13 abril, 2018

Árvore que não gera a morte!

É uma árvore que não gera a morte, mas a vida; que não difunde as trevas, mas a luz; que não expulsa do Paraíso, mas nele introduz. A esta árvore subiu Cristo, como um rei que sobe no carro triunfal, e venceu o demônio, detentor do poder da morte, para libertar o gênero humano da escravidão do tirano.


Sobre esta árvore o Senhor, como um valente guerreiro,ferido durante o combate em suas mãos, nos pés e em seu lado divino, curou as chagas dos nossos pecados, isto é, curou a nossa natureza ferida pela serpente venenosa.

Se antes, pela árvore, fomos mortos, agora, pela árvore, recuperamos a vida; se antes, pela árvore, fomos enganados, agora, pela árvore, repelimos a astúcia da serpente. Sem dúvida, novas e extraordinárias mudanças! Em vez da morte, nos é dada a vida; em lugar da corrupção, a incorrupção; da vergonha, a glória.


[...] 
Já desde o começo do mundo, houve figuras e alegorias desta árvore que anunciavam e Indicavam realidades verdadeiramente admiráveis. Repara bem, tu que sentes um grande desejo de saber:

Não é verdade que Noé, com seus filhos e esposas, e os animais de toda espécie, escapou da morte do dilúvio, por ordem de Deus, numa frágil arca de madeira?


E o que dizer da vara de Moisés? Não era figura da cruz quando transformou a água em sangue, quando devorou as falsas serpentes dos magos, quando separou as águas do mar como poder do seu golpe, quando as fez voltar ao seu curso normal, afogando os inimigos e salvando aqueles que eram o povo de Deus?

Símbolo da cruz foi também a vara de Aarão, quando se cobriu de folhas num só dia para indicar quem devia ser o sacerdote legítimo.


Abraão também prenunciou a cruz, quando colocou seu filho amarado sobre o feixe de lenha.

Pela cruz, a morte foi destruída e Adão recuperou a vida. Pela cruz, todos os apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados e todos os que crêem, santificados. Pela cruz, fomos revestidos de Cristo ao nos despojarmos do homem velho. Pela cruz, nós, ovelhas de Cristo, fomos reunidos num só rebanho e destinados às moradas celestes."


(Dos Sermões de São Teodoro Estudita, séc. IX)

*detalhes da obra iconográfica de Dom Ruberval Monteiro na Paróquia São Sebastião, de Ponta Grossa-PR


O Espírito Santo nos torna corajosos!


Para o papa o tempo pascal foram para os apóstolos "tempo de alegria" pela Ressurreição de Jesus Cristo. Mas havia duvidas entre eles, mas quando da vinda do Espírito Santo, a alegria se tornou "corajosa".

Francisco ensina que antes da vinda do Espírito Santo, eles "entendiam porque viam o Senhor, mas não entendiam tudo.Foi o Espírito Santo que os fez entender tudo".

Francisco apresenta três característica dos apóstolos:

- Obediência

Atos 5,27-33, nos mostra que os Apóstolos são levados diante do Sinédrio, onde o sumo sacerdote lhes recorda a proibição de ensinar em nome de Jesus.

E Pedro responde; "É preciso obedecer antes a Deus que aos homens". A palavra "obediência" reaparece Evangelho, Jo 3,31-36.

E Francisco, então, aponta para "uma vida de obediência" que é aquela que caracteriza os apóstolos que receberam o Espírito Santo:

Obediência para seguir a estrada de Jesus, que "obedeceu até ao fim" como no Monte das Oliveiras.
Obediência que consiste em fazer a vontade de Deus.
Obediência que é o caminho que o Filho "nos abriu", afirmou ele, para mostrar que o cristão, portanto, "obedece a Deus", assim como fizeram os apóstolos.

- Testemunho

O papa afirma que a segunda característica dos apóstolos, é "o testemunho":

"o testemunho cristão incomoda".

O testemunho cristão não conhece "meio-termo" entre o mundo e nós, mas "Conhece a paciência de acompanhar as pessoas que não compartilham o nosso modo de pensar, a nossa fé, de tolerar, mas jamais de vender a verdade":

"Primeiro, obediência. Segundo, testemunho, que incomoda tanto. E todas as perseguições que existem, daquela época até hoje... Pensem nos cristãos perseguidos na África, no Oriente Médio... Mas existem mais do que nos primeiros tempos, na prisão, degolados, enforcados por confessar Jesus. Testemunho até o fim."

- Concretude

A terceira característica a concretude dos apóstolos - falavam de coisas concretas, "não de fábulas".

Assim como os apóstolos viram e tocaram, cada um de nós, "tocou Jesus na própria vida", disse o papa:

"Acontece que muitas vezes os pecados, os comprometimentos, o medo, nos fazem esquecer este primeiro encontro, do encontro que nos mudou a vida. Eh sim, nos remete a uma lembrança, mas a uma lembrança aguada; nos faz cristãos mas como "colônia de rosas". Aguados, superficiais. Pedir sempre a graça ao Espírito Santo da concretude. Jesus passou pela minha vida, pelo meu coração. O Espírito entrou em mim. Talvez, depois, tenha esquecido, mas a graça da memória do primeiro encontro."

11 abril, 2018

Uma caravana de migrantes que lutam e sonham - Artigo de Eduardo Febbro

“A caravana é uma amostra de todos os horrores humanos sofridos pelos povos da América Central em face da indiferença global do resto dos países do Continente. O objetivo é cruzar a fronteira e entrar em território estadunidense”. A análise é de Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 08-04-2018. A tradução é de André Langer.

Eis o artigo.

As dóceis colinas de Oaxaca encerram o segredo do último ataque de nervos do patético presidente de peruca artificial que dirige a maior democracia do mundo. O rosto de María Colindres Ortega traz as marcas do vazio e do cansaço. Essa deputada hondurenha, do Partido Livre do ex-presidente Manuel Zelaya, é uma das integrantes da caravana de 1.500 migrantes vindos de HondurasEl Salvador e Guatemala que tinha a intenção de chegar à fronteira norte e entrar nos Estados UnidosDonald Trump ficou sabendo da intenção desses migrantes e deslocou a Guarda Nacional para a região.

Cada vez que Mister Twitt se levanta iracundo, transfere seu mau humor para o México. Desta vez, Donald Trump atravessou a fronteira com um tuite em que anunciou o deslocamento da Guarda Nacional para vários pontos da fronteira entre os Estados Unidos e o México. Com isso, retirou os alicerces da campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 1º de julho próximo, em que os candidatos da situação, pelo menos até agora, não conseguem fazer sombra ao favorito nas pesquisas, Manuel López Obrador, à frente do movimento Morena.

O “corrido” trumpista é uma mistura de notas improvisadas que indignaram os mexicanos e, mais uma vez, obrigou a presidência a se posicionar contra o vandalismo do vizinho. Na falta de verba pública para a construção do muro entre os dois países que Trump prometeu durante a campanha presidencial, o chefe de Estado dos Estados Unidos militarizou a fronteira. As primeiras unidades das tropas da Guarda Nacionaldos Estados Unidos começaram a ser mobilizadas neste fim de semana no Arizona e no Texas.

Ao mesmo tempo, todo o aparato trumpista voltou-se para culpar o México e hasteou a bandeira de maior sucesso da extrema direita dos Estados Unidos: a imigração. O procurador-geral Jeff Sessions ordenou a implementação de uma política de “tolerância zero” com a entrada de imigrantes ilegais através da fronteira nos distritos do sul da CalifórniaArizonaNovo México, do oeste e sul do Texas. Essas gesticulações parecem ineficazes contra os apenas 90 segundos que são necessários para que um ilegal salte a cerca de seis metros que divide o território entre os dois países em pontos como Ciudad Juárez.

A raiva tuiteira contra o México tem sua origem nestas colinas de Oaxaca, capital do Mezcal e uma das mais belas regiões do México. Parte da caravana de 1.500 centro-americanos continuou sua rota, outra parou no município de Matías Romero, em Oaxaca, alguns de seus integrantes também foram para a cidade de Puebla para consultas legais e há migrantes que decidiram viajar para a capital e ver como ficam no país que, antes e depois das fanfarronadas trumpistas, lhes oferecia “um abraço de reconciliação e muita solidariedade”, segundo disse María Colindres Ortega. A história que a levou ao México com a intenção de migrar para os Estados Unidos é uma das faces mais cruéis desta região da América Latina.

A ex-deputada empreendeu a travessia mais perigosa depois que o candidato presidencial Juan Orlando Hernández venceu as eleições em um clima marcado por suspeitas e fraudes tão evidentes que até mesmo a Organização dos Estados Americanos (OEA) considerou-as irregulares. A manchada vitória de Juan Orlando Hernández provocou a morte de pelo menos 30 pessoas e depois uma repressão sistemática dos líderes sociais e políticos de Honduras. A perseguição colocou a ex-deputada a caminho do exílio. “É um abismo para mim. Eu tive que fugir de Hondurase deixar meus sete filhos lá. Pensei que cruzaria a fronteira com os Estados Unidos e ali pediria asilo político. Agora eu não sei como tudo isso vai acabar”.

A caravana é uma amostra de todos os horrores humanos sofridos pelos povos da América Central em face da indiferença global do resto dos países do Continente. Cegados pela Venezuela, os governos liberais não dizem uma única palavra sobre os crimes contra a humanidade cometidos aos povos da América Central. Pablo, um salvadorenho que fugiu com toda a sua família, escapou da chantagem, dos assassinatos e roubos das gangues criminosas que pululam no país. Todos parecem ter saído do inferno.

“É mais seguro atravessar o México do que ficar no nosso país”, revelou Jorge Vinedos, guatemalteco que saiu com sua família e algumas tralhas nas costas. Outros migrantes escaparam da perseguição sexual. Na caravana há cerca de uma dúzia de hondurenhos ligados à comunidade LGBT. Ninguém quer dar o seu nome e não há necessidade de perguntar sobre as agressões ou os espancamentos que sofreram. No corpo estão gravadas as profundas cicatrizes das torturas e dos espancamentos com que foram punidos.

Os integrantes da caravana não esperavam nem a reação de Trump, nem a solidariedade dos oaxaquenhos. “Quando vimos as primeiras mulheres chegarem com pratos de arroz, feijão e muitos outros alimentos, não conseguimos acreditar. Não vinham ao nosso encontro para nos chutar ou maltratar. Elas nos traziam a vida”, conta Marta, uma salvadorenha que começou nas estradas com seus dois filhos e sua sogra e parou na cidade de Matías Romero junto com os outros.

México é apertado por três nós: sua própria migração para o norte, a chegada dos migrantes vindos de Cuba ou da América Central com o único objetivo de atravessar a fronteira com os Estados Unidos e as iracundas e grosseiras mensagens de DonaldTrump. O tuite de Trump com a decisão de mobilizar a Guarda Nacional para impedir a entrada desses migrantes acabou por lhes fazer um favor: destapou uma onda de solidariedade nacional e, mais uma vez, colocou Trump como um fantoche sem inspiração ou senso político para nada.

O presidente dos Estados Unidos acusa o México de não mover as peças para impedir a imigração ilegal, mas os números contradizem seus ataques de baixo nível patriótico. De acordo com dados de ambos os lados, enquanto as deportações de mexicanos e centro-americanos atingiram porcentagens históricas nos Estados Unidos, a travessia de ilegais atingiu igualmente mínimos históricos. “São gesticulações de política interna que acabam atingindo o México”, diz Rodrigo Abeja, um dos responsáveis pela organização Povos sem Fronteiras, que agora apoia legalmente a caravana de migrantes em seus esforços junto às autoridades do México e dos Estados Unidos.

Não é a primeira vez que Washington militariza sua fronteira com o México, mas Donald Trump faz isso com a única metodologia que sabe usar: a agressão, a ofensa, a mentira e a humilhação do país vizinho. No sábado, no exato momento em que a Guarda Nacional estava se instalando na fronteira em apoio à Patrulha de FronteiraTrump tuitou outra de suas malvadezas: “Estamos selando a nossa fronteira sul. As pessoas do nosso grande país querem segurança e proteção”. Tudo está dito nos pontos suspensivos que se seguem. Para o Mister Tweet, o México é a insegurança. Para o presidente, essas tropas são “o início do muro”.

Na última quinta-feira, o presidente mexicano Peña Nieto respondeu a Trump através das redes sociais. Com uma mistura de tato político e ironia, o presidente mexicano disse: “Presidente Trump, se você quiser chegar a acordos com o México, estamos prontos. Como demonstramos até agora, estamos sempre dispostos a dialogar com seriedade, com boa fé e com um espírito construtivo. Se suas recentes declarações derivam de frustrações decorrentes de questões de política interna, de suas leis ou do seu Congresso, dirija-se a eles e não aos mexicanos. Não vamos permitir que a retórica negativa defina nossas ações. Nós só vamos agir no melhor interesse dos mexicanos”.

Com o argumento da caravana dos migrantes centro-americanos, Trump conseguiu colocar algumas pedras militares em seu sonhado muro. O problema, no entanto, continua a ser do México, em plena campanha eleitoral, e dos migrantes. A caravana foi se dispersando sem que muitos de seus integrantes desistissem de seu projeto de chegar à fronteira para pedir asilo político. As possibilidades são remotas.

Os membros das ONGs norte-americanas que se transferiram para o México para assessorar os imigrantes adiantam números impressionantes. Um deles, Alex Mensing, recorda que em 2017, “do grupo de cerca de 200 pessoas que pediram asilo, apenas três conseguiram. O resto segue esperando até hoje”. Estão agora ali, divididos entre OaxacaPuebla e algumas cidades perto da Cidade do México. Eles são as vítimas e os heróis desse desastre humano: o ogro do norte usa os migrantes para alimentar os seus eleitores e seus furibundos aliados da extrema direita. O México sofre de ambos os lados, e eles param onde podem, ali onde uma mão mexicana lhes oferece água, teto, arroz e feijão com os quais saciarão a fome, a solidão e o desamparo até que volte a amanhecer, e saberá Deus como será o seu destino nesse novo dia desta infinita noite do migrante.

Fonte: IHU

10 abril, 2018

Texto lindo de Caroline Acari, escritora


Depois desses dias lamentáveis senti que precisava escrever. Não só porque sou escritora (rs), mas porque recebi muitas mensagens inbox questionando meu posicionamento político: desde comentários indignados, memes irônicos, violentos até xingamentos dos mais diversos.
Escrevo mais pra aliviar meu coração do que pra prestar contas àqueles que me escreveram com tanta indelicadeza e ódio.

Eu nasci num berço privilegiado. Tive uma educação conservadora, fui evangelizada nos preceitos do espiritismo, estudei nos melhores colégios particulares de Curitiba e casei com um médico aos 19 anos. Fui bela, recatada e do lar. Votei no Serra. Achava que o sistema de cotas era vitimismo. Falava que era feminina, jamais feminista. Repetia a máxima: não dê o peixe, ensine a pescar. Já achei Bolsa Família uma máquina de produzir pobres preguiçosos. Já fiz piada sobre nordestinos e baianos e já acreditei em "racismo reverso". Também já falei que sucesso escolar dependia de escolhas e levantava a bandeira da meritocracia como se ela fosse um mecanismo das leis da natureza, simples assim. Nos almoços de família, sentia minhas teorias sobre a "grande mudança social" validadas por pessoas que pensavam como eu. Os churrascos eram agradabilíssimos.

Um belo dia, aceitei uma proposta de trabalho, lá no interior de Goiás, para fundar e administrar um projeto social que atendia crianças e adolescentes da periferia de Rio Verde. Foi a primeira vez que aquelas teorias vociferadas no churras de domingo foram postas à prova. Era o meu momento de mostrar pro mundo que, com 27 anos, eu sabia exatamente o que estava fazendo. Bom, eu não sabia. E como não temos uma temporada da Netflix pra desenvolver esse post aqui, basta dizer: MINHAS TEORIAS CAÍRAM POR TERRA.

Caíram por terra quando um aluno recém chegado da Paraíba com uma vontade enorme de estudar era obrigado a entregar drogas na vizinhança sob ameaça de que suas irmãs seriam estupradas se ele não o fizesse - a polícia fazia parte do esquema - descobri que esforço pessoal não era o problema desse garoto.

Caíram por terra quando eu encaminhei alunos pra estágio de jovem aprendiz e, de um grupo de 4 adolescentes, somente o menino negro não conseguiu entrar, apesar de ter competências muito semelhantes às dos colegas. Caíram por terra quando um aluno (veja só, também negro) desapareceu pq foi trancado E ESQUECIDO numa sala de aula como método corretivo por não ter copiado a tarefa de matemática.  - descobri que o racismo é um fenomeno estrutural e institucionalizado e que as especificidades da população negra exigem políticas de ação afirmativa, como as cotas, que tentam diminuir as desigualdades e restituir direitos negados há seculos.

Caíram por terra quando eu dei colo pra uma menina que só dormia em sala de aula e com péssimo rendimento escolar porque ela fazia todo o trabalho doméstico para os homens da casa, além de ser abusada sexualmente pelo avô todas as noites - descobri que a violência contra meninas é uma questão de gênero e que o olhar feminista é imprescindível para entender e enfrentar esse fenômeno.

Caíram por terra quando eu soube que nenhuma das famílias atendidas havia parado de trabalhar para receber 90 reais de Bolsa FAmília, mas que esse valor era muito importante para complementar a renda no mês - descobri que as exigências educacionais e as condicionalidades na área da saúde eram cumpridas pelas famílias - criança na escola, vacinas em dia e acompanhamento do crescimento no posto de saúde.

Caíram por terra quando fui no hospital visitar 2 alunos, irmãos, negros, atingidos por bala perdida, um deles ficou paraplégico - descobri que jovens negros são exterminados, EXTERMINADOS no Brasil.

Caíram por terra quando minha aluna mais querida caiu nas garras da exploração sexual e passou a cometer delitos, na tentativa de fugir dos abusos que sofria de todos os homens da família dela.

Foram 10 anos de Escola de ser. E foi lá que eu conheci um pouco do mundo como ele é. É muito fácil defender uma visão política toda trabalhada na meritocracia e bem estar individual quando você faz três refeições por dia, tem casa própria ou não sofre para pagar o aluguel, um salário razoável e uma perspectiva de futuro. Eu já estive nesse lugar e me sinto profundamente constrangida por isso.
 
Não sou especialista em Sociologia, Economia, Política e Direito, mas hoje meu posicionamento político é baseado na minha experiência profissional e em todas as leituras que dedico para entender o cenário político atual, de grandes e renomados estudiosos, juristas, pensadores, assim como me interessa ouvir o que as minorias constantemente atingidas pela desigualdade social têm pra falar e reivindicar. Não me sinto a dona da verdade por isso, mas entendo que esse esforço me aproxima de uma visão de mundo mais coerente, realista, responsável e conectada com o coletivo.

O Brasil tem uma história colonialista, escravocrata, conservadora, militarista que mostra uma inclinação antiesquerdista predominante, da qual eu quero distância, nem que isso custe os churrascos com amigos, uma vida mais solitária (porém mais coerente) e xingamentos inbox.

E embora eu não santifique Lula nem venere o PT, eu sou de esquerda. ESQUERDA. Nesse contexto, desde o impeachment de Dilma à prisão de Lula, repudio todo o processo que culminou num golpe que flerta com a ditadura, num despotismo judicial concretizado numa condenação sem provas e na constante ameaça ao Estado democrático de direito.

Eu reafirmo a minha posição: SOU DE ESQUERDA.

Texto de Caroline Acari, escritora.

Arquidiocese de Maringá - Estudo do Marco Referencial da Missionário


A presença hoje na sessão da Câmara Municipal de Maringá é importante!



A presença hoje na sessão da Câmara Municipal de Maringá é importante!

O tempo rouba o amor!

Que bom seria, uma consciência que levasse ao não fazermos compras aos domingos e feriados, sendo assim, não teria o porque de manter aberto o comércio nesses dias.

Hoje, em sessão ordinária, ás 19 horas, será votado o projeto de lei que pretende regularizar o funcionamento do comércio aos domingos e feriados.

Eu me preocupo com as mães e os pais que por ter que trabalhar aos domingos e feriados acabam por ser afastados da família e da vida em comunidade.

Nossa sociedade está estruturada de forma a fazer com que os adultos passem grande parte de seus dias fora de casa.

Os mais prejudicados são as crianças, que tempo tem hoje as mães e os pais de brincar com suas filhas e filhos?

Brincar ensina, é fundamental para a criança, funciona como um ensaio sobre o mundo. É onde ela pode desenvolver e ampliar suas percepções acerca de seu universo. Para os pais, um momento de formar vínculos.

A regulamentação do funcionamento do comércio aos domingos e feriados não prejudicará o desenvolvimento sustentável de nossa cidade, mas fortalecerá os pequenos comércios, comércios familiares de bairros e pequenos municípios e também fortalece as condições de negociação das trabalhadoras e trabalhadores dos supermercados das grandes redes, trazendo segurança a todos os envolvidos.s das grandes redes, trazendo segurança a todos os envolvidos.

08 abril, 2018

Lula e o jornalista


Por Carlos Eduardo, ex-jornalista da Folha.
Lula e o jornalista


Nunca fui amigo de Lula. Sequer entrei alguma vez em sua casa. Mas, por experiência profissional, o conheço relativamente bem. Durante uns 7 ou 8 anos cobri o PT para a Folha de S.Paulo. Não era fácil. Os petistas, naquela época (antes de Lula assumir a Presidência da República) mantinham com a Folha uma relação de ódio e amor. Era o jornal mais plural e, ao mesmo tempo, que cobria mais atentamente as atividades do partido. E a Folha tinha pavor de ser confundida com o PT. Daí, embora na ocasião isso fosse regra na cobertura de tudo, o rigor crítico com o PT e Lula era maior. Justiça seja feita, nunca recebi da direção da Folha uma ordem sequer para forçar a barra, inventar qualquer coisa.

Eram tempos de PT diferente. As correntes internas eram mais claras e ideológicas. Dei sorte e, por conhecer o modus operandi das tendências, me sai bem. O leitor da Folha era, sem hipócrita falsa modéstia, o melhor informado sobre o que rolava com Lula e seu partido. Por não confundir Jornalismo com militância ou preferência partidária, não estava entre os poucos jornalistas com que Lula falava com exclusividade. Ao contrário, certa vez numa reunião da Executiva da agremiação, Lula determinou que ninguém poderia falar comigo. "O Cadu tem que parar de pautar o PT". Lula sabia que o que saia na Folha sobre as brigas internas era fato e tinha pavor que se passasse a imagem real, de um partido dividido. Na mesma reunião, Lula revelou espanto e queria saber como eu conseguia antecipar tudo que rolava ali. O veto a mim resultou inútil. Continuei fazendo um acompanhamento jornalístico crítico e honesto. E entendo a preocupação de Lula na ocasião: como na Lei de Lúcio Flávio adaptada, existe uma divisória entre Jornalismo independente e quem é retratado.

Deixei as Redações e acompanhei de fora os governos Lula. Nunca mais tive contato com ele. Vi de longe a inegável inclusão social proporcionada por suas administrações e a consolidação de Lula como o maior e único líder popular do Brasil depois da redemocratização. Não me lembro se no primeiro ou segundo mandato dele, fui a um evento, acompanhando profissionalmente uma pessoa, em que estava o presidente da República. Sou tímido fora do exercício profissional e fiquei distante da pequena multidão que cercava Lula, formada basicamente por empresários que o bajulavam. Estava longe e, de repente, ouço aquela voz inconfundível: "Cadu, Cadu. Você aqui, meu velho? Vem cá que quero te dar um abraço". Os seguranças da Presidência abriram o cordão que nos separava  e fui, morrendo de vergonha diz quem viu a cena, cumprimentar o presidente. O homem abraça forte. No meu ouvido, disse uma frase que carrego como diploma. 
"Você era chato pra cacete quando cobria o PT, eu ficava puto, mas você nunca inventou nada. Era honesto". Na sequência, enquanto os bacanas que esperavam a vez de dar uma puxadinha de saco deviam perguntar quem era aquele desconhecido que está falando tanto com o presidente da República, Lula me perguntou sobre um filho fruto de um casamento que tive com uma moça de família amiga dele. Lula é assim, surpreendente nas relações com as pessoas, diferente de quase todos os políticos.

Nunca mais falei com Lula. Avalio hoje que seu governo teve erros, principalmente na política de alianças (talvez indispensáveis, sei lá), mas tenho certeza, por não brigar com números, que jamais houve, ao menos na recente História do Brasil, quem incluiu tantos pobres no nível mínimo de dignidade e cidadania. É isso que a elite conservadora, que em muitos casos descambou para o surto recente de fascismo, nunca perdoou. Existe um ódio de classe. A resposta é a idolatria, principalmente no Nordeste tão necessitado, de milhões de sofredores desconhecidos por paneleiros da classe média tão atrasada.

Lula não está sendo preso por causa de um processo capenga e sem provas. É o símbolo agudo da disputa de classes, É vítima física das virtudes de sua administração. Lula está sendo encarcerado pela necessidade de se sequestrar a ideia de um país MINIMAMENTE justo. Aqui de longe, na limitação de quem tem apenas na lida com as palavras a possibilidade de comunicação, queria retribuir aquele abraço de anos atrás. É pouco, eu sei, mas é o que posso. Lula, você era duro pra cacete comigo, mas o que importa são as ações que o transformaram no maior líder popular do País. Abraço, Lula.

07 abril, 2018

"A morte de um combatente não para uma revolução" (Luiz Inácio Lula da Silva)


A prisão de Lula é parte essencial do Golpe. 
Lula é preso político!


Abaixo algumas manifestações do facebook








O Brasil não merece esse Brasil


Hoje, amanhecemos em um dos dias mais tristes do Brasil. A prisão de um ex-presidente da República, fato que não encontra similar em qualquer página de nossa História, mesmo nos momentos de conturbação intestina. Dia triste, independentemente de termos ou não simpatia por esse metalúrgico pernambucano,  que chegou à alta magistratura do país, e, estando lá, deixou contribuição para nossa projeção no exterior. Triste, mais ainda, pelo fato de que, antes de se tratar de um presidente, foi um cidadão condenado, por crimes que sempre negou, sem que os tribunais lhe dessem a oportunidade de ir às últimas instâncias para defender-se. Nisso a Constituição também sai machucada. Ora, se esse é um direito que lhe é negado, por obra de filigranas jurídicas, imaginemos o que pode ocorrer com qualquer outra pessoa alvejada pelo martelo de um juiz na segunda fase de julgamento. 

Presidentes houve que tiveram de enfrentar quadras de doloroso constrangimento. Alguns apeados do poder por força de armas; outros, sob pressão político-partidária ou reféns, sem que tenham faltado aqueles que caíram, por não cederem a interesses inconfessáveis. Vargas, protagonista da tragédia maior, decretou sua própria morte. Mas nenhum preso, o que fez desta sexta-feira um dia melancólico, tanto para qualquer um de nós, que amanhecemos com ele, mas, se a História tem alma, também para ela, que haverá de dobrar essa página com imenso pesar. Ela, talvez mais ainda, porque estará guardando para o futuro uma sentença prolatada quando o julgamento ainda caminha, à procura de provas, não circunstanciais, mas consistentes. Lula está no centro dessa tragédia, cujo lance mais chocante, com sinais de exagero, foi a fixação da hora para se apresentar ao carcereiro. 

Neste mesmo espaço, cedendo a compromissos que supõe inarredáveis, este jornal levantou-se para afirmar que Lula precisava, como ainda precisa, ser tomado na conta de vítima privilegiada de uma estrutura política que se deixou dominar por vícios que, de tão poderosos, são capazes de ditar ao presidente concessões ou arbítrios que ele, em sã consciência, não toleraria. A reflexão ainda faz sentido hoje, porque a estrutura asfixiante sobrevive e vai sobreviver. Além do mais, é permitido denunciar que falta alguém no banco dos réus em que Lula se sentou. Quem? Os patriarcas das oligarquias que se elegem e se reelegem infinitamente, e na prática desse crime são capazes de fazer tanto, ou mais, do que se atribui ao ex-presidente. O juiz Moro devia dar assento nesse banco aos que armam esquemas milionários para fazer a estreia de seus filhos e dos cônjuges na política, sem faltar espaço para os amigos do poder, que descobrem em pizzaria malas de muitos milhares de dólares. E os senadores, que se subornam, mas afirmam que se trata apenas de empréstimo pessoal e amigável. Em que celas o douro Moro mandaria que se hospedem os autores desse velhaco fundo partidário, onde vão beber os sedentos de sempre? Lula, solitário, por ser acusado de receber, de prêmio, um tríplex, o que é grave, mas depende de comprovação. E os que serviam fielmente a governos anteriores e hoje têm trânsito livre no gabinete presidencial, ou quem, ironicamente ministro da Justiça na gestão Fernando Henrique, pratica, à vista de todos, acrobacia entre as dezenas de processo em que se indiciou. 

O mundo desaba nas costas do metalúrgico, sob o olhar indiferente de gente impune. Que dia triste!

06 abril, 2018

Quem não tá com medo é porque não tá entendendo...


Em mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil têm atos a favor do ex-presidente Lula



Mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil têm atos a favor do ex-presidente Lula

Em mais de 50 cidades de todas as regiões do Brasil, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveram manifestações.

Já pela manhã, mais de 50 rodovias foram fechadas em atos promovidos principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Nas capitais, a Frente Brasil Popular (que reúne entidades como a CUT, o MST e a UNE e o PT) e a Frente Povo sem Medo (formada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e por diversas outras organizações) promoveram vigílias, atos e trancamentos de vias urbanas.

Nas manifestações, os ativistas criticaram a condenação de Lula e questionaram o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso na 1ª instância e pelo pedido de prisão do ex-presidente, bem como outros membros de cortes onde o processo foi analisado, como o Supremo Tribunal Federal. A casa da presidente da Corte, ministra Carmen Lúcia, em Belo Horizonte, foi pichada e recebeu bombas de tintas.

Sindicato dos Metalúrgicos

O maior ato ocorre na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para onde Lula se dirigiu após a ordem de prisão e onde passou o dia, em negociação com a Polícia Federal sobre suaapresentação. Além da vigília na sede do sindicato, ocorreram atividades na capital, São Paulo, e em Campinas.

No Rio, milhares de pessoas ocuparam a praça junto à Igreja da Candelária. 

Em Minas Gerais, mais de dez cidades tiveram atos a favor de Lula, como Juiz de Fora, Governador Valadares, Viçosa, Uberlândia e Ouro Preto. Na capital, Belo Horizonte, houve manifestação na BR-381, na região metropolitana de Belo Horizonte. No Espírito Santo, um trecho da BR 101 foi bloqueado. 

Norte e Nordeste

A Região Nordeste concentrou o maior número de protestos. Na Bahia, foram interditados 11 trechos das BRs 330, 101, 116, 235 e 001, além das estradas BAs 290 e 367. Em Salvador, cinco avenidas foram fechadas, incluindo o acesso ao aeroporto e a via da região da rodoviária, conhecida como Iguatemi. Também houve atividades em Feira de Santana e em Vitória da Conquista.

No Ceará, movimentos promoveram manifestações nas cidades de Caucaia, Cariri, Iguatu, Maracanaú e Tamboril. Na capital Fortaleza, estudantes fecharam a Avenida da Universidade e movimentos sociais se manifestaram na Praça da Gentilândia.

Na Paraíba, ocorreu bloqueio no acesso da BR-230, entre João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. Uma militante foi baleada. Na capital, o ato ocorreu no Liceu Paraibano. Em Alagoas, as contenções pararam as BRs 316, 101 e 104. Em Sergipe, houve bloqueio na BR 235 e na SE 270. Ativistas fecharam uma ponte na cidade de Propriá. Na capital, Aracaju, houve um ato na Praça General Valadão.

Em Pernambuco, manifestantes fecharam a Avenida Dantas Barreto, no Recife. No Rio Grande do Norte, ativistas se reuniram em Natal em frente ao shopping Midway Mall. No Piauí, houve ato no Parque da Cidadania, em Teresina. Manifestantes trancaram a BR 316, que liga a capital ao sul do estado.

Norte, Sul e Centro-Oeste

No Paraná, militantes do MST trancaram as rodovias BR-158, BR-277, PR-476, PR-170. Em Curitiba, o ato ocorreu na Praça Santos Andrade.

Em Brasília, defensores do ex-presidente se concentraram na Praça Zumbi dos Palmares, próximo ao terminal rodoviário do centro da cidade. Em Goiás, a manifestação foi chamada para a Praça do Bandeirante, no cruzamento das duas avenidas mais importantes da cidade. Em Mato Grosso, a BR 364 foi bloqueada. Em Cuiabá, ativistas ocuparam a Praça Alencastro, em frente à prefeitura.

Já a Região Norte teve incidência menor de atividades em defesa de Lula. A exceção, foi o Pará. Na capital, Belém, a mobilização tomou conta do Mercado São Brás. Atividades semelhantes foram organizadas nas cidades de Santarém, Cametá, Santa Luzia, Marabá e Altamira. Em Rondônia, atividades também foram organizadas na capital, Porto Velho, e nas cidades de Jaru e Candeias do Jamary. Em Palmas, o ato teve como palco o Memorial Coluna Prestes.

Leia a matéria na íntegra AQUI

Fonte: EBC
Jonas Valente – Repórter Agência Brasil* 
* Colaboraram Vladimir Platonow, do Rio de Janeiro, e Pedro Peduzzi, de Brasília
Edição: Carolina Pimentel
      

Boletim 03 – Comitê Popular em defesa de Lula e da democracia


Boletim 03 – Comitê Popular em defesa de Lula e da democracia
Direto de São Bernardo do Campo – 06/04/2018 – 21h


1. Cada vez mais Lula sente o carinho e a disposição da militância para defendê-lo da maior injustiça já cometida na história do Brasil. Mais de 15 mil pessoas estão na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, não vão deixar esse local e muito mais gente chegará ao longo da noite.

2. Neste sábado, às 9h30, haverá uma missa em homenagem à memória da lutadora Marisa Letícia, que completaria 68 anos neste 7 de abril e faleceu no contexto de um massacre midiático e judicial contra o seu companheiro por mais de quatro décadas.

3. O ex-presidente Lula vai se manifestar durante a missa que vai homenagear sua companheira de 43 anos de união.

4. A defesa de Lula continua usando todos os instrumentos jurídicos disponíveis para impedir que ocorra a prisão ilegítima do maior líder popular do planeta na atualidade.

5. Em Buenos Aires, Montevidéu, Caracas, Lisboa, Paris e outras cidades ao redor do mundo ocorreram atos públicos nesta sexta-feira em defesa da democracia e de Lula.

Comitê Popular em defesa de Lula e da Democracia
#Boletim 03 – 06/04/2018 – 21h

Nota do Cimi sobre a ordem de prisão contra o ex-presidente Lula

O Cimi manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente. Tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo rapinagem de direitos

Povos indígenas do Ceará em manifestação contra a prisão de Lula, ocorrida nesta sexta-feira, dia 6, em Fortaleza


O Cimi manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente. Tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo rapinagem de direitos

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta solidariedade ao ex-presidente Lula frente à ordem de prisão vigente contra ele e expressa entendimento de que tal decisão é parte da estratégia dos grandes conglomerados empresariais, de capital nacional e transnacional, que buscam dar sequência ao processo neocolonialista de rapinagem dos direitos do povo brasileiro e dos bens naturais de nosso país.

Enquanto parte do Judiciário se curva aos interesses privados elitistas baseando decisões persecutórias num pseudo discurso anticorrupção, os ruralistas consumaram um megacalote do agronegócio contra os cofres públicos da União nesta terça-feira, 03. A aprovação, pelo Congresso Nacional, de desconto integral em multas e juros de grandes proprietários rurais causou um rombo de 15 bilhões ao Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural). Ao mesmo tempo, o Governo Temer se apressa para privatizar a Eletrobrás, empresa pública estratégica para a soberania nacional, a maior do ramo na América Latina, por 12 bilhões. Ou seja, os conglomerados empresariais do agronegócio e os ruralistas, seus asseclas, surrupiaram do povo brasileiro mais que uma Eletrobrás inteira essa semana. Aproveitaram-se também para isso da distração promovida por veículos comercias de comunicação e por grupos de extrema-direita contra o Habeas Corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF).

A pressa inconteste e seletiva na tomada da decisão pela prisão de Lula pelos serviçais do Capital, apoiados por grupos midiáticos tradicionais e de nova geração, todos financiados por instituições de classe, demonstra a falta de limites na agressão a direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Brasileira. A prisão de um ex-presidente sem a apresentação de provas que sustentem a acusação é uma violência política em si e, para além disso, escancara as portas da perseguição, da criminalização e da repressão contra lideranças e movimentos sociais que ajudam a organizar a resistência contra a rapinagem de direitos da população e do patrimônio público no país. O golpe contra o povo, seus direitos e suas esperanças avança a passos largos. Hoje é o Lula, amanhã poderá ser qualquer um de nós.

Brasília, DF, 06 de abril de 2018

Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Casa de Nazaré - Maringá - Paraná



Casa de Nazaré

Atendimento Espiritual
Padre Genivaldo Ubinge

PÚBLICO ALVO
Dependentes de substancias psicoativas do sexo feminino a partir dos 16 anos, inclusive gestantes.

FINALIDADE
Proporcionar um tratamento qualificado para mulheres usuárias de substancias psicoativos do Município de Maringá e Região, garantindo a permanência até o final do tratamento (período de nove meses).

OBJETIVO GERAL
A Casa de Nazaré tem por objetivo apoiar mulheres que fazem uso indevido de substancias psicoativo, visando à reintegração dos mesmos ao convívio social e familiar.

OBJETIVOS ESPECIFICOS
Elevar a auto-estima e a participação na vida social promovendo, a partir das palestras e oficinas, a autonomia de cada residente;

Proporcionar o desenvolvimento pessoal através da arte, cultura e atividades que possam despertar aptidão empreendedora;

Encaminhar as famílias das residentes para grupos de apoio (AMOR EXIGENTE).

Proporcionar palestras informativas (grupo de convivência) e espirituais, promovendo a prevenção de uso e abuso de substancias psicoativas.

Desenvolver trabalho com equipe interdisciplinar com vistas ao reconhecimento do atendido como um ser integral, estabelecendo espaço de interlocução e de intervenção com profissionais de diferentes áreas.

METODOLOGIA:
A entidade busca uma prática que não produz modelos de Instituições de confinamento, e sim um equipamento social dotado de recursos humanos e materiais que propiciam acolhimento, convivência, atividades pedagógica, ocupacionais, recreativas, atendimento psicológico, odontológicos, médico e espiritual, visando o desenvolvimento humano, integral e social e dos direitos de cidadania das residentes e de suas famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade, exclusão e risco social.

O processo de tratamento é respaldado a partir da terapia, orientado pelo tripé ORAÇÃO-TRABALHO-DISCIPLINA e estudo dos 12 passos. A ORAÇÂO é à base do programa, por meio dela buscam-se levar a presença de Deus a todas as internas, em um ambiente de muita paz, fé e confiança na nova vida que está por vir. O TRABALHO apóia e impulsiona o êxito do processo de recuperação das internas, todos os serviços da Casa de Nazaré são realizados pelas internas e supervisionados pela equipe responsável, consistindo em uma terapia ocupacional. A disciplina norteia todas as atividades, com o intuito de atingir grandes resultados, é necessário seguir normas e princípios que possam sustentar a terapia. Na busca pela paz, as internas também recebem, semanalmente, atendimento psicossocial, evangelização e aprendem a fazer trabalhos manuais.


Fonte: site da Casa de Nazaré