07 fevereiro, 2014
06 fevereiro, 2014
Conselho Pastoral Paroquial (CPP)
Conselho Pastoral Paroquial (CPP)
O CPP deve ajudar na promoção da ação pastoral, evangelizadora e missionária na paróquia.
Daqui a pouco, à paróquia Nossa Senhora da Liberdade, Maringá-Paraná, que tem como pároco o Padre Dirceu Alves do Nacimento, realiza a primeira reunião do CPP deste ano de 2014.
É fundamental sua realização. O Conselho Pastoral Paroquial (CPP), é presidido pelo padre (pároco) e é composto pelas coordenadoras e/ou coordenadores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), pastorais, movimentos e organismos existente na paróquia.
O CPP deve ajudar na promoção da ação pastoral, evangelizadora e missionária na paróquia.
O CPP tem como função planejar, organizar e avaliar a caminhada paroquial, portanto é importantíssimo que o padre e todas as coordenadoras e coordenadores das CEBs, pastorais, movimentos e organismos vejam as necessidades, sintam as carências humanas para propor caminhos que leve a igreja ser uma samaritana a serviço da vida “Viu, aproximou-se, sentiu compaixão e curou-lhe as feridas “ (Lc 10, 33-34).
Todas e Todos que compõem o CPP precisa ter uma vida de oração - diálogo com Deus, alimentar-se com a Palavra de Deus, fazer lindas experiências com Deus, para ter clareza e alegria na missão, união, participação e espírito de serviço.
O CPP é trabalho em equipe. É preciso ter a consciência da importância do trabalho em equipe, para tanto, é necessário criar laços afetivos, fraternos. O trabalho em equipe cria a prática da ajuda mútua e a troca de idéias, a liberdade para expor opiniões é fundamental. Além disso, criatividade, também é um talento que pode ser exercitado na atividade em equipe, quando são criados os vínculos de amizade e apoio.
02 fevereiro, 2014
A igualdade é possível!
Foto é do 4º Encontrão Arquidiocesano das CEBs
A igualdade é possível!
Conforme as lideranças iam chegando fui observando que a maioria eram mulheres.
Na quinta-feira, eu e o Padre Dirceu Alves do Nascimento com
a coordenação das nove CEBs que compõem a paróquia Nossa Senhora da Liberdade,
juntamente com outras lideranças convidadas reunimos para programar a caminhada
das CEBs da paróquia.
Conforme as lideranças iam chegando fui observando que a
maioria eram mulheres. Apenas uma CEB tem como coordenador um homem e, em outra
CEB, um homem como vice-coordenador.
Na Igreja, as mulheres se dedicam às diversas pastorais, sustenta
a vida de fé na maioria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), inseridas no
ministério da palavra e da comunhão.
O debate sobre o sacerdócio feminino ainda passa longe da
estrutura eclesial, más nem por isso elas deixam de ser participação calorosa
na Igreja, mesmo diante dos diversos limites impostos pela hierarquia.
“Julgar se uma religião é democrática e libertadora consiste
no teste prático, de saber se permite a plena participação e liderança das
mulheres” (Elisabeth S. Fiorenza).
Percebemos que de certa forma, as mulheres simplesmente
desaparecem dos relatos entre a morte de Jesus e as primeiras comunidades, a
minha resposta é que a história foi contada por homens a partir do olhar deles.
Eram nas casas que se reuniam para celebrar a palavra do
Senhor e a partilha do pão e do vinho, a casa habitat das mulheres e crianças,
não dá para chegar à conclusão de que eram somente os homens que evangelizavam.
As mulheres sempre estiveram presentes: “Ou não temos
direito de levar conosco nas viagens uma mulher cristã, como fazem os outros
apóstolos e os irmãos do Senhor, e Pedro?” (1 Cor 9,5).
Nas primeiras comunidades, Paulo ora fala diretamente com a
mulher, ou sobre ela, de forma carinhosa, trata-a em pé de igualdade com o homem,
como, por exemplo, em Gálatas 3, 28-29: “Não há mais diferença entre judeus e
grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são
um só em Jesus Cristo”.
O Concílio Vaticano II fez um importante marco para iniciar
esse caminho. Pela primeira vez, a Igreja se manifestou em documentos eclesiais
oficiais, em que a discriminação contra a mulher contradiz a vontade de Deus.
O documento de Aparecida apresenta uma nova linguagem. Em vários
pontos usa o tratamento: mulheres e homens, irmãs e irmãos, filhos e filhas,
acredito ser fruto de um debate que se realiza no interior da Igreja, e que
ainda encontra resistência por parte de muitos padres e bispos. Aparecida
incentiva fortemente a atuação das mulheres nas instâncias de decisão.
As mulheres estão presentes na vida e na missão da Igreja,
vem dando um novo rosto eclesial, através do seu jeito carinhoso, sua
generosidade, seu entusiasmo, seu profetismo e a forma feminina de demonstrar
sua fé e amor.
A igualdade é possível, más ainda há um longo caminho, às
vezes acho que a reflexão orientada pela Igreja sobre a presença da mulher no
mundo vale somente para o “mundo” e não para dentro da própria Igreja, além do
fato de a resposta se basear na figura de Maria.
É preciso que mulheres e também homens estejam atentos para
criar novas utopias e iluminados pela face feminina do Espírito Santo,
encontrarem caminhos para a construção da igualdade entre mulheres e homens.
01 fevereiro, 2014
30 janeiro, 2014
Os desafios a partir do 13º Intereclesial das CEBs
Os
desafios a partir do 13º Intereclesial das CEBs
Tive a graça de participar do 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de
Base (CEBs), que aconteceu em Juazeiro do Norte-CE, terra do padre Cícero, de 7
a 11 de janeiro de 2014.
O tema foi “Justiça e Profecia a Serviço da Vida” e o lema “Romeiras do Reino
no Campo e na Cidade”.
Foi maravilhoso estar com o povo de Juazeiro do Norte, um povo acolhedor,
fraterno e de muita fé, nascida do testemunho do padre Ibiapina e do padre
Cícero, da beata Maria Madalena do Espírito Santo Araujo e do beato José
Lourenço, com a fé encarnada do povo das CEBs, nascida do grito profético por
justiça e da certeza de que uma nova Igreja é possível e também um novo mundo.
Pela primeira vez em sua história, o intereclesial das CEBs recebe uma mensagem
de um papa. Ao ser apresentada na celebração de abertura foi como fermento na
massa.
O Número de participantes superou as expectativas: Mulheres: 2248; Homens:
1788; Bispos: 72; Padres: 232; Religiosas/os:146; Evangélicos: 20; Outras
religiões: 35; Estrangeiros: 36; Indígenas: 75; Ampliada/Assessoras/es: 68
totalizando 5046 incluindo as equipes de serviço e visitante.
Marcante foi os gritos das excluídas e dos excluídos que ecoaram: gritos de
mulheres e jovens que sofrem com a violência e de tantas pessoas que sofrem as
consequências do agronegócio, do desmatamento, da construção de
hidrelétricas, da mineração, das obras da copa do mundo, da seca prolongada no
nordeste, do tráfico humano, do trabalho escravo, das drogas, da falta de
planejamento urbano que beneficie os bairros pobres; de um atendimento digno
para a saúde e outros.
O Intereclesial foi uma ponte história entre as lutas do passado com as lutas
atuais. Reafirmou que as CEBs são sinais de profecia e de esperança presentes
na Igreja e na sociedade.
Os desafios despertados foram muitos, no campo e na cidade, de fazer uma Igreja
mais próximo que sente o “cheiro das ovelhas”, que assuma de fato a opção pelos
pobres. Desafios de fazer que nas CEBs aconteça o protagonismo da juventude, o
serviço à vida, a prática da justiça, a vocação profética e o compromisso
missionário.
Enquanto nas CEBs as coisas acontece do jeito simples, há espaço da vida
eclesial baseada no sucesso – na fama – nos grandes eventos (show). Para muitos
as CEBs não existem porque não estão na mídia, não fazem parte da programação
católicas da TV, diante deste fato, o grande desafio é não deixar morrer esse
jeito simples e transformador das CEBs fazer acontecer. Jeito simples que leva
a Igreja sentir o “cheiro das ovelhas”.
A cidade desafia as CEBs, as injustiças sociais no campo aparece mais visível.
Acidade consegue esconder mais, o povo tem acesso a carro, eletrodomésticos e
outros e tudo isso parece que anestesia o povo, anestesia a consciência crística,
a consciência de uma participação mais ativa, na sociedade, na política, claro
que também e de forma expressiva indusido pela grande mídia. Embora a cidade
aproxima fisicamente as pessoas, ela ao mesmo tempo produz efeito contrário,
em vez de socializá-lás – isola-as no anonimato e no individualismo. As pessoas
se regem antes pelos interesses. As pessoas e os lugares passa a ter
importância se levar algum interesse.
O Intereclesial deixou a certeza, que as CEBs é jeito normal da Igreja ser,
enraizadas na Palavra de Deus, leva a Igreja adiante em sua missão
evangelizadora com a prática da justiça e profecia a serviço da vida.
Encerro trazendo presente a frase dita pelo índio Anastácio, que em tom
profético, proclamou: “Roubaram nossos frutos, arrancaram nossas folhas,
cortaram nossos galhos, queimaram nossos troncos, mas não deixamos arrancar
nossas raízes”.
Morre padre João Batista Libânio
"opção pela Teologia da Libertação foi um desabrochar de toda uma vida"
Continuará vivo na caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
Libânio, faleceu na manhã de hoje, 30, em Curitiba (PR), vítima de um infarto.
Doutor em Teologia, por mais de 30 anos, padre Libânio dedicou-se ao magistério e à pesquisa teológica, o que levou ao seu reconhecimento mundial. Ele escreveu 36 livros e foi coautor de vários outros.
O sacerdote foi assessor da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) e colaborador no Instituto Nacional de Pastoral e em comissões episcopais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
29 janeiro, 2014
Paróquia Nossa Senhora da Liberdade - Maringá – Paraná
Recadinho das CEBs
Nesta quinta-feira, 30 de janeiro, eu e o Padre Dirceu Alves do Nascimento, juntamente com as/os coordenadoras/res e vices das nove CEBs que compõe a Paróquia Nossa Senhora da Liberdade, vamos programar a caminhada de nossas queridas Comunidades Eclesiais de Base para este ano de 2014.
Convidamos todas e todos quem queiram contribuir nessa caminhada.
Será ás 20 horas, no Centro de Pastoral Social (CPS).
28 janeiro, 2014
Cubanos do terceiro ciclo do Mais Médicos começam a chegar hoje
O primeiro grupo de médicos cubanos do terceiro ciclo do Programa Mais Médicos desembarca na noite de hoje (28) em Fortaleza, de acordo com o Ministério da Saúde. No total, 2 mil médicos cubanos começam a chegar hoje a Fortaleza, Brasília e São Paulo. Nas três capitais, os médicos cursam o módulo de acolhimento e avaliação do programa antes de serem encaminhados aos municípios onde vão trabalhar. A previsão é que eles comecem a atuar em março.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanha a presidenta Dilma Rousseff em viagem a Cuba e se reuniu ontem (27) com os médicos cubanos que embarcam para o Brasil e para essa etapa do Mais Médicos.
Os cubanos vem ao país por meio do acordo de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Eles são chamados para preencher as vagas não ocupadas por candidatos brasileiros e demais estrangeiros.
Ainda não está definido o local de atuação desses médicos. A distribuição ocorrerá após o encerramento do prazo que os profissionais brasileiros têm para decidir se querem migrar do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médicos.
Além dos cubanos, o terceiro ciclo do Mais Médicos terá 891 médicos selecionados por meio de inscrições individuais. Atualmente, em todo o país, 6.658 profissionais estão atuando pelo Mais Médicos em 2.166 cidades e 28 distritos indígenas, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do governo é preencher 13 mil postos até o fim de março.
Fonte: Agência Brasil
CPT pede aos ruralistas que aprovem o PEC do trabalho escravo sem alteração
“Ruralistas, aprovem a
nova lei do trabalho escravo (PEC) sem alteração na definição legal do trabalho
escravo”, pede a CPT à
Bancada ruralista.
Eis o texto
Nos dias de hoje, a escravidão é outra e se apresenta de diferentes maneiras. Em todas elas, os trabalhadores têm sua dignidade negada por meio de condições degradantes de trabalho ou por jornadas que vão além do que se pode suportar, sendo em alguns casos forçados a trabalhar sob violência, ameaça ou dívida fraudulenta. São tratados como mercadoria.
Graças à adoção de uma nova lei mais dura contra o trabalho escravo (PEC do Trabalho Escravo 57A/1999) temos como melhorar a vida de milhares de brasileiros hoje submetidos à escravidão. Este é um problema grave a ser enfrentado com coragem. A solução não é negá-lo. Trabalho degradante é trabalho escravo, e trabalho escravo é crime.
Ruralistas, aprovem a nova lei do trabalho escravo (PEC) sem alteração na definição legal do trabalho escravo.
Por que isso é importante?
Desde 1995, mais de 46 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil como uma referência na luta contra a escravidão contemporânea. Mas este não é suficiente. Precisamos de uma legislação mais radical contra esse crime horroroso.
A luta pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo já tem 19 anos. Pelas pesadas consequências legais resultando desta prática, a nova lei irá dissuadir o empresariado de usar o trabalho escravo. Quando aprovada a PEC, o empregador irá perder sua propriedade se nela for constatado o uso de trabalho escravo. Essa propriedade será destinada a famílias sem terra ou sem teto.
Graças a pessoas como você, comprometidas com a luta pela erradicação da escravidão, a PEC do Trabalho Escravo foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora que estamos perto de a lei ser definitivamente aprovada no Senado, os Ruralistas querem alterar a definição da escravidão moderna na atual legislação, descaracterizando o que é trabalho escravo. Isso faria com que milhares de casos em que pessoas estão submetidas a condições degradantes análogas às de escravos deixassem de ser considerados.
Está na hora de acabar com a escravidão no Brasil. Exija que a bancada ruralista aprove a nova lei do trabalho escravo (PEC) sem alteração na definição legal do trabalho escravo.
Fonte: Portal da CPT
24 janeiro, 2014
A Desigualdade social mundial dá para ser revertida?
A reportagem é de Marcelo Justo, publicada pela BBC Brasil, 23-01-2014.
No Fórum Econômico Mundial de Davos -
que nesta semana congrega políticos, empresários e personalidades com um volume
de negócios equivalente a quase a metade do PIB americano
-, a desigualdade foi identificada como uma das principais ameaças à economia
mundial.
Mas, ainda que todos concordem com a gravidade do problema, haverá esforços para solucioná-lo?
Nos últimos 30 anos, segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população passou a abocanhar renda ainda maior, em 24 dos 26 países que forneceram dados sobre o período. O Brasil é citado como um dos poucos países onde a desigualdade está diminuindo.
Mas, ainda que todos concordem com a gravidade do problema, haverá esforços para solucioná-lo?
Nos últimos 30 anos, segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população passou a abocanhar renda ainda maior, em 24 dos 26 países que forneceram dados sobre o período. O Brasil é citado como um dos poucos países onde a desigualdade está diminuindo.
Nos EUA, em 1978, um
salário anual médio equivalia a US$ 48 mil (em valores atuais), e 1% da
população ganhava US$ 390 mil. Em 2010, o salário médio caiu para US$ 33 mil,
enquanto 1% da população ganhava mais de US$ 1 milhão.
O período coincide com a hegemonia da
crença neoliberal promovida entre os anos 70 e 80 por políticos como Augusto Pinochet, no Chile, Ronald Reagan, nos EUA, Margaret Thatcher, no Reino Unido.
A ideologia, que emergiu triunfante
com a queda do Muro
de Berlim, prega regulação mínima do Estado sobre a atividade econômica,
liberdade absoluta ao mercado e redução dos impostos aos mais ricos, a fim de
promover o crescimento econômico.
A Oxfam defende
iniciativas que vão na direção oposta: "É preciso um combate global à
evasão a paraísos
fiscais. Um sistema de impostos progressivo. Um salário digno", disse à BBC Mundo Ricardo Fuentes-Nieva,
chefe de pesquisas do órgão.
Estados costumam ser as únicas
entidades capazes de intervir significativamente na redução da desigualdade em
nível nacional, mas, para tal, necessita de dinheiro para financiar investimentos em saúde, emprego, educação ou previdência social.
Distorções
Nas últimas décadas, a elite mundial
contribuiu decisivamente para o "desfinanciamento" estatal: segundo o Tax Policy Center, dos EUA,
desde a década de 1970, a carga de impostos caiu para os mais ricos em 29 dos
30 países nos quais há dados disponíveis.
No mesmo período, o número de
paraísos fiscais alcançou 50 a 60 jurisdições, que, segundo cálculo da revista The Economist, são o destino do equivalente a quase o
dobro do PIB dos EUA.
O diretor da ONG Tax Justice Internacional, John Christensen, ilustra o impacto dos paraísos
fiscais.
"No âmbito de indivíduos, a
perda em receita fiscal é de cerca de US$ 225 bilhões. Em âmbito corporativo,
ocorre uma distorção de preços.
(Multinacionais) pagam pouco ou nada
(para manter o dinheiro) no paraíso fiscal e, no país de origem, pagam menos do
que deveriam porque seus ganhos ficam muito abaixo da realidade", afirmou
à BBC Mundo.
Isso provoca distorções tragicômicas. Um único
edifício nas ilhas Cayman, chamado de Ugland House, é a sede oficial de 18 mil
empresas.
Nos Estados Unidos, Delaware, cuja população não
chega a 1 milhão de pessoas, existem 945 mil empresas, mas de uma por cabeça.
E o Google faturou
US$ 5 bilhões no Reino Unido em 2012, mas praticamente não pagou impostos por
isso.
Políticas
A globalização financeira, a desregulação e
a capacidade de mover a produção de um país a outro converteram esse poder
econômico em uma força capaz de dobrar governos.
"A elite mundial está impondo
políticas de Estado que lhes favoreçam", opinou Ricardo Fuentes-Nieva. "Isso produz uma
'deslegitimação' da democracia e do Estado."
O relatório da Oxfam diz que, em pesquisas conduzidas em seis
países - Brasil, Espanha, Índia, África do Sul, Reino Unido e EUA -, a maioria dos entrevistados opinou
que as leis
tendem a favorecer os mais ricos.
A ONG fez um
chamado por mais responsabilidade à elite global - chamado que, segundo
Fontes-Nieva, pode ter mais apelo por conta da profundidade e da extensão de
potenciais turbulências globais.
"Estamos ante um perigo de ruptura do contrato
social. Desta vez, o conjunto da sociedade, inclusive a classe média, se vê
afetada. Precisamos lembrar que tratam-se de políticas públicas que podem ser
mudadas. Se não forem, o impacto prejudicará as próprias elites, porque a
crescente exclusão de consumidores pode acabar produzindo uma sociedade
economicamente doente."
Sinais de debilidade não faltam:
segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT),
o desemprego mundial será de 6,1% neste ano, em comparação com 5,5% em 2008.
Entre os jovens, a taxa será de 13,1%.
Desigualdade: cerca de 3,5 bilhões de pessoas ganham o mesmo que as 85 pessoas mais ricas do mundo
Segundo a Oxfam,
cerca de 3,5 bilhões de pessoas ganham, somadas as suas rendas, o mesmo que as
85 pessoas mais ricas do mundo.
A desigualdade mundial é tão
forte que até a Cúpula dos Ricos de Davos, que começou ontem, citou-a como uma
das grandes ameaças para a economia global. Um relatório da organização
humanitária Oxfam, divulgado na segunda-feira,
apresenta uma comparação que revela os extremos do desequilíbrio social em
pleno século XXI. Segundo os cálculos da Oxfam, a metade da
população mundial – cerca de 3,5 bilhões de pessoas – recebem o mesmo que as 85
pessoas mais ricas do planeta. Esta aparente confluência no diagnóstico, feita
por uma ONG que luta contra a pobreza global e o Fórum
Econômico Mundial, organizador de Davos, termina na identificação do problema.
Em uma pesquisa da consultora
internacional Pricewaterhouse Coopers, publicada
ontem, fica claro que as mil multinacionais que financiam o Fórum acreditam que a desregulação e a redução do
déficit fiscal são fundamentais para lidar com os problemas econômicos globais.
Discordando disso, a Oxfam considera
que é preciso acabar com os paraísos fiscais, promover um sistema tributário
progressivo e salários dignos, condições que são rejeitadas pelas
multinacionais.
O jornal Página/12 conversou com o chefe de Pequisas da Oxfam, Ricardo Fuentes-Nieva (foto),
a respeito dos desafios para se promover uma maior igualdade, em um mundo
globalizado.
Eis a entrevista.
A Oxfam está
participando em Davos e concordou com a avaliação do Fórum Econômico Mundial a
respeito dos perigos que a desigualdade apresenta. Entretanto, essa
concordância para por aí?
Em nosso relatório, vimos que em 24 dos 26 países
do mundo em que há informação estatística dos últimos 30 anos, a desigualdade
cresceu. Posto de outra forma, sete em cada 10 pessoas do mundo vivem em um
lugar mais desigual do que há 30 anos. Uma segunda conclusão de nosso relatório
é que os ricos têm uma crescente influência nos processos políticos, que
apresentam sérios problemas de legitimidade. Por último, pensamos que não há
razões para que isso continue assim. É uma questão que pode ser corrigida com
políticas concretas.
Justamente, o
caminho que vocês apresentam é totalmente o contrário daquilo que se promove em
Davos.
Nós acreditamos que deve haver um combate global
contra a evasão fiscal e os paraísos fiscais. O estouro financeiro de 2008
aprofundou a desigualdade, a partir dos programas de austeridade que foram
levados adiante para solucionar uma crise que teve sua origem nos mais ricos do
mundo e em sua especulação financeira. Os paraísos fiscais foram fundamentais
nesta especulação e constituem uma das chaves da ausência de financiamento dos
estados, pois distorcem a política governamental. Por um lado, forçam as
políticas de redução fiscal para os mais ricos, para que não recorram à evasão
e fuga de capital, por outro, impedem políticas sociais e econômicas que
reduziriam a desigualdade em razão da queda da arrecadação fiscal. Desde os
anos 1970, a carga tributária baixou para os ricos em 29 dos 30 países em que
existem dados disponíveis. Esta é uma política impulsionada pelo crescente
poder político dos ricos e o desequilíbrio em favor das corporações na
distribuição dos benefícios econômicos entre trabalhadores e o capital.
O argumento mais
citado em favor de salários baixos e vantagens fiscais é a competitividade das
empresas, em um mundo globalizado. Sem questionar a globalização atual, não
parece haver solução ao problema da desigualdade.
É um ponto muito importante. Parte desta
concentração da renda está relacionada à globalização que, ao mesmo tempo, teve
aspectos positivos, ajudando milhões de pessoas a saírem da pobreza. Porém, o
certo é que o salário real médio decresceu em muitos países. Também não se pode
dizer que este fenômeno se deve pura e exclusivamente à globalização. Os
avanços tecnológicos, que surgiram da globalização, foram enormes e geraram uma
redistribuição econômica para grupos que tem maior nível de educação. Contudo,
ao mesmo tempo, a concentração da renda, que vimos nos últimos dois anos, não
pode ser explicada por este fator, porque a globalização é um processo que está
em marcha há muito tempo.
Por muito tempo, a América Latina foi um dos lugares mais desiguais do
planeta. Como vocês avaliam a situação da região, nos últimos dez anos?
Acreditamos que ocorreram grandes progressos que demonstram que as coisas podem melhorar, caso exista vontade política. Programas sociais como Bolsa Família no Brasil, Trabalhar na Argentina, Chile Solidário eOportunidades no México, colocaram a América Latina na vanguarda de políticas inovadoras de intervenção estatal para lidar com a desigualdade. No entanto, é verdade que isto não foi suficiente. Os protestos no Chile ou no Brasil são sinais de que fica muito a desejar. Mesmo assim, a tendência é animadora na América Latina e muito melhor do que em outras partes do mundo.
O que pode ocorrer,
caso não se modifique esse panorama de crescente desigualdade global?
Estamos diante de um perigo de ruptura do contrato social e de uma dissolução da ideia de cidadania. Se os governos não refletem a vontade de grande parte da população, começam a perder legitimidade, dinamismo e colocam em risco a democracia, os direitos humanos e outras conquistas. Nesse sentido, independente se a avaliação que Davos faz, a respeito da desigualdade como uma das ameaças da economia mundial, é um mero exercício de relações públicas, acredito que não é interesse das próprias companhias de Davos que esta situação transborde. Este transbordamento não irá acontecer de um ano para o outro, mas há um risco de que a sociedade se torne esclerosada com um impacto concreto econômico e com um risco crescente de explosão social, porque, nesse momento, a desigualdade está afetando ao conjunto da sociedade de muitos países, incluindo as próprias classes médias, que foram uma das grandes perdedoras da crise de 2008.
Estamos diante de um perigo de ruptura do contrato social e de uma dissolução da ideia de cidadania. Se os governos não refletem a vontade de grande parte da população, começam a perder legitimidade, dinamismo e colocam em risco a democracia, os direitos humanos e outras conquistas. Nesse sentido, independente se a avaliação que Davos faz, a respeito da desigualdade como uma das ameaças da economia mundial, é um mero exercício de relações públicas, acredito que não é interesse das próprias companhias de Davos que esta situação transborde. Este transbordamento não irá acontecer de um ano para o outro, mas há um risco de que a sociedade se torne esclerosada com um impacto concreto econômico e com um risco crescente de explosão social, porque, nesse momento, a desigualdade está afetando ao conjunto da sociedade de muitos países, incluindo as próprias classes médias, que foram uma das grandes perdedoras da crise de 2008.
23 janeiro, 2014
MST comemora 30 anos de luta e resistência.
Ocupar, resistir e produzir. Neste dia 22/01/2014, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) comemora 30 anos de luta e resistência.
MST alfabetizou mais de 50 mil trabalhadores em 30 anos
Da Página do MST
Da Página do MST
O acesso à educação é um direito humano fundamental. Desde a retomada da luta pela terra, em 1984, no Acampamento da Encruzilhada Natalino, no Rio Grande do Sul, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) busca garantir que os acampados e assentados tenham acesso à educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis.
Mais de 50 mil pessoas já aprenderam a ler e escrever no MST, fruto do entendimento de que alfabetizar os trabalhadores é um passo importante para a transformação social. Além disso, foram formados mais de 8 mil educadores que atuam em escolas no campo.
“O compromisso do movimento com a alfabetização é que enquanto existirem analfabetos, o MST vai estar na luta para alfabetizá-los. É a mesma convicção de que enquanto existir um trabalhador campesino sem o acesso a Terra continuaremos lutando pela Reforma Agrária”, afirma Cristina Vargas, do setor de educação do MST. No entanto, o acesso à escola é um desafio permanente para os camponeses e camponesas.
Ainda nos primeiros anos do MST, surgiram as primeiras escolas, denominadas de “Escolas de Acampamentos”, que mais tarde passam a ser chamadas de Escolas Itinerantes. A existência dessa prática educativa garantiu a escolarização de muitas crianças e adultos, permitindo que esta experiência fosse reconhecida pelos órgãos públicos do Rio Grande Sul.
Durante esses 30 anos, que serão comemorados nesse ano durante o VI Congresso Nacional do MST, a ser realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro, em Brasília, o movimento estima que foram construídas aproximadamente 1200 escolas públicas - estaduais e municipais - nos assentamentos e acampamentos, das quais 200 são de ensino fundamental completo e em torno de 100 vão até o ensino médio, nelas estudando em torno de 200 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos Sem Terra.
Também faz parte da atuação do MST os trabalhos educacionais através dos cursos de nível técnico que capacitam os trabalhadores Sem Terra a atuar em cooperativas, além de cursos de graduação, como licenciatura, pedagogia, direito, jornalismo, administração. Já foram criados 50 turmas de cursos técnicos de nível médio e superiores em parceria com Universidades e Institutos federais, em um total próximo a 2 mil estudantes.
Fechar escola é crime!
O MST defende que a escola esteja onde o povo estiver. Os camponeses têm o direito e o dever de participar da construção do próprio projeto de escola, respaldados no princípio constitucional de que a educação é direito de todos e dever do Estado.
No entanto, após décadas de lutas por conquistas no âmbito educacional, cada vez mais escolas no campo estão sendo fechadas.
Em oito anos, mais de 24 mil escolas deixaram de atender crianças e adolescentes filhos de trabalhadores rurais. No ano de 2002, existiam 107.432 escolas do campo.
Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036, significando o fechamento 24.396 estabelecimentos de ensino, sendo 22.179 escolas municipais.
O Brasil ainda possui 14,1 milhões de analfabetos, o que corresponde a 9,7% do total da população com 15 anos ou mais de idade. Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional, ou seja, lê e escreve, mas não consegue compreender, interpretar ou escrever um texto.
21 janeiro, 2014
Água de Maringá. Quem é culpado, os pesqueiros ou a Sanepar?
Com relação ao gosto de barro e o
cheiro ruim da água fornecida pela Sanepar em Maringá, nos últimos dias, os
integrantes da força-tarefa criada para fiscalizar, mapear e analisar a água do
rio Pirapó, procurou identificar a origem das microalgas Oscillatoriales,
presentes no rio Pirapó, principal manancial de abastecimento público de
Maringá. A Sanepar diz que as microalgas não representam riscos à saúde humana,
apesar de provocarem odor e sabor na água tratada.
Na coletiva realizada hoje, 21,
na Sanepar, confirmou que a origem da água com gosto e cheiro ruins foi uma
propriedade rural que possui vários tanques às margens do rio Pirapó, em
Sabáudia, com a possibilidade das algas terem vindo também de outras propriedades
ribeirinhas.
Quem é culpado, os pesqueiros ou a
Sanepar?
Talvez, seria viável alguém
lembrar a Sanepar que “carvão ativado” tem um excelente poder de clarificação,
desodorização e purificação de líquidos e que ela pode usar a quantidade suficiente
para resolver o problema da água em Maringá, sem risco nenhum para a humanidade e todos
os seres vivos.
Descaso pelos menos favorecidos na cidade de Maringá
A situação das famílias que ocuparam o Conjunto Atenas II e foram levadas dias atrás para a desativada Escola Municipal Delfim Moreira, na zona rural de Maringá, é de calamidade. As fotos acima foram tiradas pelo Observatório das Metrópoles, que realizou visita técnica ao local. Os relatos são impressionantes. São 17 famílias morando em 13 salas, dentre elas, cozinha, secretaria e despensa. Por não haver espaço, duas famílias estão dormindo no corredor. Ainda sobre o espaço restrito, os móveis ficam no corredor ao relento e a mercê da chuva. Alguns estão preocupados em perder o pouco que têm. Muitos estão com problemas de saúde, que atribuem à contaminação na água, que afetam principalmente as crianças. Há moradores com crise de vômito e diarreia. Existem apenas dois banheiros coletivos e há presença de ratos e baratas no local. Há riscos para as 40 crianças no local como portões soltos, janelas quebradas que não cumprem sua função de vedação e proteção contra o frio. Além disso, ainda se encontram sem acesso ao transporte público.
20 janeiro, 2014
América Latina terá desemprego estável até 2016
Divulgado hoje (20/01/2014) o relatório Tendências
Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Relatório
aponta que, em 2013, o número de desempregados no mundo aumentou 5 milhões. Com
isso, o número de pessoas sem emprego é cerca de 202 milhões, o que representa
uma taxa de desemprego mundial de 6%.
Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, a fraca recuperação da economia mundial não foi capaz de levar a uma melhora no mercado de trabalho.
No ano passado, a maior parte do aumento do desemprego mundial foi registrada nas regiões da Ásia Oriental e da Ásia Meridional que, juntas, representam 45% das pessoas em busca de emprego, seguidas da África Subsaariana e da Europa. Por outro lado, a América Latina contribuiu com menos de 50 mil desempregados para a cifra mundial do desemprego.
De acordo com a OIT, se a tendência atual se mantiver, o desemprego mundial continuará piorando e pode chegar a 215 milhões de pessoas em 2018. Nesse período, serão criados cerca de 40 milhões de novos empregos por ano, que representa um número menor do que os 42,6 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente.
Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, a fraca recuperação da economia mundial não foi capaz de levar a uma melhora no mercado de trabalho.
No ano passado, a maior parte do aumento do desemprego mundial foi registrada nas regiões da Ásia Oriental e da Ásia Meridional que, juntas, representam 45% das pessoas em busca de emprego, seguidas da África Subsaariana e da Europa. Por outro lado, a América Latina contribuiu com menos de 50 mil desempregados para a cifra mundial do desemprego.
De acordo com a OIT, se a tendência atual se mantiver, o desemprego mundial continuará piorando e pode chegar a 215 milhões de pessoas em 2018. Nesse período, serão criados cerca de 40 milhões de novos empregos por ano, que representa um número menor do que os 42,6 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente.
TJ-PR abre inscrições para concurso de cartórios extrajudiciais
O Tribunal de Justiça
do Estado do Paraná (TJ-PR) abre nesta segunda-feira (20) as inscrições do
concurso público para cartórios extrajudiciais. A quantidade de vagas
oferecidas é a segunda maior na área do país. “O concurso do Paraná é um dos
mais esperados, pois todos os cartórios do estado já estão instalados,
funcionando, ao contrário de outros estados em que os vencedores do concurso
terão que implantar novas unidades. São 503 ofícios vagos, sendo 326 por
provimento e 177 por remoção”, conta o coordenador do curso preparatório
Concurso de Cartório, Heverson do Valle.
As inscrições devem
ser feitas até 18 de fevereiro pelo site www.ibfc.org.br do Instituto
Brasileiro de Formação e Capacitação, organizadora do concurso. O valor da taxa
de inscrição é de R$ 200. Podem concorrer bacharéis de Direitos e pessoas que
exerceram a função notarial ou registral por dez anos ou mais. Serão destinadas
5% das vagas a pessoas com deficiência.
O concurso é composto
por seis etapas. A primeira será uma prova objetiva com 100 questões aplicadas
no dia 30 de março. Segundo Heverson do Valle, a etapa inicial é
classificatória e as notas costumam ser altas. “Para se diferenciar o candidato
deve apostar em questões específicas sobre Direito Notarial e Registral,
buscando estudar conteúdo específico destas áreas”, completa.
Histórico
Em julho de 2010, o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que fosse realizado no Paraná
concurso público para o preenchimento de cartórios extrajudiciais. Ao todo,
cerca de 31% das 1,1 mil serventias paranaense eram ocupadas por não
concursados.
O certame foi marcado
para o dia 8 de dezembro de 2012, o qual foi suspenso por uma liminar do CNJ
baseado em pedidos de candidatos, que alegaram problemas técnicos na aplicação
da prova.
Concurso de Cartório
Concurso de Cartório
é o único curso dedicado exclusivamente aos concursos públicos de ingresso e
remoção na atividade notarial e registral. As aulas online e presenciais
preparatórias em todo o país contam com os melhores e mais experientes
profissionais da área. O curso promove o conhecimento a respeito dos concursos
na área do Direito notarial e de registro, disseminando informações específicas
e organizando cursos voltados para profissionais da área e futuros tabeliães e
registradores.
Água: força-tarefa marca coletiva
Fonte: site do rigon
Os integrantes da força-tarefa criada para
fiscalizar, mapear e analisar a água do rio Pirapó e seus afluentes marcaram as
10h de amanhã uma entrevista coletiva, na Sanepar. Nos últimos dias, a
força-tarefa procurou identificar a origem das microalgas Oscillatoriales,
presentes no rio Pirapó, principal manancial de abastecimento público de
Maringá. A Sanepar diz que as microalgas não representam riscos à saúde humana,
apesar de provocarem odor e sabor na água tratada. Na reunião, técnicos da
Sanepar e representantes da Polícia Ambiental, do Instituto Ambiental do Paraná
e demais órgãos (Defesa Civil Estadual e Municipal, Corpo de Bombeiros, e
Secretaria Estadual de Meio Ambiente) vão repassar informações sobre as ações
realizadas e encaminhamentos definidos.
17 janeiro, 2014
Palestra sobre o MÉTODO SEL HEALING (Autocura)
Segue convite de uma interessantíssima Palestra sobre o MÉTODO SEL HEALING (Autocura) na próxima quinta-feira, dia 23, às 19 horas, no Auditório Hélio Moreira, cidade de Maringá.
Veja o site: www.absh.org.br
Veja o site: www.absh.org.br
Estudo mostra que quanto mais velha a árvore, mais ela absorve dióxido de carbono (CO2) na atmosfera
Quanto mais velha é uma árvore, mais ela captura dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para continuar a crescer, revelou um estudo [Rate of tree carbon accumulation increases continuously with tree size] publicado nesta quarta-feira sobre o impacto das florestas no aquecimento global.
A reportagem é da Agence France-Presse, reproduzida pelo portal Yahoo Notícias. 16-01-2014.
Os resultados dos trabalhos, publicados na revista científica britânica Nature, indicam que em mais de 400 tipos de árvores estudados, são os espécimes mais velhos e, portanto, os maiores de cada espécie os que crescem mais rápido e que, consequentemente, absorvem mais CO2.
Estes cientistas contradizem o postulado segundo o qual as árvores velhas contribuiriam menos na luta contra o aquecimento global.
“É como se para os humanos, o crescimento se acelerasse depois da adolescência ao invés de se retardar”, explicou para a AFP Nathan Stephenson, um dos autores deste trabalho.
As árvores absorvem da atmosfera o CO2, principal gás causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, e o armazenam em seus troncos, seus galhos e suas folhas.
As florestas desempenham, assim, um papel de reservatórios de carbono, mas até que ponto elas retardariam o aquecimento é um assunto em aberto.
“Já sabemos que as florestas antigas estocam mais carbono do que as florestas mais jovens”, explicou Nathan Stephenson. Mas, prosseguiu o pesquisador, “as florestas antigas têm árvores de todos os tamanhos e não está claro quais cresceram mais rápido, capturando assim a maior quantidade de dióxido de carbono”.
Este estudo dá uma resposta clara a esta questão: “para reduzir o dióxido de carbono presente na atmosfera, é melhor ter árvores grandes (ndr: e, portanto, antigas)”, resumiu o cientista.
“Este conhecimento vai nos permitir melhorar nossos modelos para prever como as mudanças climáticas e as florestas interagem”, ressaltou Nathan Stephenson.
Cerca de quarenta cientistas participaram deste estudo, que analisou os dados dos últimos 80 anos de 670.000 árvores de 403 espécies diferentes existentes em todos os continentes.
Álcool é responsável por ao menos 80 mil mortes por ano nas Américas, alerta OMS
Cerca de 80 mil mortes por
ano nas Américas poderiam ser evitadas se não houvesse consumo de álcool, de
acordo com estudo da Organização
Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) que
aparece na edição atual da revista científica Addiction.
A reportagem foi publicada pelo sítio ONU Brasil
O
estudo da assessora da OPAS/OMS de informação e análises de saúde, Vilma Gawryszewski, e
da assessora sênior em abuso de substâncias e álcool, Maristela Monteiro, se
concentrou nos padrões de mortes relacionadas com o álcool entre 2007 e 2009 em
16 países. As autoras examinaram dados somente dos casos em o álcool foi
especificamente mencionado – como doenças do fígado vinculadas ao álcool e
distúrbios mentais e de conduta por causa do consumo de álcool.
Elas descobriram que o
álcool foi a causa “necessária” – que a morte não teria ocorrido sem a ingestão
de bebida – numa média de 79.456 casos por ano.
Segundo as autoras, isso
representa apenas “a ponta do iceberg de um problemas mais amplo”, já que o
álcool está relacionado com uma ampla gama de doenças e condições, incluindo
doenças cardíacas e cerebrais vasculares, ferimentos com armas de fogo, suicídios
e até alguns tipos de câncer.
A pesquisa mostra uma grande variação no número de mortes de
acordo com os países. A maior taxa é de El Salvador (cerca de 27,4 a cada 100 mil mortes
anuais), Guatemala (22,3), Nicarágua (21,3), México (17,8) e Brasil(12,2).
Na outra ponta estão Colômbia (1,8), Argentina (4), Venezuela (5,5), Canada (5,7) e Costa Rica (5,8). Entretanto, o consumo de álcool
é maior nos países com menores taxas de mortalidade.
O risco também varia por idade. No Brasil, Equador e Venezuela, por
exemplo, as taxas começam a aumentar na faixa dos 40 a 49 anos, seguem estáveis
e depois caem entre os indivíduos com mais de 70.
O documento destaca que
mortes relacionadas ao álcool podem ser evitadas com políticas e intervenções
que reduzam o consumo, incluindo restrições sobre disponibilidade, aumento de
preços por meio de impostos e regulação da propaganda. A região, porém, é
“fraca” nas políticas de resposta ao problema.
“Mortalidade nas Américas por doenças, condições e lesões quando
o álcool é causa necessária nas Américas, 2007-2009” está disponível somente em
inglês. Para acessar, clique aqui.
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