06 janeiro, 2017

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!!

"Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão."
Augusto Cury

Epifania

A Igreja celebra neste final de semana uma das grandes festas litúrgicas.

É a solenidade da Epifania, que se insere nas celebrações do Natal, recordando a visita dos Reis Magos a Jesus.

Epifania é uma palavra de origem grega que significa manifestação, revelação.
Num primeiro momento, o Divino Salvador se revelou aos judeus, o povo eleito do Antigo Testamento.
Agora, nas pessoas dos Santos Reis, apresenta-se a todos as nações, lembrando a universalidade da salvação.

Dia de Santos Reis - 06 de janeiro!



Dia de Santos Reis - 06 de janeiro! 

O “Dia de Reis”, ou “Dia dos Santos Reis”, comemorado em 6 de janeiro, tem origem na tradição católica que lembra o dia que Jesus Cristo, recém-nascido, recebeu a visita de três Reis Magos: Belchior, Gaspar e Baltazar, que vieram do oriente, guiados por uma estrela. O evangelista Mateus narrou o acontecimento: Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (Mt, 2,11).

A “Folia de Reis”, grupo que reúne cantadores e instrumentistas para celebrar a data, tem origem portuguesa e chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, a manifestação cultural tinha a principal finalidade de divertir o povo. Aqui no Brasil, passou a ter um caráter mais religioso.

05 janeiro, 2017

Papa Francisco reza pelos 56 presos mortos durante rebelião em Manaus

Papa Francisco reza pelos 56 presos mortos durante rebelião em Manaus, ocorrida entre domingo dia primeiro de janeiro e segunda-feira dia dois de janeiro.

"que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social"
  
“Ontem, chegaram do Brasil notícias dramáticas sobre o massacre ocorrido no cárcere de Manaus, onde uma rebelião violenta entre facções rivais causou dezenas de mortos. Expresso minha dor e preocupação por esse acontecimento. Convido a rezar pelos defuntos e seus familiares, por todos os detentos desse cárcere e por aqueles que trabalham ali. Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas. Convido todos a rezar pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo, para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas, para que sejam lugares de reinserção. Invoquemos Maria, Mãe dos detentos.”Parte superior do formulário

Parte superior do formulário

“Deus” foi a palavra mágica usada nos discursos de posse de milhares de prefeitos

Um Deus curinga dos governantes para se esquivar de suas responsabilidades e adormecer os mais desamparados é um Deus perverso.

O comentário é de Juan Arias, jornalista, publicado por El País, 02-01-2017.

Eis o texto.

Talvez seja a sensação de impotência, a falta de confiança na política ou a forte influência das Igrejas Evangélicas, a verdade é que o Brasil parece se refugiar cada vez mais em Deus, algo que não desagrada seus governantes e muitos até exploram isso.

No dia primeiro de janeiro, quando milhares de prefeitos assumiram seus cargos, uma das palavras que mais foram repetidas em seus discursos foi “Deus”. E também a mais aplaudida.

“Não tenho medo de assumir essa responsabilidade porque Deus está comigo”; “Vamos mudar esta cidade porque Deus decidiu”, foram frases que se repetiram em muitos dos discursos dos recém-eleitos.

No Rio de Janeiro, o novo prefeito, o bispo evangélico Marcello Crivella, citou Deus seis vezes em oito minutos de seu discurso. Disse a uma multidão entusiasmada: “Tenho certeza de que Deus estará comigo enquanto governar”.

E algo incomum nesses casos, em um país laico por Constituição, o evangélico Crivella abriu o ato recitando o Pai Nosso, um aceno para os católicos.

Não só aqueles que tomaram posse apelaram a Deus, mas também aqueles que se despediram depois de ter perdido a eleição. Um caso emblemático foi o da prefeita da pequena cidade de Sapezal (MT), Ilma Grisoste, 55 anos, formada em Pedagogia e doutora em Psicopedagogia.

Em vez de entregar as chaves da cidade ao seu sucessor, emitiu um documento no qual afirmava: “Decreto a entrega das chaves desta cidade a Deus”. E acrescentou: “Desejo que esta cidade pertença a Deus e que toda a prefeitura esteja sob a proteção do Todo-Poderoso”. Mais ainda: “Cancelo em nome de Jesus todos os pactos feitos por qualquer outro Deus ou entidade religiosa”.

Então, não é de estranhar que 90% dos brasileiros pensem que ser rico ou pobre depende de Deus, de acordo com uma pesquisa recente da Datafolha, publicada no jornal Folha de S. Paulo.

Esta pesquisa indica que nove de cada dez brasileiros estão convencidos de que “seu sucesso financeiro se deve a Deus”. E o mais estranho é que a alegação foi feita não só pelos crentes, mas também por 70% das pessoas sem religião e 23% daqueles que se declaram ateus.

E não apenas os mais pobres e menos escolarizados atribuem a Deus seu sucesso ou fracasso econômico, mas também 77% das pessoas que concluíram a universidade e ganham até 8.800 reais.

Esse Deus acaba sendo um perigo porque anula os próprios esforços das pessoas para avançar na vida, enquanto elimina sua capacidade de protestar e se rebelar contra o poder injusto.

Esse Deus empurra os pobres à resignação porque seria ele, e não o esforço e capacitação pessoal, ou a luta por seus direitos, que decide seu presente e seu futuro.

Os políticos devem ser os mais felizes com essa convicção de 90% dos brasileiros. Para que se esforçar muito, realizar reformas sociais que melhorem a vida das pessoas, se no final é Deus que decide sobre as finanças delas?

Ou para que melhorar a educação e elevar o nível cultural do povo, se 77% das pessoas com título universitário também acham que tudo depende de Deus?

Em qualquer sociedade laica do mundo, especialmente aquelas que possuem melhores índices de qualidade de vida, a situação econômica dos indivíduos e das famílias não depende de Deus, mas do esforço pessoal de cada um, sua capacidade e preparação profissional, bem como dos sistemas econômicos e políticos em que vivem.

Como diz o ditado espanhol: “A Deus rogando, mas com martelo batendo”. Ou, como respondeu Jesus (tão traído e distorcido nos discursos dos políticos brasileiros) aos judeus: “Dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

O resto é vontade de tirar sarro dos pobres e dar ao poder o álibi de que é Deus que vai cuidar deles.

A fé religiosa deveria ser, ao contrário, a primeira a exigir que o poder seja desmascarado sempre que pretende alienar as consciências com falsas promessas messiânicas ou perigosas bajulações aos pobres.

Um Deus curinga dos governantes para se esquivar de suas responsabilidades e adormecer os mais desamparados é um Deus perverso.


Oração

Oração
Senhor Jesus, por meio do teu apóstolo João, ensinaste-nos o caminho do amor fraterno feito, não só de palavras, mas também «de obras e em verdade» (cf. 1 Jo 3, 18). É o movimento de amor levado até ao dar a vida pelos outros. É o movimento de amor sincero e desinteressado que envolve os próprios inimigos.
Não é fácil, Senhor, percorrer um tal caminho, envolver-se num tal amor. Mas Tu mesmo nos ensinaste como chegar a percorrê-lo: começar a procurar-Te e a responder aos teus chamamentos de cada dia para, pouco a pouco, vivermos as realidades mais exigentes do evangelho. Ajuda-nos e guia-nos nesse caminho. Faz-nos tomar consciência dos desvios. Assim havemos de descobrir que és o único Senhor da nossa vida e, por meio de Ti, chegar ao teu Pai e nosso Pai cujo amor jamais deixa de nos surpreender. Amém.
Fonte: dehonianos

04 janeiro, 2017

1º Seminário de Comunicação das CEBs e 2º Seminário Nacional de Formação


“Dois Seminários em Um”

Estarei representando a Arquidiocese de Maringá, entre os dias 23 à 26 de janeiro, em Londrina nos seminários:

1º Seminário de Comunicação das CEBs

Desafios da comunicação das comunidades eclesiais de base

Assessor:
Pe Edson André Cunha Thomassin -  Assessor da PJ, Pastoral Carcerária, Fundador da ONG Trilha Cidadã

A comunicação das CEBs pela arte, pela música e pela vida do povo

- Arte na espiritualidade libertadora
Assessor:
Anderson Augusto – artista plástico, membro do movimento de artistas da caminhada.

- O canto das CEBs e à mística da caminhada
Assessor:
Antônio Baiano - compositor, cantor e animador das CEBs.

- Comunicar desde as periferias
Assessor:
Pe. Luís Miguel Modino – missionário na diocese de São Gabriel da Cachoeira.


2º Seminário Nacional de Formação

Tema: “CEBs’ e os desafios no mundo urbano”

“Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los.” (Ex 3,7)

"Fala de solidariedade no Ano Novo, mas quer que os pobres paguem pela crise"

"Existe maior hipocrisia do que desejar fraternidade a um país atolado em uma gigantesca crise econômica e ficar em silêncio quando apenas os mais pobres pagam para sairmos do atoleiro?". A indagação é de Leonardo Sakamoto, jornalista e cientista polítco, em artigo publicado em seu blog.

Eis o artigo

Para muita gente, solidariedade é uma palavra que significa ''entrega de calças velhas para vítimas de enchente”, “brinquedos usados repassados a orfanatos no Natal”, ''uma moeda entregue no semáforo'', “um doc limpa-consciência feito a algum orfanato” ou ''doação dos restos da ceia da virada do 31/12 para o 01/01 a algum morador de rua''.
Nada sobre um esforço coletivo de buscar a dignidade para todos o ano inteiro de forma estrutural.
Existe maior hipocrisia do que desejar fraternidade a um país atolado em uma gigantesca crise econômica e ficar em silêncio quando apenas os mais pobres pagam para sairmos do atoleiro? Ou, pior: defender abertamente que os ricos sejam poupados?
A já aprovada limitação dos gastos públicos por 20 anos, o que afetará a educação e a saúde públicas, e as reformas previdenciária e trabalhista, propostas de forma draconiana e sem discussão com a sociedade, inundam a casa dos brasileiros e das brasileiras via milionárias propagandas oficiais. Querem te convencer que é legal ficar mais pobre ainda.
Mas nada se fala sobre a necessidade de passar a fatura da crise também aos mais ricos, por exemplo, com a volta de um imposto sobre os dividendos recebidos de empresas, taxação de grandes fortunas e grandes heranças e uma reforma decente da tabela do imposto de renda – isentando a maior parte da classe média e cobrando faixas de 35% e 40% junto aos mais ricos.
Isso não resolve os problemas econômicos. Mas seriam ótimas ações para que o governo federal e o Congresso Nacional demonstrassem que suas prioridades de curto prazo não são apenas com as classes sociais e empresas que os colocaram lá, mas também com o povão que não foi às ruas, nem a favor, nem contra o impeachment, e assistiu a tudo bestializado.
Democratizar a redução de direitos em um país desigual em Justiça é um ato civilizatório.
O problema é que muita gente – no governo e fora dele – não consegue ser fraterna com os mais pobres porque não os enxerga como irmãos. Nem solidária, por não reconhecer neles semelhantes com direitos iguais. Aliás, para muitos, o deficit de empatia é tão grande que já seria uma vitória se percebessem naqueles que nada têm algum traço de humanidade.
Enfim, um Feliz 2017.

A esperança morre pelo medo não pela verdade!

"Procurar objetividade nessas disposições nunca vai passar de mera adivinhação sobre o peso que uma e outra exercem no comportamento humano, mas hoje, no Brasil, parece certa a predominância do medo. Se o contrário dele é a coragem e o contrário da esperança é o desespero, só a verdade sobre um e outra pode oferecer um mínimo de orientação segura às/aos brasileiras/os em 2017", escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos. 
Eis o artigo.
Quando termina um ano, as interrogações sobre o futuro oscilam quase sempre entre o medo e a esperança. Dependendo do acontecido no ano findo, nas impressões favoráveis ou desfavoráveis deste passado, a segurança e a tranquilidade desejadas para o ano seguinte podem ficar dependentes da predominância de um ou de outro desses sentimentos. A busca da verdade sobre eles não é fácil e a permanência da dúvida, criando incerteza e até angústia em muitos casos, exige ponderar-se com cuidado qual deles traz maior benefício ou maior dano sobre a vida de cada pessoa. 
O medo costuma se auto justificar passando-se uma certidão de ser prudente, pois teme ainda mais passar por covardia. A esperança se auto justifica por coragem. Entretanto, basta a sombra da dúvida cair sobre a próxima ou o próximo de cada uma dessas raras virtudes, para a verdade sobre elas ser posta também em questão, e os testemunhos sobre elas continuarem gerando incerteza.

Procurar objetividade nessas disposições nunca vai passar de mera adivinhação sobre o peso que uma e outra exercem no comportamento humano, mas hoje, no Brasil, parece certa a predominância do medo. Se o contrário dele é a coragem e o contrário da esperança é o desespero, só a verdade sobre um e outra pode oferecer um mínimo de orientação segura às/aos brasileiras/os em 2017.

Algumas certezas, contudo, parece oferecerem alguma orientação segura. O pessimismo ligado ao medo tem o conhecido efeito de travar ou retardar iniciativas necessárias e urgentes para mudar o rumo de uma realidade adversa, enquanto o otimismo é típico da esperança, fazendo exatamente o contrário. À consequência passiva de nada mudar, ou até piorar, não caracteriza a prudência e ao efeito de enfrentar problemas individuais e sociais, com disposição ativa de não se submeter a aparentes fatalidades, caracteriza a coragem.

Para o medo não conseguir se mascarar, então, de prudência, e a esperança provar-se mesmo corajosa, sem concessões ao desespero, só a efetiva ação testemunhada pelas suas/seus portadoras/es é capaz de afastar as dúvidas porventura pendentes sobre a prudência e a coragem delas/es.

Se a verdade sobre a prudência tem por característica o cuidado de não prejudicar ninguém, ela sabe que sua ação é necessária quando alguém, uma organização, um grupo qualquer de pessoas, estão sendo ameaçadas ou prejudicadas. Ela é a própria negação do medo, pois as características típicas deste são a omissão, a fuga das dificuldades e dos problemas, o descompromisso, a indiferença até com os direitos alheios. A prudência, portanto, é responsável, o medo é irresponsável; enquanto ela se preocupa e age em favor de todas/os, ele se isola, desconfia, arma sua própria segurança com um aparato de “defesa pré-disposta” de agressividade tão ameaçadora que faz dela a sua própria carcereira.

A verdade sobre a coragem nem pode ser imaginada sem a esperança, pois essa já parte do pressuposto de “assim como está não pode e não deve ficar”. Em vez de conformar-se com o posto e imposto, próprio de todo o cerceamento injusto da liberdade e da dignidade, ela trata de identificar as causas da situação real da vida própria e da alheia, e imediatamente toma as providências indispensáveis à produção social da sua inconformidade. Ao medo introjetado individualmente, conveniente a quem propõe, impõe e dispõe, ela responde com a coragem projetada socialmente.

É o medo, portanto, que mata a esperança e essa verdade pode ser provada identificando-se a quem o medo é conveniente. No Brasil de hoje, vítima de uma crise pela qual as/os pobres não são responsáveis, é sobre elas/es que se tem procurado acentuar o medo sobre terem de arcar com um futuro, um 2017 pior do que o presente já suportado e sofrido, até com a subtração dos seus direitos humanos fundamentais sociais:

“São necessárias medidas amargas”, desde que a amargura só à pobreza e à miséria afete; “O Brasil não cabe dentro da atual Constituição”, assim seja desencadeada essa “adaptação” pela mutilação dos direitos sociais; “é urgente recuperarmos nossa economia e a nossa credibilidade no exterior”, pois aqui dentro ela já está garantida a quem realmente interessa ao país, os banqueiros, os latifundiários e as grandes empreiteiras; “em tempos de globalização, a economia moderna relativiza fronteiras”, assim, acabe-se com os limites estabelecidos para as transnacionais comprarem o que ainda nos resta de soberania sobre o nosso território, até porque “reforma agrária”, “quilombos”, “povos tradicionais”, “isso tudo pertence a um passado atrasado e vencido”; “o processo administrativo de licenciamento ambiental precisa ser agilizado”, assim o desmatamento, a morte da fauna, da flora e dos rios dos aquíferos cedam o passo à degradação da natureza indispensável ao lucro. 

É muito grande, portanto, o desafio à esperança das/os milhões de brasileiras/os, e à das organizações populares que as/os defendem, se equiparem de uma coragem coletiva, distante de toda a divisão alheia aos seus interesses e direitos. Contra todas as mentiras disfarçadas de verdade - fazendo passar por necessidade inadiável o que é pura ganância e egoísmo - é necessário fazer frente a esses maus tempos com o ânimo fortalecido pela inspiração e o desejo de vencerem o medo e produzirem as garantias econômicas, politicas e sociais da sua libertação, atualmente impulsionadas pelo lema “nenhum direito a menos.”

Irmanado a essa esperança, estou desejando a nossas/os leitoras/os um ano de 2017 no qual “a justiça e a paz se abraçarão”, como diz o salmo e a nossa utopia - esperançosa - não deixa esquecer.

Em fevereiro, voltarei a conversar com todas/os, se Deus quiser.

Fonte: IHU

Para refletir!

Para refletir!
“Para falar de esperança a quem está desesperado, é preciso compartilhar o seu desespero; para enxugar as lágrimas do rosto de quem sofre, é preciso unir o nosso pranto ao seu. Só assim podem as nossas palavras ser realmente capazes de dar um pouco de esperança”.
Papa Francisco

Oração

Oração
Senhor Jesus, ensina-me a ser teu discípulo, a procurar onde moras a permanecer aí Contigo. Os teus apóstolos mostram-me quão importante é estar Contigo, permanecer em Ti. Tu mesmo ensinas ao rezar: «Tu em Mim e Eu neles…» (cf. Jo 17). Essa é a tua habitação! Mas para habitar Contigo é preciso seguir-Te. Seguir-Te é já habitar Contigo, é o caminho para a habitação definitiva. Habitar Contigo na pobreza e na humildade, habitar Contigo na justiça, habitar Contigo na misericórdia… Senhor Jesus, quero habitar Contigo, permanecer em Ti, não só na oração, mas também em todas as outras actividades do meu dia. Quero permanecer em Ti onde quer que te encontres: na alegria ou no sofrimento, no trabalho ou na inactividade. Quero permanecer em ti em cada momento, porque em Ti encontro o amor, a alegria e a paz. Amém.
Fonte: dehonianos

03 janeiro, 2017

Pode-se viver alegria cristã ignorando gemido das crianças?

Pode-se viver alegria cristã ignorando gemido das crianças?

“Faz-nos bem ouvir uma vez mais este anúncio; ouvir dizer de novo que Deus está no meio do nosso povo. Esta certeza, que renovamos de ano para ano, é fonte da nossa alegria e da nossa esperança.”

“fomos chamados para ajudar a fazer crescer esta alegria no coração do nosso povo. É-nos pedido que cuidemos desta alegria”.

“Contemplar o presépio, isolando-o da vida que o circunda, seria fazer do Natal uma linda fábula que despertaria em nós bons sentimentos, mas privar-nos-ia da força criadora da Boa Nova que o Verbo Encarnado nos quer dar”, observa o Papa, advertindo que essa “tentação existe”.

“Pode-se viver a alegria cristã, voltando as costas a estas realidades? Pode-se realizar a alegria cristã, ignorando o gemido do irmão, das crianças?”

“Hoje, tendo por modelo São José, somos convidados a não deixar que nos roubem a alegria; somos convidados a defendê-la dos Herodes dos nossos dias.”

“Uma inocência dilacerada sob o peso do trabalho ilegal e escravo, sob o peso da prostituição e da exploração. Inocência destruída pelas guerras e pela emigração forçada com a perda de tudo o que isso implica. Milhares de crianças nossas caíram nas mãos de bandidos, de máfias, de mercadores de morte cuja única coisa que fazem é malbaratar e explorar as suas necessidades.”

“Vivemos num mundo onde quase metade das crianças que morrem com menos de 5 anos é por desnutrição. Calcula-se que, no ano de 2016, 150 milhões de crianças realizaram um trabalho infantil, muitas delas vivendo em condições de escravidão.”

“Segundo o último relatório elaborado pelo UNICEF – acrescenta o Papa –, se a situação mundial não mudar, em 2030 serão 167 milhões as crianças que viverão em pobreza extrema, 69 milhões de crianças com menos de 5 anos morrerão entre 2016 e 2030, e 60 milhões de crianças não frequentarão a escolaridade básica.”

“Revistamo-nos da coragem necessária para promover todos os meios necessários e proteger em tudo a vida das nossas crianças, para que tais crimes nunca mais se repitam. Assumamos, clara e lealmente, a determinação «tolerância zero» neste campo”.

“a alegria cristã não é uma alegria que se constrói à margem da realidade, ignorando-a ou fazendo de conta que não existe”.

Papa Fracisco


02 janeiro, 2017

Para refletir!

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!
“A paz é uma responsabilidade de todos, não somente dos grandes: Constrói-se com os pequenos gestos cotidianos de atenção, amor e perdão. A paz se constrói começando da família, iniciando a banir a violência dos corações e das palavras. Quem tem fé em Jesus deveria saber que “o amor ao inimigo é o núcleo da revolução cristã”.
Papa Francisco

31 dezembro, 2016

28 dezembro, 2016

Para refletir!

“Para crer, é necessário saber ver com os olhos da fé; é este o caminho da esperança que cada um de nós deve percorrer. Quando a nossa única possibilidade é olhar para as estrelas, será a hora de confiar em Deus. Não há nada mais bonito do que isso”.
Papa Francisco

27 dezembro, 2016

Os mártires de hoje!

“Quantos nossos irmãos e irmãs na fé sofrem abusos, violências e são odiados por causa de Jesus! Hoje queremos pensar neles e estar perto deles com o nosso afeto, a nossa oração e também com as nossas lágrimas. Digo a vocês uma coisa: os mártires de hoje são mais numerosos em relação aos mártires dos primeiros séculos”.
Papa Francisco

24 dezembro, 2016

As Amigas e Amigos visitantes do blog

Natal
Jesus vem com uma mensagem especial para cada um de nós...
E que mensagem é essa?
Só vamos descobrir se parar um pouco, silenciar a mente e refletir:
Jesus, o que Tu queres me dizer hoje?
Se estiver difícil escutar a mensagem de Jesus, procure alguém em quem confie e que possa ajudar a ouvir a mensagem.
Natal é um dia propício para isso.
Não podemos abater pelas ausências,
mas deixemos-nos contagiar pela enorme alegria:
Jesus nascendo em nosso coração.

Um alegre e abençoado Natal! 

23 dezembro, 2016

Natal e as Crianças

O Natal é a festa de todas as crianças do mundo; de todas, sem diferença alguma, de raça, de nacionalidade, de língua, ou de origem. Cristo nasceu em Belém para todas elas. Representa-as a todas. O seu primeiro dia sobre esta terra fala-nos de todas e de cada uma delas: é a primeira mensagem do Menino nascido de uma Mulher pobre; daquela Mãe que, após o nascimento, O envolveu em faixas e deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria (Lc. 2, 7). 

Para refletir!

“Num mundo dilacerado pela lógica do lucro que produz novas pobrezas e gera a cultura do descarte, não desisto de invocar a graça de uma Igreja pobre e para os pobres”.
Papa Francisco

21 dezembro, 2016

Jesus, grande alegria

Jesus, grande alegria

“O nascimento de Jesus é anunciado como uma ‘grande alegria’, causada pela descoberta de que Deus nos ama e através do nascimento de Jesus se aproximou de nós para nos salvar. Somos amados por Deus. Que coisa maravilhosa! Quando estamos tristes, quando parece que tudo dá errado, quando um amigo ou uma amiga nos desilude, ou quando nos desiludimos a nós mesmos, pensemos: ‘Deus me ama’, ‘Deus não me abandona’. O nosso Pai é sempre fiel e sempre nos quer bem, acompanha os nossos passos e vem ao nosso encontro quando nos distanciamos. Por isso, no coração do cristão existe sempre alegria.”

Papa Francisco