20 junho, 2018

"Suicídio na Atualidade: o retrato no Brasil e no mundo"

Nesta quarta-feira (20), às 19h, ocorre uma palestra online gratuita com o tema "Suicídio na Atualidade: o retrato no Brasil e no mundo", ministrada pelo Dr. Neury Botega, psiquiatra, assessor científico do CVV-Centro de Valorização da Vida e autor do livro "Crise Suicida: Avaliação e Manejo".  

As inscrições podem ser feitas AQUI   

A realização da inscrição é importante pois, mesmo que você não possa assistir a palestra no horário, a gravação será enviada posteriormente.

19 junho, 2018

“Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”



“Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”

Recebi do meu amigo Dom Edson Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas o “Texto preparatório para o tão esperado e motivador Sínodo Pan Amazônico”.

Disponibilizo a vocês AQUI

As fotos abaixo, quando em 16 de setembro do ano passado, tive a alegria de acolhê-lo em minha casa.





"Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" - Um grande desafio



"Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" - Um grande desafio

A cidade e também o campo é um grande texto para ser lido e relido no dia a dia, com o risco da interpretação. Grande desafio, principalmente com o Papa Francisco insistindo na ideia de uma “Igreja em saída”, que “rompe com a crosta do egoísmo” (D. Hélder Câmara) e que gera pessoas comprometidas e alegres. De fato, “a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária” (EG 21). Uma Igreja ousada presente em todas as periferias e em todas as “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano.

Cada dia mais a necessidade de aproximar com simplicidade e humildade das pessoas para entender melhor seus problemas. O papa chama atenção, quando diz, diante desta situação, o que as pessoas querem é “uma Igreja que, na sua noite, não tenha medo de sair”.  Isso é lindo e desafiador.

Uma Igreja capaz de encarar os desafios de frente, que saiba dialogar com aquelas discípulas e aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de uma igreja ainda fechada e estacionada.

É preciso despertar nossas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) para a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além.

“Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.” (EG 49)

Coordenar uma CEB, ser agente de pastoral, animar um grupo de reflexão nunca foi fácil. Para Francisco “Evangelizar é uma alegria”, é preciso pedir a graça de não cair num anúncio “aborrecido e triste”.

Hoje deparamos com pessoas com pouca experiência comunitária, ou até incapazes de experiência, mas cheios de informação e de opinião. A informação pode ser muitas coisas, mas não é experiência e não deixa espaço para a experiência. Numa cultura em que se permanece online o tempo todo, a ânsia por informação é cada vez mais evidente, é preciso estar informado e ser informante.  Há excesso de informação e um excesso na busca de informação e pelo saber, más não se tem “sabedoria” e sim informação “verdadeira ou não” o que distorce ou dificulta a possibilidade de se enxergar a realidade com clareza, diante de tantas informações.

Os discursos dos grupos dominantes ocupam os principais veículos de comunicação, definindo aquilo que deve ou não ser dito, pensado e realizado. Não restando meios para que discursos diferentes ocupem o mesmo espaço.

A pessoa da coordenadora/or das CEBs e seus agentes de pastorais são desafiadas, de um lado pela Igreja que o papa tanto insiste e que vem ao encontro da mística de nossas Comunidades Eclesiais de Base, do outro lado todas essas realidades presente não só na cidade, mas no campo também.

O que é muito bonito nas CEBs é que uma grande parcela do Povo de Deus se torna protagonista da ação evangelizadora ad intra e ad extra da ação pastoral evangelizadora, social e missionária. Tem sido assim, uma grande parcela desse povo são gente muito simples com ações simples e que fazem a diferença.

Mas sente-se, diante de tantos desafios uma lacuna quanto ao processo formativo que os prepare para desempenhar funções de serviço à CEBs, muitos sentem despreparados e inseguros quanto à organização de uma reunião de CPC, ao método ver-julgar-agir-celebrar; à condução de um encontro de grupo de reflexão, de uma celebração, benção e oração nas casas, da Leitura Orante da Palavra, de uma abordagem evangelizadora; à organização de ações e projetos para atender as diversas demandas das comunidades. E sentem muito mais inseguros quanto à participação na sociedade, nos seus diversos espaços de militância em favor da sociedade justa e fraterna.

Nessa perspectiva nasce a "Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs", que terá sua primeira etapa no dia trinta de junho e primeiro de julho deste ano de 2018. Um grande desafio, formar formadores e articuladores das CEBs, para atuarem nas bases em nossas paróquias.

O assessor, Celso Pinto Carias, um dos mais destacados teólogos leigos do Brasil, doutor em teologia pela PUC do Rio de Janeiro e assessor nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

A "Escola de Formação de Formadores e Articuladores para as CEBs" foi projeto apresentado pelas CEBs e aprovado em Assembleia arquidiocesana dentro da prioridade “missão” do 24° Plano de Ação Evangelizadora (2017-2021) da Arquidiocese de Maringá.

No 7° Intereclesial das CEBs do Paraná, realizado em abril de 2016, no momento por Província, Maringá partilhou o projeto da escola, e deu abertura para acolher alunos das dioceses de Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama.  

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora Leiga das CEBs na Arquidiocese de Maringá


18 junho, 2018

Papa: as ditaduras começam com a comunicação caluniosa


Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da "capacidade destrutiva da comunicação malvada". Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em "tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com 'luvas brancas'" que destruíram países.


Papa: as ditaduras começam com a comunicação caluniosa

Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda a sedução do escândalo e o poder destrutivo da comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Debora Donnini - Cidade do Vaticano

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora. A sua esposa cruel, Jezrael, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da "capacidade destrutiva da comunicação malvada". Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em "tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com 'luvas brancas'" que destruíram países.



Fonte: Vatican News

15 junho, 2018

Marco Referencial da Missão: Caminhos para uma “Igreja em Saída” - Arquidiocese de Maringá






Marco Referencial da Missão: Caminhos para uma “Igreja em Saída” 

Hoje apresentarmos o Marco Referencial da Missão ao arcebispo da Arquidiocese de Maringá, dom Anuar Battisti.

Na última Assembléia Arquidiocesana, foi escolhida como 2ª prioridade “A Missão”, tendo como projeto “Igreja em saída – Comunidades em estado permanente de missão”.

Como primeiro fruto desta Prioridade, o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), com a participação da Infância e Adolescência Missionária e da Juventude Missionária, em parceria com a Coordenação Arquidiocesana da Ação Evangelizadora, as Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s) e a Escola de Evangelização Santo André, propõe este subsídio, que busca orientar as paróquias, com seus CPP’s e toda a Pastoral, no caminho que deve ser feito, isto é, na reflexão sobre a Dimensão Missionária da Igreja e a implantação do Conselho Missionário Paroquial (COMIPA).

Na busca de “proporcionar condições para que as CEBs e outras comunidades se tornem cada vez mais lugar de encontro com Jesus Cristo [...], a partir de uma proposta que contemple a Pastoral Ordinária/ Manutenção, a Reevangelização e a Missão Ad Gentes” (24º PAE, p.57), queremos oferecer um subsídio (Marco Referencial) que ajude as paróquias a assumirem a identidade missionária, a partir da consciência de que “a Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes [...]” (DAp n.30).

É certo que há “uma real interdependência entre as diversas atividades salvíficas da Igreja: cada uma influi sobre a outra, estimula-a e a ajuda” (RM 34b). Sob esta ótica, vimos que a melhor forma de otimizar a dimensão missionária em nossa Arquidiocese é implantando e fortalecendo o COMIPA – que já é proposta do 24º Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá – em cada paróquia, partindo da estrutura que já existe: as CEB’s. 

Como Implantar o COMIPA - Sobre as CEB’s e o seu coordenador

A maioria das nossas paróquias já está organizada a partir das CEB’s. Cada CEB’s tem seu coordenador, que, ajudado pelos que fazem o CPC (Conselho Pastoral da Comunidade), desenvolve as propostas firmadas pelo CPP (Conselho Pastoral Paroquial), do qual é membro, e anima a comunidade a tornar-se cada vez mais discípula e missionária de Jesus Cristo. Assim, propomos que o coordenador de cada CEB’s, na impossibilidade deste, outra pessoa indicada por ele e confirmada pelo pároco seja membro efetivo do COMIPA.

Em algumas paróquias, já existe uma “certa” organização de COMIPA. A esse grupo existente, os coordenadores das CEB’s serão inseridos e assim, será efetivado o Conselho Missionário Paroquial. 

O objetivo é que a atividade missionária aconteça a partir das CEB’s como algo vivo, dinâmico e permanente, através do fortalecimento da vocação missionária nas comunidades de base. A cultura do encontro, característica da missão, acontecerá em um movimento dinâmico de chegada (acolhida) e saída (anúncio) a partir da periferia, pois é ali que encontramos o verdadeiro rosto de Jesus que, vivendo entre os pobres, se fez presente em suas dificuldades cotidianas. 

Pretende-se, portanto, que seja nas CEBs e através de seus agentes, animados pelo COMIPA, que se possa fazer sentir e ressoar ao irmão mais próximo e àquele que se afastou o anúncio da Palavra viva de Cristo, de tal forma que desperte o desejo de partir e anunciar esta Palavra para muito além das fronteiras paroquiais, tornando forte a missão Ad Gentes. 

O subsídio consta de cinco partes que, de forma sucinta e clara, procuram iluminar a proposta de um modo de ser “Igreja em saída”: 

Na primeira parte, apresentamos a Ação Missionária da Igreja, baseada nas Sagradas Escrituras, nos Documentos do Magistério e no texto do 24º Plano da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Maringá. Na segunda parte, buscamos apresentar a caminhada que já se tem feito, no tocante à missionariedade, em nossa Arquidiocese. Na terceira parte, focamos na Ação Missionária dentro da Paróquia, tendo como meta esclarecer a função do COMIPA – o que é, o que faz, como se cria... – por meio de uma proposta conversada e refletida com os padres da Coordenação da Ação Evangelizadora e assumida com positividade pela Coordenação Arquidiocesana das CEB’s e da Escola de Evangelização Santo André. Na quarta parte, esclarecemos o objetivo deste marco referencial e o que ele trará de avanço para a Igreja, inclusive na sua estrutura. Por fim, na quinta parte, a título de conhecimento, anexamos informações sobre as equipes que se empenharam e estão dispostas a trabalhar para a execução desta proposta.

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

Denuncie "disque 100"


O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, criada pela ONU (Organização das Nações Unidas), tem como objetivo criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, já há muito, colocou à disposição o “Disque 100” – Ao chamar, o Departamento atende é Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos que receberá e examinará as denúncias e reclamações de atos que envolvam violações aos Direitos Humanos, podendo agir de ofício, atuando diretamente ou em articulação com outros órgãos públicos e organizações da sociedade. As denúncias poderão ser anônimas ou, quando solicitado pelo denunciante, é garantido o sigilo da fonte das informações.

II Dia Mundial dos Pobres: convite para redescobrir a beleza do Evangelho

Um convite para redescobrir a beleza do Evangelho: assim pode ser interpretada a mensagem do Papa Francisco elaborada já tendo em vista o II Dia Mundial dos Pobres, que este ano se celebra em 18 de novembro, no 33º Domingo do Tempo Comum.


O tema da mensagem foi extraído do Salmo 34: "Este pobre grita e o Senhor o escuta".
E Francisco assim o comenta na Mensagem:

"As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres', diz.

Os três verbos...

Desta oração, diz o Pontífice, emerge o sentimento de abandono e de confiança num Pai que escuta e acolhe.

São três os verbos que dão ênfase e caracterizam este salmo. Neles estão contidas a atitude do pobre e sua relação com Deus. 
"Gritar", "responder", "libertar" são as três ações que caracterizam a relação pobre / Deus.

"Gritar"


O Papa falou do verbo "gritar". Para ele, a condição de pobreza não se esgota numa palavra. 
"Gritar" é mais que isso. A palavra transforma-se em um grito que atravessa os céus e chega até Deus.

Num Dia como este, todos nós somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres, pois é do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a sua voz

"Responder"

Responder é o outro verbo que caracteriza esse salmo.

O Salmista afirma que o Senhor não só escuta o ‘grito' do pobre, mas Ele ‘responde'.

E sua resposta é uma ação repleta de amor e comiseração para com a condição do pobre.

Deus transforma-se num apelo para que quem acredita , n'Ele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do ser humano.

Francisco descreve, então, em sua Mensagem que "O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja, dispersa por todo o mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio.

Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e, contudo, pode ser um sinal de partilha para com os que estão em necessidade, para sentirem a presença ativa de um irmão e de uma irmã".

Libertar

O pobre da Bíblia vive com a certeza que Deus intervém a seu favor para lhe restituir a dignidade.

A pobreza não é procurada, mas é criada pelo egoísmo, pela soberba, pela avidez e pela injustiça. E estes são males tão antigos como o homem.

Mas, mesmo assim continuam a ser pecados que implicam tantos inocentes, conduzindo a consequências sociais dramáticas.
Francisco cita a falta de meios elementares de subsistência, a marginalidade, as diversas formas de escravidão social apesar dos progressos levados a cabo pela humanidade...

E é aqui que entra o verbo "libertar".

"Quantos pobres, como Bartimeu, estão hoje à beira da estrada e procuram um sentido para a sua condição! ", escreve Francisco.

Habilitados para reconhecer a presença de Deus...

Então, o Papa Francisco denuncia em sua Mensagem a aversão aos pobres, considerados não apenas como pessoas indigentes, mas também como gente que traz insegurança, instabilidade e desorientação.

Enquanto, na verdade, afirma Francisco, os pobres são os primeiros a estar habilitados para reconhecer a presença de Deus e para dar testemunho da sua proximidade na vida deles.

Um dia de alegria

Francisco manifesta o desejo de que este Dia seja celebrado com a marca da alegria pela redescoberta capacidade de estar juntos:

"Rezar juntos em comunidade e partilhar a refeição no dia de domingo. Uma experiência que nos leva de volta à primeira comunidade cristã."

O Evangelho é belo

É de esperança a palavra com a qual Francisco conclui sua mensagem:

"Muitas vezes, são os pobres que colocam em crise a nossa indiferença, filha de uma visão da vida demasiado imanente e ligada ao presente. (...) É na medida em que somos capazes de discernir o verdadeiro bem que nos tornamos ricos diante de Deus e sábios diante de nós mesmos e dos outros. É na medida em que se consegue dar um sentido justo e verdadeiro à riqueza, cresce-se em humanidade e torna-se capazes de partilha".

As palavras finais do Pontífice vem em forma de um convite para que toda a Igreja a viva este Dia Mundial como um momento privilegiado de nova evangelização.

"Os pobres evangelizam-nos, ajudando-nos a descobrir cada dia a beleza do Evangelho. Não deixemos cair no vazio esta oportunidade de graça. " (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações Vatican News)

14 junho, 2018

Que não nos roube a nossa alegria e esportividade

"Que esta importante manifestação esportiva possa se tornar uma ocasião de encontro, de diálogo e de fraternidade entre culturas e religiões diversas, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações".
Papa Francisco

Hoje começa a Copa Mundial de Futebol



Hoje começa a Copa Mundial de Futebol. 
Sei que na vida diária nos dá a impressão de não termos muito do que nos alegrar em nosso País.
Situações vergonhosas e tristes. Todavia, a nossa alegria e esportividade não nos podem roubar. 
O torcer pela nossa seleção não estamos torcendo pelos milhões que ganham os jogadores, nem os queremos tornar heróis. 
Até porque nossos verdadeiros heróis não ganham milhões e nem são muito conhecidos. 
Então, não esquecendo nossas lutas por um Brasil melhor e mais justo, deixemos que a esportividade e nossa alegria faça parte de nossos encontros fraternos estes dias. Abraço a todos.


Pe. Francisco Gecivan Garcia

13 junho, 2018

Doação de sangue: mais que um ato solidário é uma necessidade que salva vidas



Doação de sangue: mais que um ato solidário é uma necessidade que salva vidas

A cada dois segundos, um indivíduo em algum hospital do país precisa de uma transfusão de sangue para viver. “Por medo, ignorância e até mesmo desinformação, apenas 1,9% da população doa sangue anualmente no Brasil. Mesmo com todas as tecnologias e materiais hiper seguros ainda se mantém o medo de adquirir alguma doença”, destaca o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Alex Gomes da Motta.

A importância da doação regular de sangue, a sensibilização de novos voluntários e dos já existentes doadores é uma meta constante dos hemocentros em todo o país que lutam para manter os estoques de sangue abastecidos.

A tarefa não é fácil. Por isso, a importância de campanhas de conscientização como o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta quinta-feira, 14 de junho e que este ano tem como tema “Seja solidário. Doe sangue. Compartilhe vida”. As transfusões de sangue e de seus componentes ajudam a salvar milhões de vidas todos os anos.

“A Doação de sangue é um ato de cidadania e solidariedade ao sensibilizar a comunidade sobre a importância do sangue e da necessidade de tornar o doador fidelizado, e para construir a cultura da doação de sangue é necessária uma educação continuada da população”, ressalta Alex Motta.

O coordenador Nacional da Pastoral acrescenta ainda que os agentes da Pastoral devem aproveitar todas as oportunidades para divulgar a importância e necessidade da doação de sangue, criando ou utilizando o espaço disponível como: escola; empresas; igrejas; hospitais, etc.

Este ano, na campanha para o Dia Mundial do Doador de Sangue a Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) agradece o compromisso dos doadores voluntários e busca conscientizar o público em geral sobre a necessidade de mais doações voluntárias regulares para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade do sangue e seus derivados.

“O doador tem a total consciência que está contribuindo para salvar uma vida. Diante desse gesto a Pastoral da Saúde em todo o Brasil vem conscientizando os agentes para serem multiplicadores desse ato em suas comunidades”.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Dados de 2016 indicam que 1,6% da população brasileira – 16 a cada mil habitantes – doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população – o Ministério da Saúde tem se esforçado para aumentar a taxa.

Pensando nisso, a Pastoral da Saúde Nacional em parceria com a Pastoral da Saúde de diversas Arquidioceses e Dioceses, realiza uma ampla campanha de doação de sangue intitulada Abril Solidário. A campanha que carrega em seu lema “Solidariedade tá na veia”, tem o objetivo de exercitar e incentivar as pessoas ao hábito da doação de sangue.

As transfusões têm uma função vital no atendimento materno-infantil, na gravidez e na resposta de emergência no caso de desastres naturais ou causados pelos seres humanos.

De acordo com a Pastoral da Saúde, a doação de sangue é, ainda hoje, um problema de interesse mundial; pois não há uma substância que possa, em sua totalidade, substituir o tecido sanguíneo. Os Hemocentros têm dificuldades em manter o estoque de sangue para atender às necessidades específicas e emergenciais, colocando em risco a saúde e a vida da população.

“As estatísticas mundiais mostram que as doações sangue não acompanham o aumento de transfusões. Muitos países enfrentam dificuldades em suprir a demanda de sangue e hemocomponentes, principalmente, aqueles em que há uma política proibitiva em relação à comercialização do sangue, assim como o Brasil”, diz o coordenador nacional.

O Dia Mundial do Doador de Sangue 2018 será celebrado com um evento em Atenas, na Grécia e na Região das Américas, a República Dominicana sediará o evento.


Fonte: CNBB

Jovens sejam famintos da vida autêntica


12 junho, 2018

O cristão deve ser sal e luz aos outros


“Fui sal hoje? 
"Fui luz hoje?” 

O cristão deve ser sal e luz aos outros 

Para o Papa o  maior testemunho do cristão é dar a vida como fez Jesus, e para ele, isto é, o martírio. 

Mas olha que lindo, Francisco no ensina que existe “o simples testemunho habitual”, de todos os dias, desde o amanhecer quando se acorda, e termia à noite, ao dormir.

É preciso ser Sal e Luz, afirmou o papa, “Parece pouco”, mas o Senhor “com pouco faz milagres, faz maravilhas”. Aí a importância de ser ter atitude de “humildade”, que consiste em tentar ser somente sal e luz:

Sal para os outros, luz para os outros, porque o sal não dá sabor a si mesmo, sempre a serviço. A luz não ilumina si mesma, sempre a serviço. Sal para os outros. Pouco sal que ajuda nas refeições, mas pouco. No supermercado, o sal não é vendido em toneladas, não… Pequenos pacotes; é suficiente. E depois, o sal não se orgulha de si mesmo porque não está a serviço de si mesmo. Está sempre ali para ajudar os outros: ajudar a preservar as coisas, a dar sabor às coisas. Simples testemunho.

Nenhum mérito, afirmou Francisco, ser cristão de todos os dias significa ser luz “para as pessoas, para ajudar nas horas de escuridão”:

O Senhor nos diz assim: “Você é sal, você é luz”- “Ah, verdade! Senhor, é assim. Vou atrair tantas pessoas para a igreja e farei…” – “Não, você vai fazer de modo que os outros vejam e glorifiquem o Pai. E não será atribuído a você nenhum mérito. Quando comemos não dizemos: “Ah, bom o sal!”, Não!: “Bom o macarrão, boa a carne, boa …”. Não dizemos: “Que bom o sal”. À noite, quando vamos para casa, não dizemos: “Que boa a luz”, não. Ignoramos a luz, mas vivemos com aquela luz que ilumina. Esta é uma dimensão que faz com que nós cristãos sejamos anônimos na vida.

“Não somos protagonistas dos nossos méritos”,  não é preciso fazer como o fariseu, que agradece ao Senhor pensando ser santo:

Continuando o papa nos enriquece dizendo que uma bela oração para todos nós, no final do dia, seria se perguntar: “Fui sal hoje? Fui luz hoje?”. Esta é a santidade de todos os dias. Que o Senhor nos ajude a entender isso.

Oração


"Senhor, que eu não encontre desculpa para não dar com generosidade. Infunde no meu coração o teu Espírito Santo para saiba gastar o meu tempo, o que tenho e o que sou, em favor dos irmãos, particularmente dos mais fracos e carenciados. Que não olhe demasiadamente para os meus limites, e tenha sempre esperança. Dá-me a graça de dar o pouco que tenho, para que se possa prolongar em mim a tua generosidade. Assim serei realmente feliz, porque Tu mesmo disseste que há maior alegria em dar do que em receber. Amém."

Fonte: Dehonianos

11 junho, 2018

Muito Lindo!

Evangelizar é transformar o coração não fazer carreira

Papa Francisco -  três dimensões da evangelização: 
anúncio, serviço e gratuidade.


Para o papa o Espírito Santo é o “protagonista” do anúncio, que não apresenta uma simples “pregação” ou a “transmissão” de algumas ideias, mas é um movimento dinâmico capaz de “transformar os corações”, graças à ação do Espírito.

“Vimos planos pastorais bem feitos, perfeitos – precisa Francisco – mas que não eram instrumento de evangelização”, simplesmente porque eram finalizados em si mesmos, “incapazes de transformar os corações”:

"Não é uma atitude empresarial que Jesus nos manda ter, com uma atitude empresarial, não. É com o Espírito Santo. Isso é coragem. A verdadeira coragem da evangelização não é uma teimosia humana, assim... Não. É o Espírito Santo que nos dá coragem e leva você em frente".

É preciso servir na Igreja

A segunda dimensão da evangelização  é a do serviço, oferecido também “nas pequenas coisas”, destaca o nosso querido Papa.

Equivocada, de fato, é a presunção de querer ser servido depois de ter feito carreira, na Igreja ou na sociedade: “o subir na Igreja – acrescenta – é um sinal que não se sabe o que é a evangelização”: “aquele que manda, deve ser como aquele que serve”:

“Nós podemos anunciar coisas boas, mas sem serviço não é anúncio, parece, mas não é. Porque o Espírito não somente leva você me frente para proclamar as verdades do Senhor e a vida do Senhor, mas leva você também aos irmãos, irmãs, para servi-los. Também nas coisas pequenas. É feio quando nos deparamos com evangelizadores que se fazem servir e vivem para serem servidos. É feio. São como príncipes da evangelização”.

Gratuidade da evangelização

A terceira  dimensão da evangelização  é  a gratuidade, porque ninguém pode redimir-se pelos próprios méritos. “Gratuitamente recebestes – nos recorda o Senhor - gratuitamente deveis dar”:

“Todos nós fomos salvos gratuitamente por Jesus Cristo e portanto devemos dar gratuitamente. Os agentes pastorais da evangelização devem aprender isto, a vida deles deve ser gratuita, a serviço, ao anúncio, conduzidos pelo Espírito. A própria pobreza os impele a abrirem-se ao Espírito”.

Fonte da informação: Vatican News

08 junho, 2018

Encontro 33ª Semana do Migrante


A 33ª Semana nacional do Migrante acontece de 17 à 24 de Junho de 2018 em todas as igrejas no Brasil e trás o tema: A VIDA É FEITA DE ENCONTROS  e o lema: BRAÇOS ABERTOS SEM MEDO DE ACOLHER.

Em Mairngá, a Pastoral do Migrante junto com a Aras Cáritas convida a Todos os Migrantes e Refugiados há participar de um Encontro no Dia 24 de Junho às 14 horas no salão da Paróquia Santa Isabel de Portugal (R: Senador Accioly Filho, 173 - Vila Santa Isabel.

O Encontro tem o objetivo de apresentar a Pastoral do Migrante da Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida e conhecer os migrantes e refugiados residentes nessa região. Também irá ser o lançamento da Escola de Português para Migrantes que acontecerá no mesmo local do evento.

Oração


"Senhor, quanto me sinto semelhante aos doutores da Lei, na minha vaidade, na minha auto-suficiência, que me tornam presumido diante de Ti e hipócrita diante dos meus irmãos. E quanto me sinto longe, mas também atraído, pelo exemplo de Paulo e da viúva pobre.
Dá-me, Senhor, a coerência de Paulo, aquela coerência que o levou à prisão, mas que também lhe deu força, e autoridade moral, para pedir a Timóteo coragem no anúncio do Evangelho. Dá-me a fé corajosa e linear da viúva, que te deu tudo, e confiou na tua Providência.
Interceda por mim a Virgem Maria, a humilde serva que se ofereceu a Si mesma Contigo, pela salvação do mundo. Amém."

Fonte: Dehonianos

07 junho, 2018

Foi assim o Primeiro Encontro CEBs e Profissionais de Psicologia


Foi bonito o encontro promovido pelas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs com Profissionais de Psicologia e departamentos de psicologia dos estabelecimentos de ensino. Espaço de conversa enriquecedor, uma comunicação dinâmica e produtiva que aproximou as CEBs - povo de Deus, as e os profissionais e os estabelecimento de ensino.

A conversa foi pautada na preocupação do mundo atual, com tantas influências que muitas vezes guia pelos caminhos tortuosos da vida, a importância do profissional de psicologia, dos estabelecimentos de ensino e o entendimento por esses do valor de doar seu talento e tempo para ajudar outras pessoas.

Sendo as CEBs o jeito da Igreja ser, presente na vida do povo, através de sua inserção cotidiana nas bases que, como um trabalho de formiguinha vai aproximando de um jeito novo e amoroso, chegando a todas as “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano, no mês de julho nos reuniremos novamente, avançando numa pauta sobre como as comunidades podem aproximar profissionais e instituições de psicologia das pessoas que precisam desse serviço.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

Cresce o número de assassinatos no campo, informa Comissão Pastoral da Terra


Cresce o número de assassinatos no campo, informa Comissão Pastoral da Terra


A Comissão Pastoral da Terra, lançou na segunda-feira, 04, a 33ª edição do relatório anual de Conflitos no Campo Brasil 2017. A publicação reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais.

Preocupante os números da violência apresentado no relatório, 71 assassinatos foi o maior número registrado desde 2003, quando se computaram 73 vítimas. 

Segundo o fundador da CPT, Antônio Canuto,“É 16,4% maior que em 2016, quando houve o registro de 61 assassinatos, praticamente o dobro de 2014, que registrou 36 vítimas”.

Triste são os dados apresentado que mostram os massacres de 2017. Do total de mortos, 31 pessoas morreram em cinco massacres pelo país. Em destaque as cidades de Colniza, no Mato Grosso e Pau D’Arco, no Pará.

Outro lado preocupante levantado pela CPT, além dos conflitos por terra é o relativo aos conflitos por água. Em 2017 foram registrados 197 conflitos. O número mais elevado desde quando o organismo começou a registrar em separado estes conflitos. 172 foi o número de 2016. Um crescimento de 14,5%, no período da ruptura política o aumento foi de 130%.

Confira os registros de massacres no campo 

Fonte das informações site da CNBB

06 junho, 2018

Karl Marx – conheça a vida do maior filosofo comunista

Há exatos dois séculos nascia o espectro que, até hoje, ronda o mundo como a maior influência para todos que lutam contra as injustiças do sistema capitalista, seja por meio da adoção de uma nova percepção da realidade, seja pela iniciativa da prática transformadora. Filósofo, economista, jornalista e revolucionário comunista, Karl Marx continua tão atual em 2018 quanto nos séculos 19 e 20. É o que defendem os estudiosos de sua teoria entrevistados pelo Brasil de Fato para esta reportagem especial.


Ao contrário de sua teoria política, porém, as histórias da vida pessoal e da militância de Marx não foram amplamente divulgadas ao longo desses 200 anos. À medida que, nos últimos tempos, mais biografias começam a ser publicadas no Brasil, a imagem do velho senhor barbudo, intelectual e autor de obras densas, começa a ser melhor conhecida.

Esse movimento de desmitificação e humanização do pensador revolucionário torna-se ainda mais necessário diante da atual conjuntura de crise política e econômica, no país e no mundo, a fim de que suas ideias e reflexões sejam cada vez mais lembradas, estudadas e praticadas.

MILITANTE

Nascido no dia 5 de maio de 1818, em Trier, então Renânia Prussiana, Marx era filho de um advogado e de uma herdeira de família rica, tendo crescido com conforto financeiro em uma família que poderia ser considerada, à época, de classe média. Um homem do Iluminismo, movimento que no século anterior havia quebrado paradigmas ideológicos em defesa, principalmente, da razão e da liberdade, Marx sempre demonstrou o gosto pelos estudos, ingressando nas Universidades de Bonn e, posteriormente, de Berlim, onde estudou Direito e Filosofia.

Durante a década de 1840, Marx participou de grupos de discussão hegelianos de esquerda, e inaugurou a crítica ao idealismo de Hegel e aos socialistas utópicos, linha de pensamento que posteriormente foi base para a elaboração de seu materialismo dialético. Ao trabalhar como jornalista, Marx teve acesso às experiências, conflitos e realidades que também influenciaram suas reflexões sobre a luta de classes.


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