09 novembro, 2017

Campanha Vidas Negras - A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil


Campanha Vidas Negras - A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil


A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil. A cada dia, são 66 vidas perdidas, totalizando 4.290 óbitos por ano. Segundo o Mapa da Violência, um rapaz negro tem até 12 vezes mais chance de ser assassinado em relação a um branco. Em comum nesses homicídios, está a presença do racismo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Essa é a premissa da campanha Vidas Negras, lançada pela entidade ontem (7) em Brasília.

A reportagem é de Jonas Valente, publicado por Agência Brasil, 07-11-2017.

O objetivo da iniciativa é chamar a atenção de governos, parlamentos, tribunais, organizações e da sociedade para o problema da violência contra essa parcela que já representa 54% dos brasileiros. De acordo com dados da ONU, enquanto nesse grupo a taxa de homicídios cresceu 18% de 2005 a 2015, com relação aos demais brasileiros, ela caiu 12%.

O material da campanha, incluindo os vídeos e pelas em redes sociais, está disponível no site da ONU e pode ser utilizado e compartilhado por qualquer pessoa: nacoesunidas.org/vidasnegras.

O aumento da desigualdade também tem recorte de gênero. Segundo o Atlas da Violência 2017, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os assassinatos de mulheres negras aumentaram 22% no mesmo período, enquanto, entre mulheres não negras, o índice foi reduzido em 11%.

“O último genocídio formalmente reconhecido na Europa foi na Bósnia, e matou 1.500 pessoas em 1995. Quando falamos de jovens negros mortos, estamos falando do triplo disso por ano”, ressaltou o advogado Daniel Teixeira, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, durante o lançamento da campanha.

Artistas foram convidados para estrelar vídeos sobre o assunto, que serão divulgados em emissoras e na Internet. “O racismo mata filhos, irmãos, vizinhos. Por trás de cada história há vidas negras interrompidas e que não são capas de jornal. Você não pode ficar indiferente”, enfatiza a atriz e escritora Elisa Lucinda em uma das peças.

Mais do que uma fatalidade ou coincidência, a campanha aponta o traço comum do racismo nesses números e da indignação seletiva construída historicamente na sociedade brasileira. Segundo pesquisa da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Governo Federal, 56% das pessoas entrevistadas afirmaram que a morte de negros choca menos do que a de brancos.

Políticas públicas

Para além de colocar o tema na opinião pública, a campanha pretende pautar, na agenda do Poder Público, a necessidade de combater o problema reconhecendo a necessidade de atacar a discriminação racial no país.

“O Brasil já é signatário de compromissos internacionais de eliminação do racismo, da xenofobia e da desigualdade racial. A gente espera que, a partir da campanha, haja uma maior sensibilização das autoridades e que as ações sejam potencializadas”, ressaltou Ana Cláudia Pereira, oficial de programas do Fundo de População da ONU (UNFPA) e uma das coordenadoras da campanha.

Para Jacira da Silva, do Movimento Negro Unificado, entre os desafios no campo das políticas públicas, estão a implementação do Estatuto da Igualdade Racial e a garantia de recursos para programas governamentais com foco no enfrentamento do problema. Esse conjunto de ações, acrescentou, passa por medidas voltadas a mitigar a violência contra negros, mas vai além, alcançando também a afirmação dos direitos dessas pessoas. “Precisamos exigir políticas públicas para o país.

Essa juventude é violentada também quando não tem acesso ao mercado de trabalho, não tem lugar na escola e não é representada na mídia”, defendeu a ativista.

O secretário de Juventude do governo federal, Assis Filho, relatou que o governo vem atuando na área e deu como exemplo o Plano Juventude Viva. Segundo Filho, há R$ 12 milhões disponíveis aos municípios para projetos de redução da violência contra esse segmento. “O objetivo do Plano Juventude Viva é reunir todas as ações que existem no governo federal para combater esses altos índices de violência e que os municípios, para serem contemplados, possam de fato implementar ações concretas contra o genocídio dos negros no Brasil”, disse. Perguntado sobre que tipo de ações podem ser financiadas, o secretário não detalhou.

Para Luana Ferreira, assessora da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Ministério dos Direitos Humanos, nos últimos anos houve avanços importantes na área, como a reserva de vagas para negros em concursos públicos e universidades e a política de saúde voltada para esta população. Mas ainda é preciso avançar para enfrentar efetivamente o problema. “O desafio cotidiano da Seppir é dizer que vidas negras importam, que o racismo é estruturante nas relações, que o racismo institucional está presente em todos os espaços de poder e que é causa histórica da situação de letalidade a que esses jovens estão submetidos”, destacou na cerimônia.

Autos de resistência

Na avaliação da pesquisadora da Universidade de Brasília Kelly Quirino, a redução da violência contra jovens negros passa pela mudança da política de combate às drogas, pelo desarmamento da polícia e por medidas que coíbam o abuso das forças de segurança, como o fim dos chamados autos de resistência, um recurso que pode ser usado por agentes para justificar o assassinato de uma pessoa como um ato de legítima defesa e de força necessária frente a suposto enfrentamento a uma determinada ação.

“Você tem as duas problemáticas: a polícia se utilizando de um ato administrativo para justificar as mortes e o próprio Judiciário, que não investiga homicídios comuns e não apura crimes cometidos pelo policial porque os autos de resistência são arquivados mesmo dentro da polícia”, argumenta a pesquisadora.

O tema motivou um projeto de lei (PL 4.471/2012), de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que dificulta o uso desse recurso e deixa mais rígida a investigação de casos de mortes envolvendo policiais. A proposta é uma das matérias incluídas na pauta do plenário da Câmara nesta semana no chamado pacote da segurança pública.

Papa: O Evangelho é também colocado em prática na busca da justiça social


O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (09/11), na Sala Clementina, no Vaticano, cento e trinta membros da comunidade do Pontifício Colégio Ucraniano de São Josafá, em Roma.

Após dar as boas-vindas aos presentes, o Pontífice recordou que este encontro se realiza há 85 anos da construção do colégio na colina do Gianicolo, a pedido do Papa Pio XI. 

“Ele foi o promotor de uma iniciativa que mostrava a atenção especial e concreta dos Sucessores de Pedro pelos fiéis da Igreja provenientes daquela área de sofrimento e perseguição, que desta forma podiam sentir-se aqui, em Roma, como filhos amados que moram e crescem numa casa, preparando-se para a missão apostólica como diáconos e sacerdotes.”
 
O Papa Francisco recordou que Pio XI, durante os anos de seu pontificado, enfrentou vários desafios da época, mas sempre levantou a sua voz firme na defesa da fé, da liberdade da Igreja e da dignidade de cada pessoa humana. 

“Condenou claramente, através de discursos e cartas, as ideologias ateias e desumanas que ensanguentaram o século XX. Evidenciou suas contradições, indicando à Igreja o caminho mestre do Evangelho, também colocado em prática na busca da justiça social, dimensão imprescindível do resgate humano de povos e nações. Como futuros sacerdotes, os convido a estudar a Doutrina Social da Igreja a fim de amadurecerem no discernimento e julgamento das realidades sociais em que vocês serão chamados a trabalhar.”

Francisco sublinhou que o mundo atual está ferido por guerras e violência, e que a Ucrânia vive o drama da guerra que cria sofrimentos enormes, sobretudo nas áreas atingidas que se tornaram ainda mais vulneráveis devido ao inverno rigoroso que se aproxima.
 
“A inspiração pela justiça e pela paz é forte, e proíbe toda forma de abuso, corrupção social e política, realidade em que são sempre os pobres a pagarem as consequências. Que Deus ajude e encoraje aqueles que trabalham por uma sociedade cada vez mais justa e solidária. Que eles sejam apoiados pelo compromisso concreto das Igrejas, dos fiéis e de todas as pessoas de boa vontade.” 

O Pontífice recordou em seu discurso o Santuário Nacional de Zarvanytsyae disse que Maria deseja que os sacerdotes de seu Filho sejam como as velas acesas nas noites de vigília neste santuário, para recordar a todos, especialmente aos pobres, aos sofredores, e aos que fazem o mal e semeiam violência e destruição, que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso».

O Papa disse aos seminaristas e sacerdotes da Igreja greco-católica ucraniana que conserva e venera um pequeno ícone ucraniano de Nossa Senhora da Ternura, presente que lhe foi dado quanto estava em Buenos Aires. Francisco os abençoou, invocando a paz e a harmonia ecumênica para a Ucrânia. 

(MJ)

Fonte: Rádio Vaticano

Oração

"Senhor, faz-me compreender profundamente aquela atitude de espírito, que me impede de ser orgulhoso, de me apoiar em mim mesmo, e me faz abandonar nas tuas mãos, com tudo o que sou e faço, sabendo que tudo me vem de Ti e que, na partilha com os outros, multiplico os bens que me deste. Ajuda-me a não julgar os outros. Ajuda-me a repartir com todos o bem precioso da misericórdia, que usas para comigo, certo de que nada perderei, mas muito mais hei-de receber, porque é dando que se recebe. Amém."

Fonte: Dehonianos

08 novembro, 2017

O Anel de Tucum

Individualismo e novas formas de sociabilidade

"É a comunidade que precisa estar a serviço
 das pessoas e não o contrário." 




Estamos imersos em um tempo marcado por profundas transformações. No turbilhão dos acontecimentos, está o desafio de identificar os “novos sinais dos tempos”, em meio a luzes e sombras, na ambiguidade da história. O novo “vem a furo” de baixo para cima, de dentro para fora. Para identificá-lo e acolhê-lo, é preciso discernimento,serenidade, conhecimento do presente e memória viva do passado, condição para gestar um futuro crescentemente melhor.
Uma das ambiguidades de nosso tempo é o crescente individualismo, que atomiza e fragmenta nossas comunidades, assim como o tecido social. É um fenômeno incômodo para os que, na Igreja, são forjadores de relações interpessoais com Deus e com os demais. Como entender este fenômeno? Pura contradição com os ideais do Evangelho ou é portador de interpelações do Espírito, que se constituem em “novos sinais dos tempos”?
A legitimidade do processo de individuação
No período de cristandade, se crê que a razão é coletiva e que a pessoa deve estar submissa à coletividade e às instituições. A pessoa não tem direitos, só deveres. Só Deus tem direitos, guardados pelas autoridades, as quais se deve obedecer. Quem pensa diferente, é um herege ou um inimigo. Com o advento da modernidade no século XVI, começou um gradativo processo de individuação, com profundas consequências para a sociedade e para a Igreja. Adquirem carta de cidadania “consciência individual”, “liberdade de consciência”, o “eu” frente ao domínio do “nós”, “direitos individuais”, “livre arbítrio” na religião, “liberdade religiosa”, entre outras tantas conquistas.
A Igreja teve dificuldades para ver nestas conquistas valores evangélicos. Mas, pouco à pouco foi percebendo que Deus nos criou únicos; que a consciência individual é um sacrário que nem mesmo Deus invade; que o ser humano, criado à imagem e semelhança do Criador, é sujeito de direitos inalienáveis; que o comunitário, antes de aniquilar, precisa potenciar a pessoa, em sua singularidade. Enfim, a Igreja descobriu que a afirmação do indivíduo frente ao coletivo que massifica, não é individualismo, assim como a liberdade, embora possa ser usada indevidamente, não deixa de ser um dos dons mais preciosos recebidos do Criador.
O triunfo do indivíduo solitário
Historicamente, entretanto, valores como liberdade pessoal e afirmação da pessoa frente a uma forma de coletivo que sufoca e massifica as singularidades, foram usados e desvirtuados pelo liberalismo e o capitalismo. Relações pautadas pelo custo-benefício, a concorrência, o interesse individual em detrimento do comunitário, o “ter” mais em lugar do “ser” mais, levaram ao triunfo do indivíduo solitário. Nunca o ser humano foi tão livre, mas também tão só; só e condenado a salvar-se sozinho, em meio a milhões de concorrentes. Há a emergência, do indivíduo hiper-narcisista, hiper-individualista e hiper-consumista.
Em grande medida, isso é resultado da dinâmica do mercado, que absolutiza a eficiência e a produtividade como valores reguladores de todas as relações humanas. Há uma mercantilização das relações pessoais, sociais e religiosas. Tudo é medido pela lógica “custo-benefício”. Das grandes utopias da modernidade, restou o gosto amargo do presente, amenizado pelo ideal de ser um pequeno burguês, no pragmatismo do cotidiano.
A irrupção de novas formas de sociabilidade
É preciso distinguir, pois, individualismo de processo de individuação, assim como ver o individualismo mais como um excesso do processo de individuação. Frente ao coletivo que massifica, no aparente mero individualismo, estão também pessoas que tomaram distância das instituições e das formas tradicionais de associação.
Na realidade, as pessoas continuam se encontrando e interagindo. Não nos espaços tradicionais e nem nas formas conhecidas. A geração “Y” está longe de levar uma vida isolada e solitária. As “redes sociais” fazem a ponte entre o “virtual” e o “real”, assegurado encontro marcado em novos “points”, para novas inter-relações.
Sobretudo no meio urbano, hoje, desfrutando de maior liberdade, as pessoas formam grupos de amigos, que assumem comportamentos similares, segundo sua escolha. São grupos pequenos e homogêneos, que substituem a grande família tradicional. Surgem estratégias de defesa, como a busca dos “afins”, na diversidade das “tribos urbanas”. Nascem grupos que criam novos valores, padrões de comportamento e modos de vida.
Reinventar o modo de ser comunidade
Como se pode perceber, o individualismo reinante guarda também sua ambiguidade.
A emergência de novas formas de sociabilidade desafia a sociedade a reinventar participação cidadã e, a Igreja, o modo de ser comunidade. O “trinfo do indivíduo solitário” é portador de uma severa crítica a formas de associação, que não têm espaço para a liberdade pessoal, a autonomia, a subjetividade e as singularidades.
É a comunidade que precisa estar a serviço das pessoas e não o contrário. Só assim a pessoa será capaz de fazer-se dom, de levar o “eu” desembocar no “nós”, condição para uma comunidade de irmãos que se amam.
Fonte: ameríndiaenlared.gov

06 novembro, 2017

Livro on-line e gratuito reflete sobre energia renovável no Brasil

A publicação busca repensar o consumo e as formas de se obter energia diante de um cenário de avanço tecnológico, crescimento populacional e de incerteza em relação à disponibilidade de fontes de energia não-renováveis.



A autoria é do professor Frederico Fábio Mauad e das estudantes de graduação em Engenharia Ambiental Luciana da Costa Ferreira e Tatiana Costa Guimarães Trindade, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

Pensando em valorizar fontes de menor impacto ambiental, o texto traça um panorama do que vem sendo desenvolvido no Brasil e no mundo.

Além da versão online, uma versão impressa do livro será lançada no dia 8 de novembro, às 10h, na Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes da EESC. O evento terá a presença do autor Frederico Fábio Muad, que estará à disposição para autografar os exemplares e esclarecer dúvidas sobre energias renováveis. A edição impressa (EESC-USP, 2017, 344 pp.) custa R$ 39,90.

O lançamento faz parte da programação da Festa do Livro e da Semana do Livro e da Biblioteca, em São Carlos.

Acesse o e-book através do Portal de Livros Abertos da USP.


Fonte: Jornal da USP - 30/10/2017

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!

“Nós, discípulos de Jesus, não devemos buscar títulos de honra, de autoridade ou de supremacia. Eu digo a vocês que eu fico triste ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás da vaidade das honras. Nós, discípulos, não devemos de modo algum fazer isso, pois entre nós deve existir uma atitude simples e fraterna. Somos todos irmãos e não devemos dominar os outros, olhá-los de cima para baixo. Não, somos todos irmãos”. (Papa Francisco)

Oração


“Senhor, o teu amor é misericórdia, que me ergue do leito da minha paralisia, do abismo dos meus erros, das regiões desoladas do meu sem-sentido, das trevas oprimentes das minhas dúvidas. 
O teu amor é gratuito, incondicional, desarmadilhado, desinteressado. 
Amar, e só amar, é a tua alegria, a tua vida! É o mesmo que me pedes em relação aos meus irmãos, particularmente os pequenos e pobres. 
Liberta-me do egoísmo que me afasta dos outros e de mim mesmo, do egoísmo que ilusoriamente julgo tornar-me forte, mas que, na verdade, me torna mais fraco.
Deus de misericórdia e de gratuidade, amar e só amar, seja a minha alegria, porque amar e só amar é viver. Amém.”


Fonte: Dehonianos

03 novembro, 2017

Apenas coisas minhas!

O viver é fascinante.
Um ponto de exclamação ou de interrogação.
Compreender o amor....
Os mistérios intrigantes...
A vida uma caixa linda de surpresas e desafios.

Apenas coisas minhas...

As bem-aventuranças são para quem vive as provações e as fadigas de todos os dias

“Eis as bem-aventuranças. Não requerem gestos extraordinários, não são para super-homens, mas para quem vive as provações e as fadigas de todos os dias. Os santos são assim: respiram como todos o ar poluído que há no mundo, mas no caminho jamais perdem de vista o percurso de Jesus, indicado nas bem-aventuranças, que são como o mapa da vida cristã.”

Papa Francisco

01 novembro, 2017

"Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá"


Jesus nos faz um convite: Sede santos como o meu Pai é santo!


Gosto de refletir o dia de todas as santas e santos de nosso Deus com a leitura do Evangelho de Mateus 5,1-12 as bem-aventuranças.

No dia de todas as santas e santos de nosso Deus, formamos comunhão com todas e com todos os que são glorificados com Cristo, vivendo em plenitude as bem-aventuranças.

Nós também somos proclamados felizes porque fazemos parte da grande família de nosso Deus e procuramos seguir a multidão dos que nos deixaram exemplos de fidelidade e amor, não somente aquelas e aqueles que são canonizados, mas todas aquelas e todos aqueles que, mesmo não reconhecidos suas vidas foram exemplo.

A princípio só Deus é Santo: Ele é perfeito, sem pecado... Mas, Deus nos quer santos: “Sede santos, como o vosso Pai do Céu é santo!”. Santo Agostinho dizia: “Se eles e elas puderam, por que eu não posso?”

Vejamos rapidamente as propostas do Senhor:

Felizes os “pobres em espírito” trata-se dos humildes, daquelas e daqueles que não se fiam na auto-suficiência, mas apresentam-se diante de Deus com as mãos vazias. Atitude vivida de modo exemplar pela Mãe de Jesus, a serva do Senhor!

A seguinte que fala dos “aflitos”, os que sofrem neste mundo dominado ainda pelas forças do mal e da morte, nos leva a agir como as/os profetas e como Jesus: ser consolo, força e ânimo para que não desanimem.

Feliz quem é “manso”, não se trata de ser tonto aceitando tudo e nada criticando ou buscando mudar! Trata-se daquelas e daqueles que nunca recorrem a violência para resolver os problemas. Existem outros métodos de solução bem mais eficazes.

Felizes os que “tem fome e sede de justiça”, fome e sede são as necessidades mais fundamentais de nossa vida. Assim é feliz quem tem como prioridade de vida a busca da justiça, mas não qualquer justiça. Trata-se da justiça divina! Para nós fazer justiça é apenas castigar os culpados. Para Deus justiça é tornar justo o que errou.

Felizes “os misericordiosos”, aquelas e aqueles que tem verdadeira compaixão dos outros. Colocam se no lugar da irmã, do irmão e os ajudam concretamente. Trata-se das diversas obras de misericórdia em favor dos semelhantes. Ações concretas que minoram, aliviam ou resolvem os problemas dos demais.

Felizes os “puros de coração” aqui não é nem a pureza ritual tão apreciada pelos judeus e nem mesmo a pureza corporal, mas a pureza do coração, é a capacidade de ver com os olhos de Deus as pessoas e a realidade. Não ser alguém que vê em tudo falsidade, engano, dolo, mentira, etc...numa palavra ,é ser simples.

Felizes os “que promovem a paz”, aquelas pessoas que trabalham pela verdadeira paz entre as pessoas, grupos e nações. Paz que não é ausência apenas de guerra, mas um relacionamento bom e construtivo! São os que ajudam as pessoas a perdoar, os que buscam a reconciliação, os que detestam a guerra.

Finalmente felizes os que “são perseguidos” ou por causa da justiça ou por causa do nome de Jesus! Este ensinamento do Mestre aponta as dificuldades e que suas verdadeiras discípulas e seus verdadeiros discípulos vão encontrar.

Para ser fiel ao Evangelho, sofrimentos, perseguições sempre estarão presentes. A força vem sempre de Jesus, Ele venceu e com ele venceremos, assim aconteceu na vida de tantas irmãs e tantos irmãos nossos que hoje celebramos na glória do céu.

Optaram pelas bem-aventuranças, viveram o evangelho sofreram, pareciam derrotados e hoje estão vivendo na eterna graça de Deus.

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Assessora Leiga das CEBs na Arquidiocese de Maringá

31 outubro, 2017

Justamente nesse tempo que precisamos das CEBs!

Gosto de pensar as CEBs com a leitura
 do Livro de Ezequiel 37,1-10, 
onde o profeta para ver a realidade sem vida é convidado 
a andar por entre os ossos.




Um pequeno texto que escrevi para uma reflexão


Justamente nesse tempo que precisamos das CEBs!

Gosto de pensar as CEBs com a leitura do Livro de Ezequiel 37,1-10, onde o profeta para ver a realidade sem vida é convidado a andar por entre os ossos.  

O povo de Israel  era comparado a cadáveres. A situação não apresentava nenhuma possibilidade de esperança. Más o nosso Deus mostra que é preciso reviver a esperança, deixar ser guiado por sua Palavra e sua ação e vai revelando que a palavra profética e o espírito é a fonte da libertação de seu povo. 

Quando existe esperança o povo não desiste e é capaz de se organizar e enfrentar os desafios, sejam quais forem, para conquistar vida digna.

Mas afastando-se de nosso Deus o povo não luta e deixa que os desafios acabam ressecando seus ossos, matando sua esperança de vida, mas acreditando na Palavra nosso Deus age e aí a insistência junto ao profeta sobre a necessidade de profetizar.

Uma nova possibilidade de vida da início,o grande ruído, e aí é lindo, o profeta entende a ressurreição dos ossos secos como uma nova criação. E de pé qual imenso exército, estar pronto para assumir a caminhada de acordo com a vontade de nosso Deus.

Essa é a experiências que nós temos das nossas Comunidades Eclesiais de Base.

Então longe de dizer que as CEBs já não servem mais para o nosso tempo, é o contrário, é justamente nesse tempo que precisamos das CEBs.  

Horários de missas nos cemitérios de Maringá no Dia de Finados em Maringá!

A Arquidiocese de Maringá comunica os horários das missas que serão celebradas nos cemitérios de Maringá no Dia de Finados, dois de novembro de 2017.

Cemitério Parque

9h: Celebração conduzida pela paróquia Santa Isabel de Portugal.

16h: Celebração conduzida pela paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Cemitério Municipal de Maringá

09h: Celebração conduzida pela paróquia Menino Jesus de Praga e São Francisco Xavier.

10h:  Celebração conduzida pela paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.

11h: Celebração conduzida pela paróquia São Silvestre.

12h: Celebração conduzida pela paróquia pessoal para Japoneses São Francisco Xavier.

14h: Celebração conduzida pela paróquia Nossa Senhora da Liberdade.

15h: Celebração conduzida pela paróquia Santa Rita de Cássia.     

16h: Celebração conduzida pela paróquia Santa Maria Goretti.          

17h: Celebração conduzida pela paróquia Nossa Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu.

27 outubro, 2017

CNBB - Só o povo na rua, consciente e organizado pode mudar a política


O Conselho Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em três notas divulgadas crítica os retrocessos do  governo Temer, que afeta "tanto a população quanto as instituições brasileiras".


"A barganha na liberação de emendas parlamentares é uma afronta aos brasileiros", afirmam o cardeal Sergio da Rocha, Dom Murilo S. R. Krieger e Dom Leonardo Ulrich Steiner, presidente, vice-presidente e secretário-geral da CNBB, respectivamente.

"só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum".

Outras notas falam sobre "vencer a intolerância e o fundamentalismo" e condena a portaria de Temer sobre o trabalho escravo.

Leia as notas:





26 outubro, 2017

Crianças do Hospital de Quebo recebem presentes



No mesmo container em que foram enviadas as Bíblias para a Guiné-Bissau, foram também alguns brinquedos. Nesse mês os missionários entregaram alguns deles às crianças internadas no Hospital de Quebo.

25 outubro, 2017

Fora Temer!



Temer assume balcão de negociações às vésperas da votação de denúncia (G1)
http://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/temer-assume-balcao-de-negociacoes-vesperas-da-votacao-de-denuncia.html 

Plenário da Câmara votará denúncia contra Temer no dia 25; veja os próximos passos (UOL)
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/10/18/ccj-da-camara-rejeita-denuncia-contra-temer-o-que-acontece-agora.htm 

Por 39 a 26 votos, CCJ rejeita denúncia contra Temer e ministros (Estadão)
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,por-39-a-26-votos-ccj-aprova-rejeita-denuncia-contra-temer-e-ministros,70002051733 

Base aliada trabalha para ampliar votos em plenário e arquivar denúncia contra Temer (EBC)
http://radioagencianacional.ebc.com.br/politica/audio/2017-10/base-aliada-trabalha-para-ampliar-votos-em-plenario-e-arquivar-denuncia 


São 3 milhões de analfabetos ainda no Brasil


São 3 milhões de analfabetos ainda no Brasil  e não consegue reduzir esse número há três anos, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado nesta terça-feira (24). 

Os dados são da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que apresentou o "Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8". O tema da pesquisa é "Responsabilização na educação: cumprir nossos compromissos".

A conclusão do relatório é que de faltam incentivos para a educação profissionalizante e para o aluno terminar o ensino médio. Em todo o mundo, são 100 milhões de analfabetos.

A reportagem é publicada por G1, 24-10-2017.

Os resultados do relatório avaliam como os países conseguem ou não cumprir o "Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 da ONU: assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos".

O relatório alerta que a culpa desproporcional sobre qualquer ator para problemas educacionais sistêmicos pode ter sérios efeitos colaterais negativos, além de ampliar a inequidade e prejudicar a aprendizagem.

Os dados mostram que, nos países ricos, 84% dos jovens concluem o ensino médio, enquanto no Brasil o índice é de 63%. Os resultados obtidos também são distintos: no Brasil, menos de 50% dos alunos demonstram habilidades em ciências. No Japão, esse percentual é de 90%.

Destaques pelo mundo

- Países associados à Unesco têm, ao menos, 264 milhões de crianças e jovens que não frequentam a escola.

- Atualmente, 82% das constituições nacionais têm previsão legal sobre o direito à educação. Mas em pouco mais da metade as leis não responsabilizam os governos, ou seja, os cidadãos não podem processar o governo por violações a esse direito.

- Em 42 dos 86 países que enviaram dados à Unesco, suas constituições, leis ou políticas se referem explicitamente à educação inclusiva, sugerindo uma tendência contra escolas especiais e a favor de programas inclusivos em escolas regulares.

- Em alguns países, professores e escolas estão sendo penalizados devido a resultados fracos em avaliações.

- De 70 sindicatos de professores em mais de 50 países, mais de 60% nunca ou raramente foram consultados sobre materiais didáticos.

- Dos relatórios nacionais de monitoramento da educação, apenas um terço engloba a educação de adultos.

- Apenas 14 de 34 países de renda baixa e média estabeleceram padrões para a educação infantil e sistemas de monitoramento de seu cumprimento. 

- Apoio com bolsas de estudo caiu 4% no mundo entre 2010 e 2015, sendo o gasto subestimado em países como Brasil, China e Índia.

“O paraíso, meta de nossa esperança”


“Não é um lugar de fábula, e tampouco um jardim encantado. O paraíso é o abraço com Deus, Amor infinito”.

“Paraíso é uma das últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, dirigidas ao bom ladrão”.

"Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino".

“É lá, no Calvário, que Jesus tem o último encontro com um pecador, para escancarar também a ele as portas de seu Reino. É a única vez que a palavra “paraíso” aparece nos Evangelhos. Jesus o promete a um “pobre diabo” que no lenho da cruz teve a coragem de dirigir a ele o mais humilde dos pedidos: «Lembra-te de mim quando entrares no teu reino»". 

“Nos quartos de tantos hospitais e nas celas das prisões, este milagre se repete inúmeras vezes: não existe pessoa, por pior que tenha sido em sua vida, a quem reste somente desespero e seja proibida a graça. Diante de Deus, nos apresentamos todos de mãos vazias”.

“E cada vez que um homem, fazendo o último exame de consciência da sua vida, descobre que as faltas superam em muito as obras de bem, não deve desencorajar-se, mas confiar-se à misericórdia de Deus. Isto nos dá esperança, abre o nosso coração".

"Deus é Pai, e até o fim espera o nosso retorno. E ao filho pródigo que retornou, que começa a confessar as suas culpas, o Pai fecha a boca com um abraço”.

"O paraíso é o abraço com Deus, Amor infinito."

“Se acreditamos nisto, a morte deixa de nos amedrontar, e podemos também esperar partir deste mundo em maneira serena, com tanta confiança. Quem conheceu Jesus, não tema mais nada”.

"A fé na vida eterna nos leva a não ter medo dos desafios desta vida presente, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre a morte. Que Deus vos abençoe”. 

Papa Francisco

20 outubro, 2017

A complexidade humana não pode ser reduzida a genes

Os entusiastas da engenharia genética têm como principal argumento para defender suas pesquisas a afirmação de que ela pode salvar vidas. Em parte, também é desse argumento que surgem algumas discussões e implicações éticas acerca dos usos, especialmente em humanos, da manipulação de genes. Em defesa da vida, podemos criar órgãos, por exemplo? Ou, ainda, modificar a estrutura genética de um ser para que não desenvolva uma síndrome, doenças ou até prolongar sua vidaVictor Penchaszadeh, médico especializado em pediatria, saúde pública e bioética, reconhece o potencial da engenharia genética. Entretanto, seja para desenvolver projetos ou mesmo para pautar debates no campo da bioética, destaca que não se pode dar superpoderes para a genética. “Não devemos reduzir a complexidade humana a genes”, afirma.
Penchaszadeh encerrou o IX Colóquio Internacional IHU. A Biopolítica como teorema da Bioética, realizado nos dias 17 e 18 de outubro, no campus São Leopoldo, com a conferência Ética e Genética. No encontro, ele destacou que conhecer o genoma foi um grande avanço da ciência, mas o sequenciamento genético não é capaz de dar todas as respostas que se espera. Ou seja, as respostas não são objetivas. Isso porque há infindáveis combinações de genes que podem se articular de várias formas. Fazer um mapeamento genético humano e aprofundar os conhecimentos sobre ele é uma coisa. Outra é acreditar que por se conhecer aquele mapeamento será possível obter qualquer resposta. “Há um exagero em achar que a genética poderá determinar tudo. Toda a característica humana, seja cor dos olhos, tipo de cabelo, estrutura corporal se dá pela combinação de inúmeros fatores e não apenas da associação de um ou outro gene”, explica.
O professor propõe essa reflexão para que se perceba que com relação a doenças pode ocorrer o mesmo. Apesar de conhecer todo o mapa genético de uma pessoa, não se pode afirmar com 100% de certeza que ela desenvolverá câncer, por exemplo. O mesmo vale para o tratamento. Não é porque uma determinada pessoa respondeu bem a um determinado tratamento que significa que todos com certo grau de parentesco que desenvolverem a doença poderão ser tratados da mesma forma. “Nessa discussão, precisamos combater as aberrações sobre o uso da genética. O reducionismo e o determinismo genético são perspectivas que precisam ser mudadas”, avalia.

Genética e fator ambiental

O professor Penchaszadeh é enfático na ideia de que o ser humano é mais do que uma combinação de genes. Para ele, os fatores ambientais são tão importantes quando se conhecer em detalhes o genoma humano. Ignorar isso, é crer numa espécie de determinismo genético. “Não é porque a pessoa tem determinado gene que ela vai desenvolver câncer. O que vai determinar o surgimento dessa doença é a combinação com inúmeros fatores ambientais em que essa pessoa está inserida”, explica. “Todas as doenças são 100% genética e também 100% ambientais. Não se pode compreender uma perspectiva, sem considerar a outra”, completa.
Um exemplo clássico que o professor traz é o câncer de mama. Em 2013, a atriz hollywoodiana Angelina Jolie causou grande polêmica ao anunciar publicamente que se submeteu a uma cirurgia de retirada das mamas como forma de reduzir as chances de desenvolver câncer. Jolie tomou essa decisão depois de que descobriu que teria 87% de desenvolver a doença. Médicos teriam baseado suas afirmações a partir de estudos de genes da atriz, que também disse ter muitas mulheres na sua família que tiveram câncer. Segundo com o professor Penchaszadeh, apenas olhar para os genes para fazer tal afirmação é arriscado. “O câncer tem de ser visto de forma muito particular. Há estudos que mostram que nem 5% das mulheres com predisposição genética desenvolvem a doença”, argumenta.
O professor explica que a resposta ao fato de prever se a mulher terá ou não câncer de mama tem que passar necessariamente também por questões ambientais. E isso está associado tanto ao lugar em que ela vive, como se alimenta, seus hábitos e inúmeros outros fatores. “Prever se vai ou não desenvolver doenças ... continue lendo aqui

Não acusar os outros, ter "sabedoria de acusar a si mesmos"!

“Jesus nos pede coerência de vida, coerência entre aquilo que fazemos e aquilo que vivemos dentro. A falsidade faz muito mal, a hipocrisia faz muito mal, é um modo de viver. No Salmo, pedimos a graça da verdade diante do Senhor. É belo o que pedimos: 'Senhor, contei o meu pecado, não o escondi, não encobri a minha culpa, não maquiei a minha alma. Eu disse: ‘Confessarei ao Senhor as minhas iniquidades’ e o Senhor tirou a minha culpa e o meu pecado’. A verdade sempre diante do Senhor, sempre. E esta verdade diante de Deus é aquela que abre o caminho para que o Senhor nos perdoe.”

Papa Francisco

Oração

"Pai santo, a gratuidade da justiça, que ofereces a quem crê, torna-se mais evidente quando o destinatário é um pecador, como eu. No entanto, proclamas bem-aventurados aqueles a quem foi perdoada a falta. Assim compreendo que, para ser salvo, basta aderir com um acto de fé a Ti, ao teu dom gratuito, à tua justiça que purifica e faz de mim um pecador perdoado. Obrigado, Senhor! Obrigado pelo teu amor. Basta-me acolhê-lo, e deixar que cuide de mim, para ser salvo. Senhor, aumenta a minha fé! Amém."

Fonte: dehonianos

18 outubro, 2017

Violência!

Fonte: Brasil de Fato

Não devemos ter medo da morte!

“Não tenhas receio – diz-nos Jesus –; crê somente!”. A graça de que necessitamos naquele momento – uma graça imensa! – é conservar acesa no coração a chama da fé. Porque Jesus há de vir, tomar-nos-á pela mão, como fez com a filha de Jairo, e ordenar-nos-á: “Levanta-te, ressuscita”.

Papa Francisco

17 outubro, 2017

Nota da Comissão Pastoral da Terra e CNBB: Nova Portaria do ministro do Trabalho ‘acaba’ com Trabalho Escravo

Em Nota Pública, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), através de sua Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, e a Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, se manifestam sobre a Portaria do Ministério do Trabalho que “numa só canetada, elimina os principais entraves ao livre exercício do trabalho escravo tais quais estabelecidos por leis, normas e portarias anteriores”. Confira:


Quatro dias depois de defenestrar o chefe do combate nacional ao trabalho escravo (André Roston, chefe da DETRAE), o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, publica no Diário Oficial da União de hoje, 16/10/2017, Portaria de sua autoria (n° 1129 de 13/10/2017) que, literalmente “acaba” com o trabalho escravo no Brasil.
A Portaria, numa canetada só, elimina os principais entraves ao livre exercício do trabalho escravo contemporâneo tais quais estabelecidos por leis, normas e portarias anteriores, ficando como saldo final o seguinte:
Flagrante de trabalho escravo só poderá acontecer doravante se – e unicamente se – houver constatação do impedimento de ir e vir imposto ao trabalhador, em ambiente de coação, ameaça, violência.
Para conseguir este resultado – há muito tempo tentado pela via legislativa, mas ainda sem o sucesso exigido pelos lobbies escravagistas – bastou distorcer o sentido de expressões e termos há muito tempo consagrados na prática da inspeção do trabalho e na jurisprudência dos tribunais.
Exemplificando, no lugar de ser simplesmente eliminadas dos qualificadores do trabalho escravo contemporâneo, a jornada exaustiva e as condições degradantes recebem na nova Portaria uma esdrúxula reformulação assim redigida:
– jornada exaustiva: “submissão do trabalhador, contra a sua vontade e com privação do direito de ir e vir, a trabalho fora dos ditames legais”
– condição degradante: “caracterizada por atos comissivos de violação dos direitos fundamentais da pessoa do trabalhador, consubstanciados no cerceamento da liberdade ir e vir… e que impliquem na privação de sua dignidade”.
– condição análoga à de escravo: “trabalho sob ameaça de punição, com uso de coação”; “cerceamento de qualquer meio de transporte”; “manutenção de segurança armada com o fim de reter o trabalhador em razão de dívida contraída”.
Simultaneamente impõe-se aos auditores fiscais do trabalho um elenco de exigências e rotinas visando a tornar, no mínimo, improvável o andamento administrativo dos autos de infração que eles se atreverem a lavrar ao se depararem com situações de trabalho análogo a de escravo. Óbvio, esse engessamento tem um endereço certo: inviabilizar a inclusão de eventual escravagista na Lista Suja, ela também re-triturada pela caneta do Ministro e sua divulgação doravante sujeita à sua exclusiva avaliação.
Na oportunidade estabelece a Portaria que os autos de infração relacionados a flagrante de trabalho escravo só terão validade se juntado um boletim de ocorrência lavrado por autoridade policial que tenha participado da fiscalização, condicionando assim a constatação de trabalho escravo, atualmente competência exclusiva dos fiscais do trabalho, à anuência de policiais.
Sem consulta nenhuma ao Ministério dos Direitos Humanos, outro signatário da Portaria Interministerial MTPS/MMIRDH n°4 de 11/05/2016, o Ministro do Trabalho rasga seus artigos 2 (al.5), 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 e resolve excluir o Ministério Público do Trabalho da competência para celebrar eventual Termo de Ajuste de Conduta com empregadores em risco de serem incluídos na Lista Suja, deixando esse monopólio ao MTb em conjunção com a AGU.
É falácia a alegação subjacente à Portaria de que os empregadores alvos de flagrante por trabalho escravo estariam desprotegidos. Foi exatamente objeto da Portaria Interministerial hoje rasgada definir mecanismos transparentes e equilibrados, por sinal referendados pela própria Presidente do Supremo Tribunal Federal.
A força do conceito legal brasileiro de trabalho escravo, construído a duras custas até chegar à formulação moderna do artigo 149 do Código Penal,  internacionalmente reconhecida, é de concentrar a caracterização do trabalho escravo na negação da dignidade da pessoa do trabalhador ou da trabalhadora, fazendo dela uma “coisa”, fosse ela presa ou não. É por demais evidente que a única e exclusiva preocupação do Ministro do Trabalho nesta suja empreitada é oferecer a um certo empresariado descompromissado com a trabalho decente um salvo-conduto para lucrar sem limite.
16/10/2017
Comissão Pastoral da Terra – Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo “De Olho Aberto para não Virar Escravo”

Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

16 outubro, 2017

Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território nacional


As áreas consideradas urbanas no Brasil representam menos de 1% do território nacional (0,63%) e concentram 160 milhões de pessoas, ou seja, 84,3% da população brasileira. Os dados vieram do mais detalhado trabalho de identificação de áreas urbanas já feito no País. Executado por profissionais da Embrapa Gestão Territorial (SP), o estudo Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil levou três anos para ser concluído e exigiu observação minuciosa de centenas de imagens de satélite. Todas as informações geradas estão disponíveis para serem baixadas gratuitamente na internet no formato shapelife.
O trabalho permitiu, entre várias outras aplicações, relacionar os municípios com maior densidade populacional urbana...continue lendo aqui.

Uma linda e abençoada semana a todas e a todos!

“Que Deus nos dê sempre a força de sermos testemunhas. Dê a nós viver a esperança cristã, sobretudo no martírio escondido de fazer bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.” Papa Francisco

14º Intereclesial das CEBs! - Faltam 100 dias!


Querido povo das CEBs do Brasil

Faltam 100 dias para o 14º Intereclesial!!
A proximidade desse grande encontro das comunidades eclesiais de base indica que é hora de  acelerar o passo na preparação das equipes de trabalho, das delegações dos diversos regionais, intensificar as reflexões e reafirmar o desejo de ser  “CEBs uma Igreja em Saída que enfrenta os desafios no mundo urbano!”
 Nessa bonita construção coletiva  as comunidades  seguem animadas,  superando  desafios,  fortalecidas pela graça de Deus,  sem desanimar.   “É o Espírito, como  o vento que nos arrasta para a frente, que nos mantém no caminho, nos faz sentir peregrinos e estrangeiros e não nos permite de acomodar.”   Muitos os desafios e graças nesse tempo!!
O Trem das CEBs já apita alto e forte avisando a todos que   organizem  suas malas cheias de experiências e esperanças  rumo a Londrina! É hora de estreitar vínculos e fortalecer o coletivo!
O Deus da Vida favoreça e fortaleça a todos nessa construção!!
“Que Deus nos dê sempre a força de sermos testemunhas. Dê a nós viver a esperança cristã, sobretudo no martírio escondido de fazer bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.” (Papa Francisco)
Vamos juntos nessa reta final. Marquem suas postagens nas mídias sociais com #cebsdobrasil. A cada dia uma foto será escolhida para animar a caminhada!
Equipe de comunicação das CEBs do Brasil