09 março, 2015

Mãe terá mesmo direito do pai de registrar o nascimento do filho em cartório

A mãe poderá registrar em cartório o nascimento do filho, em igualdade de condições com o pai, conforme prevê o projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (5) pelo plenário do Senado, que altera a lei atual, pela qual o homem é o responsável pelo registro do filho e apenas quando se omite ou está impedido de fazê-lo a mulher tem esse direito.
O Projeto de Lei nº 16/13 da Câmara dos Deputados altera os itens 1º e 2º do artigo 52 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e sua aprovação foi uma homenagem do Senado ao mês das mulheres pelo Dia Internacional a elas dedicado, no domingo (8).
Além dessa proposta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pôs em votação outra matéria também comemorada pela bancada feminina na Casa. O Projeto de Lei da Câmara nº 2/11 estende a proibição de revista íntima às funcionárias de órgãos, autarquias, fundações e empresas públicas e de clientes do sexo feminino.
O texto, que precisa voltar à Câmara dos Deputados por causa das alterações sofridas no Senado, garante ainda à vítima de eventuais abusos indenização por danos morais e materiais e multa em caso de descumprimento da determinação, equivalente a 30 salários mínimos, que será cobrada em dobro em caso de reincidência. A revista íntima em empresas privadas já é proibida.
Sessões deliberativas no plenário do Senado às quintas-feiras não são comuns, mas o presidente da Casa, Renan Calheiros, disse que pretende marcá-las para as 11h da manhã, de modo a garantir sua realização.
Antes de começar a Ordem do Dia, Renan falou, mais uma vez, sobre a decisão de devolver ao Executivo a Medida Provisória 669/15. “Minha decisão de devolver a medida provisória não é contra ninguém. É a favor da democracia do Brasil”, afirmou. A MP reduzia o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento de 56 segmentos da economia, em vigor desde 2011.
O presidente do Senado informou que, na próxima terça-feira (9), colocará em pauta propostas sobre a reforma política, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 40/11, que permite coligações eleitorais somente nas eleições para presidente da República, governador e prefeito, mas proíbe esse tipo de aliança entre as legendas nas disputas de deputado federal e estadual e vereador.
Texto: Karine Melo (Agência Brasil)
Fonte: Rede Brasil Atual

Lei Maria da Penha diminui 10% a taxa de homicídio doméstico, diz Ipea

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a efetividade da Lei Maria da Penha (LMP) mostra que a iniciativa, criada em 2006, fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídio contra as mulheres dentro das residências.
Apesar de a LMP não ter como foco o homicídio de mulheres, a pesquisa partiu do pressuposto de que a violência doméstica ocorre em ciclos, onde muitas vezes há um acirramento no grau de agressividade envolvida, que, eventualmente, redunda (muitas vezes de forma inesperada) na morte do cônjuge.
Segundo o estudo divulgado nesta quarta-feira (4), seria razoável imaginar que a lei, ao fazer cessar ciclos de agressões intrafamiliares, gere também um efeito de segunda ordem para fazer diminuir os homicídios ocasionados por questões domésticas e de gênero.
O Instituto, no entanto, ressalta que a efetividade não se deu de maneira uniforme no País, por causa dos diferentes graus de institucionalização dos serviços protetivos às vítimas de violência doméstica.
Dados
Os dados utilizados para a análise dizem respeito às agressões letais no Brasil e foram obtidos por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Os registros do SIM são contabilizados com base nas informações das declarações de óbitos fornecidas pelos Institutos Médicos Legais (IMLs). Além da “causa básica do óbito”, foram utilizadas as variáveis referentes ao sexo do indivíduo e à data do registro, bem como o município de ocorrência.
Metodologia
Por meio de um método conhecido como modelo de diferenças em diferenças – “em que os números de homicídios contra as mulheres dentro dos lares foram confrontados com aqueles que acometeram os homens“– os pesquisadores do Ipea utilizaram dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para estimar a existência ou não de efeitos da LMP na redução ou contenção do crescimento dos índices de homicídios cometidos contra as mulheres

Por exemplo, se o número de homicídios de homens e mulheres crescerem no período analisado pela pesquisa, mas o aumento para os homens tiver sido maior, descontando outros fatores de influência, a efetividade da lei pode ser verificada, pois, se não houvesse a LMP, o aumento da taxa de homicídio de mulheres seria ainda maior do que a observada nos dados.
Análise
A ideia central para a identificação do modelo é que existem fatores associados à violência generalizada na sociedade e, em particular, à violência urbana, que afetam de forma regular os homicídios de homens e mulheres.
Todavia, existem outros fatores ligados à questão de gênero que afetam apenas os homicídios de mulheres. Foram estimados vários modelos que explicam os homicídios e os homicídios dentro das residências, os quais consideraram efeitos fixos locais e temporais, além de variáveis de controle para a prevalência de armas de fogo e para o consumo de bebidas alcoólicas nas microrregiões brasileiras.
Os resultados mostraram unanimemente que a introdução da LMP gerou efeitos estatisticamente significativos para fazer diminuir os homicídios de mulheres associados à questão de gênero.
Evolução dos homicídios
A evolução da taxa de homicídios em residência para o Brasil no período entre 2000 e 2011 é apresentada no gráfico 1.

A análise dos homicídios dentro das residências é importante, pois, segundo as evidências internacionais e nacionais, em mais de 90% dos casos, os responsáveis são conhecidos familiares da vítima, configurando situações tendem a se aproximar mais dos eventos associados às questões de gênero.
Para avaliar se um experimento ou uma lei é efetiva ou não, não basta ver se a variável de interesse (no caso, homicídios nas residências) aumentou ou diminuiu. É preciso construir um cenário contrafactual. Ou seja, se não houvesse a lei, as homicídios teriam crescido mais do que o que foi observado? A resposta é positiva, então, a lei foi efetiva.
O aumento no número de homicídios em residência pode ter sido influenciado por outros fatores socioeconômicos. O modelo de diferenças em diferenças mede o supracitado cenário contrafactual ao comparar a evolução da taxa de homicídios entre homens e mulheres e, além disso, levar em conta especificidades locais (no nível das microrregiões), que podem afetar diferentemente a violência contra homens e mulheres, e tendências temporais, que podem ser resultado de mudanças estruturais e/ou políticas passíveis de afetar as trajetórias de homicídios. Ademais, o modelo considera a evolução da prevalência de armas de fogo e de ingestão de bebidas alcoólicas, que poderia interferir na regularidade dos homicídios de homens e mulheres.
Fonte: Portal Forum

08 março, 2015

Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pelo Dia Internacional da Mulher

No texto é lembrado o contributo feminino na sociedade e na Igreja, mas também as dificuldades enfrentadas por causa da invisibilidade social que sofrem.

Leia o texto na íntegra:
Mensagem pelo Dia Internacional da Mulher
“Eu quero a vida de meu povo” (Ester, 5,3)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB saúda com alegria e gratidão todas as mulheres, por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher. Apraz-nos, neste dia, afirmar com o Papa Francisco que “a Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens” (EG 103).
A atuação transformadora das mulheres na Sociedade e na Igreja é responsável pela construção de relações mais humanas e humanizadoras, buscando o fim da discriminação e da desigualdade, especialmente na relação mulher-homem. Recorda-nos o Papa Francisco que esta relação “deveria reconhecer que ambos são necessários, porque possuem uma natureza idêntica, mas com modalidades próprias. Uma é necessária à outra, e vice-versa, para que se cumpra verdadeiramente a plenitude da pessoa” (Discurso ao Pontifício Conselho para a Cultura).
Entristece-nos, no entanto, o cenário de invisibilidade em que se encontra a maioria das mulheres, bem como o impedimento de sua presença em importantes espaços de decisões. Some-se a isso o desafio da pobreza, da exploração do trabalho e tráfico humano, das violações das culturas e suas crenças, que evidencia as graves violações dos direitos das mulheres. Renova nossa esperança a iniciativa do Poder Judiciário que propôs a “Semana da Justiça pela Paz em Casa”, sugerindo ações, em todo o Brasil, voltadas para a paz nos lares e o fim da violência contra as mulheres. O compromisso com a manutenção de um sadio ambiente familiar é também do homem, pois é dentro da comunhão - comunidade conjugal e familiar - que o homem é chamado a viver o seu dom e dever de esposo e pai (FC, 25).
Os avanços e conquistas das mulheres, garantidos por lei e/ou por políticas públicas, não escondem as deficiências de muitas ações voltadas ao cumprimento e efetivação dos direitos da mulher. A todos, também à Igreja, cabe o dever de assumir a luta das mulheres negras, pescadoras, domésticas, ciganas, catadoras, camponesas, quilombolas, operárias, marisqueiras, prostituídas, ribeirinhas, encarceradas, indígenas, migrantes, donas de casa e de tantas outras que vivem a dolorosa experiência da invisibilidade social.
Este contexto é um apelo a que todos, especialmente os cristãos e cristãs, vençam a tentação da indiferença e se unam na luta em favor da justiça e da equidade, protagonizada pelas mulheres do Brasil. Inspire-nos, nesse propósito, o lema Campanha da Fraternidade 2015 – Eu vim para servir – que nos estimula a construir a fraternidade e a igualdade, no amor e no serviço.
Ao saudá-las, neste dia, renovamos nosso reconhecimento a cada uma das mulheres, por sua insubstituível presença e participação nas comunidades eclesiais espalhadas por todo o Brasil e por seu protagonismo na construção de uma nova sociedade, e rogamos a Deus fortalecê-las na luta de cada dia e abençoá-las em todos os seus caminhos.
Maria, Mãe do Filho de Deus, modelo de mulher, esposa e trabalhadora, proteja as mulheres de nosso país.
Brasília, 08 de março de 2015
Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Que o nosso Deus abençoe todas nós Mulheres


03 março, 2015

Padre Israel Zago passa a ser o novo Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá


Com a nomeação do monsenhor Luiz Knupp como bispo de Três Lagoas (MS), padre Israel Zago passa a ser o novo Coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá, tendo como assessores, padre Pedro Jorge Delgado e padre Neri Squisati.

Arcebispo de Maringá anuncia novas transferências de padres

Ontem, o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, anunciou novas transferências de padres nas paróquias da Arquidiocese de Maringá. As posses dos padres transferidos serão oficializadas no fim de semana dos dias 14 e 15 de março. 

Padre Sidney Fabril deixa a paróquia São José em Maringá para assumir como pároco da paróquia Bom Pastor em Mandaguari. Padre Francisco Gecivam Vieira Garcia será vigário na mesma paróquia. A posse será sábado (14) às 19h30 em Mandaguari.

Padre Renato Quezini deixa Floraí para assumir como pároco da paróquia São José Operário em Maringá. Padre Emerson Cícero de Carvalho continua como vigário na São José. A posse do padre Renato será domingo (15) às 19h.

Padre Claudemir Ricardo da Silva deixa a paróquia Bom Pastor em Mandaguari para ser pároco da paróquia Imaculada Conceição em Floraí. A posse do padre Claudemir será domingo (15) às 9h.

Padre Darcy Maximino de Oliveira, atual vigário na paróquia São Miguel Arcanjo, será vigário da paróquia São Mateus Apóstolo em Maringá.

Padre Nelson Molina assume como pároco da paróquia do Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá, após a ordenação episcopal do monsenhor Luiz Knupp, marcada para o dia 24 de abril. 

27 fevereiro, 2015

A revolução do Papa Francisco

Ressurge o sonho das primeiras horas de seu pontificado: "Como eu queria uma Igreja pobre para os pobres"


Zenit.org

Tem despertado certo estupor a inauguração dos chuveiros e da barbearia para os desabrigados, na Praça de São Pedro. Os chuveiros foram instalados próximo aos correios do Vaticano, à direita da colunata de Bernini. A iniciativa foi pessoalmente solicitada pelo Papa Francisco. Nenhum Papa jamais havia feito isso.

A este respeito, devemos lembrar o que disse Jorge Mario Bergoglio no dia 16 de março de 2013, poucos dias depois da sua eleição à Cátedra de Pedro, quando ele se encontrou com cerca de 6.000 jornalistas. Depois de ler as primeiras linhas de seu discurso previamente preparado, ele decidiu abandoná-lo e falou espontaneamente sobre o Conclave, como ele havia sido eleito e por que ele escolheu o nome de Francisco.
Quando sua eleição tornou-se conhecida, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, sentado ao lado dele disse: "Não se esqueça dos pobres". Então, o Cardeal Bergoglio imediatamente pensou em Francisco de Assis. Depois, ele pensou da guerra, o que foi uma confirmação: Francisco, um homem de paz. Por isso ele escolheu este nome, e tornou-se o primeiro Papa Francisco na longa história da Igreja.
Ainda durante essa audiência, ele indicou o programa de seu pontificado; o Papa Francisco parou, olhou para nós intensamente e muito sério, disse: "Desejo uma Igreja pobre e para os pobres".
Descrentes muitos colegas comentaram no dialeto romano: “ma questo Papa c’è o ci fà?” (‘Esse Papa está fazendo tipo?’). Estavam céticos até mesmo alguns padres que trabalhavam na Cúria, "vamos ver daqui há alguns meses...”. Já se passaram quase dois anos desde aquele dia, e Papa Francisco demonstrou que o seu programa de ajuda e atenção aos pobres e marginalizados, o seu compromisso com a paz, não se trata de uma retórica.
No consistório de 14 de fevereiro, o Papa Francisco conferirá o solidéu cardinalício a 15 novos cardeais, de todos os continentes. Com exceção da nomeação de Dom Dominique Mamberti - cujo cargo de prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica prevê a nomeação como cardeal - para nenhum dos outros bispos era esperado a púrpura.
O Papa nomeou cardeais de países pequenos e pobres, na periferia do mundo, como a ilha de Tonga, na Polinésia e o arquipélago de Cabo Verde, ao largo da costa do Senegal. Ou cardeais de países onde a Igreja Católica tem sido discriminada e perseguida como Hanói (Vietnã) e Yangon (Myanmar). Da Itália provenientes de dioceses ‘não cardinalícias’ como Ancona e Agrigento. Compromissos que representam uma verdadeira revolução e que respondem ao sonho de uma Igreja pobre para os pobres.
A liberdade absoluta e a determinação com que Francisco age é apreciado por todos, mesmo aqueles de outras religiões e nações não católicas. Sua radicalidade e coerência evangélica fazem dele o personagem mais apreciado e amado do mundo. No ano passado mais de seis milhões de pessoas vieram a Roma para assistir o Angelus no domingo e participar da Audiência Geral. Mais de um milhão de cartas chegaram ao Vaticano. Cerca de dezessete milhões de pessoas no Twitter seguem a conta @pontifex. Em sua última viagem a Manila, nas Filipinas, sete milhões de pessoas participaram da celebração da missa de encerramento.
Não há nenhum encontro em que o Papa argentino não reze ou faça rezar. Em todos os encontros públicos e privados encontra tempo para ouvir, observar, abraçar, consolar, encorajar, os doentes, os deficientes, os que sofrem, os marginalizados, os representantes de outras religiões.
Entre as muitas iniciativas que promove, pela paz e desenvolvimento, é impressionante o que ele conseguiu fazer contra as velhas e novas formas de escravidão. Os signatários do Acordo que ele propôs são representantes de religiões que contabilizam mais de dois bilhões e meio de fiéis.
Graças a Bergoglio se reuniram em Roma a Hindu Mata Amritanandamayi (Amma), considerada um guru e um Mahatma, também conhecido como "a santa do abraço", dois líderes budistas, dois rabinos, o Patriarca ecumênico ortodoxo, um imã, dois Aiatolás, um xeique e o arcebispo anglicano de Canterbury. Todos muito disponíveis a assinar e apresentar ao mundo uma declaração que tem o objetivo de erradicar, no período de cinco anos, o horror das novas formas de escravidão. Da prostituição ao trabalho infantil, da exploração econômica e sexual aos exércitos que usam crianças para lutar. Assim, o Papa Francisco conseguiu montar uma espécie de ONU das religiões para combater a barbárie e extinguir definitivamente a escravidão.

Câmara concederá passagens para mulheres e maridos de parlamentares

Inaceitável – não vamos deixar
Um "reajuste com base na inflação" aprovado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) vai custar R$150 milhões aos cofres públicos. Recursos que poderiam ir pra saúde e educação, vão engordar ainda mais o orçamento dos gabinetes -- mas o reajuste ainda não entrou em vigor. Assine a petição antes que isto aconteça.

Assine a petição aqui

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), acabou de fazer um reajuste na cota de gastos dos gabinetes, aumentando seu orçamento e autorizando o pagamento de passagens aéreas para as esposas e esposos de parlamentares -- isso vai custar R$150 milhões aos cofres públicos!!! 

A compra de passagens aéreas para parentes já havia sido proibida, mas Cunha quer mudar as regras novamente - isto é, no mínimo, um abuso. Os salários dos deputados já são altos o suficiente para que eles possam pagar por casa, viagens e manter uma vida de luxo que muitos brasileiros não têm. 

Se agirmos rápido e fizermos barulho contra esta medida, podemos envergonhar os deputados e fazê-los reverter a decisão, garantindo que nosso dinheiro vá para hospitais ou escolas. Alguns deputados já se pronunciaram contra o aumento - isso significa que podemos vencer! 

Assine a petição e passe adiante - ao juntar meio milhão de assinaturas, a Avaaz colocará painéis de destaque com os nomes dos deputados que aceitaram o aumento da verba.

É absurdo, em pleno ano de 2015, que os deputados continuem a legislar em benefício próprio. Esse aumento acontece ao mesmo tempo em que o próprio Congresso quer votar mudanças nas leis trabalhistas e cortes de benefícios para o trabalhador. 

O aumento total da verba de gabinetes deve ter um impacto anual de R$ 150 milhões, recurso que poderia ser investido em educação, saúde e combate à corrupção. Mas, ao invés disso, vai pagar ainda mais regalias aos barões do Congresso.

Eduardo Cunha diz que não vai haver impacto real e que o aumento da verba dos parlamentares virá de cortes no orçamento geral da Câmara, como na área de informática e contratos externos. Nem todos os deputados ficaram felizes, e dizem que os valores atuais são mais que suficientes para o cumprimento do mandato. O reajuste entra em vigor já no mês de abril -- ainda dá tempo de nos mobilizarmos e reverter a situação.

Nossos deputados parecem verdadeiros barões, legislando para si mesmos, aumentando seus próprios salários e beneficiando uma elite política que está fazendo mal para o Brasil. Em tempos de austeridade, precisamos economizar, não pagar regalias para deputados e seus cônjuges. No passado já conseguimos barrar o aumento de seus salários e vencer muitas lutas em Brasília. Vamos vencer novamente desta vez. 

Com esperança e determinação, 

Diego, Joseph, Carol, Oliver, e toda a equipe da Avaaz 

25 fevereiro, 2015

Papa Francisco nomeia padre Luiz Gonçalves Knupp bispo de Três Lagoas-MS

O papa Francisco nomeou nesta quarta-feira (25) padre Luiz Gonçalves Knupp bispo da diocese de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Atualmente o presbítero é pároco da paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá. Padre Knupp, como é conhecido, é o terceiro padre da arquidiocese de Maringá, nomeado bispo.

Os outros dois foram dom Vicente Costa, hoje bispo da diocese de Jundiaí-SP, e dom Edmar Peron, hoje bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo-SP.

Coletiva de imprensa:
Por ocasião da nomeação do padre Luiz Gonçalves Knupp como bispo da diocese de Três Lagoas-MS, haverá coletiva à imprensa nesta quarta-feira (25) às 10h na Cúria Metropolitana.

A Cúria Metropolitana fica na Avenida Tiradentes nº 740, esquina com a Avenida Duque de Caxias.

Missa de ação de graças
Nesta quarta-feira (25) haverá missa de ação de graças pela nomeação do padre Luiz Gonçalves Knupp como bispo de Três Lagoas-MS. Será às 19h na paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá.

Biografia do monsenhor Luiz Gonçalves Knupp
Com a nomeação, padre Luiz passa a ser chamado de monsenhor até a sagração episcopal.

Monsenhor Luiz Gonçalves Knupp nasceu em 29 de novembro de 1967, em Mandaguari-PR. É o nono filho de Antônio Knupp e Conceição Gonçalves Knupp.

Bacharel em Filosofia pelo Instituto Filosófico Arquidiocesano de Maringá; bacharel em Teologia pelo Centro Interdiocesano de Teologia de Cascavel – PR (CINTEC); pós-graduação lato sensu em formação de educadores pela Faculdade Jesuíta de Filosofia de Teologia.

Monsenhor Luiz Knupp foi ordenado diácono em 26 de dezembro de 1998 na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá; ordenado presbítero em 24 de abril de 1999 na  Paróquia Bom Pastor em Mandaguari. Atualmente é pároco da paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier em Maringá; desde 2013, é membro da coordenação da Ação Evangelizadora da arquidiocese de Maringá (responsável pela dimensão pastoral da Igreja Católica na arquidiocese), e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese.

De 2007 a 2013, no regional Sul 2 da CNBB, que compreende a Igreja Católica no Paraná, monsenhor Luiz Knupp integrou a equipe de coordenação da Animação Bíblico Catequética.

Também foi diretor Espiritual do Seminário de Teologia Santíssima Trindade em Londrina de 2007-2013; diretor Espiritual da Comunidade Emaús – Residência dos estudantes de teologia da Arquidiocese de Maringá em Londrina de 2003-2004; assessor dos diáconos permanentes e organizador e coordenador da escola diaconal São Francisco de Assis da arquidiocese de Maringá de 2000 a 2007; assessor arquidiocesano da Pastoral da Juventude de 1999 a 2001; pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima de Marialva-PR de 2008 a 2014; pároco da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe de Maringá de 2002 a 2006;  vigário da paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e administrador da paróquia Santa Rita de Cássia em Maringá de 1999 a 2001.

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

19 fevereiro, 2015

Chuva, Chuvisco, Chuvarada - Cocoricó

Como o arcebispo ''morto no altar'' por um esquadrão da morte em El Salvador começou sua estrada para o martírio

As três cruzes ficam entre uma estrada de chão e campos de milho no município de Paisnal, localidade que uma vez foi uma fortaleza da guerrilha de esquerda nos redutos rurais de El Salvador. É fácil passar sem perceber o pequeno santuário, mas ele marca o local de uma atrocidade acontecida em 1977 que ajudou a transformar Oscar Romero, arcebispo do país, em uma das figuras mais polêmicas e controversas da história moderna do catolicismo romano.


Leia  aqui a  reportagem é de Philip Sherwell, publicada no sítio do jornal britânico The Telegraph, 17-02-2015. A tradução é deClaudia Sbardelotto.


Por que a sonegação de 8 mil brasileiros não é notícia no "JN"?

Desde a última segunda-feira (9), os telejornais do mundo inteiro noticiaram o escândalo mundial do banco HSBC ter ajudado milionários e criminosos a sonegar impostos em seus países, usando sua filial na Suíça. Mas no Jornal Nacional da TV Globo, nenhuma palavra sobre o assunto.

A reportagem foi publicada pela Rede Brasil Atual.

Não se pode dizer que a notícia é apenas de interesse estrangeiro, pois 8.667 correntistas são associados ao Brasil, despontando como a quarta maior clientela.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco Filho, por exemplo, confessou em depoimento à Polícia Federal, ter mantido dinheiro de propinas neste HSBC Suíço durante um período.

No Brasil, não é só a TV Globo que parece desinteressada nesta notícia. O resto da imprensa tradicional brasileira também reluta em divulgar até nomes que já saíram na imprensa estrangeira.

Um portal de notícias de Angola noticiou a presença na lista da portuguesa residente no BrasilMaria José de Freitas Jakurski, com US$ 115 milhões, e do empresário que detém concessões de ônibus urbanos no Rio de Janeiro,Jacob Barata, com US$ 95 milhões. A notícia traz dores de cabeça também para o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB-RJ), pois Barata é chamado o "rei dos ônibus" e desde junho de 2013 é alvo de protestos liderados pelo Movimento Passe Livre.

O dinheiro nas contas pode ser legítimo ou não. No caso de brasileiros, a lei exige que o saldo no exterior seja declarado no Brasil e, se a origem do dinheiro for tributável, que os impostos sejam devidamente pagos, inclusive no processo de remessa para o exterior. Porém é grande a possibilidade de esse tipo de conta ser usada justamente para sonegar impostos, esconder renda, patrimônio e dinheiro sujo vindo de atividades criminosas. O próprio HSBCafirma que mudou seus controles de 2007 para cá, e 70% das contas na Suíça foram fechadas.

A receita federal Inglaterra, onde fica a matriz do HSBC, identificou 7 mil clientes britânicos que não pagaram impostos. A francesa avaliou que 99,8% de seus cidadãos presentes na lista praticavam evasão fiscal. Na Argentina, a filial do HSBC foi denunciada em novembro de 2014, acusada de ajudar 4 mil cidadãos a evadir impostos. Segundo a agência de notícias Télam, o grupo de mídia Clarín (uma espécie de Organizações Globo de lá) tem mais de US$ 100 milhões sem declarar.


Os dados de mais de 100 mil clientes com contas entre 1988 e 2007 foram vazados pelo ex-funcionário do HSBC Herve Falciani. O jornal Le Monde teve acesso e compartilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), formado por mais de 140 jornalistas de 45 países para explorar as informações e produzir reportagens, compondo o projeto SwissLeaks.


No Brasil, o jornalista Fernando Rodrigues do portal UOL é quem detém a lista e deveria revelar o que encontrou. Porém sua postura tem sido mais de esconder do que de revelar o que sabe. Segundo ele, revelará nomes que tiverem "interesse público" (portanto, independentemente da licitude) ou nomes desconhecidos sobre os quais venham a ser provadas irregularidades.

Mas o próprio Rodrigues disse que há nomes conhecidos de empresários, banqueiros, artistas, esportistas, intelectuais e, até agora, praticamente não publicou nenhum. Nem o de Jacob Barata, de claro interesse jornalístico. Só publicou dois nomes já divulgados no site internacional do SwissLeaks (contas do banqueiro falecido Edmond Safra e da família Steinbruch), o de Pedro Barusco, também já divulgado antes, e de outros envolvidos com aOperação Lava Jato, como Julio Faerman (ex-representante da empresa SBM), o doleiro Raul Henrique Srour, e donos da Construtora Queiroz Galvão.

Rodrigues não publicou nenhum nome de artista, esportista, intelectual, político ou ex-político, contradizendo sua política editorial de revelar tudo que seja de interesse público. Jornalistas do ICIJ de outros países divulgaram os nomes de celebridades, políticos, empresários. Há atores, pilotos de Fórmula 1, jogadores de futebol, o presidente doParaguai etc.

A cautela no Brasil é contraditória com o jornalismo que vem sendo praticado pela imprensa tradicional de espalhar qualquer vazamento, sem conferir se tem fundamento, quando atinge alguém ligado ao governo da presidenta Dilma Roussef ou ao Partido dos Trabalhadores. Esta blindagem de não publicar o que sabe só costuma ser praticada quando há nomes ligados ao PSDB ou ligados aos patrões dos jornalistas e grandes anunciantes.

Um caso recente não noticiado pela mídia tradicional foi o discurso em 29 de abril de 2013 do ex-deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), no plenário da Câmara, em que disse sobre um dos donos da TV Globo: "(...) O Sr. João Roberto Marinho deveria explicar porque no ano de 2006 tinha uma conta em paraíso fiscal não declarada à Receita Federal com mais de R$ 100 milhões (...)". Tudo bem que o ônus da prova é de quem acusa, mas se fosse contra qualquer burocrata na hierarquia do governo Dilma, estaria nas primeiras páginas de todos os jornais e o acusado que se virasse para explicar, tendo culpa ou não.

O período que abrange o SwissLeaks, de 1988 a 2007, pega a era da privataria tucana e dos grandes engavetamentos na Procuradoria Geral da Republica, enterrando escândalos de grandes proporções sem investigações.
É só coincidência, mas o próprio processo de transferência do controle do antigo banco Bamerindus para o HSBC noBrasil se deu em 1997, durante o governo FHC. Reportagens da época apontaram que foi um "negócio da China" para o banco britânico.


17 fevereiro, 2015

Muros e Pontes: Memória Protestante na ditadura

Documentário sobre memória protestante na ditadura já está na web

Clique aqui para ver o documentário na íntegra


O documentário “Muros e Pontes: Memória Protestante na Ditadura", que faz parte do Projeto Marcas da Memória, com apoio do Ministério da Justiça, que reúne a Comissão da Verdade e Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, já está disponível na web. O filme sobre o impacto da ditadura no universo religioso protestante foi dirigido por Juliana Radler e lançado no Seminário “Protestantes, Democracia e Ditadura”, ocorrido no final do ano passado no Rio de Janeiro.

O filme traz depoimentos, recortes de jornais, fotos – que se destacam entre o conjunto de documentos de registro desse período – dos prisioneiros, que se tornaram a base do relato do momento mais trágico, impactante e que maiores sequelas deixou na história brasileira.

O documentário registra o depoimento de lideranças protestantes que forjaram um caminho novo, especialmente com apoio – formal ou velado – do maior segmento de igrejas evangélicas tradicionais, em que receberam destaque Zwinglio da Mota Dias, Bispo Paulo Ayres Mattos, Zenaide Machado, Leonildo Campos, Anivaldo Padilha, Jether Pereira Ramalho, Nilton Emerick, Roberto Chagas, Anita Wright Torres – filha do Pastor Jayme Wright – e de Carlos Gilberto Pereira.

A exceção mais viva é o depoimento de D. Paulo Evaristo Arns, à época cardeal arcebispo de São Paulo que teve contato com o Pastor Jaime Wright e o Rabino Henry Sobel no sepultamento do jornalista Vladimir Herzog, morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna, o Doi-Codi.

Desse contato surgiu o Projeto Brasil: Nunca Mais!, baseado em informações de 707 processos do Superior Tribunal Militar, fotocopiados em mais de um milhão de páginas e depois enviados à sede do Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra, Suíça. Arns foi um arcebispo incansável na visita a quartéis, buscando torturados e denunciando aos meios de comunicação, especialmente aos correspondentes de agências internacionais de notícias em São Paulo.

O golpe militar de 1964 recebeu o registro histórico como um período chamado de “anos de chumbo”, mas à época tiveram forte apoio de setores conservadores da sociedade que o viam como a ‘salvação do Brasil’, com líderes como Eneas Tognini, que convocaram vigílias de oração pelo golpe civil-militar.


Fonte: AGEN (Antonio Carlos Ribeiro )

13 fevereiro, 2015

Guia de sobrevivência de Santa Teresa de Ávila para as mulheres católicas

"Teresa de Ávila testemunhou o sofrimento feminino numa Igreja que não valorizava os seus dons, então pôs-se a realizar mudanças. Como parte de suas reformas, escreveu um manual de oração ou, como eu gosto de pensar, um guia de sobrevivência feminista do século XVI", escreve Nicole Sotelo, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 12-02-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Nicole Sotelo é autora do livro “Women Healing from Abuse: Meditations for Finding Peace”, publicado pela Paulist Press e coordena o sítio womenhealing.com/.

Segundo ela, "Teresa exorta suas companheiras a acreditarem em suas próprias capacidades de reza e acesso a Deus. “Se alguém lhes dizer que a oração é perigosa, considerem esta pessoa o verdadeiro perigo e fujam dele”.

"A transformação da Igreja numa instituição onde verdadeiramente se valorizam as mulheres, no entanto, não está finalizada ainda - conclui Nicole Sotelo.  Quando o papa considera as mulheres “a cereja do bolo” e quando as católicas ainda carecem de plena igualdade, é útil voltarmo-nos novamente para Teresa de Ávila, a santa do século XVI que conhecida o valor das mulheres e que escreveu um guia poderoso para a prática de oração delas. A escrita de Teresa falou ao coração das mulheres a quase cinco séculos atrás.
E ainda fala hoje"

Eis o artigo.

Quando eu era jovem garota, apaixonada loucamente por Deus, uma freira me deu dois livros sobre Santa Teresa de Ávila. Mais tarde, descobri que Teresa e eu tínhamos uma outra coisa em comum além do amor a Deus: uma preocupação para com a igualdade das mulheres. Teresa testemunhou o sofrimento feminino numa Igreja que não valorizava os seus dons, então pôs-se a realizar mudanças. Como parte de suas reformas, escreveu um manual de oração ou, como eu gosto de pensar, um guia de sobrevivência feminista do século XVI.

Na época, as autoridades eclesiásticas não achavam que as mulheres eram capazes de acessar a Deus através da oração por si mesmas. A “oração mental”, ou oração contemplativa, era considerada uma prática perigosa se feita sem a orientação. A Inquisição tinha recentemente banido uma série de livros de orações, e a oração realizada pelas mulheres era particularmente suspeita.

Depois que o confessor de Teresa a proibiu de partilhar sua autobiografia com suas companheiras freiras, ela se pôs a escrever um outro livro: “Caminho da perfeição”. Hoje, este é considerado um clássico espiritual sobre oração. Eu também o considero um clássico espiritual sobre a libertação das mulheres católicas.

Teresa de Jesus, como também é conhecida, foi uma reformada par excellence. Ela sabia que não seria suficiente reformar as estruturas externas. Há também que se reformar internamente, as crenças que carregamos dentro de nós.

Assim, enquanto reformava a Ordem das Carmelitas, a que pertencia, ela também buscou transformar o entendimento que as mulheres têm de si mesmas.

Teresa escreveu um livro de orações para as suas companheiras reformadoras, as irmãs de suas novas comunidades. Ela parecia saber que é na oração mais profunda onde descobrimos a verdade sobre nós mesmas; que nesta oração as suas companheiras poderiam descobrir que elas, também, eram queridas por Deus.

No livro, Teresa embasa seus pensamentos nas Escrituras, proclamando: “Tampouco, tu, Senhor, quando andaste pelo mundo, desprezaste as mulheres; pelo contrário, tu sempre, com grande compaixão, as ajudaste. E encontraste mais amor e fé nelas do que encontraste nos homens”.

E ela recorda as suas irmãs companheiras que as autoridades daqueles tempos, os quais pronunciavam juízos contra as mulheres, não estavam de acordo com o Grande Juiz: “Já que os juízes do mundo são filhos de Adão e todos são homens, não há virtude de mulheres que lhes não lhes seja respeitosa”.

Teresa exorta suas companheiras a acreditarem em suas próprias capacidades de reza e acesso a Deus. “Se alguém lhes dizer que a oração é perigosa, considerem esta pessoa o verdadeiro perigo e fujam dele”.

Acima de tudo, ela encorajou suas contemporâneas a perseverarem na oração, apesar as injunções contra esta prática impostas pelas autoridades eclesiásticas: “Sigam firme, filhas, pois eles não podem lhes tirar o Nosso Pai e a Ave Maria”.

Esta afirmação foi retirada de um manuscrito depois que um de seus censores escreveu na margem: “Parece aqui que ela está repreendendo os Inquisidores que proibiram os livros sobre orações”. De fato.

Certamente Teresa sofreu por suas críticas ousadas. Desde autoridades eclesiásticas que diziam que sua “experiência era do demônio” à prisão domiciliar, ela enfrentou inúmeros processos. Em seu primeiro escrito, “Livro da Vida”, admite: “Houve eventos suficientes para me levar à loucura”.

Mas Teresa sabia que as coisas iriam acabar mudando: “Sim, realmente, vai chegar o dia, meu Rei, em que todos serão conhecidos pelo que são (...) Percebo que estes são tempos em que será errado subestimar almas virtuosas e fortes, muito embora elas são de mulheres”, escreveu em “Caminho de perfeição”.

Ela diz a suas companheiras que Deus vai lhes dar a coragem de que necessitam. Sugere que se “uma ou duas (...) fizerem, sem medo, o que é melhor”, as coisas irão começar a mudar.

Acima de tudo, ela pediu-lhes para continuar com confiança: “É difícil andar neste caminho com medo. É muito importante saberem que estão no caminho certo”.

Este “caminho certo” conduziu à transformação da ordem religiosa de Teresa de Ávila há muitos anos. Este é um dos motivos por que as carmelitas ao redor do mundo vão celebrar o 500º aniversário de seu nascimento no próximo mês.

A transformação da Igreja numa instituição onde verdadeiramente se valorizam as mulheres, no entanto, não está finalizada ainda. Quando o papa considera as mulheres “a cereja do bolo” e quando as católicas ainda carecem de plena igualdade, é útil voltarmo-nos novamente para Teresa de Ávila, a santa do século XVI que conhecida o valor das mulheres e que escreveu um guia poderoso para a prática de oração delas. A escrita de Teresa falou ao coração das mulheres a quase cinco séculos atrás. E ainda fala hoje.

Fonte: IHU

12 fevereiro, 2015

10 vereadores votaram a favor da TCCC e contra a população

Do Site do vereador Humberto Henrique


O projeto de autoria do vereador Humberto Henrique (PT) que revoga o decreto abusivo do prefeito proibindo o pagamento em dinheiro, foi adiado por cinco sessões. No total, 10 vereadores rejeitaram a solução imediata do problema. Até o dia 3 de março, quando o projeto voltará para a pauta, os usuários que não possuem o cartão eletrônico continuarão sendo impedidos de usar o transporte público de Maringá.

“Quem votou pelo adiamento da votação está defendendo a empresa e prejudicando a população. A TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção) teve desde 2013 para se adequar e atender a legislação. Com a decisão desses 10 vereadores, a população de Maringá vai continuar impedida de usar um serviço público”, criticou Humberto.

Confira como votou cada vereador:

Favoráveis a votação
Humberto Henrique (PT),
Mário Verri (PT),
Ulisses Maia (SD),
Dr. Manoel (PC do B) e
Luiz Gari (PDT).

Contrários a votação:
Chico Caiana (PTB),
Edson Luiz (PMN),
Carlos Sabóia (PMN),
Flávio Vicente (PSDB) e
Jones Darck (PP). 
Luiz Pereira (PTC),
Da Silva (PDT),
Belino Bravin (PP),
Márcia Socreppa (PSDB) e
Luciano Brito (PSD).

Projeto de lei de iniciativa popular pela Reforma Política e Eleições Limpas

A meta  coletar 1,5 milhão de assinaturas até março de 2015.

O projeto de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas apresenta uma proposta de representação política mais identificado com a maior parte da sociedade.
Os quatro pontos principais desta proposta são:
  1. Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha;
  2. Eleições proporcionais em dois turnos;
  3. Paridade de gênero na lista pré-ordenada;
  4. Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes;
Se pararmos para pensar um pouco vamos perceber que a baixa qualidade do transporte público, a crescente violência urbana, a deficiência na educação, a precariedade da saúde pública, a carência de esporte e lazer para a juventude e a falta de terra para os trabalhadores que precisam são alguns dos inúmeros problemas sociais que a sociedade brasileira sofre há muito tempo.
Por que tais problemas nunca são resolvidos? Porque a solução deles depende da aprovação de muitas reformas como a reforma urbana, a reforma agrária, a reforma tributária e a reforma política. Todas elas precisam ser aprovadas no Congresso Nacional do Brasil.
Mas o Congresso impede que tais reformas sejam aprovadas. Isto porque parte dele representa os interesses de uma pequena parte da sociedade que financia as campanhas eleitorais, ou seja, de algumas poucas empresas. Assim, as necessidades da maior parte da população nunca são atendidas de verdade.
É isso que causa grande parte da corrupção política gerando inclusive a atual crise de representatividade no País. Só com uma Reforma Política Democrática será possível superar tais problemas que degradam a democracia brasileira. 

Participe, pegue o formulário na secretaria paroquial ou baixe o formulário aqui

Fonte: site da Coalizão