Fonte: site A Santa Sé
06 janeiro, 2022
Mensagem de sua Santidade Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2022
Fonte: site A Santa Sé
04 janeiro, 2022
“Vocês é que têm de lhes dar de comer.”
Ao Conselho Pastoral das Comunidades (CPCs) cabe fomentar seu protagonismo e ousadia. Estar atento a sua realidade loca e responder à luz do Evangelho. Daí vem seu protagonismo: da responsabilidade amorosa pelo cuidado das pessoas e o anúncio do evangelho.
A frase dita por Jesus aos discípulos hoje Ele diz aos CPCs: “Vocês é que têm de lhes dar de comer. ”
É preciso o protagonismo e ousadia dos CPCs pela denúncia e pelo anúncio. Denuncia de toda estrutura injusta e Anúncio do Evangelho – as maravilhas de Deus, anúncio de um jeito novo de ser e de viver.
As CEBs precisam ser a casa da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. Estar com as portas abertas para acolher, acolher sem julgamento e portas abertas para ir ao encontro, principalmente dos que mais precisam.
O CPC precisa fomentar as CEB para que seja lugar do olhar, do abraço e do afeto, sem discriminar, vencendo os preconceitos para olhar o outro, sentir suas alegrias e angústia e juntos buscar resposta.
Sair, ir ao encontro das famílias, para sentir quanto que elas são humanas, sentir sua fragilidade, ser uma porta de esperança "ir ao encontro das famílias, com atenção especial e ternura de quem coloca uma ovelha ferida no colo" ( DGAE). Isso é muito profundo.
Em torno do plano de Deus, para realizar seu plano Ele conta coma as famílias. O Evangelho de Mateus e Lucas relata a genealogia de Jesus, história de geração a geração até chegar a Jesus.
Ao resgatar a genealogia de Jesus, percebemos famílias com marcas doloridas, problemas e conflitos, famílias muita humana, com ideal de amor, mas também com situações difíceis e desafiadoras. E nem por isso Deus desistiu delas, com elas forma o povo de Israel.
As CEBs como sendo a Igreja mais perto das famílias precisam continuar sendo o canal de esperança para recuperar as famílias que precisam ser recuperadas, ser o sustento para manter aquelas que estão bem.
O CPC precisa descobrir as famílias que mais precisam aproximar e acolher e para isso o caminho é ver quem está mais perto, a família que está mais perto dessa família para responsabilizar-se com ela. Mas não só perto, esta família que pode ser o braço amigo da CEB a outra família deve estar aberto para Deus conduzir.
O primeiro responsável é quem está mais perto e consciente da tarefa. As CEBs precisam criar mecanismo, meios para encorajar as pessoas a estar a serviço da família que mais perto dela geograficamente esta e Deus da os meios e a força. Encorajar as pessoas não baseado em cobranças, afirmar e motivar que podemos fazer, Deus vai ajudar, vamos conseguir.
Retornar as fontes, reafirmar as CEBs e fomentar o protagonismo e ousadia do CPC é preciso.
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12 novembro, 2021
"Esperança e resistência partilhadas"
"Esperança e resistência partilhadas"
“É precisamente isto que considero um grande tesouro, porque não há nada, mas o que temos nos foi dado pela Providência (...) Este é o ensinamento que São Francisco nos dá: saber contentar-se com o pouco que temos e partilhá-lo com os outros (...)”.
São Francisco “(...) nunca teria pensado que o Senhor lhe pedisse para dar a sua vida para renovar não a igreja feita de pedras, mas a de pessoas, de homens e mulheres que são as pedras vivas da Igreja (...)”.
As nossas CEBs, são pedras vivas da Igreja
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam pedras vivas da Igreja?
São Francisco “(...)“recolhia-se (...) em silêncio e escutava o Senhor, o que Deus queria dele. Também nós (...)queremos pedir ao Senhor que ouça o nosso grito e venha em nosso auxílio. Não esqueçamos que a primeira marginalização de que os pobres sofrem é espiritual. ”
Acolher para amar, cuidar e caminhar junto
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam Acolhedora, uma samaritana a serviço da vida?
“Acolher significa abrir a porta, a porta da casa e a porta do coração, e permitir (àquelas) àqueles que batem à porta de entrar. E que podem sentir-se à vontade, sem medo. Onde existe um verdadeiro sentido de fraternidade, existe também a experiência sincera de acolhimento”
Ir ao encontro
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam peregrina indo ao encontro?
“Encontrar-se é a primeira coisa, ou seja, ir ao encontro uns dos outros com o coração aberto e a mão estendida. Sabemos que cada um de nós precisa do outro, e mesmo a fraqueza, se experimentada em conjunto, pode tornar-se uma força que melhora o mundo”.
Vencer a hipocrisia e os que ela sustenta e gera dor, sofrimento e exclusão
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam profetas da transformação das injustiças?
“Hipocrisia dos que querem se enriquecer para além das medidas, se coloca a culpa sobre os ombros dos mais fracos. É tempo que seja restituída a palavra aos pobres, porque durante demasiado tempo os seus pedidos não foram ouvidos. É tempo que se abram os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É tempo de arregaçar as mangas para restituir dignidade através da criação de empregos. É tempo que se volte a se escandalizar diante da realidade de crianças famintas, escravizadas, tiradas das águas quando naufragam, vítimas inocentes de todo o tipo de violência. É tempo que cessem as violências contra as mulheres e as mulheres sejam respeitadas e não tratadas como mercadoria. É tempo que se rompa o círculo da indiferença para retornar a descobrir a beleza do encontro e do diálogo”.
Testemunho que transforma
O quão próximo, o quão aberto, o quão dispostos nós estamos das CEBs para que elas sejam corajosas, sinceras, exemplo, testemunho que encanta, cativa e transforme?
As pessoas simples, pobres, marginalizadas são testemunhas vivas de coragem e sinceridade
“Coragem, porque quiseram partilhar com todos nós, mesmo que façam parte da sua vida pessoal; sinceridade, porque se mostraram como são e abriram o seu coração com o desejo de serem compreendidos. (...) “Percebi um grande sentido de esperança. A marginalização, o sofrimento da doença e da solidão, a falta de muitos meios necessários não os impediu de olharem com os olhos cheios de gratidão para as pequenas coisas que lhes permitiram de resistir (...)”. Resistir além da esperança: “ (...) deriva da esperança. O que significa resistir? Ter a força para continuar apesar de tudo. A resistir não é uma ação passiva, pelo contrário, requer coragem para empreender um novo caminho sabendo que dará frutos”.
Rezemos juntos, "Senhor (...) nos ajude sempre a encontrar a serenidade e a alegria. (...) São Francisco ensina-nos a alegria que vem de olhar para quem está próximo como a um companheiro de viagem que nos compreende e nos apoia, tal como nós somos para ele ou ela”.
Um beijo carinhoso no seu coração.
04 novembro, 2021
As pessoas que sofrem de depressão - O Vídeo do Papa - Novembro de 2021
02 novembro, 2021
“Catequese Permanente” – Sínodo para Sinodalidade
01 novembro, 2021
Papa: as Bem-aventuranças são a profecia de uma nova humanidade
O tempo passa!
As santas e santos encontraram no Senhor força para levantar-se sempre e prosseguir no caminho!
29 outubro, 2021
Segue um relato e uma provocação
Hoje na calçada em frente à minha casa amanheceu um homem morador de rua deitado. Cabelos e barba que há um bom tempo sem corte e percebi também há tempo sem banho e troca de roupa.
Tem havido com frequência moradores de rua no bairro.
Caminhando, deitado sobre o chão das CEBs da Arquidiocese de Maringá. Caminhando, deitado sobre o chão em uma das CEBs de nossa paróquia, em uma das CEBs que pertencemos.
Sentimento de incapacidade diante do homem que amanheceu deitado em frente à minha casa.
Lembrei das vezes que eu e o padre Genivaldo conversávamos sobre os moradores de rua, na conversa havia preocupação, desejo de aproximar e cuidar, sonho de projeto em nossas conversas. Outros rumos foram tomados, o que aconteceu com o preocupar-se...
Uma provocação
Como deve ser vista e assumida a situação das e dos moradores de rua?
Papa Francisco na mensagem para o II Dia Mundial dos Pobres celebrado em 2018 escreveu “Pobres nos ajudam a redescobrir a beleza do Evangelho”.
Essa beleza do evangelho vejo como uma convocação para as lideranças ordenadas e leigas a não resumir a dimensão da fé ficando dentro de sacristias, dentro apenas de Igrejas, no conforto de nossas casas, a não ficar só em redes sociais.