22 dezembro, 2017

Um feliz e abençoado Natal a todas e a todos!


Natal: Horários das Missas na Catedral de Maringá

A Santa Missa do Natal do Senhor, na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá, será celebrada às 19h30, domingo (24).

No domingo (24) haverá outras três celebrações na Catedral, por ocasião do 4° domingo do Advento: missas às 7h30, 9h30 e 12h.

No dia de Natal (25) serão celebradas duas missas: às 9h30 e 18h30.

Os horários das missas nas demais paróquias da Arquidiocese de Maringá podem ser consultados em cada comunidade paroquial.


Programação de Natal no Vaticano

Domingo (24), às 21h30, Missa da Solenidade do Natal na Basílica de São Pedro.

Segunda-feira (25) Festa do Natal: às 12 horas o Papa dirige da sacada central da Basílica de São Pedro sua mensagem de Natal ao mundo e concede a Bênção Urbi et Orbi.

No domingo 31 de dezembro, às 17 horas, o Papa preside na Basílica de São Pedro as Primeiras Vésperas, com a exposição do Santíssimo Sacramento, o tradicional canto do Te Deum em agradecimento pelo ano que termina e a bênção eucarística.

Na segunda-feira, 1º de janeiro de 2018, às 10 horas, o Papa preside a Santa Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e no 51º Dia Mundial da Paz sobre o tema “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

Por fim no sábado, 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, o Papa preside a celebração da Santa Missa às 10 horas na Basílica de São Pedro.

Todas as cerimônias serão transmitidas pela Rádio Vaticano, com comentários em português (No fuso horário atual, o Vaticano tem 3 horas a mais em relação ao horário de Brasília).

Fonte: site da Arquidiocese de Maringá

Oração

"Senhor, nosso Deus, que pusestes nos lábios de Ana e de Maria a oração de louvor e de acção de graças, e que fizestes germinar nos seus corações a alegria, fruto da tua visita amorosa e paterna, dá-nos a graça de, também nós, descobrirmos e praticarmos na oração as atitudes de louvor e de reconhecimento pelas maravilhas que gratuitamente fizeste e continuas a fazer em nós e à nossa volta, na Igreja e no mundo.


Queres que vivamos na alegria, pela experiência do teu amor de Pai misericordioso e fiel. Ajuda-nos a dispormos, pelo silêncio e pela solidão, para acolhermos essa experiência, a única capaz de transformar a nossa vida, de nos pôr generosamente ao serviço do teu projecto de salvação, ao serviço de quem precisa de nós, de escrevermos o nosso próprio Magnificat. Na oração de louvor e de acção de graças, dar-nos-emos conta de que as riquezas que nos confias são mais importantes e mais numerosas do que as nossas carências, e que os dons que pões nas nossas mãos, e nas dos nossos irmãos, são sinal de cuidas de nós com amor de Pai. Amém."


Fonte: Dehonianos

Isso faz bem para a alma... lindo e emocionante

21 dezembro, 2017

Jesus, grande alegria!


“O nascimento de Jesus é anunciado como uma ‘grande alegria’, causada pela descoberta de que Deus nos ama e através do nascimento de Jesus se aproximou de nós para nos salvar. Somos amados por Deus. Que coisa maravilhosa! Quando estamos tristes, quando parece que tudo dá errado, quando um amigo ou uma amiga nos desilude, ou quando nos desiludimos a nós mesmos, pensemos: ‘Deus me ama’, ‘Deus não me abandona’. O nosso Pai é sempre fiel e sempre nos quer bem, acompanha os nossos passos e vem ao nosso encontro quando nos distanciamos. Por isso, no coração do cristão existe sempre alegria.”

Papa Francisco

Oração


"Senhor Jesus, que por nosso amor, assumiste carne humana no seio virginal de Maria, e, por amor, Te fazes nosso alimento e companheiro de jornada na Eucaristia, dá-nos de graça de Te acolhermos agradecidos e exultarmos de santa alegria. Concede-nos também a graça de, como Maria que e levou ao encontro de Isabel e de João, também nós Te levemos a todos quantos encontrarmos nos caminhos da nossa vida.

Faz-nos escutar a tua voz, e concede-nos a graça de Te respondermos na oração. Sobretudo, faz com que nos deixemos envolver na acção poderosa do Espírito que reza em nós. Assim, renovados interiormente, exultantes de alegria e cheios de generosidade, saberemos dar-te, e dar-nos contigo, aos irmãos, especialmente aos mais pobres e desprotegidos." Amém.

Fonte: Dehonianos

20 dezembro, 2017

“Mamãe, neste Natal quero de presente mais tempo para brincarmos juntos”

mãe me contou que ao ouvir o filho teve um sobressalto de ternura e frustração ao mesmo tempo.

A crônica é de Juan Arias, jornalista, publicada por El País, 19-12-2017.

Eis o texto.

Ygor é um menino de nove anos, de uma das milhões de famílias da classe C em que o pai ficou desempregado. O pequeno deve ter escutado os pais comentarem que não iriam poder comprar-lhe nada neste Natal. O fato é que se aproximou da mãe e lhe disse: “Mamãe, não quero presente de Natal, só quero que me dedique mais tempo para brincarmos juntos”. A mãe me contou que ao ouvir o filho teve um sobressalto de ternura e frustração ao mesmo tempo. “De ternura porque entendi que sou mais importante que tudo para ele, e de frustração porque meu filho estava se queixando de que lhe dedicava pouco tempo.”
Hoje existem milhares de tratados de pedagogia para tentar conhecer a alma dos pequenos e, apesar de tudo, sempre há em um lugar do coração deles algo que não conseguimos penetrar. Um professor da minha faculdade de psicologia nos dizia que conhecer o coração de uma criança “é mais difícil que o teorema da relatividade”.
Ele tinha razão. E o pior é que podemos cair na tentação de querer interpretar, sem ouvi-los, o que eles preferirem. Não nos damos conta que decidimos muitas vezes em função da nossa conveniência. Os enchemos, por exemplo, de brinquedos para que “se distraiam sozinhos”. Entenda-se: “para que nos deixem em paz”. Assim, quando ligamos a televisão para eles ou os deixamos usar o celular “para que fiquem quietos” assistindo a um jogo ou um filme. Isso sem perguntar se é o que eles mais querem.
Lembro-me agora que esse mesmo menino que agora pediu mais tempo à mãe para brincar com ela, quando tinha cerca de quatro anos, o deixavam às vezes na casa da avó para que a mãe pudesse trabalhar. Para que não atrapalhasse muito levavam uma cesta grande cheia de brinquedos que eram esparramados no terraço para que se entretivesse. Cheguei um dia de repente e encontrei o menino, ao lado de sua montanha de brinquedos, distraído com uma colher velha brincando com água e terra. Quando me viu, pediu que brincasse com ele de “amassar o pão”. Tive de buscar outra colher e continuar sua brincadeira. Diante do monte de brinquedos, ele preferiu inventar um, simples e barato.
A história do pequeno me fez dar um salto a minha infância, passada com meus dois irmãos na penúria e na pobreza posteriores à Guerra Civil Espanhola. Naquela época, os meninos acreditavam que eram os Reis Magos que nos traziam os presentes em seus camelos. O dia de Reis era o único dia do ano em que recebíamos um presente, a propósito, muito pequeno. Para a minha irmã, uma bonequinha de pano feita por alguma tia habilidosa. Para nós, os dois meninos, uma bola de tênis e às vezes um carrinho de corda que conseguia percorrer alguns metros. E para os três um pacote de balas que nós partíamos para que parecessem mais.
Tento lembrar-me se éramos mais infelizes do que as crianças de hoje que recebem presentes durante todo o ano. Acredito que aquela espera de um ano pelo presente dos Reis compensava com felicidade o vazio de um ano sem nada. E lembro-me, acima de tudo, algo relacionado com a história de Ygor e sua mãe, que ao brinquedo prefere mais tempo para brincar com ela. Meu pai tinha o hábito de sair muito cedo para passear no campo e, como professor da escola primária da cidadezinha, voltava na hora de abrir a escola. Eu nunca lhe disse, mas meu sonho era ir um dia passear na companhia dele.
Quando já tinha completado nove anos, ele me chamou, solene, e disse: “Juan, você já é grande e tem de saber um segredo: os Reis Magos não existem, são os pais que colocam os presentes, por isso neste ano você vai nos ajudar a preparar os presentes de Reis para os seus irmãos. Você não vai ganhar nada, mas eu vou te dar um presente diferente: a partir de amanhã eu vou te acordar para que você me acompanhe no passeio pelo campo”. Juro que foi o maior presente que recebi na vida. Ele não precisou me acordar. Quando se aproximou da minha cama, quase ao amanhecer, eu já estava com os olhos bem abertos. Saímos juntos. Senti-me maior de repente. Meu pai me levou a um riacho onde os pássaros iam beber naquela hora. Passeou comigo pela horta em um pedaço que nós, os pobres, alugávamos do latifundiário da cidadezinha para plantar.
Ali, com ele, aprendi a distinguir uma planta de grão-de-bico de uma de feijão, as espigas de trigo das ervas daninhas que cresciam juntas. Ele me ensinou a delícia de arrancar um tomate maduro e comê-lo ali mesmo, sem sal nem nada. Ou a distinguir em uma figueira os figos mais doces: “São aqueles que foram picados pelos pássaros”, explicou, porque eles só gostam dos bem maduros.
Voltei para casa e não sabia como explicar a todos — minha mãe, minha tia, meus irmãos — a alegria que me inundava por ter podido ir “passear com o meu pai”. Brinquedos? Para quê?
Fonte: IHU

Para Refletir

Quais são os medos precisamos vencer para colocar-nos, como Maria, a serviço da Palavra?

Oração


"Pai, hoje quero inspirar-me nas palavras que S. Bernardo põe na boca de Maria para Te rezar: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». O Verbo realize em mim a tua palavra! O Verbo, que estava em Deus, se faça carne da minha carne, segundo a tua palavra!

Não seja palavra que passa velozmente, logo que proferida, mas palavra concebida para permanecer, revestida de carne e não de ar que corre! Que não ressoe, só aos meus ouvidos, esta palavra; vejam-na os meus olhos, toquem-na as minhas mãos, carreguem-na os meus ombros! Não seja uma palavra escrita e muda, mas incarnada e viva; não seja uma palavra escrita com letras fixas num pergaminho morto, mas estampada sob forma humana no meu coração; traçada não por uma pena, mas pelo Espírito Santo!

Outrora, muitas vezes e de muitos modos, falaste aos patriarcas e aos profetas, e diz-se que as tuas palavras vem dos ouvidos de uns, aos lábios de outros e às mãos de outros mais. Para mim, peço que se faça no meu ser segundo a tua palavra. Não quero uma palavra que pregue e proclame. Quero um verbo que se doe silenciosamente, que incarne pessoalmente e que desça sobre mim cordialmente. Que se faça para o mundo inteiro, e particularmente para mim, segundo a tua palavra (cf. Bernardo de Claraval, Homilias sobre Nossa Senhora, 4, 11)."


Fonte: Dehonianos

19 dezembro, 2017

Mais um ano tenho a alegria de receber via e-mail o carinho de dom Pedro Casaldáliga.

Queridos todos,


… agora sinto Deus em tudo e em todos.

… ahora siento a Dios en todo y en todos.

… ara sento a Déu en tot i en tots.

Com um abraço, feliz Natal
Pedro Casaldáliga


18 dezembro, 2017

A gente já sente chegando o natal!

Um pequeno texto, que deu vontade e escrevi.

A gente já sente chegando o natal!

A gente já sente chegando o natal, o amor estar no ar, esta em nós, esta com nós porque o nosso Deus não esta longe, esta perto, é o Emanuel, Deus Conosco, tem um rosto, o rosto de Jesus. 

Um clima de sonho se espalha no ar porque o nosso Deus é misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade. O nosso Deus não muda, Ele é amor.

A magia do natal não morre, ela nos revela que nela não há lugar para guerra, a indiferença, a falta de amor, porque natal é a festa do menino nascido de uma mulher pobre, que após o nascimento O deitou numa manjedoura.

Eu tenho certeza que podemos fazer com o natal seja todo dia, que comece em nossos corações, em pequeno gesto, um sorriso, um abraço, mais tempo para gente se dar, o que for.

Deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém, e assim, fazer com que o natal seja todo dia.

“Vivam sempre contentes” nos diz o Papa Franciso


“Alegria, oração e gratidão" - para vivermos de verdade o Natal.

“Vivam sempre contentes” nos diz o Papa Franciso

Virgem Maria “causa da nossa alegria"!

“causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele”.

“Alegria, oração e gratidão" - para vivermos de verdade o Natal.

"So Paulo nos convida a preparar a vinda do Senhor assumindo três atitudes: a alegria constante, oração perseverante e a contínua ação de graças”.

“As angústias, as dificuldades e os sofrimentos atravessam a vida de cada um, e tantas vezes a realidade que nos circunda parece ser inóspita e árida, semelhante a um deserto no qual ecoava a voz de João Batista".

“No meio de vocês está quem vocês não conhecem” . O profeta Isaías destaca - Jesus - “a trazer a boa nova aos humildes, a curar os corações doloridos, a anunciar a liberdade dos escravos, a libertação dos prisioneiros, a proclamar um ano de graças do Senhor’.

“Estas palavras, que Jesus fará suas no discurso na sinagoga de Nazaré, - explica o Papa - esclarecem que a sua missão no mundo consiste na libertação do pecado e das escravidões pessoais e sociais que ele produz. Ele veio sobre a terra para restituir aos homens a dignidade e a liberdade de filhos de Deus, que somente Ele pode comunicar”.

Para o papa Francisco “por meio da oração, podemos entrar em uma relação estável com Deus, que é a fonte da verdadeira alegria. A alegria do cristão não se compra, vem da fé e do encontro com Jesus Cristo, razão da nossa felicidade. Quanto mais estivermos arraigados em Cristo, tanto mais encontraremos a serenidade interior, mesmo em meio às contradições cotidianas”.

“tendo encontrado Jesus, não pode ser um profeta da desventura, mas uma testemunha e um arauto da alegria. Uma alegria a ser compartilhada com os outros; uma alegria contagiosa que torna menos cansativo o caminho da vida”.

Disse o papa, que Paulo indica a terceira atitude, a contínua ação de graças, ou seja, o amor agradecido a Deus.

“Ele, de fato, é muito generoso para conosco, e nós somos convidados a reconhecer sempre seus benefícios, o seu amor misericordioso, a sua paciência e bondade, vivendo assim em um incessante agradecimento”.

“Alegria, oração e gratidão são três comportamentos que nos preparam a viver o Natal de modo autêntico”. Neste último período do tempo do Advento, confiemos nossa vida à materna intercessão da Virgem Maria. Ela é “causa da nossa alegria, não somente porque gerou Jesus, mas porque nos envia continuamente a Ele”. Isso é lindo.

Vergonhosa a atitude do governador do Paraná Beto Richa


15 dezembro, 2017

O nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar!


O nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar!

A ternura de nosso Deus onde podemos encontrar?
O nosso Deus não só é pai mas é papai, Isso é lindo.

"Deus com a sua ternura se aproxima de nós e nos salva"

“Parece que o nosso Deus quer cantar para nós uma canção de ninar. O nosso Deus é capaz disso. A sua ternura é assim: é pai e mãe. Muitas vezes diz: “Se uma mãe se esquecer do filho, eu não o esquecerei. Ele nos leva em suas vísceras. É o Deus que com esse diálogo se faz pequeno para nos entender, para fazer com que tenhamos confiança Nele e possamos dizer-lhe com a coragem de Paulo que muda a palavra e diz: Papai, Abba. Papai é a ternura de Deus.”

“É verdade que às vezes Deus nos dá umas pancadas”.

“Ele é grande, mas com a sua ternura se aproxima de nós e nos salva. Este é um mistério e uma das coisas mais bonitas”: 

“É o Deus grande que se faz pequeno e em sua pequenez não deixa de ser grande. E nessa dialética grande é pequeno, existe a ternura de Deus. O grande que se faz pequeno e o pequeno que é grande. O Natal nos ajuda a entender isso: na manjedoura, o Deus pequeno. Lembro-me de uma frase de Santo Tomás, na primeira parte da Suma Teológica. Querendo explicar: “O que é o divino? O que é a coisa mais divina?, diz: “Non coerceri a maximo contineri tamen a minimo divinum est”, ou seja, não se espante com as coisas grandes, mas considere as coisas pequenas. Isso é divino, as duas coisas juntas.”

A ternura de nosso Deus onde podemos encontrar?

“Sou capaz de falar com o Senhor assim ou tenho medo? Cada um responda. Mas, alguém pode dizer, pode perguntar: “Qual é o local teológico da ternura de Deus? Onde pode ser encontrada a ternura de Deus? Qual é o lugar onde a ternura de Deus se manifesta melhor? Na chaga. As minhas chagas, as chagas de Jesus, quando se encontram as minhas e as suas chagas. Em suas chagas fomos curados”.

“o lugar teológico da ternura de Deus: as nossas chagas. Mostra-me as suas chagas. Quero curá-las”. 


Papa Francisco

Oração

"Senhor, hoje, sinto-me interpelado a pensar e a refletir sobre mim mesmo. Sei que há tempo para chorar e tempo para dançar. Mas descubro que, muitas vezes, sou pouco sábio, e sou muito distraído e incapaz de reconhecer a tua hora na minha vida. Queria ser eu a marcar o tempo e o modo como Te apresentas na minha vida. Por isso, comporto-me como os miúdos caprichosos de que falas no evangelho. Por isso, temo tornar-me vítima da obstinação, e não conseguir julgar corretamente os sinais da tua presença na minha vida, na vida da minha comunidade, na vida da Igreja, na vida do mundo.

Não desistas de dirigir a tua Palavra ao meu coração obstinado e endurecido, para que saiba compreender o teu plano sobre mim e atinja a verdadeira sabedoria. Repreende-me, ainda que duramente, quando quiseres que eu escute os apelos de João Baptista à penitência e à conversão de atitude. Ajuda-me a reconhecer que é este o tempo da graça, o tempo em que me ensinas para meu bem e me guias pelo caminho que devo percorrer. Amém."

Fonte: Dehoniano

14 dezembro, 2017

A 30 quilômetros de Ipanema, a vida passa com menos de três reais por dia


A 30 quilômetros de Ipanema, a vida passa com menos de três reais por dia

A penas trinta quilômetros da praia de Ipanema, em Jardim Gramacho há pessoas não se vive, se sobrevive, morando em condições tão precárias como num pobre povoado da África. Jardim Gramacho, a comunidade que abrigou até 2012 o maior lixão de América Latina, famosa no mundo inteiro por um documentário do artista plástico Vik Muniz que chegou ao Oscar, poderia construir um monumento dedicado ao descaso e a promessas descumpridas. Mas não há tempo para pensar nisso. O bairro, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, é um bolsão de pobreza extrema, a face dura e invisível da desigualdade do Brasil, do abandono do poder público, um lugar onde se vive, rodeado de cachorros sarnentos, com menos de três reais por dia.

A reportagem é de María Martín, publicada por El País, 13-12-2017.

Jardim Gramacho não tem água encanada, a eletricidade depende dos gatos e da aleatoriedade dos picos de energia que estouram os poucos eletrodomésticos que ainda funcionam. Aqui tampouco há rede de esgoto e, em algumas casas, nem banheiro. A higiene pessoal, para quem nem chuveiro tem, é feita numa laguna próxima e verde. As moradias construídas com portas de armários e chapas de madeira velha, servem para pouco nos dias de chuva. “Quando chove, cai mais água dentro do que fora”, ouve-se com frequência.

– Quando foi a última vez que você comeu carne?

– Ah, pouco tempo, umas duas semanas atrás.

– E peixe?

– Ihhh, nem lembro.

– E fruta?

– Fruta? Isso aqui é um luxo.

Vanessa Dias, grávida do sexto filho aos 31 anos, está sentada no degrau da entrada da sua casa de madeira. Uma cerca improvisada com tábuas delimita um quintal cheio de entulho e lixo. A precária dieta da família de Vanessa, longe de qualquer recomendação do que seria uma alimentação saudável, é só mais um exemplo da sua exclusão. A mulher, com vários dentes a menos e aparentando 20 anos a mais, trabalhou no antigo lixão desde a adolescência e nunca teve carteira assinada. O marido, um pedreiro desempregado de 42 anos, há tempos que não consegue um biscate. Suas duas únicas fontes de renda são os 150 reais que recebe do Bolsa Família pelos três filhos que moram com ela e uns 200 reais que consegue vendendo desinfetante.

Se divididos esses 350 reais pelos cinco membros da família, os Dias vivem com uma renda de 2,3 reais por dia e por pessoa. O último cálculo do Banco Mundial para determinar a linha da pobreza extrema é de 1,90 dólares por dia, ou 6,18 reais. Os brasileiros que vivem abaixo deste patamar devem passar de 2,5 milhões a 3,6 milhões entre 2016 e o final deste ano, segundo a instituição.

Enquanto Vanessa fala da sua rotina, três dos seus filhos de nove, oito, e dois anos brincam com dois gatinhos recém nascidos entre os escombros. Os bichos miam ao caírem torpemente no chão. Estão lançando eles alto demais. Um dos meninos, que só neste ano já foi internado sete vezes por pneumonia, briga com o outro. A mãe põe ordem com apenas um par de gritos. As moscas pousam com insistência no rosto da mulher, mas ela nem se move. Dentro da residência, limpa na medida do possível, é ainda pior. No interior do quarto e sala, onde todos dormem, elas voam em nuvens. Por todas partes. Ela não reclama de quase nada, “apenas gostaria de que chegasse água”.

A miséria no Jardim Gramacho percebe-se não apenas na dieta dos seus 20.000 moradores, as cáries das crianças, a alta evasão escolar, o analfabetismo, ou os ratos, insetos e escorpiões que infestam o bairro. A miséria exclui, ela isola. O morador de Jardim Gramacho não sai de Jardim Gramacho. Vanessa puxa a média para baixo, mas o resto dos seus vizinhos não tem dinheiro nem para pagar uma passagem de ônibus para ir no médico.

Segundo um levantamento da ONG Teto, que atua no local construindo casas desde 2013, a renda média per capita dos moradores de Jardim Gramacho é de 331,96 reais, 11 reais por dia, praticamente o valor de duas passagens de metrô ou de trem. A renda para os que trabalham triplica-se, mas aqui cerca de 45% dos vizinhos não tem emprego (a taxa nacional de desemprego é de 12,4%), segundo essa pesquisa realizada com mais de 700 moradores. Não é falta de vontade. Dezenas de vizinhos estão doentes, não tem formação nenhuma, ninguém com quem deixar os filhos ou precisam cuidar da casa.

A história do bairro é também a historia do seu lixão, o maior de América Latina, de onde seus mais de 1.500 catadores oficiais retiravam duas toneladas diárias de materiais recicláveis. Aquela montanha de 60 metros de lixo fez o bairro crescer e inspirou os cenários de uma das tramas da novela Avenida Brasil. Não era o melhor dos empregos, mas servia de sustento a famílias inteiras. Quando o local foi fechado, em 2012, foi como tirar os jalecos salva-vidas de gente que não sabe nadar no meio de uma tempestade. Prometeram a eles, nos diferentes níveis do poder público, cursos profissionalizantes, urbanização do bairro, novas fontes de renda... Mas ninguém cumpriu. Os antigos catadores chegaram a receber uma indenização de cerca de 14.000 reais quando o aterro fechou. Muitos abriram uma conta de banco pela primeira vez, mas esse dinheiro há tempos que acabou.

“Jardim Gramacho tem a situação mais gritante onde já trabalhei”, afirma Carolina Thibau, coordenadora da Teto. “O fechamento do aterro foi uma ação do poder público que depois não deu a assistência que havia prometido. Não garantir os direitos básicos dos moradores é uma decisão política, não é falta de recursos”, lamenta Thibau, lembrando que o município de Duque de Caxias é o terceiro maior PIB do Estado e o 21º do Brasil, segundo dados do IBGE. “Não é por mero acaso essa situação que eles estão vivendo, e muito menos por opção. É por falta de oportunidade e respeito ao seus direitos. Essas pessoas não estão sendo ouvidas!”.

Rogério de Santos, de 56 anos, trabalhou um quarto de século no lixão que ocupou por mais de três décadas a região. O homem, castigado fisicamente e com um pequeno tumor no olho esquerdo, nunca deixou de ser catador. Hoje consegue uns 20 reais por dia recolhendo lixo dos depósitos ilegais que se multiplicaram no bairro. Rogério, sujo dos pés a cabeça, é um dos moradores que não tem banheiro. O vaso sanitário é o mato do fundo da residência. “Poxa, eu vivia mil vezes melhor antes do aterro fechar. Hoje não tenho nada. Meu almoço de hoje foi mingau puro”, lamenta na porta da casa-sala que divide com mais dois catadores e que fede a comida podre. “Não repare na sujeira”, pede com vergonha.

“Já morei muito pior, tinha só um par de havaianas”

A máquina de lavar está por fim funcionando do lado de fora da casa. As roupas batem numa água enegrecida, enquanto Fátima Catarina, de 33 anos, prepara o almoço familiar e o lixo queima no quintal. Maria Joaquina e Cirilo, dois porcos recém nascidos de estimação, ziguezagueiam pelos três espaços da residência: uma cozinha anexa ao banheiro, uma salinha com dos sofás onde dormem quatro crianças e um dormitório. Calças, camisetas e toalhas da família estão em todo lugar. Aqui, como em muitas outras casas, não há armários. A louça se lava no chão da rua, com baldes e água de chuva.

“Eu tinha sete anos quando me mudei do Recife para o Rio. Viemos aqui por conta do lixão. Trabalhei aí dos 13 aos 16 anos, até que fiquei grávida pela primeira vez”, relembra Fátima. “A gente catava, mas éramos felizes. Hoje, muitos dos que trabalhavam com a gente se envolveram com o tráfico. Não tem mais emprego”.

Cada um dos seis membros da família de Fátima conta com 5,8 reais por dia. “A gente se vira, mas nunca fizemos lanche, nem vamos no shopping. Este Natal, nem sei como vai ser. Eu não lembro a última vez que saí daqui”, explica a mãe que nunca mais voltou à sua cidade natal. Fátima não vai nem ao mercado. Muita da comida dos moradores de Jardim Gramacho vem do descarte dos supermercados. É comida fora da data de validade ou no seu limite que não pode ser mais vendida ao cliente oficial, mas que aqui tem saída a preço de saldo. “Carrefour é chique para nós”, diz Fátima. Ela, que reclama dos ratos e da falta de água como se fossem seus únicos problemas –“já morei muito pior, só tinha um par de havaianas”–, sim, sonha em se mudar. “Tenho que proteger meus filhos. Os traficantes já começam olhar minhas meninas desse jeito, sabe?”.

O tráfico que manda em tudo

As normas que regem a comunidade passam longe do poder público que, segundo os moradores, “só aparece na eleição”. Aqui manda o tráfico. Em tudo. Nos lixões clandestinos que servem de único sustento para muitos, nas brigas entre vizinhos, e na ordenação do território, na beira de um manguezal da Baia de Guanabara. É o chefe do tráfico quem decide quem, onde e quando alguém pode construir seu barraco. O local, embora nessas condições, atrai famílias em desespero.

A família de Manuel Oliveira da Silva, de 35 anos, recebeu um ultimato duas semanas atrás: eles têm que deixar o apartamento onde moram porque não conseguem mais pagar os 450 reais do aluguel. Estão na rua. De novo. “Sou pedreiro, mas estou desempregado há um ano e meio”. A família cata material nas ruas junto aos seus filhos de quatro e cinco anos, que ficaram fora da escola por falta de vaga, e um bebê. Recebem um real pelo quilo de garrafas pet – umas 36 garrafas.

A família, sem ter onde ir, recebeu permissão para se instalar num terreno de uns 20 metros quadrados do Jardim Gramacho. Eles vão ter um máximo de 90 dias para construir uma casa, e se instalar. Manuel mostra seu novo lar que já tem quatro paredes erguidas. “Não repare na bagunça que sou pobre”, diz com sarcasmo. “Você acha que eu queria estar com minha esposa fazendo um barraco desses? Mas quando a gente é honesto é assim. Depois daqui vamos catar a madrugada toda para comprar o leite do bebê. Não temos nem para isso”.

No processo de capinar o local, coberto de entulho e lixo, uma senhora apareceu reclamando seu pedaço de terra. Levava semanas construindo um lugar para o filho morar. Mas demorou mais do acordado. Em pleno conflito por quem ficaria com essas quatro paredes, a mulher perdeu. Poderá ficar com outro terreno, mas terá que levantar tudo do zero. “As regras são as regras”, lembra para ela Henrique Portela, uma espécie de síndico do local que começou a trabalhar no lixão aos sete anos e só parou aos 30, quando fechou. A lógica, como a vida no bairro, é cruel: “Não entrou [no terreno], não quer”.

Oração


"Senhor Jesus, eu Te agradeço por teres vindo ao meu encontro, não de modo triunfal, mas de modo humilde e pobre. Eu Te agradeço por teres querido meter-te em todas as nossas situações humanas, particularmente nas difíceis. A certeza de que estás comigo, especialmente nas horas mais difíceis, quando a minha vida é mais semelhante à tua cruz, dá-me força e confiança extraordinárias e enche-me de alegria em situações onde seria mais natural a desolação.

Eu Te agradeço por estares comigo. Que saiba também estar contigo. Como diria Inácio de Loiola, meteste-te connosco e pedes-nos para estarmos contigo na pobreza e na obediência à vontade de Deus. Amém."


Fonte: Dehonianos

Por que ir à missa aos domingos? O Papa responde


Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou

Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’.

Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Este encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé.

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra

E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos ‘o dia do Senhor’, ou seja, o domingo.

“A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele”, disse o Papa, explicando:

É a missa que faz cristão o domingo

“Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é  para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo”.

Entretanto, recordou o Papa:

“Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia”.

“Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.

A conclusão

Concluindo, por que ir à missa aos domingos?

“Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”.

Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.

Fonte: Rádio Vaticano

13 dezembro, 2017

Concurso de Criação da "Bandeira e do Logomarca" das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá

As CEBs da Arquidiocese de Maringá, através da sua assessoria e coordenação, torna pública a abertura das inscrições e estabelece o regulamento para a criação e a escolha da  "Bandeira e do Logomarca" das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.


Concurso


Concurso de Criação da "Bandeira e do Logomarca" das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.


As CEBs da Arquidiocese de Maringá, através da sua assessoria e coordenação, torna pública a abertura das inscrições e estabelece o regulamento para a criação e a escolha da "Bandeira e do Logomarca" das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.

A participação dos interessados será regida pelas normas estabelecidas a seguir:

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R E G U L A M E N T O


BANDEIRA DAS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE - CEBs


Regulamento para realização do Concurso de Criação da Bandeira das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da Arquidiocese de Maringá.

1. OBJETIVO


1.1. O presente concurso tem por objetivo criar a bandeira da Arquidiocese de Maringá para as CEBs, sendo aberto à participação de todo o povo de Deus da Arquidiocese de Maringá.

2. CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO


2.1. Os pré-requisitos para concorrer ao concurso são:
2.1.1. A bandeira deverá expressar a mística das CEBs no logomarca a ser criado para a bandeira;
2.1.2. No logomarca a ser criado para a bandeira, deve conter a sigla CEBs.


2.2. A bandeira deverá conter por escrito:
2.2.1. Arquidiocese de Maringá
2.2.2. Comunidades Eclesiais de Base


2.3. A bandeira deverá ser elaborada em folha sulfite A4 (210 x 297 mm), em posição de "paisagem", conforme formato padrão disponibilizado para download;


2.4. A localização e o tamanho do logomarca é livre;


3. DAS INSCRIÇÕES


3.1. A inscrição para o concurso ocorrerá mediante da entrega da bandeira via e-mail;

3.2. A inscrição no concurso importa em autorização do autor ou dos autores ou de seu responsável para que à Arquidiocese de Maringá e as Comunidades Eclesiais de Base utilize das imagens dos autores em propagandas, publicações, materiais, eventos, etc.


4. DA AUTORIA:


4.1. Poderá ser individual ou em grupo

4.2. Se a produção da bandeira envolver o uso de imagens ou criação de outra pessoa, será necessário que a utilização esteja devidamente autorizada pelas autoras e/ou autores e, no caso de imagens de pessoas (fotografia), que estas tenham autorizado a sua veiculação.


5. DO PRAZO:


5.1. O prazo para o envio de propostas é 20 de fevereiro de 2018.

6.  DESTINÁTARIO E ENDEREÇO DE ENVIO:


6.1. Lucimar Moreira Bueno (Lucia)


6.2. Com cópia para padre Genivaldo Ubinge


7. DA PREMIAÇÃO

7.1. Haverá premiação ao ganhador do concurso com a bandeira das CEBs;
7.1.1. Havendo a junção de idéias para a construção da bandeira por parte da Comissão Julgadora, não haverá premiação.


8. DA COMISSÃO JULGADORA E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO


8.1. As bandeiras serão analisadas pela assessoria e coordenação arquidiocesana das CEBs.


8.2. A comissão analisará os trabalhos e dará notas de 01 a 10.

8.3. No caso das bandeiras não representarem na sua totalidade a idéia adequada a proposta, poderá haver junção de várias bandeiras para a construção da bandeira, sendo uma decisão em conjunto da comissão julgadora;

8.4. No caso de haver junção de idéias para a construção da bandeira, não haverá premiação;

8.5.  Serão critérios para a avaliação: a criatividade; a originalidade (desvinculação de outras bandeiras existentes); a comunicação (transmissão das ideias e da mística das CEBs); e a aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em várias dimensões, sobre diferentes fundos, etc.)

8.6. A decisão da comissão Julgadora será soberana e de caráter irrevogável, não cabendo qualquer recurso por parte dos participantes.

9. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

9.1. O autor ou os atores da bandeira vencedora ou os autores havendo a junção de idéias para a construção da bandeira, através de seus responsáveis, cederá todos os direitos autorais, por prazo indeterminado, não implicando em quaisquer ônus à Arquidiocese de Maringá e as Comunidades Eclesiais de base, que poderá realizar adaptações que julgar necessária.


9.2.  A bandeira terá de vir acompanhado de:
a) Nome e endereço das(os) autor(as/es);
b) Texto explicando a inspiração para o material encaminhado;
c) Declaração cedendo os direitos autorais em benefício a Arquidiocese de Maringá e as
Comunidades Eclesiais de Base;
d) Autorização para que a assessoria e coordenação arquidiocesana das CEBs possa realizar eventuais alterações / ajustes na peça.


9.3. O autor ou os atores da bandeira vencedora ou os autores havendo a junção de idéias para a construção da bandeira, através de seus responsáveis, cederá o logomarca criado para a bandeira para que seja usado como logomarca das CEBs da Arquidiocese de Maringá e cederão todos os direitos autorais, por prazo indeterminado, não implicando em quaisquer ônus à Arquidiocese de Maringá e as Comunidades Eclesiais de base, que poderá realizar adaptações que julgar necessária.


9.4.  A divulgação do resultado será no dia 28 de fevereiro de 2018, via as paróquias, as redes sociais e os meios de comunicação da Arquidiocese de Maringá, com apresentação da bandeira.


9.5. A inscrição implica na plena aceitação do regulamento, não cabendo ao candidato ou seu responsável, recurso posterior.


9.6.  As dúvidas e os casos omissos deverão ser encaminhados através do telefone (44) 99729-3113 e serão resolvidos pela Comissão Julgadora.


9.7. Segue anexo texto elaborado pela assessora leiga das CEBs na Arquidiocese de Maringá, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia), para entendimento das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.


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Anexo:


CEBs - Comunidades Eclesiais de Base

Por Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)


As Comunidades Eclesiais de Base fazem parte da estrutura organizacional de uma paróquia, na Arquidiocese de Maringá, tendo como critério a territorialidade. Comunidade territorialmente definida, nesse bairro, nesse condomínio, nesse edifício, nessas quadras.

 As paróquias ao estruturar em redes de Comunidades Eclesiais de Base, essas são estabelecidas como espaço de serviços ad intra e ad extra da ação pastoral evangelizadora, social e missionária da paróquia, por isso a compreensão que as CEBs são o modo da Igreja ser. As CEBs são Igreja na base no meio do povo e com o povo, Igreja de modo novo presente no mundo a serviço da vida e ao cuidado da “casa comum”.


Com as Comunidades Eclesiais de Base a Igreja envolve o povo que procuram viver relações fraternas de partilha, ajuda, solidariedade e serviço, através de pequenos gestos que reconstrói vidas e anima a caminhada. Pequenos grupos de pastorais, movimento e de reflexão organizado na CEB que reúnem regularmente, nas casas de família, a fim de ouvir e aprofundar a Palavra de Deus, alimentar a comunhão fraterna e assumir o compromisso cristão no mundo.

As Comunidades Eclesiais se afirmam como sendo de base porque está presente desde o começo da Igreja com as e os Primeiros Cristãos e é vivida pelo povo, gente simples ou não, mas que se colocam a serviço e se abre a vivência comunitária e fraterna e que se colocam a lado dos pobres e marginalizados.

São Eclesiais porque são seguidoras dos exemplos de Jesus e dos apóstolos, podem ser entendidas na Unidade, na Catolicidade, na Apostolicidade e na Santidade, isto é, mantém diálogo com toda a organização eclesial, vinculadas a estrutura da Igreja, caminha em comunhão com os pastores, procuram o caminho da santificação em fidelidade e evangélica opção preferencial pelos pobres.

 A espiritualidade das Comunidades Eclesiais de Base é de quem sabe reconhecer que Deus se fez próximo, Ele habita todos os lugares e habita todas as pessoas. É a partir de Jesus Cristo de suas opções de quebrar as barreiras, de anunciar o evangelho e de cuidar das pessoas. É da amizade com o Senhor Jesus Cristo, de ser acolhedora e acolhedor como Ele.

A Missão das Comunidades Eclesiais de Base é ser testemunha do Cristo e do Reino de Deus. “Vocês serão minhas testemunhas” (At 1,8). Conforme os Atos dos Apóstolos, antes de sua ascensão foi assim que Jesus definiu a missão as suas discípulas e discípulos. Desde então ser discípula/o é antes de tudo assumir a tarefa de ser testemunha do Cristo e do Reino de Deus.

No mundo urbanizado que vivemos as Comunidades Eclesiais de Base são chamadas a ouvir o clamor do povo que sofre opressões para junto a todas as pessoas de boa-vontade a participar de sua libertação. Uma Igreja peregrina, missionária, em saída por amor, capaz de se fortalecer e se abrir com maior generosidade para a missão além-fronteiras.

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Lucimar Moreira  Bueno (Lúcia) é membro da ampliada das CEBs do Regional Sul II (Paraná) e assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá.