11 junho, 2018

Muito Lindo!

Evangelizar é transformar o coração não fazer carreira

Papa Francisco -  três dimensões da evangelização: 
anúncio, serviço e gratuidade.


Para o papa o Espírito Santo é o “protagonista” do anúncio, que não apresenta uma simples “pregação” ou a “transmissão” de algumas ideias, mas é um movimento dinâmico capaz de “transformar os corações”, graças à ação do Espírito.

“Vimos planos pastorais bem feitos, perfeitos – precisa Francisco – mas que não eram instrumento de evangelização”, simplesmente porque eram finalizados em si mesmos, “incapazes de transformar os corações”:

"Não é uma atitude empresarial que Jesus nos manda ter, com uma atitude empresarial, não. É com o Espírito Santo. Isso é coragem. A verdadeira coragem da evangelização não é uma teimosia humana, assim... Não. É o Espírito Santo que nos dá coragem e leva você em frente".

É preciso servir na Igreja

A segunda dimensão da evangelização  é a do serviço, oferecido também “nas pequenas coisas”, destaca o nosso querido Papa.

Equivocada, de fato, é a presunção de querer ser servido depois de ter feito carreira, na Igreja ou na sociedade: “o subir na Igreja – acrescenta – é um sinal que não se sabe o que é a evangelização”: “aquele que manda, deve ser como aquele que serve”:

“Nós podemos anunciar coisas boas, mas sem serviço não é anúncio, parece, mas não é. Porque o Espírito não somente leva você me frente para proclamar as verdades do Senhor e a vida do Senhor, mas leva você também aos irmãos, irmãs, para servi-los. Também nas coisas pequenas. É feio quando nos deparamos com evangelizadores que se fazem servir e vivem para serem servidos. É feio. São como príncipes da evangelização”.

Gratuidade da evangelização

A terceira  dimensão da evangelização  é  a gratuidade, porque ninguém pode redimir-se pelos próprios méritos. “Gratuitamente recebestes – nos recorda o Senhor - gratuitamente deveis dar”:

“Todos nós fomos salvos gratuitamente por Jesus Cristo e portanto devemos dar gratuitamente. Os agentes pastorais da evangelização devem aprender isto, a vida deles deve ser gratuita, a serviço, ao anúncio, conduzidos pelo Espírito. A própria pobreza os impele a abrirem-se ao Espírito”.

Fonte da informação: Vatican News

08 junho, 2018

Encontro 33ª Semana do Migrante


A 33ª Semana nacional do Migrante acontece de 17 à 24 de Junho de 2018 em todas as igrejas no Brasil e trás o tema: A VIDA É FEITA DE ENCONTROS  e o lema: BRAÇOS ABERTOS SEM MEDO DE ACOLHER.

Em Mairngá, a Pastoral do Migrante junto com a Aras Cáritas convida a Todos os Migrantes e Refugiados há participar de um Encontro no Dia 24 de Junho às 14 horas no salão da Paróquia Santa Isabel de Portugal (R: Senador Accioly Filho, 173 - Vila Santa Isabel.

O Encontro tem o objetivo de apresentar a Pastoral do Migrante da Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida e conhecer os migrantes e refugiados residentes nessa região. Também irá ser o lançamento da Escola de Português para Migrantes que acontecerá no mesmo local do evento.

Oração


"Senhor, quanto me sinto semelhante aos doutores da Lei, na minha vaidade, na minha auto-suficiência, que me tornam presumido diante de Ti e hipócrita diante dos meus irmãos. E quanto me sinto longe, mas também atraído, pelo exemplo de Paulo e da viúva pobre.
Dá-me, Senhor, a coerência de Paulo, aquela coerência que o levou à prisão, mas que também lhe deu força, e autoridade moral, para pedir a Timóteo coragem no anúncio do Evangelho. Dá-me a fé corajosa e linear da viúva, que te deu tudo, e confiou na tua Providência.
Interceda por mim a Virgem Maria, a humilde serva que se ofereceu a Si mesma Contigo, pela salvação do mundo. Amém."

Fonte: Dehonianos

07 junho, 2018

Foi assim o Primeiro Encontro CEBs e Profissionais de Psicologia


Foi bonito o encontro promovido pelas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs com Profissionais de Psicologia e departamentos de psicologia dos estabelecimentos de ensino. Espaço de conversa enriquecedor, uma comunicação dinâmica e produtiva que aproximou as CEBs - povo de Deus, as e os profissionais e os estabelecimento de ensino.

A conversa foi pautada na preocupação do mundo atual, com tantas influências que muitas vezes guia pelos caminhos tortuosos da vida, a importância do profissional de psicologia, dos estabelecimentos de ensino e o entendimento por esses do valor de doar seu talento e tempo para ajudar outras pessoas.

Sendo as CEBs o jeito da Igreja ser, presente na vida do povo, através de sua inserção cotidiana nas bases que, como um trabalho de formiguinha vai aproximando de um jeito novo e amoroso, chegando a todas as “periferias existenciais” onde há sofrimento, solidão e degrado humano, no mês de julho nos reuniremos novamente, avançando numa pauta sobre como as comunidades podem aproximar profissionais e instituições de psicologia das pessoas que precisam desse serviço.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora das CEBs na Arquidiocese de Maringá

Cresce o número de assassinatos no campo, informa Comissão Pastoral da Terra


Cresce o número de assassinatos no campo, informa Comissão Pastoral da Terra


A Comissão Pastoral da Terra, lançou na segunda-feira, 04, a 33ª edição do relatório anual de Conflitos no Campo Brasil 2017. A publicação reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais.

Preocupante os números da violência apresentado no relatório, 71 assassinatos foi o maior número registrado desde 2003, quando se computaram 73 vítimas. 

Segundo o fundador da CPT, Antônio Canuto,“É 16,4% maior que em 2016, quando houve o registro de 61 assassinatos, praticamente o dobro de 2014, que registrou 36 vítimas”.

Triste são os dados apresentado que mostram os massacres de 2017. Do total de mortos, 31 pessoas morreram em cinco massacres pelo país. Em destaque as cidades de Colniza, no Mato Grosso e Pau D’Arco, no Pará.

Outro lado preocupante levantado pela CPT, além dos conflitos por terra é o relativo aos conflitos por água. Em 2017 foram registrados 197 conflitos. O número mais elevado desde quando o organismo começou a registrar em separado estes conflitos. 172 foi o número de 2016. Um crescimento de 14,5%, no período da ruptura política o aumento foi de 130%.

Confira os registros de massacres no campo 

Fonte das informações site da CNBB

06 junho, 2018

Karl Marx – conheça a vida do maior filosofo comunista

Há exatos dois séculos nascia o espectro que, até hoje, ronda o mundo como a maior influência para todos que lutam contra as injustiças do sistema capitalista, seja por meio da adoção de uma nova percepção da realidade, seja pela iniciativa da prática transformadora. Filósofo, economista, jornalista e revolucionário comunista, Karl Marx continua tão atual em 2018 quanto nos séculos 19 e 20. É o que defendem os estudiosos de sua teoria entrevistados pelo Brasil de Fato para esta reportagem especial.


Ao contrário de sua teoria política, porém, as histórias da vida pessoal e da militância de Marx não foram amplamente divulgadas ao longo desses 200 anos. À medida que, nos últimos tempos, mais biografias começam a ser publicadas no Brasil, a imagem do velho senhor barbudo, intelectual e autor de obras densas, começa a ser melhor conhecida.

Esse movimento de desmitificação e humanização do pensador revolucionário torna-se ainda mais necessário diante da atual conjuntura de crise política e econômica, no país e no mundo, a fim de que suas ideias e reflexões sejam cada vez mais lembradas, estudadas e praticadas.

MILITANTE

Nascido no dia 5 de maio de 1818, em Trier, então Renânia Prussiana, Marx era filho de um advogado e de uma herdeira de família rica, tendo crescido com conforto financeiro em uma família que poderia ser considerada, à época, de classe média. Um homem do Iluminismo, movimento que no século anterior havia quebrado paradigmas ideológicos em defesa, principalmente, da razão e da liberdade, Marx sempre demonstrou o gosto pelos estudos, ingressando nas Universidades de Bonn e, posteriormente, de Berlim, onde estudou Direito e Filosofia.

Durante a década de 1840, Marx participou de grupos de discussão hegelianos de esquerda, e inaugurou a crítica ao idealismo de Hegel e aos socialistas utópicos, linha de pensamento que posteriormente foi base para a elaboração de seu materialismo dialético. Ao trabalhar como jornalista, Marx teve acesso às experiências, conflitos e realidades que também influenciaram suas reflexões sobre a luta de classes.


Conheça sua vida - clique  AQUI

05 junho, 2018

Números do episcopado brasileiro

O Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), através do Professor Dr. Fernando Altemeyer Junior, apresentou na última semana, em seu perfil do Facebook, novos números referentes ao episcopado brasileiro.


Após o falecimento do bispo emérito de Aracaju (SE), Dom Luciano Duarte, Dr. Fernando Altemeyer, que realiza há mais de 20 anos esse trabalho de atualização de estatísticas do episcopado, mostrou que dos nossos 478 pastores, 309 bispos estão na ativa e 169 bispos são eméritos (aposentados).

Em 30 de maio de 2018, foram contabilizados 478 bispos católicos vivos no Brasil: 80 paulistas, 67 mineiros, 57 gaúchos, 42 italianos, 35 catarinenses, 23 paranaenses, 19 baianos, 19 cariocas, 14 espanhóis, 15 pernambucanos, 11 capixabas, nove cearenses, sete alemães, sete maranhenses, seis sergipanos, sete alagoanos, sete paraibanos, sete poloneses, seis potiguares, dois norte-americanos, três piauienses, três belgas, dois libaneses, três amazonenses, três paraenses, dois goianos, dois holandeses, dois franceses, dois malteses, dois austríacos, dois suíços, dois portugueses, dois tocantinenses, um uruguaio, um irlandês, um mato-grossense, um brasiliense, um paraguaio, um cabo-verdiano, um sul mato-grossense e um acriano.

Até o momento, não há representantes do episcopado nos Estados de Rondônia, Roraima e Amapá.

Sendo assim, há cinco bispos nascidos no Centro-Oeste (DF, GO, MT e MS), ou seja, 1% do episcopado; nove bispos dos sete Estados do Norte (AM, RR, AP, PA, TO, RO, AC), 1,8% do episcopado; 177 bispos que são do Sudeste (SP, MG, RJ e ES), 37% do episcopado; 115 bispos são do Sul (RS, SC e PR), somando 24% do episcopado; e 79 bispos são nordestinos (RN, PE, SE, PB, AL, BA, MA, PI, CE), 16,5% do episcopado.

Veja os bispos de origem do clero diocesano e das congregações religiosas:

Cardeais brasileiros: sete diocesanos e três religiosos.

Arcebispos: 41 diocesanos e 29 religiosos.

Bispos: 234 diocesanos e 165 reilgiosos.

Portanto, os bispos vindos do clero diocesano são 281 pessoas (59%) e os de congregações 197 pessoas (41% do episcopado).

Confira a relação de dioceses vacantes até 30 de maio de 2018:

- Diocese de Carolina (MA), vacante desde 05 de julho de 2017, administrador diocesano Padre Cícero de Jesus Cirqueira;

- Diocese de Teofilo Ottoni (MG), vacante desde 20 de setembro 2017, Administrador diocesano padre Aurildes de Mantena;

- Diocese de Palmeira dos Índios (AL), vacante desde 11 de outubro de 2017, administrador diocesano padre Wendel Assunção Gomes;

- Diocese de Apucarana (PR), vacante desde 13 de dezembro de 2017, administrador diocesano padre João Ozório de Oliveira;

- Diocese de Viana (MA), vacante desde 20 de dezembro de 2017, administrador diocesano padre Giuseppe Luigi Spiga;

- Diocese de Bonfim (BA), vacante desde 03 de janeiro 2018, administrador diocesano padre Jarbas Gonçalves dos Santos;

- Diocese de Cachoeira do Sul (RS), vacante desde 06 de janeiro de 2018, administrador diocesano Mons. Elcy Arboitte;

- Diocese de São João Del Rey (MG), vacante desde 19 de janeiro de 2018, administrador diocesano Padre Dirceu de Oliveira Medeiros;

- Diocese de Ipameri (GO), vacante desde 07 de fevereiro de 2018, administrador diocesano padre Orcalino Lopes;

- Diocese de União da Vitória (PR), vacante desde 08 de fevereiro de 2018, administrador diocesano padre Mário Glaab;

- Eparquia greco-melquita de Nossa Senhora do Paraíso de São Paulo (SP) vacante desde 28 março de 2018, rito oriental, Administrador Apostólico dom Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar de São Paulo;

- Arquidiocese de Campinas (SP), sede vacante desde 25 de abril de 2018.

Obs.: há uma situação especial da Diocese de Formosa, com administrador Apostólico, Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG). (LMI)

Fonte:  Gaudium Press, com informações da CNBB

04 junho, 2018

CEBs - Encontro com Profissionais de Psicologia


CEBs - Encontro com Profissionais de Psicologia 

"Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos" (Papa Francisco)

As Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs, da Arquidiocese de Maringá, realiza amanhã, dia cinco "Encontro com Profissionais de Psicologia e departamentos de psicologia dos estabelecimentos de ensino".

Partilhar bonitas experiências já existentes em algumas paróquias e as necessidades que há em outras, aproximar e ampliar o diálogo com as/os profissionais, e se assim convir, um projeto arquidiocesano que possa atender a todas as paróquias. 

Iniciativa  no sentido de união de esforços, sabendo que cada vez mais a importância do cuidado da saúde emocional que muitas vezes, a camada mais vulnerável do nosso povo, não tem acesso, nesse sentido, a elaboração de um projeto social se assim convir, que possibilite acesso a um atendimento psicológico que promova o respeito, a dignidade, a igualdade, a saúde e a busca da qualidade de vida, com responsabilidade social, na vasta área de atuação em que a Psicologia pode contribuir, respeitando àquilo que qualifica e valoriza a ação desses profissionais e a ciência do confronto das expectativas existentes logo após a formação com as adversidades encontradas nas tentativas de inserção profissional. As contradições no mundo atual do trabalho que os profissionais em geral se deparam.

O encontro será:

Nesta terça-feira, dia 05 de junho
Ás 20 horas
Local: Paroquia São José Operário, Praça Emiliano Perneta, s/n – Vila Operaria

Mas a pedra rejeitada passa a ser a pedra principal. A história continua.

Uma pequena reflexão que escrevi sobre o evangelho de:
 Marcos 12,1-12 




Mas a pedra rejeitada passa a ser a pedra principal. A história continua.  

Podemos ver nessa parábola um resumo da salvação. Segundo nosso critérios podemos dizer que o nosso Deus comporta de maneira ingenua. Mas não é isso, a verdade é que Deus e suas e seus profetas e o seu filho Jesus não manipulam o poder para realizar os seus objetivos. O que nos incomoda, penso, é que a sua força se revela na fraqueza, na humildade e na obediência até a morte. 

Mas a pedra rejeitada passa a ser a pedra principal. A história continua.

É preciso ficar atento, na ausência de nosso Deus existe a tentação de nos considerarmos donos da fé, da Igreja, dono da outra pessoa, dono do mundo,  numa inexplicável auto-suficiência. Nos tornamos o próprio Deus.

O que estamos fazendo com a vinha? Será que fazemos com a vinha o que bem entendemos, no nosso próprio interesse?

São muitos os que ficam surdos e cegos para tudo que não se encaixa na visão de sua fé. Precisamos atentarmos para não ficarmos vendo a falta de fé somente nos outros, raramente em nós mesmos.  A fé é dádiva. Salvação é para a humanidade.

O que fazemos com a vinha?

O mundo, a sociedade é a vinha. O nosso Deus quer que cuidemos bem e com carinho do Seu mundo, para entregarmos a Ele os frutos de amor, paz, justiça e obediência, conforme o critério de seu Reino.

Más o que vemos, a destruição da sociedade, da economia, da natureza, da política, da humanidade,  a destruição do mundo. Tudo, a terra e a humanidade estão sendo destruídos, como, pela busca do poder, do ter, por exploração, cobiça, injustiça e ódio. 

A mulher e o homem não podem comportar-se como dono.  A autonomia, principalmente sem nenhum critério leva ao fracasso, podendo ser, coletivo e individual.

"Nossa mãe terra, Senhor, Geme de dor noite e dia. Será de parto essa dor? Ou simplesmente agonia?! Vai depender só de nós!"

É preciso como nos ensina Papa Francisco "escutar o grito dos que sofrem". É preciso entendermos os apelos proféticos que vozes clamando no deserto deste mundo estão fazendo.

A história continua, depende de nós.

Você sabe o que é ser feliz?


Sexta-feira um amigo perguntou:

Você sabe o que é ser feliz?

Se te pedissem, defina em poucas palavras uma vida feliz, qual seria sua resposta?

Primeiro fiz uma brincadeira, más que faz sentido, respondi:

Nesse momento diria que a hora de trabalho no mundo e para todas e todos fossem das 08 às 16 horas com horário de almoço. Ao chegar em casa seria para realizar os afazeres, brincar, conversar, fazer caminhada e com tempo e animo para participar da vida da comunidade..., como estava no trabalho, conclui dizendo: hoje estou com vontade de ir para casa.

Achei que não estava satisfeito com minha resposta, dei-lhe uma outra:

Para se ter uma vida feliz é preciso querer viver, esquecer o negativo, cultivar o positivo. Libertar-se do que passou para seguir adiante, não desistir de amar, acolher as crises o mal causado pela calúnia e seguir adiante. Perseverança e acreditar que não estamos só, somos muitos e tem muitos que precisam de nós e a certeza que temos um Deus que nos ama e caminha dia a a dia com a gente. Isso é lindo.

Como ele pediu que a resposta fosse em poucas palavras, portanto, novamente, respondi:

Simplesmente não querer e nem esperar muito/muitas coisas. 

01 junho, 2018

Que presidente é esse, preferiu retirar orçamento de várias áreas do que mexer na política da Petrobras.

Fonte da foto: Internet



Que presidente é esse, preferiu retirar orçamento de várias áreas do que mexer na política da Petrobras.

Foi publicado ontem, quinta-feira, 31 de maio, a Medida Provisória (MP) nº 838, que cria o programa de subvenção econômica à comercialização do óleo diesel. O objetivo é reduzir o preço do combustível nas refinarias em 46 centavos por litro. Desse total, o governo vai subsidiar 30 centavos, por meio de recursos na ordem de R$ 9,5 bilhões, que serão repassados diretamente aos produtores e importadores de diesel. 


Abaixo alguns dos cortes:

– Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS): Perdeu R$ 142,62 milhões

– Políticas para as Mulheres – Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência: Perdeu R$ 661,6 mil

– Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultura Familiar: Perdeu R$ 5,4 milhões

– Promoção dos Direitos da Juventude: Perdeu R$ 425 mil

– Políticas para as Mulheres – Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência: Perdeu R$ 661,6 mil

– Promoção da Educação do Campo: Perdeu R$ 1,8 milhão

– Desenvolvimento de Assentamentos Rurais: Perdeu R$ 3,21 milhões

– Apoio ao Desenvolvimento de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono: Perdeu R$ 31,1 mil

– Apoio ao Desenvolvimento e Controle da Agricultura Orgânica: Perdeu R$ 87,5 mil

– Prevenção e Repressão ao Tráfico Ilícito de Drogas e a Crimes Praticados Contra Bens, Serviços e Interesses da União: Perdeu R$ R$ 4,13 milhões

– Demarcação e Fiscalização de Terras Indígenas e Proteção dos Povos Indígenas Isolados: Perdeu R$ 625,3 mil

– Força Nacional de Segurança Pública: Perdeu R$ 1,9 milhão

– Política Pública sobre Drogas: Perdeu R$ 462,3 mil

Redes de Cuidados e Reinserção Social de Pessoas e Famílias que Têm Problemas com Álcool e Outras Drogas: Perdeu R$ 1,13 milhão

– Saneamento Básico: Perdeu R$ 6,2 milhões

– Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde Indígena: Perdeu R$ 15,13 milhões

– Identificação da População por meio da Carteira de Trabalho e Previdência Social: Perdeu R$ 947,9 mil

Combate  à Mudança climática: Perdeu R$ 445 mil

– Controle e Fiscalização Ambiental: Perdeu R$ 1,2 milhão

– Desenvolvimento de Atividades e Apoio a Projetos de Esporte, Educação, Lazer, Inclusão Social e Legado Social: Perdeu R$ 2,41 milhões

– Desenvolvimento Integral na Primeira Infância – Criança Feliz: Perdeu R$ 3,9 milhões

No Brasil, apenas 3,6% dos alunos da rede pública concluem o fundamental com habilidades avançadas de leitura

ONU
Taxa foi identificada pela UNESCO a partir dos resultados da Prova Brasil de 2013. Quando avaliado o desempenho em matemática, esse índice caía para 1,3%. Dados são de pesquisa que alerta também para desigualdades de cor e gênero no acesso ao aprendizado.
Relatório foi tema de seminário que reuniu cerca de 150 professores e especialistas de secretarias estaduais em Brasília , no dia 23 de maio.
Foto: EBC
Em 2013, apenas 3,6% dos alunos do ensino público brasileiro chegaram ao final do fundamental com habilidades avançadas de leitura. Quando avaliado o desempenho em matemática, esse índice caía para 1,3%. Para discutir soluções para as fragilidades da educação oferecida pelo Estado, cerca de 150 professores e especialistas de secretarias estaduais se reuniram em Brasília, no dia 23, em seminário da UNESCO.
A análise investiga o fenômeno da exclusão intraescolar, quando o aluno, mesmo matriculado, não aprende os conteúdos de maneira compatível com a etapa de ensino cursada. Essa questão pode refletir um problema social, sobretudo quando está associado a determinados grupos de estudantes que apresentam certas características sociodemográficas, relacionadas a região onde moram, origem socioeconômica, gênero e cor da pele, por exemplo.
A pesquisa mostra que, em 2013, o percentual de alunos do 9º ano abaixo do nível básico de competências em leitura e matemática era, respectivamente, 23,3% e 35,7%. Nas duas disciplinas, os índices mostram uma piora na comparação com 2011 – 21,3% em leitura e 33,9% em matemática.

Disparidades de gênero e raça

Estudantes negros e pardos estão sobre-representados entre os alunos que concluem o fundamental com habilidades de leitura abaixo do básico – 29,1% e 23%, respectivamente. Entre os brancos, o índice cai para 18,5%, abaixo da média geral (21,3%).
Já entre os que tinham desempenho avançado, os afrodescendentes estavam sub-representados – apenas 2,2% dos negros e 3,1% dos pardos chegavam a esse nível de aprendizado em 2013. Com os brancos, a taxa alcançava os 5,4%.
Em matemática, 42,1% dos alunos negros e 36,3% dos alunos pardos estavam entre os jovens do 9º ano com competências inferiores ao nível básico. A taxa para os brancos era de 28,6%.
Quando comparados os índices de homens e mulheres, a UNESCO identificou que as meninas têm um melhor rendimento em leitura do que os meninos no 9º ano.
Do total de alunas avaliadas pela Prova Brasil de 2013, 17,4% tinham habilidades inferiores ao básico, enquanto que, entre os meninos, o percentual chegava a 29,3%. Quase 30% delas tinham desempenho acima do básico. Já entre os rapazes, o índice era 19,5%.
Mas quando avaliado o desempenho em matemática, as meninas ficaram atrás dos meninos – 36,9% delas tinham competências abaixo do básico. Com os meninos, o índice baixava para 34,4%.

Nova pesquisa em setembro

O encontro em Brasília também discutiu os dados preliminares do estudo Qualidade da infraestrutura escolar das escolas públicas da educação básica – ensino fundamental, produzido por meio de uma cooperação entre a UNESCO e a Universidade Federal de Minas Geral (UFMG). Ainda em fase de construção, a pesquisa tem previsão de lançamento para setembro deste ano.
Da ONU Brasil, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 31/05/2018

CNBB divulga nota sobre o momento nacional

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se solidariza com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestação em todo território nacional, em nota divulgada nesta quarta-feira, 30 de maio. Preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, no texto a entidade conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. “Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros”, pontua.



Confira, abaixo, a nota na íntegra:

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL
“Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco”(Jo 20,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.

A crise é grave e pede soluções justas. Contudo, “qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça” (CNBB, 10/03/2016). Nenhuma solução que se utilize da violência ou prejudique a democracia pode ser admitida como saída para a crise.

Não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. “O dinheiro é para servir e não para governar” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 58). 

É necessário cultivar o diálogo que exige humilde escuta recíproca e decidido respeito ao Estado democrático de direito, para o atendimento, na justa medida, das reivindicações.

As eleições se aproximam. É preciso assegurar que sejam realizadas de acordo com os princípios democráticos e éticos, para restabelecer nossa confiança e nossa esperança. Propostas que desrespeitam a liberdade e o estado de direito não conduzem ao bem comum, mas à violência.

Celebramos a Solenidade do Corpus Christi, fonte de unidade e de paz. Quem participa da Eucaristia não pode deixar de ser artífice da unidade e da paz. O Pão da unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes (cf. Papa Francisco, Festa do Corpus Christi, 2017). O Pão da Vida nos motive a cultivar o perdão, a desenvolver a capacidade de diálogo e nos anime a imitar Jesus Cristo, que veio para servir, não para ser servido.

Conclamamos, por fim, todos à oração e ao compromisso na busca de um Brasil solidário, pacífico, justo e fraterno. A paz é um dom de Deus, mas é também fruto de nosso trabalho.

Nossa Senhora Aparecida interceda por todos!

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília (DF)
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador (BA)
Vice-Presidente da CNBB  

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

30 maio, 2018

Corpus Christi - “Isto é meu corpo. Isto é meu sangue"


Corpus Christi  

“Isto é meu corpo. Isto é meu sangue"

Corpus Christi, celebração do "corpo de Cristo entregue e do sangue derramado por nós". Celebrar o  amor de Jesus, o Filho de nosso Deus, que deu a vida para nos salvar. Isso é lindo.

"Deu a vida por nós", diz são João, que conclui: "Também nós devemos dar a vida pelos irmãos" (1 Jo 3,16).

Precisamos deste pão para crescer no amor para reconhecer o rosto de Cristo no rosto das irmãs e irmãos.

O  "corpo entregue de Cristo" significa que, o amor gratuito e primeiro de nosso Deus para conosco, deve corresponder o nosso amor as irmãs e irmãos:   "Amai-vos uns aos outros como eu vos amo" (Jo 13,35).

A "Eucaristia forma em nós uma memória agradecida, porque nos reconhecemos como filhos amados e alimentados pelo Pai; uma memória livre, porque o amor de Jesus, o seu perdão, cura as feridas do passado e apazigua a recordação das injustiças sofridas e infligidas; uma memória paciente, porque sabemos que o Espírito de Jesus permanece em nós nas adversidades. A Eucaristia encoraja-nos: mesmo no caminho mais acidentado, não estamos sozinhos, o Senhor não Se esquece de nós e, sempre que vamos até Ele, alenta-nos com amor, nos ensina Papa Francisco.

A festa de Corpus Christi é celebrada com missa, seguida de procissão. A procissão nos faz recordar a caminhada do povo de Deus, que liberto da escravidão egípcia, vai ao encontro da terra prometida.

Convite para dançar com Deus



Convite para dançar com Deus

“A missão de quem crê é semear ressurreição”, afirma Dom Pedro Casaldáliga. Pessoas dos mais diversos caminhos espirituais fazem isso quando testemunham que a proposta divina é um amor transformador das estruturas. Estamos vivendo um tempo de intolerâncias, ódios e radicalismos de direita. Nesse contexto, retomamos um ensinamento de Etty Hillesun. Nos tempos do Nazismo, essa jovem judia, condenada à morte, esperava a hora da execução em um campo de concentração.

E ela afirmou: “Eles podem roubar tudo de nós, menos nossa humanidade. Nunca poderemos permitir que eles façam de nós cópias de si mesmos, prisioneiros do ódio e da intolerância”. A espiritualidade social e política libertadora nos torna capazes de sermos radicais em nossas opções e posicionamentos, sem abrir mão de nossa capacidade de amar e de nossa ética de respeito à dignidade do outro, seja ele quem for. É isso que as pastorais sociais fazem quando revelam que a transformação do mundo se faz a partir de baixo. É a inserção cotidiana nas bases que, como um trabalho de formiguinha vai semeando no mundo um jeito novo e amoroso de fazer trabalho social e político. Essa é a inspiração do Amor Divino nos corações humanos e que deve transformar as estruturas do mundo. Assim testemunhamos que Deus é Amor. Esse amor está presente como energia criadora e permanente no universo e dentro de cada um de nós.

No mundo, animais e até plantas se mostram sensíveis a uma música bela e se desenvolvem quando são tratados com amor. No universo mais amplo, a Física contemporânea mostra que o movimento e os ritmos são propriedades essenciais da matéria. Os grandes cientistas da Cosmologia (por exemplo, Fritjof Capra) concordam que toda matéria – tanto na Terra como no espaço – está envolvida numa dança cósmica. Isso não é metáfora. É real. O caminhar rítmico dos astros e o correspondente movimento da Terra que influi nos mares e no pulsar da Terra, assim como a batida do coração da vida, tudo isso tem um segredo, um ritmo oculto. Quando o ritmo da dança se modifica, o som produzido também muda.

Cada átomo canta incessantemente sua canção, e a cada momento, cria formas densas e sutis. Isso faz parte de uma dança que, na antiga Índia, os mestres espirituais já haviam intuído. Eles a chamavam: a dança de Shiva, a divindade que renova o universo. A dança cósmica do universo é espelho e expressão de uma dança divina, uma dança amorosa que mantém o ritmo do cosmos.

Cada um de nós só se torna pessoa e se realiza através do Amor, isso é, na relação com Deus em nós, na comunhão com os outros e no cuidado com a Terra e a natureza. Há uma relação trinitária inscrita em nosso próprio ser humano e a sabedoria da vida se alcança quando conseguimos que essas três dimensões diversas se harmonizem em uma dança íntima que, mesmo na idade adulta, pode parecer espiritualmente uma cantiga de ninar. Esse mesmo mistério que é arte como o de bailar em um contexto nem sempre favorável à dança do amor, se revela em nós, como mistério de Deus. Mistério que está em nós, mas nos ultrapassa. É maior do que nós. Nele, Deus em nós se revela como Pai de amor maternal, com o qual nós, cristãos só podemos nos relacionar intimamente através de Jesus, seu Filho, ressuscitado em nossa comunhão humana e no Espírito que se manifesta como mãe e alma do universo.

É mistério de amor presente no mais íntimo de cada um de nós. Essa Terna Trindade não existe fora de nós, em um céu distante, mas presente e atuante em nossa comunhão de amor, no cuidado com a Terra, a água e todos os seres vivos.

A Ternura é uma palavra que corresponde a uma expressão muito querida, tanto da tradição bíblica, como do Zen-budismo e do Dalai Lama: a palavra compaixão. No hebraico, o termo Rahamin significa literalmente “amor uterino”. Quer dizer que quando somos capazes de um amor uterino somos capazes de ternura. O que seria esse amor uterino? No seu discurso de Benarés, Buda diz que devemos olhar o outro, o nosso semelhante, como uma mãe olha o filho esperado que está ainda em seu útero. Esse amor uterino é o amor divino em nós.

É o amor de pura ternura.

Cada pessoa tem momentos e situações que provocam ternura. Entretanto, são momentos circunstanciais. Não bastam. É necessário assumirmos a Ternura como princípio básico e permanente do nosso jeito de viver. Para isso, é preciso um método de vida que a gente cultive e exerça tanto quando as situações favorecem, principalmente quando a realidade que nos envolve não é tão favorável assim. Os Evangelhos testemunham: Jesus viveu a partir deste princípio.

Era como um jeito de viver. Então mesmo quando ele se irritava, ou devia denunciar o mal, era movido por este princípio da Misericórdia ou da Ternura . Por isso, precisamos de uma verdadeira terapia interior para conseguir colocarmos nossa vida na sintonia com o Princípio Ternura, novo estado de consciência, mais respeitoso para com a Terra e cuidadoso com a vida. Nesse caminho, devemos valorizar mais a razão cordial e a inteligência emocional e criar espaço para a espiritualidade, fonte de contemplação, gratuidade e veneração. Dizia Kallil Gibran: “Quando você conseguir viver a Ternura como princípio, não diga ‘tenho Deus no coração’. Diga: “estou no coração de Deus”.

Marcelo Barros 

Fonte: CEBI

29 maio, 2018

A cidade está um silêncio!

As boas coisas da paralisação dos caminhoneiros!



A cidade está um silêncio!

As boas coisas da paralisação dos caminhoneiros!

A cidade está um silêncio.

As ruas estão desertas, bicicleteiros e pedestres podem andar à vontade.

O ar está limpo.

Não há ruídos para perturbar nossos ouvidos

Não há gás na cidade, muita gente cozinhando com churrasqueira, panela elétrica, fogão solar.

Não há postos com gasolina e os carros estão nas garagens.

Começa faltar de tudo nos mercados e supermercados, mas os hortigranjeiros que vem do interior estão passando em nossas portas, também galinha caipira, bode fresco, peta, ovos, etc. Portanto, fome ainda não chegou por aqui.

Aqui é uma região produtora de hortigranjeiros, a exportação está bloqueada, prejuízos de 570 milhões de reais segundo a VALEXPORT. Em compensação, estamos comendo quase de graça as frutas de exportação que antes nem passavam pelo mercado local, como a banana de primeira que nunca se via por aqui.

Sabe que seria interessante aprender a lição e voltarmos a ter pomares nas chácaras, hortas nas casas, menos dependência de supermercado e dos shoppings?

Quem sabe dependermos menos de caminhões, com produções mais regionalizadas…

Quem sabe até pensarmos em ferrovias, trens com muitos vagões, apenas uma locomotiva, levando gente e mercadoria….

Quem sabe navegação de cabotagem pela longa costa brasileira, abastecendo grande parte de nossas cidades litorâneas…

Quem sabe mais energia solar produzida pelo povo, também eólica e assim menos dependência de combustíveis fósseis…

Quem sabe chegue a hora que não precisemos mais de petróleo – esse poluidor do ar, que colabora com o aquecimento global – e possamos viver de energias limpas. Como gorjeta nos livraríamos dos Pedros Parentes e dos analistas do mercado.

Quem sabe uma civilização menos predatória, menos consumista, mais sustentável, mais humana e realmente agradável de se viver…

Olha, esse paraíso nem parece tão impossível….

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Roberto Malvezzi (Gogó)
OBS: Escrevo a partir do dipolo Juazeiro-Petrolina