.Resistir, verbo imperativo no Assentamento Irmã Dorothy Stang. Na cidade de Anapu (PA), os assentados lutam para enfrentar a seca e construir a agrofloresta. No Joio e o Trigo.

.Descobrimos o preço da Embrapa para Nestlé, Bayer e empresários do agro na COP 30: R$18 milhões. Este foi o valor dos patrocínios recebidos pela Embrapa durante o evento em Belém.

.A repórter que desnudou o ChatGPT. No Outras Palavras, Karen Hao mostra como as empresas de tecnologia atuam como verdadeiros impérios contemporâneos.

.Eliana Sousa: segurança pública e trauma. Educadora que atua na Maré discute o impacto psicológico da violência nas comunidades periféricas. No Podcast da Revista Gama.

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Ponto é escrito por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile.

03 dezembro, 2025

Província Eclesiástica de Maringá, acolherá a sexta edição do Sulão das CEBs

A Província Eclesiástica de Maringá, acolherá a sexta edição do Sulão das CEBs.

Será na Cidade de Maringá – Arquidiocese de Maringá.


A grande região (Sulão) compreende os Regionais: Sul I (SP), Sul II (PR), Sul III (RS) e Sul IV (SC) da CNBB.

O Sulão das CEBs é um momento de encontro, partilha, formação e celebração dos quatro estados da grande região Sulão para reafirmar a identidade das CEBs e projetar os caminhos diante da conjuntura eclesial e social.

- O primeiro Sulão aconteceu em Registro, em 2003, com o tema “CEBs e ecologia: Comunidades Eclesiais Ecológicas de Base.

- O segundo sulão das CEBs aconteceu em Outubro de 2011, em Londrina, Arquidiocese de Londrina – Paraná, reunindo 250 pessoas, com o tema “CEBs: Justiça e profecia no campo e na cidade”.

- O terceiro encontro aconteceu em Setembro de 2015, em Fraiburgo, Diocese de Caçador, Santa Catarina, com a presença de 500 pessoas, com o tema “CEBs e Contestado: terra, questão urbana e resistência”.

- A quarta edição aconteceu em novembro de 2019, em Canoas, Arquidiocese de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, reunindo 400 pessoas, com o tema: “CEBs: Igreja da Base na perspectiva do Papa Francisco”.

- O quinto Sulão aconteceu em 2025, em Indaiatuba/SP, Mosteiro de Itaici, Arquidiocese de Campinas, com a participação de 210 pessoas, com o tema “CEBs: 50 anos de caminhada intereclesial da Igreja povo de Deus” e o lema: “Proclamai o ano da graça do Senhor!” (cf Lc 4,19).

29 novembro, 2025

Flamengo é tetra

O Flamengo conquistou o tetra da Libertadores, venceu a final de 2025 contra Palmeiras, por 1 a 0, com gol de cabeça de Danilo.


Ampliada das CEBs Regional Sul II (Paraná)

Em Curitiba
Ampliada das CEBs Regional Sul II (Paraná)
29 e 30 novembronde 2025

● TEMA: CEBs, fortalecendo a caminhada Sinodal no cuidado com a Casa Comum

● LEMA: “Caminhavam juntos, partilhavam o Pão e perseveravam nas orações e no Bem Viver” (cf.At2,42)


28 novembro, 2025

Finalmente o Brasil puniu o golpismo


O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato (28/11/2025)


Esta semana premiou o Brasil com um fato inédito e que já entrou para a história: a prisão de militares, generais de alta patente e de um ex-presidente da República por atentarem contra a democracia.

Com o fim da ação penal sobre o núcleo crucial da trama golpista, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, determinou o início do cumprimento de pena dos oito condenados por fazerem parte de uma organização criminosa que tramou mais um golpe de Estado.

Não demorou muito para as prisões começarem a acontecer. Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos pelo próprio Exército e levados ao Comando Militar do Planalto, em Brasília (DF). Almir Garnier, almirante, a uma estação da Marinha. Braga Netto continuou onde estava, no comando da 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro (RJ).

Entre os civis do grupo, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foi passar uma temporada na Papuda. Já Alexandre Ramagem fugiu para os Estados Unidos, e a PF já está providenciando seu pedido de extradição.

Finalmente, Jair Bolsonaro, o chefe da quadrilha, permaneceu onde estava desde sábado (22), quando foi preso preventivamente pela Polícia Federal por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Mas essa é outra história.

Após a audiência de custódia, todas as prisões foram mantidas e confirmadas em plenário virtual pelos ministros da Primeira Turma por unanimidade. É o fim.

Para um país que viveu 21 anos de sombras sob um regime militar assassino, a prisão, pela primeira vez na história, de altos funcionários militares, que traíram seu mandato constitucional em nome de um projeto de poder e atentaram contra a democracia brasileira, será dedicada sempre aos que tombaram pelo caminho, como Rubens Paiva e Vladimir Herzog, e aos que resistiram com bravura e coragem inimagináveis para viver hoje esse momento histórico.

A montanha pariu um rato e o general agora finge demência

Meti um ferro quente”, disse o capitão, ao ser flagrado com as calças curtas, prestes a fugir. “Curiosidade”, completou com voz sóbria, incomum ao tom histriônico do paciente. E detalhe: sem soluçar.

Após recuperar um pouco de juízo, contou para a PF que estava sob efeito de remédios, mas a história não colou; Bolsonaro terá agora que cumprir os 27 anos e três meses de prisão, para os quais foi condenado.

De outro lado, famoso por não ter papas na língua e por dizer o que pensa, o general Augusto Heleno revelou que tem a Doença de Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória.

Longe de ser algo incomum para senhores de idade avançada, o que chamou a atenção foi a revelação de que o diagnóstico teria sido confirmado em 2018, antes mesmo de virar o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro.

Do outro lado, foi na quarta-feira (26), durante cerimônia no Palácio Planalto para sancionar a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que Lula falou pela primeira vez sobre as prisões dos condenados pela tentativa de golpe.

“Esse país deu uma lição de democracia ao mundo”, disse. “Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de 215 milhões de brasileiros. Portanto, eu estou feliz, não pela prisão de ninguém, e sim porque esse país demonstrou que está maduro para exercer a democracia na sua mais alta plenitude.”

Enquanto isso, as peças do xadrez da direita se movimentam para definir quem herdará o capital político do capitão que, embora desgastado, mantém meia dúzia de gatos-pingados na porta da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

“Este é um momento em que a direita está em uma crise hegemônica. Aquele que era o polo, que orientava, ainda que de maneira errática, porque Jair Bolsonaro nunca foi um estrategista, nunca foi alguém com trânsito entre os outros parlamentares”, analisou a cientista política e professora da UFRJ Mayra Goulart em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Este foi mais um momento em que a programação do BdF demonstrou estar totalmente atenta à justiça finalmente sendo feita. Não tem feriado emendado ou horário que nos pare. Se você confia no nosso trabalho e quer demonstrar seu apoio, doe.


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Leonardo Fernandes
Repórter do Brasil de Fato

26 novembro, 2025

Bolsonaro ficará preso na Superintendência da PF

Na terça-feira (25/11/2025), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro comece a cumprir a pena de 27 anos e três meses imposta pela condenação na trama golpista — na sede da PF em Brasília, onde ele já estava preso preventivamente.


Bolsonaro foi condenado por:
- organização criminosa armada;
- tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- dano qualificado por violência e grave ameaça; e
- deterioração de patrimônio tombado.