07 julho, 2019

A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje



A Filosofia da Amizade de Aristóteles ainda é importante hoje

 Aristóteles é amplamente considerado um dos mais brilhantes e prolíficos entre os filósofos ocidentais. É impossível dizer o quanto ele escreveu, mas a fração de seu trabalho ainda hoje é impressionante. Todos os campos, da astronomia e física à ética e economia, foram influenciados por seu pensamento. Por mais de 2.000 anos, ele continua sendo um dos pensadores mais lidos e citados da história.

Enquanto o impacto de Aristóteles ainda pode ser sentido em muitas disciplinas, uma de suas observações mais duradouras diz respeito à amizade. Ele via a amizade como uma das verdadeiras alegrias da vida e achava que uma vida bem vivida deveria incluir amizades realmente significativas e duradouras. Em suas palavras:

“Na pobreza, assim como em outros infortúnios, as pessoas supõem que os amigos são seu único refúgio. E a amizade é uma ajuda para os jovens, para salvá-los do erro, assim como é para os idosos, com vistas ao cuidado de que necessitam e à capacidade diminuída de ação decorrente de sua fraqueza; é uma ajuda também para aqueles em seu auge na realização de ações nobres, pois ‘dois juntos’ são mais capazes de pensar e agir.”

As amizades acidentais
Aristóteles descreveu dois tipos comuns de amizades que são mais acidentais do que intencionais. Muitas vezes caímos nesse tipo de amizade sem perceber.

A primeira é uma amizade de utilidade. Nessa relação, duas partes não estão nela por afeição. Em vez disso, elas estão para o benefício que cada um recebe do outro. Essas relações são temporárias: sempre que o benefício termina, o mesmo acontece com o relacionamento. Aristóteles observou que essas relações de utilidade eram mais comuns entre os idosos.

Pense em uma relação comercial ou profissional, por exemplo. Você pode aproveitar o tempo que passa juntos, mas quando a situação muda, a natureza da sua conexão também muda.

O segundo tipo de amizade acidental de Aristóteles baseia-se no prazer. Esse tipo de relacionamento, ele descobriu, era mais comum entre pessoas mais jovens. Pense em seus amigos de faculdade ou pessoas que jogam na mesma liga esportiva. Seu relacionamento é fundamentado na emoção que sentem em um determinado momento ou durante uma determinada atividade.

Essas amizades são frequentemente as relações de vida mais curta de nossas vidas. E tudo bem, desde que as duas partes tenham prazer por meio de um interesse mútuo em algo externo. Mas essas amizades terminam inevitavelmente quando os gostos ou preferências das pessoas mudam. Muitos jovens passam por fases do que gostam. Muitas vezes, seus amigos mudam ao longo do caminho.

A maioria das amizades se enquadra nessas duas categorias acidentais e, embora Aristóteles não as visse tão mal, sentia que sua falta limitava em muito sua qualidade. É bom, e até necessário, ter amizades acidentais – mas há muito mais por aí.

A amizade do bem
A forma final de amizade de Aristóteles parece ser a mais preferida. Em vez de utilidade ou prazer, esse tipo de relacionamento baseia-se em uma apreciação mútua das virtudes que a outra pessoa considera cara. Nesse tipo de amizade, as próprias pessoas e as qualidades que elas representam fornecem o incentivo para as duas partes estarem na vida umas das outras.

Amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Elas dependem do crescimento mútuo.

Ao invés de ser de curta duração, tal relacionamento perdura ao longo do tempo, e geralmente há um nível básico de bondade exigido em cada pessoa para que ela exista em primeiro lugar.

As pessoas que não têm empatia e a capacidade de cuidar dos outros raramente desenvolvem esse tipo de relacionamento porque sua preferência tende ao prazer ou à utilidade. Além do mais, amizades de virtude levam tempo e confiança para construir. Eles dependem do crescimento mútuo.

É muito mais provável que nos conectemos a esse nível com alguém quando os vemos no pior e os observamos crescer – ou se enfrentamos dificuldades mútuas com eles.

Além de sua profundidade e intimidade, a beleza dessas relações está em como elas incluem as recompensas dos outros dois tipos. Eles são benéficos e prazerosos. Quando você respeita uma pessoa e cuida dela, você fica feliz em passar tempo com ela. Se eles são uma pessoa boa o suficiente para justificar tal relacionamento, também há utilidade. Eles ajudam a manter sua saúde mental e emocional.

Essas relações requerem tempo e intenção, mas quando elas florescem, elas o fazem com confiança e admiração. Eles trazem consigo algumas das alegrias mais doces que a vida tem para oferecer.

O legado de Aristóteles
Há uma boa razão para o trabalho de Aristóteles continuar a ser lido cerca de 2.000 anos após sua morte. Nem tudo o que ele escreveu é relevante hoje, é claro, e muitas de suas suposições foram contestadas. Ele nos ensinou a examinar o mundo empiricamente e inspirou gerações de pensadores e filósofos a considerar o papel e o valor da ética na conduta cotidiana de nossas vidas, incluindo nossos relacionamentos.

A vida é muito curta para amizades superficiais.
Enquanto ele via o valor de amizades acidentais baseadas no prazer e na utilidade, sentia que sua impermanência diminuía seu potencial. Eles não tinham profundidade e uma base sólida.

Em vez disso, ele defendeu o cultivo de amizades virtuosas construídas com intenção e baseadas em uma apreciação mútua de caráter e bondade. Ele sabia que essas amizades só poderiam ser fortalecidas com o tempo – e se elas prosperassem, elas durariam por toda a vida.

Nós somos, e nós vivemos, as pessoas com quem passamos tempo. Os laços que forjamos com aqueles que nos rodeiam moldam diretamente a qualidade de nossas vidas. A vida é muito curta para amizades superficiais.

Texto publicado em Medium

Nesse momento na Cidade de Mandaguari


Nesse momento na Cidade de Mandaguari, assessorar formação com as lideranças das CEBs Região Pastoral Jandaia.


04 julho, 2019

Moção de Apoio em defesa dos direitos constitucionais dos Povos Indígenas no Brasil



Moção de Apoio em defesa dos direitos constitucionais dos Povos Indígenas no Brasil

4 de julho de 2019

Nós, participantes do VII Encontro Nacional do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB, reunidos em Cuiabá/MT, nos dias 20 a 23 de junho de 2019, estamos acompanhando com atenção a tramitação da ação que chegou ao Supremo Tribunal Federal/STF relativa à demarcação da terra do Povo Xokleng e que fora movida pela FATMA – Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina – contra a FUNAI – Fundação Nacional do Índio, contra os Indígenas e União. Tomamos conhecimento que a referida ação foi caracterizada, por aquela que é a mais alta Corte do Brasil como sendo de REPERCUSSÃO GERAL.

Este caso de repercussão geral no STF refere-se ao Recurso Extraordinário – RE nº 1017365, interposto pela Funai, contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4 Região/TRF4 que confirmou sentença de juiz de primeira instância, a qual determinou a reintegração de posse contra os indígenas da etnia Xokleng, Kaingang e Guarani. A área foi demarcada através de Portaria Declaratória expedida pelo Ministro da Justiça. A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina requer que a propriedade de parcela da terra indígena seja declarada como sendo de sua propriedade, no entanto ela está sobreposta à terra de ocupação tradicional dos indígenas e, portanto, seu título de propriedade é nulo de acordo com a Constituição Federal em seu artigo 231.

Nós, do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, nos solidarizamos com os povos indígenas do Brasil porque ao longo de toda a história sofreram e sofrem as mais cruéis e variadas formas de violências, bem como reconhecemos que a Constituição Federal precisa ser efetivamente aplicada tendo em vista a consolidação do direito à terra, o direito às diferenças étnicas e culturais e, fundamentalmente, o direito de os povos indígenas no Brasil serem reconhecidos como sujeitos de diretos, atendendo os preceitos do artigo 232 da CF/1988.

A Constituição Federal assegura os direitos dos povos indígenas sobre suas terras (Art 231 da CF), haja vista estabelecer que estes direitos são originários e tradicionais, portanto anteriores a qualquer direito estabelecido com a chegada dos europeus e posterior a ela, ou seja, é um direito de origem, de ancestralidade, naquilo que é denominado de indigenato, pois funda-se no critério de que o direito territorial, relativo aos índios, vincula-se ao critério de que são eles os primeiros habitantes e naturais senhores da terra, estabelecendo-se a primazia desse direito sobre qualquer outro.

03 julho, 2019

O mundo atual vai-se tornandom, dia após dia, mais elitista e cruel para com os excluídos.


Vaticano: Papa condena sociedade «cada vez mais elitista» e «cruel» que exclui refugiados (c/vídeo)


O Papa criticou a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel” com os excluídos, que rejeita o acolhimento de refugiados e migrantes que fogem da guerra e da pobreza.


“Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”, declara Francisco, numa mensagem em vídeo divulgada hoje, a respeito da 105ª edição do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica vai celebrar a 29 de setembro.

O Papa sublinha que os países em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”.

“As guerras afetam apenas algumas regiões do mundo; no entanto, a produção de armas e de venda ocorre noutras regiões, que, em seguida, não querem tomar conta de refugiados, não querem aceitar os refugiados que estes conflitos geram”, adverte.

Fala-se muito de paz, mas vendem-se armas. Podemos falar de hipocrisia nesta linguagem? Aqueles que sofrem as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, que são impedidos de sentar-se à mesa e ficam apenas com as migalhas do banquete”.

Francisco convida a rejeitar um desenvolvimento exclusivista que “torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres”.

“O desenvolvimento autêntico é aquele que pretende incluir – é inclusivo – e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projetado para o futuro”, conclui.

A Igreja celebra o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914; em 2019, o tema escolhido pelo Papa, ‘Não se trata apenas de migrantes’, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral(Santa Sé).

Em 8 de julho, o Papa vai celebrar uma Missa no Vaticano com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o objetivo assinalar o sexto aniversário da visita de Francisco à ilha italiana de Lampedusa.

O secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou os recentes acontecimentos que envolvem o barco ‘Sea Watch 3’, pertencente a uma ONG alemã, que atracou sem autorização em Lampedusa, após vários dias de espera no mar pedindo o desembarque de 40 migrantes resgatados ao largo da Líbia.

“Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário”, disse aos jornalistas.

Fonte: Ecclesia

02 julho, 2019

Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base



Surgimento da expressão Comunidade Eclesial de Base

Por Solange S. Rodrigues

A primeira referência oficial às “comunidades de base” aparece no Plano Pastoral de Conjunto (PPC) aprovado numa assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em novembro de 1965. Esta assembleia foi realizada em Roma, ainda durante a última sessão do Concílio Vaticano II. O Plano vinha sendo preparado há meses, pelos secretariados nacionais e regionais da CNBB, e já havia sido discutido pela Comissão Central da entidade e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

No PPC a criação e dinamização das comunidades de base é apresentada como meio de favorecer a vivência comunitária e responsável dos católicos, a partir da descentralização das paróquias, extensas e muito povoadas. Os bispos propõem “suscitar e dinamizar, dentro do território paroquial, comunidades de base (como as capelas rurais) onde os cristãos não sejam pessoas anônimas que apenas buscam um serviço ou cumprem uma obrigação, mas sintam-se acolhidos e responsáveis, e delas façam parte integrante, em comunidade de vida com Cristo e com todos os seus irmãos” (CNBB, 1966, 38-39).

Antes dele, em abril de 1962 no Plano de Emergência (PE) os bispos preconizaram uma renovação paroquial. Entre outras características, esta renovação deveria valorizar as “comunidades naturais”, já presentes no interior das paróquias, entendidas como grupos relativamente homogêneos, unificados pela convivência em um território delimitado, como por exemplo, bairros, povoados rurais; ou, por algum centro de interesse, como o trabalho, o estudo etc..

A designação era ainda hesitante. Falava-se em comunidade natural; comunidade de base; ou, simplesmente, comunidade. O adjetivo eclesial é usado no título do primeiro livro sobre as CEBs, intitulado “Comunidade Eclesial Base: uma opção pastoral decisiva”, publicado 1967 pela editora Vozes. Seu autor, Raimundo Caramuru de Barros, relata a constituição do nome da nova proposta pastoral no livro “Para entender a Igreja no Brasil: a caminhada que culminou no Vaticano II (1930-1968)”, publicado em 1994: a expressão teria sido criada num seminário sobre “Sacramentos da Iniciação”, promovido pelo Secretariado Nacional de Liturgia da CNBB em 1965. Na ocasião “ficou consagrado o nome Comunidade Eclesial de Base. Inicialmente, tinham sido denominadas de comunidades naturais; em seguida, chegou-se a falar em comunidades locais. Ambos apelativos provocavam dificuldades e mesmo ambiguidades. Passou-se, então, ao nome comunidade de base. Essa denominação buscava identificá-la como a célula básica do corpo eclesial. (…) Por facilidade e brevidade, continuou-se, muitas vezes, a falar em comunidades de base, omitindo o termo eclesial, até que se inventou a sigla CEB, uma referência mais simples para essas comunidades de Igreja“.

Já nos países da América Latina de colonização espanhola, a expressão consagrada para indicar estes organismos eclesiais foi comunidad cristiana popular. Em algumas traduções de textos produzidos nestes países para o português a expressão usada é comunidade cristã de base ou comunidade cristã popular. Há aqui uma distinção importante, pois nesta segunda expressão fica assinalado o caráter “popular” da experiência, sua vinculação a um determinado segmento da população. Já o termo incluído na expressão em português, “de base”, presta-se a diferentes interpretações, podendo ser compreendido em termos de classe social (as chamadas classes subalternas, aquelas que estariam na “base” da sociedade) ou se referir à estrutura da Igreja, designando a “base” da instituição.

  Mais de 50 anos após sua criação, percebemos que a expressão “comunidade eclesial de base” e a sigla “CEB” são de uso mais corrente entre os agentes de pastoral e os estudiosos do fenômeno. Em geral, participantes das CEBs referem-se a elas simplesmente como “comunidades”. A ambiguidade apontada por Caramuru de Barros reaparece, pois muitas vezes não é fácil fazer a distinção nos discursos entre a comunidade local (todos os habitantes da localidade) e os membros da comunidade religiosa.

Em determinadas situações a expressão e a sigla são acionadas como elemento de auto-identificação nos casos de conflitos entre linhas pastorais divergentes numa mesma paróquia ou diocese, ou no contexto nacional. E também no processo de preparação e de realização dos Encontros Intereclesiais de CEBs, quando a identidade em torno dessa experiência pastoral é reafirmada.

Este texto é parte do caderno que está sendo elaborado sobre o histórico das CEBs. Ele será um dos cadernos da série que o Iser Assessoria organiza sobre as CEBs no Brasil, para contribuir na formação de suas equipes de animação.

Solange S. Rodrigues é membro da equipe de Iser Assessoria. As informações contidas neste texto foram retiradas de sua dissertação de mestrado: Comunidades Eclesiais de Base no Brasil: interfaces entre religião, política e produção do conhecimento (UFRJ, 1997).  



30 junho, 2019

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC foi o tema trabalhado na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças

Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças - Arquidiocese de Maringá.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC.

 Esse foi o tema trabalhado pelas CEBs na Região Pastoral Sarandi – Nossa Senhora das Graças, iluminada pelo evangelho de Marcos 6 : 34:44 e Atos dos Apóstolos 2 e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019 -2023.

“Vocês é que têm de lhes dar de comer.” 




A grande multidão perdida como ovelha sem pastor, deixa de ser uma multidão perdida, á partir do momento em que Jesus os organiza, forma comunidades. O grande milagre, todas e todos são saciado no ato da partilha. Isso é lindo.

 Ao Conselho Pastoral das Comunidades, os CPCs  cabe fomentar seu protagonismo e ousadia. Estar atento a sua realidade loca e responder à luz do Evangelho. Dai vem seu protagonismo: da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho.

A frase dita por Jesus aos discípulos hoje Ele diz aos CPCs: “Vocês é que têm de lhes dar de comer.” 

É preciso o protagonismo e ousadia dos CPCs pela denúncia e pelo anúncio. Denuncia de toda estrutura injusta e Anúncio do Evangelho – as maravilhas de Deus, anúncio de um jeito novo de ser e de viver.

As CEBs precisam ser a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. Estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.

O CPC precisam fomentar as CEB para que seja lugar do olhar, do abraço e do afeto, sem discriminar, vencendo os preconceitos para olhar o outro, sentir suas alegrias e angústia e juntos buscar resposta. 

Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.

Em torno do plano de Deus, para realizar seu plano Ele conta coma as famílias. O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus.  

Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras.  E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.

As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem. 

O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem esta mais perto, a família que esta mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir. 

O primeiro responsável é quem esta mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.  

Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.

Data da formação:30 de junho de 2019
Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)








28 junho, 2019

A família demanda atenção renovada!


Democracia em Vertigem é eleito um dos melhores filmes do ano pelo New York Times

Documentário feito por Petra Costa para a Netflix detalha os últimos anos conturbados do governo brasileiro  

Dilma Roussef (Foto: Reprodução / Netflix)

Democracia em Vertigem, documentário de Petra Costa lançado na Netflix no dia 19 de abril, entrou nesta quinta, 27, para a lista de melhores filmes de 2019 do New York Times, um dos principais jornais norte-americanos.  

Stephanie Goodman, crítica de cinema, escolheu oito filmes para o ranking. Além de Democracia em Vertigem, o documentário Rolling Thunder Revue, no qual Martin Scorsesefalou sobre Bob Dylan, também apareceu. 

Em sua produção, Costa narrou o momento conturbado que a política brasileira passou durante as últimas décadas, desde os anos do governo do PT, a partir da eleição ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, passando pelo impeachment da ex-presidente, Dilma Rousseff, e a ascensão de Sérgio Moro e o atual presidente brasileiro Jair Bolsonaro

Democracia em Vertigem recebeu diversas críticas positivas, tanto em veículos nacionais quanto internacionais, e é um dos favoritos para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Documentário. Já para o público, a recepção foi dividida, pois há acusações de que o filme ataca Bolsonaro e defende o PT. 

Antes de lançar Democracia em Vertigem, a Netflix também produziu a série deJosé PadilhaO Mecanismo, detalhando as investigações da Operação Lava Jato, na qual Lula foi réu.  

Fonte: Rolling Stone Uol.

O amor de Deus

"O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados, aos necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus? Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?"

Fonte: Dehonianos

26 junho, 2019

Morre aos 105 anos Elzita Santa Cruz, após 45 anos de busca por notícias do filho desaparecido na ditadura

"É justo, é humano, é cristão que um órgão de segurança encarcere, depois de sequestrar, um jovem que trabalhava e estudava, sem que à sua família seja dada qualquer informação sobre o seu paradeiro e as acusações que lhe são imputadas? Que direi ao meu neto quando jovem for e quando me indagar que fim levou o seu pai, se ele não tiver a felicidade de ver seu regresso? Direi que foi executado sem julgamento? Sem defesa? Às escondidas, por crime que não cometeu?", escreveu ela em carta ao marechal Juarez Távora, em maio de 1974.

Comissão da Verdade de Pernambuco entrega relatório do caso dos desaparecidos Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier aos familiares. Na foto, Dona Elzita Santa Cruz Foto: Hans Von Manteuffel / Agência O Globo


Elzita Santa Cruz Oliveira morreu, na madrugada desta terça-feira, aos 105 anos , sem uma resposta definitiva para uma pergunta que fazia há 45: "Onde está meu filho?". Desde 1974, quando o então estudante de Direito da UFF Fernando Santa Cruz foi preso por órgãos de repressão da ditadura militar, ela buscava notícias em cartas a ministros, apelos a generais e súplicas a presidentes.

"É justo, é humano, é cristão que um órgão de segurança encarcere, depois de sequestrar, um jovem que trabalhava e estudava, sem que à sua família seja dada qualquer informação sobre o seu paradeiro e as acusações que lhe são imputadas? Que direi ao meu neto quando jovem for e quando me indagar que fim levou o seu pai, se ele não tiver a felicidade de ver seu regresso? Direi que foi executado sem julgamento? Sem defesa? Às escondidas, por crime que não cometeu?", escreveu ela em carta ao marechal Juarez Távora, em maio de 1974.

A espera por Fernando fez a mãe resistir a qualquer mudança: a casa e o número de telefone permaneceram os mesmos quatro décadas depois do desaparecimento. Também manteve o quarto do filho. Ela ainda aguardava um contato. Numa iniciativa de manter viva a sua luta, a família lançou, em 1984, o livro "Onde está meu filho?", que relata a busca de Elzita por informações sobre Fernando.

A dor e a saudade se misturaram ao alívio quando a família recebeu a primeira confirmação oficial da prisão de Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, após 40 anos, em março de 2014. "20 de fevereiro de 1948. Casado. Citado por militantes presos como membro da Ação Popular Marxista-Leninista (APML)", dizia o ofício RPB 655/A2-Comcos do Ministério da Aeronáutica, classificado como secreto. Ele tinha 26 anos.

Fernando, que havia se mudado para São Paulo, onde trabalhou no Departamento de Água e Energia Elétrica do estado até a véspera da prisão, estava no Rio para festejar o aniversário do irmão Marcelo. Devido ao novo endereço, ele pleiteava uma transferência da UFF para a USP. Após rever a família, Fernando saiu às 16h para encontrar o amigo Eduardo Collier e marcou de ir ao cinema às 18h com sua mulher, Ana Lúcia Valença. Não apareceu. Era sábado de carnaval, e nunca mais se soube de Fernando e Eduardo.

Filhos de Elzita, Marcelo Santa Cruz teve cassado o direito de estudar no Brasil e Rosalina (irmã mais velha) ficou um ano presa, sofreu um aborto provocado pela violência, por choques elétricos. Mas Marcelo classificou o caso de Fernando como o "mais perverso".

— Esse crime é permanente, não prescreve, não acaba nunca — destacou ele ao GLOBO, em 2014.

'Sua luta terminou inconclusa'

O neto Felipe Santa Cruz, filho de Fernando, e hoje presidente da OAB Nacional, disse ao GLOBO em 2014 que via a avó como um símbolo de coragem.

— Ela teve o cuidado de não deixar esquecer que o desaparecimento dele é uma questão política. Ela não se restringiu ao sofrimento, à dor interna, mas transformou Fernando em alguém importante para a história de um período do país. Ele não era guerrilheiro, não vivia clandestinamente. Minha avó mostrou que ele poderia ser o filho de qualquer mãe.

Nesta terça-feira, pelo Twitter, Felipe destacou que a família se despedia "de sua matriarca, uma mulher forte e que tão pequena parecia gigantesca". Ressaltou que a avó "foi em vida a concreta manifestação da força da mulher nordestina".

"Ela não me perdoaria se eu deixasse de dizer que sua maior luta terminou inconclusa: não recuperou o corpo de seu amado filho, coitadas das almas dos que lhe negaram esse sagrado direito", destacou o advogado.

Em nota, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), prestou solidariedade à família e aos amigos de quem classificou como "mulher guerreira".

"Dona Elzita foi incansável na busca por direitos humanos e justiça para seu filho Fernando e para outras vítimas da ditadura. A sua dedicação a essas causas seguirá nos inspirando", disse o governador.

Segundo a imprensa local, Dona Elzita será velada nesta terça-feira, na Câmara Municipal de Olinda, e cremada no dia seguinte, em Paulista, na Região Metropolitana de Recife.

 Fonte: O Globo  

Não há lugar para o egoísmo na alma do cristão!


25 junho, 2019

Formação sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023


Destinado às lideranças da Arquidiocese de Maringá a Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá irá promover Encontro de Formação sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023.  

Será terça-feira, 02 de julho, às 20 horas no Auditório São João Paulo II - anexo ao Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória em Maringá.

A entrada é gratuita e o assessor da formação será o padre José Arnaldo Juliano dos Santos, presbítero da Arquidiocese de São Paulo.

24 junho, 2019

“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche



“Pessoas felizes não precisam consumir”, a afirmação brutal do filósofo Serge Latouche

O ideólogo do decrescimento analisa como nossa sociedade criou uma religião em torno do crescimento e do consumismo.

Nascido em Vannes (França) há 70 anos, diante de uma platéia que escutava sentada nos corredores de acesso ao salão do Colegio Larraona de Pamplona, salientando que o ritmo atual de crescimento da economia global é tão insustentável como a deterioração e a falta de recursos no planeta.

Convidados pelo coletivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, sob o título de sua palestra “A diminuição, uma alternativa ao capitalismo?”, Ele afirmou que a sociedade estabelecesse uma autolimitação do seu consumo e exploração ambiental. Do seu ponto de vista, não se trata de propor uma involução, mas de acoplar a velocidade do gasto dos recursos naturais com a sua regeneração.

Especialista em relações econômicas Norte/Sul, o prêmio europeu de sociologia e ciências sociais Amalfi, seu movimento decrescentista, nascido nos anos 70 e estendido na França, defende a sobriedade na vida e a preservação dos recursos naturais antes de sua exaustão.

Em sua opinião, se a queda não for controlada, “a queda que já estamos experimentando” será o resultado do colapso de uma forma insustentável de capitalismo, e também será excessiva e traumática.

Uma bomba semântica. Serge Latouche afirma que o termo decrescimento é um slogan, “uma bomba semântica causada para neutralizar a intoxicação do chamado desenvolvimento sustentável”, uma forma de pensar, sustentabilidade, estendida pelo economismo liberal dos anos 80, e que favorece o pagamento de tudo.

“Por exemplo, no caso do trigo, obriga-nos a pagar pelo excedente, pelo seu armazenamento e também temos de pagar para destruir o excedente.”

“Devemos falar sobre o A-crescimento”, ele disse como um convite para refletir sobre nosso estilo de vida, incluindo a exibição do supérfluo e do enriquecimento excessivo.

Do seu ponto de vista “vivemos fagotizados pela economia da acumulação que leva à frustração e a querer o que não temos e não precisamos”, o que, diz ele, leva a estados de infelicidade.

“Detectamos um aumento de suicídios na França em crianças”, acrescentou ele, para referir-se à concessão por bancos de empréstimos ao consumidor para pessoas sem salários e ativos, como aconteceu nos Estados Unidos no início da crise econômica global. . Para o professor Latouche, “pessoas felizes geralmente não consomem”.

Seus números como economista dizem que ele está certo: todos os anos há mais habitantes no planeta, enquanto os recursos estão diminuindo, sem esquecer que consumir significa produzir resíduos e que o impacto ambiental de uma pessoal equivale a 2,2 hectares, e que a cada ano 15 milhões de hectares de floresta são consumidos “essenciais para a vida”.

“E se vivemos nesse ritmo, é porque a África permite isso”, enfatizou. Para o professor Latouche, qualquer tipo de escassez, alimentos ou petróleo, levará à pobreza da maioria e ao maior enriquecimento das minorias representadas nas grandes empresas petrolíferas ou agroalimentares.

Trabalhe menos e produza de forma inteligente.

Tachado de ingênuo por seus detratores, postulou trabalhar menos e distribuir melhor o emprego, mas trabalhar menos para viver e cultivar mais a vida, insistiu.

A partir de um projeto qualificado como “ecossocialista”, além de consumir menos, a sociedade deve consumir melhor, para qual propos que se produzisse perto de onde mora e de forma ecológica evitar que por qualquer fronteira entre Espanha e França circule até 4 mil caminhões uma semana “com tomates da Andaluzia cruzando com tomates holandeses”.

Ele terminou com um louvor ao estoicismo representada em Espanha por Seneca: “A felicidade não é alcançada se não podemos limitar nossos desejos e necessidades.”

Extraído do site despiertacultura

Fonte: Pensar Contemporâneo

21 junho, 2019

O sonho do nosso amada Papa Francisco para com as faculdade teológica

“Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”.  


“Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”.  

Para Francisco “A misericórdia não é somente uma atitude pastoral, mas é a própria substância do Evangelho de Jesus.”  

Um Pentecostes teológico que nos leva a ouvir na própria língua, “Pode-se e deve-se trabalhar na direção de um ‘Pentecostes teológico’, que permita às mulheres e aos homens do nosso tempo ouvir ‘na própria língua’ uma reflexão cristã que responda à sua busca de sentido e de vida plena.”  

Para que a teologia não perca alma e a inteligência o papa diz que, "Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência" 

É lindo o sonhar de Francisco para com as faculdade teológicas, “Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”

Ele defende o colhimento e diálogo, “As escolas de teologia se renovam com a prática do discernimento e com um modo de proceder dialógico. O Mediterrâneo é propriamente o mar da mestiçagem, um mar geograficamente fechado em relação aos oceanos, mas culturalmente sempre aberto ao encontro, ao diálogo e à recíproca inculturação. Com o diálogo sempre se ganha. Todos perdemos com o monólogo.”

Francisco afirma a importância que teólogas/os sejam homens e mulheres de compaixão,  tocados pela vida oprimida de muitos “Neste caminho contínuo de saída de si e de encontro com o outro, é importante que os teólogos sejam homens e mulheres de compaixão, tocados pela vida oprimida de muitos, das escravidões de hoje, das chagas sociais, das violências, das guerras e das enormes injustiças sofridas por muitos povos que vivem nas margens deste ‘mar comum’. Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência e a capacidade de interpretar de maneira cristã a realidade. Só é possível fazer teologia de joelhos.”

“liberdade teológica”. “Sem a possibilidade de experimentar novas estradas, não se cria nada de novo e não se deixa espaço à novidade do Espírito do Ressuscitado.”